sábado, fevereiro 28, 2009

As térmitas estão a avançar

As térmitas estão a avançar nos Açores, mas vale a pena combatê-las.

A Universidade dos Açores acaba de lançar um portal na Internet, chamado SOS - Térmitas que ensina a extinguir a praga.

(ouvir notícia aqui.)

e aqui

(In Francisco Faria RDP-Açores)

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MOBILIDADE INTERNACIONAL DE ESTUDANTES

Acesso ao programa de mobilidade Erasmus
Se lhe interessa realizar um período de estudos e/ou estágio profissional fora de Portugal, no âmbito do programa de mobilidade Erasmus, será de todo conveniente:
contactar o respectivo Coordenador Departamental ou o Gabinete de Relações Internacionais (GRI) para saber quais as Universidades a que poderá candidatar-se;
obter informações acerca da instituição de destino (plano de estudos, códigos, nomenclaturas, créditos ects, calendarização dos semestres, prazos de candidatura, alojamento em residências universitárias, etc.);
reunir com o Coordenador Departamental para escolher as disciplinas em que deverá inscrever-se e preencher o contrato de estudos (learning agreement), que deverá ser assinado por ambos;
preencher um plano de reconhecimento de créditos, que deverá ser assinado pelo estudante, pelo Coordenador Departamental e pelo Director de Curso, de forma a garantir que o período de estudos e/ou estágio efectuados no estrangeiro sejam plenamente reconhecidos pela Universidade dos Açores;
apresentar a candidatura no GRI dentro dos prazos estipulados anualmente.

O estudante deve sempre consultar o sítio da Universidade à qual se está a candidatar e retirar e preencher a ficha de candidatura e o contrato de estudo, bem como os formulários para alojamento, curso de língua estrangeira, etc., que essa Universidade poderá eventualmente exigir dos estudantes. O estudante deve também ter em atenção as datas-limite para envio desses documentos, pois nem todas as Universidades aceitam candidaturas enviadas fora do prazo. Se necessário, poderá contar com a ajuda do GRI no preenchimento dos formulários.

Antes da partida
Antes do início do seu período de mobilidade, é celebrado um contrato entre a Universidade dos Açores e o estudante, onde se incluem todas as exigências mínimas obrigatórias para participação no programa e para a concessão de uma bolsa Erasmus. Antes da partida cada estudante recebe um exemplar da Carta de Estudante Erasmus, na qual constam os direitos e obrigações do Estudante Erasmus.

Alojamento
Algumas universidades parceiras colaboram na reserva do alojamento destinado aos estudantes de mobilidade. O Estudante deve estar atento a todas as informações que receber da universidade a que se candidatou, pois compete-lhe dialogar directamente com a Universidade de acolhimento, no sentido de efectuar a sua candidatura ao alojamento nas residências ou de procurar alojamento particular.
Em alguns casos, as universidades parceiras não se responsabilizam pela reserva de alojamento. Visto que a reserva de alojamento privado à distância pode ser arriscada (não corresponder às expectativas, condições inadequadas, etc.), aconselhamos a reserva de alojamento temporário (Pousadas de Juventude, pensões, etc., muitas vezes referidas pelas próprias universidades), para a 1.ª semana, seguida do contacto directo com proprietários, com alunos já instalados, com as Associações de Estudantes, etc., tendo em vista a decisão relativa ao alojamento permanente.

Curso Intensivo de Línguas Erasmus (EILC)
Sensibiliza-se os estudantes para a importância do conhecimento básico da língua em que são leccionados os cursos a frequentar na instituição de acolhimento. Registe-se, todavia, o facto de algumas instituições leccionarem um Curso Intensivo de Línguas Erasmus (EILC), devendo o estudante informar-se acerca da sua existência na Universidade que irá frequentar.

Final da Mobilidade
No final da mobilidade, o estudante deverá solicitar ao GRI da Universidade de acolhimento que assine e carimbe o Certificado de Permanência. Este certificado deverá ser entregue no GRI da UAc após o regresso do estudante.
De acordo com o estipulado no contrato inicialmente assinado, o estudante tem um prazo de 15 dias, após o regresso da mobilidade, para entregar o Relatório Final de Estudante Erasmus.

Bolsas
O pagamento das Bolsas é feito em duas fases, a saber: 85% no início da mobilidade e 15% após o regresso e a entrega do Relatório Final.

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Site SOS Térmitas

Já está disponível o Portal das Térmitas dos Açores: Http://sostermitas.angra.uac.pt.
Este Portal resultou da realização do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”, financiado pela DRCT (Governo Regional dos Açores), que aliou o conhecimento produzido sobre as térmitas e as estratégias de as enfrentar ao trabalho desenvolvido no âmbito da percepção e comunicação de risco por diversas investigadoras das ciências sociais da Universidade dos Açores, afectas ao CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores), ao CES-UA e ao CIBIO-Açores. A sua organização e conteúdos reflectem as necessidades de informação de um grupo alargado de cidadãos de diversos sectores de actividade, proprietários e inquilinos de habitações com e sem térmitas das Ilhas Terceira e São Miguel que foram entrevistados para o efeito.
A página foi coordenada por Ana Moura Arroz e Paulo A. V. Borges ambos investigadores do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A- UA).
O Lançamento foi realizado oficialmente no dia 26 de Fevereiro, pelas 14h00, na Sala 1 do Departamento de Ciências Agrárias, com a presença do Magnífico Reitor da Universidade dos Açores.
Do mesmo grupo ainda existem os sites:
Azorean Biodiversity Group Page (www.angra.uac.pt/gba )
Azorean Biodiversity Portal (www.azoresbioportal.angra.uac.pt/ )
Azorean Spiders: (www.jorgenlissner.dk/azoreanspiders.aspx )
Portal Termitas dos Açores (http://sostermitas.angra.uac.pt/ )

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Portal das Térmitas dos Açores

Já está disponível o Portal das Térmitas dos Açores: http://sostermitas.angra.uac.pt

Este Portal resultou da realização do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”, financiado pela DRCT (Governo Regional dos Açores), que aliou o conhecimento produzido sobre as térmitas e as estratégias de as enfrentar ao trabalho desenvolvido no âmbito da percepção e comunicação de risco por diversas investigadoras das ciências sociais da Universidade dos Açores, afectas ao CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores), ao CES-UA e ao CIBIO-Açores.
A sua organização e conteúdos reflectem as necessidades de informação de um grupo alargado de cidadãos de diversos sectores de actividade, proprietários e inquilinos de habitações com e sem térmitas das Ilhas Terceira e São Miguel que foram entrevistados para o efeito.
A página foi coordenada por Ana Moura Arroz e Paulo A. V. Borges ambos investigadores do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A- UA).

(In Terra Livre)

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A Astronomia na obra de Camões

Realizam-se nos dias 9, 16 e 23 de Março, pelas 9:00, no auditório da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade palestras comemorativas do Ano Internacional da Astronomia, proferidas pelo professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e organizadas pelo Grupo de Físia e Química da mesma escola sob coordenação da professora Helena Correia.
As conferências tem como título " A astronomia na obra de Camões".

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Ordenamento e Coesão Territorial

Tomaz Dentinho
No passado dia 19 de Fevereiro discutiu-se em Ponta Delgada o tema Ordenamento e Coesão Territorial.
O ordenamento é influenciado por muitos factores. Um dos factores mais importantes é o mercado que se expressa pelos preços de energia, de transporte, de comunicações, de trabalho, de financiamento, de acesso aos bens e serviços e de produção de bens e serviços; todos eles com forte impacto no ordenamento do espaço. Um outro factor fundamental são as capacidades, aptidões e potencialidades do território, não só as que resultam das condições naturais mas também as que são fruto dos espaços adaptados e canais que resultam da interacção cumulativa entre o homem e o ambiente que, em última análise, toma o nome de tecnologia. Um terceiro factor ordenador do território resulta dos direitos de propriedade e das imposições fiscais e subsídios que influenciam os usos do território, muitas delas associadas a esquemas de planeamento territorial. Um último grupo de factores tem a ver com os valores das pessoas e da forma como orientam os outros factores e influenciam o território.
Também a coesão territorial não se limita às transferências financeiras entre territórios mas tem que ver com a capacidade produtiva e criativa de cada sítio, com a liberdade de circulação de bens, serviços e factores produtivos, com a distribuição territorial do valor acrescentado ao longo das cadeias de valor e, finalmente, com os esquemas redistributivos influenciados não apenas pela política mas também pelos sistemas familiares e redes de solidariedade particular que cruzam vários territórios. Quando o ordenamento é confundido com planeamento surge a corrupção. E quando a coesão se confunde com transferências de subsídios cresce a dependência e o adormecimento da criatividade e produtividade dos locais subsidiados.
A questão é grave porque o próprio Livro Verde sobre a Coesão Territorial Europeia confunde ordenamento com planeamento e coesão com transferências financeiras. E os erros mantêm-se ao longo do documento. Na verdade coesão não tem a ver com coordenação mas com integração; competitividade das regiões envolve a concorrência entre elas e não a criação de laços; o desenvolvimento é por natureza desequilibrado e não equilibrado; o desenvolvimento não implica apenas acesso à energia, ao transporte, à educação, à saúde e à informação mas sim a capacidade de criar esses serviços nas várias regiões; as fronteiras não são sempre nefastas pois representam a inultrapassável limitação espacial dos serviços públicos; e as ilhas não são realidades com menos capacidades mas sim espaços em que a mesma realidade é boa e má ao mesmo tempo: - o isolamento é protecção natural, a monocultura é possibilidade de especialização, a limitação de escala é estímulo à inovação tecnológica e a especificidade natural e cultural é modelo demonstrativo para espaços maiores. O que acontece é que as características insulares se tornam limitações ou potencialidades conforme as políticas que são tomadas. Os subsídios tornam a insularidade uma limitação. A promoção da competitividade no exterior tornam a insularidade uma potencialidade.
Os instrumentos de gestão territorial são fundamentalmente instrumentos de gestão de redes de serviços. Redes de transportes, redes de comunicações, redes de saneamento básico, redes de fornecimento de energia, redes de serviços de educação, redes de serviços de saúde, redes de recolha de lixo. O problema é que essas redes são geridas por concessões monopolísticas necessariamente centralizadas a quem se impõe que os preços dos serviços mínimos sejam iguais ao custo médio desses serviços. Esta regra tem três consequências calamitosas: - em primeiro lugar gera a ineficiência dos serviços, havendo locais que estão dispostos a ter mais benefícios e que não os recebem e vice-versa; - em segundo lugar implica a falta de igualdade entre centros servidores beneficiados por rendas de monopólio e as periferias subsidiadas e dependentes; - em terceiro lugar provoca a tragédia dos comuns com congestionamento de redes ou sua expansão insustentável.
A solução deveria incluir a regulação da concorrência entre servidores, o que já é permitido por muitas tecnologias de transportes, comunicações, produção e distribuição de energia, serviços de saúde e de educação. E ainda a calibração dos preços para que correspondessem ao custo marginal e não ao custo médio.

