sexta-feira, julho 17, 2009

Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural

Maria da Conceição Rodrigues e Eduardo Brito de Azevedo apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural".
Desenvolvido no âmbito dos projectos CLIMAAT e CLIMARCOST (INTERREG III B, MAC 2.3/A3 e 05/MAC/2.3/A1) este projecto desenhou uma metodologia de suporte ao ordenamento do território insular. Assume como objectivo fundamental a produção de um instrumento de integração e análise da relação entre os factores que regem o balanço hídrico e as diferentes alternativas de uso do solo. A metodologia foi aplicada ao Sítio de Interesse Comunitário - Serra de Sta. Barbara/Pico Alto na Ilha Terceira (Açores). O modelo conceptual assume explicitamente a diferenciação climática e a relação entre os processos de formação de nuvens de origem orográfica e os mecanismos de intercepção e armazenamento de água observados na floresta natural típica da Macaronésia. Uma análise custo/benefício realça os proveitos económicos do uso do solo para floresta natural.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quarta-feira, julho 15, 2009

Gestão de Recursos Hídricos em Pequenas Bacias Hidrográficas com Intensificação Agrícola

Concorreu ao Prémio durante o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, de 6 a 11 de Julho de 2009, na Universidade Piaget na cidade da Praia, Cabo Verde,o trabalho de V. SILVA; L. CALADO e T.P. DENTINHO*, com o título: Gestão de Recursos Hídricos em Pequenas Bacias Hidrográficas com Intensificação Agrícola.
O Prémio Bartolomeu é atribuído a cientistas com menos de 33 anos no dia 15 de Julho de cada ano, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR. O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. Os critérios de apreciação são: a coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional.

Resumo da comunicação
Cada paradigma científico tem o seu próprio sistema de valoração. Os técnicos de recursos hídricos definem zonas de protecção das águas subterrâneas, normalmente associadas a nascentes e furos, assumindo que estas áreas demonstram a relevância para a manutenção da qualidade e da quantidade da água. Os cientistas socio-económicos também valorizam as coisas de acordo com o seu papel para a sociedade, ao longo do espaço e do tempo. Os economistas têm preferência pela análise custo – benefício, onde tudo pode ser traduzido para valor monetário. Logo a questão que se põe por detrás de todas estas filosofias e métodos de avaliação, é como tratar todos estes valores num sistema de apoio à decisão consistente.
Este trabalho pretende apresentar uma metodologia que permite usar diferentes filosofias e metodologias de valoração no mesmo sistema de apoio à decisão, possibilitando uma tomada de decisão mais informada, não descartando logo de início uma ou mais perspectivas. Assume-se uma perspectiva de complementaridade entre os valores económicos, ambientais e culturais, e que estas valorações podem ser afectadas espacialmente, permitindo a determinação de uma Taxa de Câmbio entre as diferentes escalas de valor.

(In Cabo Verde, Redes de Desenvolvimento Regional)

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sexta-feira, março 06, 2009

Aquecimento global afecta mais as ilhas

“As ilhas são mais afectadas do que os continentes pelas alterações globais”, explicou Félix Rodrigues.As alterações climáticas, nomeadamente o aquecimento global e as respectivas consequências deste no ciclo hidrológico da ilha Terceira, foram, ontem, o tema de uma conferência, na Escola Secundária Vitorino Nemésio, intitulada: “Alterações climáticas globais - Impactos no ciclo hidrológico da ilha Terceira”, dada pelos professores da Universidade dos Açores Félix Rodrigues e Francisco Cota Rodrigues. “Cada açoriano contribui para o aquecimento global tanto com emissões de dióxido de carbono associadas à queima de combustíveis fósseis, como com emissões de metano associadas à produção agro-pecuária das ilhas”, sustenta Félix Rodrigues.O previsível aumento da temperatura média da Terra provoca um acréscimo do nível médio das águas do mar e aumenta a quantidade de vapor de água na atmosfera. O vapor de água também é um gás de estufa. A sua condensação produzirá inundações, nos períodos mais frios, e secas, nos períodos mais quentes.Análises isotópicas da água da chuva dos Açores fazem concluir que a chuva que aqui chega tem origem em ambientes quentes marítimos, ou seja, dependente da corrente do Golfo. Alterações nessa corrente têm implicações na precipitação e no ciclo hidrológico açoriano.Cota Rodrigues, após uma sucinta explicação da hidrogeologia da Terceira, referiu que a qualidade da água captada para consumo está muito dependente do tipo de aquífero: suspenso ou basal. A importância do coberto vegetal para a recarga dos aquíferos nas ilhas açorianas, foi outro dos pontos falados.Ambos os investigadores apontam a necessidade de um correcto ordenamento do território, para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos insulares, e uma aposta forte nas energias alternativas como contributo da região para o combate às alterações climáticas globais.“Tentámos explicar os efeitos locais e globais do ciclo hidrológico”, conclui Félix Rodrigues.
(In Diário Insular)

