domingo, outubro 25, 2009

Lançamento da 2ºedição do CD «Madrugada das Cagarras»


No âmbito da Campanha SOS Cagarro, as Ecotecas de Angra do Heroísmo, Pico e São Jorge, geridas pela Associação «Os Montanheiros» com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, tomaram a iniciativa de proceder à segunda edição do CD «Madrugada das Cagarras» da autoria de Paulo Henrique Silva com a colaboração do professor universitário Félix Rodrigues. Dada a elevada procura deste recurso audiovisual, o qual contém uma recolha exaustiva de imagens, sons e informação escrita sobre o ciclo de vida do Cagarro, as Ecotecas de Angra do Heroísmo, Pico e São Jorge, que integram a Rede Regional de Ecotecas, associaram-se para contribuir com mais um elemento de sensibilização ambiental no âmbito da Campanha SOS Cagarro.Este recurso multimédia pretende também envolver e esclarecer os cidadãos e entidades da importância no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade. Mais informações sobre a aquisição do CD em http://soscagarro.azores.gov.pt ou junto da Associação «Os Montanheiros».

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Natureza revelada


Da Serra de Santa Bárbara ao caracol da Fonte da Telha, passando pelo Pico Matias Simão, são 13 os aspectos em destaque no CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Características naturais únicas ou de grande raridade, que o município quer salientar aos olhos de turistas e residentes. Não há terceirense que não conheça o Monte Brasil. Ponto de paragem obrigatória para quem visita a ilha, o espaço é procurado durante todo o ano pelos locais, quer para desfrute da vista sobre Angra do Heroísmo, quer pelo contacto com a natureza. Ainda assim, poucos são os que conhecem os fósseis do Monte Brasil. “Grandes orifícios, antes ocupados por troncos de árvores são bem visíveis nas cinzas vulcânicas das falésias do Fanal, em plena Angra do Heroísmo. Esses fósseis são relíquias do passado natural da Terceira, e um património que interessa preservar, porque conta a história de uma ilha em evolução, e porque neles é visível a violência deste ambiente, construído a partir do fundo do mar. Os fósseis do Monte Brasil são uma raridade a nível nacional mas também a nível internacional, não pela sua idade, mas pela juventude e génese”.Foi o Tenente-coronel José Agostinho, o primeiro a referir-se aos fósseis vulcânicos do Monte Brasil. Hoje, alguns fazem parte do espólio d’ “Os Montanheiros”. Esses fósseis têm particular importância por se referirem à flora de ilhas ainda não ocupadas por mamíferos. O estudo dos fósseis do Monte Brasil, anteriores à ocupação dos Açores pelos portugueses, permite perceber o real impacto do homem em ilhas virgens ou espaços ainda não intervencionados. Este é apenas um exemplo das riquezas naturais que Angra possui e que continuam desconhecidas para a maioria dos seus habitantes. Foi para captar a atenção de turistas e residentes para estes pormenores que escapam ao primeiro olhar que a Câmara Municipal de Angra lançou o CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Apresentado no passado dia 11, o CD reúne fotos, textos e vídeos sobre 13 aspectos do património natural do concelho, únicos ou muito raros. A par dos fósseis do Monte Brasil também o caracol da Fonte da Telha é realçado, uma espécie com 6 milímetros que é um endemismo da freguesia do Posto Santo. Outra espécie endémica em destaque é a aranha cavernícola do Algar do Carvão. Existente unicamente naquela zona, tem apenas 3 milímetros. As Furnas do Enxofre são uma raridade do ponto de vista biológico. É pela quantidade de plantas, briófitos, líquenes, algas e de alguma fauna adaptadas a condições específicas que se distingue a nível mundial. É também nas Furnas do Enxofre que encontramos a usnia krogiana, uma espécie de líquenes ou usneas, endémica dos Açores, rica em beleza natural e raridade.No Porto Judeu, a Gruta das Agulhas salienta-se pela sua importância biológica, dada a quantidade, variedade e qualidade de biofilmes decolónias de bactérias, que servem de investigação à Universidade dos Açores. Na mesma freguesia podemos encontrar os maiores ilhéus dos Açores. Os Ilhéus das Cabras apresentam uma fauna e flora marinha de interesse relevante não só para cientistas, mas também para mergulhadores recreativos e curiosos.Com uma grande quantidade de vegetação luxuriante, sobretudo endémica na Região, a Ribeira do Além é uma das ribeiras mais bonitas dos Açores. Situa-se na freguesia da Serreta. Mais acima, os Altares apresentam um cone vulcânico, de escórias soldadas, com características únicas no contexto da geodiversidade do planeta. O Pico Matias Simão assemelha-se apenas a formações vulcânicas existentes na Sicília, em Espanha e o arquipélago do Havai, no Oceano Pacífico. A serra de Santa Bárbara é um dos lugares com maior riqueza natural do país. A sua caldeira é o local com mais endemismos por unidade de terreno dos Açores e de Portugal. Na apresentação do CD multimédia, o professor catedrático António Firas Martins disse mesmo que se Darwin tivesse visitado a serra de Santa Bárbara, quando esteve na Terceira, não teria necessitado de ir às Galápagos para descobrir a teoria da evolução. É também na Serra de Santa Bárbara que se encontra a Lagoa Funda, uma das lagoas da ilha e dos Açores que não apresenta qualquer tipo de intervenção humana mantendo os seus habitats inalteráveis desde a formação das ilhas. O trevo de quatro folhas “marsilea azorica” é uma das plantas mais raras e ameaçadas do mundo. O feto endémico só existe no charco temporário da zona do Pico da Bagacina. Também o musgo “echinodium renauldii” é um dos mais raros da Europa. Fica na zona da Matéla, na freguesia da Terra Chã. O trabalho contou com a colaboração a título individual de vários professores da Universidade dos Açores. Francisco Cota Rodrigues, Eduardo Dias, Álamo Meneses, Félix Rodrigues, Maria de Lurdes Enes, Cecília Melo, João Pedro Barreiros, Rosalina Gabriel, Paulo Borges, Victor Hugo Forjaz e António Frias Martins deram testemunhos em vídeo sobre as diferentes espécies e locais salientados. A coordenação ficou a cargo de Félix Rodrigues, a nível de textos, e de Paulo Henrique Silva, que recolheu fotografias e vídeo. Rosalina Gabriel falou sobre o musgo neste trabalho. Para a professora da Universidade dos Açores, o trabalho serve para dar a conhecer o que existe de bonito no concelho. “Eu penso que qualquer pessoa que conhece as florestas naturais tem a certeza que elas seriam muito diferentes se não houvesse musgos. A biomassa que ali está é muito grande, eles estão em todo o lado, desde as rochas até aos troncos, até às folhinhas mais lá em cima, onde há menos quantidade de água. É importante que as pessoas comecem a olhar para eles. É bonito”, refere.Já Eduardo Dias, acredita que a divulgação destas espécies pode promover a sua protecção, mas pode também provocar o oposto. “É verdade que se não divulgarmos as pessoas não gostam, não apreciam e consequentemente não vão justificar a sua conservação, mas por outro lado o conhecimento leva a um maior interesse, que por vezes pode levar à destruição”, defende.Segundo o professor, os Açores começam já a dar os primeiros passos na conservação das espécies endémicas. “As medidas de conservação nos Açores são muito recentes e acho que ainda se está a fazer um percurso neste sentido. Estão a sair os parques de ilha e uma série de medidas de conservação básicas e estruturantes, que a Região não tinha. A gente tem de esperar que, de facto, este surto de interesse que a população e a comunidade estão a ter sobre a natureza dos Açores corresponda a uma devida proporção em termos da conservação, que no passado não era muito fundamentado, porque as pessoas desconheciam e não se interessavam e que agora começa a ser dramático, porque as duas coisas têm de andar a par e passo, divulgação/ promoção e conservação da natureza”, revela.

