segunda-feira, novembro 24, 2008

Açores vão exportar hidrogénio dentro de 5 anos

Os Açores poderão, em quatro ou cinco anos, produzir 100 toneladas diárias de hidrogênio para consumo regional e exportação, afirmou nesta segunda-feira o pesquisador Mário Alves, responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, localizado na Praia da Vitória. Segundo o pesquisador, essa quantidade "pode rentabilizar o projeto"."A primeira produção se destinará à substituição das centrais termoelétricas [a diesel] que passarão a funcionar a hidrogênio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", prevê o especialista. Mário Alves afirmou que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, como o vento, o que permite perspectivar um aumento da produção [de energia], incluindo [para] a exportação, de acordo com a procura do mercado"."A exportação de hidrogênio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogênio", explicou. O pesquisador da Universidade dos Açores calcula que, em menos de duas décadas, os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia.
"Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 ou 15 anos, será auto-suficiente", consumindo "30% de energia geotérmica, de 15% a 20% de eólica, 5% de hídrica e 50% de hidrogênio", adiantou. De acordo com Mário Alves, a produção de hidrogênio tem potencial para ser tornar a indústria de maior dimensão da região e, segundo seus cálculos, caso haja "visão e vontade política de longo prazo", pode vir a ser a maior do país. O responsável do LAMTec explicou que, enquanto na energia eólica o arquipélago já possui capacidade de resposta, em relação ao hidrogênio, ainda não se consegue trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo. A primeira produção experimental nos Açores deve ser apresentada em um ou dos anos e, apesar de se estar "investindo bem em pesquisa", ainda "vai levar algum tempo para mudar a indústria e adaptar as infra-estruturas", destacou. O especialista adverte que os investimentos, cujos valores não quis estimar, serão condicionados à capacidade do arquipélago de produzir hidrogênio mais barato do que o petróleo. "A carga fiscal que os governos impõem" é condicionante e, neste caso, para o projeto ser rentável, "é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogênio", defende. Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogênio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de outubro do mesmo ano por meio de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Prefeitura de Praia da Vitória.
(In uol - Brasil)

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sexta-feira, outubro 24, 2008

Carros movidos a hidrogénio

2020 será o ano de todas as tranformações: o seu carro já não consumirá gasolina, mas sim hidrogénio, projecto que já se encontra em andamento e que custará à União Europeia mais de um bilião de euros.
Mas, individualmente, a transformação tecnológica da sua viatura não será muito relevante, nem muito cara e até já existem kits de adaptação. A utilização do hidrogénio como combustível será relevante, segundo Emanuel Barcelos, investigador da Universidade dos Açores, no Campus de Angra do Heroísmo (LamTec-Praia da Vitória). A Região autónoma dos Açores fará parte do pelotão da frente desta tecnologia, onde a Europa pretende obter a liderança mundial. A Comissão Europeia fará, brevemente, o lançamento oficial deste desafio e assina com empresas privadas, industriais e com a comunidade de investigação europeia protocolos de coperação, através de um Gabinete próprio, localizado em Bruxelas.

(In Luís Branco- RTP Açores/Antena 1).

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quinta-feira, julho 24, 2008

Produção de Hidrogénio nos Açores

Os Açores poderão estar, dentro de quatro ou cinco anos, a produzir cem toneladas diárias de hidrogénio para consumo regional e exportação, admitiu hoje o investigador da universidade do arquipélago. O responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), localizado na Praia da Vitória (Ilha Terceira), disse que "os estudos apontam para uma produção de cem toneladas por dia, quantidade que pode rentabilizar o projecto". "A primeira produção destina-se à substituição das centrais termoeléctricas (que funcionam a fuelóleo) que passam a funcionar a hidrogénio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", adiantou o investigador. Mário Alves garantiu que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, nomeadamente o vento, o que permite perspectivar um aumento de produção, incluindo a exportação, de acordo com a procura do mercado". "A exportação de hidrogénio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogénio", explicou. Este investigador da Universidade dos Açores calcula que, dentro de duas décadas, "os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia, bem como exportadores". "Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 a 15 anos, será auto-suficiente ao produzir, para as suas necessidades, 30 por cento de energia geotérmica, 15-20 por cento de eólica, 5 por cento de hídrica e 50 por cento de hidrogénio", adiantou. Preconizou, ainda, a possibilidade de possuir diesel produzido a partir do hidrogénio e do carbono retirado dos resíduos (hidrogénio renovável). De acordo com Mário Alves, "a produção de hidrogénio deverá ser a indústria de maior dimensão da região" e, segundo os seus cálculos, "se quiser, houver visão e vontade política de longo prazo, será mesmo a maior do país". Revelou, também, que "os Açores consumiram, no ano passado, cerca de 250 mil toneladas de equivalentes de petróleo, que poderá ser substituído por 100 mil toneladas de hidrogénio/ano". "Vai sobrar mais dinheiro, é uma nova era porque a região o que não tem falta é de vento", assegurou o investigador. O responsável do LAMTec adiantou que, "enquanto na energia eólica já temos capacidade de resposta, para a procura no hidrogénio não conseguimos ainda trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo". "Está a investir-se bem na investigação que, dentro de um a dois anos, apresenta a primeira produção experimental, mas vai levar algum tempo a mudar a indústria e a adaptar as infra-estruturas", sublinhou. Porém, adverte que "os investimentos (cujos valores até ao momento se escusou a revelar) no futuro ficarão condicionados à capacidade de produzir hidrogénio mais barato que o petróleo". Mário Alves aponta como condicionante "a carga fiscal que os governos impõem que, neste caso, para ser rentável, é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogénio". Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogénio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de Outubro de 2001, através de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal da Praia da Vitória. Actualmente tem a trabalhar oito pessoas nas áreas da formação em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, e na divulgação junto das escolas, associações e colectividades.
(In Público)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Tecnologias do hidrogénio disponíveis em 2010

