quarta-feira, julho 29, 2009

Plano de Gestão de Recursos Hídricos pronto em 2010

O Plano de Gestão dos Recursos Hídricos dos Açores deverá estar concluído durante o próximo ano, revelou ontem, na Praia da Vitória (Terceira), o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, João Luís Gaspar. O “plano é um conjunto de instrumentos que resultam dos planos de gestão dos recursos hídricos individuais de cada uma das ilhas, que vão ser elaborados a partir de agora em simultâneo para permitir coerência e lógica transversal no documento final”, afirmou João Luís Gaspar à Lusa. O director regional, que falava à margem dos trabalhos do colóquio sobre 'Alterações Climáticas nos Açores', organizado pela Câmara da Praia da Vitória, disse que o documento vai permitir assegurar “o que fazer e como fazer no futuro”. Na sua perspectiva, trata-se de um diploma “importante para a região” porque aborda a questão dos riscos hidrológicos, salientando que, "até agora, a região tem estado a trabalhar com base nas directrizes da reserva ecológica nacional mas vai passar a trabalhar com base num documento que realça as especificidades dos Açores”. O que se pretende “é criar uma série de instrumentos que possam, de certa maneira, contribuir para a organização do território numa perspectiva regional e municipal". Por seu lado, Eduardo Brito Azevedo, especialista em climatologia, disse à Lusa que, para se minimizarem os impactos negativos das mudanças climáticas, são necessárias "acções de mitigação do problema e de adaptação”. Nas medidas para minimizar o impacto, o especialista defendeu uma diminuição de “todo o contributo da região para as alterações climáticas” através “da redução de emissões e maior uso de energias alternativas”. Neste contexto, Eduardo Brito Azevedo sublinhou a importância “de reduzir o número de automóveis em circulação”, nomeadamente através da criação de “uma rede alternativa em transportes públicos, com autocarros mais pequenos e movidos, se possível, a electricidade”. Nas energias alternativas, o especialista realçou a capacidade do arquipélago “nas áreas da geotermia, da energia eólicas e até, de alguma forma, na energia das ondas”.Relativamente à necessidade de adaptação para reduzir o impacto das alterações climáticas, salientou que passar por "gerir melhor, sobretudo, a água, porque as reservas hídricas vêm do clima quanto ao aprovisionamento”.“É necessário acautelar os sistemas de aquíferos para garantir a sua qualidade e quantidade, a par de um ordenamento do território definindo claramente as zonas de biodiversidade, recarga aquífera e produção agro-pecuária”, preconizou Eduardo Brito Azevedo. Roberto Monteiro assegurou que “o concelho pretende implementar um estratégia de desenvolvimento sustentado, quer na vertente económico-social, quer na vertente ambiental”.Nesse sentido, considerou que “a orientação para as energias renováveis, em contraponto com a exigência da competitividade económica, coloca um dos maiores desafios da história”.O presidente da Câmara da Praia da Vitória apelou, por isso, aos jovens, a quem chamou de “geração do equilíbrio”, para “não submeterem o ambiente e a preservação dos recursos à pressão económica”.

(In Diário dos Açores)

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segunda-feira, julho 20, 2009

Açorianos promovem debate em Cabo Verde

A percepção da população da ilha Terceira sobre as alterações climáticas foi um dos temas apresentados no Congresso de Ciência Regional, em Cabo Verde.
Cerca de 60 autores da Universidade dos Açores reuniram-se em Cabo Verde num encontro que conjugou o 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, o 1º Congresso de Ciência Regional de Cabo Verde, o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional e o 3º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza.
O evento, realizado na Cidade da Praia, Ilha Santiago, contou com a presença de cerca de 250 congressistas. O Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores foi um dos que registou mais participação. No total foram apresentados doze estudos sobre variadas temáticas.
Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas - A percepção dos Terceirenses no Arquipélago dos Açores, Portugal foi um dos trabalhos apresentados por Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima.
O estudo realizado com base num inquérito a 250 habitantes da ilha Terceira foi tese de mestrado de Manuela Figueiredo. As conclusões do estudo demonstraram que apesar de terem ideias concretas sobre determinados fenómenos, as pessoas nem sempre conseguem fazer uma ligação entre eles.
De acordo com Félix Rodrigues, um dos factos comprovados com o estudo prende-se com a importância que a população da ilha atribui à problemática. “As alterações climáticas globais não são a principal prioridade das pessoas”, revela.
Em primeiro lugar surge o terrorismo, seguido da SIDA e da fome. Só em quarto lugar aparecem as preocupações climáticas. Os dados provam ainda que é a comunicação social que marca a agenda de preocupações da população.
Segundo o professor da Universidade dos Açores, a população mostrou ainda utilizar mecanismos de protecção do próprio indivíduo, uma vez que tendem a pensar que o problema só atingirá primeiro países longínquos.
Os investigadores defendem, portanto, uma estratégia de promoção adequada e feita por cientistas, dado que os inquiridos atribuíram mais credibilidade aos cientistas do que a políticos, por exemplo.
Para combater a má informação, os especialistas acreditam ser necessário utilizar uma linguagem mais apropriada, assim como desmistificar algumas confusões. A título de exemplo, Félix Rodrigues salienta a confusão feita entre os conceitos de buraco do ozono e aquecimento global.