(in Diário Insular)

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terça-feira, setembro 22, 2009

Biodiversidade dos Açores

José Lourenço
Tema de abertura: em 1836, de regresso das Galápagos, o Beagle atracou em Angra, possibilitando que Charles Darwin (pai da Teoria da Evolução das Espécies) visitasse a ilha. Contudo, após o pequeno périplo, o naturalista decretou que os Açores não tinham motivo de interesse para as teorias da evolução. Quase dois séculos depois, os cientistas açorianos querem provar que Darwin errou. Os estudos da biodiversidade dos Açores têm vindo a provar que as ilhas são um laboratório natural para estudar a evolução das espécies e a dinâmica e a ecologia dos espaços insulares. Em entrevista ao DI, Paulo Borges, que lidera estudos sobre a biodiversidade açoriana na Universidade dos Açores, fala sobre o momento actual da Ciência nas ilhas. Reportagem: da Serra de Santa Bárbara ao caracol da Fonte da Telha, passando pelo Pico Matias Simão, são treze os aspectos em destaque no CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Características naturais únicas ou de grande raridade, que o município quer salientar aos olhos de turistas e residentes. É um trabalho da Câmara de Angra, coordenado por Félix Rodrigues e Paulo Henrique Silva. Reportagem: o proprietário da Olaria Simas falou a DI-Revista sobre a sua profissão, explicando as principais características da mesma, bem como do trabalho diário que esta envolve. Uma perspectiva de passado, presente e futuro de quem trabalha o barro há mais de uma década. Figura do Desporto: Juliana Paim foi das atletas que mais contribuiu para o sucesso das juvenis da ADREP na época anterior. Foram as mãos desta jovem que embalaram o belo jogo protagonizado pelas pupilas de Luís Maciel. Ao DI, confessa a sua paixão pela modalidade. Encerra esta edição um trabalho do nosso fotógrafo António Araújo com imagens sempre extraordinárias da peregrinação deste ano à Serreta, que ocorreu no passado fim-de-semana.

