terça-feira, agosto 18, 2009

Ruralidade terceirense

A ruralidade terceirense foi alvo de um estudo por parte de professores da Universidade dos Açores. " A Ruralidade em Contexto Insular: a sustentabilidade edificada ao ritmo dos afectos" deu nome à tese de mestrado de Eva Vidal, em Educação Ambiental. O trabalho centrou-se na freguesia do Raminho, uma das mais rurais da ilha, de acordo com os investigadores. Eva Vidal admite que o facto de ser professora no Raminho também pesou na escolha da freguesia, mas foram as características da população local que a chamaram à atenção. O estudo, que contou com a orientação de Félix Rodrigues, do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e de Cristina Palos, do departamento de Ciências da Educação, foi apresentado no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, em Cabo Verde, com o nome “Desenvolvimento sustentável no mundo rural insular - Caso de estudo de uma comunidade da ilha Terceira”. O objectivo foi perceber como é que se reconfigurava a ruralidade na actualidade. Eva Vidal confessa, no entanto, que partiu de uma matriz errada quando começou a realizar o estudo. Cedo a investigadora se apercebeu que teria de a adaptar ao contexto rural insular. “A matriz de desenvolvimento que se preconizava para esta comunidade, numa fase inicial, inscrevia-se na linha de alguns modelos de análise utilizados na descrição de interpretação das transformações does espaços rurais”, revela.De acordo com a investigadora, a matriz inicial apelava a uma noção de desenvolvimento, baseada num modelo urbano, que defendia que a transformação dos meios rurais deveria ser feita segundo uma lógica de modernização, recorrendo à industrialização da agricultura e provocando a metamorfose da cultura local, por via da difusão tecnológica e dos valores urbanos. “Colocámos ênfase na dimensão económica do desenvolvimento”, explica.
OUTROS VALORESFoi no contacto com a população da freguesia, que Eva Vidal se apercebeu que para os raminhenses o desenvolvimento económico não se apresentava como uma prioridade. As crenças religiosas, o convívio inter-geracional e a preservação do ambiente são exemplos do que a população valoriza, acima dos bens materiais. Numa primeira análise, os investigadores interpretaram algumas das características do local de forma pejorativa. De acordo com a análise feita, o Raminho apresentava “ausência de emprego local, numa estrutura económica predominantemente baseada na agro-pecuária e na exploração leiteira”. A população apresentava também uma “elevada taxa de analfabetismo” e “baixos níveis de qualificação ou formação”, assim como uma “tendência demográfica recessiva”. Os investigadores registaram ainda uma “alteração da estrutura de emprego sinalizada pela importância que os sectores secundário e terciário assumem em detrimento do sector primário”. Estas características de “desvalorização dos problemas económicos e sociais locais” foram interpretadas como um sinal de “inércia, passividade, alheamento”, associados a “subdesenvolvimento e resistência à mudança”.No entanto, um conjunto de outros factores dava uma leitura contraditória da freguesia. Os habitantes defendiam, por exemplo, a “preservação do património natural, geomorfológico e cultural” e apresentavam “uma manifesta capacidade de mobilização dos movimentos associativos locais de cariz social e cultural”, assim como a “persistência de traços comunitários ancestrais, códigos de conduta e de valores marcados pela entreajuda, a união e a solidariedade inter-geracional”. Perante os dados contraditórios, os investigadores chegaram à conclusão de que era necessário adoptar um modelo que tivesse em consideração as singularidades do meio rural. “A sustentabilidade do espaço rural insular açoriano deve perspectivar-se nas dimensões temporais do presente e do futuro, em que a intervenção esteja conectada com a realidade de cada território. Devem procurar-se políticas de reconversão e não de ajustamento”, defende. Félix Rodrigues resume a constatação a uma frase. “A gente procurava uma lógica de desenvolvimento, mas eles procuravam uma lógica de envolvimento”, salienta. De acordo com o professor, a população não quer que o seu meio seja “artificializado”. O que os raminhenses querem é sentir-se mais “envolvidos” e “comprometidos” com a sua terra. SOLUÇÃOO estudo concluiu que o desenvolvimento da freguesia deve ser feito, tendo em conta a opinião dos seus moradores. “A abordagem tem de ser feita de modo informal, face a face, ombro a ombro com os habitantes, para percepcionar os sentidos e os significados que atribuem ao seu território”, defende a autora. É por isso que os raminhenses dão mais importância ao poder local. Em muitos casos, os populares sentem que existe falta de diálogo com outros decisores políticos, o que não lhes permite participar como desejam na tomada de decisões sobre a sua terra. Eva Vidal salienta também a existência de “líderes” na freguesia, pessoas admiradas e respeitadas por outras, que assumem essa posição de uma forma natural. “As orientações estratégicas comunitárias de desenvolvimento rural, através de alguns programas, introduzem possibilidades de governação inovadoras, baseadas em planos de desenvolvimento local, a partir de abordagens do tipo ‘bottom-up’, no desenvolvimento de parcerias, numa aproximação multi-sectorial, na implementação de cooperação e no desenvolvimento de redes inter-locais”, reforça.Os habitantes do Raminho têm ideias bem definidas sobre o que não querem ver implementado na sua freguesia. Para eles o desenvolvimento local não pode desestruturar as relações interpessoais