quinta-feira, novembro 12, 2009

Sociedade de Informação e Poder Local

Tomaz Dentinho

Há dias colaborei na promoção de um seminário em Lisboa sobre Crise, Sociedade da Informação e Poder Local com o objectivo de investigar como pode a administração local utilizar os meios da sociedade da informação como vector de dinâmica local para superação da crise. O desafio era grande. Por um lado porque, como provou Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia em 2008, a redução da distância possibilitada pelas tecnologias da informação e o aumento das economias de escala que essas tecnologias permitem induzem um processo de concentração das actividades que redefinem as escalas e as competências do poder local. Por um lado porque, as novas tecnologias da informação modificam os custos de transacção que ajudam a definir a dimensão das empresas e instituições (Oliver Williamson), e as pessoas e colectividades, designadamente ao nível da gestão local dos bens comuns comportam-se de forma mais eficiente do que a proclamada teoria da “Tragédia dos Comuns” anuncia (Elionor Ostrom).
Qual a sustentabilidade dos espaços periféricos quando a sociedade da informação parece favorecer a concentração das actividades e qual o papel do poder local e das novas tecnologias que tem ao seu dispor? A resposta parece estar também nas novas tecnologias da informação e das potencialidades que apresentam para a provisão de serviços à escala local. O problema é que o esbanjamento e a desilusão têm sido grandes como nos mostrou Prof. Luís Amaral numa análise da adopção das tecnologias da informação pelo poder local.
Qual a redefinição das escalas e das competências do poder local com a revolução das fronteiras das instituições? É manifesta a redundância de muitas autarquias mas, como nos lembrou o Prof. António Figueiredo, as tecnologias da informação possibilitam uma alteração das escalas de serviço público ao nível local cujas consequências são difíceis de perspectivar.
Que custos ou benefícios estão associados à proximidade e como gerir e moldar os novos comuns da Sociedade da Informação em prol do desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios? O Prof. Peter Nijkamp deu-nos exemplos claros e reais de como as tecnologias da informação podem ajudar a gerir os fluxos urbanos através da localização das pessoas com telemóvel.

(in A União)

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sábado, novembro 07, 2009

A utopia é semente de desenvolvimento

Tomaz Dentinho
Estou em São Tomé e Príncipe há quase uma semana. O objectivo é elaborar um caso de estudo sobre insularidade africana, que sirva para orientar as políticas do Banco Africano para o Desenvolvimento, não só relativas ao apoio ao desenvolvimento dos países insulares da rota de Vasco da Gama (Cabo Verde, São Tomé, Comores, Seicheles e Maurícia), mas também para ajustar políticas que tentam promover o desenvolvimento das muitas “ilhas” do espaço subsaariano.Temos um modelo de análise flexível e adaptável, resultado da interacção entre as ciências do desenvolvimento e a vivência das insularidades. Temos a noção de que os custos e benefícios da insularidade resultam de restrições e potencialidades associadas à pequenez das escalas e à exiguidade dos acessos. Temos a experiência de que muitos dos benefícios potenciais se transformam em custos atávicos que resultam de falhas continuadas e cumulativas de políticas erradas tantas vezes estimuladas por agentes de fora que, por sede de mar e de utopia, perturbam, com ignorância e poder, processos desejáveis e dinâmicos de desenvolvimento e sustentabilidade. E se, nos pequenos espaços insulares, esse desejo legítimo se confunde com utopia ideológica é apenas porque, por erro de focagem, o sonho dos homens se distrai da proximidade riquíssima do real. A metodologia usual dos consultores externos é lerem e sintetizarem os muitos estudos que existem sobre os espaços insulares visitáveis acrescidos por uma ou outra entrevista aos responsáveis políticos do país. Temos que nos socorrer também destes recursos e já temos a nossa pasta de São Tomé cheia de ficheiros sobre o Arquipélago, quer os que estão disponíveis na internet, quer os que esperançadamente nos cedem os agentes locais. No entanto é nas conversas com as gentes e as pessoas que vamos tendo as ideias chave que transformam um relatório maçudo numa janela de sonhos; pelo menos para quem o escreve. Nas conversas de rua as opiniões divergem. Uns dizem que há falta de capacidade para negociar o petróleo, outros afirmam o contrário. Aqueles procuram a integração nas redes internacionais de informação e conhecimento, outros estão mais preocupados com a política quando todos são parentes. Acolá acreditam nas potencialidades da insularidade e por aqui optam por chorar os inconvenientes da pequenez e do isolamento. A luz surge quando alguém nos mostra, pelo gesto, que a utopia é a semente do desenvolvimento. Obrigado para São João dos Angolares.
(in A União)

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terça-feira, agosto 11, 2009

IV Workshop da APDR - Imigração e Desenvolvimento

Call for Papers - 4º Workshop APDR
Com Peter Nijkamp e Carol Leonard
Tema: Imigração e Desenvolvimento

Data: 23 de Novembro de 2009
Local: Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional do Porto
Website do evento: http://www.apdr.pt/evento_4/
Prazos:07 de Setembro de 2009
- Recepção de Resumos 07 de Outubro de 2009
- Aceitação das Comunicações ou Posters 31 de Outubro de 2009
- Recepção final das Comunicações 23 de Novembro de 2009
- Workshop "Imigração e Desenvolvimento".
(In APDR)

