segunda-feira, julho 20, 2009

Açorianos promovem debate em Cabo Verde

A percepção da população da ilha Terceira sobre as alterações climáticas foi um dos temas apresentados no Congresso de Ciência Regional, em Cabo Verde.
Cerca de 60 autores da Universidade dos Açores reuniram-se em Cabo Verde num encontro que conjugou o 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, o 1º Congresso de Ciência Regional de Cabo Verde, o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional e o 3º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza.
O evento, realizado na Cidade da Praia, Ilha Santiago, contou com a presença de cerca de 250 congressistas. O Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores foi um dos que registou mais participação. No total foram apresentados doze estudos sobre variadas temáticas.
Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas - A percepção dos Terceirenses no Arquipélago dos Açores, Portugal foi um dos trabalhos apresentados por Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima.
O estudo realizado com base num inquérito a 250 habitantes da ilha Terceira foi tese de mestrado de Manuela Figueiredo. As conclusões do estudo demonstraram que apesar de terem ideias concretas sobre determinados fenómenos, as pessoas nem sempre conseguem fazer uma ligação entre eles.
De acordo com Félix Rodrigues, um dos factos comprovados com o estudo prende-se com a importância que a população da ilha atribui à problemática. “As alterações climáticas globais não são a principal prioridade das pessoas”, revela.
Em primeiro lugar surge o terrorismo, seguido da SIDA e da fome. Só em quarto lugar aparecem as preocupações climáticas. Os dados provam ainda que é a comunicação social que marca a agenda de preocupações da população.
Segundo o professor da Universidade dos Açores, a população mostrou ainda utilizar mecanismos de protecção do próprio indivíduo, uma vez que tendem a pensar que o problema só atingirá primeiro países longínquos.
Os investigadores defendem, portanto, uma estratégia de promoção adequada e feita por cientistas, dado que os inquiridos atribuíram mais credibilidade aos cientistas do que a políticos, por exemplo.
Para combater a má informação, os especialistas acreditam ser necessário utilizar uma linguagem mais apropriada, assim como desmistificar algumas confusões. A título de exemplo, Félix Rodrigues salienta a confusão feita entre os conceitos de buraco do ozono e aquecimento global.

TRABALHO DE MARIA HELENA GUIMARÃES DISTINGUIDO

Prémio Bartolomeu da APDR atribuído a investigadora da Uaç.
Maria Helena Guimarães, do Gabinete de Conservação e Gestão da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, venceu o prémio “Bartolomeu”, da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR).
O trabalho de Maria Helena Guimarães intitulava-se “O uso da metodologia-Q para obter intervenientes – Discursos sobre o desenvolvimento futuro da zona da Costa da Ria Formosa, no sul de Portugal”.
O Prémio “Bartolomeu” é atribuído a cientistas com menos de 33, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR.
O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. A Coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional foram os critérios de apreciação.
O trabalho a concurso utilizava uma nova metodologia com significado estatístico que permitia identificar critérios para uma estratégia efectiva e eficaz de conservação do sistema lagunar da Ria Formosa, no Algarve. Os diferentes grupos sociais, com interesses na área, têm diferentes perspectivas e desejos de conservação para o lugar.
A análise levada a cabo pela autora permitiu identificar esses discursos e as distintas perspectivas a serem integradas na gestão e conservação do sistema lagunar em análise e com possibilidades de aplicação a outros domínios.
(in Diário Insular)

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sábado, julho 18, 2009

Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas

Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas - A percepçãodos Terceirenses no Arquipélago dos Açores, Portugal".
Sendo as Alterações Climáticas Globais uma temática actual, onde as preocupações científicas, políticas e dos cidadãos são crescentes, torna-se pertinente o estudo sobre o que as pessoas pensam, o que sabem, que opinião têm acerca dos riscos das alterações climáticas, podendo os resultados deste estudo ser úteis na decisão e na implementação de medidas de mitigação e adaptação.
Neste trabalho apresentam-se as principais conclusões de um estudo sobre percepção das alterações climáticas globais levado a cabo na ilha Terceira no Arquipélago dos Açores.
Com base nos resultados obtidos propõem-se estratégias educativas e comunicativas, de modo a facilitarem a implementação de medidas mitigadoras das alterações climáticas globais, em termos da ilha e, se possível, dos Açores.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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terça-feira, maio 19, 2009

“As campanhas ambientais funcionam”

Em “As atitudes face ao ambiente em regiões periféricas”, Rosalina Gabriel e Emiliana Silva concluem que os açorianos demonstram atitudes pró-ambientais em áreas como os resíduos sólidos, fruto das campanhas de sensibilização. As professoras da Universidade dos Açores defendem agora o mesmo investimento na área da água.


