quinta-feira, dezembro 25, 2008

SGC Energia investe 10 milhões no hidrogénio

A SGC Energia está, neste momento, a desenvolver um projecto de investigação e desenvolvimento na área do hidrogénio, num investimento de 10 milhões de euros, apenas para a sua primeira fase. De acordo com Mário Alves, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo, responsável pelo projecto, este é «um dos maiores projectos de investigação sobre o hidrogénio na Europa».
O hidrogénio será produzido através de fontes renováveis como o vento, e poderá ser aplicado em várias situações, tais como processos industriais ou produção eléctrica através de ciclos combinados. «É igualmente considerado um dos vectores principais para o futuro da mobilidade», diz o responsável.
Neste momento o projecto está em fase de investigação, pelo que o objectivo da empresa, a curto prazo, é provar a competitividade das suas soluções. Para o efeito, a SGC Energia tem já uma empresa criada, desde Março de 2007, localizada na Região Autónoma dos Açores. Com a designação CID - Centro de Inovação e Desenvolvimento, este é um centro especializado na investigação e desenvolvimento de hidrogénio.
Mário Alves, também investigador do Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) da Universidade dos Açores, sedeado na Praia da Vitória, iniciou a investigação em hidrogénio nos Açores em 2001. Agora assume o cargo de director de inovação e desenvolvimento da empresa, tendo passado o projecto do laboratório para a alçada da empresa. O investigador estima que os Açores tenham um potencial de produção de hidrogénio de 100 toneladas por dia, principalmente através da energia eólica, o que poderia contribuir para a auto-suficiência do arquipélago entre 10 a 15 anos.

(In Portal Ambiente)

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segunda-feira, novembro 24, 2008

Açores vão exportar hidrogénio dentro de 5 anos

Os Açores poderão, em quatro ou cinco anos, produzir 100 toneladas diárias de hidrogênio para consumo regional e exportação, afirmou nesta segunda-feira o pesquisador Mário Alves, responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, localizado na Praia da Vitória. Segundo o pesquisador, essa quantidade "pode rentabilizar o projeto"."A primeira produção se destinará à substituição das centrais termoelétricas [a diesel] que passarão a funcionar a hidrogênio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", prevê o especialista. Mário Alves afirmou que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, como o vento, o que permite perspectivar um aumento da produção [de energia], incluindo [para] a exportação, de acordo com a procura do mercado"."A exportação de hidrogênio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogênio", explicou. O pesquisador da Universidade dos Açores calcula que, em menos de duas décadas, os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia.
"Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 ou 15 anos, será auto-suficiente", consumindo "30% de energia geotérmica, de 15% a 20% de eólica, 5% de hídrica e 50% de hidrogênio", adiantou. De acordo com Mário Alves, a produção de hidrogênio tem potencial para ser tornar a indústria de maior dimensão da região e, segundo seus cálculos, caso haja "visão e vontade política de longo prazo", pode vir a ser a maior do país. O responsável do LAMTec explicou que, enquanto na energia eólica o arquipélago já possui capacidade de resposta, em relação ao hidrogênio, ainda não se consegue trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo. A primeira produção experimental nos Açores deve ser apresentada em um ou dos anos e, apesar de se estar "investindo bem em pesquisa", ainda "vai levar algum tempo para mudar a indústria e adaptar as infra-estruturas", destacou. O especialista adverte que os investimentos, cujos valores não quis estimar, serão condicionados à capacidade do arquipélago de produzir hidrogênio mais barato do que o petróleo. "A carga fiscal que os governos impõem" é condicionante e, neste caso, para o projeto ser rentável, "é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogênio", defende. Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogênio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de outubro do mesmo ano por meio de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Prefeitura de Praia da Vitória.
(In uol - Brasil)

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quinta-feira, julho 24, 2008