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domingo, julho 19, 2009

Associação Cabo-verdiana de Ciência Regional criada ainda este semestre

A criação da Associação Cabo-verdiana de Ciência Regional de Cabo Verde poderá ser concretizada ainda no decurso deste segundo semestre do ano 2009, segundo informação avançada à Inforpress pelo Presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV), Francisco Tavares.
“Nós vamos trabalhar com a Uni Piaget e com os académicos para que, no decurso deste semestre, a associação esteja criada, registada e em funcionamento”, assegurou Francisco Tavares.
A ideia da criação desta associação esteve em discussão no seio dos participantes que estiveram reunidos no 1º Congresso de Desenvolvimento Regional de Cabo Verde, na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, de 9 a 11 de Julho.
Segundo Francisco Tavares e o próprio reitor da Uni Piaget, Jorge Brito, os contributos lançados pelos congressistas a nível deste encontro encorajam o prosseguimento dos esforços por parte dos responsáveis nacionais para a criação dessa associação.
Os estatutos jurídicos que vão nortear esta associação estão a ser trabalhados, mas os dois responsáveis garantiram que esses esforços vão ser feitos para que essa associação esteja juridicamente criada ainda este ano.
A Associação Cabo-verdiana de Ciência Regional de Cabo Verde, que será criada sob a égide da Ciência Regional e do Desenvolvimento local, terá como missão promover e incentivar o contacto entre as universidades e os poderes local, regional e central, bem como incentivar o desenvolvimento de pesquisas na área.
A promoção da inserção dos membros nacionais em redes científicas da área do desenvolvimento regional, o apoio às autoridades governamentais e municipais na definição e conceptualização de estratégias sobre o fenómeno de regionalização no país, a valorização de políticas públicas municipais com vista à redução das assimetrias regionais, serão outras funções que deverão vir a ser assumidas por essa associação.
Na sua composição, a associação será formada por académicos, autarcas, planificadores e cientistas que, além de poderem estar inseridos na rede de associações de desenvolvimento regional, terão também a responsabilidade de organizar congressos nacionais no domínio de Desenvolvimento regional.
O presidente da ANMCV, para quem o Congresso realizado pela Uni Piget indica aos políticos e planificadores cabo-verdianos novos conhecimentos de boas práticas e boas experiências que podem ser úteis no processo de desenvolvimento regional de Cabo Verde, é de opinião que Cabo Verde tem ainda um longo caminho a percorrer no que toca ao desenvolvimento local.
Justifica a sua posição com o facto de o país não ter ainda nem regiões administrativas, nem regiões políticas, nem regiões planos, ao mesmo tempo que considerou ser necessário abordar e a adoptar todos estes conceitos para que haja um verdadeiro planeamento regional.
“Este congresso inclusive traz-nos elementos que permitem-nos aferir como valorizar as políticas públicas municipais e também como abordar as políticas públicas nacionais no âmbito do desenvolvimento regional, nesse caso, no âmbito do desenvolvimento municipal. Ou seja, temos todos a ganhar, explorando muito bem os anais produzidos por este congresso, mas também, explorando muito bem os ensinamentos que daqui saíram”, sublinhou.
Na sua avaliação, o reitor da Uni Piaget, Jorge Brito, também atribuiu nota positiva ao congresso não só pelos contributos deixados pelos congressistas para a criação da Associação Cabo-verdiana de Ciência Regional de Cabo Verde, mas também porque, os resultados saídos desse encontro vão ajudar no desenvolvimento curricular de alguns cursos ministrados na Uni Piaget, nomeadamente, o da Administração Pública e Autárquica.

(In Inforpress)

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Pedro Pires lança pistas para desenvolvimento local no arquipélago

O Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou, sábado, que as respostas para o desenvolvimento local no país devem passar pela valorização da diversidade e na aposta na agregação das complementariedades físicas e humanas que representam as ilhas.
“A nossa força reside na valorização da diversidade, apostando na agregação das complementariedades físicas e humanas que as ilhas representam. Há que afastar a ideia simplista de que uma só ilha bastaria por si”, exaltou Pedro Pires.
O Chefe de Estado, que fez estas observações à margem do encerramento do 1º Congresso de Desenvolvimento Regional de Cabo Verde, começou por felicitar os organizadores do evento pela iniciativa, afirmando que recai sobre as instituições universitárias um importante papel, não só de interrogar e suscitar dúvidas sobre a temática, como também participar na construção das respostas.
As respostas para o desenvolvimento local não são nem únicas, nem neutras. De um lado, explicou, deve-se considerar os critérios materiais, técnicos e científicos e, de outro, as experiências humanas, as opções e as decisões políticas.
No caso particular de Cabo Verde, o Chefe de Estado lançou questões pertinentes que não devem ser ignoradas quando se fala de Desenvolvimento local.
Através dessas interrogações, deixou evidente que, para se alcançar o desiderato do desenvolvimento local, é necessário levar em conta o que se quer potenciar.
“As fraquezas a atenuarem, os bloqueios a eliminarem e os critérios para se alcançar esse desenvolvimento físico e humano, sem esquecer as adequações com as características do espaço”, assegurou.
Ainda, em jeito de resposta, Pires, ao reconhecer as dificuldades que os espaços pequenos como Cabo Verde têm em “gerar e albergar actividades que tirem proveito da economia de escala”, acrescentou que é preciso que estes espaços “fujam à concorrência com as macros” e saibam “aproveitar as diferenças”, isto é, “apostar naquilo que temos e que os outros não têm”.
Além da temática sobre o desenvolvimento local, o Presidente da Republica não deixou também de reportar o tema descentralização.
Este tema costuma surgir associado aos fenómenos de regionalismo e insularismo, mas alertou ser contra-indicado o uso destes termos, considerando que, “tanto um, como outro, desaproveita o nosso recurso maior que são as potencialidades geradas pelas complementariedades entre as ilhas”.
Nessa ordem de ideias, defendeu a necessidade de encontrar o modelo de descentralização que seja capaz de permitir “um justo equilíbrio entre descentralização e integração nacional”.
O 1º Congresso de Desenvolvimento de Regional de Cabo Verde foi realizado pela Universidade Jean Piaget de Cabo Verde com apoio das Associações Portuguesa de Desenvolvimento Regional, Brasileira de Estudos Regionais, Internacional de Ciência Regional, do Ministério da Descentralização, Habitação e Ordenamento do Território e da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde.
O evento reuniu, durante três dias, mais de 180 congressistas provenientes dos países da CPLP e das Ilhas Canárias.