Este livro parte de uma comparação entre as atitudes ambientais dos açorianos e dos habitantes de Castelo Branco. Como surge este ideia?
Emiliana Silva: Surge um pouco na sequência de eu ter feito um trabalho sobre atitudes ambientais com a população das Fontinhas. Foi a minha tese de mestrado. Na altura, eu e a professora Rosalina éramos colegas de gabinete, soubémos que havia um projecto de investigação e avançámos, de forma apaixonada e empenhada.
Rosalina Gabriel: O que estas duas regiões têm em comum é o facto de serem periféricas. Os Açores por se tratarem de ilhas e Castelo Branco por estar relativamente distante dos centros de decisão, tanto de Lisboa como do Porto. No caso de Castelo Branco a barreira é terrestre, no do arquipélago é marítima. Já se fizeram estudos semelhantes em todo o país, mas nunca focando particularmente as regiões periféricas. A amostragem que fazem é da população em geral e há mais informação sobre os centros urbanos do que sobre regiões mais pequenas, com menos peso.
Emiliana Silva: O nosso trabalho, para além de tratar do tema do ambiente em geral, desenvolve também uma série de afirmações para problemas específicos, como a água, os resíduos sólidos ou a biodiversidade.
Como é que este estudo foi colocado no terreno?
Rosalina Gabriel: Pensámos que uma amostra interessante seria mil e duzentas pessoas, todas adultas. Estratificámos por idades: Entre os 18 e os 25 anos, dos 26 aos 45, e mais de 45. Temos o mesmo número de pessoas em cada um destes escalões. Outro aspecto foi o residencial, ou seja, a distinção entre o rural e o urbano.
Emiliana Silva: Também tivemos em conta uma amostra de 600 cidadãos em Castelo Branco e 600 nos Açores. Depois de termos delineado isto, foram feitos os inquéritos, de porta em porta. Surgiu assim este inventário de opiniões.
A que conclusão é que chegaram? Quais são as diferenças entre as duas regiões?
Rosalina Gabriel: Embora as percentagens sejam inferiores às que foram obtidas para o Continente português e países como Espanha e Estados Unidos da América, as atitudes são claramente pró-ambientais.
Emiliana Silva: Penso que as diferenças maiores deram-se nos casos da água e dos resíduos sólidos. Como Castelo Branco é uma zona mais árida, as pessoas acham que há escassez de água e têm uma atitude de poupança. Aqui as pessoas, talvez porque chove muito, achavam que não era uma questão essencial. Pensamos que, se fizéssemos o estudo agora, as pessoas teriam outras respostas… Quanto aos resíduos sólidos, aqui demonstrámos ser mais conservadores e ter atitudes que levam mais à reciclagem e à reutilização, também porque vivemos num espaço limitado.
Podemos concluir que o próprio espaço influencia as atitudes ambientais das pessoas?
Emiliana Silva: Sim, mas não só. Também se trata da própria cultura...
Rosalina Gabriel: Também tem existido um investimento muito grande, de informação, ao nível das câmaras municipais, isto não pode ser negado. É algo que também tem sido feito pelo Governo e, informalmente, através das telenovelas, da publicidade. Enquanto nada disto acontece para a biodiversidade ou até para o consumo da água.
Emiliana Silva: Cá, vemos que a atitude face aos resíduos sólidos também passa muito pela publicidade que passa na televisão, pelos folhetos que a câmara manda… Há sempre uma lembrança. No caso da água, as coisas ainda estão numa fase muito inicial.
Rosalina Gabriel: Um dos factores interessantes é que a faixa etária mais jovem demonstra a atitude mais pró-ambiental face aos resíduos sólidos, mas a faixa a partir dos 45 anos é muito confiante no futuro, não se demonstra muito preocupada com a falta de recursos… Essa confiança no futuro é boa, mas os mais jovens demonstram ser mais realistas. É preciso ver que as pessoas com 45 anos ou mais, por a esperança média de vida estar a aumentar, vão estar na população activa durante muito tempo, influenciar os outros, desempenhar cargos políticos… Seria interessante direccionar campanhas publicitárias também para esta população, que tem, muitas vezes, filhos em idade de aprender. Mesmo assim, a percentagem de pessoas com mais de 45 anos que têm atitudes pró-ambientais face aos resíduos sólidos é, nos Açores, mais elevada do que noutros sítios.
A água é o nosso calcanhar de Aquiles?
Emiliana Silva: Nos Açores as atitudes de confiança em relação à água são muito grandes, isso é claro. É uma área onde se têm de agir, sem dúvida.
O que diferenciou mais as duas regiões?
Rosalina Gabriel: Os açorianos têm atitudes mais pró-ambientais em relação à biodiversidade, por exemplo quanto às áreas protegidas, à diversidade das actividades agrícolas e à presença de espécies endémicas, que também existem na Serra da Estrela.
Emiliana Silva: Penso também que isto, de algum modo, tem sido debatido a nível regional. Somos cativados para manter a nossa paisagem, a nossa diversidade… Mesmo em termos de promoção turística. Comparativamente a Castelo Branco, há um esforço maior das instituições em apelar à protecção da biodiversidade. As campanhas têm sido determinantes nas atitudes ambientais das populações…
Emiliana Silva: Sem dúvida. É errada a ideia de que as campanhas não resultam! Em relação aos resíduos sólidos isso estão por todo o lado, desde as juntas, às câmaras e ao Governo Regional, até à publicidade que passa na televisão. Se isto fosse feito, desta forma continuada, em relação à água, teríamos resultados. De certeza.

