quarta-feira, novembro 18, 2009

PRESIDENTE DA GÊ-QUESTA "Planos de ordenamento de território não funcionam"

Acaba de assumir as funções de presidente da Gê-Questa, mas já integra a associação há alguns anos, sendo-lhe próximas as questões da defesa ambiental. Orlando Guerreiro afirma liderar com “atitude positiva e pro-activa” os próximos dois anos da Gê-Questa, sem esquecer o que mina o trabalho dos ambientalistas, como os planos de ordenamento do território.
Orlando Guerreiro é a nova cara na presidência da Gê-Questa. Mas não é assim que quer ser entendido. Prefere ser incluído no projecto global de defesa ambiental da associação.Em entrevista à “a União”, o jovem de 32 anos, natural de Setúbal, licenciado em engenharia do ambiente pela Universidade dos Açores (UA), dispensava o registo fotográfico, dada a vontade de fazer destacar a entidade, e não a pessoa que a vai liderar nos próximos dois anos.“Vamos ter projectos super-inovadores”, afirma Orlando Guerreiro de forma entusiasta. Aliás, esta é uma característica que o próprio reconhece em si e na forma como encara os desafios que lhe surgem e em que se envolve.Foi assim que foi observador de pesca nos Açores e no Canadá, que elaborou o trabalho de fim de curso no Brasil, que co-fundou o núcleo de ambiente da UA e da Associação de Surf da Terceira e foi também assim que se candidatou, como independente – pede para sublinhar –, pelo BE, à autarquia angrense nas últimas autárquicas.A atitude, agora na Gê-Questa, garante, vai ser “positiva e pro-activa”, sem no entanto, esquecer as dificuldades que são colocadas aos ambientalistas sedeados no Forte de São Mateus. Pessoas desconhecem os seus direitos
Orlando Guerreiro, membro dos órgãos sociais no anterior mandato da associação, afirma-se conhecedor da realidade na ilha é por isso que é peremptório ao afirmar que os planos de ordenamento do território “não funcionam”, que são instrumentos de planeamento “meramente descritivos”.Um facto que, entende, afecta de forma global a atitude das comunidades e das entidades que lidam com a preservação ambiental.“As pessoas não sabem dos seus direitos, não reclamam os seus direitos”, aponta, acabando por dar a sua opinião pessoal: “há falta de educação política – não entender partidária – nos Açores”. E não somente na área ambiental, esclarece, em todas os sectores da sociedade.Questionado pelo número de queixas que dão entrada na Gê-Questa, Orlando Guerreiro refere que os valores não são contabilizados, mas que no curto espaço em que ocupa as actuais funções já recebeu uma, deixando antever que as reclamações não são uma forma usada frequentemente pelas populações para contactar com a associação.
Gê-Questa é reflexo da sociedade
Actualmente a Gê-Questa conta com uma equipa de cinco pessoas (uma a tempo inteiro, duas a parcial, dois estagiar “L” e futuramente um reforço de mais três estagiários) e a palavra de ordem é “dinamizar”.“Queremos dinamizar a associação através de projectos de maior duração e queremos tornar este espaço no mais aprazível possível para as pessoas, trazer os sócios de volta”, conta.Orlando Guerreiro reconhece os altos e baixos que, ao longo dos anos, tem marcado a Gê-Questa, actualmente com 500 sócios, mas que tal, explica, é um “reflexo da sociedade”. “A Gê-Questa vive da vontade das pessoas e da capacidade financeira de ter mais pessoas a trabalhar nela”.Assim, entre os planos da nova direcção está o aproveitamento da sua sede para a realização de diversas iniciativas “sempre enquadradas na temática ambiental”, como por exemplo, exibição de filmes, palestras e, sublinha, a criação de um centro interpretativo ambiental: “queremos transformar este espaço de acordo com a ideologia da Gê-Questa”.
Projecto piloto na comunidade
Apesar de ainda não ter um programa de actividades definitivo, a Gê-Questa prepara-se para organizar, à semelhança de anos anteriores, uma semana do mar, daqui a sensivelmente duas semanas, em parceria com outras entidades.Este vai ser o contexto, explica Orlando Guerreiro, para apresentar um “projecto-piloto” que vão desenvolver com a comunidade piscatória relacionado com a gestão de resíduos no mar.No espaço “TIC” (Tecnologias de informação e comunicação), a Gê-Questa prevê ainda desenvolver cursos de formação à população local.
Mas a lista de actividades da Gê-Questa para os próximos dois anos não se resume aqui. Nos próximos tempos, Orlando Guerreiro e a sua equipa asseguram anunciar outras iniciativas para que, no final do mandato, aspira “haja gente sempre a sair e a entrar da Gê-Questa”.
(In Humberta Augusto (texto e fotos)-em A União)

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sexta-feira, novembro 13, 2009