nem as características típicas do local, como a paisagem e a tranquilidade, o ambiente e a liberdade, a harmonia e qualidade de vida ou a segurança.Félix Rodrigues salienta mesmo que muitos dos habitantes sugerem serem eles próprios a proporcionar visitas guiadas ao Raminho, serem guias turísticos de uma terra que conhecem melhor do que ninguém. Está vincada na população da freguesia a intenção de dar a conhecer a sua terra a quem passa por lá de visita. Fazem questão que os turistas guardem boas recordações do Raminho. “É necessário reforçar legitimidades, valorizar a capacidade interventiva, de mobilização e de decisão da população local, em quem reside a oportunidade de perseguir e acreditar na transformação e revitalização do seu espaço, com a vontade e as iniciativas locais, daqueles actores que melhor conhecem o seu território e o sentem como espaço de afectos. É necessário e inadiável unirem-se esforços, criarem-se compromissos com o poder público e incentivos externos para decidir a realização de projectos sustentáveis e indutores do progresso”, adianta a autora.O estudo centrou-se apenas numa freguesia do concelho de Angra, no entanto, os autores estão convencidos que tirariam conclusões semelhantes em outras freguesias rurais dos Açores, especialmente em ilhas de menor dimensão. A FREGUESIAOutrora Raminho dos Folhadais, a freguesia que serviu de base ao estudo, situa-se na costa noroeste da ilha Terceira, entre os Altares e a Serreta. O nome foi-lhe atribuído por ser uma terra fértil, mas de pequena dimensão, por oposição à fertilidade do Ramo Grande. Apesar dos transportes tornarem, hoje em dia, qualquer freguesia da Terceira próxima do centro urbano, noutros tempos, o Raminho estava isolado de Angra do Heroísmo. Foi esse isolamento que a tornou na freguesia mais rural da ilha. No entanto, o que distingue o Raminho de outras freguesias rurais é o facto de ter conseguido manter os mesmos valores e costumes ao longo dos anos. Eva Vidal salienta que hoje os raminhenses não vivem na terra por falta de opções. Fazem-no por escolha própria. Muitos dos que hoje habitam no Raminho, já passaram por cidades internacionais. A maior parte emigrou para os Estados Unidos da América. No entanto, apesar de lhes ter sido dada a hipótese de viver noutro sítio, voltaram à sua terra natal. Álamo de Oliveira é um desses habitantes. Natural do Raminho, o escritor já viveu fora da freguesia, mas optou por voltar. Vive no Raminho por escolha própria e não por obrigação. É a povo que lá vive que o cativa.“A terra tem sobretudo a sua gente, que é uma gente trabalhadora, afável, não são propriamente exploradores de intrigas, antes pelo contrário e isso quer a gente queira quer não, independentemente dos afectos que vamos criando com as pessoas, acaba por nos atrair”, revela.Álamo de Oliveira confirma que o Raminho soube trazer até aos dias de hoje as tradições de antigamente. “Já houve épocas de entusiasmos maiores, mas de qualquer maneira continuam a manter as suas tradições de forma quase exaustiva, mas ao mesmo tempo introduzindo algumas inovações, que vêm não só fazer com que essa tradição se perpetue e continue, como também vêm a melhorá-las em termos de qualidade”, salienta.“Quando eu falo em tradições estou a falar sobretudo da forma como eles ainda festejam o carnaval, há sempre um ou dois grupos a fazer bailinhos de carnaval, a maneira com ainda festejam as suas festas de verão, a maneira como realizam ainda os seus bodos…”, enumera.O escritor raminhense realça, no entanto, as capacidades intelectuais da população da freguesia. “Há outra particularidade extremamente interessante. É que o Raminho apesar de ser uma freguesia iminentemente rural, é uma freguesia com uma grande apetência cultural e intelectual. É talvez das freguesias da ilha, embora sendo pequena, que maior percentagem tem de gente formada nas áreas mais variadas das ciências e das letras”, reforça.Uma das tradições mais vincadas na sociedade do raminho é a procissão dos abalos. O evento decorre todos os anos a 31 de Maio, desde 1967, de forma a assinalar a crise sísmica decorrida nesse ano.“A procissão dos abalos mantém-se com a mesma força que tinha. Vai gente de todas as idades, crianças, jovens…Continua a ser uma procissão altamente participada. Trata-se de facto de uma promessa feita por pessoas do Raminho, há mais de 100 anos, que quer chova quer faça vento, continua a ser realizada naquele dia”, afirma Álamo de Oliveira.A procissão tem no entanto um cariz diferente das comuns manifestações religiosas da ilha. As diferenças são evidentes desde já no horário A procissão ocorre por volta das 6h00. Mas também vestuário é invulgar. Ao contrário do que é habitual, a população não se veste de forma mais requintada para celebrar o acontecimento. Vestem as roupas de trabalho, até porque mal acaba a procissão retornam às suas casas, ou em muitos casos, hoje em dia, às paragens de transportes públicos. Ninguém sai da Igreja e ninguém volta à Igreja. “Mudaram a hora inicial exactamente para que os jovens que tinham vontade de ir pudessem ir, porque aquela ruralidade que o Raminho já possuiu e já viveu está um pouco mais diluída, evidentemente. Há menos gente a trabalhar no campo, porque há muito mais gente a trabalhar fora. E portanto teve que se olhar aos horários dessas pessoas”, acentua.Esta passagem do testemunho de geração em geração ocorre de uma forma natural. A juventude mantém um diálogo aberto com os mais velhos, sem que seja necessário existir uma imposição. Para Eva Vidal, a Escola Primária do Raminho assume um papel fundamental, na continuidade desses valores.