Produção de Hidrogénio nos Açores

Os Açores poderão estar, dentro de quatro ou cinco anos, a produzir cem toneladas diárias de hidrogénio para consumo regional e exportação, admitiu hoje o investigador da universidade do arquipélago. O responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), localizado na Praia da Vitória (Ilha Terceira), disse que "os estudos apontam para uma produção de cem toneladas por dia, quantidade que pode rentabilizar o projecto". "A primeira produção destina-se à substituição das centrais termoeléctricas (que funcionam a fuelóleo) que passam a funcionar a hidrogénio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", adiantou o investigador. Mário Alves garantiu que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, nomeadamente o vento, o que permite perspectivar um aumento de produção, incluindo a exportação, de acordo com a procura do mercado". "A exportação de hidrogénio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogénio", explicou. Este investigador da Universidade dos Açores calcula que, dentro de duas décadas, "os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia, bem como exportadores". "Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 a 15 anos, será auto-suficiente ao produzir, para as suas necessidades, 30 por cento de energia geotérmica, 15-20 por cento de eólica, 5 por cento de hídrica e 50 por cento de hidrogénio", adiantou. Preconizou, ainda, a possibilidade de possuir diesel produzido a partir do hidrogénio e do carbono retirado dos resíduos (hidrogénio renovável). De acordo com Mário Alves, "a produção de hidrogénio deverá ser a indústria de maior dimensão da região" e, segundo os seus cálculos, "se quiser, houver visão e vontade política de longo prazo, será mesmo a maior do país". Revelou, também, que "os Açores consumiram, no ano passado, cerca de 250 mil toneladas de equivalentes de petróleo, que poderá ser substituído por 100 mil toneladas de hidrogénio/ano". "Vai sobrar mais dinheiro, é uma nova era porque a região o que não tem falta é de vento", assegurou o investigador. O responsável do LAMTec adiantou que, "enquanto na energia eólica já temos capacidade de resposta, para a procura no hidrogénio não conseguimos ainda trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo". "Está a investir-se bem na investigação que, dentro de um a dois anos, apresenta a primeira produção experimental, mas vai levar algum tempo a mudar a indústria e a adaptar as infra-estruturas", sublinhou. Porém, adverte que "os investimentos (cujos valores até ao momento se escusou a revelar) no futuro ficarão condicionados à capacidade de produzir hidrogénio mais barato que o petróleo". Mário Alves aponta como condicionante "a carga fiscal que os governos impõem que, neste caso, para ser rentável, é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogénio". Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogénio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de Outubro de 2001, através de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal da Praia da Vitória. Actualmente tem a trabalhar oito pessoas nas áreas da formação em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, e na divulgação junto das escolas, associações e colectividades.
(In Público)

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quinta-feira, julho 03, 2008

Bolseiro de Investigação para o Projecto "MOIA" - PTDC/ECM/73145/2006 - Área científica genérica: Earth and Atmosphere

