terça-feira, fevereiro 03, 2009

Os Açores portugueses são primeiro do povo açoriano

MANUEL LEAL

Os Açores andam à procura de uma economia desde os mais remotos tempos da sua existência. Há a impressão de que neste relacionamento comercial e cíclico com o mundo nunca se chegou a parte nenhuma. Mas não foi isto o que ocorreu. Os Açores não puderam por falta de meios adaptar-se às condições sempre difíceis da transitoriedade dos mercados. O factor preponderante deste atraso foi o garrote opressivo da política colonial e retrógrada do Estado Português. Ainda hoje manifesta uma cognição imperial.Estamos agora na fase da vaca, com uma corda ao pescoço regional. Mas encetam-se passos nem sempre consistentes no turismo, apalpando já possíveis e vagos investimentos em tecnologias emergentes. Neste aspecto, as potencialidades de uma política sem medo no contacto com parceiros exteriores, europeus e americanos, mesmo de outras origens, serão susceptíveis de criar uma diversificação sadia em que as querelas pessoais e obscuras dos partidos não se entreponham, fossilizadas, contra a posição geográfica do Arquipélago como ícone simbólico de uma vocação convergente e global. Foi isto mesmo que se entendeu quando Carlos César, nos Estados Unidos, firmou acordos que se espera valerem mais do que o papel em que se atestaram vontades e tomaram compromissos de amizade. Neste contexto, ter-se-á que obter da Universidade dos Açores um papel imprescindível, exigindo-lhe uma visão atenta e dinâmica numa dimensão futurológica. Não se trata do futurismo filosófico de Alvin Tofler, mas de um trabalho de organização, previsão e preparação científica que lhe dê estatura e carácter de grande instituição em termos do ensino superior em qualquer parte. Um ensino fortemente técnico e científico, prático e de investigação, orientado para a realização e o fomento de tecnologias de ponta em consonância com o zeitghast planetário. Mesmo que este esforço pese, desmedido, no orçamento regional, terá de fazer-se a prazo curto e razoável. Numa dimensão exigente, mais do que os protocolos de bem-querer de valor simbólico e político, será preciso adquirir a cooperação de centros mundiais do saber para se cumprirem os anseios da população, satisfazendo as necessidades intelectuais do avanço da modernidade. Um progresso definido numa realidade tecnológica de produções sofisticadas que o futuro exigirá. Num país em que no século XIX o Algarve chegou a ser proposto como mero real estate para uma troca pelo controlo do Rio de La Plata durante a vida curta do Reino Unido de Portugal, Brasil e do Algarve, os Açores foram sempre, ciosamente, um domínio do Rei e depois da República. Numa panorâmica geral da história, um país atrasado em relação aos demais estados europeus com que competia não toleraria um desenvolvimento insular que merecesse a cobiça de potenciais adversários no choque de interesses internacionais do que se chamou a economia atlântica.Por isso o período de maior crescimento económico dos Açores se fez sob o domínio castelhano. Na segunda metade do século XX, os Açores de novo serviram bem Portugal. Lisboa abriu o Arquipélago às democracias sob a ameaça dos Estados Unidos repetirem o ultimato do fim do século XIX. Mas depois da vitória sobre a Alemanha, a posição estratégica dos Açores garantiu ao Terreiro do Paço um lastro diplomático que deu ao regime autoritário, temporariamente, um semblante de respeitabilidade e a participação na OTAN negada a Francisco Franco. A política do Estado Novo consistia em retardar o desenvolvimento integral da pessoa colonial e adjacente, e mesmo continental, para assim garantir o controlo do país às duzentas famílias que o espremia. No Continente, o contrabando e a emigração ilegal para a Europa matava a fome campesina como Luís Cajão descreveu no romance As Escarpas do Medo (1962). Mas nos Açores, fechado o tradicional fluxo emigratório para a América do Norte, as condições de vida eram infernais. Veio depois a emigração para o Canadá. E logo a seguir para os Estados Unidos, facilitada pela erupção vulcânica dos Capelinhos. Somas elevadas em dólares entraram então no país através das organizações bancárias do arquipélago, sem que o benefício gerado para a balança de pagamentos nacional se reflectisse na situação económica insular. A moeda forte pertencia ao Banco de Portugal.A economia açoriana manteve-se sempre sob a arbitrariedade do governo da República até à adesão do país à União Europeia e à conquista da “autonomia progressiva” de Mota Amaral. Coube, todavia, à “autonomia na constituição” de Carlos César, impulsionada pelo auxílio de Bruxelas, demonstrar a capacidade governativa dos açorianos no desenvol- vimento do potencial económico da Região. Carlos César presidiu a um período de governação autonómica em que os Açores demonstraram competência e mesmo savoir faire político na salvaguarda dos seus melhores interesses. Descarrilou, frontalmente, o esforço de Cavaco Silva, porta-voz do mito centralista de que os açorianos não saberiam implementar os poderes que lhe eram concedidos. Neste aspecto, impôs ao Presidente da República uma derrota política de significado saliente. Mas o sucesso de Carlos César não teria sido possível sem as veredas bandeirantes abertas sob o comando de Mota Amaral contra a prepotência e por vezes mesmo o abuso intimidante dos órgãos do Governo da República. A falácia de que sem a República os Açores não poderão promover uma economia compatível com os padrões europeus foi estilhaçada. Será preciso ainda mais tempo, perseverança, uma maior, mais intensa e mais inteligente participação das populações. E uma mais íntima e mais açoriana, açorianíssima, colaboração entre os partidos. A determinação de juntos atingirem metas realistas, com o governo da República ou sem ele. Mas a posição agressiva assumida por Carlos César no discurso da posse do seu quarto governo não cabe neste espírito de cooperação pela fealdade da tempestade psicológica que expôs à observação pública. Nenhum partido possui um monopólio do governo. É mesmo no interesse democrático que nenhum se apodere dele como se fosse propriedade ou um suposto direito seu. Governar não é uma profissão, mas um dever cívico. Se outros partidos no futuro realizarem o que os governos de Carlos César têm feito, há razões fortes para se ter esperança no porvir. Mesmo sem o estado federado que garantiria a existência do Portugal intacto que se quer, a autonomia que se deseja cada vez mais reforçada levará os Açores a bom caminho. Com o aval de Portugal ou sem ele. A situação de incerteza e graves convulsões económicas por que passa o mundo não durará sempre. O povo dos Açores já enfrentou adamastores mais temíveis. Os Estados Unidos, como líderes ocidentais e motor propulsor dos mercados mundiais, fazem um esforço hercúleo que não é apenas económico. Erguem alto ainda a chama dos valores humanistas de que Barack Obama se fez defensor. O mundo apoia-o nas medidas já anunciadas, algumas ainda por se mostrarem nos processos e até algumas complexas implicações. Os responsáveis pelos grandes blocos económicos sabem que a irresponsabilidade de Wall Street durante o governo de George Bush foi a última tentativa do capitalismo para manter-se no estado selvagem de Herbert Spencer. A mão invisível de Adam Smith está sob a luz da solidariedade universal. É o triunfo da social-democracia sobre os extremos ocupados pelo comunismo de muitas faces e o capitalismo clássico renascido em Chicago. O primeiro morreu. O segundo vai ser agora domesticado através de legislação. Sem lhe retirar o espírito competitivo e de iniciativa, coloca-o sob os binóculos atentos da fiscalização adequada. Por isso as economias vão dar as mãos. Todo o mundo depende desta cooperação. Na próxima revisão constitucional, exigir-se-ão novas competências que requerem uma profunda remodelação. Desde a alteração judicial que inclui um Tribunal Supremo Açoriano, à transformação do ridículo Tribunal Constitucional e um banco central com jurisdição sobre a banca regional como os estados da federação americana. E o controlo na paz de todas as forças militares e paramilitares no arquipélago, sob a alçada do executivo açoriano. Os Açores são primeiro do Povo Açoriano. A fim de se poder contribuir, de livre vontade, cabalmente, para o todo nacional.
(In Expresso das Nove)