(in DI-Revista)

Etiquetas: , , , , ,

sábado, julho 18, 2009

Etnobotânica e Desenvolvimento sustentável - Recordar o Passado para Sustentar o Futuro

Félix Rodrigues, Marco Botelho, Cristina Mendonça, Ana Vilela e Maria Angeles Mendiola apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Etnobotânica e Desenvolvimento sustentável - Recordar o Passado para Sustentar o Futuro".

A etnobotânica é a ciência que ligada à botânica e antropologia estuda as interacções entre os indivíduos e as plantas, em sistemas dinâmicos. Estuda as aplicações e os usos tradicionais das plantas pelo ser humano. É uma ciência multidisciplinar que envolve indivíduos de vários extractos sociais, desde o simples agricultor aos botânicos, antropólogos, médicos, engenheiros, e físicos entre outros.
É a transdisciplinaridade desta área que poderá levar a redefinir e a reequacionar conceitos de crescimento e desenvolvimento que se quer sustentável.
Nesse trabalho apresentaram-se e discutiramm-se as utilidades dadas às plantas em três ilhas do Arquipélago dos Açores: São Jorge, São Miguel e Terceira.
(In Cabo Verde-Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , ,

Entrevista de Félix Rodrigues sobre desenvolvimento sustentavel no mundo rural insular

sexta-feira, julho 17, 2009

Desenvolvimento sustentável no mundo rural insular - Caso de estudo de uma comunidade da ilha Terceira, Açores, Portugal.

Félix Rodrigues, Eva Vidal e Cristina Palos apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Desenvolvimento sustentável no mundo rural insular - Caso de estudo de uma comunidade da ilha Terceira, Açores, Portugal".

Neste trabalho, apresentaram-se as perspectivas e percepções sobre desenvolvimento sustentável de uma pequena freguesia da ilha Terceira, Açores, Portugal.
A evidência empírica deste estudo fundamenta os aspectos particulares da freguesia: a identidade colectiva, o sentido de pertença ao lugar, a cooperação, a comunicação, as actividades colectivas, a permanência da população, os aspectos ambientais, e faz sobressair, a ausência do equilíbrio da estrutura etária, da formação permanente, da manutenção de serviços e equipamentos, da viabilidade económica e das oportunidades de emprego, entre outras.
O (des)envolvimento sustentável da freguesia rural estudada é possível, assim como também é possível encontrar um sentido de futuro, mas qualquer intervenção local para ser aceite e legitimada pela comunidade terá que ser, um processo, predominantemente de natureza informal.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

Etiquetas: , , , , , ,

sexta-feira, junho 05, 2009

Problemáticas ambientais em debate na Praia

“Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” é o tema de um seminário decorre hoje, a partir das 09H15, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Praia da Vitória.


Promovido pela Praia Ambiente, no âmbito do programa de Educação Ambiental, o seminário destina-se a assinalar o Dia Mundial do Ambiente, alertando para as problemáticas ambientais, nomeadamente no que se refere às questões relacionadas com o desenvolvimento sustentável, dando enfoque ao caso concreto do concelho da Praia da Vitória. De acordo com a Praia Ambiente, a escolha desta temática enquadra-se na comemoração da “Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), estabelecida pelas Nações Unidas, com o intuito de promover a sensibilização e informação ambiental da população, dado que esta assume um papel fulcral na construção do desenvolvimento sustentável. “Água subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e economia”, “Educação ambiental e desenvolvimento sustentável” e a “A actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na ilha Terceira” são os temas que serão abordados no seminário. Paulo Messias, presidente da Praia Ambiente, intervém na sessão de abertura, marcada para as 09H15, após o que Francisco Medeiros, Inspector Regional do Ambiente, aborda o tema “A Inspecção Regional do Ambiente - Contributos e desafios para a qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável”. Cota Rodrigues, docente Universidade dos Açores, vai falar, a partir das 10H15, sobre a “Água subterrânea na ilha Terceira”. Félix Rodrigues, também docente da Universidade dos Açores, aborda, pelas 11H00, o tema “Educação ambiental e desenvolvimento sustentável”. Outra docente da Universidade dos Açores, Emiliana Silva, vai falar sobre “Ambiente e economia”, a partir das 11H30. Para as 12H00 está agendado um debate, seguindo-se a sessão de encerramento.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , , ,

quinta-feira, junho 04, 2009

Seminário Dia Mundial do Ambiente


A Praia Ambiente, em colaboração com o Município da Praia da Vitória, organiza, no âmbito do programa de Educação Ambiental, um seminário dedicado à temática “Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, no próximo dia 5 de Junho, nos Paços do Concelho, Salão Nobre e com início às 9h15.
Deste modo, serão abordadas as seguintes temáticas: “Água Subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e Economia”, “Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável” e “A Actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na Ilha Terceira”.
O programa é o seguinte:
09h15
Sessão de Abertura – Paulo Ávila Messias, Presidente da Praia Ambiente, E.M.
09h45
A Inspecção Regional do Ambiente - Contributos e desa­fios para a qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável – Francisco Vaz de Medeiros, Inspector Regional do Ambiente.
10h15
Água Subterrânea na ilha Terceira – Francisco Cota Rodrigues, Docente Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo.
10h45
Pausa-Café
11h00
Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável – António Félix Rodrigues, Docente Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo.
11h30
Ambiente e Economia - Emiliana Soares da Silva, Docente Universidade dos Açores – Angra do Heroísmo
12h00
Debate
12h30
Sessão de Encerramento – Representante do Secretário Regional do Ambiente e do Mar.