As primeiras aplicações destinadas à utilização de hidrogénio como combustível, que estão a ser desenvolvidas nos Açores por empresas privadas, deverão estar no mercado já em 2010, adiantou o director do Lamtec-Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. “A investigação nessa área está a ser desenvolvida em conjunto com a iniciativa privada”, referiu Mário Álves, sublinhando que “há empresas a trabalhar afincadamente nesse sentido”. Segundo o responsável, com a substituição pelo hidrogénio, “numa primeira fase, a Região poderá reduzir a sua dependência em relação aos combustíveis fósseis em 20 a 30 por cento”. “Daqui a uns seis anos, essas percentagens poderão subir para os 60 ou 70 por cento”, acrescentou. O director do Lamtec anunciou também que o laboratório se prepara para iniciar uma nova fase na área da formação, com actividades especialmente preparadas para as escolas. Por seu lado, uma investigação europeia conclui que a energia com base no hidrogénio poderá reduzir o consumo de petróleo até 40 por cento nos próximos quarenta anos. Segundo um relatório publicado ontem sobre o projecto “HyWays”, financiado pelo programa da União Europeia para a investigação, a introdução do hidrogénio no sistema energético poderá reduzir, até 2050, o consumo total de petróleo dos transportes rodoviários em 40 por cento. Ao assumir a liderança no mercado mundial das tecnologias do hidrogénio, a Europa poderá abrir novos mercados e reforçar a sua competitividade. Contudo, o relatório indica também que a transição não será automática, pois há importantes obstáculos a ultrapassar, tanto do ponto de vista económico e tecnológico como institucional. O projecto, que associa empresas, institutos de investigação e agências governamentais de dez países europeus, analisa as potenciais incidências duma utilização do hidrogénio em larga escala.


(In Diário Insular)

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segunda-feira, janeiro 28, 2008

O Problema das rações em excesso

O investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, João Batista, entende que a utilização de rações deve ser mais moderada e utilizar-se outros factores naturais, designadamente, a erva. "Os Açores têm óptimas condições para que a alimentação das vacas tenha como base, a erva", refere. A utilização de energia fóssil no sistema de produção de leite nos Açores foi objecto de um estudo científico, elaborado por João Batista e pela investigadora Edite Batista, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Segundo João Batista, professor de "Sistemas de Agricultura" no Departamento de Ciências Agrárias, o estudo agora apresentado, consistiu em descrever a eficiência de utilização de energia fóssil num conjunto de 10 explorações localizadas na ilha Terceira, num período de 5 anos (1998-2002), em termos de rácio entre o total de energia fóssil que entra na exploração de modo directo ou indirecto e a energia contida no leite produzido. Em termos de conclusões, os resultados apontam para um valor de 3 para 1, isto é, por cada três unidades de energia fornecidas ao sistema é produzida uma. João Batista, em declarações ao Diário dos Açores, explica que embora em termos económicos os resultados tenham sido favoráveis para as explorações analisadas, verifica-se uma utilização "desmesurada" de alguns factores de produção, nomeadamente o de rações (64,5 % da energia entrada no sistema). O investigador entende que o actual sistema está demasiado "dependente de factores externos, cuja produção está directa ou indirectamente associada à utilização de produtos petrolíferos, o que, face ao aumento crescente do seu custo, conduz à necessidade de repensar o sistema, tornando-o mais eficiente e aproveitando ao máximo o potencial natural das ilhas, nomeadamente os solos e o clima". As explorações que foram analisadas, quando comparadas com outros sistemas de produção internacional, assumem um "carácter muito intensivo e demasiado dependente da energia fóssil". A energia fóssil é consumida de forma indirecta nas explorações agrícolas, designadamente, no fabrico das rações, adubos e pesticidas, em que esta energia está incorporada em cerca de 70%. "Porque para se produzir milho é necessário energia fóssil e as rações são feitas à base de milho. Então as rações acabam por ser um factor limitativo na produção de leite", ressalva. Para João Batista, o problema não reside na utilização de rações nas explorações, mas sim com a forma como está a ser utilizada. "A utilização de rações deve ser mais moderada e utilizar-se outros factores naturais, designadamente a erva, acrescentando que "os Açores têm óptimas condições para que a alimentação das vacas tenha como base a erva". Em termos de eficiência de utilização de energia, João Batista conclui que esta utilização excessiva "não é eficiente, porque pode deixar de o ser, bastando que o petróleo suba muito, como se tem verificado actualmente ou que o preço do milho para a produção de bio- combustíveis suba muito e aí as rações vão tornar-se mais caras e colocar em causa a eficiência deste sistema", concluindo que preço do leite será afectado pela negativa. De acordo com João Batista, esta linha de investigação do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores está associada a um projecto comum às universidades de Tuscia (Itália) e Wageningen (Holanda), realizando-se em Angra, no próximo dia 25 de Junho, um workshop, onde se discutirá a sustentabilidade energética da produção de leite em diferentes regiões dos três países, procurando simultaneamente alargar a análise da sustentabilidade a outros indicadores, como sejam os económicos, os técnicos e os ambientais (nutrição animal, maneio, solos, fertilizantes, entomofauna do solo, qualidade das águas, etc).