Há poucos voluntários para limpar os Açores


Os Açores vão estar envolvidos, a 20 de Março de 2010, no projecto “Limpar Portugal”. O que pretendem demonstrar com esta iniciativa?
Queremos acima de tudo mostrar que o povo português e neste caso específico os açorianos tem vontade de meter as mãos à obra e ajudar a limpar a cara e o coração das nossas ilhas, tal como aconteceu o ano passado na Estónia. É de facto uma oportunidade única de juntar esforços de todas as vertentes da sociedade para um objectivo comum, educar limpando. Em Limpar Portugal seremos todos alvo e promotores de educação ambiental e cívica, uma aposta na qualidade de vida e na mudança gradual de comportamentos. Tem sido fácil encontrar voluntários nos Açores para participar no projecto de limpeza?
Ainda temos poucos voluntários nos Açores, estão registadas cerca de 60 pessoas na página oficial de Limpar Portugal, mas isto deve-se essencialmente ao facto desta iniciativa estar a dar os seus primeiros passos na região em termos de divulgação. Existem já grupos de trabalho nas ilhas Terceira, S. Miguel, Faial e penso que também em Sta Maria, que começaram muito recentemente a organizar as primeiras reuniões e a estabelecer os primeiros contactos locais para angariar voluntários e estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas. As respostas obtidas até agora por este grupo de trabalho terceirense provam uma grande abertura e aderência a esta iniciativa. Por isso acreditamos no seu sucesso também nos Açores. Pode-se desde já mencionar o apoio das seguintes entidades: Associação Rota do Futuro, Gê-Questa, Ecoteca, Montanheiros, Junta de Núcleo do CNE ….e isto é apenas o início.Aproveitando a oportunidade gostaria de deixar aqui nota sobre o registo de voluntários. Este é feito em http://limparportugal.ning.com/, em que é necessário fazer uma inscrição individual e depois procurar um grupo na sua localidade e associar-se ao mesmo. Espero que nos encontremos dia 20 de Março numa lixeira perto de si!
O dia seguinte é sempre o problema… Como será o dia seguinte a 20 de Março de 2010?
Que seja um dia em que muitos voluntários estejam ainda cansados mas satisfeitos por terem contribuído para esta causa. Esperamos sem dúvida ter uma ilha mais limpa, mas esperamos acima de tudo ter contribuído para chamar a atenção para o problema ambiental que é a deposição ilegal de lixos nas nossas ilhas e contribuir para a formação ambiental e cívica das pessoas em geral. Só assim podemos tentar para que esta realidade não se repita daqui a algum tempo. O dia 20 é apenas o culminar duma grande campanha de sensibilização, o mais importante será que tenha reflexo nas nossas atitudes diárias. E já agora podemos deixar aqui uma proposta que li algures na página oficial …. Por que não plantar uma árvore no local que ajudamos a limpar? Afinal o dia seguinte é o dia 21 de Março.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, setembro 30, 2009

Secretaria do Ambiente homenageia Eng. Ilídio Botelho Gonçalves

A Secretaria Regional do Ambiente e Mar homenageia hoje o Eng.º Ilídio Botelho Gonçalves, atribuindo o seu nome ao herbário do Jardim Botânico do Faial.
A homenagem terá lugar pelas 18:30 horas, no jardim botânico, sendo seguida de uma palestra aberta ao público intitulada “Que segredos guardam as plantas – Mimetismos das orquídeas para a polinização, mecanismos de algumas carnívoras e sobrevivência das plantas no deserto”, pela Dr.ª Carla Pinto Cruz, da Universidade de Évora.
Engenheiro Silvicultor e Arquitecto paisagístico, licenciado pelo Instituto Superior de Agronomia, o Eng.º Ilídio Botelho Gonçalves nasceu em Soutelo, Vila Pouca de Aguiar, a 18 de Janeiro de 1922, tendo-se destacado pelo seu precioso contributo na colheita de mais de 4.000 especímenes da flora dos Açores, expostos no Herbário “João de Carvalho Vasconcelos”, e descritos nas publicações “Nova Flora de Portugal” e “Flora Europeia”.Descobriu também, no cume da montanha da ilha do Pico, uma subespécie que, em sua honra, foi designada Agrostis reuteri ssp. Botelhoi. Em 1962, foi convidado para assumir a Direcção dos Serviços Florestais da Horta, cargo onde permaneceu até 1973, altura em foi nomeado Director dos Serviços Florestais de Angra do Heroísmo. Leccionou, como Professor Convidado, a disciplina de Botânica, no curso de Produção Florestal da Universidade dos Açores.Após a sua aposentação, foi convidado a participar na elaboração da “Enciclopédia Açoriana”, da responsabilidade do Centro de Conhecimentos dos Açores.
(In Canal de Notícias dos Açores)

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sexta-feira, setembro 18, 2009

Lançamento do livro “Açores - um retrato natural” - Uma visão fascinante das maravilhas naturais dos Açores