TRABALHO DE MARIA HELENA GUIMARÃES DISTINGUIDO

Prémio Bartolomeu da APDR atribuído a investigadora da Uaç.
Maria Helena Guimarães, do Gabinete de Conservação e Gestão da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, venceu o prémio “Bartolomeu”, da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR).
O trabalho de Maria Helena Guimarães intitulava-se “O uso da metodologia-Q para obter intervenientes – Discursos sobre o desenvolvimento futuro da zona da Costa da Ria Formosa, no sul de Portugal”.
O Prémio “Bartolomeu” é atribuído a cientistas com menos de 33, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR.
O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. A Coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional foram os critérios de apreciação.
O trabalho a concurso utilizava uma nova metodologia com significado estatístico que permitia identificar critérios para uma estratégia efectiva e eficaz de conservação do sistema lagunar da Ria Formosa, no Algarve. Os diferentes grupos sociais, com interesses na área, têm diferentes perspectivas e desejos de conservação para o lugar.
A análise levada a cabo pela autora permitiu identificar esses discursos e as distintas perspectivas a serem integradas na gestão e conservação do sistema lagunar em análise e com possibilidades de aplicação a outros domínios.
(in Diário Insular)

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sábado, julho 18, 2009

Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas

Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas - A percepçãodos Terceirenses no Arquipélago dos Açores, Portugal".
Sendo as Alterações Climáticas Globais uma temática actual, onde as preocupações científicas, políticas e dos cidadãos são crescentes, torna-se pertinente o estudo sobre o que as pessoas pensam, o que sabem, que opinião têm acerca dos riscos das alterações climáticas, podendo os resultados deste estudo ser úteis na decisão e na implementação de medidas de mitigação e adaptação.
Neste trabalho apresentam-se as principais conclusões de um estudo sobre percepção das alterações climáticas globais levado a cabo na ilha Terceira no Arquipélago dos Açores.
Com base nos resultados obtidos propõem-se estratégias educativas e comunicativas, de modo a facilitarem a implementação de medidas mitigadoras das alterações climáticas globais, em termos da ilha e, se possível, dos Açores.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quinta-feira, julho 09, 2009

Açores podem ter Centro de Alterações Climáticas

HELENA FAGUNDES, DI, NA GRACIOSA
Existem conversações entre Governo dos Estados Unidos da América (EUA) e a Universidade de Massachusetts - Dartmouth, para a criação nos Açores de um Centro de Alterações Climáticas. A revelação foi feita, ontem, na Graciosa, pela vice-cônsul dos EUA, Jeanette Rébert.“É uma ideia que está ainda ser falada, mas que tem muito interesse”, frisou, avançando que ainda não está definido em que ilha esse centro poderia ficar localizado.Rébert falava depois de uma visita à infra-estrutura do projecto ARM, ligado à medição de radiação atmosférica.
CAMP DAVID
O véu sobre o projecto de um grande centro de estudo e debate das alterações climáticas nos Açores foi levantado pelo responsável pelo Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, que lidera a parte portuguesa envolvida no ARM. “Este Centro de Alterações Climáticas não seria estritamente no sentido científico, de localizar equipamentos. Não é essa a principal ideia de instalar aqui nos Açores um observatório de mudanças climáticas. Esse projecto tem que ver com o simbolismo que terá instalar entre os dois continentes um fórum de discussão sobre esse tema, que é um tema universal”, afirmou.“Há uma expressão utilizada no protocolo que estabelece essa ideia, que designa esse centro como uma espécie de Camp David das Alterações Climáticas: Um sítio neutro onde toda a gente se pode reunir para tratar da questão das alterações climáticas”, revelou.Na opinião de Brito de Azevedo esse centro permitiria “aproximar os EUA e a América da Europa, numa matéria em que nem sempre estiveram de acordo”. “A meio caminho entre o continente americano e a Europa vão-se discutir questões importantíssimas para o futuro”, lançou. Entretanto, decorre na Graciosa, durante perto de dois anos, o projecto ARM, (Atmospheric Radiation Measurement), desenvolvido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, com a colaboração de uma equipa de cientistas portugueses, liderada pela Universidade dos Açores, e do Governo Regional. A visita à infra-estrutura inseriu-se no programa da visita do Governo Regional à Graciosa. Na ocasião, o presidente do executivo açoriano, Carlos César, afirmou existir toda a abertura para que a infra-estrutura móvel se mantenha nos Açores de forma permanente.A vice-cônsul dos EUA não coloca de parte a hipótese, mas afirma que isso dependerá “da vontade da comunidade científica”.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, julho 08, 2009

Americanos querem estudar alterações climáticas nos Açores

O Departamento de Energia dos Estados Unidos admite a hipótese de criar nos Açores um centro de estudo das alterações climáticas.

Contactos nesse sentido já foram estabelecidos com a Universidade de Massachussets, adiantou a vice-cônsul dos Estados Unidos, Jeanette Rebert à RTP/Açores.

A ideia de criar este centro é vista com bons olhos pelo Centro de Clima e Metereologia da Universidade dos Açores.

Brito de Azevedo entende que esse projecto pode ser um ponto de encontro entre cientistas americanos e europeus.

Reportagem vídeo: Marta Silva, Jornal da Tarde.

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sexta-feira, junho 26, 2009

Açores: Arquipélago poderá acolher "laboratório internacional distribuído" para o estudo das alterações climáticas no Atlântico Norte

