sexta-feira, julho 17, 2009

Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural

Maria da Conceição Rodrigues e Eduardo Brito de Azevedo apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural".
Desenvolvido no âmbito dos projectos CLIMAAT e CLIMARCOST (INTERREG III B, MAC 2.3/A3 e 05/MAC/2.3/A1) este projecto desenhou uma metodologia de suporte ao ordenamento do território insular. Assume como objectivo fundamental a produção de um instrumento de integração e análise da relação entre os factores que regem o balanço hídrico e as diferentes alternativas de uso do solo. A metodologia foi aplicada ao Sítio de Interesse Comunitário - Serra de Sta. Barbara/Pico Alto na Ilha Terceira (Açores). O modelo conceptual assume explicitamente a diferenciação climática e a relação entre os processos de formação de nuvens de origem orográfica e os mecanismos de intercepção e armazenamento de água observados na floresta natural típica da Macaronésia. Uma análise custo/benefício realça os proveitos económicos do uso do solo para floresta natural.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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sábado, maio 30, 2009

Majoração dos apoios à Universidade dos Açores

O candidato açoriano na lista do PS ao Parlamento Europeu (PE) defende a majoração dos apoios atribuídos aos projectos de investigação da Universidade dos Açores no âmbito do VII Quadro Comunitário de Apoio à Ciência e Investigação.Luís Paulo Alves, que falava aos jornalistas ontem à tarde, no final de uma visita ao Observatório do Ambiente, em Angra do Heroísmo, argumenta que essa majoração permitirá à Academia combater as dificuldades financeiras que atravessa.“Esta proposta de majoração tem que ser feita. A Universidade dos Açores tem vindo a afirmar-se na investigação das alterações climáticas, da climatologia e no estudo dos oceanos e, como tal, é uma oportunidade que não pode ser descurada”, adianta. O socialista adianta que o novo quadro comunitário de apoios à Ciência e Investigação é muito generoso e deve ser aproveitado ao máximo.
Atenção transatlântica
Além disso, Luís Paulo Alves - que conversou com os professores Alfredo Borba, pró-reitor da Universidade dos Açores, e com Eduardo Brito de Azevedo, do CLIMAAT e especialista em climatologia, ambos ligados ao Observatório do Ambiente - alega que há interesse de várias universidades norte-americanas que já manifestaram interesse em instalar nos Açores um centro transatlântico de estudo das alterações climáticas.“Isto prova que a nossa posição geográfica é uma mais-valia em termos científico. E, assim, é fundamental apoiarmos esta vertente”, alega Luís Paulo Alves, que sublinha que a Academia insular tem vindo a consolidar-se como um centro de excelência no estudo das alterações do clima e do oceano (neste caso, através do Departamento de Oceanografia e Pescas, localizado na cidade da Horta, Faial). Na quarta-feira, o socialista, no Pico, defendeu uma maior atenção da Política Marítima Europeia às oportunidades de desenvolvimento que o Mar proporciona aos Açores e à fronteira marítima e Atlântica que o arquipélago confere à União Europeia. “Os Açores são a primeira linha de combate ao tráfico de droga por via marítima. Isso trás também uma responsabilidade que terá de ser assumida pela União Europeia”, argumenta Luís Paulo Alves, que, ontem, visitou também o porto de São Mateus e jantou com militantes terceirenses.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, maio 27, 2009

Webcam instalada na montanha do Pico

Uma webcam do projecto CLIMAAT foi instalada no cimo da montanha do Pico. Através do sítio da Internet http://www.climaat.angra.uac.pt/, é agora possível, dependendo das nuvens, observar, em tempo quase real, as condições do estado do tempo no local, assim como a vista sobre a vertente Noroeste da montanha, a vila da Madalena e o mar do Canal com o Faial ao fundo.

(in Diário Insular)

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domingo, maio 10, 2009

Bóia Ondógrafo será reposta possivelmente em Junho.

