sábado, novembro 14, 2009

Investigadores açorianos avaliam riscos de extinção


O Grupo da Biodiversidade dos Açores (GBA) vai lançar no início do próximo ano dois novos projectos destinados a avaliar “o risco de extinção de diversas espécies em ilhas”, revelou ontem o investigador Paulo Borges.“A crise da biodiversidade em mais nenhum lugar é tão notória como nas ilhas oceânicas pelo que estudar as melhores soluções para a sua conservação é fundamental”, considera Paulo Borges que vai contar com um apoio de 320 mil euros da Fundação da Ciência e Tecnologia.No caso dos Açores, “os estudos de campo e genética orientam-se no sentido de perceber se nas diferentes ilhas, que têm florestas mais pequenas, se as espécies estão a perder diversidade e em risco de extinção devido ao aumento das pastagens”.Segundo Paulo Borges “a ideia é posteriormente aumentar a florestação recorrendo a essas espécies”.
Riscos
As ilhas com maior risco de extinção de espécies, de acordo com o investigador, são Santa Maria, São Miguel, Faial e São Jorge porque “possuem manchas florestai pequenas e espécies únicas (endémicas) em risco”.Adianta que os Açores perderam mais de 90 por cento da sua floresta original durante cinco séculos de ocupação humana e que, sendo um dos arquipélagos mais isolados na Terra, suportam um número significativo de espécies endémicas de uma só ilha.A investigação (que envolvem mais de uma dezenas de investigadores) vai ainda procurar determinar o efeito da perda de habitats e da fragmentação da floresta nativa dos Açores nas espécies de artrópodes endémicos especialistas de floresta.Um dos projectos denomina-se “Previsão de extinção em ilhas: uma avaliação em várias escalas” e o outro “O que é que as ilhas da Macaronésia nos podem ensinar sobre especiação?”.Segundo o investigador da Universidade dos Açores, os projectos (a começar em Março de 2010) “são inovadores” porque “a avaliação a vários níveis do risco de extinção que é devida à destruição e fragmentação dramática dos habitats”.Por outro lado, explica, porque serão feitas, também, “avaliações de previsões teóricas de extinções futuras, com avaliações à escala da espécie do tamanho das suas populações e diversidade genética”.Finalmente, Paulo Borges acredita que o projecto “irá estabelecer ligações cruciais entre a teoria ecológica e a prática de conservação avançando na compreensão e protecção de uma parte única da herança Europeia em termos de biodiversidade”.
Ampla divulgação
Os resultados destes estudos, segundo Paulo Borges, serão apresentados à comunidade científica internacional através de artigos em revistas da especialidade e da apresentação em congressos internacionais.Além disso, para promover a divulgação do conhecimento adquirido junto da população açoriana, o GBA pretende organizar uma exposição itinerante, assim como produzir material educacional.O GBA orienta estes dois projectos, que contam com a participação da Universidade de Oxford (The Oxford University Centre for the Environment), da Universidade de Atenas (Departament of Ecology and Taxonomy – Faculty of Biology) e da Universidade de East Anglia (Centre for Ecology, Evolution and Conservation).Na última semana, a União Internacional para a Conservação da Natureza anunciou a lista actualizada das espécies mundiais em risco de extinção, onde se encontram alguns exemplares açorianos.Segundo o documento, uma das espécies em risco na Região é o trevo de quatro folhas “Marsilea azorica” (protegida pela Convenção de Berna e Directiva Habitats), do qual só existem meia centena de exemplares num charco no interior da ilha Terceira.O morcego endémico dos Açores e algumas espécies de moluscos terrestres também preocupam também os biólogos açorianos.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, novembro 11, 2009

INVESTIGADORES VÃO ESTUDAR Risco de extinção de espécies endémicas do arquipélago

O Grupo da Biodiversidade dos Açores (GBA) vai lançar no início do próximo ano dois novos projectos destinados a avaliar “o risco de extinção de diversas espécies em ilhas”, revelou ontem o investigador Paulo Borges.
“A crise da biodiversidade em mais nenhum lugar é tão notória como nas ilhas oceânicas pelo que estudar as melhores soluções para a sua conservação é fundamental”, considera Paulo Borges que vai contar com um apoio de 320 mil euros da Fundação da Ciência e Tecnologia.