O Arquipélago dos Açores pode vir a acolher um "laboratório internacional distribuído" destinado ao estudo das alterações climáticas no Atlântico-Norte, revelou hoje o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago.
O projecto pioneiro foi revelado durante a assinatura, na cidade da Horta, de um protocolo de cooperação estabelecido entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos da América.
Segundo o governante, a criação deste laboratório constitui uma "oportunidade científica" para complementar "a malha de investigação observacional" que existe em várias partes do globo, ligadas ao estudo das alterações climáticas.
"O problema das alterações climáticas como oportunidade e não apenas como slogan é fundamental não apenas para a investigação científica mas também para todo o mundo", justificou Mariano Gago.
O ministro da Ciência adiantou que o protocolo de cooperação hoje assinado contempla um "estudo de viabilidade" para a instalação desse laboratório, que deverá englobar a observação por satélite, a observação de superfície e também de profundidade do Oceano Atlântico.
No seu entender, este projecto de "enorme ambição e dificuldade", só poderá ter sucesso se for "aproveitado pela Universidade de Massachusetts" e também pelas universidades portuguesas que tenham interesses nesta área de investigação científica.
Mariano Gago lembrou também que este laboratório é "um projecto europeu que está há anos em cima da mesa sem solução", por isso mostrou-se esperançado que o protocolo hoje assinado permita "ajudar a resolver os problemas científicos que estão em aberto no estudo das alterações climáticas.
Além deste estudo, o protocolo entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts pretende desenvolver duas outras áreas de investigação, ligadas às energias renováveis e às ciências do mar.
No caso das energias renováveis, a intenção é desenvolver iniciativas comuns integradas no "Ilhas Verdes", um projecto internacional dedicado ao estudo de energias alternativas em ilhas e arquipélagos.
Por outro lado, a investigação ligada às ciências do mar visa aproveitar o trabalho e o conhecimento que os investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem desenvolvido sobre o "mar produndo".
O governante explicou também que este protocolo tem "objectivos políticos e estratégicos", já que pretende reforçar a aproximação entre os Açores e o Estado norte-americano de Massachusetts, onde cerca de 50 por cento da comunidade é de origem açoriana.
Mariano Gago visitou depois as futuras instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas na cidade da Horta, que estão em fase final de construção e deverão proporcionar melhores condições de trabalho aos investigadores e funcionários do Pólo da Horta da Universidade dos Açores, em instalações pré-fabricadas há mais de duas décadas.
Confrontado pelos jornalistas com os problemas financeiros da Universidade dos Açores, que alegadamente não tem dinheiro para pagar os vencimentos dos funcionários e professores até ao final do ano, o ministro recusou-se a falar no assunto, afirmando que não era o momento oportuno.
(in LUSA)

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domingo, junho 07, 2009

Campos de golfe provam desacerto ambiental

FILIPE FERNANDES, aluno do Mestrado em Engenharia do Ambiente e membro da Gê-Questa afirma: “É necessário exercer fiscalização, penalizando os prevaricadores, e promover as boas práticas”
A humanidade comemorou ontem mais um Dia Mundial do Ambiente. Os sinais globais não são positivos. Quais os principais problemas que nos podem afectar de forma particular aqui nos Açores e nesta parte do Atlântico?
Em termos globais, podemos falar de alterações climáticas, e os Açores não estão imunes aos efeitos destas. Já se começam a notar alguns dos efeitos, como verões mais secos, maior ocorrência de eventos extremos, tempestades, e mesmo algumas situações de falta de água. Também podemos falar de problemas associados à biodiversidade, com situações de entrada de espécies invasoras que vêm prejudicar o ecossistema da ilha, o nosso ambiente, e mesmo a nossa sustentabilidade económica. Vejam-se os casos de Escaravelho Japonês e das Térmitas.
Continuamos a ouvir falar de aterros sanitários e depois verificamos que são lixeiras a céu aberto… Será assim tão difícil resolver ao menos este problema da recolha e acondicionamento de resíduos?
Difícil não diria, custoso em termos económicos e políticos, sim. É preciso implementar sistemas de recolha de resíduos sólidos, e tratamento destes, melhores, e mais eficientes, que por sua vez têm um custo mais elevado, que é preciso transmitir aos produtores, segundo o princípio do poluidor-pagador. Também é necessário exercer fiscalização, penalizando os prevaricadores, e promover as boas práticas. Todas estas medidas exigem mais dinheiro, que deverá ser bem justificado perante os contribuintes, e dos utilizadores do sistema, e é precisa vontade política para penalizar alguns interesses, e práticas, que se encontram em alguns casos enraizados na nossa cultura.
Já foram divulgadas previsões que apontam para falhas na produção/captação de água para consumo público em quase todas as ilhas. Nuns casos os problemas já se sentem. O que tem falhado?
Diversos são os factores que têm levado à escassez de água. Alterações do regime pluviométrico, menos chuva nos meses de Verão, falhas na captação de água, com insuficiente protecção das zonas de captação e dos aquíferos, falta de investimento nos sistemas de abastecimento de água, com o consequente aumento das perdas na rede e ineficiências do sistema, e finalmente, desperdício de água por parte de alguns consumidores, que ainda consideram a água como um bem inesgotável e barato.
Qual o balanço geral que faz da situação do ambiente nos Açores?
A situação do ambiente nos Açores tem evoluído, de modo geral, de forma positiva. Grande parte da legislação e das estratégias (planos) em matéria de ambiente já se encontram em vigor, mas falta ainda muita implementação. A fiscalização é deficiente, falta transversalidade nas políticas de ambiente, quando uma política em determinada área é elaborada/definida, deveria ter em consideração os seus impactes ambientais, e as suas consequências. Um exemplo desta falta de transversalidade é a decisão da construção de Campos de Golfe em algumas ilhas com manifestos problemas de falta de água, quando se sabe que estas estruturas requerem muita água para o seu funcionamento.
(in Diário Insular)