(In A União)

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quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Sementeira ou Tapete de Relva?

DIOGO RICOU é o responsável técnico da empresa Monteiro & Ricou, lda. Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores. Desde sempre que esteve ligado a esta área. É formador nas áreas da jardinagem, nomeadamente planeamento de jardins e dá aulas ao curso CEF jardinagem no ensino público. A monteiro & Ricou presta serviços de consultadoria, gestão de obras, construção de jardins, implantação e projecto de sistemas de rega, instalação de jardins verticais, agricultura, paisagismo. http://www.monteiroricou.blogspot.com/.

No planeamento de um jardim, reservamos quase sempre uma zona para relvado. Será nessa área que estaremos mais tempo e será aí onde desenvolveremos a maior parte das nossas actividades ao ar livre, brincadeiras, etc.
Quando estamos na fase da escolha dos materiais por vezes surge-nos a dúvida semear ou usar tapete de relva?
A resposta depende de diversos factores que vou tentar aqui expôr muito sucintamente, sob a forma de situação - resposta.
Situação: Penso construir o meu jardim na Primavera/Outono, e queria desde logo usufruir dele.
Resposta: Sem dúvida que para poder usufruir imediatamente do jardim terá de optar pelo tapete de relva, depois da colocação apenas deverá esperar 2 ou 3 dias antes de o começar a utlizar (pisar)
Situação: Penso construir o meu jardim na Primavera/Outono, e queria desde logo usufruir do dele, mas não queria gastar muito na sua realização.
Resposta: Se não pretende gastar muito, terá de recorrer à sementeira de relva que é sempre menos onerosa. A semente de relva começa a germinar passados cerca de 6-7 dias (se a temperatura e humidade forem as adequadas) mas só após o primeiro corte (cerca de 15 -20 dias) é que poderá usar o seu relvado.
Situação: Penso construir o meu jardim no Verão, qual a melhor solução?
Resposta: No Verão devido aos picos de calor muito elevados não é aconselhável semear pois o risco de a semente “cozer” e não chegar a germinar são altos. O “cozer” acontece quando a àgua que foi utilizada para regar aquece de tal maneira, que a semente “coze” nessa água perdendo a sua capacidade de germinar. A solução se os custos não forem um problema é utilizar o tapete de relva.
Situação: Penso construir o meu jardim no Verão, mas não queria gastar muito na sua realização.
Resposta: As altas temperaturas podem ser uma condicionante em alguns locais, para minimizar esses efeitos, quando realizar a sementeira de relva, certifique-se que a semente ficou bem enterrada e tenha muita atenção nas regas realizadas. A rega deve ser feita mais abundantemente ao fim do dia, durante a noite e ao inicio da manhã. As regas durante o dia devem ser realizadas apenas para manter o solo húmido e nada mais. Se puder esperar por dias mais frescos será a situação ideal para a instalação do seu relvado.
Situação: Penso construir o meu jardim no Inverno, qual a solução?
Resposta: Para o seu caso, a utilização de tapete de relva é a única solução. Nesta altura do ano e devido às baixas temperaturas que se fazem sentir, a semente de relva não germina, portanto só à mesmo uma solução.
Situação: Estamos no Inverno, e estou a construir o meu jardim, não queria gastar muito muito na sua realização, mas queria evitar ao máximo cometer erros. O que fazer?
Resposta: Uma vez que já iniciou a construção do seu jardim, não tem qualquer problema, poderá continuar a faze-lo colocando as plantas, estruturas, construções, etc. e deixando a zona reservada para o relvado preparada para que na próxima Primavera possa realizar a sementeira de relva e ter sucesso. O jardim estará no seu auge daí a mais ou menos 20 dias.
Gostaria de referir que a diferença que existe entre um relvado de tapete de relva e um relvado de sementeira é o tempo de instalação, já que um fica logo pronto e o outro pode demorar mais algum tempo. No entanto ao fim de algumas semanas já praticamente não se conseguem distinguir. As principais diferenças têm a ver com as operações de instalação e manutenção. Mas isso ficará para uma próxima oportunidade.
Resumidamente, os principais factores que influenciam então a escolha são: os custos de instalação, a época do ano (estação) e o tempo que estamos dispostos a esperar para podermos utilizar o relvado. Claro está que todo o bom senso é também muito importante. As vezes mais esperar do que tentar uma e outra vez uma solução de recurso. Devemos sempre respeitar os timings a que a natureza e as estações do ano nos obrigam.

(In Portal Jardim)

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"Receitas com Mel-de-Cana"

Joaquim Leça - Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores.

Este texto foi publicado no dia 22 de Fevereiro de 2009, na revista "Mais" do Diário de Notícias. O título deste "Agricultando" pertence ao livro da autoria do Chefe de Cozinha Octávio Freitas, editado em Outubro de 2008 pela Fábrica de Mel de Cana do Ribeiro Sêco de Vasco Melim, Lda., com uma tiragem de 2 500 exemplares na sua primeira edição. Esta publicação de 185 páginas, com um grafismo muito apelativo e magnificamente ilustrado, apresenta-nos 61 receitas, onde o mel de cana da Madeira é o "actor principal". A parte inicial da obra dedica um capítulo sobre a história da cana-de-açúcar na Madeira, bem como a génese do Engenho do Ribeiro Sêco em 1883 levada a cabo por Aluísio César de Betencourt e a sua evolução até aos dias de hoje, como Fábrica de Mel de Cana do Ribeiro Sêco. Cabe aqui referir que ao longo dos tempos, a empresa tem-se mantido na mesma família do fundador. Há um ano, quando abordei o mel de cana neste espaço, escrevi que era fundamental que, a restauração e a hotelaria da Região continuassem a inovar e a aproveitar as potencialidades deste transformado. Só assim é que se aumenta o seu consumo, garantindo dessa forma, um maior rendimento para os agricultores que se dedicam ao cultivo da cana doce. O livro "Receitas com Mel-de-Cana" que é fruto de uma parceria entre um chefe de cozinha e uma empresa transformadora do sector, é um excelente exemplo dessa criação. Nas seis dezenas de receitas, é notório que Octávio Freitas teve o cuidado de incluir produtos agrícolas regionais de excelência, como a banana, a anona, o maracujá, a castanha, a batata doce, o inhame e a frescura das nossas ervas aromáticas. Com o mel de cana omnipresente nos pratos de entrada, de peixe, de carne, de sobremesa, de doçaria e bebidas, este Chefe de Cozinha descobre novas iguarias e novos hábitos de consumo deste derivado da cana sacarina, contribuindo assim para a renovação da gastronomia tradicional madeirense. Em pleno Carnaval, o mel de cana é utilizado em todas as casas da Região, para acompanhar os "sonhos" e as "malassadas", cujos aromas e sabores dão mais alegria a estes dias de folia. Agora, com esta sugestão, amigo leitor, tem mais motivos para confeccionar pratos com este derivado natural da cana-de-açúcar durante todo o ano.

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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

9º Encontro de Química dos Alimentos - Programa

PNF-CHI Mais um passo rumo ao futuro

No passado sábado, o Museu de Angra do Heroísmo recebeu o lançamento oficial do Site dedicado ao PNF-CHI e a inovadora linha de roupa, desenhada por Susana Machado, especialmente para praticar a modalidade. No final, e aproveitando o belo enquadramento que o remodelado museu oferece, todos os presentes puderam participar numa curta sessão de PNF-CHI.
Na aldeia global em que vivemos é cada vez mais difícil encontrar marcas intrínsecas das pequenas regiões. No caso dos Açores essa realidade também existe e os regionalismos são esmagados pelos produtos que entram na terra e aos poucos retiram “oxigénio” aos produtos locais. O PNF-CHI vem ganhando, aos poucos, um peso próprio na região. Tendo nas suas origens várias influências, foi na simbiose com a paisagem da ilha Terceira que cresceu. Agora, conquistados os críticos da especialidade, chegou o momento do grande passo rumo solidificação do modalidade como produto e fundamentalmente como produto dos açores.
Sandro Paim, na condição de presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, ressalvou a importância do PNF-CHI como forma de promover a região em palcos internacionais. Por outro não deixou de sublinhar que a modalidade “é mais uma forma de assegurar a permanência de turistas na ilha com qualidade”.
Outro dos oradores foi Álvaro Dias, representante da Universidade Autónoma de Lisboa, que na condição de orientador de dois MBA sobre o tecido empresarial local deixou uma análise aos condicionalismos do sucesso dos produtos locais, deixando um destaque ao bom exemplo dado pelos responsáveis do PNF-CHI e do Wellness Center do Caracol. “Fundamentalmente existem quatro factores de entrave, mais custos produção, menos mão-de-obra, mais custos de transporte e menos mercado local. Claro que são problemas de todas as regiões ultra-periféricas que só podem ser ultrapassadas com estratégias empresariais e marketing”, explica.
Passos pequenos mas constantes
Paulo Araújo, docente de Guias da Natureza na Universidade dos Açores e responsável pela modalidade, fez uma pequena retrospectiva do desenvolvimento do PNF-CHI, desde o seu processo criador até aos nossos dias. Depois de assumir lugar de destaque em variadas feiras, de ter ganho rasgados elogios dos críticos da especialidade, depois mesmo de ter sido objecto de estudo por universidades conceituadas a nível internacional e alvo de vários trabalhos jornalísticos, o PNF-CHI está agora pronto para uma nova etapa.
“Na próxima semana vamos a apresentar na FNAC de Cascais a modalidade, o novo e remodelado site, e uma linha e roupa desenvolvida para a prática do PNF-CHI, desenhada pela Susana Machado. Não seria lógico não fazer a mesma apresentação aqui na ilha, junto dos amigos e quem abraçou esta ideia desde o início”, sublinhou.
O futuro
Os objectivos estão traçados e são arrojados. Paulo Araújo assume que “gostaria de ver associado aos Açores as vaquinhas, os queijos, os ananases e, um dia, o PNF-CHI”.
É verdadeiramente um desafio, tentar em poucos anos de existência equiparar-se a produtos com anos de investimentos. No entanto o caminho é promissor: “aos poucos estamos conquistar aos poucos os meios de comunicação social nacional e em cada um deles os Açores está sempre associado á modalidade”, refere o responsável.
Desenvolver os conceitos de “Ilhas de bem-estar”, “Ilhas da Fortuna entre outros, tem sido uma estratégia que tem dado frutos junto das pessoas que desconhecem os Açores.