(in Diário Insular)

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terça-feira, setembro 15, 2009

ATRAVÉS DE UM CD Câmara apresenta tesouros naturais de Angra

Conhece a ribeira do Além na freguesia da Serreta ou a gruta das Agulhas no Porto Judeu, sabia da existência de uma espécie única de caracol na zona da Fonte da Telha ou de um trevo de quatro folhas no Pico da Bagacina que é das plantas mais raras do mundo? São estes e outros segredos que o CD multimédia “ Ícones Ambientais do Concelho de Angra do Heroísmo”, lançado pela Câmara Municipal, pretende dar a conhecer.


Com textos de Félix Rodrigues e fotografias de Paulo Henrique da Silva, o CD apresenta 13 pontos de interesse natural do concelho de Angra que vão desde a fauna à flora passando pela geologia e a vulcanologia.
A aranha cavernícola do Algar do Carvão, o caracol da Fonte da Telha, fósseis no Monte Brasil, furnas de enxofre, a gruta das Agulhas, os ilhéus das Cabras, a Serra de Santa Bárbara e a sua lagoa Funda, o pico Matias Simão, a ribeira do Além, as Usneas, o musgo Broth e o trevo de quatro folhas Marsilea azorica são os elementos em destaque.
Para além dos textos e fotografias, cada ícone é acompanhado por depoimentos em vídeo de especialistas da Universidade dos Açores e a Sociedade de Exploração Espeleológica “Os Montanheiros”.
Na apresentação do CD à comunicação social, Andreia Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH) destacou os elementos naturais que distinguem o concelho, afirmando que a autarquia pretende que estes sejam uma chamariz turístico e de promoção de Angra a par da sua componente histórica e cultural.
“ Este CD vai dar a conhecer elementos únicos desconhecidos da maioria das pessoas que se encontram em lugares muito visitados como o Algar do Carvão e ao mesmo tempo mostrar outros elementos que se desejam preservar sem o risco da sua destruição”, acrescentou a autarca.
Este CD estará disponível nos Paços do Concelho onde está também patente uma exposição fotográfica sobre estes ícones ambientais.
A aposta da CMAH na promoção do património natural do concelho passa, para além do CD, pela exposição “Património Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo”, de Luís Quinta, patente no Palácio dos Capitães Generais e pelo espaço Angrosfera, disponível no novo portal da internet da edilidade que vai permitir visualizar estes e outros elementos ambientais de Angra.Para o futuro a autarquia irá levar a cabo um projecto para a melhoria da sinalização em muitos dos locais apresentados no CD, uma forma dos visitantes tomarem contacto “in loco” com os mesmos, funcionando com uma mais valia turística para um publico “ cada vez mais sensível às questões da Natureza”, considerou Andreia Cardoso.
(in A União)

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quinta-feira, agosto 20, 2009

ATÉ 27 DE NOVEMBRO Angra comemora 475 anos de elevação a cidade

No ano em que se comemoram 475 anos da elevação de Angra do Heroísmo a cidade, autarquia vai levar a cabo um programa de celebrações até Novembro com actividades desportivas, exposições, espectáculos musicais, lançamento de Cd´s comemorativos entre outras actividades.
As celebrações têm o seu início no próximo dia 21 de Agosto e estendem-se até 27 de Novembro.
Na conferência de imprensa de apresentação das comemorações da elevação a cidade, Andreia Cardoso, presidente da Câmara de Angra do Heroísmo realçou que o programa pretende destacar “ o papel histórico da cidade e algumas das suas características culturais e naturais mais distintivas no contexto regional e nacional”. Potenciar recursos naturais

Questionada sobre o que entende ser o papel actual de Angra no contexto regional e nacional, a autarca afirmou não concordar com os que dizem que a cidade perdeu peso, defendendo que “ se transformou em função da realidade económica e da própria sociedade, não podemos é continuar a olhar para a Angra do século XVI”. Andreia Cardoso foi mais longe, dizendo que a cidade “”apresenta características únicas no contexto da região e do país”.
Assim, a presidente defende que Angra do Heroísmo deve apostar em explorar o seu património arquitectónico e natura, argumentando que o futuro do turismo no concelho não pode passar apenas pela zona classificada como Património da Humanidade no centro da cidade, mas necessariamente, por divulgar a riqueza natural do concelho.
“ Angra tem características ideias para a prática de mergulho, não só na baia da cidade mas ao largo do concelho, pelo que temos que potenciar a nossa zona costeira”, afirmou Andreia Cardoso.