Desde o mês de Janeiro que a Bóia Ondógrafo da ilha Graciosa soltou-se da amarração, ficando esta ilha e os homens do mar sem este importante registo online.
Segundo Eduardo Brito, professor da Universidade dos Açores e responsável pelo projecto Climat, espera-se que a colocação da bóia no seu respectivo lugar, aconteça, o mais tardar, antes do fim de Junho, para que continue a exercer a sua função que é enviar dados sobre a agitação marítima.
Na Graciosa vai ainda ser montada uma estação meteorológica com dados em tempo real e ainda colocada mais uma câmara para transmissão de imagem em tempo real do Porto Comercial.
Eduardo Brito salientou que os equipamentos já estão na Graciosa há algum tempo, e estão apenas a aguardar a vinda do técnico para a sua montagem.
(in Jornal da Rádio Graciosa)

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sábado, abril 26, 2008

Ilha do Corvo em Directo

Quem quiser poderá ver a Vila do Corvo a partir daqui. Da maneira como está a RTP-A não ponho de parte, numa qualquer oportunidade, enviar sinais de fumo da oposição política da ilha através das imagens proporcionadas por esta tecnologia desenvolvida pelo Projecto CLIMAAT, da Universidade dos Açores. Enfim, digam lá se a nossa Vila não merece uma visita.

(In Paulo Estevão)

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segunda-feira, março 17, 2008

Engenharia Financeira para dar continuidade ao projecto Germobanco

O secretário regional adjunto do vice-presidente alertou, em Angra do Heroísmo, para a necessidade de se recorrer à "engenharia financeira" para dar continuidade ao projecto Germobanco III das regiões da Macaronésia.
Carlos Corvelo falava quarta-feira na sessão de encerramento do workshop "Preservação e Valorização de Recursos Fitogenéticos nas Ilhas da Macaronésia", que, durante dois dias, decorreu na Universidade dos Açores (UAç), no Pico da Urze. Segundo o governante, este projecto, criado no âmbito da iniciativa comunitária INTERREG III B, sob liderança da Associação de Produtores de Frutos, de Produtos Hortícola e Florícolas da Ilha Terceira (FRUTER), trouxe "desenvolvimento científico e tecnológico à Região" e a "promoção de parcerias" entre as instituições de investigação, tecido produtivo e órgãos de governo próprio."O trabalho realizado justifica a continuidade do projecto", disse, admitindo, porém, que, no respeitante ao Programa Transnacional Madeira/Açores/Canárias 2007-2013, os recursos são "muito limitados". Nesse quadro, o Programa de Apoio a Projectos de Investigação Científica e Tecnológica com Interesse para o Desenvolvimento Sustentado dos Açores, do Plano Integrado de Ciência e Tecnologia da Região (PICT), constitui a "pista" mais viável para a prossecução do Germobanco, considerou. O programa, cujas informações podem ser consultadas no site da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia (http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/srec-drct) prevê apoios à participação de unidades de investigação e desenvolvimento em redes e projectos internacionais. Carlos Corvelo apontou, igualmente, o INTERREG IV como forma de financiamento desta e de iniciativas de semelhante abrangência. "Consideramos que estão criadas as bases para o desenvolvimento de bancos de germoplasma agrícola com o objectivo de valorização das variedades agrícolas locais e de conservação da biodiversidade genética das espécies", afirmou.O secretário regional adjunto do vice-presidenteconsiderou, ainda, "fundamental" a parceria da UAç tanto nesta iniciativa, como na INTERFRUTA, no MARMAC, no CLIMAAT ou no MACAIS. Ao todo, tanto a segunda como a terceira geração do Germobanco representaram um investimento de 785 mil euros (670 mil euros assegurados pelo FEDER).

(In Canal de Notícias dos Açores)

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segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Estação do Projecto CLIMAAT vandalizada