Bolseiro de Investigação (BI) Referência: Projecto "MOIA" - PTDC/ECM/73145/2006, Área científica genérica: Earth and Atmosphere Sciences.
Resumo do anúncio: Bolsa de Investigação (BI) no âmbito do projecto “MOIA - MODELO OPERACIONAL DE APOIO À ACTIVIDADE PORTUÁRIA”, de referência PTDC/ECM/73145/2006, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e que irá decorrer no âmbito das actividades do Centro de Estudos do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais (C_CMMG) da Universidade dos Açores.
Actividade: O trabalho a desenvolver pelo bolseiro no âmbito do projecto compreende, para além da participação nas tarefas gerais relacionadas com a execução do mesmo, as seguintes actividades: a) Corridas em modo operacional de modelos numéricos de previsão da agitação e dinâmica marítimas para o arquipélago dos Açores, contemplando diferentes domínios, incluindo a sua propagação para o interior da bacia portuária da Praia da Vitória. Exploração de rotinas de melhoramento através da implementação de códigos de simulação numérica com Equações Primitivas e Equação de Acção de Onda para simular processos de mesoscala e escala local na Região Açores. Disponibilização da informação necessária ao desenvolvimento das rotinas previstas no âmbito do projecto, bem como disponibilização diária de resultados para divulgação pública.b) Aquisição e processamento, da informação proveniente do dispositivo de monitorização instalado no porto e nas áreas exteriores à bacia portuária da Praia da Vitória e sua utilização nas rotinas de forçamento, validação e calibração no âmbito do projecto. Arquivo e manutenção de uma base de dados com a informação recolhida.c) Exploração e manutenção, conjuntamente com a restante equipa do C_CMMG, da operacionalidade do dispositivo RADMAR do Porto da Paria da Vitória.
Texto do anúncio
Concurso para Bolsa de Investigação (BI)Grau de Mestre
No âmbito do Projecto PTDC/ECM/73145/2006
Encontra-se aberto concurso para atribuição de uma Bolsa de Investigação (BI) no âmbito do projecto “MOIA - modelo operacional de apoio à actividade portuária”, de referência PTDC/ECM/73145/2006, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e que irá decorrer no âmbito das actividades do Centro de Estudos do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais (C_CMMG) da Universidade dos Açores, nas seguintes condições: 1. Duração, regime de actividade, local de trabalho e remuneração: 1.1 – Duração: A bolsa tem início previsto para Julho de 2008 e terá a duração de 12 meses, renovável até ao final do projecto mediante avaliação intercalar do desempenho do bolseiro. 1.2 – Regime de actividade: O desempenho de funções é efectuado em conformidade com o Regulamento de Formação Avançada de Recursos Humanos da FCT: http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/bolsas/1.3 – Local de trabalho: Sem prejuízo de saídas para o exterior relacionadas com as actividades do projecto, o local de trabalho será na Ilha Terceira, em instalações da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo ou na Praia da Vitória. Estão previstos trabalhos de exterior relacionados com os dispositivos e estruturas de apoio ao projecto.1.4 – Remuneração: De acordo com a tabela de valores das Bolsas de Investigação no país atribuídas pela FCT (€ 980,00 + seguro social voluntário), sendo o pagamento efectuado por transferência bancária. Seguro contra acidentes pessoais. 2. Objecto da actividade:2.1 – Constituem objectivos genéricos do projecto: Desenvolvimento de uma ferramenta integrada para apoio à gestão portuária capaz de prever os efeitos da agitação marítima e das correntes de maré nas infra-estruturas, na navegação e nas operações portuárias, em cooperação técnica e científica com outros projectos desenvolvidos no âmbito das actividades do C_CMMG, designadamente com os projectos CLIMAAT, CLIMARCOST e RADMAR. 2.2 – O trabalho a desenvolver pelo bolseiro no âmbito do projecto compreende, para além da participação nas tarefas gerais relacionadas com a execução do mesmo, as seguintes actividades: a) Corridas em modo operacional de modelos numéricos de previsão da agitação e dinâmica marítimas para o arquipélago dos Açores, contemplando diferentes domínios, incluindo a sua propagação para o interior da bacia portuária da Praia da Vitória. Exploração de rotinas de melhoramento através da implementação de códigos de simulação numérica com Equações Primitivas e Equação de Acção de Onda para simular processos de mesoscala e escala local na Região Açores. Disponibilização da informação necessária ao desenvolvimento das rotinas previstas no âmbito do projecto, bem como disponibilização diária de resultados para divulgação pública.b) Aquisição e processamento, da informação proveniente do dispositivo de monitorização instalado no porto e nas áreas exteriores à bacia portuária da Praia da Vitória e sua utilização nas rotinas de forçamento, validação e calibração no âmbito do projecto. Arquivo e manutenção de uma base de dados com a informação recolhida.c) Exploração e manutenção, conjuntamente com a restante equipa do C_CMMG, da operacionalidade do dispositivo RADMAR do Porto da Paria da Vitória. 3. Coordenação do projecto: Doutor João Santos (Laboratório Nacional de Engenharia Civil); Doutor Eduardo Brito de Azevedo (Universidade dos Açores)4. Orientação científica do bolseiro:Doutor Mário Alves (Universidade dos Açores) 5. Qualificações e requisitos exigidos:Condições preferenciais: Mestrado em Física dos Oceanos com formação de base em Ciências Geofísicas especialidade em Oceanografia. Experiência em modelação numérica oceânica com Equações Primitivas, aplicada ao Atlântico Nordeste, incluído a Região dos Açores. Bons conhecimentos de informática, programação e paralelização de códigos FORTRAN. Pelo menos um artigo científico sobre matérias conexas, publicado em revista especializada, para a Região Açores. Bons conhecimentos de programação gráfica bi e tridimensional. Boa comunicação oral e escrita em português, francês e inglês. Espírito de trabalho e camaradagem e disponibilidade para desenvolver trabalho intensivo.6. Critérios de avaliação das candidaturas: A avaliação das candidaturas terá em conta o mérito do candidato, considerando a formação académica, o perfil curricular e a experiência em investigação científica relevante para o projecto em questão. A avaliação curricular poderá ser complementada por entrevista, se o júri o considerar necessário. 7. Documentos de candidatura: As candidaturas serão formalizadas por carta dirigida ao presidente do júri do concurso, acompanhadas da seguinte documentação: a) – Cópia de certidão de habilitações académicas, com lista das avaliações obtidas; b) – Cópias do documento legal de identificação e do cartão de contribuinte; c) – Curriculum vitae (resumo-máximo 10 páginas); d) – Cartas de recomendação (facultativo - máximo 2).
Nota: O presente Edital será publicitado emhttp://www.eracareers.pt/;http://www.climaat.angra.uac.pt; Diário Insular; Geral_UAC8. Candidaturas: O período de candidaturas decorre entre 02 a 10 de Julho de 2008 (data de correio) e as propostas de candidatura deverão ser enviadas por via postal para: Prof. Eduardo Brito de AzevedoUniversidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias, C_CMMG, Terra Chã, 9701-851 Angra do Heroísmo.
Esclarecimentos adicionais poderão ser solicitados através da morada electrónica edubrito@uac.pt, ou ainda pelo telefone 295 402 214 (Prof. Eduardo Brito de Azevedo). Número de vagas: 1 Tipo de contrato: Temporário País: Portugal Localidade: Ilha Terceira - Açores Instituição de acolhimento: Centro do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores Data limite de candidatura: 10 July 2008 (A data limite de candidatura deve ser confirmada no texto do anúncio)2. Dados de contactos da organizaçãoInstituição de contacto: Universidade dos Açores - Campus de Angra - Departamento de Ciências Agrárias Endereço:Campus de Angra - Terra-Chã Angra do Heroísmo - 9701-851 Angra do Heroísmo Portugal Email: direct@angra.uac.pt Website: http://www.angra.uac.pt/dca/ 3. Habilitações académicas3. Required education Level Grau: Mestrado em Física dos Oceanos com formação de base em Ciências Geofísicas especialidade em Oceanografia.Domínio científico: Earth and Atmosphere Sciences 4. Línguas exigidas Língua: Portuguese Prioridade Elevada Leitura: Excelente, Escrita: Excelente, Compreensão: Excelente, Conversação: Excelente, Língua: English Prioridade Média, Leitura: Bom, Escrita: Bom, Compreensão: Bom, Conversação: Bom, Língua: French, Prioridade Média, Leitura: Básico, Escrita: Básico, Compreensão: Básico, Conversação: Básico.
(In Naturlink)