Programa

As comemorações começam a dia 21 de Agosto pelas 18h15 com a cerimónia de abertura da III Taça das Nações de Futsal- Angra 475 anos no Pavilhão Municipal. Este torneio, que junta Sporting Clube de Portugal, KMF Dínamo de Moscovo, FC Southern Maryland, Futbol Sala Cartagena, GDB BIC e UFC Munster decorre até ao próximo domingo.
Dia 21 de Agosto abre também ao público a exposição “ Património Subaquático da baía de Angra do Heroísmo” de Luís Quinta, patente na galeria do Palácio dos Capitães Generais, até 30 de Setembro.
Neste dia, nos Paços do Concelho, tem lugar a abertura do posto filatélico com o selo comemorativo da elevação a cidade (20h30) e meia hora depois tem inicio a sessão solene dos 475 anos em que serão entregues medalhas de mérito municipal a Luís Brito de Azevedo, Marcelo Bettencourt e José Ribeiro Pinto. O primeiro dia encerra com um concerto na Praça Velha da Orquestra Angrajazz com a convidada especial Paula Oliveira, a partir das 22h30.
No sábado, 22, pelas dez da manhã tem lugar a cerimónia de atribuição do nome de Luís Bretão ao Pavilhão Multiusos e pelas 18h00 são distribuídos os prémios do concurso escolar “ Angra do Heroísmo – 475 anos de História” nos Paços do Concelho.
Dia 3 de Setembro pelas 18h00 é lançado o CD “ Pezinho dos bezerros da Terceira”, de Paulo Henrique da Silva, às 21h30 no edifico da Câmara Municipal. No mesmo local e à mesma hora, a 11 de Setembro, é apresentado o CD multimédia “ Ícones Ambientais do Concelho de Angra do Heroísmo”, de Paulo Henrique Silva e Félix Rodrigues e uma conferência do professor António Frias Martins.
A 18 de Setembro é a vez do lançamento do livro “ Angra do Heroísmo: Arquitectura do Século XX e Memória Colectiva”, da autoria de Paulo Duarte Melo Gouveia.
Já em Novembro, no dia 6 abre ao público a 1ª Mostra Filatélica “ Pérolas do Atlântico”, em exposição no Centro Cultural e de Congressos, até 15 do mesmo mês. No domingo seguinte, 8 de Novembro, a Sé de Angra recebe pelas 21h00 o concerto comemorativo dos 475 anos de Angra Cidade e Diocese e no dia seguinte tem lugar a conferência “ A música na corte do Rio de Janeiro – Memória de D. Pedro IV em Angra”, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Do programa fazem ainda parte as aulas abertas sobre História, a cargo de Mário Cabral, dia 25 de Setembro, Mário Rodrigues a 30 de Outubro e Avelino Meneses a 27 de Novembro, sempre no pequeno auditório do Centro Cultural e de Congresso a partir das 20h30.
(in A União)

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terça-feira, dezembro 23, 2008

