sábado, outubro 24, 2009

Potencial científico dos Açores deve ser maximizado


O Governo dos Açores quer que a Região fique marcada pela afirmação de uma nova dimensão da economia baseada no conhecimento e na tecnologia.
Edição de 23 de Outubro de 2009 -->
Transformar o Arquipélago num cluster privilegiado para a investigação científica é um dos objectivos do Governo Regional dos Açores. “Os bolseiros financiados pelo Executivo constituem o capital humano deste cluster, pelo que a formação qualificada e avançada destes recursos humanos será decisiva para o sucesso do objectivo preconizado pelo Governo”, afirma José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações.O governante espera, por isso, que a qualidade dos investigadores açorianos e dos trabalhos por eles desenvolvidos possam constituir-se como uma mais-valia em termos de captação de investimento externo. Apesar de “em investigação não existirem resultados imediatos, pretende-se que os investimentos que o Governo faz actualmente nesta área venham a ser muito profícuos a médio ou longo prazo, nomeadamente, a nível económico”, refere. “Poder-se-á efectivamente falar de atracção de investimento externo quando os Açores tiverem as condições de investigação de excelência que existem noutras partes do Mundo. Por diversas vezes, o potencial dos Açores como Laboratório Natural já foi referido, pelo que tem que ser devidamente aproveitado e divulgado, de modo a criar novas centralidades no meio do Oceano Atlântico.”A dinamização da investigação científica no Arquipélago não passa apenas pela atribuição de bolsas. “Todas as Medidas do Plano Integrado para a Ciência Tecnologia e Inovação (PICTI), associadas à construção dos Parques Tecnológicos de S. Miguel e da Terceira, preconizam não só a dinamização da Investigação Científica, mas também o seu desenvolvimento e a sua consolidação como factor de elevada importância para o futuro nos Açores.Estas novas infra-estruturas ligadas ao mundo empresarial e à Universidade dos Açores constituirão centros avançados de produção de conhecimento e tecnologia que acreditamos, nesta fase ainda 'pioneira', darão aos Açores, às empresas e às pessoas novos horizontes no centro do Atlântico”, sublinha José Contente. “Queremos, assim, uma nova Região marcada por elevados patamares de qualificação de recursos humanos que constituam novas empresas com maiores proveitos e a afirmação de uma nova dimensão da economia regional baseada no conhecimento e na tecnologia.”
Governo financia todos os bons projectos
Os projectos financiados no âmbito das Bolsas de Investigação Científica contemplam um leque muito diversificado de áreas ligadas a vários domínios da Ciência, como sejam a vulcanologia e sismologia, a oceanografia, a biotecnologia, as ciências agrárias, as ciências da saúde e as ciências sociais e humanas. “A política do Governo dos Açores nesta área tem sido a de financiar bons projectos, independentemente da área científica, uma vez que o contributo da investigação de excelência em todos os domínios científicos é de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável que se pretende para a Região Autónoma dos Açores”, explica José Contente. “São exemplos, os projectos-âncora em que continuamos a investir como a Estação da ESA em Santa Maria, das novas estações de radioastronomia e geodesia a instalar nas Flores e Santa Maria e nas grandes potencialidades que resultarão do Instituto de Biotecnologia da Terceira, do Pólo de Excelência do Mar na Horta e do Parque Tecnológico da ilha de S. Miguel, a sediar na Lagoa.”
(in ISABEL ALVES COELHO-Expresso das Nove)

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terça-feira, setembro 22, 2009