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domingo, novembro 16, 2008

Sustentabilidade versus tripolaridade

As assimetrias ilhéus nos Açores tendem aos poucos a agravar-se, a palavra tripolariedade entrou no quotidiano açoriano com a mesma facilidade com que as ilhas mais pequenas vêem escapar os serviços para as maiores. Venho ao tema devido à notícia d'O Público que em 2050 serão menos 700 mil portugueses. Os efeitos nacionais poderão não ser tão nefastos, mas temo que nesta data nos Açores comece-se a pensar profundamente na sustentabilidade de algumas ilhas onde o êxodo é maior e as dificuldades de assentar população são maiores. Os Açores encontraram uma alavanca de desenvolvimento a várias velocidades que é causa das assimetrias que teimam em ser corrigidas, baseando a economia e os serviço essenciais em três vértices São Miguel, Terceira e Faial-Pico-São Jorge. Se o Estado - e não governo - é o primeiro a argumentar dificuldades económicas em manter serviços nas nove ilhas, dificilmente será o cidadão comum a querer suportar estes custos por muito amor que tenha à sua ilha.
É hoje consensual que é incomportável manter todos os serviços nas nove ilhas, mas não se poderá diversificar os serviços da administração pública? Repare-se os órgãos políticos regionais, a Universidade dos Açores, os Hospitais, as ligações a Lisboa, entre outras, estão centralizadas nas mesmas três ilhas. Caso não se pretenda destruir a tripolaridade o quanto antes, que se tenha a consciência política de afirmar que a sustentabilidade de algumas ilhas corre sérios riscos num médio/longo prazo.

(In Paralelo 37)

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terça-feira, outubro 14, 2008

Cem espécies mais ameaçadas em livro

Um livro sobre as espécies mais ameaçadas da Macaronesia (Açores, Madeira e Canárias) foi publicado recentemente, no âmbito do projecto Interreg III B - Bionatura.Intitulado “Top 100 - As cem espécies ameaçadas prioritárias em termos de gestão na região europeia biogeográfica da Macaronesia”, o livro contou com a contribuição de Paulo Borges, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
(In Diário Insular)

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domingo, outubro 05, 2008

Governo envia às autarquias relatório do Plano Regional da Água

O Governo dos Açores vai enviar às câmaras municipais da Região o Relatório de Acompanhamento do Plano Regional da Água (PRA), elaborado por uma entidade externa para dotar as administrações regional e local de fundamentação técnica actualizada para o processo de planeamento estratégico no domínio dos recursos hídricos.O documento, que constitui a primeira análise de desempenho de um instrumento de planeamento de recurso hídricos a nível nacional, revela que, desde 2000, foi desenvolvido um esforço significativo por parte das entidades com responsabilidades na gestão dos recursos hídricos, em especial pelas administrações regional e Local.O relatório, que é apresentado até o final do ano ao Conselho Regional da Água, contempla um diagnóstico da situação actual, reportada a 2005, a análise do cumprimento dos objectivos fixados pelo PRA – concretizado através da quantificação de indicadores ambientais do modelo pressão-estado-resposta do PRA permitindo a análise comparativa com a situação actual inicial (2000) – e a análise da implementação dos projectos fixados no Plano Regional, com referência a indicadores de acompanhamento associados a cada projecto.Além da vertente estratégica, o PRA comporta uma componente operacional, incluindo um conjunto de programas destinados à solução das disfunções diagnosticadas que partem do pressuposto da especial importância dos recursos hídricos numa região insular.Numa região como os Açores impõe-se a necessidade de ordenar a crescente pressão que é exercida sobre os recursos hídricos face à descontinuidade territorial que determina a optimização dos recursos existentes em cada ilha, alega o documento.No caso do abastecimento de água, consagra como uma das nove linhas de orientação estratégica a “Melhoria da oferta e gestão da procura de água para as populações e actividades económicas” que supõe a disponibilidade de um recurso finito e da necessidade de optimização na eficiência dos seus usos.O documento refere que, nos Açores, as disponibilidades de água são suficientes para suprir as necessidades, embora nas ilhas Graciosa, Terceira e S. Miguel se registe uma maior pressão face às necessidades e disponibilidades nestas ilhas.Reforçar os sistemas de abastecimento de água no sentido de serem constituídas reservas com maior capacidade de armazenamento de água – contribuindo para a regularidade da distribuição na época estival – e, uma gestão integrada das origens de água são algumas das soluções defendidas.Neste contexto, o PRA consagrou o projecto de “reforço do sistema de abastecimento de água” que prevê a construção de infra-estruturas de armazenamento de água por parte das respectivas entidades gestoras.Com vista à optimização da gestão das origens, matéria a solucionar pela via da adopção de um modelo integrado dos sistemas de abastecimento de água, foi consignada a elaboração de planos directores de abastecimento de águas e saneamento de águas residuais, nomeadamente, um “Estudo de Concepção Geral do Sistema Integrado de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais da Região Autónoma dos Açores”.Inserido num quadro de protecção e valorização dos recursos hídricos da Região, o estudo tem como objectivo a utilização adequada da água e o desenvolvimento equilibrado dos Açores, procurando a articulação e a compatibilização dos sistemas em exploração.Ambos os estudos se encontram em fase de conclusão e servirão de suporte técnico para as entidades competentes açorianas definirem o modelo de gestão do sector, um processo que foi acompanhado pela Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores.Será igualmente divulgada, em edição de bolso, uma publicação que disponibilizará informação a todos os responsáveis e interessados na gestão da água. Em relação à Protecção das Origens de Água para abastecimento público, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e a Universidade dos Açores tem em curso o processo de delimitação de perímetros de protecção de captações que, na presente data, já cobre todas as ilhas do arquipélago.Para além da implementação dos projectos preconizados no PRA, em Junho de 2007, foi publicado, em Junho de 2007, o Atlas da Água nos Açores, um compêndio com uma forte componente cartográfica, fruto de uma aposta na referenciação geográfica dos dados, de informação no domínio da água produzido pela Administração Regional e pela investigação científica.