Sentir as Selvagens

O mais completo trabalho documental alguma vez realizado sobre as ilhas Selvagens é da autoria do técnico de som e fotógrafo terceirense Paulo Henrique Silva, que passou um mês no ponto mais a sul do território português.
As primeiras imagens das ilhas Selvagens que Paulo Henrique Silva reteve na memória são as de uma reportagem televisiva a que assistiu com apenas 10 anos. Desde então, acalentava o sonho de pisar o “lugar mais desconhecido e inóspito de Portugal”. Em Maio e Junho de 2008, volvidos 27 anos, o técnico de som de profissão e apaixonado pela fotografia teve o privilégio de viver um mês no território administrado pelo Parque Natural da Madeira. Concedida a autorização para estadia prolongada pelo executivo madeirense, partiu do porto do Funchal, no Navio Patrulha Cacine da Marinha Portuguesa, rumo ao ponto mais a sul do território português. Depois de cerca 300 quilómetros, percorridos ao longo de 14 horas de viagem, e apenas quatro horas de sono, a visão da Selvagem Grande iluminada pelos primeiros raios de sol do dia 15 de Maio é uma imagem que vai “recordar o resto da vida”. Mas o primeiro destino seria a Selvagem Pequena, que palmilhou durante três horas, registando imagens da fauna e da flora, assim como alguns sons do mar, do vento e das aves. “A Selvagem Pequena parece uma laje no meio do mar. São apenas vinte hectares de terreno que quase dobram com a baixa-mar. Aqui nunca foram introduzidas espécies exóticas de fauna ou de flora. A ilha vive tranquilamente desde a altura em que nasceu, há possivelmente vinte e sete milhões de anos. Não há muitos lugares assim no planeta Terra”, descreve. Daí, partiu para a Selvagem Grande, a onze milhas náuticas, para observar e registar, durante 27 dias, a vida selvagem da ilha. “Há quem lhe chame um rochedo no meio do mar. Também já li algures que a Selvagem Grande vista do mar era desoladora. Mesmo com falésias altas e escarpadas, com vegetação rasteira e sem água, ou seja, sem palmeiras, nem cascatas de água doce e praias de areia branca, acho este lugar extraordinariamente fascinante”.
História desoladora
Até à sua aquisição pelo Estado Português, em 1971, as ilhas Selvagens pertenceram a muitos proprietários. Foram concedidas a guerreiros que se distinguiram nas lutas marítimas, doadas, vendidas e serviram para saldar dívidas de jogo, até que foram parar às mãos de uma família da Madeira, os Rocha Machado. Nessa altura, eram alugadas a grupos de pessoas durante várias semanas para pescar e, sobretudo, para caçar juvenis de Cagarra, em finais de Outubro. A Selvagem Grande foi alvo de várias tentativas de povoamento. Mas, o facto de não chover e de, em consequência, existirem poucas nascentes praticamente secas levou a que essa hipótese fosse posta de parte. Nessa fase, foram introduzidas espécies exóticas de fauna e flora com carácter invasor. As cabras foram eliminadas há muito tempo. No entanto, os coelhos, murganhos e a tabaqueira só foram erradicados há poucos anos num trabalho desenvolvido pelo Parque Natural da Madeira, que correu de forma eficaz e exemplar, hoje reconhecido internacionalmente. Neste momento, a Selvagem Grande desenvolve os seus habitats naturais em paz consigo própria. A Selvagem Pequena só tem vigilância nos meses de Abril a Outubro. Fazer rendições durante o inverno nesta parte do Atlântico, com baixios por todos os lados, não é tarefa fácil. Aliás, a inospitalidade e os muitos baixios destas ilhas foram os principais motivos para que Diogo Gomes, navegador português ao serviço do Infante, em 1438, as chamasse de Selvagens. Na Selvagem Grande, a vigilância é mantida durante todo o ano por dois vigilantes do Parque Natural da Madeira, que se revezam em estadias de três semanas. Há ainda uma residente fixa. Uma cadela com o nome Selvagem, que logo aos primeiros dias de vida foi levada para a ilha para fazer companhia aos vigilantes. É na Baía das Cagarras que se encontram as duas únicas casas da ilha - a estação de vigilância do Parque Natural da Madeira e a casa do médico e ornitólogo Francis Zino. A estação de vigilância tem três quartos com capacidade para nove pessoas, duas casas de banho com água quente, uma cozinha e uma sala, que é também o posto de rádio das Selvagens.
Afinação dos sentidos