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domingo, junho 29, 2008

The Atlantic Subtropical Front/Current Systems of Azores and St. Helena

Manuela F. Juliano and Mário L. G. R. Alves
Laboratory of Marine Environment and Technology, Department of Agricultural Sciences, University of the Azores, Praia da Vitória, Azores, Portugal.

A large-scale climatic ocean circulation model was used to study the Atlantic Ocean circulation. This inverse model is an extension of the β-spiral formulation presented in papers by Stommel and Schott with a more complete version of the vorticity equation, including relative vorticity in addition to planetary vorticity. Also, a more complete database for hydrological measurements in the Atlantic Ocean was used, including not only the National Oceanographic Data Center database but also World Ocean Circulation Experiment data and cruises near the Azores, Angola, and Guinea-Bissau. A detailed analysis of the Northern Hemisphere Azores Current and Front shows that this new database and the model results were able to capture all major features reported previously. In the Southern Hemisphere, the authors have identified fully and described the subtropical front that is the counterpart to the Azores Current, which they call the St. Helena Current and Front. Both current systems of both hemispheres have similar intensities, depth penetration, volume transports, and zonal flow. Both have associated subsurface adjacent countercurrent flows, and their main cores flow at similar latitudes (34°N for the Azores Current and 34°S for the St. Helena Current).
It is argued that both current systems and associated fronts are the poleward 18°C Mode Water discontinuities of the two Atlantic subtropical gyres and that both originate at the corresponding hemisphere western boundary current systems from which they penetrate into the open ocean interior. Thus, both currents should have a similar forcing source, and their origin should not be linked to any geographical peculiarities.
(In Journal of Physical Oceanography)

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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Recursos Energéticos dos Açores

Anuncia-se para 2010 a redução, nos Açores, da dependência em relação aos combustíveis fósseis em cerca de 30 por cento (Mário Alves, DI, 2008.02.26), por via de novas aplicações (não especificadas) com base no hidrogénio. Este combustível, bem como outras energias ditas alternativas, é acarinhado nas linhas de investigação apoiadas pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia? Com a aprovação do Plano Integrado para a Ciência e Tecnologia, em Junho de 2005, o Governo dos Açores definiu um conjunto de programas, eixos e medidas onde estabelece uma estratégia de investimentos orientada para o desenvolvimento sustentável da Região. Uma estratégia que parte do princípio de que a investigação científica e a inovação são pilares essenciais para o aumento da riqueza e a melhoria do bem-estar social. É nosso entendimento que para termos um sistema científico e tecnológico regional suficientemente sólido é necessário, numa primeira fase, apostar em infra-estruturas e melhorar a rede de equipamentos. Só assim poderemos atrair investigadores e aumentar a nossa massa crítica em áreas e domínios científicos prioritários quer para a Região, quer, num contexto mais geral, para o avanço da própria Ciência. As energias alternativas fazem parte do universo das disciplinas onde os Açores já deram provas de grande competência e corresponde, naturalmente, a uma das linhas prioritárias que merece apoio da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia.
Face às potencialidades naturais e ao tipo de sociedade que somos e às suas necessidades, com que combustíveis conviveremos mais no nosso futuro?
Naturalmente que a energia geotérmica é uma riqueza que temos de continuar a explorar e desenvolver, mas como facilmente se compreenderá, por razões de ordem geológica, não apresenta idêntico potencial em todas as ilhas. A aposta tem de manter-se numa combinação de recursos, mas estou certo que ainda há muito para conhecer para além do que hoje se discute. Os Açores têm muitos recursos por avaliar, nomeadamente no ambiente marinho, e o potencial, por exemplo, ao nível dos biocombustíveis deve ser convenientemente analisado. Está em curso um enorme debate sobre o “pico do petróleo”, o fim (por esgotamento) da capacidade dos combustíveis fósseis para sustentarem as sociedades industrializadas e o mundo pós-petróleo.
Parece-lhe que esse debate tem sido suficientemente acompanhado e bem entendido entre nós?
Não creio. O debate sobre o petróleo, em particular, e os combustíveis, em geral, sendo global, tem uma dimensão multidisciplinar e abrange interesses muito diversos que escapam ao fundamento científico. Na generalidade, os investigadores nem sempre se preocupam em comunicar, o debate científico continua a estar longe dos holofotes da comunicação social e a percepção da generalidade das pessoas relativamente às grandes questões que dominam o pensamento científico e as acções de investigação está muito longe do desejável. Esta é, aliás, uma outra área onde é necessário continuar a investir com o objectivo de se materializar uma verdadeira Sociedade do Conhecimento.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Tecnologias do hidrogénio disponíveis em 2010