(in DI-Revista)

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terça-feira, abril 14, 2009

Energia solar com poucos simpatizantes nos Açores

Sessenta e sete por cento dos utilizadores do sítio Acores.rtp.pt não acredita nas potencialidades da energia solar. Os utilizadores, que responderam a um inquérito online, dizem que o arquipélago não tem sol suficiente para viabilizar o uso de painéis solares. Por outro lado, vinte e dois por cento dizem que estão a pensar em adquirir equipamento solar para poupar na factura da energia. Onze por cento dos que responderam ao inquérito dizem nunca ter pensado em utilizar energias alternativas

(In Luciano Barcelos, multimédia Açores)
Félix Rodrigues do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores comentou esses resultados no programa da RTP Açores "Bom Dia".

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Percepções sobre utilização da Energia Solar

sexta-feira, março 27, 2009

DIFERENÇAS ENTRE AÇORIANOS E ALBICASTRENSES

Coordenado por Emiliana Silva e Rosalina Gabriel, o livro “As atitudes face ao ambiente em regiões periféricas” dá a conhecer as atitudes de açorianos e albicastrenses face à água, aos resíduos sólidos e à biodiversidade. Com uma amostragem de 600 inquiridos em Castelo Branco e 600 em São Miguel e Terceira, as investigadoras concluíram que enquanto os açorianos se preocupavam mais com a diminuição de resíduos sólidos, dada a falta de espaço da região, os albicastrenses demonstravam maior percepção sobre escassez de água (lembre-se que os inquéritos foram feitos em 2004).Segundo Emiliana Silva, a população inquirida demonstrou ainda “grande preocupação com a manutenção do ambiente”. A investigadora destaca ainda que surpreendentemente a maioria dos inquiridos mostrou-se favorável à sobrevivência das moscas, um ponto positivo quanto à biodiversidade.O livro, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é apresentado por Álamo Meneses, no próximo sábado, pelas 16h30, no pólo do Pico da Urze da Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, maio 15, 2008

Percepções Científicas e Sociais sobre Alterações Climáticas Globais em Ilhas de Pequena Dimensão

Decorreu entre a 8 e 9 de Maio de 2008, a 4ª Conferência do Atlântico, organizada pela Associação Insular de Geografia, no Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos na ilha da Madeira.

A Conferência debruçou-se sobre "As Novas Realidades Sociais como consequência das Alterações Climáticas" e teve como Presidente da Comissão Cientifica o Professor Doutor Filipe Duarte Santos e como Director Executivo, o Dr. Joaquim Sousa.

O Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores foi um dos convidados da 4ª Conferência do Atlântico, onde abordou o tema "Percepções Científicas e Sociais sobre Alterações Climáticas Globais em Ilhas de Pequena Dimensão".