(In Fernando Pereira - A União)

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CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DE TECNOLOGIAS AGRÁRIAS DOS AÇORES (CITA-A)

ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
Director: Prof.João Madruga (madruga@uac.pt)
Agricultural and Animal Science Group: Prof. Alfredo Borba (borba@uac.pt)
CMMG Group: Prof. Eduardo Brito de Azevedo (edubrito@uac.pt)
Azores Biodiversity Group: Prof. Paulo Borges (pborges@uac.pt)
Food Science and Technology Group: Prof. Célia Silva (celia@uac.pt)
Descrição de projectos de investigação de referência:O CITA-A (Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores) é uma unidade pluridisciplinar de investigação e prestação de serviços na área das ciências agrárias e do ambiente, subsidiada por Programas Trienais e Programáticos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e da Tecnologia).Ao CITA-A são atribuídas várias funções, entre as quais o fomento da realização de investigação científica fundamental e aplicada, a organização e promoção de actividades de prestação de serviços à comunidade, assim como a realização de seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares, congressos, semanas de estudo e outras reuniões, no âmbito das actividades de investigação desenvolvidas ou com elas relacionadas, e ainda, participar nas actividades congéneres promovidas por outras entidades.O CITA-A é integrado por docentes, investigadores, alunos e funcionários da Universidade dos Açores - Departamento de Ciências Agrárias, podendo admitir membros associados.

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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Notification of the Secretariat for the Environment and the Sea about environmental protection in the Azores

The Places of the region of Macaronesia (Azores, Madeira and Canary islands) were recognised as Sites of Conservation Importance (SCI) in December of 2001. These were the first sites in Europe to be officially designated as such under the EU Habitats Directive. From the time a Site has been recognised as an SCI, the Member-State must designate it as a Special Conservation Zone (SCZ), as soon as it has the means that are necessary for its protection or, when applicable, rehabilitation. In 2006, the Autonomous Region of the Azores published in the Jornal Oficial its Sectorial Plan for the 2000 Natura Network. This legal document summarises the measures of environmental protection and conservation applicable to SCI sites in the Azores that resulted from a study conducted over the past several years and which culminated in a policy proposal submitted by two departments of the University of the Azores.
Even though the criterion for the transformation of SCI sites into SCZ sites has been met, the Autonomous Region of the Azores shall only advance with their official designation only when the the Land-Management Plans of the diverse Natural Parks of the Azores is published. This approach results from the application of the highest standards of environmental protection that the Region has adopted and pursued in its classified zones. In this regard, the Azores is a the forefront of European Environmental Conservation.
The posture of the Autonomous Region of the Azores in this domain has been exemplary. Besides belonging to the first group that presented sites to be classified in accordance with the Habitats Directive (Macaronésia) , the Azores were the first European Region to propose the classification of an area outside of the Territorial Sea (D. João de Castro) and also the first to present sites located in the deep sea. Indeed, it was under the initiative of the Autonomous Region that Portugal presented, to the EU Commission, a SCI application for the two deep sea hydrothermal springs of Menez Gwen and Lucky Strike on the 15th October, 2008.
However, it should be noted that the meritorious posture of the Azores in this domain extends beyond its adherence to the 2000 Natura Network. Under the auspices of the Oslo-Paris Convention (OSPAR), which identified a network of maritime areas of environmental importance, the Autonomous Region of the Azores proposed the classification of seven sites, one of which, the Rainbow site, is located outside the Exclusive Economic Zone. At the present time, the Azores awaits the recognition of a zone known as Sedlo, a deep sea ridge. In addition to the aforementioned, there are two areas in the Azores that are classified as Biosphere Reserves, the islands of Corvo and Graciosa. A third area is about to be classified, Flores island. Comparatively speaking, it should be noted that in the rest of the country there is only one area with enjoys such a statute. In the Azores there are 12 areas that were classified under the auspices of the Ramsar Convention. The Government of the Azores is also preparing an application for the classification of a Geopark. If accepted, this application will mean the recognition and classification of more than a hundred Geo-Sites.
It is also for these reasons that the Region was considered, by the National Geographic Traveller, the second best archipelago in the world in terms of sustainable development and the island of Pico one of the best islands to live in the world, by Revista Islands.

(In GACS/AP/SRAM )

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Fitossanidade

Jorge Miguel Meneses Azevedo, natural da ilha Terceira, finalista (licenciatura) em Ciências Agrárias (agronomia), no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores – encontra-se na freguesia vinhateira dos Biscoitos - Região (De)marcada - a estudar os problemas fitossanitários das castas da “Verdelho dos Açores” e da “Terrantez da Terceira".Depois de visitar a adega da Casa Agrícola Brum Lda. (Museu do Vinho dos Biscoitos) e da dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da ilha Terceira este aluno, do Campus de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo, esteve em várias vinhas do litoral biscoitense, sempre acompanhado pelo experiente técnico António Fernando Godinho.

(In Bagos D'Uva)

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Poesia açoriana selecionada em antologia nacional de poetas contemporâneos

A Chiado Editora lançou recentemente uma antologia de poetas contemporâneos, intitulada "Entre o Sono e o Sonho", onde foram incluídos poemas de Aníbal Raposo, Sara Almeida Santos e Félix Rodrigues, três nomes sonantes do universo poético açoriano.
Sara Almeida Santos nasceu a 2 de Setembro de 1982, em Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação, em 2004. No mesmo ano, começou a sua actividade profissional como jornalista em São Miguel, terra que passou a chamar sua, desde então. À questão "qual é a principal temática da sua obra?", Sara Santos responde simplesmente "É o Amor." Justifica-o dizendo que "o amor é fundamental a todos nós e é sempre um tema inspirador, para o bem e para o mal, na dor e na alegria, o amor é sempre inspirador." Para Sara Santos, é fácil identificar os traços distintivos da poesia açoriana. "Eu penso que a poesia açoriana é muito mais marcada pela natureza, ou seja, tem sempre algum tipo de ligação ao meio ambiente, às coisas que não são feitas pelo Homem. Há sempre metáforas e analogias entre o Homem e a própria natureza". A poetisa mostra-se verdadeiramente optimista no que diz respeito ao panorama da poesia açoriana - "estamos a viver um período muito bom a nível literário, tanto a nível regional como a nível nacional". Félix Rodrigues é outro dos poetas açorianos incluídos na antologia. Licenciado em Física pela Universidade de Lisboa e Doutorado em Poluição Atmosférica pela Universidade dos Açores, publica numa base semanal, num jornal local, uma página que pretende fundir as temáticas ambientais com a poesia. Esta relação improvável entre o mundo racional e objectivo da ciência e o universo intimista e subjectivo da poesia é facilmente explicada por Félix: "A poesia é uma forma de sentir o mundo, a ciência uma forma de interpretá-lo, a tecnologia a ferramenta para domá-lo. Penso ser difícil tentar interpretar o mundo sem o sentir, e mais ainda, domá-lo sem o entender." As alterações climáticas e a destruição do ambiente são motivos de grande inquietação para o poeta. Como nos explicou, a sua obra centra-se nestas questões "porque o mundo entrou em crise ambiental. Porque o futuro dos meus filhos e netos, reais ou virtuais, depende daquilo que eu sou capaz de fazer hoje. Porque acredito que toda a gente é capaz de ver o que vejo e de sentir o que sinto. Porque entendo que o futuro da humanidade só existe com um desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, sou impelido a partilhar o que sinto e o que vejo". Aos jovens açorianos que se interessam pela escrita poética, Félix Rodrigues pede que "Sintam, escrevam, partilhem!" "Assumir que se escreve poesia é arcar com a responsabilidade de um homem livre", declara. O Açoriano Oriental Online tentou contactar Aníbal Raposo, o que até ao fecho desta edição se revelou infrutífero.

(In Isidro Fagundes - Açoriano Oriental)

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Centro de Clima disponibiliza previsões meteorológicas online

O Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores disponibiliza desde o passado dia 19 de Fevereiro, pela Internet, previsões para três dias para a temperatura, salinidade e correntes à superfície e profundidade nos mares dos Açores.
Manuela Juliano, investigadora daquele Centro, disse à que “as previsões abrangem, numa primeira fase, todos os mares interiores e exteriores do arquipélago” até às 200 milhas marítimas.

(In Ciência Hoje)

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Activity of ethanol-stressed Oenococcus oeni cells: a flow cytometric approach

Maria da Graça Da Silveira MG e Abee T.

Activity of ethanol-stressed Oenococcus oeni cells: a flow cytometric approach.
To study the effect of ethanol on Oenococcus oeni activity at the single cell level. Methods and Results: The active extrusion of the fluorescent probe carboxy fluorescein (cF) was used to assess the metabolic activity of ethanol-stressed O. oeni cells. Subsequent flow cytometric analysis revealed that O. oeni cells extrude the accumulated cF upon energizing with l-malic acid. However, O. oeni cells exposed to 12% (v/v) ethanol for 1 h showed a decreased capacity for active extrusion of cF. Moreover, two subpopulations could be distinguished, one of which being able to extrude cF and the other one remaining cF fluorescent. Growing cells in the presence of 8% (v/v) ethanol resulted in robust cells that maintained the capacity to actively extrude cF after being exposed to 12% (v/v) ethanol, which in turn correlated with the high levels of ATP observed in these ethanol stressed, malolactic fermentation (MLF) performing cells. Conclusion: From our results, it becomes evident that active extrusion of cF can be used to assess malolactic activity in O. oeni. Significance and Impact of the Study: The present study provides information for the development of a rapid method to assess the malolactic activity of individual O. oeni cells performing MLF during wine production.