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domingo, maio 31, 2009

Aptidão agropecuária reduzida até 2070

Nas comemorações do Dia Mundial da Energia, Tomaz Dentinho, Brito de Azevedo e João Luís Gaspar trocaram ideias sobre alterações climáticas na Região.
As alterações do clima poderão implicar uma mudança de sector de subsistência, na economia da ilha Terceira. De acordo com Tomaz Dentinho, em 2070 a área de solo com apetência para a agro-pecuária será muito menor do que a actual, o que implica que os terceirenses optem por outras fontes de rendimento.As conclusões do economista são baseadas num modelo de interacção espacial, que utiliza o solo para simular o impacto das alterações climáticas na economia da ilha Terceira. Os resultados foram apresentados, ontem, no auditório da Casa das Tias, na Praia da Vitória. A conferência do professor da Universidade dos Açores foi integrada num debate sobre as “Alterações Climáticas nos Açores”, promovido pela autarquia para assinalar o Dia Mundial da Energia. O evento contou ainda com a participação do Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, José Luís Gaspar, e do professor Eduardo Brito de Azevedo. Em colaboração com investigadores de outras áreas, da Universidade dos Açores, nomeadamente de Eduardo Brito de Azedo, especialista em climatologia, Tomaz Dentinho prevê que a população da ilha Terceira seja reduzida para cerca de 45 mil pessoas, em 2070. Na base destes números estão previsões climáticas, justificadas em grande parte pelos elevados valores das emissões de dióxido de carbono. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, tem-se registado um aumento de temperaturas e uma diminuição da precipitação no verão. Cruzando dados sobre temperatura, precipitação, declive e capacidade de solo, entre outros, Tomaz Dentinho estima que área de aptidão urbana aumente consideravelmente até 2070. Contrariamente, a zona de com aptidão agro-pecuária restringe-se bastante, assim como a de aptidão hortícola que passa a ocupar uma franja mais pequena. Prevendo-se que o turismo e a exportação se mantenham iguais, a população terá de optar por outras fontes de rendimento ou de recorrer à emigração, como geralmente acontece. Por sua vez, o Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídrico alertou para o facto da redução de emissões de dióxido de carbono, nos Açores, não apresentar soluções a curto prazo, uma vez que a principal fonte de emissão de dióxido de carbono é o sector dos transportes.Para além de não existir até à data uma solução eficiente a curto prazo, para a redução da circulação de transportes rodoviários, prevê-se ainda um aumento de outros tipos de transporte, tendo em conta as necessidades específicas de um arquipélago e o facto do sector de turismo continuar a ser uma aposta forte no desenvolvimento económico da Região.
Ainda assim, João Luís Gaspar lembrou que os Açores representam apenas 3% das emissões de dióxido de carbono, emitas por Portugal. O director regional salientou ainda que entre 1990 e 2004, a Região triplicou o PIB, no entanto não triplicou a emissão de dióxido de carbono. No início da sessão, Roberto Monteiro salientou que esta iniciativa foi a introdução para a I Feira de Energias Renováveis da Praia da Vitória, que se prevê que se realize em Junho. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a actividade terá como objectivo a promoção de uma “mostra de soluções preconizadas pelos comerciantes locais”, assim como a “continuação do debate” iniciado no Dia Mundial da Energia. Segundo Roberto Monteiro trata-se de uma forma de promover o “diálogo em torno de sugestões relacionadas com a sustentabilidade”. O autarca apelou a um “equilíbrio entre a componente ambiental e a componente economicista”. Roberto Monteiro salientou como exemplo da preocupação do município com as questões ambientais, o investimento na recuperação do Paúl.
Plano concluído em 2010
À margem do encontro, o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, revelou à Lusa que o Plano de Gestão dos Recursos Hídricos dos Açores deverá estar concluído durante o próximo ano. De acordo com João Luís Gaspar, trata-se de “um conjunto de instrumentos que resultam dos planos de gestão dos recursos hídricos individuais de cada uma das ilhas, que vão ser elaborados a partir de agora em simultâneo para permitir coerência e lógica transversal no documento final”.O director regional sublinhou que a Região “vai passar a trabalhar com base num documento que realça as especificidades dos Açores”. O objectivo deste plano, segundo João Luís Gaspar, “é criar uma série de instrumentos que possam, de certa maneira, contribuir para a organização do território numa perspectiva regional e municipal”.
(in Diário Insular)

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quinta-feira, maio 28, 2009

Alterações Climáticas Globais - Impactos nas ilhas

De acordo com o IPCC, são os territórios insulares aqueles que são mais vulneráveis às alterações climáticas globais: pela escassez do território e pela vulnerabilidade dos recursos naturais.
As alterações climáticas podem promover grandes alterações nos procedimentos agrícolas, ocupação do território e conservação da biodiversidade.
As ilhas açorianas são especialmente vulneráveis às alterações climáticas, uma vez que dependem de recursos naturais particularmente sensíveis à mudança do clima, como a produção de pastagem e o abastecimento de águas às populações e à lavoura. É o afastamento geográfico das grandes superfícies continentais que as tornam extremamente sensíveis à falta de água para consumo humano. Assim, os impactos das alterações climáticas fazem-se sentir, não só sobre a quantidade e a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, mas também incrementam o risco de ocorrência de situações extremas de inundações e secas.
A análise de séries históricas de observações climáticas em Angra do Heroísmo, não apresenta tendências claras do clima médio do Arquipélago ou da ilha, no sentido de um aquecimento progressivo ao longo do último século, mas todos os cenários apontam para que a nível do Atlântico a taxa de crescimento da temperatura aumente. Nesse contexto, prevêem-se modificações dos caudais de descarga dos aquíferos para as ribeiras e armazenamentos naturais de água subterrâneas menores do que na actualidade, relacionadas com uma redução da recarga pela precipitação. Nesse contexto, a capacidade das actuais infra-estruturas de captação e armazenamento de água satisfazerem as necessidades das populações poderá ficar substancialmente diminuída.
Foram estes alguns dos pontos abordados na palestra proferida pelo Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no dia 25 de Maio de 2009, na Escola Básica Integrada dos Biscoitos, para alunos do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico.
Para além das questões relacionadas com o ciclo hidrológico, também foram enfatizados os impactos da subida do nível médio da água do mar, pelo degelo das calotes polares.
Félix Rodrigues referiu que há medida que a temperatura média do planeta aumenta, o risco de ocorrência de pandemias também aumenta e também o risco de aparecimento de doenças já extintas no ocidente, como por exemplo a malária.

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quarta-feira, maio 27, 2009

Dia Mundial da Energia

De forma a comemorar o Dia Mundial da Energia, no dia 29 de Maio (Sexta-Feira) irá decorrer no Auditório da Casa das Tias (Praia da Vitória) uma conferência intitulada “Alterações Climáticas nos Açores”, tendo como convidados:


o Professor Doutor João Luís Gaspar – Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos;
o Professor Doutor Eduardo Brito de Azevedo – Docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores;
o Professor Doutor Tomaz Ponce Dentinho – Docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores;
o Professor Doutor José Cabral Vieira – Director Regional da Energia.
A sessão de abertura inicia-se às 09:30 e estará a cargo do Presidente da Câmara Municipal Dr. Roberto Monteiro.