Inscrições até ao dia 3 de Junho
295 545 530 telma.oliveira@praiaambiente.pt

Etiquetas: , , , , , , , , ,

domingo, maio 31, 2009

Notification of the Secretariat for the Environment and the Sea about environmental protection in the Azores

The Places of the region of Macaronesia (Azores, Madeira and Canary islands) were recognised as Sites of Conservation Importance (SCI) in December of 2001. These were the first sites in Europe to be officially designated as such under the EU Habitats Directive. From the time a Site has been recognised as an SCI, the Member-State must designate it as a Special Conservation Zone (SCZ), as soon as it has the means that are necessary for its protection or, when applicable, rehabilitation. In 2006, the Autonomous Region of the Azores published in the Jornal Oficial its Sectorial Plan for the 2000 Natura Network. This legal document summarises the measures of environmental protection and conservation applicable to SCI sites in the Azores that resulted from a study conducted over the past several years and which culminated in a policy proposal submitted by two departments of the University of the Azores.
Even though the criterion for the transformation of SCI sites into SCZ sites has been met, the Autonomous Region of the Azores shall only advance with their official designation only when the the Land-Management Plans of the diverse Natural Parks of the Azores is published. This approach results from the application of the highest standards of environmental protection that the Region has adopted and pursued in its classified zones. In this regard, the Azores is a the forefront of European Environmental Conservation.
The posture of the Autonomous Region of the Azores in this domain has been exemplary. Besides belonging to the first group that presented sites to be classified in accordance with the Habitats Directive (Macaronésia) , the Azores were the first European Region to propose the classification of an area outside of the Territorial Sea (D. João de Castro) and also the first to present sites located in the deep sea. Indeed, it was under the initiative of the Autonomous Region that Portugal presented, to the EU Commission, a SCI application for the two deep sea hydrothermal springs of Menez Gwen and Lucky Strike on the 15th October, 2008.
However, it should be noted that the meritorious posture of the Azores in this domain extends beyond its adherence to the 2000 Natura Network. Under the auspices of the Oslo-Paris Convention (OSPAR), which identified a network of maritime areas of environmental importance, the Autonomous Region of the Azores proposed the classification of seven sites, one of which, the Rainbow site, is located outside the Exclusive Economic Zone. At the present time, the Azores awaits the recognition of a zone known as Sedlo, a deep sea ridge. In addition to the aforementioned, there are two areas in the Azores that are classified as Biosphere Reserves, the islands of Corvo and Graciosa. A third area is about to be classified, Flores island. Comparatively speaking, it should be noted that in the rest of the country there is only one area with enjoys such a statute. In the Azores there are 12 areas that were classified under the auspices of the Ramsar Convention. The Government of the Azores is also preparing an application for the classification of a Geopark. If accepted, this application will mean the recognition and classification of more than a hundred Geo-Sites.
It is also for these reasons that the Region was considered, by the National Geographic Traveller, the second best archipelago in the world in terms of sustainable development and the island of Pico one of the best islands to live in the world, by Revista Islands.
(in GACS)

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, maio 25, 2009

Seminário sobre ambiente e desenvolvimento sustentável

“Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” é o tema de um seminário que está agendado para o dia 05 de Junho, a partir das 09H15, nos Paços do Concelho da Praia da Vitória. Promovido pela Praia Ambiente, no âmbito do programa de Educação Ambiental, o seminário destina-se a assinalar o Dia Mundial do Ambiente, alertando para as problemáticas ambientais, nomeadamente no que se refere às questões relacionadas com o desenvolvimento sustentável, dando enfoque ao caso concreto do concelho da Praia da Vitória. Segundo a Praia Ambiente, a escolha desta temática enquadra-se na comemoração da “Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), estabelecida pelas Nações Unidas, com o intuito de promover a sensibilização e informação ambiental da população, dado que esta assume um papel fulcral na construção do desenvolvimento sustentável. “Água subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e economia”, “Educação ambiental e desenvolvimento sustentável” e a “A actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na ilha Terceira” são os temas que serão abordados no seminário. Na sua resolução 2994 de 15 de Dezembro de 1972, a Assembleia Geral da ONU designou 05 de Junho Dia Mundial do Ambiente, a fim de sensibilizar a opinião pública para a necessidade de proteger e de valorizar o ambiente. Esta data foi escolhida porque recorda o dia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano (Estocolmo, 1972), que culminou com a criação do Programa das Nações para o Ambiente. Neste seminário participam docentes do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , ,

segunda-feira, maio 11, 2009

Saber olhar o passado

RM
A ânsia cega de sermos modernos e evoluídos leva-nos, na maior parte das vezes, a esquecer que olhar para trás é um exercício que pode evitar os erros cometidos e garantir a manutenção das boas soluções já experimentadas. Isto a propósito da repetida discussão por causa da escassez de água na ilha Terceira. No ano passado, os angrenses e os lavradores viveram um Verão complicado: uns sem água dois dias por semanas; os outros obrigados a percorrer quilómetros para que as vacas não morressem de sede. Um ano depois, o cenário tende a repetir-se. Mas, mais do que procurar responsabilidades pela aparente inércia e reivindicar medidas que invertam um cenário cada vez mais real, importa fixar a reflexão de Félix Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. O académico, no fundo, diz duas coisas: primeiro, meteram canos de água nas explorações agrícolas e nas casas, ficando os antigos tanques, cisternas e talhões cheios de ar, entulho ou flores; segundo, a Região vive o ciclo da vaca, que promoveu a produção extensiva de erva, tornando residuais produções que já provaram ser rentáveis nas ilhas. Quer isto dizer que o arquipélago decidiu trilhar um novo modelo de desenvolvimento, mas, mais uma vez, fez tábua rasa do passado.
E, no fundo, é esta a ideia que pretendemos realçar neste escrito. Quem ocupou estas ilhas, percebeu que a chuva não cai sempre na mesma quantidade. Solução? Toca a armazenar a que ia caindo, não fosse o diabo tecê-las. E percebeu também que numas terras há coisas que crescem melhor do que as outras. Solução? Plantar de acordo com as capacidades da terra. Para ser mais rentável e, ao mesmo tempo, para que se uma falhasse, a outra havia de dar alguma coisa. E onde só dava calhau, toca a plantar as casas. No fundo, a exploração do território foi operada numa lógica de sustentabilidade e rentabilidade, tendo por base a noção que os recursos poderiam ser finitos. As preocupações energéticas das casas construídas nos séculos seguintes ao povoamento são exemplos perfeitos dessa preocupação. Hoje, a importação de lógicas de desenvolvimento tolda-nos a vista e obriga-nos a olhar sempre em frente, mesmo que nessa direcção se rume ao abismo. Não defendemos o regresso à carroça, à burra de milho e às sapatas de sola de pneu. Mas que o tractor, a comida “ligth” e o telemóvel não sejam mais importantes do que o solo que habitamos. Porque é nesse que a vida é possível.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