(In Azores Digital)

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domingo, setembro 14, 2008

Central geotérmica na Terceira em 2011

Depois de vários adiamentos, 2011 é a data avançada para a entrada em funcionamento da Central de Geotérmica da Terceira, prazo que se pode prolongar até 2013 ou 2014 “se as coisas não correrem como prevemos”, avançou ontem Roberto Amaral, presidente do conselho de Administração da EDA.
Durante a assinatura de contratos entre a Geoterceira e a Sogeo com a empresa islandesa Iceland Drilling para a realização de trabalhos em novos poços geotérmicos no Campo do Pico Alto (Terceira) e no Campo da Ribeira Grande (São Miguel), o presidente da EDA colocou mesmo a hipótese de “ se os furos não resultarem, teremos que procurar energia noutro lado”.

Questionado sobre o porquê de não ter sido atingida a meta de 2009 como data de arranque da central geotérmica, Roberto Amaral justificou-se com “dificuldades externas”, admitindo que “gostaríamos de estar numa fase mais avançada”, ao mesmo tempo que defendeu ser a EDA “a única prejudicada por estes atrasos, pois perde receitas, já para os consumidores a energia fica ao mesmo preço quer venha de fonte geotérmica ou de qualquer outra.”
Roberto Amaral aproveitou também a cerimónia para realçar a importância que as centrais geotérmicas tem para a região, num investimento global de 14 milhões de euros apelidado como “fundamental para o plano energético da região”
Segundo os responsáveis, as “dificuldades externas” prendem-se com o facto de a imprensa islandesa ter material com capacidade para fazer os furos para os poços geotérmicos e de esta não ter estado disponível devido ao grande fluxo de trabalho que teve no seu país de origem. Outra das questões, segundo explicou Carlos Bicudo, membro do Conselho de Administração da Sogeo, prende-se com o facto de “ quando se faz um furo temos que esperar algum tempo para analisarmos os resultados”, acrescentando ainda que “a média mundial par a implementação de um projecto destes está nos 8 a 10 anos”.

Mais poços em 2009

O contrato ontem assinado entre a Geoterceira e a Iceland Drilling vai permitir, a partir de Janeiro de 2009, começar os trabalhos de execução de três novos poços geotérmicos na Terceira, num investimento global de 4,3 milhões de euros.
Estes três novos poços, caso tenham os resultados esperados, vão permitir seleccionar a tecnologia mais adequada para a implementação da central geotérmica, viabilizando, depois de analisada a sua performance, a configuração definitiva do parque de poços que suportará a futura central.
Segundo informações da Iceland Drilling a execução deste trabalho deverá estar concluído 100 dias após o início das perfurações, sendo o acompanhamento da obra feito em parceria coma Universidade dos Açores.
Quando estiver em funcionamento, a central geotérmica da Terceira irá produzir 100 mil Watts/Hora, correspondentes a cerca de 40% de toda a energia consumida na Terceira, de acordo com os dados avançados por Leonildo Vargas, presidente da Geoterceira.
Em S. Miguel, a empresa islandesa irá também proceder à execução de quatro novos poços no Campo da Ribeira Grande, que vão permitir aumentar a produção energética na central geotérmica da Ribeira Grande e optimizar a exploração do campo geotérmico com vista a uma futura expansão da sua capacidade, num investimento que chega aos 5,4 milhões de euros.
(In Renato Gonçalves - A União)

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quarta-feira, agosto 20, 2008

Cooperação entre os Açores e Massachusetts

A cerimónia vai acontecer em Fall River.
Um acordo de cooperação entre os Açores e Massachusetts vai ser assinado no próximo sábado, dia 23, pelo presidente do Governo Regional, Carlos César, e pelo governador daquele estado norte-americano, Deval Patrick.Carlos César será convidado de honra das já tradicionais Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra.Considerando o historial dessa relação e o vasto leque de interesses comuns em sectores como as pescas, a agricultura, o turismo, o ambiente, a educação e a investigação científica, entre outros – bem como as vantagens em potenciar aspectos como, por exemplo, a localização geográfica –, os Açores e Massachusetts concordam em incrementar as trocas comerciais, a cooperação entre instituições ligadas à saúde, à educação e à cultura, bem como o investimento mútuo ou criação de “joint ventures” em sectores emergentes como a alta tecnologia, a tecnologia ambiental, as energias renováveis, a conservação de energia, a reciclagem, a redução da emissão de gases poluentes, a monitorização climática e a promoção turística.