(in Inforpress)

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terça-feira, abril 28, 2009

ANMCV no 3º Workshop do “Turismo e Sustentabilidade”

O presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV), também presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Francisco Fernandes Tavares, deslocou-se a 26 de Abril, a Portugal onde vai participar no 3º Workshop sobre "Turismo e Sustentabilidade" na Universidade dos Açores, a convite da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR). A ocasião servirá ainda a Francisco Tavares, na qualidade de monarca, retomar contactos com o Município de Vila Franca do Campo, com o qual Santa Catarina tem acordo de geminação.
Da sua deslocação a terra Lusa, Tavares tem, ainda em agenda visitas à Câmara Municipal de Lisboa onde vai rubricar um protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Santa Catarina, a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa.
A assinatura do acordo de geminação com Câmara Municipal de Trofa, também consta da agenda do presidente da CMSC. As câmaras municipais de Oeiras e de Cadaval também vão rubricar protocolos de cooperação com o município de Santa Catarina, e o Francisco Tavares vai aproveitar a ocasião para viabilizar esses cooperações.
(In Expresso das Ilhas)

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segunda-feira, março 09, 2009

Os Velhos do Restelo de Angra

Paulo Noval
Imaginem que Angra é uma cidade com um dinamismo cultural que faz jus à sua história e ao seu património; imaginem que o centro da cidade não tem edifícios devolutos, que as ruas, ruelas e calçadas estão arranjadas e cuidadas; imaginem que centenas de jovens instalaram-se na cidade porque a Câmara conseguiu criar mecanismos que possibilitem rendas baixas para quem está no início da sua vida profissional; imaginem que é comum ver-se grupos de turistas acompanhados por um guia, descobrindo as riquezas da cidade património; imaginem que a poluição sonora é diminuta no centro histórico pelo facto de o trânsito ser quase inexistente; imaginem que no novo campus da Universidade dos Açores há todo um conjunto de programas para investigação, pós-graduações e doutoramentos, frutos de um protocolo firmado entre a Câmara de Angra, a Universidade dos Açores e o Governo Regional; imaginem que, no Inverno, a cidade tem os hotéis sempre com boa lotação por causa dos inúmeros congressos que se realizam, pois a parceria com as agências de viagens, a Câmara de Comércio e a Universidade é uma aposta acertada; imaginem, por fim, que sempre houve água em abundância no concelho porque, nos Açores este bem essencial e vital para um povo insular, é tratado como tal: um bem sagrado.
Os maldizentes, ao contrário do que alega a Presidente da Câmara, Andreia Cardoso, não dizem mal nem da Terceira nem de Angra; dizem mal de quem está no poder e que, ou por incompetência ou por incúria, não consegue fazer progredir esta terra. Os maldizentes, ao contrário do que a Presidente alega, amam a sua terra e, por lhe querer o melhor, não conseguem calar-se perante o que consideram de políticas erradas ou inexistentes.
Oportunidades: todos têm direito a, pelo menos, uma. Porém, o Partido Socialista teve até agora demasiadas oportunidades para dar a volta à situação, sem obter resultados francamente satisfatórios, considerando o potencial de Angra. Nenhum munícipe de Angra pode esquecer de quem foi a governação camarária nesta última década.
Na entrevista que Andreia Cardoso concedeu ao DI, as propostas que faz são positivas, sem no entanto demonstrar novidade, ainda para mais quando é a própria a presidir a edilidade. Porquê esperar pelas eleições para concretizar essas ideias? De boas intenções, está a política cheia.
Fazendo parte do rol dos supostos “Velhos de Restelo”, não consigo ficar passivo ou calado quando vejo que a terra que me deu e me dá tantas alegrias está a ficar para trás. Por isso, rompendo com ideologias e partidarismos, estou inteiramente disponível para dar todo o meu contributo a quem o desejar.

(In Complot)

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Ordenamento e Coesão Territorial

Tomaz Dentinho
No passado dia 19 de Fevereiro discutiu-se em Ponta Delgada o tema Ordenamento e Coesão Territorial.
O ordenamento é influenciado por muitos factores. Um dos factores mais importantes é o mercado que se expressa pelos preços de energia, de transporte, de comunicações, de trabalho, de financiamento, de acesso aos bens e serviços e de produção de bens e serviços; todos eles com forte impacto no ordenamento do espaço. Um outro factor fundamental são as capacidades, aptidões e potencialidades do território, não só as que resultam das condições naturais mas também as que são fruto dos espaços adaptados e canais que resultam da interacção cumulativa entre o homem e o ambiente que, em última análise, toma o nome de tecnologia. Um terceiro factor ordenador do território resulta dos direitos de propriedade e das imposições fiscais e subsídios que influenciam os usos do território, muitas delas associadas a esquemas de planeamento territorial. Um último grupo de factores tem a ver com os valores das pessoas e da forma como orientam os outros factores e influenciam o território.
Também a coesão territorial não se limita às transferências financeiras entre territórios mas tem que ver com a capacidade produtiva e criativa de cada sítio, com a liberdade de circulação de bens, serviços e factores produtivos, com a distribuição territorial do valor acrescentado ao longo das cadeias de valor e, finalmente, com os esquemas redistributivos influenciados não apenas pela política mas também pelos sistemas familiares e redes de solidariedade particular que cruzam vários territórios. Quando o ordenamento é confundido com planeamento surge a corrupção. E quando a coesão se confunde com transferências de subsídios cresce a dependência e o adormecimento da criatividade e produtividade dos locais subsidiados.
A questão é grave porque o próprio Livro Verde sobre a Coesão Territorial Europeia confunde ordenamento com planeamento e coesão com transferências financeiras. E os erros mantêm-se ao longo do documento. Na verdade coesão não tem a ver com coordenação mas com integração; competitividade das regiões envolve a concorrência entre elas e não a criação de laços; o desenvolvimento é por natureza desequilibrado e não equilibrado; o desenvolvimento não implica apenas acesso à energia, ao transporte, à educação, à saúde e à informação mas sim a capacidade de criar esses serviços nas várias regiões; as fronteiras não são sempre nefastas pois representam a inultrapassável limitação espacial dos serviços públicos; e as ilhas não são realidades com menos capacidades mas sim espaços em que a mesma realidade é boa e má ao mesmo tempo: - o isolamento é protecção natural, a monocultura é possibilidade de especialização, a limitação de escala é estímulo à inovação tecnológica e a especificidade natural e cultural é modelo demonstrativo para espaços maiores. O que acontece é que as características insulares se tornam limitações ou potencialidades conforme as políticas que são tomadas. Os subsídios tornam a insularidade uma limitação. A promoção da competitividade no exterior tornam a insularidade uma potencialidade.
Os instrumentos de gestão territorial são fundamentalmente instrumentos de gestão de redes de serviços. Redes de transportes, redes de comunicações, redes de saneamento básico, redes de fornecimento de energia, redes de serviços de educação, redes de serviços de saúde, redes de recolha de lixo. O problema é que essas redes são geridas por concessões monopolísticas necessariamente centralizadas a quem se impõe que os preços dos serviços mínimos sejam iguais ao custo médio desses serviços. Esta regra tem três consequências calamitosas: - em primeiro lugar gera a ineficiência dos serviços, havendo locais que estão dispostos a ter mais benefícios e que não os recebem e vice-versa; - em segundo lugar implica a falta de igualdade entre centros servidores beneficiados por rendas de monopólio e as periferias subsidiadas e dependentes; - em terceiro lugar provoca a tragédia dos comuns com congestionamento de redes ou sua expansão insustentável.
A solução deveria incluir a regulação da concorrência entre servidores, o que já é permitido por muitas tecnologias de transportes, comunicações, produção e distribuição de energia, serviços de saúde e de educação. E ainda a calibração dos preços para que correspondessem ao custo marginal e não ao custo médio.