O biólogo e fotógrafo Pedro Cardoso, autor da exposição de fotografia “Açores: do FOGO à FLORESTA”, actualmente em exibição no EXPOLAB (Lagoa, São Miguel), convida-nos, neste livro, a conhecer a diversidade de vida terrestre nos Açores com fotografias em grande formato, de diferentes ângulos (panorâmicas e de detalhe), que nos transportam a lugares e personagens pouco conhecidos. Às fotografias juntam-se pequenos textos, da autoria de investigadores associados à Universidade dos Açores, destinados ao público em geral, que nos vão conduzindo na descoberta da variedade de forma e cor em diferentes paisagens dos Açores. Publicado pela VerAçor, este livro teve o apoio do Centro de Tecnologias Agrárias do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (CITA-A), Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Direcção Regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Associação espeleológica “Os Montanheiros” e Direcção Regional do Turismo. O livro será lançado no próximo dia 20 de Setembro (Domingo) às 15h30, no átrio do Anfiteatro C da Universidade dos Açores em Ponta Delgada, integrado no simpósio “O ERRO DE DARWIN e o que estamos a fazer para o corrigir”. A entrada é livre. Terá a oportunidade de conversar com o fotógrafo, autores dos textos e representante da editora. O livro estará exposto no local para consulta e venda. Depois do lançamento estará à venda nas maiores livrarias no continente e ilhas e outros locais de divulgação do património dos Açores.
Ponta Delgada, Universidade dos Açores (Átrio do Anfiteatro C)20 de Setembro (Domingo) às 15h30Apresentação do livro pelo Prof. Virgílio Vieira.

(in Naturdata)

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Turfeiras dos Açores

Para quem ainda não conhece, gostaria de referir neste post um dos mais importantes patrimónios naturais dos Açores, infelizmente bastante desconhecido da maior parte de todos nós, as turfeiras.
As turfeiras, ou turfa, é um tipo de vegetação habitualmente encontrado nas partes altas (mais 500m altitude) que está perfeitamente adaptado à captação de grandes volumes de água, quer por precipitação directa quer por intercepção de nevoeiros, mais conhecida entre nós por vegetação húmida. As turfeiras conseguem, conforme o seu tipo de composição vegetal, reter entre 73% (turfa de graminóides) e 94% (turfa de Sphagnum) do seu peso em água, funcionando como uma enorme esponja que armazena a água regulando as escorrências de água após eventos de grande precipitação evitando não só as erosões dos solos, bem como que estas águas se percam de imediato. As turfeiras têm igualmente um papel bastante importante de purificação da água, uma vez que retêm na sua estrutura todas as substâncias que estão diluídas, incluindo substâncias tóxicas.
Por estas e por outras razões as turfeiras são essênciais para a manutenção não só da diversidade natural das ilhas, bem como para garantir níveis de fornecimento de água correctos.
Infelizmente, ao que tudo indica, cerca de 50% da área de turfeira dos açores já foi alvo de intervenção humana, em particular para criação de pastagens ou de floresta de produção.
É um facto de temos por garantido que as ilhas açorianas não têm problemas de falta de água, mas situações como as ocorridas na ilha Terceira mostram-nos que a redução de áreas ocupadas por turfeira terão consequências graves no ciclo hidrológico.
Poderão encontrar mais informação neste artigo publicado por elementos do Gabinete de Ecologia Vegetal e Aplicada (GEVA) da Universidade dos Açores, e que serviu de suporte para este post.

(in Horta XXI)

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domingo, agosto 09, 2009

Falta de água encabeça preocupações ambientais

Orlando Guerreiro: “Os nossos hábitos actuais de consumo de água são bem mais exigentes do que no passado e infelizmente perdemos bons hábitos de antigamente. Seria interessante as Câmaras Municipais incentivarem os seus munícipes a construírem sistemas que reutilizam as águas cinzentas como forma de poupança de água”.




Foi eleito por unanimidade como presidente da Gê-Questa, na passada quarta-feira. Quais serão as suas primeiras medidas, enquanto presidente da associação?
As primeiras medidas a realizar passam por tentar atrair jovens para realizarem estágios ao abrigo do Estagiar-L e Estagiar-T, para podermos pôr em prática vários projectos que temos "na gaveta". São projectos que visam a melhoria da qualidade de vida da comunidade em geral. Pretendemos ainda reavivar o contacto com os sócios e com a comunidade, por exemplo através de uma maior divulgação do nosso blogue http://ge-questa.blogspot.com/.
Quais são as preocupações ambientais mais urgentes na ilha Terceira actualmente?
Existem vários problemas. A falta de água, por má gestão dos recursos hídricos e deturpação da percepção humana acerca do consumo de água é um deles. Actualmente poucas pessoas usam cisternas para recolha de água como era feito no passado. Os nossos hábitos actuais de consumo de água são bem mais exigentes do que no passado e infelizmente perdemos bons hábitos de antigamente. Seria interessante as Câmaras Municipais incentivarem os seus munícipes a construírem sistemas que reutilizam as águas cinzentas como forma de poupança de água. O desordenamento do território, principalmente nas zonas de baixa altitude como a Serretinha, Biscoitos, Porto Martins, etc. é outro problema, que tem provocado uma adulteração da linda paisagem da ilha Terceira. Para além disso há ainda a deposição de lixos e entulhos o consumismo desenfreado e claro a herança Americana.
Foi noticiado recentemente que metade das 32 espécies endémicas em risco nos Açores pode desaparecer dentro de pouco tempo. O que é que deverá ser feito para evitar a extinção das espécies endémicas na Região?
Para além das importantes medidas que estão para ser implementadas como a criação de parques, poderão ser feitas também campanhas de sensibilização junto das instituições e da comunidade. Dar a conhecer e a entender o que são as espécies endémicas é um importante passo. Apenas amamos o que conhecemos e obviamente apenas damos valor ao que amamos. Penso que seria interessante substituirmos a invasora hortense que temos como bandeira dos Açores pela endémica e linda Azorina vidalii por exemplo.
Os terceirenses já estão mais conscientes para preservação da natureza?
Sim, sem dúvida. Penso que ainda há um longo caminho a percorrer, mas que estamos no bom caminho.