(in António Gil com GaCS RTP-RDP Açores)

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quinta-feira, agosto 14, 2008

Agricultura açoriana pode vir a apostar em compostos orgânicos

Um estudo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, realizado pelo Professor João Batista e a Investigadora Edite Batista revela que a produtividade pode aumentar 30 por cento com a futura utilização de compostos orgânicos.
Os compostos orgânicos, são, em boa verdade, estrume. A utilização desses compostos pode significar ganhos de 30 por cento para a Agricultura açoriana, segundo revela um estudo efectuado por investigadores da Universidade dos Açores.Os compostos orgânicos podem, de futuro, substituir mesmo os adubos químicos que estão cada vez mais caros, e a ideia é bem aceite pela Lavoura, segundo afirmou à RDP / Açores o Presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira. Para Paulo Ferreira trata-se de um projecto com pernas para andar e, atentendo que os adubos químicos estão cada vez mais caros, a alternativa é considerada bem vinda e a Lavoura está sensível a uma solução destas, mas é necessário que sejam dados mais passos nesse sentido.

(In Armando Mendes / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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domingo, julho 27, 2008

EUA criam centro de estudos nos Açores

O interesse dos Estados Unidos da América (EUA) nos Açores, durante muitos anos centrado na Base das Lajes, começa agora a desviar-se para as áreas da ciência marinha e do clima.
Como revelou Jean Manes, cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, está a ser preparado o desenvolvimento na Região de dois projectos: a criação de um Centro de Estudos de Ciência Marítima e de Mudanças Climáticas; e a concretização de um estudo sobre o impacto das nuvens nos modelos climáticos, na perspectiva das alterações climáticas.O primeiro projecto surgiu por proposta da Universidade de Dartmouth (Massachusetts), na sequência da visita aos Açores de uma delegação de sessenta pessoas, liderada por Barney Frank. A ideia ainda está numa fase embrionária, mas como referiu Jean Manes, pretende-se encontrar o modelo de funcionamento do Centro até ao fim do ano. Como é referido na documentação que resume o projecto, a intenção é criar um centro de excelência que se traduza numa união de forças do Atlântico Norte, com o objectivo de encontrar soluções para as alterações climáticas.Entre as actividades que deverá desenvolver contam-se não só a investigação como também o ensino e a troca de ideias entre países.Segundo a cônsul, o objectivo é cativar outras instituições de ensino superior dos Estados Unidos da América e da Europa, bem como envolver a União Europeia no projecto.Para já estão identificados como parceiros, a Monmouth University (New Jersey) e o “National Oceanic and Atmospheric Administration Coastal Services Center”, nos EUA, e na Europa constam da lista a Universidade dos Açores, o “Consejo Superior de Investigaciones Científicas” e o “Centro Mediterráneo de Investigaciones Marinas y Ambientales” (associado à Universidade de Las Palmas, de Gran Canaria, Universitade Politecnica de Catalunha e Universidade de Barcelona) e o “Institute of Coastal Research of the GKSS Resarch Center” (Alemanha).Cinco objectivos estão definidos à partida: desenvolver um centro de excelência académica e incentivar a consciência das políticas da União Europeia, relacionadas com as mudanças climáticas e o seu potencial impacto; promover conferências, workshops e outro tipo de actividades de carácter informativo; promover também contactos individuais entre universidades e comunidades da Europa e dos Estados Unidos; e consolidar uma rede de contactos entre centros de excelência; bem como procurar fontes de financiamento para concretizar os objectivos delineados. Segundo a documentação disponibilizada pelo Consulado, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o Millennium bcp, o Banco Espírito Santo dos Açores e o próprio Governo Regional dos Açores já manifestaram disponibilidade para estar entre as entidades financiadoras.O segundo projecto é uma iniciativa do Departamento de Energia do Governo dos Estados Unidos mas que envolve o Governo Regional dos Açores e a própria Universidade dos Açores. Como explicou Jean Manes, depois de ter sido assinado um protocolo em Maio, quando o secretário da Energia do governo norte-americano esteve em Lisboa, está agora agendada para 30 de Julho uma reunião com todas as entidades envolvidas para preparar a implementação do projecto. Mas porquê os Açores? A cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores explica que a situação geográfica do arquipélago - entre os EUA e a Europa - é uma das razões que alicerça o interesse do seu governo na Região, mas neste caso a principal razão está relacionada com o facto dos cientistas reconhecerem os Açores como uma zona privilegiada para estudar vários aspectos relacionados com a ciência marinha e as mudanças de clima.
(In Paula Gouveia, Açoriano Oriental)

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sexta-feira, julho 25, 2008

I Fórum Açoriano Franklin Roosevelt revela importância de temáticas açorianas na acção da FLAD

A realização do “I Fórum Açoriano Franklin Roosevelt – As relações transatlânticas na opinião pública europeia e americana” constituiu o “confirmar das expectativas” em torno do “reforço da acção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) no que diz respeito à discussão de temáticas relacionadas com os Açores”.
A opinião foi expressa, hoje, pelo secretário regional da Presidência na sessão de encerramento do encontro, que, durante três dias, reuniu, em Ponta Delgada, vários especialistas portugueses e norte-americanos no âmbito das relações transatlânticas.
Vasco Cordeiro considerou que a realização da iniciativa decorreu da “lúcida compreensão” dos órgãos dirigentes da FLAD para a necessidade de abordar este tipo de discussões, manifestando o desejo de que a fundação “continue a ter esta atenção e este cuidado para com as temáticas açorianas”.
O secretário regional da Presidência referiu-se ao património de políticas que deriva dos 30 anos de regime autonómico e recordou áreas como “a protecção ambiental, a investigação científica ligada ao mar ou matérias relacionadas com o aproveitamento de energias renováveis” e a possibilidade de desenvovler parcerias com a Universidade dos Açores, como exemplos que podem ser aproveitados para fomentar o debate entre os dois lados do Atlântico.