(In A União)

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Estudo dos Efeitos das Políticas de Conservação da Natureza e Agro-Florestais na Evolução da Paisagem e Desenvolvimento Rural de Monforte da Beira

Realizaram-se no dia 9 de Fevereiro, pelas 14 horas, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pelo licenciado Romeu Filipe Gonçalves Fazenda. As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Tomaz Lopes Cavalheiro Ponce Dentinho, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Maria Teresa Amado Pinto Correia, professora auxiliar com agregação da Universidade de Évora, Celestino António Morais de Almeida, professor adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, e Luís Cláudio de Brito Brandão Guerreiro Quinta-Nova, equiparado a professor adjunto da mesma escola.
As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Estudo dos Efeitos das Políticas de Conservação da Natureza e Agro-Florestais na Evolução da Paisagem e Desenvolvimento Rural de Monforte da Beira e Malpica do Tejo (1986-2007).

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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

São Tomé vai ser palco de 4 a 9 de Abril do primeiro encontro internacional de desenvolvimento local

Criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento é o principal objectivo do evento que está a ser organizado pela Associação Roça Mundo liderada por Isaura Carvalho (na foto), em parceria com a Fundação Cacau também são-tomense. Outros parceiros internacionais tomam parte no encontro, nomeadamente o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), Universidade Autónoma de Lisboa, o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, e a Associação Internacional de Investigação em Educação Ambiental. Segundo uma nota da Associação Roça Mundo, especialistas de diferentes áreas, estarão em São Tomé, para reflectir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais a partir de uma realidade insular.A insularidade de São Tomé e Príncipe constitui um dos grandes entraves ao desenvolvimento do país e das comunidades. A Associação Roça Mundo, criada para abrir portas para o desenvolvimento local, decidiu organizar o encontro internacional, para definir estratégias e descobrir pistas que possam ajudar as comunidades locais a vencer o subdesenvolvimento.
Num arquipélago onde várias acções de desenvolvimento local e nacional, não tiveram êxito a Associação Roça Mundo com sede na roça São João no sul de São Tomé, aposta na promoção do desenvolvimento através da parceria entre agentes nacionais e internacionais, mas não só. A Associação liderada por Isaura Carvalho(na foto), fundamenta que o incentivo ao desenvolvimento deve envolver o sector público e privado bem como « o poder local e os agentes económicos locais, constituindo uma comunidade de prática como estr atégia para a criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento», refere a Associação Roça Mundo.
Com uma comissão científica composta por nomes sonantes da intelectualidade portuguesa e são-tomense, o primeiro encontro internacional de desenvolvimento local, pretende lançar as bases para o desenvolvimento de comunidades que ainda não viram ao fundo do túnel a luz do progresso económico e social.
Um encontro que para além de despertar o interesse do cidadão comum, deverá galvanizar as autoridades governamentais com destaque para o débil poder local são-tomense. Rogério Roque Amaro do Centro de Estudos Africanos/ISCTE de Portugal, José Portela da Universidade de Trás-os-Montes, também de Portugal, Maria Antónia Barreto do Centro de Estudos Africanos/ ISCTE, Brígida Rocha Brito do Centro de Estudos Africanos/ISCTE, Ana Cristina Palos do Centro de Estudos Sociais, UAC de Portugal, e Danilson Cotu quadro superior do Ministério da Administração Interna de São Tomé e Príncipe, formam a equipa da comissão científica que está durante os 6 dias do primeiro encontro internacional, sobre o desenvolvimento local.
(In Abel Veiga Téla Nón)

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Os Açores portugueses são primeiro do povo açoriano