(in Diário Insular)

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sexta-feira, julho 31, 2009

Baleia morre na Praia da Vitória

Uma baleia de bico morreu hoje junto à praia da Riviera, na Praia da Vitória, ilha Terceira, anunciou a marinha.
O animal fazia parte de um conjunto de quatro que apareceu nas ultimas horas na baía da Praia, junto ao cais comercial de passageiros.Não há explicações para o surgimento destas baleias no interior da baía.

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sábado, julho 25, 2009

Modelo de Apoio à decisão para gerir a lavoura e água - Poluição luminosa

sexta-feira, julho 17, 2009

Uma Abordagem Multicritério à Gestão de Resíduos Sólidos na Ilha Terceira.

Bela Dutra e Emiliana Silva, apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Uma Abordagem Multicritério à Gestão de Resíduos Sólidos na Ilha Terceira".

Neste trabalho a metodologia consiste na utilização dos modelos de apoio à tomada de decisão para a localização de um aterro de inertes em ilhas, nomeadamente da gestão ambiental da ilha Terceira (Açores, Portugal). A resolução recorreu à análise de seis alternativas-espaço através do método da análise multicritério, mais especificamente da técnica SMART (Simple Multicriteria-Atribute Rating Tecnique) com o auxílio de uma escala percentual.
São avaliados critérios económicos, ambientais e funcionais compostos por vários atributos (ou características). É o Agente de Decisão (AD) o responsável pelas ponderações percentuais (ou valor original), permitindo a hierarquização das alternativas-espaços (Direct Rating), através do cálculo do padrão peso normalizado. Os resultados da fronteira eficiente definem as alternativas-espaço dentro da solução óptima, excluindo as restantes localizações. A análise de sensibilidade indica que é a alternativa SS_02 a localização da Ilha Terceira com maior potencial para a instalação de um aterro de inertes.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quarta-feira, junho 10, 2009

NA ESCOLA FRANCISCO ORNELAS - Clube do Ambiente criado há 15 anos

É o mais antigo clube escolar dos Açores. Fundado em 1994, o Clube do Ambiente da Escola EB 2,3 Francisco Ornelas da Câmara (FOC), na Praia da Vitória, conseguiu manter-se em actividade até hoje com um número crescente de alunos empenhados na defesa e preservação da flora e avifauna naturais do arquipélago açoriano.
Reúnem-se uma vez por semana, em horário extra-escolar, e executam durante um par de horas programas elementares de educação ambiental através de documentação e vídeos temáticos. Mas as actividades do Clube do Ambiente (CA) contemplam o estudo e a descoberta das espécies que constituem a flora endémica dos Açores e a avifauna desta região em trabalhos de campo e visitas de estudo na Terceira, bem como expedições promovidas às ilhas do Pico, Faial, São Jorge e São Miguel. O seu currículo conta ainda com visitas efectuadas à Madeira (Jardim Botânico do Funchal e Floresta Laurissilva) e Parque Nacional da Peneda-Gerês, no continente.
“Preocupamo-nos com o estudo do património natural dos Açores, especialmente a flora, plantas endémicas, e avifauna. Durante as expedições e visitas de estudo registámos em fotografia centenas e centenas de espécies endémicas”, revela o responsável pelo Clube do Ambiente, ao nosso jornal, referindo que a próxima viagem será à ilha do Pico motivada pela observação de cetáceos. Sobre o imenso espólio fotográfico, Álvaro Areias acrescenta que parte desse trabalho desenvolvido no CA há 15 anos “tem sido partilhado com o Portal da Biodiversidade, da Universidade dos Açores”.
O financiamento para a realização de viagens e a compra de material de estudo é assegurado, em grande parte, através do pagamento de uma quota semanal estabelecida pelos alunos envolvidos no passeio. “Começamos a preparar em Setembro a saída de Julho ou Agosto do ano seguinte”, diz Areias, sublinhando, no entanto, que é gratuito pertencer a este clube.
Para que os alunos associados possam conhecer e reconhecer as riquezas naturais dos Açores contam pontualmente com a ajuda de Os Montanheiros e Ecoteca de Angra do Heroísmo na partilha de informação.
Outras preocupações do CA, resume o professor de História e Geografia de Portugal, passam pela teoria dos três R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), a poupança dos recursos naturais e o tema do aquecimento global. “Os alunos levam isto tudo muito a sério e acabam por influenciar pais, familiares e amigos com as questões ecológicas que aqui aprendem. O contacto com o Clube tem, portanto, um efeito multiplicador muito grande”, refere o docente.
Um considerável efeito teve também o escutismo na educação de Areias, o que o motivou anos mais tarde a fundar o CA em conjunto com o professor João Paulo Rodrigues actualmente retirado do grupo. “O facto de ter frequentado o grupo de escuteiros [da Agualva] desde criança moldou-me e fez-me ficar mais sensível à protecção do meio ambiente”, justifica o responsável.

