terça-feira, setembro 15, 2009

ATRAVÉS DE UM CD Câmara apresenta tesouros naturais de Angra

Conhece a ribeira do Além na freguesia da Serreta ou a gruta das Agulhas no Porto Judeu, sabia da existência de uma espécie única de caracol na zona da Fonte da Telha ou de um trevo de quatro folhas no Pico da Bagacina que é das plantas mais raras do mundo? São estes e outros segredos que o CD multimédia “ Ícones Ambientais do Concelho de Angra do Heroísmo”, lançado pela Câmara Municipal, pretende dar a conhecer.


Com textos de Félix Rodrigues e fotografias de Paulo Henrique da Silva, o CD apresenta 13 pontos de interesse natural do concelho de Angra que vão desde a fauna à flora passando pela geologia e a vulcanologia.
A aranha cavernícola do Algar do Carvão, o caracol da Fonte da Telha, fósseis no Monte Brasil, furnas de enxofre, a gruta das Agulhas, os ilhéus das Cabras, a Serra de Santa Bárbara e a sua lagoa Funda, o pico Matias Simão, a ribeira do Além, as Usneas, o musgo Broth e o trevo de quatro folhas Marsilea azorica são os elementos em destaque.
Para além dos textos e fotografias, cada ícone é acompanhado por depoimentos em vídeo de especialistas da Universidade dos Açores e a Sociedade de Exploração Espeleológica “Os Montanheiros”.
Na apresentação do CD à comunicação social, Andreia Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH) destacou os elementos naturais que distinguem o concelho, afirmando que a autarquia pretende que estes sejam uma chamariz turístico e de promoção de Angra a par da sua componente histórica e cultural.
“ Este CD vai dar a conhecer elementos únicos desconhecidos da maioria das pessoas que se encontram em lugares muito visitados como o Algar do Carvão e ao mesmo tempo mostrar outros elementos que se desejam preservar sem o risco da sua destruição”, acrescentou a autarca.
Este CD estará disponível nos Paços do Concelho onde está também patente uma exposição fotográfica sobre estes ícones ambientais.
A aposta da CMAH na promoção do património natural do concelho passa, para além do CD, pela exposição “Património Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo”, de Luís Quinta, patente no Palácio dos Capitães Generais e pelo espaço Angrosfera, disponível no novo portal da internet da edilidade que vai permitir visualizar estes e outros elementos ambientais de Angra.Para o futuro a autarquia irá levar a cabo um projecto para a melhoria da sinalização em muitos dos locais apresentados no CD, uma forma dos visitantes tomarem contacto “in loco” com os mesmos, funcionando com uma mais valia turística para um publico “ cada vez mais sensível às questões da Natureza”, considerou Andreia Cardoso.
(in A União)

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segunda-feira, julho 27, 2009

Projecto de monitorização financiado pela edilidade angrense

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo vai financiar com 15 mil euros um projecto de monitorização da praga de térmitas da madeira seca que está assolar a zona histórica da cidade.A iniciativa que se desenrola até ao final do Verão, envolve uma equipa da Universidade dos Açores com um supervisor científico, uma aluna de doutoramento e dois técnicos de campo que vão usar duas centenas de armadilhas colocadas em dez artérias e habitações da cidade. Andreia Cardoso, presidente da autarquia angrense, sublinhou que “o projecto assenta em três prioridades: programa agressivo de controlo, monitorização a partir de 2009 como ano zero e sensibilização da população para medidas de controlo e combate”.Por outro lado, salientou a importância da cooperação entre a autarquia e a Universidade dos Açores que vai coordenar e monitorizar o projecto. Paulo Borges, professor e investigador da Universidade dos Açores, que tem apresentado diversos planos para controlo e combate a esta praga disse que “é preciso conhecer a situação cinco anos depois da primeira avaliação feita em 2004”. Por isso, acrescentou, “a monitorização é fundamental para se ter uma ideia da sua densidade e encontrar os melhores métodos para controlo e combate”.Um dos projectos, a implementar “visa conhecer a situação das térmitas em todas as ilhas” e outro “sobre como lidar com os resíduos das térmitas” e são apoiados, respectivamente pela direcção regional da Ciência e Tecnologia e secretaria regional do Ambiente. Segundo o investigador da Universidade dos Açores vão adoptadas em breve novas técnicas de combate às térmitas que resultam do trabalho realizado por uma empresa americana e outra austríaca.Referiu que no caso da empresa norte-americana existe disponibilidade para a cedência dos direitos comerciais da nova técnica a empresas açorianas interessadas enquanto que os austríacos preferem testar no terreno as técnicas de combate às térmitas que estão a desenvolver.De acordo com Paulo Borges estão, até ao momento, inventariados três tipos de térmitas: as que atacam a madeira seca (uma espécie com origem nas Índias Ocidentais), as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea (de origem europeia).

(In Diário Insular)

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domingo, julho 26, 2009

ATRAVÉS DE ARMADILHAS Universidade monitoriza térmitas em Angra

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo irá financiar um projecto de monitorização da praga das térmitas a cargo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (UAç) em conjunto com a Fundação Gaspar Frutuoso, que estará no terreno até ao fim do Verão.
Orçado em 15 mil euros, este projecto visa a instalação de 110 armadilhas de cola em 11 ruas seleccionadas do centro histórico de Angra, e no mesmo número em habitações particulares, de forma a que a equipa de especialistas da UAç, formada por um supervisor científico, uma aluna de doutoramento e dois técnicos de campo, possa criar um mapa actualizado do estado da praga e, ao mesmo tempo, sensibilizar a população sobre o problema.
Paulo Borges, professor e investigador da UAç, responsável científico do projecto, referiu na sua apresentação que as armadilhas são instaladas em postes de iluminação pública e em casas, sendo substituídas ao fim de 15 dias para auferir a quantidade de térmitas capturadas. O especialista admitiu que esta “não sendo a solução total para o problema” vai permitir conhecer a situação cinco anos depois da primeira avaliação feita em 2004, que indica que 50% dos edifícios do centro de Angra do Heroísmo estão infectados com térmitas e metade destes já apresentam valores elevados de infestação.
Andreia Cardoso, presidente da Câmara, destacou na sua intervenção a importância desta iniciativa pelo facto de permitir criar “ condições e meios para um combate mais efectivo às térmitas”, classificando 2009 como “ano zero da monitorização”. A autarca lembrou que a CMAH “tem dado o seu aval aos casos em que somo solicitados pela população”, considerando, no entanto, que esta abordagem se revela insuficiente para fazer face ao problema das térmitas da madeira seca.

Aferir a praga nos Açores

Paulo Borges referiu ainda que a UAç tem em mãos dois projectos de combate às térmitas solicitados pelo Governo Regional.
Um deles, a pedido da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, visa realizar um levantamento da situação das térmitas nas nove ilhas dos Açores, de maneira a que as autoridades tenham uma visão geral do problema em todo o arquipélago, trabalho que deverá arrancar em Novembro, adiantou o professor universitário.
De acordo com Paulo Borges estão, até ao momento, inventariados três tipos de térmitas: as que atacam a madeira seca (uma espécie com origem nas Índias Ocidentais), as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea (de origem europeia).
Outro projecto prende-se com a implementação da Região da técnica da temperatura, método utilizado para a exterminação das térmitas em larga escala.
Segundo Paulo Borges, a Secretaria Regional do Ambiente requisitou a duas empresas internacionais relatórios sobre a viabilidade da utilização desta técnica nos Açores, sendo que o processo está neste momento parado, dependendo da chegada desses documentos.