terça-feira, maio 05, 2009

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TURISMO QUE PRATICAMOS!

Durante estas últimas semanas, tivemos um fluxo turístico bastante interessante na ilha de São Miguel, devido à paragem de alguns dos maiores navios de cruzeiro do mundo.
Os Açores são visitados por estes “Senhores dos Mares”, principalmente durante a Primavera e o Outono coincidindo com a passagem do hemisfério Sul para o hemisfério Norte, ou vice-versa em busca da estação estival mais procurada pelos turistas – o Verão.
O nosso arquipélago é de uma beleza inigualável, e por isso, frequentemente ouvimos frases como: “este é o lugar mais bonito que visitei”, proferidas pelos turistas.
Este aumento do número de paragens deve-se, em grande parte ao esforço feito pelos nossos agentes de viagens que, contra tudo e contra todos, têm desenvolvido um esforço muito louvável, a pensar na divulgação das nossas ilhas, trabalhando ao mesmo tempo , em prol de todos os açorianos.
Pena é que, por outro lado, os nossos comerciantes que tanto se queixam da crise, não tirem partido desse esforço, e teimem em estar fechados nos dias em que podiam fazer negócio e recuperar da crise que tanto apregoam.
Por outro lado, ainda vemos muitas instalações públicas que não servem, nem os locais, quanto mais um número grande de visitantes quando estes aqui passam.
Refiro-me mais uma vez a muitas casas de banho que, ou estão imundas e impróprias, ou pura e simplesmente ainda não existem.
Os profissionais que acompanham os turistas, também se têm deparado com situações muito tristes, quando chega à altura da conversão da moeda por parte dos comerciantes, que praticam autênticos roubos, em nada abonatórios, para a nossa terra, prejudicando quem trabalhou mais de um ano com o intuito de receber os turistas da melhor forma possível.
Alguns dos locais, tradicionalmente visitados, para ver e comprar produtos tradicionais açorianos, também se têm “baldado” ao bem servir. Parece que estão a fazer um “frete”, mostrando-se bastante desinteressados e descurando na apresentação das suas lojas e produtos.
Continuando assim, os agentes de viagens vão começar a ter tantas reclamações, até que esta situação se altere ou até novos espaços comecem a aparecer. E, vejam lá, segundo dizem estamos em ano de crise, imaginem se não estivéssemos. Se calhar após receberem alguns subsídios para mostrar o que é açoriano, até fechavam a porta.
Outro dos problemas com que se têm deparado os agentes de viagens, é a falta de profissionais certificados para acompanharem os turistas que desejam efectuar excursões, recorrendo a inúmeros “curiosos”, alguns estrangeiros, demonstrando, a já tão falada necessidade de formação neste sector.
Não podemos continuar a consentir a “anarquia” com que se vive nesta actividade.
Se queremos desenvolver um “turismo sustentável”, esta situação tem de mudar e todos teremos de trabalhar em conjunto.
Esta foi uma das conclusões a que se chegou no final do 3º Workshop da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, que aconteceu na semana passada na Universidade dos Açores em Ponta Delgada, com o apoio de várias entidades entre as quais o Observatório Regional do Turismo.
Agentes de viagens, autarcas, responsáveis governamentais, guias, condutores, comerciantes e população em geral, unamo-nos em prol de um desenvolvimento sustentado dos Açores.
A bem do turismo com qualidade nos Açores!

(In Ilhas Mágicas)

Etiquetas: , , , ,

sábado, maio 02, 2009

Açores com “potencial” na carne e leite ecológicos

Os Açores têm um grande potencial para a produção de carne e leite de forma sustentável, num mercado em que, cada vez mais, sustentabilidade se torna sinónimo de qualidade, defende o conceituado investigador holandês Tiny van Boekel.Boekel, da Universidade de Wageningen, acredita que, ao contrário do que deverão fazer muitas regiões do globo, o arquipélago não deve apostar em produtos produzidos a partir de proteínas vegetais, mas sim insistir em carne e leite de qualidade e “amigos do ambiente”.“Acho que os Açores têm potencial, porque já vi um pouco do arquipélago e penso que o clima e o solo são muito adequados à produção de leite e carne”, avançava Tiny van Boekel, em declarações a DI, prestadas durante o “9º Encontro de Química dos Alimentos”, que se realiza até hoje, no pólo universitário da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo. Na opinião do especialista, a Região deve, porém, “esforçar-se no sentido de fazer alguma coisa quanto às emissões de gases” com efeito de estufa. “É preciso tentar reduzir isso por parte dos animais. Sei que o gado é alimentado, em grande parte, com pastagem, o que já é muito bom. Outra ideia seria usar-se cereais locais, em vez de os importar, por exemplo, de países como o Brasil. Isso fecharia o ciclo de uma produção sustentável”, considera. O investigador holandês admite que existirão dificuldades em termos de competitividade, mas acredita, que, com o passar do tempo, a aposta na sustentabilidade compensará. “ Vão haver dificuldades e, se nem todos produzirem de forma sustentável, vai haver competição desleal. Mas a tendência é para a mudança de mentalidades e para a cada vez maior valorização deste tipo de produtos”, sustenta, acrescentando que, numa primeira fase, será interessante dirigir esses produtos para segmentos de mercado sensibilizados para as questões ambientais. Na comunicação que abriu, anteontem, o encontro que reúne especialistas nacionais e internacionais na área da química dos alimentos, Tiny van Boekel defendeu que a sustentabilidade deve ser entendida como uma componente da qualidade. Isto tendo em conta que a qualidade é definida como ir ao encontro das necessidades do consumidor. “O consumidor é o elemento determinante e a relação que tem com o produto é interactiva. Se entender a sustentabilidade – por exemplo, a ausência de pesticidas – como qualidade, valorizará isso”, defende. O encontro é organizado pela Sociedade Portuguesa de Química, em colaboração com a Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