Costa das Quatro Ribeiras em desdobrável

A flora e avifauna da costa das Quatro Ribeiras, freguesia do concelho da Praia da Vitória, serão tema de estudo do CA a apresentar em desdobrável de quatro páginas com texto, fotografias e mapas.
“O trabalho de campo nessa zona protegida está concluído e os textos estão em parte escritos. Falta apenas pedir a um especialista na área para fazer a revisão da matéria”, adianta o responsável pelo grupo, acrescentando que esperam finalizar o projecto ainda este ano.
Segundo Areias, o objectivo do desdobrável, aliás, é “criar um instrumento formativo/informativo para colocar à disposição das entidades que estão à frente das localidades em causa”. O próximo passo é conseguir apoio financeiro.
Neste contexto, o referido trabalho está a ser desenvolvido à semelhança do que foi feito sobre a costa da Urzelina, em São Jorge, resultado da estadia de uma semana naquela ilha. No entanto, apesar do empenho e dedicação do CA, o desdobrável não está disponível por falta de financiamento. “O trabalho está pronto a imprimir. Aguardamos, entretanto, o contacto da Junta de Freguesia da Urzelina que prometeu colaborar connosco”, revela o docente.
Este género de produção e edição não se mostram novidade para as duas dezenas e meia de membros do CA, rapazes e raparigas do 5º ao 9º ano de escolaridade, um grupo associativo que já produziu e editou outros dois desdobráveis. Nos anos de 2001 e 2003 foram apresentados respectivamente “A Flora e Avifauna da Costa do Porto Martins”, na ilha Terceira, e “A Flora e Avifauna da Fajã das Almas”, em São Jorge.

(In Sónia Bettencourt smailto:sonia@auniao.com em A União)

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segunda-feira, junho 08, 2009

Governo vai disponibilizar base de dados de informação ambiental

O Governo dos Açores vai disponibilizar, durante a actual legislatura, uma base de dados de informação ambiental sobre as ilhas, a qual ficará acessível ao público em geral através da Internet.A informação foi avançada ontem, na Horta, pelo secretário regional do Ambiente e do Mar, durante a apresentação pública de dois projectos de Disponibilização de Informação sobre o Ambiente. Para Álamo Meneses, esta iniciativa, que vem de encontro a um compromisso assumido no Programa do X Governo dos Açores, visa disponibilizar informação ambiental de qualidade para utilização pelo sistema educativo, associações de Ambiente e público em geral. “Se não conhecermos o valor do nosso património ambiental dificilmente saberemos também protegê-lo”, argumentou o governante.Segundo revelou o secretário regional, essa informação – textos, fotografias, áudio e vídeo – será colocada no Portal do Governo, na parte correspondente ao Ambiente, e pretende ser “um acervo integrado de informação multimédia sobre as diversas facetas do Ambiente nos Açores”.Na sessão de ontem, evocativa do Dia Mundial do Ambiente, foram já apresentados dois projectos, um especificamente sobre as questões marinhas (o REMA - Rede de Educação Marinha dos Açores), outro sobre a parte terrestre, com destaque para as plantas e as aves (SIARAM – Sentir e Interpretar o Ambiente com Recurso a Auxiliares Multimédia).“O que nos queremos é integrar toda esta informação, quer colocando-a directamente nesse repositório, quer criando um conjunto de ligações para outros portais que foram sendo criados pela Universidade dos Açores e por outras diversas entidades”, explicou Álamo Meneses.O Portal do REMA, hoje oficialmente apresentado, poderá ser acedido a partir de segunda-feira, Dia Mundial dos Oceanos, através do endereço http://www.remazores.info.Actualmente com 14 links, este Portal, numa segunda fase, irá desenvolver um Fórum Temático (28 de Julho) e Espaços Média (1 de Outubro), de Ciência (24 de Novembro) e de Voluntariado (5 de Dezembro). Financiada pelo Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, esta Rede é actualmente coordenada pelo Departamento de Oceanografia e Pescas e o Centro do Instituto do Mar da Universidade dos Açores. Por sua vez, o projecto SIARAM, que é mais recente, está ainda numa fase de trabalhos de campo, com a recolha de informação. No futuro sítio deste projecto será incluída uma biblioteca digital com todas as publicações de temática ambiental editadas pelo Governo.
(in GACS)