(in A União)

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sábado, julho 25, 2009

Monitorizar térmitas em Angra

sexta-feira, julho 24, 2009

Câmara de Angra financia Pavilhão Multi-usos

A presidente da Câmara de Angra, Andreia Cardoso, assinou hoje, com o Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, um contrato de cooperação financeira destinado à construção de um pavilhão desportivo no Campus de Angra.A autarquia de Angra vai financiar 15 por cento do valor global da obra, estimado em 2,3 milhões de euros. Em troca os munícipes angrenses poderão usufruir destas novas instalações.Andreia Cardoso considera que “esta nova infra-estrutura reúne todas as condições para a prática desportiva e vem colmatar a carência do concelho em equipamentos desportivos de excelência”. O pavilhão desportivo do Campus de Angra da Universidade dos Açores integrará a rede de equipamentos desportivos que a autarca pretende implementar em todo o concelho “permitindo que os treinos dos escalões mais novos sejam realizados a horas adequadas” sustentou.O reitor da Universidade dos Açores frisou que a assinatura do contrato de cooperação financeira é o exemplo do que pode ser a cooperação entre o poder local e o poder universitário. Para Avelino Meneses trata-se de um marco na abertura da comunidade académica à sociedade. O reitor mostrou-se convicto que este poderá ser um passo no sentido de Angra ser cidade universitária.Para Avelino Meneses a construção do pavilhão desportivo é igualmente um incentivo à prática de estilos de vida saudável por parte dos académicos.
(In Câmara Municipal de Angra do Heroísmo)

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sábado, junho 20, 2009

PRECONIZA ANDREIA CARDOSO - Património natural a explorar na Terceira

A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo considerou ontem que "aumentar o tempo de permanência dos turistas no concelho e na ilha implica necessariamente explorar a vertente do património natural"
A afirmação foi feita por Andreia Cardoso no momento de apresentação da conferência sobre ecoturismo, a decorrer nos dias 18 e 19 de Junho e organizada por uma finalista da licenciatura em Guias da Natureza da Universidade dos Açores.
Andreia Cardoso salientou o interesse da autarquia em apoiar esta conferência uma vez que Angra do Heroísmo “é uma cidade muito conhecida pela sua componente histórica, mas não tanto pelo seu património natural”.
A autarca angrense salientou a importância do ecoturismo porque “ao promover o património natural, preserva-o e potencia-o enquanto produto turístico”.
A conferência sobre ecoturismo tem lugar no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, constituindo o projecto final da licenciatura em Guias da Natureza da aluna Regina Cardoso.
Este curso da Universidade dos Açores tem por finalidade apresentar projectos de relação com a sociedade e com o desenvolvimento na área do Turismo.
Para o director do curso, Eduardo Dias, a conferência é “oportuna” porque surge num “momento de revisão das áreas protegidas dos Açores, de discussão do desenvolvimento sustentado e de franca expansão do turismo”.
Para o especialista da Universidade dos Açores, “ também é um momento oportuno para a cidade de Angra se envolver nesta discussão”.
Eduardo Dias destacou, a propósito, o apoio concedido pela Câmara de Angra na medida em que “permite uma estreita relação entre a Universidade e a sociedade”.
A temática do ecoturismo vai ser discutida em Angra do Heroísmo por diversos especialistas designadamente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, da Quercus e da Universidade dos Açores.
Vão ser também apresentados projectos de outros alunos da licenciatura de Guias da Natureza que estão directa ou indirectamente relacionados com o ecoturismo.

(In A União)

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quinta-feira, junho 18, 2009

Projecto de ecoturismo lança debate em Angra

O debate sobre ecoturismo foi lançado e discutido ontem em Angra, no âmbito da apresentação de um projecto de final de curso. Regina Cardoso, finalista deste curso, do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, escolheu o tema por “este reunir as duas componentes mais importantes do curso: a natureza e o turismo”. De acordo com o director do curso, Eduardo Dias, “este projecto é o primeiro passo para que Angra se integre nesta discussão de extrema importância”.“A propósito, serão apresentados e discutidos outros projectos, que se relacionam directamente com o ecoturismo, desde segurança de trilhos a jardins, passando pela baleação e muitos outros”, refere Eduardo Dias. A presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, sublinhou que “mais do que uma colaboração institucional e financeira no projecto desta aluna”, a autarquia angrense “tentou ter um papel mais activo”.Andreia Cardoso falou ainda da importância “dos jovens ganharem uma diâmica, depois de terminarem a licenciatura, e promoverem iniciativas na sua terra”, o que, para a autarca, é “um bom começo para a promoção, num futuro, do seu próprio emprego”. O facto de “Angra ser muito conhecida pela seu património arquitectónico e histórico, mas não tanto pela componente natural”, implica a “necessidade de explorar outras vertentes”, através do ecoturismo, que considera ser “uma vertente muito importante do turismo”, de forma a “preservar e potenciar este património enquanto produto turístico”. A este respeito, o director do curso de Guias da Natureza explica que “a Terceira não é conhecida por ter zonas naturais, por não existirem estradas nessas mesmas zonas”, facto que, na opinião do mesmo, se deve “à história e ao processo de ocupação da ilha, que manteve o interior relativamente intacto”. “A ausência de estradas no interior da ilha motivou a existência de zonas intocáveis”, avança, acrescentando que “a Terceira tem um património natural gigantesco que, felizmente, a maioria não conhece, se não este se calhar já não existia”, conclui. Hoje, dia 18 e na sexta-feira, dia 19 de Junho, a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo será palco da conferência sobre ecoturismo, que inclui intervenções de especialistas convidados e actividades como “Whale Watching” e Passeio de Jipe.
(in Diário Insular)

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domingo, maio 03, 2009

Andreia Cardoso elogia papel da Universidade

A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo elogiou, ontem, o papel desempenhado pela Universidade dos Açores no desenvolvimento do concelho. Falando na abertura do “9º Encontro de Química dos Alimentos”, Andreia Cardoso afirmou entender a realização de encontros como o que se realiza até sábado como um estímulo ao turismo. “A Universidade dos Açores tem o mérito não só de ser uma entidade que inova, que cria, que habilita os nossos jovens a um futuro promissor. Tem também tido o mérito de organizar iniciativas como esta, que trazem à Terceira e a Angra pessoas talentosas e com muito conhecimento, que, com certeza, serão um veículo de divulgação daquilo que é de facto Angra do Heroísmo”, disse a autarca angrense.Além disso, a presidente da autarquia salientou o trabalho desenvolvido pela universidade na formação de recursos humanos em áreas ligadas ao turismo, como os guias da natureza.Recorde-se que, recentemente, o candidato do PSD/Açores à Câmara Municipal de Angra afirmou que é necessário um maior diálogo entre a autarquia e a Universidade dos Açores. “Acreditamos que o progresso só pode existir se o produto da Ciência e os técnicos deste centro de conhecimento participarem activamente no desenvolvimento do concelho”, defendeu António Ventura.
(in Diário Insular)