MANUEL LEAL

Os Açores andam à procura de uma economia desde os mais remotos tempos da sua existência. Há a impressão de que neste relacionamento comercial e cíclico com o mundo nunca se chegou a parte nenhuma. Mas não foi isto o que ocorreu. Os Açores não puderam por falta de meios adaptar-se às condições sempre difíceis da transitoriedade dos mercados. O factor preponderante deste atraso foi o garrote opressivo da política colonial e retrógrada do Estado Português. Ainda hoje manifesta uma cognição imperial.Estamos agora na fase da vaca, com uma corda ao pescoço regional. Mas encetam-se passos nem sempre consistentes no turismo, apalpando já possíveis e vagos investimentos em tecnologias emergentes. Neste aspecto, as potencialidades de uma política sem medo no contacto com parceiros exteriores, europeus e americanos, mesmo de outras origens, serão susceptíveis de criar uma diversificação sadia em que as querelas pessoais e obscuras dos partidos não se entreponham, fossilizadas, contra a posição geográfica do Arquipélago como ícone simbólico de uma vocação convergente e global. Foi isto mesmo que se entendeu quando Carlos César, nos Estados Unidos, firmou acordos que se espera valerem mais do que o papel em que se atestaram vontades e tomaram compromissos de amizade. Neste contexto, ter-se-á que obter da Universidade dos Açores um papel imprescindível, exigindo-lhe uma visão atenta e dinâmica numa dimensão futurológica. Não se trata do futurismo filosófico de Alvin Tofler, mas de um trabalho de organização, previsão e preparação científica que lhe dê estatura e carácter de grande instituição em termos do ensino superior em qualquer parte. Um ensino fortemente técnico e científico, prático e de investigação, orientado para a realização e o fomento de tecnologias de ponta em consonância com o zeitghast planetário. Mesmo que este esforço pese, desmedido, no orçamento regional, terá de fazer-se a prazo curto e razoável. Numa dimensão exigente, mais do que os protocolos de bem-querer de valor simbólico e político, será preciso adquirir a cooperação de centros mundiais do saber para se cumprirem os anseios da população, satisfazendo as necessidades intelectuais do avanço da modernidade. Um progresso definido numa realidade tecnológica de produções sofisticadas que o futuro exigirá. Num país em que no século XIX o Algarve chegou a ser proposto como mero real estate para uma troca pelo controlo do Rio de La Plata durante a vida curta do Reino Unido de Portugal, Brasil e do Algarve, os Açores foram sempre, ciosamente, um domínio do Rei e depois da República. Numa panorâmica geral da história, um país atrasado em relação aos demais estados europeus com que competia não toleraria um desenvolvimento insular que merecesse a cobiça de potenciais adversários no choque de interesses internacionais do que se chamou a economia atlântica.Por isso o período de maior crescimento económico dos Açores se fez sob o domínio castelhano. Na segunda metade do século XX, os Açores de novo serviram bem Portugal. Lisboa abriu o Arquipélago às democracias sob a ameaça dos Estados Unidos repetirem o ultimato do fim do século XIX. Mas depois da vitória sobre a Alemanha, a posição estratégica dos Açores garantiu ao Terreiro do Paço um lastro diplomático que deu ao regime autoritário, temporariamente, um semblante de respeitabilidade e a participação na OTAN negada a Francisco Franco. A política do Estado Novo consistia em retardar o desenvolvimento integral da pessoa colonial e adjacente, e mesmo continental, para assim garantir o controlo do país às duzentas famílias que o espremia. No Continente, o contrabando e a emigração ilegal para a Europa matava a fome campesina como Luís Cajão descreveu no romance As Escarpas do Medo (1962). Mas nos Açores, fechado o tradicional fluxo emigratório para a América do Norte, as condições de vida eram infernais. Veio depois a emigração para o Canadá. E logo a seguir para os Estados Unidos, facilitada pela erupção vulcânica dos Capelinhos. Somas elevadas em dólares entraram então no país através das organizações bancárias do arquipélago, sem que o benefício gerado para a balança de pagamentos nacional se reflectisse na situação económica insular. A moeda forte pertencia ao Banco de Portugal.A economia açoriana manteve-se sempre sob a arbitrariedade do governo da República até à adesão do país à União Europeia e à conquista da “autonomia progressiva” de Mota Amaral. Coube, todavia, à “autonomia na constituição” de Carlos César, impulsionada pelo auxílio de Bruxelas, demonstrar a capacidade governativa dos açorianos no desenvol- vimento do potencial económico da Região. Carlos César presidiu a um período de governação autonómica em que os Açores demonstraram competência e mesmo savoir faire político na salvaguarda dos seus melhores interesses. Descarrilou, frontalmente, o esforço de Cavaco Silva, porta-voz do mito centralista de que os açorianos não saberiam implementar os poderes que lhe eram concedidos. Neste aspecto, impôs ao Presidente da República uma derrota política de significado saliente. Mas o sucesso de Carlos César não teria sido possível sem as veredas bandeirantes abertas sob o comando de Mota Amaral contra a prepotência e por vezes mesmo o abuso intimidante dos órgãos do Governo da República. A falácia de que sem a República os Açores não poderão promover uma economia compatível com os padrões europeus foi estilhaçada. Será preciso ainda mais tempo, perseverança, uma maior, mais intensa e mais inteligente participação das populações. E uma mais íntima e mais açoriana, açorianíssima, colaboração entre os partidos. A determinação de juntos atingirem metas realistas, com o governo da República ou sem ele. Mas a posição agressiva assumida por Carlos César no discurso da posse do seu quarto governo não cabe neste espírito de cooperação pela fealdade da tempestade psicológica que expôs à observação pública. Nenhum partido possui um monopólio do governo. É mesmo no interesse democrático que nenhum se apodere dele como se fosse propriedade ou um suposto direito seu. Governar não é uma profissão, mas um dever cívico. Se outros partidos no futuro realizarem o que os governos de Carlos César têm feito, há razões fortes para se ter esperança no porvir. Mesmo sem o estado federado que garantiria a existência do Portugal intacto que se quer, a autonomia que se deseja cada vez mais reforçada levará os Açores a bom caminho. Com o aval de Portugal ou sem ele. A situação de incerteza e graves convulsões económicas por que passa o mundo não durará sempre. O povo dos Açores já enfrentou adamastores mais temíveis. Os Estados Unidos, como líderes ocidentais e motor propulsor dos mercados mundiais, fazem um esforço hercúleo que não é apenas económico. Erguem alto ainda a chama dos valores humanistas de que Barack Obama se fez defensor. O mundo apoia-o nas medidas já anunciadas, algumas ainda por se mostrarem nos processos e até algumas complexas implicações. Os responsáveis pelos grandes blocos económicos sabem que a irresponsabilidade de Wall Street durante o governo de George Bush foi a última tentativa do capitalismo para manter-se no estado selvagem de Herbert Spencer. A mão invisível de Adam Smith está sob a luz da solidariedade universal. É o triunfo da social-democracia sobre os extremos ocupados pelo comunismo de muitas faces e o capitalismo clássico renascido em Chicago. O primeiro morreu. O segundo vai ser agora domesticado através de legislação. Sem lhe retirar o espírito competitivo e de iniciativa, coloca-o sob os binóculos atentos da fiscalização adequada. Por isso as economias vão dar as mãos. Todo o mundo depende desta cooperação. Na próxima revisão constitucional, exigir-se-ão novas competências que requerem uma profunda remodelação. Desde a alteração judicial que inclui um Tribunal Supremo Açoriano, à transformação do ridículo Tribunal Constitucional e um banco central com jurisdição sobre a banca regional como os estados da federação americana. E o controlo na paz de todas as forças militares e paramilitares no arquipélago, sob a alçada do executivo açoriano. Os Açores são primeiro do Povo Açoriano. A fim de se poder contribuir, de livre vontade, cabalmente, para o todo nacional.
(In Expresso das Nove)

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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Encontro em Cabo Verde abre espaço para debate sobre redes e desenvolvimento regional