(In Azores.Gov.Pt)

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quinta-feira, julho 24, 2008

Produção de Hidrogénio nos Açores

Os Açores poderão estar, dentro de quatro ou cinco anos, a produzir cem toneladas diárias de hidrogénio para consumo regional e exportação, admitiu hoje o investigador da universidade do arquipélago. O responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), localizado na Praia da Vitória (Ilha Terceira), disse que "os estudos apontam para uma produção de cem toneladas por dia, quantidade que pode rentabilizar o projecto". "A primeira produção destina-se à substituição das centrais termoeléctricas (que funcionam a fuelóleo) que passam a funcionar a hidrogénio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", adiantou o investigador. Mário Alves garantiu que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, nomeadamente o vento, o que permite perspectivar um aumento de produção, incluindo a exportação, de acordo com a procura do mercado". "A exportação de hidrogénio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogénio", explicou. Este investigador da Universidade dos Açores calcula que, dentro de duas décadas, "os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia, bem como exportadores". "Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 a 15 anos, será auto-suficiente ao produzir, para as suas necessidades, 30 por cento de energia geotérmica, 15-20 por cento de eólica, 5 por cento de hídrica e 50 por cento de hidrogénio", adiantou. Preconizou, ainda, a possibilidade de possuir diesel produzido a partir do hidrogénio e do carbono retirado dos resíduos (hidrogénio renovável). De acordo com Mário Alves, "a produção de hidrogénio deverá ser a indústria de maior dimensão da região" e, segundo os seus cálculos, "se quiser, houver visão e vontade política de longo prazo, será mesmo a maior do país". Revelou, também, que "os Açores consumiram, no ano passado, cerca de 250 mil toneladas de equivalentes de petróleo, que poderá ser substituído por 100 mil toneladas de hidrogénio/ano". "Vai sobrar mais dinheiro, é uma nova era porque a região o que não tem falta é de vento", assegurou o investigador. O responsável do LAMTec adiantou que, "enquanto na energia eólica já temos capacidade de resposta, para a procura no hidrogénio não conseguimos ainda trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo". "Está a investir-se bem na investigação que, dentro de um a dois anos, apresenta a primeira produção experimental, mas vai levar algum tempo a mudar a indústria e a adaptar as infra-estruturas", sublinhou. Porém, adverte que "os investimentos (cujos valores até ao momento se escusou a revelar) no futuro ficarão condicionados à capacidade de produzir hidrogénio mais barato que o petróleo". Mário Alves aponta como condicionante "a carga fiscal que os governos impõem que, neste caso, para ser rentável, é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogénio". Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogénio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de Outubro de 2001, através de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal da Praia da Vitória. Actualmente tem a trabalhar oito pessoas nas áreas da formação em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, e na divulgação junto das escolas, associações e colectividades.
(In Público)

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domingo, julho 13, 2008

Açores são exemplo de preservação do meio ambiente

Os Açores são um exemplo de preservação do meio ambiente. Quem o disse foi o Presidente do Governo dos Açores na inauguração da Ambitech Açores 2008 – uma expoconferência que decorre até amanhã, no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada.
“Duas ilhas da Região passarão, a médio prazo, a ser autónomas em relação à utilização de combustíveis fósseis na produção de energia eléctrica”, indicou o Presidente do Governo Regional. Carlos César realçou que isso é consequência das preocupações ambientalistas que o seu Governo tem reflectido nas políticas adoptadas, a ponto de os Açores estarem já a atingir metas traçadas pela União Europeia com prazo de execução previsto para daqui a alguns anos. “Dentro de algumas semanas vamos ter concluída a identificação e a programação de medidas destinadas a ampliar a nossa autonomia e a nossa eficiência energética, no que vamos à frente de outras regiões do país, ou do país no seu conjunto”, afirmou o Presidente do Governo. O governante indicou que estão a ser criados o Geoparque dos Açores, a reserva da biosfera das Flores e as onze novas áreas classificadas, no âmbito da Convenção RMASAR. “Tem sido um esforço partilhado, também, com outras instituições que são essenciais ao desenvolvimento da nossa Região e ao reforço desse capital tão necessário para urdir o nosso modelo de desenvolvimento”, disse, para logo acrescentar que, nesse aspecto, realçava o papel da Universidade dos Açores que já identificou cerca de 100 espécies ameaçadas nos Açores, o que vai permitir desenvolver planos especiais de preservação.

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segunda-feira, junho 23, 2008

Candidaturas ao Estagiar U

Inscrições para Estagiar U terminam no fim deste mês

O Governo Regional dos Açores prolongou o prazo de candidaturas ao programa estagiar U, destinado a alunos universitários.
O Governo dos Açores prolongou o prazo de candidaturas ao programa Estagiar U até ao final do corrente mês de Junho, tendo em vista o reforço da frequência de estágios profissionais como forma de apoio à transição do percurso académico para o mercado de trabalho.
Através deste programa, os jovens matriculados no ensino superior, com residência nos Açores, podem integrar um estágio profissional em regime de real contexto de trabalho, a realizar entre 15 de Julho e 30 de Setembro, com a duração de um mês, em empresa privada ou pública.
O programa realiza-se em regime de horário diurno, com um horário semanal de 35 horas, e aos jovens estagiários é pago, pela realização do estágio, um montante correspondente à retribuição mínima garantida na Região para a categoria de aprendiz, cujo valor se cifra, no corrente ano, no montante de 357,84 euros, a pagar pela Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional.
É convicção do Governo dos Açores que a realização de estágios a este nível permite, por um lado, o estabelecimento de contactos relevantes entre os jovens universitários e o tecido empresarial na Região, perspectivando a sua futura empregabilidade e, por outro, constitui em muitos casos uma forma inicial de percepção da dinâmica inerente ao funcionamento do mercado de trabalho.
Para a obtenção de informações, levantamento de formulários e formalização de candidaturas, os interessados poderão contactar a Divisão de Programas para o Emprego da Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional, em Ponta Delgada, bem como as Agências para a Qualificação e Emprego das cidades de Angra do Heroísmo e Horta.

(In Jornal Diario)

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sexta-feira, junho 13, 2008

Instituto de biotecnologia

Consolidar o sistema científico e tecnológico regional e potenciar a integração dos Açores no Espaço Europeu da Investigação são duas metas que o projecto pretende alcançar.
Os secretários regionais de Educação e Ciência e dos Assuntos Sociais vão subscrever o documento de constituição do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina, criado em parceria com a Universidade dos Açores e instituições hospitalares da Região dotadas de serviços de investigação científica.O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina vai utilizar instalações já existentes nas instituições envolvidas no projecto assim como uma infra-estrutura a edificar no Parque Tecnológico da Ilha Terceira.

Este projecto enquadra-se na estratégia do Executivo açoriano de consolidar o sistema científico e tecnológico regional em áreas de excelência para o desenvolvimento sustentável dos Açores, potenciando a sua integração no Espaço Europeu da Investigação. O Governo de Carlos César considera que a biotecnologia e a biomedicina são áreas científicas prioritárias para o desenvolvimento e que, nos Açores, encontram, especificidades diferenciadoras, evidenciando, por isso, potencialidades enquanto especialidades de investigação para as políticas públicas regionais e para a dinamização do sector empresarial.