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sábado, abril 25, 2009

Inauguração da Agroter 2009

Presidente da Câmara Municipal de Angra inaugura Agroter 2009 e deixa um apelo ao Governo: A Construção do Parque de Exposições.
A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo marca presença na Agroter 2009 – XI Feira Agro-comercial da Ilha Terceira que foi inaugurada, pela Presidente da Câmara, Andreia Cardoso, ontem, pelas 18h30, na Vinha Brava. Na cerimónia de abertura da feira a autarca de Angra reconheceu que “os agricultores desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do concelho”. Andreia Cardoso elogiou aquela classe profissional “pela forma como tem utilizado a investigação feita pela Universidade dos Açores e a tecnologia no desempenho da sua actividade” e salientou o “empenho da autarquia em contribuir para a melhoria da qualidade da produção agrícola no concelho de Angra”.A presidente da autarquia concluiu a sua intervenção apelando ao Governo dos Açores para que a realização do tão esperado Parque de Exposições arranque logo que possível. O pavilhão ocupado pela edilidade angrense, na Agroter, tem como objectivo divulgar a nova imagem gráfica do município e todas as actividades por ele desenvolvidas. A Presidente da Câmara Municipal, Andreia Cardoso, entende que “a presença num certame desta natureza é uma forma de aproximar o cidadão ao município”.É a décima primeira edição da feira organizada pela Associação Agrícola da Ilha Terceira e decorre na Vinha Brava, Angra do Heroísmo, até 26 de Abril.

(In Azores Digital)

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sábado, abril 04, 2009

Freguesia do Porto Judeu vai ter pavilhão multiusos

A freguesia do Porto Judeu, no concelho de Angra do Heroísmo, vai dispor de um pavilhão multiusos.
A construção desta infra-estrutura, em terreno cedido pela Câmara de Angra, assinala, segundo Andreia Cardoso, presidente da autarquia, o arranque de uma rede de equipamentos desportivos que a autarquia pretende implementar no concelho de Angra. A autarca referiu, na ocasião de lançamento da primeira pedra, que o concelho de Angra do Heroísmo vai ficar dotado de excelentes condições para a pratica desportiva com a construção de dois pavilhões nas novas escolas da Ribeirinha e Santa Barbara, o campo de relvado sintético nos Altares, os pavilhões desportivos nas Doze Ribeiras e Campus de Angra da Universidade dos Açores, a cobertura do ringue do Posto Santo e a substituição do piso do Pavilhão Municipal.A presidente da edilidade garantiu que o início da construção destes novos equipamentos desportivos acontecerá no segundo semestre de 2009. No caso particular da freguesia de Porto Judeu salientou também as obras de ampliação da sede da Junta de Freguesia que estão a decorrer e anunciou que, ainda durante o mês de Abril, vai ser lançado o concurso público para as obras de beneficiação na rede viária e que estão a ser feitos esforços em conjunto com a Junta de Freguesia para ser adquirido um edifício para instalação do atelier de tempos livres.

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segunda-feira, março 23, 2009

Ciclone prometeu virar a cidade do avesso

Começa Sexta-feira, às 21h00, prolongando-se até Sábado, no Teatro Angrense, o V Festival Ciclone, organizado pela Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum (T.U.S.A), do polo de Angra do Heroísmo na Terra Chã-Universidade dos Açores. O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Angra acolheu, as sete tunas convidadas e a organizadora, que foram recebidas pela presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso.Após o discurso de boas-vindas às tunas presentes, a presidente da Câmara distribuiu algumas lembraças do concelho e recebeu outras, seguindo-se um beberete, que completou a recepção. Depois da recepção, as tunas desfilaram pela Rua da Sé, no tradicional Passa Calle, parando o trânsito, tanto os carros, como as pessoas que pararam para os observar atentamente. Às 18h00 foi servido um jantar regional, na Casa do Povo da Terra Chã, para apresentar a cozinha tradicional açoriana aos que vêm do continente e principalmente às duas tunas espanholas. Seguindo a tradição académica, a festa continuou noite dentro, no Havana Club, no Porto das Pipas, onde foi instalado junto ao bar, um palco por onde passaram eventos de karaoke, Dj´s e onde decorreu a actuação do grupo “Só Forro”. Segundo o presidente da T.U.S.A, Luís Godinho, o Porto das Pipas era o palco das festas, após as actuações no Teatro Angrense.
O Ciclone
As tunas convidadas para a V edição do Ciclone foram: os espanhóis da Tuna de Veteranos da Corunha e da Faculdade de Letras de Múrcia, a TASCA de Setúbal, Inoportuna de Lisboa, Magna Tuna Cartola de Aveiro, os Semper Tesus de Beja e os Tunídeos de São Miguel. Destas, apenas as quatro do continente e as duas de Espanha participaram no concurso, tendo sido conhecidos os vencedores apenas no sábado, quando terminaram as actuações das tunas convidadas e dos anfitriões. Inicialmente previsto para Novembro, o Ciclone foi adiado para Março, por falta de garantia de tunas em número suficiente para realizar o festival, voltando assim à sua data original. Apesar das dificuldades em organizar o festival, a organização do Ciclone contou com vários apoios para que os objectivos se concretizassem, desde a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e a Culturangra, Universidade dos Açores, a agência de viagens Via Vitória, “que nos cedeu uma viatura para o transporte das tunas”, explica Luís Godinho, da organização.
(In Diário Insular)

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domingo, março 22, 2009

Lixo divide em Angra a Câmara e o Governo

O Aterro Sanitário Intermunicipal da Ilha Terceira começa a apresentar sinais visíveis de lixo a céu aberto, no entanto Andreia Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, explica que o lixo visível está inserido em bolsas de exposição de resíduos.
A autarca acentua que as bolsas são cobertas com tela e acrescenta que os resíduos são frequentemente cobertos com terra, até as bolsas esgotarem as suas capacidades de armazenamento.
A presidente da autarquia angrense explica que neste momento estão em exploração duas bolsas, mas que ambas se encontram “em fase de esgotamento”. Andreia Cardoso revela que a solução a curto prazo passa pela aquisição de uma nova bolsa, orçada em 1 milhão e 700 mil euros. De acordo com a autarca, a Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados “estão a aguardar uma estratégia, da Secretaria Regional do Ambiente, de gestão de resíduos na região”. Andreia Cardoso frisa, ainda assim, que o Aterro Sanitário Intermunicipal da Ilha Terceira “é o único aterro licenciado na região”. Já o Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, afirma que já existe um Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA), mas esclarece que está por definir a “calendarização”.
Segundo Álamo Meneses, a solução do aterro da ilha Terceira passa pela “exportação e valorização de resíduos”, de forma a “minimizar a quantidade de resíduos” que dá entrada no aterro. O secretário regional do ambiente esclarece ainda que o assunto “é da competência das autarquias” e que cabe apenas ao governo a orientação.
Para Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e representante do CDS-PP na Assembleia Municipal de Angra “a quantidade de resíduos sólidos que se produz na Terceira, terá que ter outro destino, pois não é viável económica e ambientalmente continuar a colocá-los em aterro”, uma vez que seria necessária uma área demasiado vasta, um factor que é crítico em ilhas pequenas. A solução, na opinião do centrista passa pela “separação” e “valorização” dos resíduos. Quanto à eficácia do PEGRA, Félix Rodrigues considera que o plano “tentará ser eficaz, mas de imediato tem algumas dificuldades económicas e técnicas associadas para que possa ser rápida a sua implementação”.
Já Aurélio da Fonseca, do PSD, lamenta que exista “falta de coordenação e de “articulação entre a Câmara e o Governo.” De acordo com o social-democrata, o PSD tem vindo a alertar para o facto dos “fundos comunitários serem insuficientes”. “É preciso que o Governo apoie a Câmara, defende.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, março 09, 2009