(In Journal of Apllied Microbioloy)

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NOS AÇORES -Descobertas 82 novas variedades de macieira

Investigadores do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores (CBUA) descobriram 82 novas variedades regionais de macieiras nos Açores, que vão ser apresentadas pela primeira vez na próxima semana em Angra do Heroísmo.
A informação foi avançada ontem à Agência Lusa por David Horta Lopes, investigador do CBUA do Departamento da Ciências Agrárias que disse “ter sido realizada uma caracterização morfológica da árvore e do fruto”.
Pela primeira vez, “é apresentado o grau de ploidia (número de cromossomas) das variedade e uma tabela com o perfil alélico (genoma da planta) resultante da sua caracterização molecular”.
David Horta Lopes realça a importância desta descoberta por “permitir passar a contar com um bom repositório de variedade da macieira”.
A segunda parte do trabalho será “o estudo agronómico das variedades” para determinar “se serão boas ou não para produção de frutos e consumo público”, explicou o investigador.
“Algumas daquelas variedades poderão vir a ser utilizadas como porta-enxertos” enquanto outras “poderão ou não manifestar um maior grau de resistências a diversos problemas fitossanitários”, acrescentou.
Segundo David Horta Lopes os estudos poderão também permitir determinar se estas novas variedades possuem características adequadas para aplicação em desenvolvimento agrário ou mesmo na área da saúde.
Os trabalhos inseridos no projecto Germobanco III, foram desenvolvidos ao longo de cinco anos por equipas da Universidade dos Açores, dos serviços de Desenvolvimento Agrário de diversas ilhas e da cooperativa de hortofrutifloricultores FRUTER.
O projecto Germobanco, que foi apoiado, até ao momento, com 3,5 milhões de euros pelo programa Europeu Interreg III B pelas Associações Agrícolas e envolve a participação das universidades arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Já foram investigadas dezenas de variedades de milho, feijão, cebola, favas, macieiras, castanheiros, batata-doce e inhames.
O objectivo final do projecto é a constituição de um banco de variedades tradicionais dos três arquipélagos da Macaronésia.
(In A União)

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domingo, fevereiro 22, 2009

Carnaval na Horta - Ano Interncional da Astronomia

Macieiras dos Açores Lançamento de Livro

“Cultivares de Macieiras dos Açores “ é o título de um livro que será lançado, a 26 de Fevereiro, no auditório do Complexo Pedagógico do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, Angra do Heroísmo.

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Nota da Secretaria do Ambiente e do Mar sobre protecção ambiental nos Açores

Os Sítios da região biogeográfica da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) foram reconhecidos como de Importância Comunitária (SIC) em Dezembro de 2001. Estes foram os primeiros sítios da Europa a serem oficialmente designados. De acordo com a Directiva Habitats, a partir do momento em que um Sítio tenha sido reconhecido como de Importância Comunitária, o Estado-membro deve, o mais rapidamente possível, designar esses SIC como Zonas Especiais de Conservação (ZEC), logo que tenha reunido os instrumentos necessários para a sua salvaguarda ou, quando aplicável, a sua recuperação. Em 2006, a Região Autónoma dos Açores publicou em Jornal Oficial o Plano Sectorial para a Rede Natura 2000. Neste documento legal são aglutinadas as medidas de protecção e conservação dos locais classificados como SIC dos Açores e resultam de estudo de diversos anos e posterior proposta efectuado por dois departamentos da Universidade dos Açores.
Apesar de considerar que estão reunidos os critérios de suficiência para a transformação de SIC em ZEC, a Região Autónoma dos Açores apenas avançará com o seu processo de designação oficial quando forem publicados os Planos de Ordenamento dos diversos Parques Naturais de Ilha. Esta postura é consequente ao elevado grau de exigência que a Região sempre imprimiu às suas zonas classificadas. Desta forma, os Açores estarão na vanguarda da Conservação da Natureza Europeia.
A postura da Região Autónoma dos Açores a este respeito tem sido exemplar. Para além de pertencer ao grupo que primeiro apresentou locais para serem classificados ao abrigo da Directiva Habitats (Macaronésia), os Açores foram a primeira Região da Europa a propor para classificação uma área fora do Mar Territorial (D. João de Castro) e os primeiros a apresentar candidaturas do mar profundo. De facto, por iniciativa da Região Autónoma, Portugal apresentou na Comissão a candidatura a SIC de duas fontes hidrotermais de grande profundidade (Menez Gwen e Lucky Strike) a 15 de Outubro de 2008.
No entanto, a excelência do arquipélago a este nível não se limita à Rede Natura 2000. Ao abrigo da rede de áreas marinhas classificadas pela Convenção Oslo-Paris (OSPAR), a Região já propôs a classificação de sete locais incluindo um local fora da Zona Económica Exclusiva, o Rainbow. Aguarda-se, neste momento, a aceitação da classificação da zona denominada por Sedlo, um monte submarino do alto-mar. Para além de tudo o referido, no arquipélago há duas áreas classificadas como Reserva da Biosfera (Corvo e Graciosa) e uma terceira está em via de classificação (Flores). Apenas a título comparativo, refira-se que, no resto do país, apenas há uma área com este estatuto. Nos Açores, há ainda 12 áreas classificadas ao abrigo da Convenção Ramsar. Prepara-se também a candidatura dos Açores a GeoParque o que, se for aceite, irá incluir a designação de mais de cem locais como geossítios.
É também por estas razões que a Região foi considerada o segundo melhor arquipélago do mundo em termos de turismo sustentável (National Geographic Traveler) e a Ilha do Pico uma das vinte melhores do mundo para se viver (Revista Islands).
(In GaGS)

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sábado, fevereiro 21, 2009

Equipa Naturdata

O naturdata conta com equipas de especialistas para garantir o maior rigor na informação disponibilizada. Estas equipas estão organizadas por ordens de organismos e são compostas de um responsável e vários colaboradores. Actualmente, os colaboradores Naturdata são os seguintes:
Ricardo Ramos da Silva
Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora. Autor de vários artigos científicos publicados nas áreas de ecologia, aracnologia e micologia. Responsável pelo projecto Naturdata. Colaborador científico Naturdata para a Ordem Araneae (Aranhas). Colaborador para os grupos de Répteis, Escorpiões e Solífugos.
Pedro Cardoso
Doutorado em Biologia (Ecologia e Biossistemática) pela Faculdade de Ciências da Univ. de Lisboa. Licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Pós-Doutoramentos pela Universidade dos Açores e Universidade de Copenhaga. Autor de vários artigos científicos publicados nas áreas de ecologia e aracnologia. Responsável científico pela Ordem Araneae (Aranhas).
Celeste Silva
Doutorada em Biologia pela Universidade de Évora. Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Autora de vários artigos científicos publicados nas áreas de ecofisiologia vegetal e micologia. Responsável científica pelos Macrofungos.
Amália Oliveira
Mestre em Gestão de Recursos Biológicos pela Universidade de Évora. Licenciada em Biologia pela Universidade Estatal de Moscovo, reconhecida pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Autora de vários artigos científicos publicados nas áreas de ecologia e entomologia. Responsável científica pela Família Carabidae (Carabídeos)
Liliana Vinagre
Mestre em Biologia de Pragas e Doenças de Plantas pela Universidade de Évora. Licenciada em Biologia pela Universidade de Évora. Autora de vários artigos científicos publicados na área de luta biológica. Responsável científica pela Ordem Hypocreales (Fungos).
Jorge Almeida
Licenciado em Ensino de Biologia e Geologia pela Universidade de Aveiro. Autor de artigos científicos publicados na área da entomologia. Responsável científico pela Ordem Diptera (Moscas, Melgas e Mosquitos). Colaborador para a ordem Neuroptera (Formigas-leão, Crisopas).
Eduardo Marabuto
Licenciado em Biologia Ambiental variante Terrestre pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Autor de vários artigos científicos publicados na área de entomologia. Com formação em Conservação e Fotografia de Natureza. Responsável científico para a Ordem Lepidoptera (Borboletas e Traças)
Luís Crespo
Licenciado em Biologia pela Universidade de Coímbra. Autor de vários artigos científicos publicados nas áreas de ecologia e aracnologia. Colaborador científico Naturdata para a ordem Araneae (Aranhas).
Rogério Louro
Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora. Autor de vários artigos científicos publicados na área da micologia. Colaborador científico na área da Micologia.
Pedro Pires
Licenciado em Cardiopneumologia pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coímbra. Autor de vários artigos científicos publicados na área da entomologia. Com formação de guia de Natureza.Colaborador científico Naturdata para a Ordem Lepidoptera (Borboletas e Traças).
Sérgio Henriques
Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora. Autor de artigos científicos publicados na área da ecologia.Colaborador para as Ordens Pseudoscorpionida (Pseudo-escorpiões), Solifugae (Solífugos) e Ixodida (Carraças).Colaborador de campo Naturdata para a ordem Araneae (Aranhas)
Mário Mota Ferreira
Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora. Colborador para a Classe dos Anfíbios

(In Naturdta)

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Encontro dos reitores da Macaronésia: “Declaração da Praia”

Representantes das universidades públicas de Cabo Verde, dos Açores, da Madeira, de Las Palmas (Gran Canária) e de La Laguna (Tenerife) estiveram reunidos na sala de reuniões do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na Praia, em Cabo Verde. Do encontro saiu a declaração que reproduzimos abaixo.