(In Jornal Diario)

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quinta-feira, junho 12, 2008

Governo atribui bolsas

O Governo dos Açores vai atribuir 16 bolsas anuais, destinadas a um Programa de Estágios, nas instituições europeias.
A partir 1 de Julho, os jovens açorianos licenciados podem concorrer aos estágios, e, o objectivo, é aproximar a região de Bruxelas
Podem candidatar-se todos os jovens até aos trinta anos de idade, licenciados nas mais diversas áreas, desigadamente, economia, ambiente, estudos europeus ou relações internacionais.
Para concorrer, basta ter um curso superior, efectuado na região autónoma, ou ter completado o ensino secundário no arquipélago.
Os seleccionados vão ter oportunidade de estagiar em instituições europeias como, por exemplo, o Parlamento Europeu ou a Comissão Europeia.
Segundo o Director regional dos Assuntos Europeus, Rodrigo Oliveira, os escolhidos vão ter direito à comparticipação da viagem entre os Açores e Bruxelas e para os que não conseguirem estágios renumerados pelas instituições europeias, o Governo vai atribuir uma bolsa mensal de 1000 euros.

(In Tânia Martins / Carlos Tavares RDP/RTP Açores)

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sábado, junho 07, 2008

Acções de protecção do ambiente em diversas ilhas

A limpeza da orla costeira do concelho da Lagoa, S. Miguel, é uma das iniciativas que teve lugar no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.
Para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, a Ecoteca da Lagoa, em S. Miguel, em colaboração com o Agrupamento de Escuteiros do Livramento, com a Associação Amigos dos Açores e a Câmara Municipal da Lagoa, promoveu uma acção de limpeza da orla costeira, que tem como objectivo a sensibilização dos mais novos para a problemática dos resíduos na orla costeira. Na Ecoteca da Ribeira Grande está patente a exposição “Buracos de Lava”. Em Santa Maria foi organizado um seminário sobre eficiência energética, na Igreja das Vitórias, em Vila do Porto e uma campanha de troca de lâmpadas na ecoteca local. No dia 7, hoje, está prevista a realização de um passeio pedestre, com o percurso “Santa Bárbara – Sol Nascente”, uma iniciativa aberta à participação da população mariense. Em S. Jorge vai ser realizado um passeio pedestre ambiental, um peddy –paper, uma regata ecológica e a projecção do filme “Planeta Terra 2007”. No Pico, a ecoteca local promove a “Semana do Ambiente e dos Oceanos”. A Ecoteca do Faial organizou, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta, uma palestra sobre “A relação entre o Homem e a Natureza: desafios de hoje para uma relação de sempre”. Na Terceira, realizou-se no dia 6, um percurso pedestre com interpretação ambiental à zona dos Mistérios Negros. Para o dia 7, hoje, às 21h30, o Algar do Carvão abrirá as portas para acolher um recital de poesia de cariz ambiental, onde participa o Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Já na ilha Graciosa, a ecoteca promove diversas actividades, entre as quais, uma exposição sobre “Limpar o mundo, limpar Portugal, uma ilha Graciosa” e uma campanha de recolha de resíduos em todas as freguesias e a actividade “Água, um bem precioso”. A Ecoteca das Flores assinala, hoje, dia 7, uma “Corrida pelo Ambiente”.

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segunda-feira, maio 26, 2008

O projecto ICE

Duas professoras da Escola de Enfermagem da Universidade da Madeira (UMa) vão hoje para Cabo Verde, onde, no período compreendido entre 25 e 28 de Fevereiro, vão coordenar a recolha de dados que permitirá quantificar a prevalência das conhecidas «escaras» nos hospitais do arquipélago. A iniciativa faz parte do projecto ICE (Investigação Cientifica em Enfermagem) que, depois de Madeira, Açores e Canárias, pretendeu alargar o estudo do fenómeno. Helena Jardim e Luísa Santos, ambas professoras na Escola de Enfermagem da Madeira, partem hoje para Cabo Verde, onde serão coordenadoras numa recolha de dados que visa estudar a prevalência das «úlceras por pressão» naquele arquipélago. A colheita de dados vai realizar-se de 25 a 28 de Fevereiro. A iniciativa insere-se no âmbito do projecto ICE e vai estender, em simultâneo, o estudo de prevalência das «úlceras por pressão» a todas as ilhas da Macarronésia. Depois de divulgados os estudos em relação à Madeira, Açores e Canárias, em Maio de 2007, num Congresso Internacional realizado nos Açores, terminou o primeiro tempo do projecto ICE. Mas o seu reconhecido mérito prolongou o financiamento ao abrigo do Programa INTEREG IIIB por mais um ano, reunindo as condições para a elaboração e planeamento de um estudo que também incluísse Cabo Verde. A coordenação do estudo nas várias ilhas do arquipélago caboverdiano será feita por seis elementos do grupo parceiro no projecto: dois da Madeira, 3 dos Açores e um de Canárias. Helena Jardim e Luísa Santos serão as responsáveis pelo acompanhamento dos trabalhos nas ilhas de Santiago e de Santo Antão, respectivamente. Ao todo, depois de um período de formação decorrente de 14 a 18 de Janeiro, cerca de 1/3 (um terço) dos 500 enfermeiros caboverdianos estarão envolvidos no projecto, divididos pelos seis hospitais das ilhas de Santiago, Fogo, S. Vicente e Santo Antão. A semana de actividade culmina com uma conferência na Universidade de Cabo Verde, organizada pelo grupo ICE, com a comparência das entidades governamentais responsáveis pela Saúde e Educação do arquipélago, tal como com a presença de um perito internacional nesta temática. Contribuir para o atenuar do problema O projecto ICE surgiu em finais de 2005, tendo a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (liderada por Miguel Gomes), a Escola Superior de Enfermagem da Madeira (liderada por Helena Jardim) e o Departamento de Enfermagem da Faculdade das Ciências da Saúde – Universidade de Las Palmas de Gran Canária (liderado por Rodrigo Chácon) como parceiros. O objectivo passava pela partilha de metodologias de investigação em enfermagem, efectuando estudos de interesse para as três regiões e contribuindo para o conhecimento cientifico na área. Em cada instituição foi criado um grupo de trabalho constituído por 18 elementos, apoiados por instituições nacionais e estrangeiras e assessorados por um perito em estatística. São mesmo as estatísticas que apontam para uma prevalência de 11% das úlceras de pressão na Europa. A investigação simultânea realizada na Madeira, Açores e Canárias, cujos resultados foram apresentados em Maio do ano passado, encontrou uma prevalência de 14,2% na população idosa (entre 80 e 89 anos), onde a maioria são mulheres que se encontram no domicílio com a necessidade de cuidados crónicos. O inédito do estudo do ICE prendeu-se com o registo do problema e factores associados, quer em utentes de qualquer idade inscritos em unidades de saúde e carecidos de cuidados domiciliários, quer entre os institucionalizados em hospitais, clínicas ou lares num determinado momento. O grupo ICE acredita que, ao tornar visível a prevalência deste fenómeno nas ilhas - tal como os factores de risco que lhe estão associados - está a contribuir para o desenvolvimento de um plano regional de actuação, mobilizando recursos políticos, sociais e humanos para o combate e prevenção das úlceras de pressão, em prol da saúde dos cidadãos em geral. Porque este é um problema que continua a exigir o dispêndio de muitos recursos, quando ao mesmo tempo a falta de meios humanos e financeiros contribui para a pouca atenção dispensada a este fenómeno.