Os Velhos do Restelo de Angra

Paulo Noval
Imaginem que Angra é uma cidade com um dinamismo cultural que faz jus à sua história e ao seu património; imaginem que o centro da cidade não tem edifícios devolutos, que as ruas, ruelas e calçadas estão arranjadas e cuidadas; imaginem que centenas de jovens instalaram-se na cidade porque a Câmara conseguiu criar mecanismos que possibilitem rendas baixas para quem está no início da sua vida profissional; imaginem que é comum ver-se grupos de turistas acompanhados por um guia, descobrindo as riquezas da cidade património; imaginem que a poluição sonora é diminuta no centro histórico pelo facto de o trânsito ser quase inexistente; imaginem que no novo campus da Universidade dos Açores há todo um conjunto de programas para investigação, pós-graduações e doutoramentos, frutos de um protocolo firmado entre a Câmara de Angra, a Universidade dos Açores e o Governo Regional; imaginem que, no Inverno, a cidade tem os hotéis sempre com boa lotação por causa dos inúmeros congressos que se realizam, pois a parceria com as agências de viagens, a Câmara de Comércio e a Universidade é uma aposta acertada; imaginem, por fim, que sempre houve água em abundância no concelho porque, nos Açores este bem essencial e vital para um povo insular, é tratado como tal: um bem sagrado.
Os maldizentes, ao contrário do que alega a Presidente da Câmara, Andreia Cardoso, não dizem mal nem da Terceira nem de Angra; dizem mal de quem está no poder e que, ou por incompetência ou por incúria, não consegue fazer progredir esta terra. Os maldizentes, ao contrário do que a Presidente alega, amam a sua terra e, por lhe querer o melhor, não conseguem calar-se perante o que consideram de políticas erradas ou inexistentes.
Oportunidades: todos têm direito a, pelo menos, uma. Porém, o Partido Socialista teve até agora demasiadas oportunidades para dar a volta à situação, sem obter resultados francamente satisfatórios, considerando o potencial de Angra. Nenhum munícipe de Angra pode esquecer de quem foi a governação camarária nesta última década.
Na entrevista que Andreia Cardoso concedeu ao DI, as propostas que faz são positivas, sem no entanto demonstrar novidade, ainda para mais quando é a própria a presidir a edilidade. Porquê esperar pelas eleições para concretizar essas ideias? De boas intenções, está a política cheia.
Fazendo parte do rol dos supostos “Velhos de Restelo”, não consigo ficar passivo ou calado quando vejo que a terra que me deu e me dá tantas alegrias está a ficar para trás. Por isso, rompendo com ideologias e partidarismos, estou inteiramente disponível para dar todo o meu contributo a quem o desejar.

(In Complot)

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quarta-feira, março 04, 2009