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sábado, fevereiro 07, 2009

Substituição de floresta comercial por floresta de crescimento lento

Para evitar catástrofes, a médio prazo, o Governo vai avançar para a gestão centralizada de linhas de água, nascentes e terrenos instáveis, nos Açores.
Especialistas consideram que, sustituir a floresta comercial por uma de crescimento lento, é uma boa medida. O professor Félix Rodrigues afirma que faz todo o sentido.
Ouvir a notícia aqui.
(In Costa Cardoso RDP Açores)

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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Pouca chuva até Fevereiro, é falta de água em veraneio

Se não se registar um aumento da pluviosidade até final do próximo mês e os furos de captação de água que vão ser abertos até ao Verão não alcançarem os resultados esperados, a escassez de água sentida em 2008 vai sentir-se também em 2009. O alerta parte de Félix Rodrigues, professor da universidade dos açores (UA). Em declarações ao DI, a propósito do plano governamental para a sustentabilidade dos recursos hídricos da Terceira, o académico sublinha, por isso, que a localização dos furos previstos tem de ser muito bem pensada. “Temos registado baixos índices de pluviosidade até agora. É prematuro fazer previsões, mas se a chuva não cair com regularidade e por um período longo até ao final de Fevereiro, podemos esperar caudais reduzidos nas nascentes que abastecem o concelho de angra”, explica. “Daí que os novos furos de captação representem um investimento importante. Mas para o serem, é preciso que sejam efectuados em zonas que garantam caudais de água razoáveis. Caso contrário, teremos um Verão com falta de água como aconteceu em 2008”, complementa Félix Rodrigues.
“Se tudo correr bem – e acredito que isso acontecerá – o ano de 2009, em termos de abastecimento de água, será razoável”, contrapõe.
Estudos fora de tempo
Para Félix Rodrigues é justificável que os alertas produzidos pela UA para a necessidade de protecção dos recursos hídricos da ilha, particularmente a protecção dos sistemas de turfeiras da Caldeira Guilherme Moniz, não tenham impedido as arroteias naquele local. “Os principais estudos da universidade ocorreram na década de 90. O plano de arroteias começou muito mais cedo, surgindo na sequência do desenvolvimento que defendia a intensificação da produção agrícola, o que implicava a conquista de terrenos ao interior da ilha e a sua transformação em pastagens. Ora, quando os estudos da academia são produzidos, o mal já estava feito”, alega. “O conhecimento e a consciência para o problema não estavam presentes nessa altura”, sublinha.
Na apresentação do plano de recuperação do ciclo da água na Terceira, o secretário regional do ambiente, Álamo Meneses, explicou que as arroteias que ocorreram na Caldeira Guilherme Moniz se inseriram no Plano Pecuário dos Açores: “Foram promovidas dentro duma filosofia que advogava que a recuperação de terrenos para a agricultura era sinal de desenvolvimento. Agora, percebemos que essa política foi errada”, admitiu.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Exposição de fotografia do património natural dos Açores

O Centro de Ciência de Angra do Heroísmo (Observatório do Ambiente) realiza o evento intitulado: "Exposição de fotografia de Natureza" no Centro de Ciência e Museu de Angra do Heroísmo. Uma outra visão dos Açores, que o vai surpreender
Entre 20 de Janeiro e 29 de Março vai estar patente no Centro de Ciência de Angra do Heroísmo (Observatório do Ambiente, antigo mercado de peixe) e no Museu de Angra do Heroísmo (Sala de Dacosta) uma exposição de fotografia intitulada "Açores: do FOGO à FLORESTA" do biólogo e fotógrafo Pedro Cardoso do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. As fotografias, de aguçado detalhe, convidam o público a um olhar mais atento da riqueza natural do arquipélago. Em cada espaço, conta-se a história do surgimento e evolução da vida nos Açores, com um conjunto de fotografias diferentes. Um projecto apoiado pelo Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores e pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia.
No CCAH (entrada pelo piso superior), de Terça a Sábado das 10h às 17h, ao Domingo das 13h às 18h. No MAH (Sala Dacosta), de Terça a Sexta das 9h30 às 17h, ao Sábado e Domingo das 14h às 17h.