No caso dos Açores, “os estudos de campo e genética orientam-se no sentido de perceber se nas diferentes ilhas, que têm florestas mais pequenas, se as espécies estão a perder diversidade e em risco de extinção devido ao aumento das pastagens”.
Segundo Paulo Borges “a ideia é posteriormente aumentar a florestação recorrendo a essas espécies”.
As ilhas com maior risco de extinção de espécies, de acordo com o investigador, são Santa Maria, São Miguel, Faial e São Jorge porque “possuem manchas florestai pequenas e espécies únicas (endémicas) em risco”.
Adianta que os Açores perderam mais de 90 por cento da sua floresta original durante cinco séculos de ocupação humana e que, sendo um dos arquipélagos mais isolados na Terra, suportam um numero significativos de espécies endémicas de uma só ilha.
A investigação vai ainda procurar determinar o efeito da perda de habitats e da fragmentação da floresta nativa dos Açores nas espécies de artrópodes endémicos especialistas de floresta.
Um dos projectos denomina-se “Previsão de extinção em ilhas: uma avaliação em várias escalas” e o outro “O que é que as ilhas da Macaronésia nos podem ensinar sobre especiação?”.
Segundo o investigador da Universidade dos Açores, os projectos “são inovadores” porque “a avaliação a vários níveis do risco de extinção que é devida à destruição e fragmentação dramática dos habitats”.
Por outro lado, explica, porque serão feitas, também, “avaliações de previsões teóricas de extinções futuras, com avaliações à escala da espécie do tamanho das suas populações e diversidade genética”.
Finalmente, Paulo Borges acredita que o projecto “irá estabelecer ligações cruciais entre a teoria ecológica e a prática de conservação avançando na compreensão e protecção de uma parte única da herança Europeia em termos de biodiversidade”.
No total, estarão envolvidos nos projectos mais de uma dezena de investigadores locais e de centros universitários europeus.

(In A União)

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terça-feira, outubro 27, 2009

Dysaphis pyri (Boyer de Fonscolombe, 1841)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Aphididae
Género: Dysaphis
Nome comum: Afídeo, Piolho das plantas
Nome da espécie: Dysaphis pyri (Boyer de Fonscolombe, 1841)
Endémica dos Açores: Não

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quarta-feira, outubro 07, 2009

Caloplaca lactea (A. Massal.) Zahlbr., 1901


Reino: Fungi
Division: Ascomycota
Subdivision: Ascomycotina
Clase: Ascomycetes
Orden: Teloschistales
Familia: Teloschistaceae
Genero: Caloplaca
Nombre de la especie: Caloplaca lactea (A. Massal.) Zahlbr., 1901
Endemica de los Azores: No

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terça-feira, outubro 06, 2009

Oryzaephilus surinamensis (Linnaeus, 1758)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Silvanidae
Género: Oryzaephilus
Nome comum: Escaravelho
Nome da espécie: Oryzaephilus surinamensis (Linnaeus, 1758)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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BIODIVERSIDADE INSULAR Espécies raras precisam de acções urgentes

Depois de três dias de trabalhos, terminou a primeira reunião de Peritos da Convenção de Berna sobre Biodiversidade Insular da Europa, que decorreu em Tenerife, nas Canárias.
"O balanço é interessante e indicativo de trabalhos continuados e úteis para os diferentes Governos”, segundo o responsável representante do Conselho da Europa, Eladio Fernández-Galiano, acrescentando que “as espécies raras e sensíveis precisam de acções urgentes”.
Em declarações no final da reunião, o director regional do Ambiente dos Açores afirmou que “foi relevante a identificação das fraquezas comuns existentes ao nível da gestão da biodiversidade nas Ilhas, mas o passo essencial deste encontro foi a determinação de métodos comuns para a reversão da perda de biodiversidade.”
Entre estes factores encontram-se a necessidade de rever os critérios internacionais que conduzem à própria classificação de espécies em perigo ou raras, que não servem para as regiões insulares ou para os organismos invertebrados, de melhorar a eficiência da comunicação com o público em geral e de partilhar as melhores práticas com os diferentes governos e as diferentes equipas operacionais. “Sabe-se como fazer, faz-se bom trabalho, mas, muitas vezes, não são transferidos os novos conhecimento e as novas técnicas para outros territórios”, afirmou Frederico Cardigos.
Após a apresentação do trabalho efectuado nos Açores, com palestras do director regional do Ambiente e do investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges, e que incluiu a referência à reorganização das zonas protegidas, à criação da reserva voluntária do Corvo, à educação ambiental e à recuperação da população do priolo, mas sem esquecer a dificuldade do combate às espécies invasoras; a responsável pela IUCN, Kate Brown, afirmou que “é impressionante o trabalho feito nos Açores e indicativo de caminhos a explorar”. A mesma responsável afirmou que “mesmo os casos de insucesso devem ser partilhados para que se evite a repetição de erros.”
Entre as informações partilhadas e que poderão ser utilizadas nos Açores, o director regional do Ambiente referiu-se concretamente a novas oportunidades de financiamento de actividades e à definição de metodologias para o aviso rápido em caso de invasão potencial.
“É curioso que há programas informáticos a serem desenvolvidos por equipas científicas e que permitem, por exemplo, que qualquer pessoa faça a identificação de organismos até ao nível da subespécie. Desta forma, quem observar uma espécie exótica poderá, no seu computador, fazer a sua identificação e referi-la de imediato para potencial erradicação”, afirmou Frederico Cardigos.
Ao mesmo nível, estão a ser desenvolvidos modelos computorizados que permitem prever a expansão das espécies invasoras com base nas alterações climáticas.
(in A União)

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sexta-feira, outubro 02, 2009