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sexta-feira, maio 22, 2009

Poluição atmosférica, alterações climáticas e energias renováveis

Foram realizadas no dia 19 de Maio de 2009, no Colégio de Santa Clara em Angra do Heroísmo, três palestras sobre poluição atmosférica, alterações climáticas e energias renováveis, pelo professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Essas palestras enquadram-se na "Semana do Ambiente" que o Colégio de Santa Clara está a levar a cabo.
Na primeira palestra, destinada a crianças dos quatro aos seis anos, Félix Rodrigues acentuou os efeitos na saúde da poluição atmosférica, a importância da floresta no sequestro de dióxido de carbono, ou seja de poluição que pode afectar o número de dias em que chove ou que não chove e como poderiamos contribuir para que não houvesse tanta poluição do ar. Exemplificou através de esquemas simples, de desenhos de crianças, como se pode produzir energia eléctrica com a geotermia, dando como exemplo a produção de luz numa bicicleta, quando se pedala.
Para as crianças do primeiro ciclo, foram explicado rapidamente o que era o efeito de estufa, de que modo esse efeito afecta a saúde das pessoas e o ambiente e exploradas a produção de energia eólica, energia geotérmica e energia solar.
Na terceira palestra, destinada a alunos do terceiro ciclo, foi explicado o que são alterações climáticas globais, as razões pelas quais o clima do mundo é afectado globalmente e não localmente pela poluição atmosférica e apresentados alguns cenários que resultam do aumento da temperatura média do planeta, como a subida do nível médio da água do mar, o aumento do número de ciclones, o desaparecimento de espécies, entre outras razões.
Foi referido que os Açores possuem fontes renováveis de energia, fontes não poluentes, que poderiam ser aproveitadas para produzir energia limpa como a geotermia, a energia eólica ou a energia das marés.

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sexta-feira, março 06, 2009

Aquecimento global afecta mais as ilhas

“As ilhas são mais afectadas do que os continentes pelas alterações globais”, explicou Félix Rodrigues.As alterações climáticas, nomeadamente o aquecimento global e as respectivas consequências deste no ciclo hidrológico da ilha Terceira, foram, ontem, o tema de uma conferência, na Escola Secundária Vitorino Nemésio, intitulada: “Alterações climáticas globais - Impactos no ciclo hidrológico da ilha Terceira”, dada pelos professores da Universidade dos Açores Félix Rodrigues e Francisco Cota Rodrigues. “Cada açoriano contribui para o aquecimento global tanto com emissões de dióxido de carbono associadas à queima de combustíveis fósseis, como com emissões de metano associadas à produção agro-pecuária das ilhas”, sustenta Félix Rodrigues.O previsível aumento da temperatura média da Terra provoca um acréscimo do nível médio das águas do mar e aumenta a quantidade de vapor de água na atmosfera. O vapor de água também é um gás de estufa. A sua condensação produzirá inundações, nos períodos mais frios, e secas, nos períodos mais quentes.Análises isotópicas da água da chuva dos Açores fazem concluir que a chuva que aqui chega tem origem em ambientes quentes marítimos, ou seja, dependente da corrente do Golfo. Alterações nessa corrente têm implicações na precipitação e no ciclo hidrológico açoriano.Cota Rodrigues, após uma sucinta explicação da hidrogeologia da Terceira, referiu que a qualidade da água captada para consumo está muito dependente do tipo de aquífero: suspenso ou basal. A importância do coberto vegetal para a recarga dos aquíferos nas ilhas açorianas, foi outro dos pontos falados.Ambos os investigadores apontam a necessidade de um correcto ordenamento do território, para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos insulares, e uma aposta forte nas energias alternativas como contributo da região para o combate às alterações climáticas globais.“Tentámos explicar os efeitos locais e globais do ciclo hidrológico”, conclui Félix Rodrigues.
(In Diário Insular)

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domingo, janeiro 25, 2009

Regional Government of the Azores supports cooperation with the United States of America on matters regarding climatic changes

On Tuesday, the Secretary for the Presidency assured the support of the Regional Government of the Azores for a cooperative project on climate change between US and European institutions. The Azores, situated in the mid-Atlantic, should be an ideal communicative platform for debating the problematic of climate change.
The Secretary for the Presidency, André Bradford, at the end of a meeting with Massachusetts state representative Michael Rodrigues, which took place in Ponta Delgada, expressed the support of the Regional Government of the Azores.
This meeting took place in the context of the ongoing protocol of cooperation between the Azores and the state of Massachusetts, formalised by Carlos César, President of the Regional Government of the Azores, and the Governor of Massachusetts, Mr. Deval Patrick.
André Bradford made known that “still in the current year, the first meeting between interested scientists and representatives of educational institutions from Europe and the United States will take place.” In addition, he said that from Tuesday’s meeting emerged “a programme of concrete initiatives that embody the willingness of various European research institutions to promote scientific cooperation, including, of course, the University of the Azores. “
The Regional Secretary for the Presidency underlined that this project of cooperation “has aroused great interest on the American side, not only by the State of Massachusetts but also by other partner institutions such as the University of New Jersey and of a federal agency whose research activities address the problematic of climate change.”
He said that “we have, therefore, the necessary conditions to implement this project and, at this very moment; we are making arrangements to pass from words into action.”