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domingo, junho 07, 2009

Campos de golfe provam desacerto ambiental

FILIPE FERNANDES, aluno do Mestrado em Engenharia do Ambiente e membro da Gê-Questa afirma: “É necessário exercer fiscalização, penalizando os prevaricadores, e promover as boas práticas”
A humanidade comemorou ontem mais um Dia Mundial do Ambiente. Os sinais globais não são positivos. Quais os principais problemas que nos podem afectar de forma particular aqui nos Açores e nesta parte do Atlântico?
Em termos globais, podemos falar de alterações climáticas, e os Açores não estão imunes aos efeitos destas. Já se começam a notar alguns dos efeitos, como verões mais secos, maior ocorrência de eventos extremos, tempestades, e mesmo algumas situações de falta de água. Também podemos falar de problemas associados à biodiversidade, com situações de entrada de espécies invasoras que vêm prejudicar o ecossistema da ilha, o nosso ambiente, e mesmo a nossa sustentabilidade económica. Vejam-se os casos de Escaravelho Japonês e das Térmitas.
Continuamos a ouvir falar de aterros sanitários e depois verificamos que são lixeiras a céu aberto… Será assim tão difícil resolver ao menos este problema da recolha e acondicionamento de resíduos?
Difícil não diria, custoso em termos económicos e políticos, sim. É preciso implementar sistemas de recolha de resíduos sólidos, e tratamento destes, melhores, e mais eficientes, que por sua vez têm um custo mais elevado, que é preciso transmitir aos produtores, segundo o princípio do poluidor-pagador. Também é necessário exercer fiscalização, penalizando os prevaricadores, e promover as boas práticas. Todas estas medidas exigem mais dinheiro, que deverá ser bem justificado perante os contribuintes, e dos utilizadores do sistema, e é precisa vontade política para penalizar alguns interesses, e práticas, que se encontram em alguns casos enraizados na nossa cultura.
Já foram divulgadas previsões que apontam para falhas na produção/captação de água para consumo público em quase todas as ilhas. Nuns casos os problemas já se sentem. O que tem falhado?
Diversos são os factores que têm levado à escassez de água. Alterações do regime pluviométrico, menos chuva nos meses de Verão, falhas na captação de água, com insuficiente protecção das zonas de captação e dos aquíferos, falta de investimento nos sistemas de abastecimento de água, com o consequente aumento das perdas na rede e ineficiências do sistema, e finalmente, desperdício de água por parte de alguns consumidores, que ainda consideram a água como um bem inesgotável e barato.
Qual o balanço geral que faz da situação do ambiente nos Açores?
A situação do ambiente nos Açores tem evoluído, de modo geral, de forma positiva. Grande parte da legislação e das estratégias (planos) em matéria de ambiente já se encontram em vigor, mas falta ainda muita implementação. A fiscalização é deficiente, falta transversalidade nas políticas de ambiente, quando uma política em determinada área é elaborada/definida, deveria ter em consideração os seus impactes ambientais, e as suas consequências. Um exemplo desta falta de transversalidade é a decisão da construção de Campos de Golfe em algumas ilhas com manifestos problemas de falta de água, quando se sabe que estas estruturas requerem muita água para o seu funcionamento.
(in Diário Insular)

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domingo, maio 31, 2009

Notification of the Secretariat for the Environment and the Sea about environmental protection in the Azores

The Places of the region of Macaronesia (Azores, Madeira and Canary islands) were recognised as Sites of Conservation Importance (SCI) in December of 2001. These were the first sites in Europe to be officially designated as such under the EU Habitats Directive. From the time a Site has been recognised as an SCI, the Member-State must designate it as a Special Conservation Zone (SCZ), as soon as it has the means that are necessary for its protection or, when applicable, rehabilitation. In 2006, the Autonomous Region of the Azores published in the Jornal Oficial its Sectorial Plan for the 2000 Natura Network. This legal document summarises the measures of environmental protection and conservation applicable to SCI sites in the Azores that resulted from a study conducted over the past several years and which culminated in a policy proposal submitted by two departments of the University of the Azores.
Even though the criterion for the transformation of SCI sites into SCZ sites has been met, the Autonomous Region of the Azores shall only advance with their official designation only when the the Land-Management Plans of the diverse Natural Parks of the Azores is published. This approach results from the application of the highest standards of environmental protection that the Region has adopted and pursued in its classified zones. In this regard, the Azores is a the forefront of European Environmental Conservation.
The posture of the Autonomous Region of the Azores in this domain has been exemplary. Besides belonging to the first group that presented sites to be classified in accordance with the Habitats Directive (Macaronésia) , the Azores were the first European Region to propose the classification of an area outside of the Territorial Sea (D. João de Castro) and also the first to present sites located in the deep sea. Indeed, it was under the initiative of the Autonomous Region that Portugal presented, to the EU Commission, a SCI application for the two deep sea hydrothermal springs of Menez Gwen and Lucky Strike on the 15th October, 2008.
However, it should be noted that the meritorious posture of the Azores in this domain extends beyond its adherence to the 2000 Natura Network. Under the auspices of the Oslo-Paris Convention (OSPAR), which identified a network of maritime areas of environmental importance, the Autonomous Region of the Azores proposed the classification of seven sites, one of which, the Rainbow site, is located outside the Exclusive Economic Zone. At the present time, the Azores awaits the recognition of a zone known as Sedlo, a deep sea ridge. In addition to the aforementioned, there are two areas in the Azores that are classified as Biosphere Reserves, the islands of Corvo and Graciosa. A third area is about to be classified, Flores island. Comparatively speaking, it should be noted that in the rest of the country there is only one area with enjoys such a statute. In the Azores there are 12 areas that were classified under the auspices of the Ramsar Convention. The Government of the Azores is also preparing an application for the classification of a Geopark. If accepted, this application will mean the recognition and classification of more than a hundred Geo-Sites.
It is also for these reasons that the Region was considered, by the National Geographic Traveller, the second best archipelago in the world in terms of sustainable development and the island of Pico one of the best islands to live in the world, by Revista Islands.
(in GACS)

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sexta-feira, maio 22, 2009

Atitudes face ao Ambiente

Foram realizadas no dia 18 de Maio de 2009, no Colégio de Santa Clara em Angra do Heroísmo, duas conferências, para alunos do primeiro e segundo ciclo do ensino básico, sobre o Ambiente e atitudes faces ao Ambiente, pelas professoras do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Emiliana Silva e Rosalina Gabriel.