Isotoma viridis Bourlet, 1839


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Collembola
Ordem: Entobriomorfos
Família: Isotomidae
Género: Isotoma
Nome comum: Colêmbolo
Nome da espécie: Isotoma viridis Bourlet, 1839
Endémica dos Açores: Não
(In Portal da Biodiversidade)

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domingo, setembro 27, 2009

Ecologia das Turfeiras de Sphagnum dos Açores

Sendo pouco menos do que desconhecidas para o Mundo, e mesmo dentro do nosso País, as turfeiras dos Açores são formações de uma elevada importância ecológica e ambiental, afectando significativamente os recursos hídricos das ilhas onde ocorrem.
Turfeiras são genericamente ecossistemas em que o nível da água se encontra à superfície ou perto desta e em que o encharcamento é suficientemente prolongado para promover processos típicos de solos mal drenados como o desenvolvimento de vegetação hidrófitica (adaptada a condições de encharcamento) e a promoção da formação de turfa, que é um tipo de substrato pedológico que se desenvolve em condições de encharcamento e anóxia (ausência de oxigénio).
As turfeiras dos Açores são formações ainda bastante desconhecidas para o mundo e mesmo dentro do país, para onde a referência à existência destes ecossistemas, se restringe a pequenos mosaicos em áreas montanhosas de Portugal continental. O desenvolvimento de estudos e a sua publicação são factores primordiais para conhecer a riqueza biológica dos Açores, nomeadamente em termos de zonas húmidas e espécies associadas pelo que uma série de estudos de pormenor estão a decorrer sob a responsabilidade do GEVA, na Universidade dos Açores. De facto os Açores são uma área primordial no país, não só em termos de extensão de zonas húmidas mas também em diversidade tipológica e grau de conservação das mesmas. Pode-se mesmo dizer que as zonas altas da maioria das ilhas do arquipélago são ocupadas por vegetação húmida, predominantemente turfeiras (Foto 1), devido à entrada de grandes volumes de água (precipitação e intercepção dos nevoeiros) e à presença de plácico (Foto 2) (cujas características promovem a impermeabilização do substrato).


Foto 1. Paisagem típica das zonas altas das ilhas dos Açores. No caso, uma turfeira de Sphagnum. Ilha Terceira. Base de dados fotográfico do GEVA.
Foto 2. Horizonte ferro-magnesiano plácico, promotor de impermeabilização dos solos e um dos grandes responsáveis pela grande extensão de zonas húmidas em altitude. Ilha Terceira. Base de dados fotográfico do GEVA.
As plantas típicas de zonas turfosas, tais como as espécies do género Sphagnum (Foto 3) tiveram a sua origem nas regiões Atlânticas do Norte da Europa, chegando aos Açores no período pós glaciações por intermédio de aves (epizoocoria).
Foto 3. Comunidade de Sphagnum, género de briófitos dominante nas turfeiras dos Açores. Ilha de S. Miguel. Base de dados fotográfico do GEVA.
De acordo com uma série de condições ambientais, tais como níveis de precipitação, topografia do terreno, grau de naturalidade, desenvolvem-se tipologias distintas de turfeiras. Este trabalho pretende caracterizar em termos de ecologia uma tipologia que são as turfeiras dominadas por Sphagnum, que ocorrem normalmente nas situações de bacias endorreicas (Foto 4).

Foto 4. Turfeira em vale endorreico. Uma das situações mais típicas onde se desenvolvem turfeiras de Sphagnum. Ilha Terceira. Base de dados fotográfico do GEVA.

Foto 5. Espécime do género Sphagnum (no caso S. cappilifolium). Base de dados fotográfico do GEVA.

Os briófitos mencionados são inconfundíveis, basta ter visto uma espécie ou examinado ao microscópio algum filídeo (tipo folha) para se poder dizer se é ou não um Sphagnum. Distingue-se dos outros musgos pelo agrupamento dos seus ramos em fascículos (Foto 5).



Uma compreensão básica da ecologia das plantas do género Sphagnum spp. será útil para compreender o funcionamento, bem como a dinâmica e ecologia de uma turfeira dominada por estes briófitos. Estas formações em termos ecológicos, caracterizam-se por reter grandes quantidades de águas sendo estas bastante ácidas e pobres em nutrientes disponíveis.