(In GaCS/AP/LFC )

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sábado, janeiro 24, 2009

Governo dos Açores apoia projecto de cooperação com EUA sobre alterações climáticas

O secretário da Presidência grantiu, hoje, o apoio do Governo dos Açores a um projecto de cooperação entre instituições dos Estados Unidos e da Europa em que a Região, situada no meio do Atlântico, funcione como uma plataforma de excelência para o debate sobre a problemática das alterações climáticas.
A posição do Executico foi expressa por André Bradford no final da reunião, em Ponta Delgada, com o representante estadual Michael Rodrigues.
O encontro enquadrou-se no processo em curso de desenvolvimento do estreitamento de laços e de diversificação da cooperação desencadeado no âmbito de um protocolo entre os Açores e Massachussets, assinado por Carlos César e o governador deste estado norte-americano.
André Bradford anunciou que, “ainda este ano, se vai realizar o primeiro encontro entre cientistas e representantes dos estabelecimentos de ensino e universidades do lado americano e europeu interessado neste projecto”, acrescentando que, do encontro de hoje, “vai nascer, em concreto, o plano de acção com vista à concretização pratica da vontade que existe, nesta cooperação científica, por parte de várias instituições de investigação europeias, para além, naturalmente, da Universidade dos Açores”. O secretário regional da Presidência sublinhou, ainda, que esse projecto tem “suscitado as maiores manifestações de interesse do lado americano, não só do estado de Massachussets, mas também de outros parceiros, como por exemplo, da universidade de New Jersey e de uma agência federal com actividade na área da problemática das alterações climáticas”.
“Estão, portanto, reunidas as condições para a concretização deste projecto e, neste momento, estamos já a acertar agendas e as disponibilidades para passar rapidamente à acção”, disse.

(In GaCS/AP/LFC)

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quinta-feira, dezembro 11, 2008

2.º Workshop APDR "Cenários de transformação da paisagem face aos factores de mudança global"

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional e a Associação Portuguesa de Ecologia da Paisagem promove o workshop "Cenários de Transformação da Paisagem Face aos Factores de Mudança Globais".

Recepção de resumos até 9 de Janeiro de 2009.
Enviar para apdr@mail.telepac.pt (Resposta sobre a sua aceitação no dia 26 de Janeiro)
Data de realização: 13 de Março de 2009, Colégio Espírito Santo, Universidade de Évora.

As paisagens da Europa e do Mundo tem vindo a registar transformações radicais ao longo das últimas décadas, e muitas outras mudanças são expectáveis num futuro próximo, pelas modificações, por um lado, nos mercados e estrutura da produção, e por outro na procura de outros bens e serviços proporcionados por estas paisagens, que resultam também em novos mercados. Estas são transformações provocadas pelo crescimento económico global, pelas latentes revoluções e evoluções tecnológicas, pela constante modificação de políticas e acordos, e pela alteração mais lenta dos objectivos e valores das pessoas e dos povos. Estas transformações criam um desafio à reflexão que vai muito para além do estudo dos sistemas de agricultura e das estruturas da paisagem, envolvendo necessariamente a análise dos processos económicos, sociais, tecnológicos, ambientais e políticos, que interagem no espaço ao longo do tempo e que se reflectem em alterações contínuas destas paisagens, e também dos desafios à sua gestão – tanto mais que envolve escalas diferentes de decisão e de actuação.
A organização de um Workshop em Évora sobre o tema “Cenários de Transformação da Paisagem face aos factores de Mudança Globais” pretende ser um contributo para responder a questões muito práticas e crescentes que se colocam a decisores públicos e privados quando confrontados com as transformações radicais na paisagem. Como atender às modificações bruscas que se fazem sentir sobre o território variando entre o abandono e as pressões de ocupação de carácter ideológico, sejam ela produtivistas ou ambientalistas? Como responder à desertificação e degradação dos espaços rurais e ao congestionamento e alastramento dos espaços urbanos? Como reagir à queda acentuada dos preços das habitações ou à forte corrupção associada ao valor dos terrenos em espaços planeados?
A Associação Portuguesa de Ecologia da Paisagem e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional com o apoio da Universidade de Évora e a cooperação da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Economia Agrária e da Associação Portuguesa de Geógrafos decidiram criar um momento para aprofundar esta reflexão. Para isso mobilizámos especialistas para apresentarem as questões mais relevantes; desafiamos os investigadores portugueses a apresentarem os seus trabalhos sobre o tema; e convidamos os comunicadores, os agentes, os políticos e o público a participarem nos trabalhos e no debate final, mas também ao longo do encontro. Para além da informação e divulgação dos resultados do encontro, os trabalhos apresentados serão seleccionados não só para um número especial da Revista Estudos Regionais mas também para um livro sobre Problemas Emergentes do Desenvolvimento Regional a editar pela APDR no fim do ano de 2009 com base nos trabalhos dos workshops efectuados sobre “Impacto dos Aeroportos”, “Cenários de Transformação da Paisagem”, “Turismo e Sustentabilidade” e “Imigração e Desenvolvimento”.
Programa
CAFÉ
10.30 – 10.50- Sessão Plenária: Coordenação: Teresa Pinto Correia
10.50 – 11.10 - Jorgen Primdahl, KVL, Dinamarca: Landscape Changes facing Globalization
11.10 – 11.40 - Paulo Ferrão, IST/MIT Portugal: As novas energias e desafios à agricultura
11.40 – 12.00 - Isabel Loupa Ramos, IST: Discussão de cenários para a paisagem rural e a sua presentação à escala da paisagem
12.00 – 12.30 - Apresentaçao dos posters
ALMOÇO
14.00 - 16.00 - Sessões paralelas
Temas possíveis : Energia, Multifuncionalidade, O sector agrícola, Mudanças na Paisagem, Moderadores: a definir segundo os temas e a distribuição das comunicações.
CAFÉ
16h30 - 18h30 - Mesa Redonda: Transformações da paisagem: contributos da investigação face à mudança global. Moderador: Tomaz Dentinho, Participantes: José Lima Santos; Francisco Avillez; Alfredo Cunhal Sendim; Alexandre Cancela d’Abreu, moderadores das sessões paralelas.
Encerramento: João Ferrão (Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das
(In Rita Azevedo, Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional-Universidade dos Açores, Terra Chã, 9701-851-ANGRA DO HEROÍSMO.
telf.: 295 332 001 / fax: 295 402 205
e-mail: apdr@mail.telepac.ptweb: http://www.apdr.pt/

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terça-feira, dezembro 09, 2008

Gronelândia

Álvaro Monjardino - Professor convidado dos Mestrados em Engenharia do Ambiente e Gestão e Conservação da Natureza (Direito Ambiental).