Será realizado em Cabo Verde, de 6 a 11 de julho, o encontro Redes e Desenvolvimento Regional - realizado em conjunto com o 1° Congresso de Desenvolvimento Regional de Cabo Verde, o 2° Lusófono de Ciência Regional, o 15° Congresso Anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional e o 3° Congresso de Gestão e Conservação da Natureza. A iniciativa conta com o apoio da Universidade Piaget da Cidade da Praia de Cabo Verde, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional [APDR], da Associação Brasileira de Estudos Regionais [ABER] e da Associação Internacional de Ciência Regional [RSAI]. Alguns dos temas presentes no programa são: estratégias de desenvolvimento; redes e desenvolvimento regional; energia, água e sustentabilidade; agricultura e desenvolvimento rural; cultura e desenvolvimento; redes e desenvolvimento regional; requalificação urbana; periferias e espaços rurais; migrações, pobreza e desenvolvimento; economia regional urbana; inovação e difusão tecnológica; gestão e conservação da natureza; turismo e sustentabilidade; entre outros. A inscrição de trabalhos técnicos vai até hoje dia 30 de janeiro. Os detalhes estão no site www.apdr.pt/congresso/2009.
(In Revista do Terceiro Sector)

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terça-feira, janeiro 13, 2009

Turismo e Sustentabilidade

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, sedeada neste ano, no Campus de Angra do Heroísmo da Uiversidade dos Açores, realiza o seu 3º Workshop sob o tema: “Turismo e Sustentabilidade” (http://www.apdr.pt/evento_3/), que terá lugar a 27 de Abril de 2009, em Ponta Delgada, São Miguel – Açores. Salienta-se que a Visita de Estudo está prevista para o dia 26 de Abril de 2009 (Domingo).
TURISMO E SUSTENTABILIDADE
Datas importantes:
- 30 de Janeiro de 2009 - Envio de Resumos;
- 17 de Fevereiro de 2009 - Aceitação das Comunicações ou Posters;
- 31 de Março de 2009 - Recepção final das Comunicações;
- 27 de Abril de 2009 - Workshop "Turismo e Sustentabilidade".
Os resumos devem ser remetidos a Adelaide Costa adelaidecosta@uac.pt (Tel: 963 979 747), indicando no assunto “Turismo e Sustentabilidade – Resumo”, de preferência em documento Word, com a indicação dos autores e respectivos contactos de e-mail. Saliento que os resumos devem ser remetidos com conhecimento aos co-autores.
Inscrições:
Para efectuar a sua inscrição deverá enviar e-mail para mailto:apdr@mail.telepac.pt indicando no assunto "Turismo e Sustentabilidade - Inscrição"e no corpo da mensagem: o nome, instituição, profissão, número de contribuinte, morada pessoal e telemóvel. Deverá ainda mencionar os dados para emissão do recibo da inscrição: nome, instituição, morada e número de contribuinte.
- Estudantes: 10 €;
- Normal: 50 €;
- Visita de Estudo: 50 €.
O pagamento da inscrição deverá ser efectuado aquando da recepção da documentação, no dia do workshop.

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segunda-feira, janeiro 12, 2009

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local será realizado em São Tomé e Príncipe

Será realizado, de 4 a 9 de abril, em São Tomé e Príncipe, o 1° Encontro Internacional de Desenvolvimento Local. O objetivo é reunir especialistas de diferentes áreas para refletir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais, assim como incentivar a troca de experiências, tanto prática quanto conceitual, sobre desenvolvimento econômico. O encontro pretende abrir espaço também a debates sobre a implementação e o desenvolvimento de projetos comunitários promotores de mudanças sociais e de caminhos e soluções para romper bolsas de pobreza. A organização do evento é coordenada pela Associação RoçaMundo, em parceria com o Centro de Estudos Africanos [CEA/ISCTE], o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores [CES-UA], a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental [Nerea-Investiga] e a Universidade Autónoma de Lisboa [UAL]. As inscrições para a participação com apresentação de trabalhos encontram-se abertas até o dia 6 de fevereiro. Interessados/as devem enviar ficha de inscrição, acompanhada de resumo para Olavo Amado, responsável pelo secretariado do evento, nos seguintes endereços roca.mundo7@gmail.com ou ceiarte@cstome.net. Informações sobre o encontro estão em http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009.
(In Notícias da Rets)

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quinta-feira, dezembro 25, 2008

SGC Energia investe 10 milhões no hidrogénio

A SGC Energia está, neste momento, a desenvolver um projecto de investigação e desenvolvimento na área do hidrogénio, num investimento de 10 milhões de euros, apenas para a sua primeira fase. De acordo com Mário Alves, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo, responsável pelo projecto, este é «um dos maiores projectos de investigação sobre o hidrogénio na Europa».
O hidrogénio será produzido através de fontes renováveis como o vento, e poderá ser aplicado em várias situações, tais como processos industriais ou produção eléctrica através de ciclos combinados. «É igualmente considerado um dos vectores principais para o futuro da mobilidade», diz o responsável.
Neste momento o projecto está em fase de investigação, pelo que o objectivo da empresa, a curto prazo, é provar a competitividade das suas soluções. Para o efeito, a SGC Energia tem já uma empresa criada, desde Março de 2007, localizada na Região Autónoma dos Açores. Com a designação CID - Centro de Inovação e Desenvolvimento, este é um centro especializado na investigação e desenvolvimento de hidrogénio.
Mário Alves, também investigador do Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) da Universidade dos Açores, sedeado na Praia da Vitória, iniciou a investigação em hidrogénio nos Açores em 2001. Agora assume o cargo de director de inovação e desenvolvimento da empresa, tendo passado o projecto do laboratório para a alçada da empresa. O investigador estima que os Açores tenham um potencial de produção de hidrogénio de 100 toneladas por dia, principalmente através da energia eólica, o que poderia contribuir para a auto-suficiência do arquipélago entre 10 a 15 anos.