A grande capacidade de absorção e retenção de água (Foto 6) e a sua cedência gradual após grandes chuvadas é de grande importância para uma série de factores a nível da paisagem tais como na minimização da erosão e no controle dos caudais das ribeiras. Contribui também para a recarga dos aquíferos locais. Esta capacidade deve-se à estrutura morfológica dos Sphagnum que podem suportar até 20 vezes o seu peso seco em água. Em secção transversal, um corte duma folha de Sphagnum indica dois tipos de células (Foto 7), pequenas células clorofilinas (fotossintéticas, importantes para a fotossíntese e respiração) e células hialinas (largas e incolores) com poros nas paredes, através dos quais a água se move. Esta característica de absorção e retenção é importante para a planta e para o crescimento da turfeira uma vez que estes musgos não possuem raízes para absorver solutos do solo, ou tecidos condutores internos para o transporte de água (Daniels e Eddy, 1985). Esta capacidade de retenção de água, por parte do Sphagnum vivo que cresce na superfície da turfeira, acrescentando ao movimento da água por capilaridade dentro da turfa, assegura que a toalha de água seja mantida um pouco abaixo da superfície ou à superfície da turfeira durante todo a ano. As turfeiras constituem assim verdadeiros reservatórios de água (Foto 8), se tivermos em conta que os recursos em ilhas são bastante limitados a salvaguarda destas formações contribuem sobremaneira para a perpetuação dos recursos hídricos locais. Realça-se que em 7 das nove ilhas dos Açores as turfeiras são as formações predominantes nas zonas altas das ilhas. As excepções são as ilhas de Sta Maria e Graciosa, cujos níveis de precipitação e nevoeiros (altitude inferior às restantes) não propícia as condições ambientais base para a formação de grandes extensões de zonas húmidas.

Além da sua capacidade de absorver e reter água as turfeiras apresentam águas bastante ácidas. Na maioria dos ecossistemas, o pH encontra-se próximo da neutralidade, no entanto em zonas húmidas dominadas por estes briófitos, o pH do meio é bastante ácido, por vezes atinge valores abaixo dos 3. Estudos efectuados neste tipo de turfeiras nos Açores permitiram verificar que no Verão o pH médio para este tipo de turfeiras ronda os 3,5 e no Inverno os 5,5 no Verão (Mendes & Dias, 2002). Estas diferenças ocorrem porque a quantidade de água do meio altera a concentração de hidrogeniões e as próprias espécies dominantes em cada estação apresentam variadas capacidades de troca catiónica. Esta capacidade deve-se à troca de iões hidrogénio (H+) por outros iões tais como potássio, sódio, cálcio e magnésio (k+, Na+, Ca2+ e Mg2+ respectivamente) (McQueen, 1990). O Sphagnum é capaz de se desenvolver particularmente bem em situações ombrotróficas (águas provenientes da chuva e pobres em nutrientes) como resultado da sua relativamente alta capacidade de troca catiónica (Rieley e Page, 1990). Esta capacidade do Sphagnum para acidificar o meio tem uma série de vantagens, em primeiro lugar as plantas usam esta troca como meio de obter nutrientes para o seu crescimento, e que são em muito pequena quantidade no seu meio (McQueen, 1990). Em segundo lugar, criando um habitat ácido, o Sphagnum “cria” um ambiente ideal para si próprio onde a competição com outras plantas é muito pequena, pois a maioria das plantas vasculares não tolera níveis baixos de nutrientes ou ambientes ácidos e húmidos.
Esta acidificação do meio que aparentemente parece favorecer apenas o Sphagnum, presta, um serviço de extrema importância às populações das ilhas, as turfeiras transformam-se em verdadeiros filtros de purificação de água uma vez que a retenção, na sua estrutura, de iões (por troca por hidrogeniões) tem como efeito secundário a limpeza da água.
Esperamos que os aspectos aqui focados acerca das turfeiras de Sphagnum contribuam não só para o conhecimento da sua ecologia mas que sejam um abrir de uma porta para a compreensão da sua importância para que sejam cada vez mais os esforços de conservação.

(In Naturlink)

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terça-feira, setembro 22, 2009