A água é de cisterna, captada das chuvas, e a electricidade provém de painéis solares. A água tem de ser racionada, pois, devido às baixas altitudes, as nuvens arrastadas pelos ventos passam sem que haja precipitação. Apenas ocasionalmente, as ilhas são afectadas por tempestades que se formam no Atlântico, acompanhadas de ventos provenientes de Norte ou de Oeste, que provocam chuvas torrenciais e trovoadas durante algumas horas. No entanto, há registos de tempos em que não choveu durante três anos. Todos os dias, os vigilantes fazem três contactos rádio com a Capitania do Porto do Funchal, os chamados “QSO”, transmitindo todos os acontecimentos extraordinários, bem como o estado do tempo e do mar nesta ponta do país. Para além disso, o isolamento é total. “Não há qualquer tipo de comunicação com o exterior, para além das chamadas via rádio que fazia duas vezes por semana para casa e da TV Cabo. Não há telemóveis, nem Internet. É preciso levar água para beber e cozinhar. Tomamos banho com a água das chuvas captada pela cisterna e a louça é lavada com água salgada”, conta Paulo Henrique Silva. A experiência nas Selvagens ensinou-lhe que “não precisamos de muita coisa para viver”. “Quando não temos nada, só a natureza, os sentidos desenvolvem-se e afinam-se de uma forma quase sobrenatural. Todas as coisas sabem melhor - aquilo que se vê, que se ouve e que se prova. Ficamos muito sensíveis a tudo”.
Galápagos do Atlântico
Consideradas as Galápagos do Atlântico, as ilhas Selvagens são um dos mais importantes locais de nidificação das aves marinhas deste oceano. A estadia de Paulo Henrique Silva neste “ponto especial do globo” pretendeu proporcionar, para além de um registo da fauna e flora, a transmissão de “aspectos sensoriais” do local. Esse objectivo foi materializado no projecto “llhas Selvagens 30° 08’ N 15° 54’ W”, que inclui um CD áudio-multimédia - numa co-edição do IAC-Instituo Açoriano de Cultura, da Universidade da Madeira e d’ Os Montanheiros - e uma exposição de fotografia - produzida pela direcção regional de Cultura, no âmbito do Projecto Mediat, e patente na Galeria do IAC, em Angra do Heroísmo, até 15 de Janeiro. A mostra itinerante deverá depois percorrer os museus e ecotecas da Região, assim como os arquipélagos da Madeira e das Canárias. “Pretendo com este trabalho que as pessoas possam também sentir uma série de coisas sobre aquele sítio, ao lerem os textos do meu diário, ao verem as fotografias ou ao ouvirem os sons das ilhas. Não se trata de um levantamento de existências, mas de um registo daquilo que vi, ouvi e senti, durante o período em que lá estive”. Segundo o autor, o projecto ambiciona ser, sobretudo, “um contributo para a promoção e conservação da vida selvagem”. “A biologia, a química, a geologia e a física dos oceanos estão interligados com o bem-estar das ilhas. Por tudo isto, as ilhas Selvagens constituem, por si só, um excelente bioindicador para a vida dos oceanos e para a vida do planeta Terra. Espero que a minha passagem seja um pequeno contributo para isso”. Na sua opinião, “Portugal anda muito distraído em relação a estas coisas”. “Estes territórios não estão tão bem estudados como se pensa. As coisas estão a mudar a nível ambiental e, neste contexto, há lugares em relação aos quais é preciso ter muito cuidado”, alerta.
Nalguns aspectos científicos, Paulo Henrique Silva contou com o apoio de Paulo Borges e Félix Rodrigues do Deprtamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo.
O currículo
Paulo Henrique Gomes da Silva nasceu na ilha Terceira, em 1971. Iniciou a sua actividade profissional como técnico de som, em 1987, no Rádio Clube de Angra, estando, desde 1988, ao serviço da Antena 1 Açores, nos estúdios de Angra do Heroísmo. Desde 2001, tem vindo a dedicar grande parte do seu tempo à pesquisa e recolha das tradições orais dos Açores, algumas das quais foram utilizadas por grupos musicais nacionais e estrangeiros. Foi responsável pelas gravações do CD “À Viola”, editado em memória de José Luís Lourenço, e pelos trabalhos de digitalização e restauro de som do CD “José da Lata - O Pastor do Verbo”, editado pela direcção regional da Cultura. É autor do duplo CD “Tradições Orais – Corvo, São Jorge e Terceira”, editado pelo IAC. Gravou e ilustrou com som de ambientes naturais dos Açores o CD “Horizontes da Tranquilidade”, da poetisa da Póvoa do Varzim Benedita Stingl. Foi responsável pela criação do Ecomuseu-Núcleo Museológico dos Altares, sendo autor da exposição fotográfica permanente e dos documentários em vídeo sobre aquela freguesia rural da ilha Terceira. Foi convidado a participar, com imagens sobre a flora endémica dos Açores e em parceria com Paulo Barcelos e Victor Hugo Forjaz, no “Atlas Básico dos Açores”, editado pelo Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.É autor do livro de fotografia “O Vulcão de Santa Barbara”, editado pelo IAC e pela Associação Os Montanheiros, bem como da Instalação de som e imagem intitulada “A Madrugada das Cagarras”, que incluiu a publicação de um CD áudio-multimédia, com edição do Museu de Angra do Heroísmo e da Ecoteca da Ilha Terceira. Outro dos seus sonhos seria fazer um registo fotográfico e sonoro sob o ponto de vista natural de todas as ilhas Atlânticas descobertas por portugueses – Açores, Madeira, Desertas, Selvagens, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Ascensão, Santa Helena, Tristão da Cunha, Trindade e Fernando de Noronha. Um projecto que, no entanto, admite ser, para si, “impossível de realizar”.