(In Portal Ambiente)

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segunda-feira, dezembro 22, 2008

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local em São Tomé

1º ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL é um projecto da iniciativa da Associação ROÇAMUNDO em parceria com a FUNDAÇÃO CACAU, o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) , o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES/UAC) e a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA- Investiga). É objectivo deste projecto reunir em S. Tomé e Príncipe especialistas de diferentes áreas para reflectir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais a partir de uma realidade insular, com dificuldades evidentes em encontrar o melhor caminho para solucionar a progressiva pobreza em que se encontra mergulhado. Várias políticas de desenvolvimento foram ensaiadas sem que alguma tivesse o efeito prático desejado, desafiando, deste modo, alguns conceitos e teorias de desenvolvimento económico. Neste contexto, a troca de experiências, tanto teórica como prática, na implementação e desenvolvimento de projectos comunitários promotores da mudança, poderá ser enriquecedora para os que têm estado empenhados em encontrar novos caminhos e soluções para romper as bolsas de pobreza. Por outro lado, é fundamental promovermos e incentivarmos o desenvolvimento de uma cultura de parceria entre agentes nacionais e internacionais, entre o sector público e privado, o poder local e agentes económicos locais, constituindo, deste modo, uma Comunidade de Prática como estratégia para a criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento. As inscrições para a participação com apresentação de trabalhos nos workshops encontram-se abertas, devendo os interessados, até ao dia 6 de Fevereiro, enviar para o Secretariado a respectiva ficha de inscrição acompanhada de resumo.
A Página Web do 1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local está on line e disponível para consulta, recolha de informações e download de documentos.
Podem optar por duas formas de acesso (é aconselhável a digitalização completa do endereço): http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/
Download:Programa do Encontro e Contactos
Para Mais Informações:
Secretariado: Olavo Amado (roca.mundo7@gmail.com ou ceiarte@cstome.net
As informações podem também ser solicitadas através do contacto com os representantes da Organização:
Isaura Carvalho- ita.lpcarvalho@gmail.com
João Carlos Silva - ceiarte@cstome.net
Brígida Rocha Brito - brigidabrito@gmail.com
Ana Cristina Palos - c.palos@uac.pt
(In NEREA-Investiga)

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domingo, dezembro 21, 2008

Centro de Biotecnologia dos Açores classificado com Muito Bom pela FCT

Justificação do Júri de avaliação externa:“O Centro só foi reconhecido em 2004, mas já possui reconhecimento científico internacional ao mais alto nível nos campos da biotecnologia animal e vegetal, com algumas iniciativas promissoras na biotecnologia alimentar. A unidade teve um desempenho extremamente bom e tornou-se uma referência nacional em muitas áreas da biotecnologia agrícola. Os investigadores conseguiram compatibilizar a excelência académica com a investigação e aplicar no ensino os resultados obtidos. Muitas publicações científicas têm a co-autoria de grupos além fronteiras e em geral o nível de publicações é adequado, quer em número, quer na qualidade dos jornais em que são publicados”.

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sábado, dezembro 20, 2008

Avaliação do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores CITAA

Avaliação do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores CITA-A.

Classificação: Good
Unidade Visitada em: 11-02-2008
Comentários do Painel de Avaliação:
The Unit focuses on animal and agricultural productivity, food science and technology, climate and meteorology related issues of relevance to various sectors of society, and biodiversity in the Azorean/ Macronesian context. The Unit consists currently of four sections/ research groups (Agricultural and animal science, Food science and technology, Study Center for climate, meteorology and global changes, and Azorean biodiversity group).
Goals, ongoing and planned projects, strategic development in the future.
Some of the sections/ groups of the Unit have very interesting international collaborations that have materialized in joint projects/ research collaborations such as the biodiversity in lava tubes or the climatological modelling for island environments. The Unit has been rather successful in obtaining especially regional funding indicating good regional liaisons and the possibilities for active information and technology transfer at regional level. The Unit has been able to increase its active research staff from around 60 in 2003 to more than 80 active members in 2006.
The Unit has identified 17 specified objectives for its work (listed in the Unit report), under the headings of performing research on biodiversity, contributing to the existing knowledge on climate changes and weather forecasting, performing research on agricultural and animal production, and contributing to the existing knowledge on food science and technology. The numerous objectives of the Unit organized section by section indicate a clear need to strategic focusing of the research lines and targets and a need to seek synergies among the research lines adopted. The Panel is of the opinion the more synergistic approaches could be a great opportunity for the Unit.
Training of young researchers and students Regarding MSc student and PhD student training, the information provided indicates some problems arising from rather small research groups carrying out student training. The Unit should put more emphasis in creating a truly multidisciplinary training environment with strong links to regional stakeholders and potential future employers for the students.
Organization of workshops
OK
Interdisciplinary activities
Internally and externally very well developed
Interactions with other national and international research units and companies:
The Panel is of the opinion that the Unit is in general performing well and is meeting international standards in its work. Interactions national and international well developed.
Participation in international research programmes (EU etc.)
Satisfactory
Knowledge and technology transfer
Rather well developed at local level
Outreach activities:
Mainly at local level
Attitude and work environment
The Panel observed good atmosphere and enthusiasm during the site visit. The Panel is of the opinion that in spite of the geographical isolation of the Azores, the Unit as a whole shows a good capacity to link with other research institutions and stakeholders even outside the Azorean region.
Most pertinent comments and recommendations
The Panel would like to point out the following future development needs. There is a clear need for strategic development of future more synergistic research lines of the Unit that would benefit from the expertise now developed in individual sections. In addition, the Panel sees a great need to develop the organization, identity and presentation of the Unit as a whole, which should be a little bit more than just the sum of the activities in individual sections/ research groups. Therefore, management and strategic development of the Unit as a whole should be addressed as soon as possible to ensure the long-term competitive advantages of the Unit also in the future.
Grupos de Investigação na Unidade:
Animal and Agricultural Science
This research group is doing good and solid work in animal science and is addressing mainly the needs of the animal farming industry in the Azores. It has relevant national and international collaborations. While its work has mainly regional and national impact, some outputs in, for example volcanic soils, reproduction and fatty acid components of food, have international impact.
The group has been very successful in attracting funding for its projects from different sources. It has been relatively successful in getting post doctoral grants and it has built up its publications in peer reviewed journals to respectable levels.
Involvement in training of young researchers and students is satisfactory as is involvement in knowledge and technology transfer and outreach activities.
The group enjoys a good availability of funds coming mainly from the regional government, which has invested a lot on local university. The group includes rather various specializations, and first of all animal production and soil science.
The soil science subgroup has a rather solid reputation due to the specific characteristics of Azores’ soils. For this reason many scholars from outside are attracted here.
In general, and especially as far as agronomy and animal husbandry is concerned, the group has a strong problem-solving approach, and to this extent its research activity is influenced by the strong specialization of the agricultural sector into milk production.
The number of PhD-students is limited.
No mention of workshops a.s.o. However, PhD-students enjoy a very friendly environment and a lot if interaction among the staff.
There is no specific reflection on interdisciplinarity. However, the strong interaction between researchers facilitates cooperation in solving problems linked to the territory.
Many contacts with the outside are reported, but mainly on informal and individual basis.
The group is involved in extension services, and especially training of farmers.
The group should define better its strategy in relation with local specificities, strengthen its contacts with the territory and looking to the ‘pluses’ that location and specific problems of Azores give to the group, so to better connect with other national and international networks.
Food Science and Technology
The group is engaged with studies on the biodiversity and quality of traditional food in Acores. The goals of the project are quite clear and obviously are aiming to understand more about the local value of the traditional food which is very important from healthy and economical (touristic) point of view.
The amounts to the funding grants which the group gained so far (200 000 €) is a good ground base for the 6 PhDs to continue successful accomplishment of the initiated projects.
Averagely the IP is not very high - 1.0... Looking the presented publications I have found that tree of them are related with the animal reproduction which studies are not indicated into the original objectives.
The objectives are very much related with practical needs and the priorities of the EC. The industry contract research gives me additional hope that the overall research of the group will be very much destinated to the SME.
The planned scholarships (all together 8) are sufficient to meet the respective future challenges.
There is a clear intention to internationalize the research effort but the results are only satisfactory. It may be necessary to prioritize research areas and to drop work in areas that appear to be more the responsibility of the veterinary regulatory authorities (e.g. salmonella contamination in broiler carcasses).
Study Center for Climate, Meteorology and Global Changes
This is a rather small team of altogether 9 researchers with a significant number of externally funded projects (many of them INTERREG IIIB aiming at practical outputs). The research work is focusing on weather and sea forecasting and modelling and climate monitoring. The work has broad societal importance and practical applications. The group has been active in disseminating research and monitoring information through websites for various end-users. The group seems to be fairly well linked internationally. Training aspect is moderate with 2 PhD and 6 MSc theses.
The group is well composed with high skilled scientists. The productivity of the group is rich. There are lots of publications in peer reviewed journal and in other issues, none the less that the IF figures are relatively low. The research achievements are very important and directly applicable in a wide range of areas from basic to applied topics of research: maritime safety, fish markets, weather forecast, etc. They also directly contribute to studies of global climate change. There are very good characteristics on training and internationalization of the research activities.
Azorean βiodiversity Group
The research group has a very limited staff number (7 PhD!) while it has to deal with specific biodiversity aspects of Macronesia. The archipelago is both remote, biologically distinct and internationally recognized as interesting and important for bio conservation. Logically, efforts should be divided over taxonomical aspects and conservation problems for which a staff like this is very small. To limit oneself is sensible but hard to do, choices made are realistic (key research areas, in which further narrowing down should be necessary). The overall situation shows the necessity of reinforcement either by extending staff or by structural cooperation with research groups elsewhere in Portugal or other countries. Productivity (Quant. & Qual.) seems to be high (relatively high IP's in journals) and meeting international standards; the amount of PhD and Masters (delivered or underway) quite good. The research group seems well organized with good leadership and stimulating
working environment; and has good international and national contacts. It is worthwhile to develop structural cooperation (nationally and internationally) further.
In view of my very positive comments above and considering the group’s small size, I feel there is a need for either focusing the future work - or expanding the group. Are there any considerations in that direction?
Are there any strategic plans for this research area in Portugal, e.g. in view of climate change research?
Are there plans for closer cooperation with the other group on Climate, Meteorology and Global Changes - which also seems to be a rather small group?
(In FCT)