No passado dia 25 de Novembro o parlamento da Gronelândia (32 membros para uma população de 57 000 habitantes) tomou decisões importantes para o futuro daquela região autónoma da Dinamarca. Que terá de extraordinária este território dinamarquês com uma população semelhante à da ilha Terceira para uma área superior às de Moçambique e Angola juntas? Pois é isso mesmo, o ser a maior ilha do mundo (a Austrália é considerada já um continente) e estar, na sua quase totalidade, coberta por uma camada de gelo tão espessa que só a Antártida lhe leva a palma. Talvez seja também o terem os seus habitantes pedido (e conseguido – já depois de a Dinamarca haver aderido à Europa Comunitária) a sua exclusão do espaço europeu, para lhes preservar as riquezas pesqueiras de uma área marítima definida a partir de 44 000 quilómetros de costa – e porventura algo mais que já então se lhes antolhava. É que a Gronelândia deve ser dos raros lugares do mundo onde se não temem as consequências do aquecimento global, causa provada da fusão, há anos em curso, dessa enorme camada de gelo, com possibilidade de deixar a descoberto crescentes áreas de solo por ela ainda sepultado, e de o próprio Oceano Ártico descongelar. A região possui, além dos pesqueiros, recursos no subsolo que incluem petróleo, oiro e zinco. A diminuição da calote de gelo abrir-lhe-á ainda o acesso a mais petróleo e a gás natural existentes sob os fundos do Ártico. É ainda cedo, mas os gronelandeses dão-no por certo a relativamente breve prazo. Entrementes, a Gronelândia recebe anualmente da Dinamarca um suplemento financeiro para as receitas da sua administração autónoma da ordem dos 600 milhões de euros. Mas, pressentindo que as coisas irão mudar ao ponto de vir a dispensá-lo, as decisões ora tomadas pelo parlamento gronelandês (sem controlos de constitucionalidade nem outros dramas – ou folhetins… – de dimensão nacional) foram já estabelecendo que, dos rendimentos petrolíferos, os primeiros treze milhões de euros pertencem à Gronelândia e o restante se repartirá a meias com a Dinamarca. Tribunais, polícia e guarda costeira passam a ser gronelandeses. O subsídio dinamarquês mantém-se, mas irá diminuindo na medida em que for sendo coberto pelos outros rendimentos, os novos, filhos do aquecimento global... Analistas prevêem que daqui por uns doze anos a Gronelândia será independente. Economicamente, claro. E que na esteira disso acontecerá a outra independência, a política. Para aqueles lados, porém, a hipótese desta só se coloca quando aquela existe. Com juízo. Mas também como coisa natural. E dos dois lados.

(In A União)

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quinta-feira, novembro 27, 2008

Crise Hídrica nos Açores

"A crise hídrica nos Açores", pelo professor Cota Rodrigues, é o título da palestra que vai decorrer sexta-feira, dia 28 de Novembro, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo.
A palestra insere-se na Semana da Ciência e da Tecnologia 2008 do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

Na quinta-feira, dia 27 de Novembro, organizado pelo Departamento de Ciências Exactas, da Escola Francisco Ornelas da Câmara na Praia da Vitória, e coordenada pela Mestre Ana Vilela, decorrerá a conferência intitulada "A crise da Biodiversidade", proferida pelo professor Paulo Borges. Entretanto, realizou-se no dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma pequena palestra sobre "Crise ambiental e alterações climáticas globais" proferida pelo professor Félix Rodrigues.Nessa palestra, organizada pela professora Clarina Rodrigues, foi dada ênfase às emissões de gases com efeito de estufa, que desestabilizam o clima. Nos Açores, em média, cada casa açoriana emite cerca de 1,34 toneladas de dióxido de carbono por ano. Se associarmos as emissões de metano e óxido nitroso produzidos pela agro-pecuária e pelo menos uma viagem familiar de férias por ano fora da região, cada família açoriana emitirá em média 15 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Nesse contexto, o papel de cada um de nós no aquecimento global é próximo do verificado nos países industrializados.

No dia 25, realizou-se na mesma Escola, uma palestra proferida pelo Professor Miguel Ferreira e orgnizada pela Professora Helena Correia, sobre o Prémio Nobel da Física de 2008.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Crise ambiental e alterações climáticas globais

Realizou-se ontem, 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma pequena palestra sobre "Crise ambiental e Alterações Climáticas Globais" proferida pelo Professor Félix Rodrigues na turma do 9ºH.
Nessa palestra, organizada pela Professora Clarina Rodrigues, foi dada ênfase às emissões de gases com efeito de estufa, que destabilizam o clima.
Nos Açores, em média, cada casa açoriana emite cerca de 1,34 toneladas de dióxido de carbono por ano. Se associarmos as emissões de metano e óxido nitroso produzidos pela agro-pecuária e pelo menos uma viagem familiar de férias por ano fora da região, cada família açoriana emitirá em média 15 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Nesse contexto, o papel de cada um de nós no aquecimento global é próximo do verificado nos países industrializados.

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quarta-feira, novembro 19, 2008

A crise do ambiente, o que não fará à gente?

Foi proferida, no dia 14 de Novembro, pelas 14:30 h, na Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, um palestra, pelo Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores sobre a problemática das Alterações Climáticas Globais.
A palestra foi organizada por um grupo de alunos da turma H do 12º Ano de Escolaridade da mencionada escola, cujo tema de investigação, na disciplina de projecto, versa os efeitos das alterações climáticas globais a nível local.