Angra Moderna


É possível definir numa frase o que pensa sobre a oposição partidária à liderança socialista no concelho de Angra?
Seria mais fácil se me perguntasse como caracterizo a acção da autarquia. Aí diria-lhe que é uma gestão responsável. Quanto ao trabalho da oposição, penso que é insuficiente. Aliás, acho que essa é uma das características que tem sido transversal ao PSD, não só a nível autárquico, mas também a nível regional. Ou seja, é uma oposição irresponsável, porque - pese embora a mensagem que tente passar de que o trabalho que desenvolve é de apresentar propostas e de que a posição não as cumpre nem as ouve - o que é facto é que nada de concreto é apresentado, e as que surgem não são realistas. Sobretudo, não são capazes de apresentar propostas que projecte um futuro para Angra. Acima de tudo, é uma oposição da maledicência. Essa é uma das suas características...
A falta de propostas resulta da incapacidade da oposição em as elaborar, ou por uma questão de estilo?
É estilo. E, talvez por isso, os açorianos - e os angrenses em particular - já vão dando, de há uns anos a esta parte, uma resposta a esse estilo. Parece-me que se continuarem a não ouvir as populações e o que elas acham que deve ser o papel da oposição, é persistir no erro que os tem afastado da governação. Acima de tudo, é contribuir para a má imagem que os partidos políticos têm, por vezes, junto da população.
Uma das frases que se tem ouvido sobre a governação socialista em Angra é que a cidade e o concelho adormeceram. Que ambos perderam o seu lugar no quadro regional. Aceita essa visão?
De modo algum! Claro que falamos de um trabalho de continuidade. Ou seja, o trabalho de uma autarquia não se esgota num período de quatro anos ou de seis meses. Há muito trabalho por fazer. Sobretudo, é necessário irmos dando as respostas à medida das necessidades da nossa população. Daí ser fundamental ouvi-la, ter capacidade de diálogo e, depois, de delinear uma estratégia que corresponda aos anseios de quem vive no concelho. Penso que o PS tem-no feito. E que é isso que lhe tem garantido o apoio popular nos últimos 12 anos. É esse o trajecto que percorremos e é o que queremos continuar a percorrer. Nesta fase, pretendemos proceder a uma nova avaliação do estado das coisas no concelho, monitorizar os problemas da nossa população e estabelecer perspectivas e medidas que solucionem esses problemas. Hoje, mais do que nunca, com a crise mundial, uma autarquia tem de ter a capacidade de perceber a realidade local, os problemas sociais que derivam do cenário actual, e encontrar e antecipar respostas que minimizem essas situações.
O PS está na governação de Angra há 12 anos: primeiro com Sérgio Ávila, depois com José Pedro Cardoso, e, agora, com Andreia Cardoso. Este percurso, em sua opinião, decorreu sempre com a mesma bitola, com o mesmo nível de desempenho e concretização?
Antes de mais, é importante dizer-se que o facto de o Partido Socialista ter sido capaz de apresentar três pessoas num período de 12 anos à frente deste projecto autárquico, significa que tem alternativas para a governação do concelho. Isso demonstra que o PS é um partido dinâmico e com capacidade de renovação, de propostas e alternativas. Quanto à sua questão, é claro que a liderança de uma autarquia reflecte sempre o estilo da pessoa que a lidera. José Pedro Cardoso não foi igual a Sérgio Ávila, nem Andreia Cardoso será igual a nenhum dos dois. Há características que nos distinguem e que, necessariamente, condicionam a forma como lideramos os destinos autárquicos. O que não quer dizer que não haja um projecto de base, comum aos três. E isso aconteceu. Estas lideranças ocorreram em períodos diferentes, com necessidades distintas a acautelar. E em cada uma dessas fases, as necessidades foram acauteladas. Colocam-se agora novos desafios. E o PS está preparado para eles.
Qual o modelo que, neste momento, o PS defende para Angra?
Temos que ter um concelho e uma cidade preparados para receber os seus jovens e para dar respostas às suas necessidades. Este é o elemento essencial. Ao falarmos de juventude, falamos necessariamente de emprego e de formação. E a isto junta-se o empreendedorismo e a iniciativa. Esta é a equação que queremos resolver, para garantir a Angra a sua revitalização, o seu rejuvenescimento e a concretização de um desenvolvimento sustentado.
Angra, neste momento, tem condições para absorver os seus jovens?
Sim. Tem capacidade e pode promovê-la ainda mais. Há que incentivar o aparecimento de talentos. Nesse sentido, há que aproveitar e explorar o facto da juventude, hoje em dia, estar intimamente ligada com as tecnologias. Angra tem de abraçar essa potencialidade. O concelho conta com um pólo universitário e é fundamental explorarmos a conjugação dessas duas valias no desenvolvimento do concelho. O pólo universitário tem vivido voltado para as questões da Agricultura, mas é tempo de voltar-se para as tecnologias. Mas Angra necessita também de uma universidade que lhe dê respostas aos desafios culturais, económicos e tecnológicos. Desta fusão de necessidades, há que encontrar respostas. Acho que elas se avizinham com a concretização próxima de um parque tecnológico. Queremos ter também uma Angra criativa, um concelho de talentos...
Essa Angra de talentos significa o quê?
Uma cidade onde a criatividade, a tecnologia e a tolerância convivam. Este concelho tem dado muitos exemplos, ao nível cultural, social e económico, das suas capacidades, do seu talento. Esses conceitos têm que ser explorados. A inovação urbana é fundamental, para que a cidade e o concelho se tornem atractivos à sua juventude e aos seus habitantes. Os jovens querem uma cidade moderna, não uma cidade cristalizada. É por aí o futuro de Angra. Talento, tecnologia e tolerância serão a chave para esse desenvolvimento.
Das suas palavras, nota-se uma nova lógica, uma possível nova filosofia de desenvolvimento. Pode depreender-se daí que, para o PS/Angra, o concelho e a cidade chegaram a um ponto em que é preciso alterar as perspectivas de desenvolvimento, para que não perca a sua capacidade reprodutiva, por exemplo, para o concelho vizinho?
Não é uma questão de reconhecer o que quer que seja. É apenas a continuidade do trabalho começado há 12 anos. O que o PS iniciou nessa altura foi pensado para chegarmos a este período, a este tempo. Aqui chegados, é preciso continuar, trazendo novos contributos aquilo que já foi feito, e bem feito. Por exemplo, dinamizar Angra como centro de congressos exigia ter as infra-estruturas que alberguem eventos dessa natureza. Criaram-se as infra-estruturas e, agora, é tempo de concretizar o projecto, promovendo a cidade como destino para congressos. Há outros exemplos que, como este, provam a filosofia que o PS tem vindo a implementar em Angra: infra-estruturar as necessidades e, depois, potenciá-las.
Nessa lógica de futuro, há um ponto essencial: nessa equação, onde se insere a Angra património da Humanidade, o casco histórico que lhe valeu esse galardão? Como tecnologia, talento e modernidade se fundem com esse peso histórico que é preciso salvaguardar...
Este casco histórico é uma herança que nos deixaram e que temos que deixar às gerações futuras. Mas não poderá ser deixado de forma cristalizada. É preciso, mesmo dentro desse casco histórico, garantir lugar à criação, à modernidade e aos talentos. A componente artística é muito vincada neste concelho. E isso tem de ser aproveitado. Usar o valor histórico como entrave a que o tempo de hoje se viva, parece-me um erro. No mundo, existem inúmeros exemplos de convivência sã e correcta entre o antigo e o moderno, entre o peso histórico e a inovação e a tecnologia. Angra tem de seguir esse caminho. Por que em Angra não podem por exemplo, conviver exemplos de arquitectura antiga e moderna ou contemporânea? Por que nos espaços públicos a modernidade não pode surgir? Teremos de viver numa cidade constantemente presa ao que foi no século XV ou XVI? Os angrenses querem sentir que a sua cidade não cristalizou, não parou no tempo, não é um museu etnográfico. O facto de Angra ser património da Humanidade deve ser potenciado como fonte de atracção, quer para investidores quer para turistas, quer para os habitantes quer para quem nos visita. Mas isso não pode significar viver ou conviver apenas com o antigo.
Pelo que percebo, o PS defende a revitalização da cidade. No entanto, a perspectiva que advoga implica, necessariamente, a existência de uma base económica, de uma capacidade financeira, que garanta a viabilidade desses projectos. Ou seja, não basta querer uma Angra cultural e tecnológica se, depois, os seus habitantes não tiverem capacidade económica para, por um lado, desfrutar dessas valências e, por outro, serem investidores nelas…
Claro. Houve capacidade até agora. Não nos esqueçamos que, até aqui, o caminho que Angra percorreu foi feito com investidores privados. Houve quem tenha investido em unidades hoteleiras, em empresas de animação, em empresas de serviços, algumas na área tecnológica. Portanto, isso prova que houve e há capacidade económica para continuar a investir. Nestes 12 anos, sempre reflectimos um projecto credível, em que os investidores acreditaram e ao qual responderam. E acho que vão continuar a fazê-lo. É óbvio que atravessamos uma fase de constrangimentos financeiros. Mas ela é conjuntural. Não veio para ficar. Portanto, importa que a autarquia prepare as bases para que, quando a bonança regressar, os investidores possam surgir.
Quando, economicamente, olhamos para Angra, nota-se o peso da administração pública. No vosso entender, esse peso mantém-se? Será tempo de aumentar a componente privada no concelho?
A administração pública tem, obviamente, peso no cenário económico de Angra. Mas, sinceramente, não me parece que seja preponderante. A realidade actual de Angra não é a de uma cidade que depende, exclusivamente, do sector público. Há um sector privado pujante, apesar das dificuldades que se sentem a nível mundial. Por exemplo, o parque industrial de Angra tem a sua capacidade praticamente esgotada, o que prova a dinâmica privada no concelho. E mesmo no centro histórico da cidade tem surgido iniciativas privadas, o que demonstra que esse sector está vivo e tem uma dinâmica própria muito importante. Aliás, só com esse sector privado se fará o desenvolvimento de Angra. Disso, não duvido.
O concelho de Angra pode ser dividido em duas partes, tendo em conta a sua dinâmica social e económica: da cidade para o lado de São Sebastião e no sentido do parque industrial, assiste-se a desenvolvimento; no outro sentido, nem tanto. o PS reconhece essa divisão? E se sim, como será possível invertê-la, garantindo um desenvolvimento mais harmonioso a todas as parcelas do concelho?