ENCONTRO DOS REITORES DA MACARONÉSIA
DECLARAÇÃO DA PRAIA

Os reitores das universidades públicas da Macaronésia, abaixo-assinados, reunidos na cidade da Praia por ocasião da abertura do Primeiro Ano Lectivo da Universidade de Cabo Verde,
Considerando os ideais proclamados pela Organização das Nações Unidas, constantes da Conferência Mundial sobre a Educação Superior, realizada pela UNESCO em Paris, de 5 a 9 de Outubro de 1998, que estipulam ser o ensino superior um direito de todos, não admitindo nenhuma discriminação ao seu acesso que não a assente no mérito e excluindo as fundadas na raça, género, idioma, religião, incapacidades físicas ou as decorrentes da condição económica, social e geográfica,
Tendo em referência o decisivo papel que as universidades públicas desempenham na promoção do desenvolvimento económico, da coesão social, da sustentabilidade ambiental e da preservação das especificidades culturais das regiões a que pertencem (os arquipélagos da Macaronésia),
Convencidos de que a cooperação e o intercâmbio internacionais são instrumentos fundamentais para fazer face aos desafios da construção da qualidade, da internacionalidade e da relevância que enfrentam hoje as universidades públicas das pequenas regiões insulares,
Persuadidos de que a insularidade levanta problemas específicos de conhecimento a que as universidades, nomeadamente as de países e regiões insulares devem, em sintonia com o princípio da pertinência, assumir, cooperativamente, como temas de investigação, ensino e divulgação;
Conscientes ainda da relevante contribuição que as nossas instituições podem dar à causa da promoção e afirmação da Macaronésia como região geográfica, histórica e cultural singular no quadro das relações atlânticas entre a Europa, África e a América,
E, por fim, apostados em fazer do Ensino Superior e da Investigação uma via de aproximação e de amizade entre os povos insulares do Atlântico Médio, herdeiros de referências históricas e de afinidades culturais comuns e defensores de um mundo global respeitador das especificidades das regiões insulares:
1. As universidades europeias da Macaronésia saúdam com entusiasmo a Universidade de Cabo Verde, manifestando disponibilidade para com ela trabalhar na sua consolidação;
2. Proclamam a Rede de Universidades Públicas da Macaronésia (RUPM) que, entre outras, fomentará as seguintes iniciativas:
a) Programas de intercâmbio e mobilidade de docentes e estudantes;
b) Programas inter-universitários de formação pós-graduada;
c) Projectos partilhados de investigação, prioritariamente nas áreas que tenham relevância para o conhecimento e gestão dos problemas da insularidade, exiguidade territorial e da perifericidade que caracterizam as nossas sociedades; neste aspecto, trabalharemos na criação de laboratórios;
d) Uma Escola Superior de Estudos Avançados da Macaronésia para promover temas de interesse comum;
e) Programas de difusão internacional das nossas línguas, histórias e culturas f) Ensino a distância;
3. Os reitores, consideram que a rede das Universidades ora criada constitui um instrumento de reforço e aprofundamento dos laços históricos, humanos, políticos, económicos e culturais, existentes entre as ilhas da Macaronésia. Nesse sentido, apoiam a intensificação dessas relações, em particular as que resultam facilitadas pelo mecanismo de cooperação regional das RUP, de que Açores, Canárias e Madeira são parte, com Cabo Verde, enquanto pilar prioritário e fundamental de uma parceria especial entre este último e a União Europeia;
4. Para a prossecução das referidas iniciativas contarão com o apoio financeiro dos seus respectivos governos e apresentarão, conjuntamente, à União Europeia e a outros organismos internacionais os projectos desta rede colaborativa;
5. Este documento será sucedido por um programa de trabalho, de validade bienal, contendo os projectos e as actividades a desenvolver;
6. Para efeitos de supervisão, coordenação e fomento das actividades da RUPM, celebraremos uma reunião anual rotativa, coincidindo com a abertura do ano lectivo em uma das universidades da rede;
7. A próxima reunião dos reitores da Macaronésia será realizada em 2008, em Las Palmas, Canárias.
Por traduzir nossa vontade, rubricamos este texto no Palácio das Comunidades - Ministério dos Negócios Estrangeiros, na Cidade da Praia, no dia 16 de Outubro de 2007;
Pela Universidade dos Açores, Reitor Prof. Avelino de Menezes
Pela Universidade de Cabo Verde, Reitor Dr. António Correia e Silva
Pela Universidade de La Laguna, Reitor Dr. Eduardo Domenech Martinez
Pela Universidade de Las Palmas de Gran-Canária, Reitor Prof. José Regidor Garcia
Pela Universidade da Madeira, Vice- Reitor Prof. António Brehm
(In Universidade de Cabo Verde)

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Praga das térmitas ataca em cinco ilhas

A praga das térmitas já atinge cinco ilhas açorianas.Desconhece-se o número de imóveis afectados pelo bicho da madeira.
As térmitas de pescoço amarelo são capazes de devorar casas inteiras, desde que sejam de madeira.A praga começou por ser identificada nas cidades de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.O plano de combate elaborado pela Universidade dos Açores ainda não foi posto em prática.Reportagem vídeo:
(In Marta Silva, RTP Açores)

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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Através do centro de clima da Universidade dos Açores : O mar “entra-nos” pela porta dentro

O Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores disponibiliza desde ontem, pela Internet, previsões para três dias para a temperatura, salinidade e correntes à superfície e profundidade nos mares dos Açores. Manuela Juliano, investigadora daquele Centro, disse à Agência Lusa que “as previsões abrangem, numa primeira fase, todos os mares interiores e exteriores do arquipélago” até às 200 milhas marítimas. “A informação disponibilizada serve os pescadores profissionais, de recreio, a segurança marítima e os iates de recreio regionais que se deslocam entre as ilhas e os nacionais e internacionais que cruzam o oceano”, explicou a investigadora. Os dados resultam da aplicação nos Açores de um modelo hidrodinâmico, desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico (Portugal) que efectua a previsão de diversos parâmetros oceanográficos como aqueles que são agora disponibilizados. A consulta dos dados é feita através do sítio da Internet www.climaat.angra.uac.pt consultando a ligação à previsão oceanográfica que tem actualizações diárias e inclui também a previsão atmosférica. O projecto, desenvolvido desde 2007, foi liderado pelo professor e investigador Ramiro Neves, do “Maretec” do Instituto Superior Técnico, e custou cerca de um milhão de euros, dos quais 100 mil euros aplicados nos Açores. Os estudos foram apoiados pelo programa Europeu Interreg-III B - Espaço Atlântico da Macaronésia, envolveu Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, o Instituto Superior Técnico, ambos de Portugal, e organismos de investigação de Toulouse (França) e Galiza (Espanha). Denominado Easy Europeean Atlantic Forcasting System, os trabalhos foram coordenados cientificamente para os Açores por Manuela Juliano, investigadora que descobriu a corrente de Santa Helena no Atlântico Sul, uma congénere da corrente dos Açores no Atlântico Norte. Manuela Juliano revelou ainda que o projecto vai iniciar, a partir do próximo dia 25 em Toulouse, França, uma segunda fase de estudos, denominada “Easy CO” que, utilizando os dados da primeira fase, vai projectar novos produtos. Vão abranger áreas da modelação operacional oceânica com previsões de parâmetros biogeoquímicos destinados a apoiar as pescas e a determinar a qualidade da água em todo o Atlântico Norte Europeu. Neste projecto, segundo Manuela Juliano, estarão envolvidos o Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais e o Departamento de Oceanografia e Pescas, ambos da Universidade dos Açores, o Instituto Superior Técnico e instituições de investigação de Espanha, França, Inglaterra e Irlanda.
(In Correio dos Açores)

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Planeamento de Jardins

DIOGO RICOU é o responsável técnico da empresa Monteiro & Ricou, lda. Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores. http://www.monteiroricou.blogspot.com/

Foto: Bruno Rodrigues

O que é o planeamento?
O que significa planear?
O Planeamento é definido como a preparação de decisões para alcançar objectivos específicos, tendo como finalidade melhorar o uso e a gestão dos recursos bem como a qualidade dos ambientes naturais e sociais (in Infopédia, 2007, on-line).
Observando a imagem seguinte facilmente podemos dizer se existiu algum tipo de planeamento.
Na figura podemos observar as vinhas na região do Douro, em que as videiras foram dispostas em linhas segundo as curvas de nível, para evitar problemas de erosão e para melhorar a exposição solar.
Houve, sem sombra de dúvida, planeamento!
E porquê? A existência de objectivos fez com que o planeamento fosse necessário e fundamental.
Para idealizar e construir um jardim também o planeamento é necessário mas para isso necessitamos de ter:
- Uma ideia base de suporte
- Um local para a execução
- E o projecto
As pessoas que nos procuram, normalmente possuem ”o local “. A partir daí as situações são muito diversas, como se mostra em baixo.
Têm muitas ideias e querem ver todas elas aplicadas no seu espaço
Têm ideias mas gostariam de ter outra opinião
Não têm ideia nenhuma
Não fazem a mais pequena ideia se têm ideias ou não
Têm ideias e só elas prevalecem
Ou têm já um projecto bem definido
A grande maioria não tem ideia dos preços, não sabem quanto custa uma árvore, uma planta, a mão-de-obra, a terra, os materiais, já para não falar das plantas de pormenor, projectos de execução, estudos, etc. Por isso, mesmo antes que lhes seja apresentado qualquer esboço ou projecto é normalmente pedido um orçamento. Cabe-nos a nós, técnicos, ouvir as ideias, propor novas que sejam complementares e consonantes e aconselhar o melhor possível.
Muitas vezes não é isso que acontece e depois o resultado final fica aquém do esperado.
“O planeamento começa aqui”
Depois do primeiro contacto deve o técnico procurar investigar, estudar e verificar se a ou as ideias têm pernas para andar, podendo e devendo colocar questões a si próprio. Alguns exemplos estão abaixo discriminados, mas muitos outros poderão ser colocados.
- Tem sentido?
- Vale a pena explorar outras ideias?
- É possível?
- É exequível?
- O que é que é necessário?
- Quais as operações?
A discusão com o cliente aquando da entrega da ” melhor solução” pode ser importante, certificando-se que de facto o projecto corresponde às reais necessidades e desejos do cliente. O cálculo duma possível e futura manutenção do espaço poderá pôr o cliente mais consciente da obra que irá ser executada e eventuais custos à posteriori.
Após esta primeira abordagem, poderemos enumerar as diferentes etapas do planeamento.
Pensar / Estruturar / Definir / Desenhar / Programar / Organizar / Propor / Orçamentar
E por fim realizar
As vantagens do planeamento, funcionam tanto para quem executa, como para o próprio cliente.
Dentro das várias vantagens, a redução de custos, nomeadamente na economia em mão-de-obra, economia em recursos e na poupança de energia; também o cumprimento de prazos é importante pois é reduzido ao mínimo e é o cliente quem acaba por beneficiar, traduzindo-se num excelente resultado final.