Valor científico dos Açores está provado


Os estudos da biodiversidade dos Açores têm vindo a provar que as ilhas são um laboratório natural para estudar a evolução das espécies e a dinâmica e a ecologia dos espaços insulares. Em entrevista ao DI, Paulo Borges, que lidera estudos sobre a biodiversidade açoriana na Universidade dos Açores, fala sobre o momento actual da Ciência nas ilhas.
A comunidade científica açoriana quer demonstrar que Charles Darwin estava errado quando disse que nada havia de interesse na biodiversidade açoriana.
Sem dúvida. Nas últimas décadas, os resultados da investigação nos Açores, nomeadamente na área da biodiversidade – quer no Departamento de Biologia em São Miguel, quer no Departamento de Oceanografia e Pescas, no Faial, quer no Departamento de Ciências Agrárias, particularmente com o Grupo de Estudo da Biodiversidade dos Açores, na Terceira -, demonstram que existe uma riqueza enorme de formas de vida únicas no arquipélago. E estas têm uma grande importância no funcionamento dos ecossistemas dos Açores, como, por exemplo, ficou demonstrado com a crise da água na ilha Terceira, onde se mostrou que as florestas naturais e toda a sua estrutura é essencial para haver água de qualidade para os angrenses. Portanto, na recta final do século XX, todos esses estudos vieram demonstrar a importância dos Açores no ‘hotspot’ da biodiversidade que inclui a Madeira e as Canárias e os Açores.
Na sua opinião, porque o pai da Teoria da Evolução das Espécies não se interessou pelos Açores, quando por aqui passou?
Ao visitar as ilhas, Darwin não encontrou animais de grande porte. Portanto, ao não encontrar aves endémicas nem o morcego endémico, por exemplo, e ao não encontrar mamíferos endémicos, o naturalista – que esteve muito pouco tempo na Terceira – acabou por decretar o desinteresse científico da ilha. Obviamente, naquela altura, Darwin não teve nem a capacidade nem o tempo necessários para investigar os insectos, os caracóis e outras espécies, como aconteceu na sua passagem pelas Galápagos ou no Havai.
Com essa declaração, Darwin afastou os cientistas do arquipélago?
No início, acho que sim. Porque, nessa época, existiram estudos fantásticos na Madeira e nas Canárias, sobretudo realizados por investigadores ingleses e nórdicos. E não assistimos a esses estudos nos Açores. Na Região, a comunidade científica debruça-se sobre a biodiversidade das ilhas já no século XX, nomeadamente através de expedições de universidades estrangeiras e, mais tarde, pela Universidade dos Açores. E é com a universidade açoriana que ocorre um ‘boom’ de estudos e conhecimentos sobre o arquipélago. Por exemplo, só em caracóis nos Açores, cerca de 70 por cento são endémicos. E esse conhecimento é recente. Em artrópodes, só em 1990, é que começou a descobrir as 20 espécies endémicas das grutas. Portanto, os Açores andaram afastados da atenção da comunidade científica. Não totalmente, mas os estudos cá realizados foram residuais.
Por que a comunidade internacional não quis estudar o arquipélago, que é hoje reconhecido como um laboratório natural situado no meio do Atlântico?
Por um lado, os Açores não estiveram no centro das rotas aéreas entre a Europa e a América. Muitos investigadores passavam por Santa Maria – resultando daí o notável trabalho de Alberto Teixeira Pombo, que conseguiu desenvolver contactos interesses com os cientistas que por ali passavam – mas eram visitas pontuais. A Madeira, pelo contrário, estava na rota do turismo inglês; e as Canárias na rota do turismo do Norte da Europa. Além disso, as duas regiões beneficiaram da publicidade que Darwin lhes fez. Daí serem alvo de vários estudos. No fundo, as rotas passavam-nos ao lado. Por outro lado, algumas das descobertas que se realizaram, implicaram meios tecnológicos avançados, que há altura não existiam. Veja-se os estudos feitos no fundo marinho ou na copa das árvores dos Açores. Ou seja, os Açores acabam por mostrar o seu valor científico após ter sido possível realizar vários investimentos que resultaram num acumular de tecnologia e conhecimentos sobre a biodiversidade local.
O trabalho dos cientistas açorianos tem tido eco nas comemorações mundiais em curso sobre Charles Darwin?
Sim. Vários investigadores da Universidade dos Açores têm participado em vários eventos internacionais dedicados a Darwin. Um dos nossos alunos vai estar em Minorca. Outros, em Março, estiveram em Leipzig, a apresentar estudos sobre os Açores. Tivemos outros investigadores no México. E, de 19 a 23 de Setembro, o professor Frias Martins reúne investigadores locais com investigadores internacionais para demonstrar o valor dos Açores como laboratório de investigação na área da Biologia.
Diz-me que o ‘boom’ da investigação científica açoriana ocorre com a Universidade dos Açores. Neste momento, qual o ponto de situação no estudo da biodiversidade açoriana?
Os Açores, neste momento, em muitas áreas, estão no mesmo patamar de muitas outras áreas do planeta, nomeadamente Canárias, Norte da Europa, Madeira, Galápagos, Havai. Ou seja, em termos de estrutura e de cientistas, já atingimos um nível qualitativo idêntico a esses locais. Por exemplo, se consultar muita literatura científica recente, encontrará muitos trabalhos que comparam os Açores a outros arquipélagos. E noutros aspectos estamos na vanguarda. Por exemplo, o Portal da Biodiversidade dos Açores é, neste momento, único nos arquipélagos semelhantes. Apesar do projecto, conceptualmente, ter sido criado e desenvolvido nas Canárias, nós passamos da simples colocação de dados para a comunidade científica para a divulgação ao grande público. O sítio, neste momento, tem mais de duas mil visitas diárias, tem recursos enormes e recebe visitas de cientistas, de escolas, de cidadãos interessados. Além de cooperar com várias instituições governativas. Portanto, atingimos com este projecto uma dimensão educativa, científica, popular e de apoio governamental ao nível de gestão do Ambiente.