Si nu ka rotcha, nca tem kaudibai; si nu kebe kamiki ta sai

Tomaz Dentinho
No passado dia 27 de Abril realizou-se um workshop em Ponta Delgada sobre o tema turismo e sustentabilidade onde participaram cerca de cem pessoas provenientes dos Açores, do Continente, de Espanha, da Holanda, da Polónia e de Cabo Verde. Vale a pena relatar um pouco aquilo que de mais relevante terá ocorrido na sessão plenária e mesa redonda, ficando certamente para outra ocasião a análise dos trabalhos apresentados nas sessões paralelas. Na sessão plenária foi muito interessante ouvir das palavras do Secretário Regional da Economia que manifestou a sua disposição para ouvir e estimular as análises científicas sobre o tema “turismo e sustentabilidade” que serve para completar, complementar e actualizar os estudos encomendados pelo Governo. Foi igualmente revelador ouvir a exposição de Francisco Tavares, Presidente da Associação de Municípios de Cabo Verde e do Município da Assomada que relatou os benefícios e malefícios do desenvolvimento turístico de Cabo Verde, explicitando que grande parte dos benefícios vão para o exterior e os visitantes procuram mais o Sol e o Mar do que a especificidade cultural das Ilhas. Mas a grande atracção foi a conferência de Peter Nijkamp, professor de economia regional na Universidade Livre de Amesterdão e consultor de vários organismos internacionais. Disse-nos que a crise internacional é mais uma revolta dos consumidores que querem outros bens e serviços do que uma crise tecnológica, energética ou ambiental que ponha em causa o modelo de desenvolvimento de mercado. Deu-nos igualmente o enquadramento teórico, os métodos de análise e as metodologias de apoio à decisão que podem servir de base aos estudos sobre turismo e sustentabilidade. Terminou explicitando a importância da cultura de cada sítio que serve para atrair pessoas que querem ver coisas diferentes e não iguais, mas lembrou também que essa mesma cultura pode ser destruída quando a procura turística mais moldando a uniformização das culturas de acordo com os alemães ou americanos que as procuram. No entanto porventura o momento mais revelador do workshop foi a mesa redonda que contou com a participação dos Presidentes dos Municípios da Ilha de São Miguel. Primeiro porque transmitiram a ideia clara de que o turismo de São Miguel não se pode desenvolver enquanto os custos de transporte para os turistas for muito elevado, sendo necessário pensar seriamente na liberalização dos voos para aquela ilha conforme explicitou Rui Melo, Presidente da Câmara de Vila Franca. Segundo porque esclareceram e bem que a coordenação do turismo entre os municípios de São Miguel não anula a ideia base de que cada município tem uma estratégia de desenvolvimento turístico específica. Terceiro porque nos disseram que preferem turistas continentais que gastam mais e se enquadram melhor na cultura local do que turistas subsidiados provenientes dos países nórdicos que poucos efeitos criam no comércio local. Finalmente que o turismo baseado nos grandes cruzeiro pode ser benéfico mas provoca grandes impactos negativos num curto espaço de tempo, nomeadamente quando vinte e duas camionetas desembarcam ao mesmo tempo nas festas da Ribeira Grande ultrapassando a capacidade de carga de todos os serviços públicos. Como sintetizou Francisco Tavares em crioulo de Santiago “Si nu ka rotcha, nca tem kaudibai; si nu kebe kamiki ta sai”. Que quer dizer: temos que nos entender para que caibamos todos; se não nos entendermos não serei eu a sair.
(in A União)

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, abril 30, 2009

Sustentabilidade do Turismo açoriano em debate em Ponta Delgada

A sustentabilidade do Turismo açoriano está a ser debatida em Ponta Delgada, por especialistas nacionais e estrangeiros, nas suas vertentes do conhecimento, da regulação e da concertação.
O secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, afirmou hoje que já foram dados alguns passos, mas que, nessa área, há ainda desafios a enfrentar na Região Autónoma.O acontecimento trouxe à ilha de São Miguel especialistas, oriundos da Europa, Brasil e Cabo Verde para, num, debate alargado que o próprio tutelar da Economia considerou " de importante ser lançado ", mas que Vasco Cordeiro pretende ainda ir mais longe: ser necessário um cuidado e uma atenção à questão da sustentabilçidade social e da sustentabilidade económica, no desenvolvimento turístico do arquipélago.O secretário da Economia reconheceu o trabalho que tem vindo a ser feito, à volta de três essenciais vectores de intervenção, como o conhecimento, a regulação e a concertação, mas, no entanto, não esconde que a sustentabilidade do Turismo é um trabalho que não se encontra completo.O secretário açoriano da Economia presidiu à abertura do Workshop sobre Turismo e Sutentabilidade, na Universidade dos Açores, promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, que contou com a presença de Peter Nijkamp, considerado um dos cem melhores economistas do Mundo, e ainda com diversos participantes de Universidades estrangeiras e com vários convidados de Academias portuguesas.