É evidente que, tal como na Região em que há dinâmicas diferentes entre as ilhas, num concelho há freguesias com desenvolvimentos diferentes. A autarquia tem, por inerência, que garantir que essa diferença não implique menor qualidade de vida. A diversidade é uma característica de Angra e isso é bom. O que importa é salvaguardar que todos os angrenses, quer vivam em São Sebastião quer nos Altares, tenham boa qualidade de vida. Temos feito, constantemente, o diagnóstico dessas situações, procurando antecipar as necessidades da população. É por isso que, por exemplo, nos próximos três meses vão surgir duas escolas completamente novas, uma na Ribeirinha e outra em Santa Bárbara. Esta terá um papel fundamental ao garantir qualidade de ensino aos pais que queiram viver nessa zona do concelho. Isso é essencial para quem opta por viver numa freguesia. Em paralelo, queremos desenvolver iniciativas de ocupação de tempos livres, para que as crianças possam estar ocupadas no período em que os pais estão a trabalhar. Essa lógia permite manter as crianças nas freguesias e, com isso, salvaguardar a fixação populacional naquela zona do concelho. Condições semelhantes têm vindo a ser criadas para os idosos. Além disso, sendo uma zona maioritariamente rural, a autarquia tem que estar desperta para garantir as estruturas essenciais nessa actividade, nomeadamente ao nível dos acessos. Esse trabalho tem vindo a ser desenvolvido, em parceria com o Governo Regional. As respostas vão surgindo à medida das necessidades...
Essas respostas, particularmente ao nível social, têm de ser públicas?
Não necessariamente. Podem ser privadas também. Os empresários têm muita margem de manobra para surgirem com respostas viáveis a estas questões. As próprias instituições que existem nessas localidades têm também uma palavra a dizer. Por exemplo, nos Altares, através da Santa Casa da Misericórdia dessa freguesia, surgiram iniciativas ao nível do apoio ao domicílio que são exemplares.
No modelo de desenvolvimento de Angra, o Turismo terá um papel fundamental. O PS defende que o concelho deve receber turismo de massas ou turismo de qualidade?
De qualidade e cultural, sem dúvida.
Tem sido essa a estratégia em concretização?
Sim. É evidente que surgiram unidades hoteleiras com alguma dimensão, mas isso era fundamental, nomeadamente para um turismo associado aos congressos. Mas, tal não implica que as características do turista que nos visita não sejam as de alguém que procura qualidade.
Angra deve vender-se pelo seu património?
Por ele, mas também pelas características ambientais e paisagísticas únicas. Se queremos aumentar o tempo de permanência dos turistas no concelho, não nos podemos ficar pelo património. Temos de valorizar as nossas freguesias, sobretudo aquilo que elas têm de único. Temos exemplos únicos de flora, património, paisagem e cultura que têm de ser integrados, valorizados e explorados turisticamente.
Essas qualidades têm, em sua opinião, sido aproveitadas?
Temos de as aproveitar melhor. Há que aprofundar o trabalho a esse nível. A cidade é reconhecido no exterior como património mundial, mas há elementos paisagísticos, por exemplo, que devem ser explorados. Claro que, essa exploração, não pode, de forma alguma, pôr em risco a salvaguarda e a preservação desses locais. Aproveitar as características naturais de Angra não significa a sua destruição.
Os angrenses perderam o orgulho no que têm?
Quando conversamos entre nós, temos muito a perspectiva de que o que é de fora é que é melhor. Isso resulta da leitura - muitas vezes negativa - que é feita das coisas. No entanto, parece-me que essa mentalidade, essa crítica negativa, tem vindo a alterar-se. E que o que temos tem vindo a ser reconhecido como uma mais-valia.
Um sector turístico dinâmico implica, entre outras coisas, um sistema de transportes eficaz e a qualidade nos serviços e na hospitalidade nas unidades comerciais vocacionadas para receber turistas. Acha que essas condições estão reunidas em Angra e na Terceira?
Quanto à qualidade dos serviços, acho que ainda há um caminho a percorrer. O paradigma dessa área é conseguirmos dar o salto da qualidade ao nível da prestação de serviço que já temos. Há investimentos feitos ao nível dos recursos humanos que, com certeza, darão frutos. Quanto aos transportes, de facto, têm surgido entendimentos distintos por diversas entidades, designadamente a Câmara do Comércio de Angra, que se tem manifestado muito sobre esta questão. Entendemos que, a esse nível, têm sido dados passos importantes. O que não quer dizer que estejamos no nível adequado ou ideal...
Qual o nível ideal para o PS/Angra?
Trazer os turistas à Terceira por bons preços e com a regularidade que as nossas unidades hoteleiras desejam.
Como é possível concretizar essas vontades?
Parece-me que o Governo Regional tem uma palavra importante nessa matéria. E tem vindo a reflectir e a intervir nos transportes. É importante termos a noção de quais os mercados que nos interessam e, depois, garantir uma promoção de qualidade do destino Açores e, nele, do destino Angra. Temos uma empresa aérea que, sob orientação do Governo Regional, tem de dar essa resposta.
Há alguns anos, foi anunciado que o objectivo seria consolidar Angra como capital regional da Cultura. Esse objectivo foi conseguido?
É uma meta para a qual temos de trabalhar todos os dias. Muito se fez nesse sentido. Mas há mais a fazer. Nessa perspectiva, há um exemplo que traduz aquilo que entendo que deve ser a política cultural no concelho: o Angrajazz. Este evento, ao mesmo tempo, permite aos terceirenses ouvir e ver músicos de qualidade a nível nacional e internacional; permite incorporar mais-valias essenciais em nível da formação, através da orquestra Angrajazz; e, através deste evento, conseguimos promover Angra. Ou seja, é este tipo de eventos que necessitamos para o concelho: eventos que, ao mesmo tempo, garantam qualidade, formação e promoção. Entendo que a política cultural autárquica deve caminhar por aqui.
Por diversas vezes, na Comunicação Social local e regional vemos, ouvimos e lemos vozes que contestam o momento actual da cidade e do concelho. O seu discurso contrasta com essas visões. Que leitura faz dessas críticas, dessas análises? Elas reflectem o sentir real da população ou reflectem apenas a visão de "velhos do Restelo"?
Há, de facto, pessoas com uma perspectiva completamente derrotista do futuro de Angra. Eu não acredito minimamente nessas perspectivas. Acho que Angra continua a ser um concelho de oportunidades: só assim se justifica que uma jovem de 23 anos seja eleita deputada na Assembleia Legislativa dos Açores e que uma mulher e mãe pode estar na política activa. Daí achar que este é um concelho de oportunidades. Daí também acreditar que essas opiniões derrotistas terem origem em "velhos do Restelo". Respeito a opinião destas pessoas, mas não concordo com ela. E ela não é unânime. Acredito também que essas opiniões não correspondem ao sentir da maioria dos angrenses. Os angrenses, ao contrário do que muitas vezes se tenta passar, têm um espírito crítico muito forte e, tendo por base isso, se não concordassem com o rumo do concelho e da cidade já o teriam manifestado. Não podemos permanecer num espírito de crítica atrás de crítica, até sermos afundados. Obviamente que, quem ler a Imprensa, poderá ficar com uma leitura menos positiva de Angra. Mas, duvido que ela corresponda à verdade. Isto não quer dizer que a realidade seja perfeita. Há sempre coisas a melhorar. Mas isso depende do esforço de cada um de nós...
Os angrenses deixaram de se importar com o seu concelho e a sua cidade?
Não. Há muita gente a contribuir. Só uma minoria quer passar a mensagem de que as coisas não são assim. Temos um conjunto vasto de instituições e de pessoas que, diariamente, tiram do seu tempo para contribuir para o bem comum. Só não vê isso quem não quer! Temos instituições particulares de solidariedade social, grupos de teatro, filarmónicas, associações juvenis, colectividades... Perante isso, acha possível dizer-se que não há contribua e se interesse pelo concelho e pela cidade?
Angra viveu semanas com falta de água. As soluções que a autarquia e o Governo Regional anunciaram garantem que esse episódio não se vai repetir?
Convém começar por dizer que o problema da falta de água não tem origem na falta de investimento. Este não é um problema que se resolva exclusivamente com investimento. O investimento que a autarquia anunciou solucionará apenas uma parte do problema. É importante esclarecer-se isto. Daí a colaboração do Governo Regional. Porque há outras questões a assegurar, que não passam pela autarquia.
Acusam a Câmara de não ter investido na rede de abastecimento e, com isso, contribuído para o problema. Se os investimentos agora anunciados tivessem sido realizados antes do verão de 2008, ter-se-ia evitado o corte da água?
Não necessariamente. O problema reside nos aquíferos, que são como que tanques de armazenamento. Se a água não chegar a eles, por muitos furos que se tenha, eles de nada servem. Foi isso que aconteceu. Os investimentos que vamos executar vão dar algumas garantias, mas não são a resposta total ao problema. O fundamental é fazer com que a água chegue aos aquíferos.
Há quem vos acuse de não separarem as águas entre PS, Governo Regional e autarquias socialistas. Concorda?
Não. Evidentemente que há um conjunto de pessoas que participam nos diferentes níveis que refere. O que não quer dizer que não haja espaço para opiniões. E há. Tenho o privilégio de participar nos órgãos de partido a nível regional e nacional e testemunho essa capacidade de análise e debate internos. Em todos estes níveis há espaço para a crítica construtiva e para a reflexão. E não há confusões entre o que é o exercício de funções a nível partidário e governativo.
Foi noticiado que o seu antecessor – José Pedro Cardoso – não era o candidato que o PS queria para Angra. Que a escolha recaía sobre si. Ele é eleito, mas, abandona o cargo a seis meses do final do mandato. A esta distância, é possível comentar este alegado diferendo.
Tudo isto seria, ao nível da opinião pública e publicada, mais claro se as pessoas conhecessem o funcionamento do PS. Ninguém é candidato pelo partido se o partido não o quiser apresentar como tal. Portanto, José Pedro Cardoso foi candidato pelo PS porque o PS assim o entendeu, partindo da vontade do candidato, claro. Que fique bem assente isso. Depois, a composição das equipas – e eu fazia parte da equipa de José Pedro Cardoso, sendo a número dois dessa lista; daí estar nestas funções – é da responsabilidade do cabeça de lista, sendo possíveis contributos do partido. Mas a decisão final dos nomes a incluir na equipa é do candidato. Por razões pessoais, José Pedro Cardoso decidiu sair da autarquia, o que levou a que eu assumisse essas funções, tendo em conta o meu lugar na lista. Nada mais houve do que isso.
É a candidata do PS a Angra. Com o desgaste do partido, os problemas da água e com o conjunto de críticas que se fazem à governação socialista no concelho, a sua eleição estará dificultada?
Há quatro anos atrás, essas questões colocaram-se – menos a água, claro – e José Pedro Cardoso obteve uma das maiores vitórias do partido em Angra. Quero com isto dizer que tudo está em aberto. Respeitarei os meus adversários nessa disputa. Mas candidato-me para vencer. E quero vencer para implementar um projecto credível e eficaz que potencie o desenvolvimento de Angra, cidade e concelho.
(In DI-Revista)