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1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local

O 1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local terá lugar em São Tomé e Príncipe entre 4 e 9 de Abril de 2009. A Organização do evento é coordenada pela Associação RoçaMundo (Prof. Isaura Carvalho), em parceria com o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES-UA), a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA-Investiga) e a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).
As inscrições para a participação com apresentação de trabalhos nos workshops encontram-se abertas, devendo os interessados, até ao dia 6 de Fevereiro, enviar para o Secretariado a respectiva ficha de inscrição acompanhada pelo resumo.

Secretariado: Olavo Amado (roca.mundo7@gmail.com ou ceiarte@cstome.net).
As informações podem também ser solicitadas através do contacto com os representantes da Organização:
Isaura Carvalho- ita.lpcarvalho@gmail.com
João Carlos Silva - ceiarte@cstome.net
Brígida Rocha Brito - brigidabrito@gmail.com
Joaquim Ramos - j.ramos.pinto@nerea-investiga.org
Ana Cristina Palos - cpalos@uac.pt
A Página Web do Encontro está on-line e disponível para consulta, recolha de informações e download de documentos.
Podem optar por duas formas de acesso (é aconselhável a digitalização completa do endereço):
http://www.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/
ou
http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/

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sexta-feira, dezembro 19, 2008

Government wants to accelerate payment to the farmers of the aids to the investment

The regional secretary for Agriculture and Forestry announced today, in the island of Faial, that the Government of the Azores “is going to accelerate the process of payment to the farmers of the aids to the investment”.
With this measure, which is already being put in action, it is intended “helping the farmers to better mitigate the difficulties resulting from the international crisis”, explained Noé Rodrigues in the end of the meeting of the Regional Agriculture, Forestry and Rural Development Council, which took place in the parish of Flamengos.


As he told, the idea is that the payment of the regional and Community aids to the investment may be done “without delays”, so that the costs of exploration are not troubled by any delays.
In other words, the farmer asks the anticipation that he has a right to of the aids to the investment, in the value of 30 percent, and then he will be receiving, from time to time, the supports while he executes his project, said the regional secretary.
In what it concerns to the investments already carried out by the farmers, Noé Rodrigues explained that the support of the Government, just as it will happen in other areas of activity, will especially aim at compensating the resultant difficulties of the aggravation of the interest rates in the most recent past.

Questioned by the journalists on the issue of the price of the milk to the production, the governor called attention for the "incongruence" of the industrialists of the sector, who "don’t use the same celerity when, in function of the market, they decide to increase or to reduce the price".
Advisory organ, the Regional Agriculture, Forestry and Rural Development Council is destined for supporting the regional secretary in the formulation of the general lines of action in the sectors of the competence of the department that it directs, securing the dialog and the cooperation with entities and organizations of regional extent.
Besides elements of several departments of the Regional Secretariat for Agriculture and Forestry, the council integrates representatives of the social partners, namely of the representative organizations of the Azorean and industrial farmers of the sector, Chamber of Commerce and Industry of the Azores, University of the Azores and Labour Union of Agriculture, Food and Forestry.

(In GaCS/FG)

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