As primeiras aplicações destinadas à utilização de hidrogénio como combustível, que estão a ser desenvolvidas nos Açores por empresas privadas, deverão estar no mercado já em 2010, adiantou o director do Lamtec-Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. “A investigação nessa área está a ser desenvolvida em conjunto com a iniciativa privada”, referiu Mário Álves, sublinhando que “há empresas a trabalhar afincadamente nesse sentido”. Segundo o responsável, com a substituição pelo hidrogénio, “numa primeira fase, a Região poderá reduzir a sua dependência em relação aos combustíveis fósseis em 20 a 30 por cento”. “Daqui a uns seis anos, essas percentagens poderão subir para os 60 ou 70 por cento”, acrescentou. O director do Lamtec anunciou também que o laboratório se prepara para iniciar uma nova fase na área da formação, com actividades especialmente preparadas para as escolas. Por seu lado, uma investigação europeia conclui que a energia com base no hidrogénio poderá reduzir o consumo de petróleo até 40 por cento nos próximos quarenta anos. Segundo um relatório publicado ontem sobre o projecto “HyWays”, financiado pelo programa da União Europeia para a investigação, a introdução do hidrogénio no sistema energético poderá reduzir, até 2050, o consumo total de petróleo dos transportes rodoviários em 40 por cento. Ao assumir a liderança no mercado mundial das tecnologias do hidrogénio, a Europa poderá abrir novos mercados e reforçar a sua competitividade. Contudo, o relatório indica também que a transição não será automática, pois há importantes obstáculos a ultrapassar, tanto do ponto de vista económico e tecnológico como institucional. O projecto, que associa empresas, institutos de investigação e agências governamentais de dez países europeus, analisa as potenciais incidências duma utilização do hidrogénio em larga escala.


(In Diário Insular)

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domingo, fevereiro 17, 2008

Visita de Estudo ao Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia

Partimos de Angra pelas 13:30 num mini bus cedido pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, requisitado pela professora, Tânia Fonseca da Escola Básica e Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade, com o objectivo de nos levar até à cidade da Praia da Vitória para uma visita de estudo planeada pelo meu grupo, ao Lamtec - Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Esta visita teve por objectivo adquirir conhecimentos e esclarecer algumas questões relacionadas com o projecto que temos entre mãos e que assenta na produção de energia a partir do hidrogénio.
Ao chegarmos ao Lamtec, o responsável esperava-nos com uma apresentação em power point muito útil e esclarecedora sobre esta energia renovável:
Vantagens / desvantagens, produção/custos, etc….
Forneceu-nos informações quer sobre a molécula de hidrogénio, em si, quer sobre o modo como esta pode ser utilizada - desde a sua existência no ar até á sua forma energética;
Informou-nos também sobre o funcionamento de uma célula fotoeléctrica e ainda proporcionou-nos a visualização dos vários modos de obter energia a partir do hidrogénio, e de outros recursos renováveis.
Assim, com esta apresentação em power point, foi possível solidificar alguns conhecimentos e adquirir muitos outros.
Foi-nos facultado ainda a visualização de um trabalho de um grupo de estudantes da Praia da Vitória, trabalho esse que, tal como o que pensamos elaborar, permite produzir energia a partir de fontes renováveis.
Este trabalho contribuiu, de certo modo para aumentar o nosso entusiasmo na elaboração da maqueta - produto final da disciplina de Área de Projecto.
Resumindo não estávamos à espera de uma exposição tão longa e enriquecedora, acabando mesmo por faltar tempo para a finalização da visita de estudo.
Por falta de tempo, não foi possível ver tudo o que o responsável tinha planeado mostrar, nem efectuamos uma entrevista que estava planeada. Contudo o responsável, foi super simpático, eficaz e colaborador, ficando com as perguntas na sua posse e, num curto espaço de tempo, mandou-nos as respostas.
Penso que esta visita foi da maior importância para a elaboração do nosso trabalho não só pelos motivos acima referidos, mas também pela tranquilidade que o responsável nos transmitiu ao oferecer a sua disponibilidade para o caso de surgirem mais dúvidas ao longo da elaboração do nosso projecto. O nosso Muito Obrigado!!!