Os vários impactos das alterações climáticas são exaustivamente enumerados nos relatórios do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change): Aumento do nível médio da água do mar, agravamento da fome e de doenças transmitidas por insectos, diminuição da água potável, aumento do número de incêndios, aumento das frequências de secas e inundações, aumento da intensidade dos ciclones, entre muitos outros aspectos nefastos à organização das sociedades actuais.
Questionava-se se a crise económica e financeira que hoje vivemos não diminuirá o esforço dos países do mundo no combate às alterações globais e na implementação de medidas de mitigação capazes de reduzir os danos dos impactos previstos.
A crise económica e financeira global a que assistimos neste momento, era previsível, e foi efectivamente prevista. Já poderia ter acontecido antes do colapso das hipotecas subprime nos Estados Unidos da América, mas é importante sublinhar que já era aguardada por muitos economistas há algum tempo. Pode afirmar-se que se tratava de um acidente à espera de acontecer, como o referiu Alan Greenspan, antigo presidente do Federal Reserve Norte Americano. Não é ainda previsível quando terminará esta crise económica e financeira.
O mesmo se pode afirmar relativamente às Alterações Climáticas Globais. Os seus impactos são previsíveis e há muitos sinais dos seus efeitos espalhados pelo mundo.

A crise da economia,
afecta-nos no dia a dia,
E crise do ambiente,
O que não fará à gente?
Esta crise financeira não está ligada a questões ambientais, está sim relacionada com problemas estruturais e profundos da economia global. Do mesmo modo que a "crise do ambiente", ou seja, as alterações climáticas globais, estão relacionadas com alterações profundas dos ciclos da natureza.
Urge repensar a economia, como pilar do desenvolvimento sustentável, pois dela dependem acordos internacionais e a capacidade de implementação de medidas de mitigação.
Os pragmáticos da economia defendem que as autoridades reguladoras devem proibir a comercialização dos chamados produtos financeiros tóxicos de modo a travar a actual crise. No acordo que deu origem ao Protocolo de Quioto defendia-se a redução de "gases tóxicos no planeta" (CO2) de modo a que se pudesse controlar a temperatura terrestre. Existem paralelismos nítidos entre a crise económica e financeira actual e a crise ambiental global que se tende a instalar: com o degelo dos polos e o aumento da temperatura média da terra. Mas, tal paralelismo, tem mais a ver com a forma como as crises se manifestam do que com a sua interdependência.
É possível tentar resolver parte da crise financieira e parte da crise ambiental através de políticas de consumo sustentável e responsável. Entenda-se por sustentabilidade, a forma de dar continuidade aos aspectos económicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana, sem perder o sentido que lhe confere o Relatório de Brundtland: "suprir as necessidades das gerações presentes sem afectar a possibilidade das gerações futuras suprirem as suas".
Poderão já ser sinais locais da "crise ambiental global":
-A proliferação de moscas domésticas no Outono dos Açores, observada especialmente na ilha Terceira e na ilha de São Miguel.
-Os avistamentos de tubarões-baleia entre Santa Maria e São Miguel, possivelmente relacionados com um aumento médio de cerca de três graus, da temperatura da água do mar.
-A seca que este ano assolou particularmente as ilhas Terceira, São Jorge e Pico.
-Ou o início da época das vindimas, já notado na ilha do Pico que começam mais cedo.
Apesar da crise económica e financeira, a Europa continua a apostar nas energias alternativas, pois quer instalar cerca de 120.000 MW de energia gerada através de unidades eólicas Off-Shore, nas próximas duas décadas.
Apesar da crise, os Estados Unidos da América, continuam a apostar em medidas de mitigação das alterações climáticas globais nas cidades americanas, finaciando o projecto "Cidades para a protecção do clima", sugerido pelo Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (ICLEI). Os ambientalistas e políticos esperam que com a eleição de Obama para a Casa Branca se faça uma alteração profunda da política ambiental americana, aderindo aos instrumentos internacionais de redução de emissões de gases com efeitos de estufa e concluindo, até o final de 2009, um novo acordo global sobre alterações climáticas.
Apesar da crise, governos como o das Maldivas, deixam o mundo boquiaberto, ao apostar na compra de terras na Índia ou Sri Lanka para a eventualidade do mar engolir o seu país.
Nos Açores, também se tem apostado na redução de emissões, através das energias alternativas como a geotérmica ou a eólica, todavia, não se tem investido em medidas de mitigação às alterações climáticas globais, como tal, não sentiremos a diferença nesta época de crise. Contudo, a nomeação do Professor Álamo de Meneses, com grande formação técnica e científica na área do ambiente, para Secretário Regional do Ambiente e do Mar também poderá levar a uma alteração da visão do Governo Regional sobre essas questões.
(In Ribeiras Pico)

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sexta-feira, outubro 03, 2008

Praia da Vitória vulnerável à subida do mar

A Praia da Vitória é uma das zonas litorais açorianas mais vulneráveis à subida das águas do mar, ao lado de Ponta Delgada, algumas fajãs de São Jorge e Lajes do Pico. O alerta foi lançado por Félix Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no âmbito de uma conferência sobre “Alterações Climáticas e o Litoral”, que teve lugar sábado, em Santa Maria.
Imagem do Google Earth (modelação 14 metros de subida do mar)
Na ocasião, o docente salientou que “o aquecimento global do planeta acarreta, de forma inequívoca, um aumento do nível médio das águas do mar, decorrente do degelo das massas de água congeladas e acumuladas sobre terra, tanto na Antárctida como na Gronelândia ou nas montanhas terrestres”.Segundo Félix Rodrigues, “nos Açores, o litoral tem sofrido pressões elevadas, notando-se alterações muito acentuadas em alguns locais das ilhas de São Miguel e Terceira e em menor grau nas restantes ilhas”. Perante este cenário, o professor universitário recomenda a implementação de “medidas locais de mitigação e adaptação à subida do nível médio da água do mar”, nomeadamente “a gestão eficaz do território, a intervenção capaz e atenta da comunidade científica e do poder local, a divulgação e discussão de diversos cenários de alterações do litoral com ênfase para o nível local, a ampliação sistemática dos conhecimentos e cultura das populações e o exercício de uma cidadania responsável e activa por parte de todos os cidadãos”.

(In Diário Insular)

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