A estação meteorológica do projecto CLIMAAT do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, instalada na Fortaleza de São Sebastião, em Angra do Heroísmo, foi vandalizada, tendo desaparecido algum material informático que assegura o seu funcionamento. Eduardo Brito de Azevedo, coordenador do projecto CLIMAAT, disse ao DI que é a segunda vez que a estação meteorológica que recolhe dados sobre o estado do tempo em Angra do Heroísmo foi assaltada. De acordo com os registos do centro de controlo do projecto CLIMAAT, a estação ficou inactiva por acção de desconhecidos às 13h15 da passada segunda-feira.A caixa onde se encontra o material informático que assegura o funcionamento na estação foi vandalizada e foram levados alguns dos componentes necessários para assegurar a transmissão de dados para o centro de controlo. A câmara que capta as imagens da baía de Angra do Heroísmo também foi alvo de vandalismo mas acabou por não ser levada. Para Eduardo Brito de Azevedo, “esta é uma ocorrência estranha pelo facto da estação estar instalada no interior do Castelinho onde funciona uma pousada e existem câmara de vídeo vigilância que controlam as entradas e saídas”. O projecto CLIMAAT dispõem de estações meteorológicas na Terceira, São Miguel, Faial, Pico, Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Flores e tem em vista estudar o clima das regiões insulares atlânticas.
Somos assíduos frequentadores do site climaat.angra.uac.pt (um projecto Interreg que envolve a Universidade os Açores, a Madeira e as Canárias sobre o clima e a meteorologia dos arquipélagos atlânticos) pela simples razão de que a informação meteorológica é muito completa e sobretudo porque é acompanhada com imagens, em tempo real, de diversos pontos dos Açores (só falta o Corvo). Ou seja, é deveras interessante, a partir de qualquer computador pessoal, saber como está, neste preciso momento (obviamente de dia), o tempo no canal Faial/Pico, ou S. Jorge/Pico, ou em Ponta Delgada, ou nas Flores. E isso consegue-se porque a Universidade instalou, em todos esses locais (dez, para sermos mais concretos) câmaras de vídeo que, com intervalo de minutos, enviam uma imagem que pode ser visualizada em qualquer computador, a partir de qualquer ponto do mundo. Só que nada resiste quando os meliantes querem destruir o trabalho de quem serve a comunidade. Aconteceu por estes dias (pela segunda vez), que o sistema instalado no Forte de S. Sebastião, sobranceiro ao Porto das Pipas, foi destruído. Em nome de quê? Roubo do equipamento ou simples desejo de destruir? Quer seja uma coisa, ou outra, que sinal é enviado para quem consulta? Em vez da imagem do tempo, em tempo real, damos a imagem de uma região de energúmenos que não conseguimos respeitar uma simples câmara (web cam) que presta um serviço público muito interessante a todos os internautas. E há que pôr cobro a isto.
(In Diário Insular)

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sábado, fevereiro 02, 2008

CLIMAAT já tem barco

sábado, dezembro 08, 2007

Regionalização do Instituto de Meteorologia

O Instituto Nacional de Meteorologia (IM) está aberto a uma regionalização “parcial ou total, se as entidades envolvidas chegarem à conclusão de que essa é a melhor solução para aumentar a eficácia dos serviços prestados à população”. A garantia de abertura para o diálogo foi dada pelo vogal do conselho directivo do IM, Dias Baptista. De acordo com o membro da direcção do Instituto de Meteorologia, para que a regionalização siga em frente, primeiramente terá de existir um entendimento global entre o Governo da República e o Governo Regional dos Açores. Além disso, o IM está sob a tutela do Ministério da Ciência e Ensino Superior, sendo que, se a decisão desta entidade for positiva, arrancarão as negociações com vista a colocar a regionalização no terreno. Dias Baptista, admite, ainda, que a regionalização do serviço meteorológico no arquipélago possa seguir a via parcial, mas também total. “Se, após ponderação, se chegar à conclusão de que uma regionalização parcial é a melhor opção, será essa a ser colocada no terreno. Se a melhoria e adequação dos serviços passar por uma regionalização total, assim seja”. A garantia de abertura à negociação expressa pelo IM surge depois de, no passado domingo, o líder do executivo açoriano, Carlos César, ter defendido a regionalização do Instituto de Meteorologia, alegando a necessidade de uma melhor cooperação com o Serviço de Protecção Civil do arquipélago. As declarações de César foram proferidas durante a inauguração das obras de ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel. O presidente do Governo Regional sustentou que várias instituições devem estreitar a sua ligação com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros, sendo que essa cooperação “poderia até passar pela própria regionalização parcial ou total do Instituto de Meteorologia nos Açores. Em relação às declarações de César, Dias Baptista adianta desconhecer o contexto das mesmas, mas frisa que os representantes do IM estiveram no arquipélago recentemente, onde se reuniram com o líder do executivo açoriano, pelo que “as relações existentes são boas”.
“MEDIDA ADEQUADA”
Também o director do programa CLIMAAT, Eduardo Brito de Azevedo, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, considera que a regionalização do serviço de meteorologia nos Açores é uma “medida adequada”, mas apenas se assumir um carácter parcial. “A ligação a uma estrutura nacional é positiva. O IM tem compromissos internacionais, como, por exemplo, o acesso a fotografia por satélite, que não interessa estar a duplicar”, explica. Esta regionalização parcial seria uma boa medida, argumenta o professor da Universidade dos Açores, “porque, numa Região extremamente dependente do clima, a cobertura meteorológica e climática seria mais pormenorizada”. “Isto não quer dizer que a actual cobertura seja má, até porque o arquipélago é considerado uma escola para meteorologistas, mas existem necessidades muito específicas, que são descuradas quando se integra uma estrutura nacional. É algo que não é exclusivo dos Açores, também se verifica noutros locais, como as ilhas espanholas”, sustenta. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, “em regiões tão dependentes do clima, como são as ilhas atlânticas, é necessária a adopção de modelos de previsão do tempo adequados à nossa dimensão”. Entre as áreas que podem beneficiar de um estudo mais exaustivo em termos de meteorologia está o sector dos transportes. “Já o desenvolvimento da área da climatologia é vital para potenciar os recursos da Região. É o caso dos recursos hídricos ou da capacidade de produção dos solos, importantes para o desenvolvimento de um sector como a agro-pecuária”, exemplifica o professor da Universidade dos Açores.