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terça-feira, janeiro 22, 2008

Biocombustíveis não trazem vantagens para os Açores

Os biocombustíveis não são uma opção vantajosa para o arquipélago. Quem o considera é o director regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, que defende que o desenvolvimento das energias renováveis não deve ser feito “à custa de um componente alimentar”.
“Os biocombustíveis produzidos a partir de cereais estão a fazer aumentar o preço dos mesmos e das rações, o que, para a nossa Região, não é nada vantajoso. Mantenho a minha posição, de que este não é o caminho a seguir”, sustenta Mário Alves, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Quanto à opção pelo hidrogénio, defendida pelo professor da Universidade dos Açores e director do LAMtec, José Luís Amaral admite que é a “energia do futuro, mas continua ainda a ser isso mesmo, uma opção muito valiosa a longo prazo”. “É algo que está a ser desenvolvido, inclusive nos Açores, em laboratório, mas ainda não é possível a sua produção e aplicação em massa. Não se trata de uma aposta rentável num prazo de tempo mais ou menos curto”, adianta o director regional responsável pela pasta da Energia. Recorde-se que Mário Alves defendeu, na edição de um de Abril do ano passado de DI Revista, que “é o hidrogénio que vai estar por trás da grande transição para as energias renováveis”. Defendeu ainda que as energias renováveis se podem tornar na indústria mais poderosa do arquipélago. “Tem potencial para isso. Desde logo, se tornarmos a Região independente em termos energéticos, o volume de negócio anual líquido andará na casa dos 250 milhões de euros”, afirmou.

(In Diário Insular)

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domingo, janeiro 20, 2008

Açores com 20% de energias alternativas em 2020

É possível atingir na Região o objectivo já traçado pela União Europeia: vinte por cento de energias renováveis no total de consumo energético até 2020. A garantia é dada pelo director regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, e reforçada pelo parecer do professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e director do LAMtec (Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia), Mário Alves. De acordo com José Luís Amaral, é preciso ter em conta que a principal aposta a nível dos Açores tem sido feita na área da geotermia, com este sector a crescer 147 por cento em São Miguel, representando actualmente 42 por cento do consumo total de energia da ilha. O próximo passo é desenvolver a geotermia na Terceira, garante o governante, “o que permitiria cobrir muito mais a nível dos Açores”. Outras energias renováveis a desenvolver a médio prazo no arquipélago são a eólica e a hídrica. O director regional salienta ainda que existem, no âmbito do programa Proenergia, perto de 140 projectos aprovados, essencialmente ligados à colocação de painéis solares. Quanto a acções de sensibilização da população açoriana em geral, em relação à importância das energias renováveis, José Luís Amaral adianta que serão realizadas diversas actividades no mês de Maio. Também o professor da Universidade dos Açores, Mário Alves, considera o objectivo de 20 por cento atingível e aponta as melhores áreas a investir como sendo a energia eólica e os combustíveis renováveis. “A Comunidade Europeia tem dado sinais fortes a todos os estados membros de que devem apostar nas energias renováveis e estes têm seguido esses sinais, incluindo Portugal, que triplicou o peso da energia eólica. Creio que, também a nível do Governo Regional, existe essa vontade”, adianta. Quanto à possibilidade de ser feita uma aposta no hidrogénio, Mário Alves considera que, “seguramente, este estará no pacote dos combustíveis renováveis a desenvolver”. O objectivo de elevar a percentagem de energia renovável no total do consumo da União Europeia de 8,5 por cento em 2005, para 20 por cento em 2020, é avançado num vídeo colocado na Internet, no espaço da UE no Youtube, o “EUTUBE”. O vídeo pode ser consultado no endereço “http://youtube.com/watch?v=1cysaOnlv_E”.
(In Diário Insular)

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terça-feira, janeiro 08, 2008

Açores em vantagem face a aumento do preço do petróle

Os Açores estão em vantagem em relação ao resto do país face a um eventual aumento do preço do petróleo, que segundo alguns analistas internacionais poderá atingir, em breve, os 300 dólares por barril. A opinião é de Mário Alves, director do LAMTec-Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. “Não vejo actualmente nenhum drama relativamente a isto, uma vez que existem já soluções alternativas ao petróleo disponíveis, nomeadamente ao nível das energias renováveis”, sublinha o investigador. “Algumas dessas soluções não são ainda muito interessantes em termos económicos, mas bastará uma subida do preço do barril do petróleo para os 150 dólares para que deixem de ser consideradas caras e se tornem viáveis”, acrescenta, referindo que, “deste modo, o preço do petróleo nunca chegaria a atingir os 300 dólares por barril”. Neste contexto, Mário Alves destaca que “os Açores têm um enorme potencial ao nível dos combustíveis renováveis”. “Estamos numa das melhores Regiões nacionais para a produção de energias renováveis, o que para nós constitui uma vantagem”, salienta. O director do LAMTec adianta ainda que, “dentro de dois anos, estarão já disponíveis na Região soluções totalmente renováveis, mesmo que o preço do petróleo não aumente”. Recorde-se que o preço do petróleo se situa, actualmente, nos 100 dólares por barril. Alguns analistas internacionais prevêem, no entanto, que os aumentos sucessivos poderão atingir, em breve, os 300 dólares por barril.