Portanto, toda a exposição conseguida com esse projecto é da responsabilidade da Universidade dos Açores, muitas vezes tida como uma instituição de segunda linha…
A Universidade dos Açores é responsável pelos conteúdos e pela investigação que os originam. Mas, não nos podemos esquecer, que sem o apoio incondicional de várias entidades governativas, não era possível a concretização quer deste projecto quer dos estudos científicos que vão sendo desenvolvidos. Por isso só, a academia não tem capacidade para realizar investigação. Sem o esforço único – que não é comparável ao que acontece na Madeira ou nas Canárias – que as entidades governativas regionais têm desenvolvido, não tínhamos chegado a este patamar.
Que leitura faz desses apoios?
Entendo-os como parte de uma estratégia concertada de promoção turística dos Açores como zonas sustentáveis da natureza. Têm vindo a ser aprovados os parques de ilha, por exemplo, que mais não são do que formas de promover as ilhas como belezas naturais, como zonas ‘wilderness’, em oposição ao turismo madeirense que não comporta a vertente de natureza selvagem, digamos assim.
Qual o grau de conhecimento nos Açores da sua biodiversidade?
Depende dos grupos taxionómicos. Por exemplo, ao nível das plantas, sabemos quase 90 por cento; os artrópodes, saberemos 60 a 70 por cento…
Qual a área menos conhecida?
Os insectos. Onde existem vários grupos mal estudados. Embora nos últimos cinco anos já se tenha aumentado o conhecimento que publicamos em livro em 2005.
É possível que se venham a conhecer espécies novas no arquipélago?
Sim. Ainda recentemente foram publicados artigos revelando dez novas espécies de aranhas e oito novas espécies de escaravelhos. Ao nível das plantas e dos musgos, há sempre descobertas a acontecerem. Tudo isto deriva do facto de existir uma equipa em trabalho contínuo, em investigação permanente. E, ao mesmo tempo que se descobrem novas espécies, descobrem-se também os factores que as põem em risco.
Qual a principal ameaça à biodiversidade açoriana?
Pelo que conhecemos, o perigo maior resulta das espécies invasoras. Felizmente, o Governo Regional tem um projecto em curso de combate às espécies invasoras (incenso, conteira, hortênsia, etc.) em zonas críticas.
O homem é ou será um perigo para a biodiversidade açoriana? Numa Região que pretende explorar o turismo de natureza…
Acho que não. Aliás, felizmente, o clima dos Açores está a protegê-lo de um turismo de massas. Parece-me que, nesse aspecto, a ilha que possa correr mais riscos é São Miguel…
As restantes não podem vir a sofrer com uma intensificação turística?
Não me parece, porque não me parece viável que essa intensificação ocorra. O tipo de turista que visita os Açores, se for bem coordenado, não representará qualquer perigo para a biodiversidade do arquipélago. Por exemplo, nas Galápagos, que têm um turismo mais agressivo, as autoridades locais conseguem minimizar essas presenças.
Dos estudos que tem realizado, têm sido feitas descobertas que, de certa forma, ponham em causa algumas das ideias que se têm sobre os Açores? Dou-lhe o exemplo da declaração de Eduardo Dias, professor da academia açoriana, que revela que o arquipélago vive uma segunda Primavera no Outono…
Sim. Há vários exemplos. Relativamente a esse que me dá, comprovamos que, ao nível dos musgos, existem dois picos de crescimento: na Primavera e entre Setembro e Outubro, no Outono. Há como que duas zonas de alegria e dinâmica das florestas derivadas do nosso clima. A nível dos artrópodes, há espécies – caso das moscas – que, no Outono, se desenvolvem também. Nas térmitas, o período de enxameamento vai de Maio a Outubro. Portanto, muitos dos estudos provam que as nossas condições ecológicas permitem novidades, nomeadamente ao nível da fisiologia dos indivíduos. Além disso, o facto de os Açores serem um arquipélago com diferentes idades de surgimento, é-nos possível propor novas teorias sobre a evolução e a colonização dos organismos dos Açores. Ou seja, estas ilhas, pelas suas características, são muito interessantes para estudar Evolução, Ecologia, Conservação da Natureza, Dinâmica das Espécies Invasoras, etc.
A comunidade científica internacional tem demonstrado interesse nessas matérias?
Sim. Muito. Recentemente, tivemos quatro projectos da Fundação da Ciência e Tecnologia aprovados com questões ligadas à problemática das ilhas, nomeadamente ecológicas e evolutivas. E foram projectos considerados pelo painel de avaliadores internacionais de grande importância.
Que mais-valias se retiram desses estudos, nomeadamente para o cidadão comum?
Estamos aqui a falar de investigação pura, que tem impacto sobretudo no avanço da Ciência internacional. Para o cidadão comum pode não haver impacto directo. Mas a Região, num primeiro momento, pode beneficiar do interesse de mais cientistas estrangeiros, que ao virem para os Açores significam rendimento, nomeadamente ao nível do turismo científico. Recentemente, por exemplo, tivemos cá cinco alunos da Universidade de Oxford a fazerem investigação. O que demonstra que o meio científico internacional vê potencial nestas ilhas, quando poderia centrar atenção noutras zonas do globo.