(In Tribuna da Madeira)

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sábado, maio 24, 2008

CABO VERDE RECEBE I CONGRESSO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA EM ENFERMAGEM DA MACARONÉSIA

"Abrir novos horizontes na investigação científica em enfermagem" é lema do I Congresso Internacional de Investigação Cientifica em Enfermagem da Macaronésia que acontece hoje e amanhã, 23 e 24, respectivamente, na cidade da Praia. A iniciativa é da Associação Cabo-verdiana de Enfermagem e o Projecto Investigação Cientifica em Enfermagem, conhecido pela sigla ICE. As conferências "Formação em Enfermagem em Cabo Verde" e "A ancoragem das Instituições de Ensino Superior na Sociedade: A missão da Escola Superior de Saúde" marcam o início do congresso, seguido da Mesa Redonda "Da investigação à Acção", "Cuidar de Feridas", "Novos Horizontes de investigação de enfermaria em Espanha", " Acidentes na Infância: Realidade ou Fatalidade?", " A investigação sobre formação e a formação através da Investigação" e " As UPP como foco de atenção de alta sensibilidade aos cuidados de enfermagem". De acordo com a presidente da Associação Cabo-verdiana de Enfermagem, Maria Luísa Teixeira, com este congresso os promotores querem despertar na classe de enfermagem o interesse pela investigação e o que deverá começar em Cabo Verde com a "Úlcera de perna" e "Pé diabético". Cerca de duzentos enfermeiros nacionais e dos Açores, Madeira e Canárias participam do I Congresso Internacional de Investigação Cientifica em Enfermagem da Macaronésia. A abertura está agendada para esta sexta-feira, 09h 00, numa cerimónia a ser presidida pela directora-geral da Saúde, Jaqueline Pereira, seguido de intervenções dos reitores da Universidade dos Açores, de Cabo Verde, da Madeira e de Las Palmas de Gran Canária.

(In Expresso das Ilhas)

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segunda-feira, maio 12, 2008

CLIMARCOST

Foi apresentado no anfiteatro do novo Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores (UAç) no Pico da Urze, o programa de pesquisas relativas aos climas marítimos e costeiros, o CLIMARCOST, desenvolvido nos Açores com financiamentos comunitários. Como orador convidado, a sessão contou com uma intervenção do director técnico do Instituto Hidrográfico de Portugal, comandante Ventura Soares.

O projecto CLIMARCOST, desenvolvido desde 2006 no âmbito da Iniciativa Comunitária INTERREG III-B (Açores, Madeira e Canárias), e promovido pela Secretaria Regional da Economia através do Fundo Regional de Coesão (na qualidade de Chefe de Fila), tem vindo a ser executado com base numa parceria técnico-científica que envolve a UAç, o Observatório do Ambiente dos Açores, a Administração dos Portos da Madeira, a Universidade de Las Palmas de Gran Canária e o Instituto Canário de Ciências Marinhas. Além de dar continuidade e consolidar os esforços desenvolvidos nos projectos CLIMAAT (Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos), designadamente nas diferentes componentes relacionadas com a climatologia e meteorologia insulares, o CLIMARCOST reforçou a sua actividade nos domínios da investigação e exploração operacional da informação da agitação marítima e temperatura de superfície das águas do mar, dando contributo significativo para o aprofundamento do conhecimento científico e para uma melhor gestão operacional de todas as actividades que dependem deste meio. De entre os diferentes sectores que beneficiam com este tipo de informação, destacam-se os relacionados com a segurança no mar na sua globalidade, obras portuárias e infra-estruturas costeiras (na fase de projecto e na fase de acompanhamento de obras e comportamento de estruturas), com o sector das pescas, do turismo, da navegação comercial e operação portuária, dinâmica sedimentar, erosão e comportamento dos ecossistemas costeiros. Com o projecto CLIMARCOST, e na sequência dos seus antecessores, foi possível alargar às três regiões da Macaronésia uma rede de estações ondógrafo, a partir das quais é gerada informação de natureza mete-oceanográfica, a que se pode aceder via Internet, no portal http://www.climaat.angra.uac.pt/.

Nos Açores, com o lançamento das estações ondógrafo da Horta, Graciosa e Sta. Maria, foi possível alargar a todo o arquipélago a rede de seis estações actualmente em funcionamento (recorde-se que antes destes projectos, a região dos Açores, malgrado o seu enquadramento marítimo e dependência do estado do mar, era a única do país que não dispunha de informação operacional, em tempo real, desta natureza). Além desta informação, e da gerada por uma rede de estações terrestres e com base numa política de divulgação pública e gratuita da informação, são produzidos e divulgados diariamente um conjunto de produtos de natureza climática e meteorológica, especificamente, adaptados à natureza geográfica dos territórios insulares, os quais abrangem previsões meteorológicas e do estado mar, bem como trabalho científico de natureza sectorial, designadamente nos domínios da climatologia, física e química da atmosfera e hidrologia insulares à escala local (muitas vezes em parceria com outros projectos). A criação da Rede de Monitorização instalada tornou as regiões abrangidas mais seguras e proporcionou a todos os que do mar vivem ou dependem condições de segurança similares às dos países mais desenvolvidos no contexto da União Europeia.