(In Diário Insular)

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domingo, dezembro 30, 2007

Nextenergy - Energias Renováveis

A sensibilidade para a redução dos custos energéticos domésticos é cada vez maior por parte das populações. As energias renováveis geram um novo mercado de negócio e de oportunidades um pouco por todo o mundo.
A “nextenergy” é uma empresa com sede na Praia da Vitória, na ilha Terceira-Açores que encontrou neste novo mundo o seu habitat natural e tem aos poucos, e com as dificuldades de uma empresa insular, imposto a sua qualidade de trabalho a nível nacional e internacional.
João Santos, meteorologista de profissão, natural de Setúbal e a residir há vinte anos na ilha Terceira, é o rosto principal desta jovem empresa que trabalha há quatro anos na cidade da Praia da Vitória.
“O desafio é implementar um conjunto de soluções que sejam uma mais valia para os consumidores, para isso tenho uma equipa de trabalho jovem e dinâmica, que funciona em bloco, embora eu seja o responsável financeiro da empresa, ela é o resultado de um esforço global de todos que nela participam”, diz o empresário.
A preocupação primordial da empresa é proporcionar aos seus clientes a possibilidade de rentabilizar a produção das energias alternativas de uma forma viável e económica, para isso, a “nextenergy” dispõe de serviços de investigação e consultadoria.
A nível de investigação, a empresa, em cooperação com o LAMTec (Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia) do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, desenvolve projectos em determinadas áreas de estudo, nomeadamente, no âmbito do hidrogénio e da energia eólica. Estes estudos abordam várias áreas inclusivamente na procura de novas, melhores e únicas soluções em termos de equipamentos.
Relativamente a serviços de consultadoria, a empresa presta assistência aos seus clientes, procedendo à observação do local de montagem dos equipamentos e ao aconselhamento das soluções mais eficientes para responder às necessidades apresentadas.
As instalações e as assistências técnicas dos sistemas são inteiramente asseguradas pela “nextenergy”.

As áreas de negócio que esta empresa da Terceira aborda são vastas e estão sempre em constante desenvolvimento. No entanto existem algumas bandeiras que tornam a empresa como uma das mais reconhecidas no país, sendo por diversas vezes mencionada nos órgãos de comunicação social nacional e internacional.
A venda de equipamentos para aproveitar as energias renováveis é uma das vertentes comerciais da “nextenergy”. Estes equipamentos possibilitam soluções para melhor rentabilizar os recursos naturais, quer para uso doméstico, quer para fim indústrias.
A energia eólica é umas das principais apostas do momento, como explica João Santos: -“as pessoas já começam a perceber que instalando turbinas podem poupar muito dinheiro ao fim do ano. Hoje é possível ter uma casa auto sustentada com estas turbinas, e os custos de instalação é relativamente baixo”.
Na prática as pessoas vão injectar energia na rede e depois acertam contas com a entidade fornecedora, sendo que na maioria das vezes pode acontecer o caso de nunca pagar facturas, chegando, se for caso disso, ao ponto de receber 20% da energia excedentária criada pela turbina pessoal do cliente.
A “nextenergy” apresenta ainda soluções para iluminação e para aquecimento de águas sanitárias, que por si só são mais valias para os consumidores.
Esta última vertente de extrema importância para a empresa é sem duvida o aquecimento de águas sanitárias.
“Por imposição de lei as novas construções são obrigadas a ter um sistema de aquecimento de águas sanitárias com recurso renovável. Sistemas tipo termodinâmicos, colectores solares e outros são aplicações que se usa para aquecer águas.
Actualmente é o mercado continental e espanhol que absorve a maior fatia dos interesses da empresa. As legislações em vigor permitem que assim seja e que o crescimento em termos de cota de mercado venha a acelerar nos próximos anos. “As legislações no continente e em Espanha são mais adequadas e fomentam o investimento nestes produtos. Para além dos consumidores gerarem energia para as suas propriedades, eles podem vender a preços interessantes para outras pessoas, rentabilizando assim os investimentos”, refere João Santos.
As parcerias com centros de investigação e universidades têm sido uma das grandes fontes de rendimento da “nextenergy”. A Universidade dos Açores tem sido um importante cliente, no entanto continua a ser a vizinha Espanha a procurar os serviços da empresa.
Uma das mais recentes novidades centra-se nos oceanos, “temos a representação de um software alemão, ‘oceanwaves’, que estamos a implementar no mercado. A Universidade dos Açores e alguns portos estão já a usar esta nova tecnologia voltada para a oceanografia”, menciona João Santos.
Outra das próximas apostas, esta centrada na concepção de uma nova turbina eólica com capacidade de gerar 1 a 3 quilowatts. “Este foi um desafio que lançamos à Universidade dos Açores, criar um equipamento que fosse mais acessível à população e, consequentemente, de mais fácil comercialização. Neste momento está nos últimos retoques, e contamos em breve testar o modelo protótipo desta turbina”, refere o responsável da “nextenergy” que continua lamentando: -“vai ser no continente que esta tecnologia terá uma maior aplicação e aceitação, em parte pela legislação em vigor que torna mais atractiva a aquisição destes equipamentos”.