Percebo das suas palavras que a Universidade dos Açores se encontra incluída nas redes científicas internacionais, granjeando aí sucesso. Contudo, dentro de portas, a academia continua a não ser vista como um pólo de excelência. Porquê?
Falta as gerações suficientes de estudantes açorianos que, ao estudarem aqui, percebam e reflictam para o exterior essa importância. Esta academia tem 30 anos. E a dimensão científica e de investigação da Universidade dos Açores tem menos de 20 anos. Ou seja, ainda não houve tempo suficiente para a universidade ganhar, digamos assim, estatuto internamente e garantir à Região um conjunto vasto de quadros.
Como é possível, em pouco mais de dez anos, o conhecimento gerado na Universidade dos Açores ter aumentado tanto?
Há dez anos atrás, o número de doutorados nesta universidade era diminuto. Eu e os meus colegas, entramos aqui na década de 80/90 e fomos tirar os nossos doutoramentos no estrangeiro, ligando-nos a equipas internacionais de vanguarda. E aí, começamos a colocar os Açores no mapa da comunidade científica. Depois, é o efeito da bola de neve. A capacidade científica que leva tempo a formar, no caso dos Açores, encontra-se no auge neste momento, porque esses doutorados estão na melhor fase da sua produção. Daí este crescimento.
A Universidade dos Açores, na sua opinião, tem condições para produzir fornadas de doutorados que mantenham este ritmo na investigação local?
Acho que sim. No meu grupo, temos cinco alunos de doutoramento. Outros grupos têm também alunos desse nível. E esses alunos vão trabalhar na Região ou fora dela, potenciando a nossa investigação. Reconheço que para a população em geral, estas coisas não são visíveis, até porque, se calhar, a economia açoriana é muito baseada na agro-pecuária e a investigação de ponta da Universidade dos Açores não é muito nessa área, mas sim nos fundos submarinos, na climatologia ou na biotecnologia, assim como na biodiversidade, vocacionada para o eco-turismo e o turismo científico. Ou seja, enquanto a população em geral luta nos sectores económicos tradicionais, a Universidade dos Açores trabalha a nível da investigação científica pura e dura, que terá impacto na Região em outras vertentes.
A produção científica da Universidade dos Açores poderá alavancar outro patamar económico regional, centrado, por exemplo, no conhecimento?
Acho que não será possível sustentar um sector com grande impacto, por exemplo, ao nível do PIB. Mas será possível potenciar um impacto indirecto, nomeadamente ao nível da visibilidade dos Açores no exterior, que poderá atrair investigadores e turistas científicos. Agora, tenho dúvidas que isso signifique um pilar económico como, por exemplo, a Agricultura.
Na sua opinião, qual é o próximo passo que a Universidade dos Açores deve dar em termos de investigação?
Acho que agora é altura de dar tempo para que a Universidade dos Açores possa alcançar um patamar idêntico ao de outras academias nacionais, europeias e internacionais. Parece-me que esse é o caminho. A não ser que se decida investir fortemente na criação de centros de excelência, capazes de atrair investigadores de renome…
Acha que os Açores têm condições para consolidar esses centros de excelência?
Por que não? Recentemente foi criado, no DOP, um centro de observação do mar, que é um espaço de excelência. É um exemplo de que houve um interesse político imediato e que resultou num investimento nesse sentido. Há outras áreas onde isso pode acontecer. Por exemplo, na Terceira, podemos conseguir um grupo de excelência ao nível mundial para o estudo da ecologia e biodiversidade das ilhas. Estamos a trabalhar nesse sentido. Se conseguirmos continuar a cativar os orçamentos necessários, poderemos alcançar esse objectivo dentro de alguns anos. No entanto, reconheço que a nossa área de actividade não terá impactos económicos como, por exemplo, o centro de observação e investigação do mar, criado no DOP.
Mas podem produzir conhecimento fundamental, por exemplo, para a gestão do território?
Claro. Temos vindo a produzir investigação que auxilia os decisores. Lideramos o combate às térmitas, orientamos um mestrado de Educação Ambiental e promovemos o Portal da Biodiversidade. Ou seja, participamos em projectos que, no fundo, contribuem para a Região em termos concretos. Penso, assim, que estamos no caminho certo para demonstrar que os Açores têm valor como laboratório natural, algo que Darwin não reconheceu.
Os açorianos estão despertos e sensíveis à biodiversidade que os rodeia?
Os mais novos, sim. Os mais velhos, ainda continuam agarrados a alguns mitos ou ideias antigas. Aliás, prova disso, é a Região continuar a ostentar como símbolo uma planta invasora, a hortênsia. Quando temos a azorina, uma planta lindíssima e que é endémica. Mas, aos poucos, os açorianos vão despertando para estas temáticas. E, nesse aspecto, as escolas têm vindo a desenvolver um excelente trabalho na divulgação e promoção da biodiversidade insular.
Em termos de investigação científica, daqui a uma década, em que patamar deve estar a Universidade dos Açores?
Gostaria que, daqui a dez anos, tivéssemos capacidade para, por exemplo, publicar artigos científicos em revistas de grande dimensão, caso da Nature ou da Science. Neste momento, publicamos em revistas que não têm a dimensão de exposição destas.
Por que ainda não chegaram a esse patamar?
Já enviamos trabalhos para essas revistas, mas eles não passaram nas comissões de análise. Publicar nessas revistas implica ter uma experiência e um conjunto de dados acumulados de muitos anos para se descobrir detalhes e pormenores científicos únicos e inovadores em determinadas áreas. A nossa investigação ainda não atingiu essa dimensão temporal.