(In Diário dos Açores).

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terça-feira, novembro 27, 2007

Transformar resíduos sólidos urbanos em combustível

Os Açores irão transformar resíduos sólidos urbanos em combustíveis, através de uma tecnologia avançada. A garantia foi dada ontem por João Pereira Coutinho, da empresa SGC Energia, responsável pelo projecto, que será desenvolvido nos Açores em parceria com o Grupo Bensaude.

À saída de uma audiência com o presidente do Governo Regional para apresentação do negócio, em Ponta Delgada, João Pereira Coutinho garantiu que “pelo menos 25 por cento do consumo vai ser assegurado por estas unidades”. “Os Açores vão conseguir produzir energia para a sua mobilidade”, afirmou, sublinhando que “criar independência energética em relação a terceiros é estratégico e fundamental”. O responsável referiu ainda tratar-se de um projecto inovador, amigo do ambiente e que promete colocar o arquipélago no topo da transformação energética.
Por seu lado, o chefe do executivo açoriano considerou que a concretização deste projecto pioneiro a nível nacional só poderia ter lugar na Região, devido a uma legislação adequada. Carlos César salientou, igualmente, que o projecto “contribuirá para a valorização da Região, quer do ponto de vista ambiental, quer do ponto de vista da sua atractividade, em geral, pela qualidade deste investimento.” Acrescentou, contudo, que “constitui uma mais-valia para a Região, mas também uma mais-valia para o país, dado o seu carácter inovador”. No entender do presidente do Governo Regional, “o próprio Governo da República também pode e deve contribui para o seu êxito e para a sua concretização plena”. Carlos César aproveitou ainda para anunciar que o executivo açoriano vai aprovar, em breve, o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores, na linha já traçada de considerar a gestão dos resíduos uma actividade económica com carácter reprodutivo e, assim, possibilitar o aparecimento de projectos como o agora apresentado. Orçado em 160 milhões de euros, o projecto da SGC Energia, em parceria com o Grupo Bensaude, será desenvolvido nas ilhas Terceira e São Miguel, prevendo a criação de 305 postos de trabalho.
(In Diário Insular)
De acordo com Félix Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, em entrevista à RDP-Açores e RTP-Açores, o projecto agora apresentado é uma mais valia para a região, na medida em que a gestão de resíduos sólidos urbanos nas ilhas, de dimensões reduzidas, como é o caso dos Açores, é difícil e exige estratégias apropriadas. Do ponto de vista do potencial de investigação científica, o projecto também constitui uma mais valia para a Região e comunidade científica local, prevendo-se também impactos económicos positivos. Todavia, essa transformação de resíduos sólidos urbanos em combustível não deve servir de desculpa para a não gestão de resíduos nas ilhas, nem para a não adopção de estratégias e políticas de reciclagem de alguns resíduos como é o caso do papel ou do plástico. Também não poderá servir de desculpa para a não implementação da Educação Ambiental visando uma diminuição da produção de resíduos. Nesse sentido, considera exagerada a previsão de produzir 25% do combustível consumido nas ilhas por esta tecnologia.
Félix Rodrigues defende ainda que a produção de combustível deve reger-se pela mesma lógica da valorização energética de resíduos pelos meios térmicos, ou seja, só deverão ser transformados em combustível aqueles resíduos que seriam inequívocamente depositados em aterro. Afirmou ainda que este anúncio da SGC Energia e do Governo Regional dos Açores carece de mais clareza e menos secretismo para que se possa avaliar correctamente os aspectos positivos e negativos de tal investimento. Partindo do princípio que se trata de uma boa estratégia, conviria esclarecer a partir de que tipo de resíduos se irá produzir o combustível. Dizê-lo que é a partir de resíduos sólidos urbanos, é muito pouco. Interessaria saber em que medida se pensou nos resíduos de origem animal dos matadouros, dos resíduos florestais, ou outros, e se se tem intenção de utilizar ou não, os plásticos.
(In RDP-Açores, RTP-Açores)

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