Além de alguns jogos educativos realizados com os alunos, acerca da importância dos domínios: água, ar e água também abordaram questões sobre a gestão de resíduos sólidos e foram exploradas algumas preocupações dos habitantes dos Açores comparativamente a Castelo Branco, duas regiões periféricas portuguesas, numa tentativa de explicar a esse alunos os conteúdos da obra "Atitudes face ao Ambiente em Regiões Periféricas", editado pelas duas professoras.

Emiliana Silva e Rosalina Gabriel, definem ambiente tal como se adoptou na Lei de Bases do Ambiente de 1987 "o conjunto dos sistemas físicos, químicos e biológicos e das suas relações, e dos factores económicos, sociais e culturais, com efeitos directos ou indirectos, mediatos ou imediatos sobre os seres vivos e a qualidade de vida do homem". As professoras tentaram explorar este conceito com uma população estudantil que tem apresenta, dada a fase etária em que se encontram, alguma dificuldade em compreender este conceito abrangente.

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terça-feira, maio 19, 2009

“As campanhas ambientais funcionam”

Em “As atitudes face ao ambiente em regiões periféricas”, Rosalina Gabriel e Emiliana Silva concluem que os açorianos demonstram atitudes pró-ambientais em áreas como os resíduos sólidos, fruto das campanhas de sensibilização. As professoras da Universidade dos Açores defendem agora o mesmo investimento na área da água.


Este livro parte de uma comparação entre as atitudes ambientais dos açorianos e dos habitantes de Castelo Branco. Como surge este ideia?
Emiliana Silva: Surge um pouco na sequência de eu ter feito um trabalho sobre atitudes ambientais com a população das Fontinhas. Foi a minha tese de mestrado. Na altura, eu e a professora Rosalina éramos colegas de gabinete, soubémos que havia um projecto de investigação e avançámos, de forma apaixonada e empenhada.
Rosalina Gabriel: O que estas duas regiões têm em comum é o facto de serem periféricas. Os Açores por se tratarem de ilhas e Castelo Branco por estar relativamente distante dos centros de decisão, tanto de Lisboa como do Porto. No caso de Castelo Branco a barreira é terrestre, no do arquipélago é marítima. Já se fizeram estudos semelhantes em todo o país, mas nunca focando particularmente as regiões periféricas. A amostragem que fazem é da população em geral e há mais informação sobre os centros urbanos do que sobre regiões mais pequenas, com menos peso.
Emiliana Silva: O nosso trabalho, para além de tratar do tema do ambiente em geral, desenvolve também uma série de afirmações para problemas específicos, como a água, os resíduos sólidos ou a biodiversidade.
Como é que este estudo foi colocado no terreno?
Rosalina Gabriel: Pensámos que uma amostra interessante seria mil e duzentas pessoas, todas adultas. Estratificámos por idades: Entre os 18 e os 25 anos, dos 26 aos 45, e mais de 45. Temos o mesmo número de pessoas em cada um destes escalões. Outro aspecto foi o residencial, ou seja, a distinção entre o rural e o urbano.
Emiliana Silva: Também tivemos em conta uma amostra de 600 cidadãos em Castelo Branco e 600 nos Açores. Depois de termos delineado isto, foram feitos os inquéritos, de porta em porta. Surgiu assim este inventário de opiniões.
A que conclusão é que chegaram? Quais são as diferenças entre as duas regiões?
Rosalina Gabriel: Embora as percentagens sejam inferiores às que foram obtidas para o Continente português e países como Espanha e Estados Unidos da América, as atitudes são claramente pró-ambientais.
Emiliana Silva: Penso que as diferenças maiores deram-se nos casos da água e dos resíduos sólidos. Como Castelo Branco é uma zona mais árida, as pessoas acham que há escassez de água e têm uma atitude de poupança. Aqui as pessoas, talvez porque chove muito, achavam que não era uma questão essencial. Pensamos que, se fizéssemos o estudo agora, as pessoas teriam outras respostas… Quanto aos resíduos sólidos, aqui demonstrámos ser mais conservadores e ter atitudes que levam mais à reciclagem e à reutilização, também porque vivemos num espaço limitado.
Podemos concluir que o próprio espaço influencia as atitudes ambientais das pessoas?
Emiliana Silva: Sim, mas não só. Também se trata da própria cultura...
Rosalina Gabriel: Também tem existido um investimento muito grande, de informação, ao nível das câmaras municipais, isto não pode ser negado. É algo que também tem sido feito pelo Governo e, informalmente, através das telenovelas, da publicidade. Enquanto nada disto acontece para a biodiversidade ou até para o consumo da água.
Emiliana Silva: Cá, vemos que a atitude face aos resíduos sólidos também passa muito pela publicidade que passa na televisão, pelos folhetos que a câmara manda… Há sempre uma lembrança. No caso da água, as coisas ainda estão numa fase muito inicial.
Rosalina Gabriel: Um dos factores interessantes é que a faixa etária mais jovem demonstra a atitude mais pró-ambiental face aos resíduos sólidos, mas a faixa a partir dos 45 anos é muito confiante no futuro, não se demonstra muito preocupada com a falta de recursos… Essa confiança no futuro é boa, mas os mais jovens demonstram ser mais realistas. É preciso ver que as pessoas com 45 anos ou mais, por a esperança média de vida estar a aumentar, vão estar na população activa durante muito tempo, influenciar os outros, desempenhar cargos políticos… Seria interessante direccionar campanhas publicitárias também para esta população, que tem, muitas vezes, filhos em idade de aprender. Mesmo assim, a percentagem de pessoas com mais de 45 anos que têm atitudes pró-ambientais face aos resíduos sólidos é, nos Açores, mais elevada do que noutros sítios.
A água é o nosso calcanhar de Aquiles?
Emiliana Silva: Nos Açores as atitudes de confiança em relação à água são muito grandes, isso é claro. É uma área onde se têm de agir, sem dúvida.
O que diferenciou mais as duas regiões?
Rosalina Gabriel: Os açorianos têm atitudes mais pró-ambientais em relação à biodiversidade, por exemplo quanto às áreas protegidas, à diversidade das actividades agrícolas e à presença de espécies endémicas, que também existem na Serra da Estrela.
Emiliana Silva: Penso também que isto, de algum modo, tem sido debatido a nível regional. Somos cativados para manter a nossa paisagem, a nossa diversidade… Mesmo em termos de promoção turística. Comparativamente a Castelo Branco, há um esforço maior das instituições em apelar à protecção da biodiversidade. As campanhas têm sido determinantes nas atitudes ambientais das populações…
Emiliana Silva: Sem dúvida. É errada a ideia de que as campanhas não resultam! Em relação aos resíduos sólidos isso estão por todo o lado, desde as juntas, às câmaras e ao Governo Regional, até à publicidade que passa na televisão. Se isto fosse feito, desta forma continuada, em relação à água, teríamos resultados. De certeza.