PLATAFORMA IDEAL
Na opinião do professor da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, a regionalização parcial do Instituto de Meteorologia, que dotaria a estrutura existente nos Açores de uma maior autonomia, é também importante para o desenvolvimento do arquipélago enquanto “plataforma ideal” para a observação meteorológica da bacia do Atlântico Norte. Desde cedo que especialistas como Afonso Chaves e José Agostinho defenderam uma visão do arquipélago como Centro Permanente de Estudos Meteorológicos no Atlântico, lembra Eduardo Brito de Azevedo. “Este potencial é académico, mas também operacional. A posição dos Açores é estratégica para a observação de fenómenos meteorológicos na bacia do Atlântico Norte. A Região pode ser um parceiro operacional em projectos internacionais, por exemplo".

(In Diário Insular)

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quinta-feira, setembro 20, 2007

Alterações climáticas globais - Uma agenda sempre actual

Decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e presenciada por alunos do ensino secundário, uma palestra sobre alterações climáticas que pretendeu alertar para as preocupações prementes da climatologia. Para o docente Eduardo Brito de Azevedo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, trata-se cada vez mais de uma questão incontornável e universal. Esta é uma discussão está na ordem do dia, enfatizou, e que não está subjacente, defendeu, a qualquer agenda política. Caso disso, está na catástrofe vivida pelos Estados Unidos da América, com a devastação levada a cabo pelo furacão Katrina, que foi referenciada pelo académico como um alertar de consciências naquele país: o furacão Katrina despoletou a política americana a inverter a sua posição nessa matéria. Porém, o poder de destruição levado a cabo por fenómenos climáticos já era previsto pelos especialistas há já algum tempo: alguns dias antes do furacão, um artigo na «Nature» já indicava que esse era um fenómeno previsível dadas as alterações da circulação termoalina, ou seja, o movimento das correntes oceânicas que redistribuem as temperaturas por todo o planeta. As evidências já estavam aí, reforçou. O aumento dos fenómenos climáticos de grande visibilidade, como os furacões, está interligado a outras variáveis que ao longo dos anos têm assumido uma cada vez maior visibilidade, como o aumento de períodos de seca, o degelo dos glaciares, etc.
Eduardo Brito de Azevedo refere que os Açores são um sítio privilegiado para o estudo da climatologia a nível global e que a partilha de estudos, e de dados relativos a este campo do saber já têm sido e estão a ser desenvolvidos, exemplificando com o projecto de medição da concentração de dióxido de carbono e de outros gases, a decorrer no cimo da ilha do Pico e na Serreta na Terceira, cujos dados são usados pelo National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA) ou pelos resultados do SIAM (Climate Change in Portugal) que efectua previsões do clima para o país e ilhas.
Tratando-se esta conferência de uma iniciativa inserida numa campanha dissuasora do uso de combustíveis fósseis, o especialista chama a atenção para a ligação directa entre o gases emitidos pela circulação automóvel e o aumento do efeito do estufa: se cada pessoa se libertasse, ainda que por apenas algum tempo, do uso do seu automóvel, poderia estar a contribuir individualmente para a diminuição do efeito de estufa.