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sábado, janeiro 31, 2009

Pavilhão para a Universidade dos Açores em Angra

Segundo a Câmara, o Pavilhão Municipal será alvo de uma intervenção no final desta época desportiva. Para o Verão, Andreia Cardoso promete novo piso e mais espaço nas bancadas… Vamos ver se é desta…
Nos últimos quatro anos, os protestos e as promessas de mudança equivaleram-se. Os clubes de basquetebol que utilizam o Pavilhão Municipal de Angra sempre se queixaram da dureza do piso, impróprio para a prática da modalidade… A Câmara foi sempre adiando a intervenção, com a promessa de que, “para o ano é que é”. Agora, segundo a presidente do Município, vai ser.
Andreia Cardoso garante as obras “para o final da época desportiva”. Adianta mesmo que “para além da substituição do piso, vamos também criar uma faixa à volta do campo. É preciso que haja um espaço entre as bancadas e o recinto de jogo. Já procedemos ao contacto com a empresa responsável pelo trabalho, para saber se é possível fazer as duas intervenções em simultâneo.”
A empreitada estava programada para Dezembro, mas não foi em frente. Mas tudo está previsto para que avance em Julho/Agosto… “Temos a dotação no plano para avançar, aguardávamos apenas a autorização do Tribunal de Contas, que tinha a ver com um empréstimo associado às obras do Pavilhão e esta parte foi garantida em Setembro. Por isso pensamos em avançar com brevidade, sem que haja prejuízo para as equipas que lá praticam modalidades”, refere Andreia Cardoso.
O piso deverá ser retirado e colocado outro, que foi considerado o indicado para as modalidades que são praticadas naquela estrutura. Segundo apuramos, a empresa responsável será a Fabrigimno, que colocará um pavimento flutuante que se aplica directamente sobre os tacos de madeira. Em termos de ‘construção civil’, as bancadas serão recuadas, sendo retiradas as primeiras filas para criar um espaço maior entre as bancadas e o recinto de jogo. Segundo a edil angrense, “é uma intervenção muito rápida. A substituição do piso demora cerca de quinze dias e toda a intervenção custará 150 mil euros”.
Outros projectos
Para este ano estão também previstos outros projectos ligados à prática do basquetebol e do desporto em geral. Segundo Andreia Cardoso “há várias questões que já estão em andamento.Uma delas tem a ver com o Pavilhão da Universidade dos Açores; outra tem a ver com os novos pavilhões que vão surgir na Escola de Santa Bárbara e Doze Ribeiras. Estando o Governo a construir outro espaço desportivo que vai nascer na nova Escola de São Sebastião… Há uma série de equipamentos que vai atenuar esta pressão que actualmente se sente sobre os actuais”.
A Câmara refere que está atenta à sobrelotação dos espaços desportivos. “Sabemos que há treinos em horas tardias, muitas vezes para jovens e que isto condiciona a sua produtividade e o desempenho escolar”. Por isso está disponível para rectificar esta situação, “criando uma série de espaços há volta do Concelho para que se melhore este aspecto. Há também a hipótese de fechar o Campo da Escola do Posto Santo, que tem uma actividade muito intensa no Futsal”.
A mais aguardada para os clubes de basquetebol é a construção do novo Pavilhão da Universidade, que deverá finalmente avançar. Não se sabe é quando. A presidente da Câmara adianta que, o Reitor já esteve connosco, já conversamos sobre isso e estamos pendentes apenas de questões burocráticas. A Câmara Municipal tem um ‘plafond’ para candidaturas ao nível do Programa ProConvergência e temos de saber com o que podemos contar para esta obra. Por outro lado, temos de saber se o Governo Regional nos dá alguma margem de manobra para utilizar estes meios. Senão, vamos ver se a própria Universidade se pode candidatar ao programa, de forma a ultrapassarmos em conjunto esta questão”… Ou seja, é tudo uma questão de saber como se vai pagar a obra…
A intervenção na Escola de Santa Bárbara deverá iniciar-se em 2009. Segundo Andreia Cardoso “os projectos estão a ser concluídos, já foram consultadas várias entidades, estamos a fazer as correcções sugeridas e o lançamento do concurso será feito nos próximos meses, com a obra a ter início ainda no primeiro semestre do ano”. O equipamento das Doze Ribeiras está previsto no Plano da Câmara também para 2009 e em relação à Universidade, “a intenção seria começar depois de concluídas as duas obras que decorrem neste momento no seu novo Pólo do Pico da Urze e de resolvida a questão do financiamento”.