(in Costa Cardoso / Carlos Tavares - Antena 1)

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, abril 22, 2009

Turismo sustentável


Desenvolvimento Regional aposta no turismo sutentado. Nos próximos dias 26 e 27 de Abril irá decorrer na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, um workshop sobre Turismo e Sustentabilidade. O evento, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional em parceria com o Centro de Economia Aplicado do Atlântico e com o Turismo dos Açores, conta com a presença de vários economistas, entre eles o reconhecido Peter Nijkamp.

(In Descubra Portugal)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, abril 17, 2009

Ponta Delgada recebe workshop sobre turismo sustentado

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) promove, nos dias 26 e 27 de Abril, um workshop sobre “Turismo e Sustentabilidade”, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.

O workshop, patrocinado pelo Centro de Economia Aplicada do Atlântico e apoiado pela Direcção Regional de Turismo dos Açores e pela Direcção Regional para a Ciência e Tecnologia dos Açores, conta com a presença de Peter Nijkamp, considerado um dos cem melhores economistas do mundo.
O evento também irá receber participantes de universidades estrangeiras, nomeadamente, da Universidade do Rio Grande do Sul do Brasil, da “Universidad de Guadalajara”, da “Universidad de La Laguna” e da Universidade de Granada de Espanha, de “Brunel University” de Inglaterra, do “Institute of Oceanology PAS” da Polónia e da Universidade de Cabo Verde.
Também virão convidados de universidades portuguesas, como da Universidade do Algarve, do Instituto Politécnico de Beja, da Universidade de Coimbra, da Universidade do Minho, da Universidade Aberta, da Universidade Técnica de Lisboa, da Universidade da Madeira e da Universidade dos Açores.
Segundo Tomás Dentinho, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, o objectivo é aprofundar temas da actualidade do ponto de vista científico.
Para Tomás Dentinho, este Workshop acaba por ter uma dupla utilidade, por um lado, uma utilidade científica debatendo métodos de análise da sutentabilidade do turismo, por outro lado, do ponto de vista político, de recolher instrumentos para ajudar a desenvolver uma estratégia de desenvolvimento sustentado para as ilhas.
A iniciativa é da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR), uma associação científica ligada à European Regional Science Association e à Regional Science Association International, que visa contribuir para a inovação, aprofundamento e divulgação de conhecimentos no âmbito do desenvolvimento regional e que desde Outubro de 2008 tem sede nacional nos Açores.
Nos últimos anos, esta associação vem desenvolvendo um leque muito diversificado de iniciativas que vão desde o lançamento de uma colecção de livros, à edição da científica Revista Portuguesa de Estudos Regionais, à organização de múltiplos encontros científicos.
(In Radio Atlantida)

Etiquetas: , , , ,

terça-feira, fevereiro 17, 2009

ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL

1º ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL4-9 Abril 2009São Tomé e Príncipeprojecto da iniciativa da Associação ROÇAMUNDO em parceria com FUNDAÇÃO CACAU, o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA- Investiga), o Centro de Estudos Socais da Universidade dos Açores (CES-UAC) e a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). É objectivo deste projecto reunir em S. Tomé e Príncipe especialistas de diferentes áreas para reflectir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais a partir de uma realidade insular, com dificuldades evidentes em encontrar o melhor caminho para solucionar a progressiva pobreza em que se encontra mergulhado. Várias políticas de desenvolvimento foram ensaiadas sem que alguma tivesse o efeito prático desejado, desafiando, deste modo, alguns conceitos e teorias de desenvolvimento económico. Neste contexto, a troca de experiências, tanto teórica como prática, na implementação e desenvolvimento de projectos comunitários promotores da mudança, poderá ser enriquecedora para os que têm estado empenhados em encontrar novos caminhos e soluções para romper as bolsas de pobreza. Por outro lado, é fundamental promovermos e incentivarmos o desenvolvimento de uma cultura de parceria entre agentes nacionais e internacionais, entre o sector público e privado, o poder local e agentes económicos locais, constituindo, deste modo, uma Comunidade de Prática como estratégia para a criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento.http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/ http://www.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/