À semelhança do resto do mundo, as alterações climática também vão ser sentidas nos Açores. Mais calor, chuvas mais intensas, aumento do nível do mar este é o quadro generalizado para o país e para as ilhas. As três principais variáveis: temperatura, precipitação e nível do mar sofrerão modificações no decorrer das próximas décadas. Apesar de ser a região do país que apresenta as menores alterações climáticas, os Açores vão ver aumentadas as suas temperaturas em 1 a 2 graus até final deste século. A título comparativo, existem outros pontos do no interior do país que, por exemplo, apontam para um acréscimo da temperatura que oscila entre os 5 e 6 graus. Quanto à precipitação, o cenário moderado é igual, não se prevendo grande variação anual, porém, a sua redistribuição ao longo do ano alterar-se-á, facto que fará com que as chuvas se concentrem nos meses de Inverno, projectando-se Verões mais secos. Em relação ao nível do mar, os estudos feitos apontam para um aumento de 50 cm para todo o país.
As alterações relativas do clima nos Açores tem a seu favor, referem os especialista, o papel modelador e moderador do oceano nas temperaturas insulares. Porém, ficam em alerta os perigos associados à erosão provocada pelas chuvadas fortes sobre os solos insulares, com particular destaque para o surgimento de deslizamento de terras. As secas do Verão, por seu turno, poderão trazer consequências para a ocupação em termos económicos desse solo. Com apresentação de resultados prevista para o fim deste mês, estão as previsões climáticas da Madeira que apontam para um agravamento das condições de tempo. As projecções apontam para uma grande diminuição da precipitação anual que terá impacto nos recursos hídricos. Estes são dados apurados no âmbito do SIAM (Climate Change in Portugal - Scenarios, Impacts and Adaptation Measures) que iniciado em 1999, fez uma previsão até 2100 dos cenários climáticos não só para o território nacional, como das regiões insulares.
Avaliar os impactos sobre um conjunto de sectores sócio-económicos e sistemas biofísicos tão variados como os recursos hídricos, as zonas costeiras, a agricultura, saúde humana, energia, florestas e biodiversidade e pescas foi o principal objectivo desenvolvido por diversos investigadores e instituições.

(In A União)

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sábado, setembro 15, 2007

Dados meteorológicos digitalizados e disponíveis on-line

Os dados meteorológicos existentes nos Açores desde que começaram a ser realizadas leituras sistemáticas nos observatórios de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta vão ser digitalizados e disponíveis em rede, no âmbito do projecto CLIMAAT do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

Os elementos ficam salvaguardados em suporte digital, para além de ficarem disponíveis on-line para quem quiser trabalhá-los, ou apenas, realizar consultas por curiosidade.

Para já, estão a ser digitalizadas as sáries de observação meteorológica existentes desde 1992 no Observatório José Agostinho, de Angra do Heroísmo.
A seguir serão introduzidos os dados de Ponta Delgada e Horta.
Brito de Azevedo, responsável pelo projecto CLIMAAT, afirma que quando todos os dados estiverem disponíveis on-line será possível, através do cruzamento de elementos, perceber melhor a vida colectiva desde o início do século XX, não apenas no que diz respeito ao clima em si, mas em todas as situações em que o clima teve influência.
A história da meteorologia na Região Açores é muito rica. A melhor série estatística em Portugal é a do Observatório D. Luís, em Lisboa, mas a segunda melhor, refere Brito de Azevedo, é a que existe nos observatórios açorianos.
O grande impulsionador da meteorologia nos Açores foi o Rei D. Carlos, cujo interesse pela ciência é bem conhecido.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, setembro 03, 2007