(in DI-Revista)

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terça-feira, maio 12, 2009

Açores esclarecem pré-contencioso ambiental

O Governo dos Açores considera que “está ultrapassado” o pré-contencioso com a Comissão Europeia relativamente à falta de designação de Zonas Especiais de Conservação (ZEC).
A posição foi expressa pelo director regional do Ambiente, que participou hoje, em Lisboa, numa reunião de pré-contencioso ambiental entre a Comissão Europeia e diversos Ministérios e as Regiões Autónomas de Portugal.
Segundo Frederico Cardigos, esta questão ficou ultrapassada quarta-feira, quando o Conselho do Governo fez aprovar na ilha do Pico, sob a forma de Decreto Regulamentar Regional, a declaração das ZEC.
Na reunião de hoje, o director regional do Ambiente disponibilizou-se ainda a receber os representantes da Comissão Europeia para que estes, nos locais classificados dos Açores, possam “verificar a implementação das medidas de gestão e conservação”.
As ZEC resultam da nomeação dos Sítios de Interesse Comunitário (SIC), o que aconteceu em 2001 para toda a Região Macaronésica, em conjunção com a implementação das respectivas medidas de gestão.
O processo só se considera concluído com a publicação de um diploma que, justificadamente, transcreva os SIC para ZEC.
No caso dos Açores, após a caracterização das áreas, elaboração dos respectivos planos de gestão, a sua implementação progressiva e a integração da diferente documentação no Plano Sectorial para a Rede Natura 2000 dos Açores (publicado em 2006 em Jornal Oficial), considerou-se haver agora condições para aprovar a designação das ZEC.
Os trabalhos de caracterização e elaboração de propostas de gestão foram realizados nos últimos dez anos em estreita colaboração com os Departamentos de Oceanografia e Pescas e Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
(In GaCS/FG/DRA)

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quarta-feira, abril 01, 2009

Atitudes face ao Ambiente - Livro de Emiliana Silva e Rosalina Gabriel

sexta-feira, março 27, 2009

DIFERENÇAS ENTRE AÇORIANOS E ALBICASTRENSES

Coordenado por Emiliana Silva e Rosalina Gabriel, o livro “As atitudes face ao ambiente em regiões periféricas” dá a conhecer as atitudes de açorianos e albicastrenses face à água, aos resíduos sólidos e à biodiversidade. Com uma amostragem de 600 inquiridos em Castelo Branco e 600 em São Miguel e Terceira, as investigadoras concluíram que enquanto os açorianos se preocupavam mais com a diminuição de resíduos sólidos, dada a falta de espaço da região, os albicastrenses demonstravam maior percepção sobre escassez de água (lembre-se que os inquéritos foram feitos em 2004).Segundo Emiliana Silva, a população inquirida demonstrou ainda “grande preocupação com a manutenção do ambiente”. A investigadora destaca ainda que surpreendentemente a maioria dos inquiridos mostrou-se favorável à sobrevivência das moscas, um ponto positivo quanto à biodiversidade.O livro, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é apresentado por Álamo Meneses, no próximo sábado, pelas 16h30, no pólo do Pico da Urze da Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, março 16, 2009

Praia Ambiente investe 2 Milhões

A Praia Ambiente vai investir dois milhões na captação de água.O presidente da empresa explicou, também hoje, os atraso no estudo do LNEC sobre a alegada contaminação do aquífero base da Terceira.

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Paúl da Praia da Vitória

No final deste Verão, a Câmara Municipal da Praia da Vitória deverá concluir os trabalhos de reabilitação do Pául, zona de de nidificação de aves.

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