(in Diário Insular)

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Biodiversidade dos Açores

José Lourenço
Tema de abertura: em 1836, de regresso das Galápagos, o Beagle atracou em Angra, possibilitando que Charles Darwin (pai da Teoria da Evolução das Espécies) visitasse a ilha. Contudo, após o pequeno périplo, o naturalista decretou que os Açores não tinham motivo de interesse para as teorias da evolução. Quase dois séculos depois, os cientistas açorianos querem provar que Darwin errou. Os estudos da biodiversidade dos Açores têm vindo a provar que as ilhas são um laboratório natural para estudar a evolução das espécies e a dinâmica e a ecologia dos espaços insulares. Em entrevista ao DI, Paulo Borges, que lidera estudos sobre a biodiversidade açoriana na Universidade dos Açores, fala sobre o momento actual da Ciência nas ilhas. Reportagem: da Serra de Santa Bárbara ao caracol da Fonte da Telha, passando pelo Pico Matias Simão, são treze os aspectos em destaque no CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Características naturais únicas ou de grande raridade, que o município quer salientar aos olhos de turistas e residentes. É um trabalho da Câmara de Angra, coordenado por Félix Rodrigues e Paulo Henrique Silva. Reportagem: o proprietário da Olaria Simas falou a DI-Revista sobre a sua profissão, explicando as principais características da mesma, bem como do trabalho diário que esta envolve. Uma perspectiva de passado, presente e futuro de quem trabalha o barro há mais de uma década. Figura do Desporto: Juliana Paim foi das atletas que mais contribuiu para o sucesso das juvenis da ADREP na época anterior. Foram as mãos desta jovem que embalaram o belo jogo protagonizado pelas pupilas de Luís Maciel. Ao DI, confessa a sua paixão pela modalidade. Encerra esta edição um trabalho do nosso fotógrafo António Araújo com imagens sempre extraordinárias da peregrinação deste ano à Serreta, que ocorreu no passado fim-de-semana.

(in Diário Insular)

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domingo, setembro 20, 2009

Vespula germanica (Fabricius, 1793)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Vespidae
Género: Vespula
Nome comum: Vespa comum
Nome da espécie: Vespula germanica (Fabricius, 1793)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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quinta-feira, setembro 17, 2009

Kleidocerys ericae (Horváth, 1908)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Lygaeidae
Género: Kleidocerys
Nome comum: Percervejo
Nome da espécie: Kleidocerys ericae (Horváth, 1908)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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quarta-feira, setembro 16, 2009

Pheidole megacephala (Fabricius, 1793)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Formicidae
Género: Pheidole
Nome comum: Formiga
Nome da espécie: Pheidole megacephala (Fabricius, 1793)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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segunda-feira, setembro 14, 2009

Plutella xylostella (Linnaeus, 1758)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Plutellidae
Género: Plutella
Nome comum: Traça
Nome da espécie: Plutella xylostella (Linnaeus, 1758)
Endémica dos Açores: Não
(In Portal da Biodiversidade)

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sábado, setembro 12, 2009

Eumodicogryllus bordigalensis (Latreille, 1804)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Orthoptera
Família: Gryllidae
Género: Eumodicogryllus
Nome comum: Grilo
Nome da espécie: Eumodicogryllus bordigalensis (Latreille, 1804)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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sexta-feira, setembro 11, 2009

Bromus catharticus Vahl


Reino: Plantas
Divisão: Spermatophyta
Subdivisão: Magnoliophytina
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Género: Bromus
Nome comum: Bromo-de-Schrader
Nome da espécie: Bromus catharticus Vahl
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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quarta-feira, setembro 09, 2009

Ommatoiulus moreletii (Lucas, 1860)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Diplopoda
Ordem: Julida
Família: Julidae
Género: Ommatoiulus
Nome comum: Bicho carta
Nome da espécie: Ommatoiulus moreletii (Lucas, 1860)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade dos Açores)

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segunda-feira, setembro 07, 2009

Pissodes castaneus (DeGueer, 1775)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Curculionidae
Género: Pissodes
Nome comum: Gorgulho
Nome da espécie: Pissodes castaneus (DeGueer, 1775)
Endémica dos Açores: Não
(In Portal da Biodiversidade dos Açores)

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domingo, setembro 06, 2009

Eleusine indica (L.) P. Gaertn. ssp. indica


Reino: Plantas
Divisão: Spermatophyta
Subdivisão: Magnoliophytina
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Género: Eleusine
Nome da espécie: Eleusine indica (L.) P. Gaertn. ssp. indica
Endémica dos Açores: Não
(In Portal da Biodiversidade dos Açores)

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sábado, setembro 05, 2009

Cercyon littoralis (Gyllenhal, 1808)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Hydrophilidae
Género: Cercyon
Nome comum: Escaravelho
Nome da espécie: Cercyon littoralis (Gyllenhal, 1808)
Endémica dos Açores: Não

(In Portal da Biodiversidade)

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