(In Portal do Jardim)

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ADMITE ESPECIALISTA -Infestação de térmitas está sem controlo

O investigador da Universidade dos Açores Paulo Borges, especialista em insectos, admitiu ontem que “a infestação de térmitas está sem controlo nas quatro ilhas do arquipélago açoriano que estão afectadas”.
As ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial estão afectadas pela térmita da madeira seca (Cryptotermes brevis). No caso de São Miguel, Terceira e Faial, a praga inclui a térmita das árvores de pescoço amarelo, uma infestação que nesta última ilha junta ainda a térmita subterrânea.
Suspeita-se, de acordo com o investigador, que, por relatos que lhe foram enviados, que a praga “também já tenha chegado à Ilha de São Jorge”.
Em declarações à Agência Lusa, Paulo Borges sustentou que “as medidas tomadas até ao momento são insuficientes”, nomeadamente o trabalho realizado por empresas de desinfestação e o apoio prestado pelo governo regional.
“Creio que é necessário um plano integrado, a diferentes níveis, de âmbito regional, assente numa estratégia organizada e planificada com o objectivo, pelo menos, de diminuir a infestação de térmitas”, defendeu o investigador.
Paulo Borges, autor do livro “Térmitas dos Açores - Contributo para a sua Gestão” preconiza, para combater o problema, um plano de “ataque às térmitas adultas nos meses de Maio, Junho e Julho, com o uso de armadilhas”.
Aponta “o recurso a jovens em férias de Verão, a que se dará formação adequada, para andarem junto da população a ensinar a montar as armadilhas” para “controlar a população de adultos e evitar o seu alastramento a outras habitações”.
Estima o especialista que esta medida “possa reduzir em 25 por cento a população actual de térmitas”.Propõe a criação de legislação adequada ao tratamento dos resíduos sólidos, nomeadamente locais específicos nos aterros sanitários para destruição das madeiras afectadas que são substituídas nas habitações.
Acrescenta que “já recebeu do Secretário Regional do Ambiente e do Mar garantias de que vai haver alterações legislativas” mas adianta “desconhecer quais são e qual o seu âmbito”, alegando que “é um processo complexo que exige estar na posse de muitos testes científicos”.
Paulo Borges reivindica a atribuição de mais apoios para “tratamentos preventivos e curativos”, o financiamento de empresas que “usem novas tecnologias” e a “certificação dos imóveis para venda” como garantia de não estarem afectados por térmitas.
Constata, como lacuna importante, o facto de “não existirem na região câmaras de fumigação para móveis, o que poderia ser resolvido por iniciativa governamental e autárquica”.

Este especialista adianta também que há necessidade de uma equipa de investigadores universitários a monitorizar, em permanência, as zonas afectadas para evitar o seu alastramento.
Actualmente Paulo Borges diz não saber responder “se aumentaram ou diminuíram as infestações”.
Em 2004, o investigador liderou o projecto “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas dos Açores” onde foram testados vários insecticidas que revelaram ser o “Wocasene” e o “Xylophene” os mais eficazes.
Paulo Borges alerta que “estes produtos só devem manuseados e aplicados por profissionais”.
As informações especializadas sobre esta problemática poderão ser analisadas a partir do próximo dia 26 com a inauguração do site na Internet www.sostermitas.angra.uac.pt, financiado pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia dos Açores.

(In A União)

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Falta de água

Falta de água em seis ilhas do arquipélago açoriano : Terceira, São Jorge, Graciosa, Pico, São Miguel e Santa Maria. O secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, tem já o problema diagnosticado, mas os especilistas consideram um problema de difícil resolução, devido às características geológicas de algumas ilhas.

Para o especialista em hidrologia, Cota Rodrigues, a falta de água é um problema difícil, devido à estrutura geológica de algumas das ilhas açorianas.

Ouvir notícia aqui.


(In Armando Mendes- RDP Açores)

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World Universitie's Ranking Janeiro de 2009


A Universidade dos Açores ocupa o 1843º Lugar do Ranking Mundial das 4000 melhores instituições mundiais de Ensino Superior e Investigação Científica, tendo subido do ano passado para este ano, duzentas e quarenta e uma posições. Os primeiros três lugares são ocupados a nível Mundial pelas: Massachustts Institute of Technology -EUA que mantêm o primeiro lugar, a Stanford University - Califórnia- EUA que subiu de novo para o segundo lugar e a Havard University - EUA que desceu do segundo para o terceiro lugar.
No top Europeu mantêm-se a University of Cambrige-Reino Unido o Swiss Federal Institute of Technology Zurich que sobe para o segundo lugar e a University of Oxford - que desce ao terceiro lugar. A nível de Portugal, as três primeiras universidades são: a Universidade do Porto que mantêm a primeira posição, a Universidade do Minho em segundo e a Universidade Técnica de Lisboa (passa da posição 355 para a posição 378). A Universidade dos Açores tem cursos em conjunto (preparatórios) com a Universidade do Porto (top português).

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Produtores e Universidades unem-se para melhorar vinho

Governo aprovou criação de um cluster a partir do qual podem ser investidos seis milhões de euros em vários projectos de investigaçãoO Ministério da Economia e Inovação aprovou a candidatura da ADVID Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense ao reconhecimento de um cluster regional na área da vinha e do vinho. Com esta aprovação, condicionada à redefinição do plano de acção junto do gabinete coordenador do Programa Operacional de Factores de Competitividade (POFC), fica aberto o caminho ao desenvolvimento de um projecto de investigação e inovação sem precedentes no sector vitícola nacional e que, numa primeira estimativa, poderá envolver verbas da ordem dos seis milhões de euros.O reconhecimento do cluster é uma espécie de via verde para a candidatura de projectos ao novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) dirigidos ao sector da vinha e do vinho no Douro. A ideia central da iniciativa é promover o investimento em actividades de investigação e inovação das empresas, elevar o nível de competência técnica e económica da fileira vitivinícola, incrementar a disseminação do conhecimento e tornar mais eficiente e sustentável a produção regional. Para isso, o plano de acção prevê a realização de uma série de estudos sobre, entre outras coisas, a adaptação da viticultura duriense às alterações climáticas, pragas e doenças da vinha, conservação da biodiversidade benigna para a cultura da vinha, preservação da variabilidade genética das castas de videira nacionais e a zonagem da região de acordo com métodos mais modernos para a classificação das vinhas.O cluster será desenvolvido a partir da actual estrutura orgânica da ADVID, uma associação centrada na investigação vitícola com 200 associados que respondem por cerca de 55 por cento do negócio do vinho do Porto. Participarão ainda o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, as principais associações do sector, várias firmas ligadas ao ramonda viticultura e da enologia e diversas universidades nacionais e internacionais como a Universidade do Porto, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, da Universidade dos Açores ou o Southern Oregon University, nos EUA, e um instituto de pesquisa alemão.Quem ainda não aderiu ao cluster foi a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), apesar de possuir um curso de Enologia. A instituição coordenará a instalação de um Centro de Excelência da Vinha e do Vinho no futuro parque tecnológico em Vila Real, já em curso. Para os responsáveis desta universidade, a candidatura da ADVID visa os mesmos objectivos do referido centro de excelência, pelo que questionam a duplicação de projectos e investimentos. Mas a associação entende que as duas iniciativas podem ser complementares e espera que a UTAD acabe por se envolver no seu projecto.

(In Pedro Garcias NetConsumo)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Beagle - Expedição de Darwin

Navio que levaria Darwin numa longuíssima viagem de exploração e estudo que lhe permitiu construir a sua teoria da evolução das espécies!A sua primeira paragem foi em Cabo Verde, na Ilha de Santiago!Aí iniciou um caderno de notas que estará na Exposição Gulbenkian, que amanhã inaugura!Também passou pelas ilhas dos Açores, tendo visitado a Ilha Terceira, onde, terá dito, não encontrar nada digno de registo!Nos seus 200 anos a Universidade dos Açores quer provar-lhe que estava errado com uma série de estudos!Era um rapaz curioso... com vontade de saber!É esse o combustível que faz o mundo avançar!
(In A soma dos Dias)
Não encontrei nada interessante do ponto de vista científico.
Foi esta a afirmação que Charles Darwin registou no seu diário, aquando da sua visita à Terceira. Os cientistas da Universidade dos Açores pretendem demonstrar agora o interesse biológico das ilhas do Arquipélago.

Quando Darwin fez a sua histórica viagem a bordo do navio britânico “Beagle” e revolucionou o mundo com a sua teoria da evolução, publicada em “A Origem das Espécies”, entre outras peripécias, visitou a Terceira. O cientista refere no seu diário, ter apreciado bastante a visita, mas afirmou que, do ponto de vista científico, a ilha não tinha qualquer interesse. Nas suas palavras: “Gostei imenso da visita, mas não encontrei nada digno de registo”.Os cientistas açorianos da actualidade, apesar de respeitarem o trabalho do fundador do evolucionismo, querem agora provar que Darwin se enganou, ao ter menosprezado o interesse das ilhas, depois da sua visita à Terceira.De acordo com o Professor António Frias Martins, do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, em declarações prestadas à Lusa, o departamento pretende fazer um trabalho que ilustre a história da vida, ao longo de 46 quilómetros, em S. Miguel. O cientista afirna que "queremos associar-nos às celebrações dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da Origem das Espécies, envolvendo não só os cientistas, mas toda a população".Refira-se que Darwin passou ao largo de S. Miguel, mas acabou por nunca visitar esta ilha.
(in JornalDiario)

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As térmitas


A situação está grave - sempre esteve - e o Governo Regional nunca assumiu as rédeas a este problema.
Mais uma vez, a comunicação social deu eco a esta preocupação, por parte da Universidade dos Açores. A UA vem, há muito tempo, alertando para a necessidade de existir uma correcta actuação nesta matéria, sugerindo, mesmo, formas de agir.
Como deputada, sempre elegi este assunto como prioritário, o que já me valeu certos epítetos por parte daqueles que tentam desvalorizar o assunto, fazendo “orelhas moucas” às suas verdadeiras consequências, não só ao nível do património edificado, marcos vivos da nossa história, como também dos constrangimentos reais com que as pessoas se vêm a debater há já alguns anos.
Tem sido claramente irresponsável a actuação do Governo nesta matéria! Este é um problema que exige uma coordenação regional devidamente fundamentada e planificada.