Mais um ondógrafo nos Açores: Santa Maria

Com o lançamento de mais uma estação ondógrafo ao largo da Ilha de Sta. Maria (dia 30 de Agosto), o projecto CLIMARCOST (INTERREG-IIIB, Açores, Madeira e Canárias) liderado pelo Professor Eduardo Brito de Azevedo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, na sequência dos projectos CLIMAAT, alarga a monitorização da agitação marítima de um extremo ao outro do arquipélago dos Açores.
Composta actualmente por seis estações ondógrafo, a rede de monitorização da agitação marítima dos Açores permite, para além da produção de informação de natureza operacional em tempo real (www.climaat.angra.uac.pt), fundamental para todos os sectores que se relacionam no seu dia a dia com o mar, caracterizar de uma forma mais realista o clima marítimo costeiro das deferentes ilhas.
Naturalmente sempre limitadas aos condicionalismos resultantes da sua posição geográfica face a cada uma das ilhas, a informação gerada por cada uma das unidades ondógrafo e, no seu conjunto, por todo o dispositivo, permite produzir informação e desenvolvimento científico sobre a dinâmica oceânica costeira, com importância relevante para todas a actividades que se relacionam com o ambiente marítimo.

De entre os diferentes sectores que beneficiam com este tipo de informação meteo-oceanográfica e climatológica destacam-se os relacionados com a segurança no mar, obras portuárias e infraestruturas costeiras (na fase de projecto e na fase de acompanhamento de obras e comportamento de estruturas), com o sector das pescas, navegação comercial e operação portuária, dinâmica sedimentar e erosão costeira, dinâmica e comportamento dos ecossistemas costeiros. Todos estes domínios revelam-se fundamentais para quem vive em ilhas, e depende de uma forma tão preponderante do ambiente marítimo que as interliga.
No seu conjunto, conjugadas as experiências, a informação gerada pelas diferentes unidades e o trabalho produzido por todos os parceiros envolvidos (Açores, Madeira e Canárias), dando, afinal, cumprimento ao espírito da iniciativa INTERREG-IIIB, o projecto contribui para um estreitamento institucional nos domínios da meteo-oceanografia operacional bem como para o aprofundamento do conhecimento científico de uma vasta zona do Atlântico Norte.
Tal como anteriormente já referido o projecto CLIMARCOST, iniciativa financiada e apoiada localmente pelo Fundo Regional de Coesão do Governo Regional dos Açores, conta com uma parceria activa que envolve, para além da Universidade e Observatório do Ambiente dos Açores, entidades das diferente regiões da Macaronésia,
A estação ondógrafo de Santa é composta por uma unidade de recepção e tratamento de dados em terra, localizada nas instalações da Administração dos Portos de Sta. Maria, e por uma bóia ondógrafo fundeada a cerca de uma milha e meia por sul (S) do porto de Vila do Porto, numa posição aproximada de 36º 55,20 N de latitude e 25º 10,00 W de longitude (com um giro de aproximadamente 500 metros).


Oportunamente reportada no rol dos avisos à navegação, a bóia encontra-se devidamente sinalizada produzindo durante a noite um sinal luminoso de cinco relâmpagos amarelos espaçados de dois segundos, seguidos de um período às escuras de 10 segundos.
A operação de mar, coordenada com a autoridade marítima, foi efectuada a bordo do navio “Baía dos Anjos” dos Transportes Marítimos Parece Machado (Lda.), e apoiada pelas embarcações locais da marinha, “Baía dos Reis” (particular) e da APSM.
Nunca será demais salientar que, em todo o projecto CLIMARCOST, iniciativa financiada e apoiada localmente através do Fundo Regional de Coesão do Governo Regional dos Açores, participam e colaboram um conjunto de entidades e de pessoas que, nas respectivas esferas de acção, têm permitido a sua realização. Assim, para além da Universidade e Observatório do Ambiente dos Açores e restantes parceiros da Região da Macaronésia (Universidade de Las Palmas, Instituto Canário de Ciências Marinhas, Administração dos Portos da Madeira), o projecto conta localmente com o apoio fundamental das Administrações dos Portos e Capitanias dos Portos dos Açores.
(In A União)

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