(In A União)

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sexta-feira, novembro 23, 2007

Gestão de resíduos em regiões ultra-periféricas

Decorre nos dias 3 e 4 de Dezembro próximos, no Barão Palace, na ilha do Faial um workshop subordinado ao tema “A Gestão de Resíduos em Regiões Ultraperiféricas Insulares: O desafio para os Açores”.
A promoção de uma política de gestão de resíduos eficaz e consentânea com os desafios que a Região Autónoma dos Açores enfrenta, requer a convergência dos interesses da Administração Regional, da Administração Local, das empresas públicas e privadas, das associações e organizações não governamentais. Nesse sentido, foi elaborado o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA) que constituirá o instrumento normativo de referência para a gestão de resíduos nos Açores. Neste sentido, o Workshop “A gestão de resíduos regiões ultra-periféricas insulares: um desafio para os Açores”, que se realiza no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, pretende constituir um fórum de reflexão sobre a temática da gestão de resíduos.Este evento tem como principais objectivos específicos: Discutir a problemática e as políticas da gestão de resíduos no quadro das especificidades das ilhas e particularmente das Regiões Ultra-Periféricas; Debater aspectos económico-financeiros, de regulamentação e regime jurídico associados às actividades de gestão de resíduos; Apresentar conhecimentos e desenvolvimentos científicos, inovações, tecnologias e recursos disponíveis no âmbito da gestão de resíduos e promover o intercâmbio de experiências entre os profissionais do sector. Este workshop destina-se a todos os profissionais do sector dos resíduos bem como a todos os interessados nesta matéria, como por exemplo, Administração Regional e Local, intervenientes ao nível da produção, planeamento, gestão e fiscalização de resíduos, profissionais da agricultura, pesca, indústria, comércio e serviços, professores, estudantes, etc.De acordo com o programa, a primeira sessão será moderada pelo Director Regional do Ambiente, Frederico Cardigos, e intitula-se “A gestão de resíduos: Políticas e estratégias”.De seguida falar-se-á de “A politica nacional para a gestão de resíduos”, pela Eng.ª Lurdes Carreira da Agência Portuguesa de Ambiente.Joana Rodrigues (Valorambiente) apresenta “A gestão de resíduos na Região Autónoma da Madeira” e António Brito, da Universidade do Minho vem mostrar “O Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores”. Depois do intervalo falar-se-á da “A gestão de resíduos na Comunidade Autónoma das Baleares” e “A gestão de resíduos na Comunidade Autónoma das Canárias”O holandês Gé Groenenboom da Gicom - Composting Systems, vem demonstrar “Os sistemas de compostagem”.A segunda sessão é denominada “ A gestão de resíduo: Experiências e perspectivas” e tem início com Dulce Pássaro, do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, com a palestra “A defesa do interesse público e o sistema de regulação”.Seguem-se António Branco (EGF) e Fernando Leite (LIPOR) que vem falar da “A experiência dos sistemas multimunicipais”, enquanto João Levy (Ecoserviços) fala sobre “ A experiência dos sistemas privados”. ”As oportunidades para a gestão de resíduos” é o título da terceira sessão deste workshop. Sob a moderação de António Brito, discutir-se-á “O sistema regional de incentivos”.Sobre “O financiamento de projectos” vem falar Nuno Gil (Banco BES) e Pedro Santos (Agencia de Energia do Vale do Sousa) abordará “A aplicação de tarifários progressivos”.O segundo dia de trabalhos será preenchido com “As tecnologias perante os desafios das zonas insulares”, moderado por Margarida Patrão Costa da Direcção Regional do Ambiente.“ Valorização energética de resíduos, hidrogénio e combustíveis renováveis” por Mário Alves do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores; “Inovação e valorização energética por biocombustiveis” por Pablo Kroff (Simbiente-AdP, Universidade do Minho); “Novos sistemas por vermicompostagem” com Pedro Mestre e João Completo (Lavoisier) e “A experiência de gestão de um tecnossistema de resíduos em São Miguel” de Luís Marinheiro (Hidurbe), são alguns dos temas a apresentar, bem como, “A evolução e tendência nos sistemas de contentorização de resíduos” por Rui Mão de Ferro (OTTO); “O Centro de processamento e valorização orgânica da ilha das Flores” de João Levy (Instituto Superior Técnico); “Os tecnossistemas no caso da ilha do Pico” por Paulo Monteiro (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).O workshop termina com uma Mesa-redonda e debate: “a implementação nos Açores: oportunidades e desafios”.

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