É difícil de lidar com o assunto, todos o sabemos…. mas, ano após ano, o problema agrava-se sem soluções à vista. Depois dos alertas, já passaram os anos 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008…
É imperativo que se tente evitar a dispersão das espécies entre ilhas, entre habitações na própria ilha e a entrada de novas espécies no arquipélago, para além de educar e sensibilizar a população para viver com tal praga durante toda a sua vida. E, nesta medida, nunca é demais lembrar que na Ilha do Faial, para além de já “albergar” a espécie da madeira seca, aliás como as Ilhas Terceira, São Miguel e até Santa Maria, foi já identificada a térmita subterrânea, o que só demonstra a gravidade que a situação vai assumindo.
A disseminação, passado todo este tempo, persiste como um problema real. Continuam uns a recuperar as habitações e outros omitindo as situações com a consequente propagação da praga aos edifícios entretanto recuperados, ou ainda não infestados.
A informação permanece deficiente, continuando a dizer-se: “Se for para apoios vá às obras públicas, mas se precisar de licença de obras vá à Câmara Municipal, mas se precisar de descarregar madeira vá colocar no aterro sanitário” e, chegando ao aterro, logo lhe dizem: “grandes quantidades não recebemos… vá entregar à empresa concessionária para o efeito – será que estas sabem como tratá-la? - para pequenas quantidades, coloque na zonas das madeiras”, assim mesmo, sem cuidado especial.
Já estou a ver o filme do costume - aliás como aconteceu com as rupturas no abastecimento de água à população em Angra do Heroísmo, em que nunca se deu ouvidos aos sucessivos alertas e estudos da Universidade dos Açores – daqui a algum tempo, quando a situação estiver insustentável, virá o Governo Regional assumir que realmente devia ter dado ouvidos à Universidade dos Açores e aos seus sucessivos alertas…
Entretanto, enquanto a praga vai alastrando e muito podia e devia ser feito, o Governo Regional, que pouco ou nada tem feito nesta matéria, assume a sua especialidade: faz de conta que faz … É assim que ouvimos, incrédulos, o discurso do Secretário Regional do Ambiente e do Mar ao afirmar que não existe nenhum Plano de combate ás térmitas, nem tem de haver…
Assume-se, deste modo, mais uma diferença entre o actual detentor da pasta e a sua antecessora.
Até aqui, a área do Ambiente era gerida através de Planos que não saiam do papel, agora, já nem Planos existem, se calhar porque as térmitas roeram … o papel.
(In A União)

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Rotinas de aversão à crise

Tomaz Dentinho

Lodz fica na Polónia a cento e tal quilómetros a oeste de Varsóvia. Anuncia-se por não ter nada de especial e, no entanto, anuncia-se. Fica exactamente no meio do actual país e como muitas outras cidades polacas tem pouco mais de que edifícios de estilo soviético construídos por cima das ruínas da segunda guerra. Foi por lá que estivemos durante dois dias para ajudar a programar os congressos da Associação Europeia de Ciência Regional e a acompanhar semestralmente os trabalhos daquela associação de economistas e geógrafos. É uma espécie de comissão que decide sobre candidaturas para locais de Congressos, sobre os temas que serão debatidos, sobre a aplicação das reduzidas verbas das quotas. Mas o importante para um periférico português é conhecer o jogo, transmiti-lo aos conterrâneos e criar regras que o sustentem para serviço do mundo.
Castelo Branco fica na Beira Baixa a duas horas de Lisboa. Foi por lá que passámos para analisar três trabalhos de mestrado: um que pretende estudar os processos de alteração da paisagem no Parque Natural do Tejo Internacional, outro que avalia os impactes ambientais de maneios alternativos de culturas no Baixo Mondego. E um terceiro que identifica as preferências das cegonhas pretas quanto às árvores, à sua localização de forma a definir critérios de intervenção que melhorem a gestão daquela espécie protegida. Bragança fica um pouco mais acima para além da Serra da Estrela e do Vale do Douro. A tese a defender por lá tinha a ver com o estudo da erosão hídrica do solo em áreas de matos na Serra de Montesinho. Não há dúvida que nos fartamos de aprender com os trabalhos destes bons alunos.
No Porto houve que combinar o rearranjo do Compêndio de Ciência Regional em dois tomos, com o apoio de um crack estrangeiro e com base no trabalho com grande impacto produzido desde 2002 por uma equipa de vários docentes do Porto, de Coimbra e do resto do país. Em Coimbra, junto aos bares criados à beira do Rio Mondego ajustámos mais pormenores de prémios e edições de revista e, no fim do périplo, tivemos que reassumir as decisões com que não concordávamos e responsabilizarmo-nos ainda mais por aquelas que defendemos.
Mas o mais marcante começou a fazer-se sentir com o mundo real dos amigos e seus amigos. Sobretudo quando percebemos que a crise está a chegar às casas de quem conhecemos. Primeiro vem um despedimento ou uma empresa falida, depois há a tentativa de uns negócios diferente e mais um pequeno desaire. Ao fim fica-se mesmo na mão de Deus pois todo o esforço parece vão à luz dos homens.
Ainda confrontei alguns entusiasmos de rotina pelo espaço de Lisboa e da Outra Banda. Mas a crise vai tomando os melhores do país deixando para trás a eterna e enorme função pública. Ainda passei pelos restaurantes baratos mas percebe-se que só se mantém porque já nem França tem possibilidade de albergar gente trabalhadora. Ainda perguntei “como vão as coisas?” mas cedo percebi que o país está em debandada para Angola com vistos cada vez mais difíceis de conseguir.
Impressionante é ver funcionários públicos não sentem a crise que ajudaram a criar e que vão ajudar a afundar ainda mais. Estranho é perceber um Governo que mantém obras públicas de viabilidade duvidosa. Alarmante é pensar que toda a gente prefere manter rotinas em vez de resolver o problema de quem cai ao lado.
(IN A União)

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL

1º ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL4-9 Abril 2009São Tomé e Príncipeprojecto da iniciativa da Associação ROÇAMUNDO em parceria com FUNDAÇÃO CACAU, o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA- Investiga), o Centro de Estudos Socais da Universidade dos Açores (CES-UAC) e a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). É objectivo deste projecto reunir em S. Tomé e Príncipe especialistas de diferentes áreas para reflectir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais a partir de uma realidade insular, com dificuldades evidentes em encontrar o melhor caminho para solucionar a progressiva pobreza em que se encontra mergulhado. Várias políticas de desenvolvimento foram ensaiadas sem que alguma tivesse o efeito prático desejado, desafiando, deste modo, alguns conceitos e teorias de desenvolvimento económico. Neste contexto, a troca de experiências, tanto teórica como prática, na implementação e desenvolvimento de projectos comunitários promotores da mudança, poderá ser enriquecedora para os que têm estado empenhados em encontrar novos caminhos e soluções para romper as bolsas de pobreza. Por outro lado, é fundamental promovermos e incentivarmos o desenvolvimento de uma cultura de parceria entre agentes nacionais e internacionais, entre o sector público e privado, o poder local e agentes económicos locais, constituindo, deste modo, uma Comunidade de Prática como estratégia para a criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento.http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/ http://www.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/

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Vem aí mais um ciclone

T.U.S.A., Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum (Tuna masculina da Universidade dos Açores, DCA), dá continuidade ao “Ciclone – Festival Internacional de Tunas”.Segundo Luís Godinho da TUSA “ a excelente receptividade que esta organização teve junto do público terceirense e dado o sucesso que esta iniciativa obteve, estamos já a preparar o V Ciclone que decorrerá de 19 a 21 de Março de 2009. Pretendemos assim dar continuidade a este certame, de modo a que este se possa afirmar no seio da comunidade terceirense, tornando-se um marco cultural desta ilha, sendo também um meio de promover a partilha de conhecimento entre os demais participantes, num verdadeiro intercâmbio cultural”.
(In Bagos D'Uva)

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Douro quer ter 'cluster' para proteger 250 castas

Viticultura. Candidatura ao programa "pólos de competitividade"
A ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense está apostada em obter o reconhecimento do cluster da viticultura duriense como estratégia de eficiência colectiva, o que permitirá, ainda, o acesso, de forma prioritária, à aprovação de candidaturas aos incentivos concedidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O programa "pólos de competividade" é uma iniciativa do Ministério da Economia e Inovação, em articulação com outros ministérios, e as candidaturas aprovadas deverão ser conhecidas dentro de dias.A ideia da criação de pólos de competitividade e eficiência estratégica tem por objectivo unir empresas, universidades, entidades financiadoras e do Estado para o desenvolvimento de um mesmo foco, que, neste caso, são os vinhos da Região Demarcada do Douro, potenciando a economia da região. Redução de custos no cultivo em encosta, optimização económica de tratamentos e fertilizações, formação profissional para o sector, avaliação anual das práticas e estratégias de produção e reconhecimento público das competências técnica e científica do sector e da região são alguns dos contributos que este pólo pretende dar. Além, naturalmente, da disseminação do conhecimento pela região.Os parceiros são muitos e variados, e não apenas nacionais. Para além do Instituto dos Vinhos do Porto e Douro, das várias associações exportadoras de vinhos - ANCEVE, ACIBEV e AEVP - e da Casa do Douro, integram ainda o projecto as adegas cooperativas de Favaios e Vale da Teja. Mas é a nível da investigação e desenvolvimento que os parceiros vêm de mais longe. Para além da Universidade do Porto, da Rede Portuguesa de Selecção da Videira, da Escola Superior de Biotecnologia da Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a equipa conta, ainda, com o departamento de estudos ambientais da Universidade do Oregon, EUA, e com o Instituto Weinbau und Rebenzüchtung, Alemanha. Estudar as alterações climáticas decorrentes do aquecimento global, as suas influências na produção vitícola e desenvolver um manual de adaptação aos impactos previstos é um dos grandes projectos mobilizadores da ADVID, a par das questões da biodiversidade, explicou ao DN o presidente da associação, José Manuel Sousa Soares. Para além da conservação da biodiversidade, identificando os insectos e outros micro-organismos que possam ser benéficos à cultura da vinha, a associação aposta, ainda, na monitorização de pragas e doenças, nos sistemas de condução e implantação da vinha de encosta e na preservação das castas e sua variabilidade. Não é para menos. "Portugal tem 250 castas e 50 estão já em risco de forte perda. Não podemos deixar perder esta riqueza", defende Sousa Soares. Até porque só há um país com uma variedade tão grande de castas, lembra: a Itália. Razão por que a ADVID se prepara para aderir à Associação de Preservação da Genética da Videira. Actualizar o método de pontuação das vinhas - zonagem vitícola -, que estabelece a sua qualidade de acordo com as competências mais modernas (o método em vigor, e que dita a autorização de produção de vinho do Porto de acordo com as letras de A a F, tem 60 anos), bem como avaliar melhor a aptidão enológica das uvas e os marcadores genéticos da sua maturação são alguns dos principais projectos do cluster . De qualquer forma, e porque nada melhor do que quem está no terreno para saber o que é mais urgente, a ADVID está a preparar um inquérito com a Faculdade de Engenharia que será apresentado aos associados para avaliar as suas prioridades. Uma coisa Sousa Soares garante: "Com ou sem aprovação da candidatura ao programa "pólos de competitividade", estes são projectos que irão avançar. Podem é demorar mais tempo."

(In Ilídia Pinto - Diário de Notícias)

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Docente e discentes de enfermagem

O dinâmico Professor Ricardo Nuno Viegas da Silveira Dutra, docente na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo -Universidade dos Açores-e as alunas Cláudia Surrécio, natural de Portalegre; Cláudia Taveira, de Lisboa e Inês Santos de Lisboa/ilha de São Jorge, visitaram os Biscoitos e o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda. Ainda no território "Da Resistência" os malefícios do álcool e benefícios do vinho foram"degustados".O jovem Professor Ricardo Dutra é actualmente dirigente desportivo das camadas jovens do S. C. Lusitânia, cargo que ocupa de alma e coração.