(In DI Revista)

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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Instituto Açoriano de Cultura apresentou Ilhas Selvagens

O mais recente projecto de Paulo Henrique Silva, ILHAS SELVAGENS 30º 08’ N 15º 54’ W, que deu origem a um CD áudio-multimédia (numa co-edição do Instituo Açoriano de Cultura, da Universidade da Madeira e d’Os Montanheiros) e a uma exposição de fotografia (produzida pela Direcção Regional de Cultura, no âmbito do Projecto Mediat), foi apresentado, Sexta-feira passada, pelas 18h30, na Galeria do IAC. A apresentação destes conteúdos culturais (CD áudio-multimédia e exposição de fotografia) foi feita por Gonçalo Pereira, Director da National Geographic Portugal, que tem seguido os trabalhos de Paulo Henrique Silva na área do património cultural e natural e que, inclusivamente, participa com um texto da sua autoria tanto na edição multimédia como na exposição de fotografia.

O CD e a exposição ILHAS SELVAGENS 30º 08’ N 15º 54’ W de Paulo Henrique Silva resultam de uma solitária e prolongada estada do autor nestas ilhas para observação e registo da fauna e flora deste território de grande riqueza no contexto do Património Natural da Macaronésia e integra registos fotográficos, vídeo e áudio, para além de textos diversos. Segundo o autor “este trabalho constitui uma ferramenta importante para o conhecimento, promoção ambiental e monitorização da vida selvagem terrestre dependente dos oceanos. A utilização dos meios tecnológicos actuais ao serviço da multimédia faz deste projecto um documento único e inédito sobre um pequeno grupo de ilhas perdido na imensidão do Atlântico, representando um alerta para a protecção e monitorização de lugares como este.” Para Jorge A. Paulus Bruno, Presidente da Direcção do IAC, que desde logo apoiou o autor na realização deste projecto, “Paulo Henrique Silva tem desenvolvido projectos que têm merecido ao IAC a maior atenção, não só pela responsabilidade com que os realiza, como pela qualidade e interesse dos seus conteúdos e ainda dos temas que são abordados. Desta sua viagem resultaram um CD áudio-multimédia, nos Açores co-editado pelo IAC e pelos Montanheiros, e uma exposição de fotografia da responsabilidade da Direcção Regional da Cultura (Projecto Mediat), que o IAC tem agora a grata oportunidade de apresentar conjuntamente na sua Galeria. ”Paulo Henrique Gomes da Silva nasceu na ilha Terceira, Açores, em 1971. Iniciou a sua actividade profissional como técnico de som em 1987 no Rádio Clube de Angra, e está desde 1988 ao serviço da Antena 1 Açores nos estúdios em Angra do Heroísmo. Desde 2001 tem vindo a dedicar grande parte do seu tempo à pesquisa e recolha das tradições orais dos Açores. Algumas das suas recolhas foram utilizadas por grupos musicais nacionais e estrangeiros. Foi responsável pelas gravações do CD À Viola, editado em memória de José Luís Lourenço, e pelos trabalhos de digitalização e restauro de som do CD José da Lata - O Pastor do Verbo, editado pela Direcção Regional da Cultura. É autor do duplo CD Tradições Orais – Corvo, São Jorge e Terceira, editado pelo IAC-Instituto Açoriano de Cultura. Gravou e ilustrou com som de ambientes naturais dos Açores o CD Horizontes da Tranquilidade, da poetisa da Póvoa do Varzim, Benedita Stingl. Foi responsável pela criação do Ecomuseu-Núcleo Museológico dos Altares, sendo autor da exposição fotográfica permanente e dos documentários em vídeo sobre aquela freguesia rural da ilha Terceira. Foi convidado a participar, com imagens sobre a flora endémica dos Açores e em parceria com Paulo Barcelos e Victor Hugo Forjaz, no Atlas Básico dos Açores, editado pelo Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores. É autor do livro de fotografia O Vulcão de Santa Barbara, editado pelo IAC-Instituto Açoriano de Cultura e pela Associação Os Montanheiros, bem como da Instalação de som e imagem intitulada A Madrugada das Cagarras, que incluiu a publicação de um CD áudio multimédia com edição do Museu de Angra do Heroísmo e da Ecoteca da Ilha Terceira. Passou um mês nas Ilhas Selvagens, entre Maio e Junho de 2008, com objectivos conservacionistas e de promoção ambiental a registar a fauna e flora existente naquele sub-arquipélago.
Paulo Borges e Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, aconselharam o autor do trabalho anteriormente referido, nalguns aspectos científicos.
(in viaoceanica.com)

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terça-feira, outubro 28, 2008

“Madrugada das Cagarras” em Novembro na Lagoa

A exposição fotográfica “A Madrugada das Cagarras”, da autoria de Paulo Henrique Silva, vai estar patente ao público, de 06 a 08 de Novembro, na Ecoteca da Lagoa. No âmbito dessa exposição foi lançado um cd do mesmo autor que conta com um documento escrito de Félix Rodrigues, sobre a vida dos cagarros e alguns aspectos físicos do seu comportamento.