Etiquetas: , , ,

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Cabo Verde

Tomaz Dentinho

No passado fim-de-semana estive na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, para preparar o 1º Congresso de Ciência Regional daquele país lusófono que se realiza de 6 a 11 de Julho próximo. O evento será também o 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional porque o primeiro se realizou em Angra do Heroísmo há dois anos. Será ainda o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional e o 3º de Gestão e Conservação da Natureza. Há toda a vantagem em juntar encontros científicos compatibilizáveis de forma a possibilitar economias de escala na marcação de viagens e de hotéis, no convite de cientistas de renome internacional e na eficiência dos trabalhos de secretariado. Até ao momento já temos 250 comunicações propostas e esperam-se mais 30 de Cabo Verde e, assim gostaríamos, mais 20 de Angola.
O encontro é importante não só pelo conteúdo dos trabalhos que serão apresentados nesta altura de crise global e de localidades mas também pelo passo que pode constituir para o lançamento da ciência dedicada ao desenvolvimento regional nos países lusófonos e em toda a África. Para o ano de 2010 estamos a programar um grande encontro internacional de Ciência Regional no Huambo em Angola onde esperamos que possa ser lançada a Associação Africana de Ciência Regional a acrescentar àquelas que existem na Europa, na América e no Pacífico congregando cerca de 15000 cientistas. E para 2011 já sonhamos com Ouagadugu no Burkina Fasso aproveitando a rede de cientistas cabo-verdianos que trabalham nas instituições internacionais por toda África. Basta sonhar e, incrivelmente, o projecto acontece.
Terá sido assim que fizeram os cabo-verdianos com o seu país. Há vinte anos visitei-os a convite do então aluno João Pedro Barreiros na viagem de fim de curso da sua turma. O aeroporto do Sal estava então cheio de batalhões cubanos que regressavam de Angola e ainda se notava aqui e além alguma reacção aos portugueses. Lembro-me de nessa altura ter feito um pequeno estudo comparativo entre os Açores e Cabo Verde demonstrando que poderiam convergir para o mesmo nível de desenvolvimento. Por cá ficaram escandalizados mas hoje já têm menos problemas em aceitar os bons efeitos de políticas traçadas com recursos escassos. Há dez anos organizámos lá o primeiro curso de pós graduação em gestão e conservação da natureza e notámos o enorme avanço conseguido em apenas dez anos. Hoje, passados vinte anos do primeiro encontro, o crescimento é marcante com grande parte das barracas de bloco transformados em prédios e moradias e, sobretudo, com um forte desígnio por parte dos dirigentes do Governo e da Oposição.
Se olharmos para o conjunto do Arquipélago de Cabo Verde temos dificuldade em perspectivar o desenvolvimento daquele país. No entanto, conversando com os responsáveis de cada município percebemos a força das estratégias de desenvolvimento que decidiram implementar. A Assomada, no interior de Santiago está a dar passos marcantes para ser a capital de serviços da Ilha ficando a Praia apenas como capital administrativa do país. É como se Vila Franca quisesse ser a capital de São Miguel ficando Ponta Delgada ou Angra como capital dos Açores.
Demos o mesmo passeio de há dez e vinte anos atrás pelo Tarrafal mas, como desta vez era inverno, foi simpático ver os campos de feijão com elevadas produções também mais verdes e com mais socalcos fruto da estratégia de conservação dos solos. Sobretudo foi marcante ver as Igrejas cheias, a transbordar para a rua, com a missa entremeando entre a saudade do português e a musicalidade do criolo.
(In A União)

Etiquetas: , , , , ,

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

O secretário regional do Ambiente e do Mar assegurou, na Horta, que o problema dos resíduos na ilha das Flores, apesar de ser “um processo complexo, ficará resolvido durante a actual legislatura”.


Falando à margem da reunião do Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CRADS), que decorreu hoje à tarde no Faial, Álamo Meneses prometeu “para breve” a adjudicação da empreitada de construção da central de transferência e tratamento de resíduos da ilha das Flores.
Segundo explicou, o problema da gestão de resíduos “é transversal à generalidade das ilhas” açorianas dadas as características dos seus aterros.
No caso das Flores, os danos resultantes da inexistência de um aterro controlado não são felizmente tão grandes como poderiam ser, dada o facto da ilha ter uma população reduzida, acrescentou ainda o secretário regional.
Álamo Meneses classificou também com “extremamente frutuoso” o debate ocorrido nesta reunião do CRADS (Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), no qual participa Félix Rodrigues como representante da Universidade dos Açores, adiantando que o encontro permite ao Governo “conhecer quais as áreas de interesse das associações ambientalistas e dos outros parceiros, por um lado, e, por outro, “explicar objectivos e traçar metas”.
Além da apresentação do Programa de Governo e orientações na área do ambiente, da ordem de trabalhos deste conselho regional constava a discussão da criação de uma Entidade Reguladora de Águas e Resíduos.
Reserva Ecológica Regional e pontos de situação do Plano Regional da Água e do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Sólidos dos Açores foram os outros temas agendados para a reunião.
Este orgão consultivo da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, visa assegurar o diálogo e cooperação com entidades e organizações, de âmbito regional, na procura de consensos alargados relativamente à política ambiental.
(In GACS)

Etiquetas: , , , , ,

segunda-feira, janeiro 12, 2009

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local será realizado em São Tomé e Príncipe

Será realizado, de 4 a 9 de abril, em São Tomé e Príncipe, o 1° Encontro Internacional de Desenvolvimento Local. O objetivo é reunir especialistas de diferentes áreas para refletir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais, assim como incentivar a troca de experiências, tanto prática quanto conceitual, sobre desenvolvimento econômico. O encontro pretende abrir espaço também a debates sobre a implementação e o desenvolvimento de projetos comunitários promotores de mudanças sociais e de caminhos e soluções para romper bolsas de pobreza. A organização do evento é coordenada pela Associação RoçaMundo, em parceria com o Centro de Estudos Africanos [CEA/ISCTE], o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores [CES-UA], a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental [Nerea-Investiga] e a Universidade Autónoma de Lisboa [UAL]. As inscrições para a participação com apresentação de trabalhos encontram-se abertas até o dia 6 de fevereiro. Interessados/as devem enviar ficha de inscrição, acompanhada de resumo para Olavo Amado, responsável pelo secretariado do evento, nos seguintes endereços roca.mundo7@gmail.com ou ceiarte@cstome.net. Informações sobre o encontro estão em http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009.
(In Notícias da Rets)

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, novembro 05, 2008

Palestra "Património cultural, ambiental e paisagístico enquanto recurso do desenvolvimento local"

Realiza-se amanhã (6/11/2008) , pelas 17 horas, no Auditório da Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo (Pico da Urze), uma palestra proferida pelo Dr. Eduardo Guimarães, da Ecoteca de São Jorge, sobre "Património Cultural, ambiental e paisagístico enquanto recurso do desenvolvimento local".

Etiquetas: , , , ,