(In Bagos D'Uva)

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Qual o impacto da pesca submarina?

Qualquer actividade extractiva, neste caso piscatório, causa impactos diversos. A Pesca Submarina, obviamente, não é excepção. No entanto, trata-se de uma actividade muitas vezes difamada, alvo dos mais diversos preconceitos e tida como altamente destrutiva o que é manifestamente, algo de absolutamente falso e que resulta sobretudo de um binómio difícil de conjugar: falta de informação e falta de interesse. No Mundo inteiro, os recursos aquáticos, sobretudo os marinhos, representam um imenso manancial de riqueza imediata e um vastíssimo negócio de biliões de euros/dia. Assim sendo, é natural que exista, por parte da maior parte dos governos e por via do peso eleitoral que tal acarreta, uma enorme margem de tolerância em relação à pesca artesanal e industrial que recorrem a “artes” extremamente destrutivas e impactantes, tais como: I) o arrasto; II) as redes de emalhar; III) os cercos; IV) os palangres costeiros demersais e V) as redes derivantes. Tudo isto representa não só milhões de toneladas diárias de animais marinhos pescados para venda como também outro tanto de destruição não aproveitada, principalmente nas seguintes formas:- Destruição dos fundos pelas artes de pesca de forma activa (sobretudo no caso dos arrastos) muitas vezes de inteiros ecossistemas que demoram décadas a recuperar;- Destruição de toneladas de animais não-alvo de uma determinada pescaria – o arraste de camarão implica, p.ex., a destruição de cerca de 10 kg de animais por cada 1 kg de camarão – que, ainda por cima nem são aproveitados pelo menos para consumo humano.A Pesca Submarina não produz nada do que acima se disse. É uma actividade auto-regulada ou seja: muito selectiva, extremamente difícil e muito mais dependente das condições meteorológicas do que as pescarias dependentes de uma embarcação ou de qualquer superfície fora de água. Embora, em Portugal e na Europa de um modo geral, sejam raros ou nulos os estudos sobre o impacto da caça submarina, outros estudos, nomeadamente nos Açores, mostram que este é extremamente reduzido e, em termos de peixes, corresponderá a cerca de 0.000001% do total. Em alguns casos onde apenas se capturam determinados recursos com mergulho (em apneia ou com escafandro) os “stocks” mantêm-se (caso dos polvos nos Açores) ou aumentam significativamente (caso das lagostas na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Califórnia). Neste último caso note-se que a recuperação aconteceu depois de um colapso intenso e de se ter deixado de usar covos e redes lagosteiras.Assim, entendo ser fundamental esclarecer as pessoas, de forma activa e racional, de que a Pesca Submarina é uma actividade desportiva/recreativa e, em alguns países, uma forma de pesca comercial extremamente selectiva, que não deixa resíduos nos mares, que é difícil de praticar e que não pode nem deve ser alvo contínuo de preconceitos inócuos e infundados.As Reservas e Áreas Marinhas Protegidas são importantes e devem existir tendo por base a ciência e o bom-senso prevalecendo sobre o politicamente correcto habitual na maioria das chamadas “políticas marinhas”.
Angra do Heroísmo, 13 de Fevereiro de 2009
João Pedro Barreiros -Professor do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Doutorado em Biologia/Ecologia Animal.

(In InfopescaSub)

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Comissão reforça rede de informação Europe Direct

Foi lançada recentemente uma segunda geração da rede de centros de informação à escala europeia Europe Direct para o período de 2009-2012. A nova rede alargará as possibilidades de os cidadãos receberem informação prática e aconselhamento sobre o exercício dos respectivos direitos na União Europeia. Qualquer pessoa poderá dirigir-se a um dos 500 centros de informação para obter respostas às suas questões específicas sobre a UE. Os centros Europe Direct proporcionarão também feedback dos cidadãos às instituições da UE, além de promoverem activamente o debate local e regional sobre temas da UE. «Nos últimos quatro anos, os centros de informação Europe Direct têm colmatado a lacuna existente entre as instituições da UE e o público em geral. Tendo em vista as próximas eleições europeias, o lançamento da rede Europe Direct renovada, que constitui uma iniciativa importante no âmbito dos nossos esforços para comunicar de forma mais eficaz sobre questões europeias», afirmou a Vice-Presidente da Comissão Margot Wallström, responsável pela Estratégia da Comunicação.
Hans-Gert Pöttering, o Presidente do Parlamento Europeu, declarou: «Em Junho, os cidadãos europeus decidirão quem irá representá-los no Parlamento Europeu durante os próximos cinco anos. Os deputados do Parlamento Europeu votam sobre questões que nos afectam a todos – desde a defesa do consumidor até à regulação dos mercados financeiros. Mas muitas pessoas sabem pouco sobre o papel que eles desempenham. Os centros de informação Europe Direct podem ajudar os cidadãos a estar mais bem informados e, desse modo, motivá-los para a utilização da possibilidade de votar.»
Nos Estados-Membros, os centros de informação Europe Direct constituem um dos meios de que a Comissão Europeia dispõe de facultar, a nível local, actividades de divulgação ao grande público. Os serviços dos centros são gratuitos para os utentes. A rede de informação Europe Direct foi lançada inicialmente em 2005. Os centros receberão uma subvenção máxima anual de 25 000 euros, concedida pela Comissão Europeia para as suas actividades de informação sobre a UE, e deverão assegurar, pelo menos, 50% de co-financiamento.
Em Portugal, as estruturas que irão acolher os 16 Centros de Informação Europe Direct seleccionados são as seguintes:
• Direcção Regional Agricultura e Pescas do Norte (Braga)
• Instituto Politécnico de Bragança
• Associação Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega (Chaves) - Novo
• Câmara Municipal do Porto
• Câmara Municipal de Lamego – Novo
• AEVA - Escola Profissional de Aveiro – Novo
• Direcção Regional Agricultura Pescas do Centro (Coimbra)
• Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (Leiria) - Novo
• Escola Superior de Gestão de Santarém
• Direcção Regional Agricultura Pescas LVT (Oeste -Caldas da Rainha)
• Direcção Regional Agricultura Pescas LVT (Península de Setúbal - Montijo)
• Instituto Politécnico de Portalegre
• Associação de Defesa do Património de Mértola
• Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (Faro)
• Universidade dos Açores (Angra do Heroísmo)
• ACIF - Associação de Comércio e Indústria do Funchal
Mais informações:
http://ec.europa.eu/portugal/redes/index_pt.htm
http://ec.europa.eu/dgs/communication/pdf/Decision-de-la-Commission-EN.pdf
http://ec.europa.eu/europedirect/index_en.htm

(In IP/09/256)

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domingo, fevereiro 15, 2009

APAVTForm e Galileo certificam agentes de viagem nos Açores

A Galileo Portugal – sistema de distribuição global (GDS) pertencente à Travelport –, em colaboração com a APAVTForm e com o Observatório Regional de Turismo dos Açores, acaba de lançar um programa de formação dirigido aos agentes de viagem açorianos. As entidades esperam certificar até dia 21 de Fevereiro – data de término da acção – aproximadamente 200 formandos.
Os cursos, leccionados nas ilhas S. Miguel e Terceira, permitem dotar os agentes de viagem de conhecimentos essenciais para a utilização do GDS Galileo – líder de mercado em Portugal – e de competências no cálculo de tarifas aéreas. O objectivo é o de aumentar a produtividade, permitindo o manuseamento e operacionalidade do sistema Galileo.
Os alunos que finalizarem com sucesso a formação serão certificados, recebendo o diploma APAVTForm e o Passaporte Galileo, elementos fundamentais na procura de emprego no sector. No final do ano, a APAVTForm – acreditada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho – emite às agências de viagem associadas o correspondente mapa anual de formação certificada, tendo em conta a legislação em vigor.
À disposição dos agentes de viagem açorianos estão cinco cursos: Curso Básico de Reservas, Curso Básico de Emissões, Funcionalidades Avançadas, Reemissões e Reembolsos, bem como Construção de Tarifas. A duração de cada um é de 16 horas, com a excepção do curso de “Funcionalidades Avançadas” que ronda as oito horas.
Formação é essencial no sector turístico açoriano
“Apesar de a Galileo Portugal já ministrar cursos nos Açores desde 1992, inclusive em instituições de ensino relevantes como a Universidade dos Açores, esta é a primeira vez que é conferida formação no âmbito da parceria Galileo/APAVTForm”, refere António Loureiro, director geral da Galileo Portugal e da Galileo Brasil. “A aposta na qualificação dos quadros das agências é fundamental para o desenvolvimento do sector turístico e as potencialidades dos Açores, enquanto mercado em clara expansão, realçam esta necessidade. No mês de Março, será a Madeira a acolher os cursos Galileo”, acrescenta o responsável.
Carlos Santos, Presidente do Observatório Regional do Turismo (ORT) dos Açores, partilha da opinião de António Loureiro: “Qualquer destino turístico, incluindo os Açores, só consegue ser competitivo no mercado turístico mundial se adoptar duas estratégias complementares: a inovação tecnológica, acompanhada da qualificação dos recursos humanos. Só assim é que os destinos conseguem apostar na diferenciação com base em produtos de elevado rácio qualidade/preço, superior ao dos destinos concorrentes.” O Presidente do ORT acrescenta ainda: “A parceria com a Galileo e com a APAVTForm surge integrada na política de parcerias do Observatório Regional do Turismo com entidades competentes e experientes a nível nacional, explorando sinergias portadoras de valor acrescentado para todas as partes.”
A APAVTForm – entidade que tem vindo a ministrar formação nos Açores desde 2007, abrangendo cursos das áreas de Gestão e de TIC’s – enaltece a importância desta parceria com a Galileo Portugal e o ORT. “O objectivo é o de oferecer uma formação profissional que contribua efectivamente para a melhoria do desempenho dos profissionais do turismo, aprofundando e desenvolvendo competências já detidas e estreitamente associadas às respectivas funções. Estamos certos que, com o apoio local do Observatório Regional de Turismo dos Açores, conseguiremos reunir condições de excelência para melhor contribuir para a qualificação dos profissionais do sector”, refere Pedro Moita, director-geral da APAVTForm.

(In Central de Informação)

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