Paralelamente, realizar-se-ão brigadas de salvamento da espécie, abertas a todos os interessados. A Ecoteca da Lagoa promove, nas próximas duas semanas, diversas actividades integradas na Campanha SOS Cagarros. As acções agendadas destinam-se a sensibilizar a população para a problemática da conservação da espécie.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, setembro 08, 2008

"Madrugada das Cagarras" na Graciosa

A exposição “Madrugada das Cagarras” vai estar patente ao público, de 26 a 30 deste mês, no pólo marítimo do Museu da Graciosa, localizado na Praia. Da responsabilidade de Paulo Henrique Silva e com a colaboração do Professor Félix Rodrigues do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, a mostra retrata a ambiência na qual os cagarros nidificam, proporcionando, ao visitante, o conhecimento da vivência da espécie.

Trata-se de uma organização desenvolvida em conjunto com a Ecoteca da Graciosa. A agenda cultural de Setembro do Museu da Graciosa integra ainda as exposições de pintura de Gilberto Bernardo e de fotografia de Reginaldo Silva, ambas patentes até final do mês, esta última na Casa do Povo de Guadalupe. Nascido no Pico da Pedra, em São Miguel, Gilberto Bernardo, aluno dos escultores Canto da Maia, Soares Branco e Luísa Constantina, frequentou a Academia das Artes de Ponta Delgada, tendo já participado em várias exposições colectivas nos Açores, Madeira, Continente, Estados Unidos e Canadá. O fotógrafo Reginaldo Silva, natural da freguesia de Guadalupe, Graciosa, exerceu a profissão durante 29 anos, sendo esta a sua sétima exposição. Além da paisagem, opta pela temática da pessoa no colectivo, inserida em contextos sociais, culturais, religiosos, desportivos e recreativos. Até ao dia 11, o Museu tem também patente a exposição de registos do Senhor Santo Cristo, de Maria da Luz Ataíde. Noutra vertente, o Museu da Graciosa e a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graqciosa promovem, no dia 11, pelas 22H00, na Praça Fontes Pereira de Melo, um concerto de Verão pela Sociedade Filarmónica União Praiense.
(In Diário Insular)

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domingo, junho 22, 2008

A Madrugada das Cagarras no Forte do Negrito

O Museu de Angra do Heroísmo volta a apresentar a instalação de som e imagem denominada "A Madrugada das Cagarras" de Paulo Henrique Silva, desta vez no Forte do Negrito, em colaboração com a Junta de Freguesia de São Mateus da Calheta.


O sucesso de que se revistiu a apresentação deste projecto visual e sonoro, quando esteve patente ao público no edifício de São Francisco no ano de 2007, justifica a oportunidade da sua reapresentação , agora num local diferente, fisicamente mais próximo do ambiente de vida e nidificação das cagarras, uma espécie notável de aves marinhas migratórias que já se tornou uma imagem de marca dos mares açorianos.
Esta exposição, que estará patente ao público até ao dia 30 de Setembro, pretende mostrar a ambiência na qual os cagarros nidificam, proporcionando ao visitante uma experiência marcante e diferente daquilo que é hábito vivenciar-se em projectos museológicos.
A mostra é acompanhada por um CD-ROM, editado pelo Museu de Angra do Heroísmo, com conteúdos de som, imagem e notas de campo da responsabilidade de Paulo Henrique Silva e o artigo intitulado "Contributo para o conhecimento da espécie Calonectris diomedea borealis" da autoria do Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues.
Segundo o Director do Museu de Angra, Jorge Paulus Bruno, tendo em conta a qualidade das fotografias e dos registos de som captados ao longo de muitas horas de observação da espécie em foco por Paulo Henrique Silva, esta exposição reveste-se de particular interesse, constituindo uma abordagem muito particular e inédita em relação a esta espécie.
(In Museu de Angra do Heroísmo)

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segunda-feira, março 10, 2008

Chegaram os cagarros aos Açores

Antecipando a Primavera, chegam aos Açores os cagarros.
Aves migratórias, os cagarros passam o Inverno no Atlântico Sul e nidificam a Norte, em regiões como os Açores.
Paulo Henrique Silva tem fotografo e colhido sons destas aves peculiares.
O Ano Passado foi lançado um CD multimédia "A Madrugada das Cagarras", onde aqui se reproduz uma parte, que contou com a colaboração do Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no que respeita à caracterização das frequências dos sons emitidos pelos machos, fêmeas e crias.

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