(In Diário dos Açores)

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segunda-feira, março 10, 2008

Certificação do Germobanco

A Fruter Açores (Associação de Produtores de Frutos, de Produtos Hortícola e Florícolas da Ilha Terceira) recebeu os certificados das Normas ISSO 9001 de gestão e qualidade e das normas ISSO 14001 de gestão ambiental, referentes ao projecto GERMOBANCO III, que inclui o Banco do Centro de Biotecnologia dos Açores, uma parceria entre esta cooperativa e o Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores.
Este é o segundo ano consecutivo que a Fruter e a Universidade dos Açores recebem estas certificações europeias, e o terceiro ano seguido do projecto Germobanco III.
Este projecto é uma parceria entre organismos agrícolas e universidades da Macaronésia e visa proteger a diversidade biológica e genética da agricultura tradicional destas ilhas.
Na apresentação dos certificados, Fernando Menezes, presidente da Fruter, afirmou que estes são “um motivo de orgulho para a cooperativa e para a Universidade dos Açores”. No entanto, não deixou de questionar a viabilidade futura do projecto pois o programa de apoios INTERREG vai baixar a dotação financeira atribuída aos Açores e à Madeira (5 milhões para cada região) enquanto as Canárias vão receber 40 milhões.
Por isso, o líder da Fruter sente-se “pouco apoiado”, entendendo que outros programas europeus como o ProRural deveriam “contemplar uma verba para a preservação de espécies vegetais, tal como já fazem para a genética e os animais”
José Luís Amaral, director regional do Comércio, Industria e Energia, referiu, por sua vez, o bom exemplo que este projecto representa para a região, realçando que os certificados são atribuídos “por auditores externos que verificam todo o trabalho e se este está conforme as normas internacionais e, para nós, isso é um motivo de orgulho”.
O governante elogiou também a postura da Fruter por ter feito um trabalho “ que teve uma estratégia e que aposta na continuidade, com a certificação da sua organização. O trabalho que está por detrás destes certificados é muito e tem que ser valorizado. Queremos que este caso de sucesso se multiplique nos Açores”.
Na conferência de imprensa, a Universidade dos Açores esteve representada por David Horta Lopes. Este docente realçou o trabalho do Centro de Biotecnologia, que foi o responsável pela constituição do banco de germoplasma e pela introdução in vitro de algumas das variedades agrícolas da região (castanheiro, inhame, batata doce, macieira) e a sua caracterização molecular.
No entender deste académico, este projecto deve ser para continuar no futuro e encarado como prioritário, pois “não sabemos o que o futuro nos reserva. Na Europa foi criado um Bando de Sementes e os Açores também deveriam preservar as suas espécies agrícolas”.
Sandro Paim, presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), destacou o facto deste projecto ser fruto de uma parceria entre empresas e investigação. Este responsável reforçou a ideia que é fundamental para a competitividade e organização das empresas uma cada vez maior ligação com o mundo universitário.

Governo aposta
na qualificação


José Luís Amaral, durante a sua intervenção, relatou uma conversa com um representante da Associação Portuguesa de Certificação (APCER), que lhe comunicou que o que está a ser feito nos Açores nesta matéria é completamente inovador.
Para fomentar ainda mais essa política, o Governo Regional aprovou o ano passado um Decreto-lei que visa apoiar em 40% (50% nas “ilhas da coesão”) a implementação de sistemas de gestão pela qualidade, que hoje não são obrigatórios, mas que considera “fundamentais para podermos sobreviver no mercado global”.
Esta ideia foi partilhada por Sandro Paim, que mencionou o necessidade do Governo Regional apoiar cada vez mais este tipo de projectos que fomentem a aposta na investigação por parte do mundo empresarial.
Renato Gonçalves´
(In A União)

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domingo, março 09, 2008

Primeiro Parque Tecnológico dos Açores

O Governo Regional adjudicou por cerca de 320 mil euros a elaboração do projecto para o primeiro tecnológico dos Açores que vai ser implantado na Lagoa, ilha de S. Miguel, e que terá sua estrutura nuclear centrada na área das tecnologias de informação, comunicação e monitorização.
A elaboração do projecto foi entregue ao concorrente DHV FBO – Consultores S.A. Segundo o director regional da Ciência e Tecnologia, a implantação do Parque Tecnológico de S. Miguel visa criar condições para a formação de consórcios entre instituições de investigação, empresas e serviços públicos, representando uma forte aposta do Executivo na dinamização de um sector vital para o desenvolvimento económico e social dos Açores. O projecto envolve a construção de quatro edifícios principais e terá espaços para a instalação de centros de investigação e desenvolvimento na área das novas tecnologias, instituições públicas e privadas vocacionadas para a formação especializada em TIC, empresas de informática e telecomunicações e os serviços do executivo da área da Ciência e Tecnologia, incluindo o Centro de Informática e Tecnologias de Informação, unidade responsável pela gestão e coordenação do Centro de Dados do Governo Regional, explicou João Luís Gaspar. Contempla, ainda, espaços para a realização de congressos e exposições e áreas destinadas à instalação de novas empresas que se venham a constituir por iniciativa dos jovens formandos e/ou a partir dos próprios centros de investigação. Trata-se de um verdadeiro cluster tecnológico com valências passíveis de serem potenciadas através de acções colaborativas entre diferentes parceiros, de entre os quais se destacam para já, para além de vários departamentos e serviços do Governo, a Universidade dos Açores, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores e a Câmara Municipal de Lagoa, acrescentou o director regional.Segundo João Luís Gaspar, na próxima semana é aberto o período para a recepção de manifestações de interesse por parte de empresas, de modo a que se possam começar a desenhar parcerias público-privadas dirigidas para a concepção de projectos tecnológicos. “Importa dar imediato andamento à constituição de consórcios que possam alavancar o arranque do parque cuja edificação se admite estar concluída em 2010”, referiu, indicando que esta semana se desloca à Terceira para dar continuidade ao processo de criação do parque tecnológico de biotecnologia e biomedicina, cuja construção foi recentemente anunciada.
(In Canal de Notícias dos Açores)

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