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segunda-feira, agosto 13, 2007

Os ciclos naturais são a música da Natureza

Integrada no Festival Transatlântico de Música Alternativa que decorreu nos dias 11 e 12 de Agosto na ilha de São Jorge, foi proferida uma conferência sobre Alterações Climáticas Globais pelo Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues.
"Contribuir para a dinamização cultural e a promoção turística da região, bem como incentivar a consciência ambiental e de cidadania, foram, desde o início, os princípios norteadores do projecto". Os promotores querem desenvolver uma “proposta inovadora” que reúna dois diferentes estilos musicais: o electro e o rock. “Seleccionaram um line up recheado de bandas actuais como cabeças de cartaz, adicionaram-lhe uma pequena lista de bandas conceituadas oriundas das várias ilhas do arquipélago. Utilizando o mesmo critério de qualidade, o line up foi também constituído por D.J.’s top do panorama musical nacional”. Com o intuito de acompanhar a tendência global na realização deste tipo de eventos, e de garantir a sua dinamização cultural, foram realizadas actividades paralelas, para além da música, tais como desportos radicais, conferências, performances, artes circenses, espectáculos multimédia, terapêuticas alternativas, entre outros.
Na conferência que proferiu no âmbito desse evento, Félix Rodrigues referiu existirem semelhanças entre a música e as problemáticas das Alterações Climáticas Globais. A fronteira entre a música e o ruído é muito ténuo, dependendo do estado de espírito, do timing da audição e do background cultural do ouvinte. Até a música clássica está sujeita a essa dicotomia som-ruído. A música clássica será ruído se não for uma opção ou se for ouvida através das paredes da casa do vizinho a horas despropositadas. Do mesmo modo, o rock só é música para quem o aprecia e estiver disposto a ouvi-lo num determinado contexto ou ambiente.
Qualquer tipo de música tem ritmo, periodicidades, sons mais graves e sons mais agudos. Assim são os ritmos da natureza: a sucessão dos dias e das noites, a sucessão das estações do ano, os períodos de sol e de chuva ou as marés. Essas periodicidades são música natural, o ruído surge porque os ritmos são alterados, produzindo-se num tempo inadequado que não estamos preparados para os ouvir ou observar. Por outro lado, podem ser semelhantes aos sons estridentes: porque se intensificaram ou porque desafinaram drásticamente nos ciclos naturais.
Nas alterações climáticas globais há desafinos de interpretação relativamente às suas origens: se natural se antropogénicas, se associadas à emissão de dióxido de carbono e outros gases de estufa, se associadas ao ciclo solar de 11 anos, ou então, a outros ciclos naturais mais longos.
Este mês foi publicado um artigo de investigadores americanos que estudaram a relação entre o aquecimento do planeta terra e o ciclo solar. Concluíram que há ligação, mas essa ligação só explica metade do aumento de temperatura observada no nosso planeta nos últimos 50 anos. Os autores afirmam então que o aquecimento global real observado não é justificado na integra pelo ciclo solar, mas pela libertação de gases com efeitos de estufa.
Outro desafino prende-se com a não adesão ao Protocolo de Quioto de Países como os Estados Unidos da América ou a Austrália, porque afirmam que pouco se pode fazer para contrariar a tendência actual, sendo preferível apostar em medidas de mitigação. Acreditam na capacidade tecnológica da humanidade para encontrar soluções para os problemas críticos como o aumento do número de ciclones, cheias, incêndios, doenças respiratórias, perda de biodiversidade, subida do nível médio da água do mar, entre outros, a nível local, tendo dificuldade em acreditar que a a humanidade tenha capacidade para cumprir um propósito comum que passa pela contribuição individual, resolvendo assim um problema global.
A distinção entre informação e ruído, proveniente de um som, é conseguida pela capacidade de análise dos interlucotores. Continuando com esta analogia, a distinção entre informação e ruído nas alterações climáticas globais também se faz com a formação, análise e investigação. Analisa-se aquilo que nos rodeia, investiga-se como se alteram os fenómenos, se com ritmo se com intensidade, se com clareza se com ambiguidade e informamo-nos das diferentes perspectivas de análise.
Os sinais das alterações climáticas existem e são inequívocos para alguns e incompreensíveis para outros. A diferença está na capacidade de análise e informação de uns e outros.
Sem dúvida que o mar subirá nesta ou na próxima geração.
Sem dúvida que os combustíveis fósseis terminarão, nesta ou na próxima geração.
Sem dúvida que a economia se alterará, nesta ou na próxima geração.
Sem dúvida que o mundo mudará, nesta ou na próxima geração.
Se as duas primeiras premissas são negativas, cabe-nos fazer o esforço para que as duas últimas sejam positivas.
O Novo Mundo não aceitará demissionários, não aceitará inactivos, não aceitará descomprometidos com esta outra causa. O novo mundo não se compadecerá dos irracionais e a prova é que já começou a extinguir a biodiversidade.
E o homem, onde se posiciona?
São Francisco de Assis dizia que "Todos os seres são feitos de pó de estrelas" , aí também entra o homem.
(In Diário Insular)

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