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quarta-feira, novembro 19, 2008

Falta de chuva, avarias e arroteias deixaram Angra sem água

A falta de chuva, as arroteias na Caldeira Guilherme Moniz, uma grave avaria nas principais condutas que ligam a nascente do Cabrito à rede de abastecimento de água do concelho e, eventualmente, as explosões na pedreira existente nessa zona são apontadas pelo hidro-geólogo Lopo Mendonça como as causas para a falta de água em Angra do Heroísmo desde o Verão deste ano. O especialista apresentou, ontem à tarde, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, as conclusões do estudo que, em Setembro, realizou sobre os caudais das nascentes e furos de captação que abastecem o concelho.Na sessão pública de apresentação, Lopo Mendonça garantiu que, em termos hidrológicos, o ano de 2008 foi o “mais seco” dos últimos cinco anos.“Inclusivamente, o ano de 2008 é pior que o ano de 2000, que se conseguiu identificar como ano com dificuldades no abastecimento dos Serviços Municipalizados de Angra”, explicou o hidro-geólogo.Em declarações aos jornalistas, após a apresentação das suas conclusões, Lopo Mendonça especificou que houve uma redução, “na ordem dos 250 litros por metro quadrado”, na pluviosidade registada na ilha.“Esta é a principal causa para a falta de água. Ou, pelo menos, aquela que maior contributo deu para o problema”, sublinhou o especialista. Lopo Mendonça assumiu ainda que o arroteamento na Caldeira Guilherme Moniz foi outro factor a contribuir para a descida dos caudais que abastecem o concelho de Angra de água,“O arroteamento de áreas da Caldeira Guilherme Moniz – Pico Alto é uma prática totalmente indesejável e prejudica o regime das águas superficiais e subterrâneas. Agora é impossível recuperar essas zonas. Tal recuperação implica voltar a colocar naquele local todas as espécies vegetais que contribuíam para a retenção da água. E isso, parece-me muito improvável”, afirmou. Além disto, segundo Lopo Mendonça, até à Primavera deste ano, ocorreram perdas na rede de abastecimento do concelho.“Cruzando estes dados [água extraída dos furos, que trabalharam entre o Outono de 2007 e a Primavera de 2008] com os da água turbinada [que segundo o especialista são um bom indicador da água disponível para consumo naquela área] na estação hidroeléctrica da Nasce Água, verifica-se que, de Novembro de 2007 e Junho de 2008, houve excedentes de água que foram turbinados e que poderiam ter sido utilizados no abastecimento. Como conclusão, a dificuldade do abastecimento no Inverno e Primavera de 2008 não terá a ver com questões climatéricas e alteração do regime hidrológico das nascentes; pode ser atribuído a avaria grave no sistema de adução que recebia a água das nascentes e não a aduzia para o sistema distribuidor”, explicou Lopo Mendonça. O hidro-geólogo assumiu ainda que as explosões ocorridas na pedreira na área dos Cinco Picos “pode ter afectado os aquíferos do Cabrito”.“Como não existem registos da intensidade das explosões ali ocorridas (que provocam ondas de choque semelhantes às de um sismo), não é possível determinar até que ponto elas contribuíram para alargar as fissuras existentes nos aquíferos. Mas não se excluí a hipótese de que isso possa ter ocorrido e, assim, provocado perda de água dos aquíferos ali existentes”, argumenta.
Soluções
Para Lopo Mendonça, face às conclusões a que chegou, a resolução do problema (que pode repetir-se no futuro) passa pela abertura de novos furos de captação de água, pela implementação de um sistema informatizado de tele-gestão dos caudais e pela protecção (por lei) das áreas onde existem nascentes e furos de captação. “No continente existe essa legislação, que delimita áreas em redor dessas zonas de água, que impedem intervenções humanas que podem pôr em risco esse recurso”, explica o especialista.“A longo prazo, deve ser estudada a viabilidade de recarga artifical dos aquíferos, aproveitando os excedentes da água das nascentes do Cabrito”, sugeriu ainda.
Investimentos
Após as explicações de Lopo Mendonça, a presidente da Câmara Municipal de Angra apresentou à centena de angrenses que assistiram à apresentação do relatório um conjunto de investimentos que, segundo ela, vão contribuir para minimizar este problema.Andreia Cardoso confirmou que, já em Dezembro, vai iniciar-se a abertura de quatro furos para captação de água subterrânea (um em São Sebastião, dois no Porto Judeu e um na Terra-Chã). “Espero ter esses furos a funcionar em Março de 2009”, explicitou a autarca aos jornalistas. Além disso, Andreia Cardoso garantiu que, quando houver caudais suficientes nas nascentes, os Serviços Municipalizados vão substituir as bombas de dois furos, para garantir mais capacidade de extracção.“Vamos implementar um sistema de telegestão e proceder ao tratamento terciário das águas da ETAR, que podem ser aproveitadas pela indústria e pela lavoura”, adiantou. Andreia Cardoso disse ainda que, em paralelo, a autarquia – com o apoio da Universidade dos Açores – vai estudar a possibilidade da recarga artificial dos aquíferos e “encetar diligências juntos de várias entidades, públicas e privadas, para garantir medidas que permitam proteger as captações de água”. Quanto a responsabilidades, a autarca adiantou aos presentes que “a Câmara de Angra pretender apurá-las, mas que o fará em paralelo com os investimentos necessários”. “Esses investimentos são superiores a cinco milhões de euros”, enfatizou a presidente da autarquia.“Nos últimos dois dias, conseguimos não proceder a cortes de água. A captação de água no Cabrito está a melhorar. Mas ainda é-me impossível dizer quando será possível suspendermos o plano de cortes. O sistema ainda está muito frágil”, concluiu Andreia Cardoso.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, setembro 17, 2008

Angra sem carros durante uma semana

Pelo sétimo ano consecutivo, Angra do Heroísmo adere à Semana Europeia da Mobilidade. Até dia 22 do corrente mês apenas o mini-bus tem autorização para circular em todas as ruas da cidade sem condicionamentos.
Com o mote “Ar puro para todos” e junto com outras 65 cidades, Angra fecha as principais ruas da cidade por algumas horas, para promover actividades lúdicas, que vão dos passeios de charrete, burro e pónei aos insufláveis para crianças. Na próxima segunda, o trânsito está mesmo interdito a toda a cidade das 8h às 19h.A animação cultural fica a cargo da Progestur, que mostra a exposição “Máscara Ibérica” de 19 de Setembro a 11 de Outubro.

A empresa trás ainda artesãos, máscaras e produtos regionais de todo o país, que serão espalhados por toda a cidade. Para Andreia Cardoso, presidente da Câmara de Angra, esta é uma forma de sensibilização e de promoção de uma vida saudável. A autarca acrescenta que o itinerário alternativo será divulgado nos meios de comunicação social escritos da ilha e através de folhetos distribuídos pelos correios.

Integrada ainda na Semana Europeia da Mobilidade, no dia 22 de Setembro dia "Na cidade, sem o seu carro!" será proferida, pelas 14:30H, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, uma conferência, proferida pelo Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, intitulada, "Poluição atmosférica na cidade de Angra do Heroísmo".

(In Nuno Neves-RTP Açores)

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