Nessa intervenção referiu que "a não compreensão dos aspectos científicos das Alterações Climáticas Globais podem levar à inacção e à não aceitação de medidas de mitigação". Por outro lado, "não faz sentido equacionar medidas de adaptação quando as relações causa-efeito não são óbvias, por não beberem de um processo de educação científica, mas sim da informação veículada por estratégias de sensibilização". Deu como exemplo o facto da maioria da população da ilha Terceira acreditar que o aquecimento global se deve à deplecção da Camada de Ozono (resultados da tese de Mestrado em Educação Ambiental da Mestre Manuela Figueiredo), à semelhança do que se verifica em estudos realizados nos Estados Unidos da América.

Afirmou ainda que "numa altura em que se assiste a uma recuperação da Camada de Ozono, o facto de ver a deplecção do ozono como causa do aquecimento global leva a que se acredite que o aquecimento global regride.

"A percepção pública de risco é ambígua e influenciada por muitos factores, como as experiências pessoais, valores e julgamentos. As pessoas tendem a orientar as suas atitudes, não de acordo com a informação científica que recebem, mas de acordo com a imagem de risco que possuem".

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sábado, janeiro 26, 2008

Crianças confundem Ambiente e Natureza

A necessidade de aprofundar o entendimento das crianças quanto às relações entre o indivíduo, a sociedade e o ambiente é uma das principais conclusões de uma tese de mestrado em Educação Ambiental dos Departamentos de Ciências Agrárias e Ciências de Educação defendida recentemente por Luzia Cordeiro Rodrigues, no campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, orientada pelas Professoras Ana Moura Arroz e Rosalina Gabriel.
Intitulado “Espaços Verdes ou Contextos de Relação: Perspectivas e Preocupações das Crianças acerca do Ambiente”, o trabalho foi realizado na ilha Terceira, com 75 crianças do 4.º ano do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, englobando diversas técnicas, na abordagem metodológica utilizada, desde a livre expressão escrita a fotografias, passando por desenhos e entrevistas semi-estruturadas individuais. O objectivo foi “contribuir para o conhecimento das perspectivas das crianças sobre o ambiente”, explica a autora. “Procurámos trazer novos dados que possam subsidiar a discussão acerca dos propósitos, conteúdos e processos de educação ambiental, por forma a extrair implicações para uma mudança ou alargamento das abordagens e práticas educativas, que se pretendem baseadas e centradas nas concepções das crianças”, sublinha.

POLUIÇÃO É PREOCUPAÇÃO

Segundo as conclusões do trabalho, “as crianças visualizam o ambiente como um espaço determinado, ou um contexto onde são exercidas relações unilaterais do homem para o ambiente - salientando-se o poder destrutivo do homem - ou do ambiente para o homem, enquanto fonte de recursos indispensável à sobrevivência da humanidade”. Para a maioria, o ambiente “é identificado com a natureza e tudo o que é natural, não construído pelo homem, sendo representado, quer no presente quer no futuro, com um elevado grau de pureza”, revela o estudo. Por outro lado, “apesar da poluição ser apontada como a principal preocupação das crianças, não é ela a responsável pelos problemas ambientais do futuro, mas sim a construção de várias infraestruturas”. Neste contexto, “o homem surge como o principal responsável pela delapidação do ambiente, enquanto fonte de recursos, e pelo futuro menos bom que nos espera”. Por seu turno, “a escola e a família, enquanto fontes principais do conhecimento ambiental, assumem um papel preponderante para estas crianças, que neles depositam confiança relativamente às informações que lhes são transmitidas”.

OUVIR AS CRIANÇAS

No que diz respeito a implicações pedagógicas, Luzia Cordeiro Rodrigues considera “necessário expandir o entendimento das crianças quanto às relações entre o indivíduo, a sociedade e o ambiente”. “As perspectivas de ambiente que encontrámos junto das crianças necessitam seguramente de ser ampliadas, criticadas e discutidas pelos seus pares, professores e famílias com vista à facilitação da sua reformulação e evolução crítica”, defende, salientando que “a precária diferenciação do conceito de ambiente relativamente ao conceito de natureza, constitui, disso mesmo, o exemplo mais gritante”. A autora classifica, assim, de “imprescindível que o educador conheça as concepções das crianças com quem trabalha para que, através de uma intervenção informada, possa contribuir para a evolução crítica que progressivamente conduzirá à superação do senso comum, mas não necessariamente a uma única forma de ver o mundo”. Reforça ainda a “necessidade e a instrumentalidade de ouvirmos atentamente e sem complexos o que as crianças têm para nos dizer”.
(In Diário Insular)

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