Valor científico dos Açores está provado


Os estudos da biodiversidade dos Açores têm vindo a provar que as ilhas são um laboratório natural para estudar a evolução das espécies e a dinâmica e a ecologia dos espaços insulares. Em entrevista ao DI, Paulo Borges, que lidera estudos sobre a biodiversidade açoriana na Universidade dos Açores, fala sobre o momento actual da Ciência nas ilhas.
A comunidade científica açoriana quer demonstrar que Charles Darwin estava errado quando disse que nada havia de interesse na biodiversidade açoriana.
Sem dúvida. Nas últimas décadas, os resultados da investigação nos Açores, nomeadamente na área da biodiversidade – quer no Departamento de Biologia em São Miguel, quer no Departamento de Oceanografia e Pescas, no Faial, quer no Departamento de Ciências Agrárias, particularmente com o Grupo de Estudo da Biodiversidade dos Açores, na Terceira -, demonstram que existe uma riqueza enorme de formas de vida únicas no arquipélago. E estas têm uma grande importância no funcionamento dos ecossistemas dos Açores, como, por exemplo, ficou demonstrado com a crise da água na ilha Terceira, onde se mostrou que as florestas naturais e toda a sua estrutura é essencial para haver água de qualidade para os angrenses. Portanto, na recta final do século XX, todos esses estudos vieram demonstrar a importância dos Açores no ‘hotspot’ da biodiversidade que inclui a Madeira e as Canárias e os Açores.
Na sua opinião, porque o pai da Teoria da Evolução das Espécies não se interessou pelos Açores, quando por aqui passou?
Ao visitar as ilhas, Darwin não encontrou animais de grande porte. Portanto, ao não encontrar aves endémicas nem o morcego endémico, por exemplo, e ao não encontrar mamíferos endémicos, o naturalista – que esteve muito pouco tempo na Terceira – acabou por decretar o desinteresse científico da ilha. Obviamente, naquela altura, Darwin não teve nem a capacidade nem o tempo necessários para investigar os insectos, os caracóis e outras espécies, como aconteceu na sua passagem pelas Galápagos ou no Havai.
Com essa declaração, Darwin afastou os cientistas do arquipélago?
No início, acho que sim. Porque, nessa época, existiram estudos fantásticos na Madeira e nas Canárias, sobretudo realizados por investigadores ingleses e nórdicos. E não assistimos a esses estudos nos Açores. Na Região, a comunidade científica debruça-se sobre a biodiversidade das ilhas já no século XX, nomeadamente através de expedições de universidades estrangeiras e, mais tarde, pela Universidade dos Açores. E é com a universidade açoriana que ocorre um ‘boom’ de estudos e conhecimentos sobre o arquipélago. Por exemplo, só em caracóis nos Açores, cerca de 70 por cento são endémicos. E esse conhecimento é recente. Em artrópodes, só em 1990, é que começou a descobrir as 20 espécies endémicas das grutas. Portanto, os Açores andaram afastados da atenção da comunidade científica. Não totalmente, mas os estudos cá realizados foram residuais.
Por que a comunidade internacional não quis estudar o arquipélago, que é hoje reconhecido como um laboratório natural situado no meio do Atlântico?
Por um lado, os Açores não estiveram no centro das rotas aéreas entre a Europa e a América. Muitos investigadores passavam por Santa Maria – resultando daí o notável trabalho de Alberto Teixeira Pombo, que conseguiu desenvolver contactos interesses com os cientistas que por ali passavam – mas eram visitas pontuais. A Madeira, pelo contrário, estava na rota do turismo inglês; e as Canárias na rota do turismo do Norte da Europa. Além disso, as duas regiões beneficiaram da publicidade que Darwin lhes fez. Daí serem alvo de vários estudos. No fundo, as rotas passavam-nos ao lado. Por outro lado, algumas das descobertas que se realizaram, implicaram meios tecnológicos avançados, que há altura não existiam. Veja-se os estudos feitos no fundo marinho ou na copa das árvores dos Açores. Ou seja, os Açores acabam por mostrar o seu valor científico após ter sido possível realizar vários investimentos que resultaram num acumular de tecnologia e conhecimentos sobre a biodiversidade local.
O trabalho dos cientistas açorianos tem tido eco nas comemorações mundiais em curso sobre Charles Darwin?
Sim. Vários investigadores da Universidade dos Açores têm participado em vários eventos internacionais dedicados a Darwin. Um dos nossos alunos vai estar em Minorca. Outros, em Março, estiveram em Leipzig, a apresentar estudos sobre os Açores. Tivemos outros investigadores no México. E, de 19 a 23 de Setembro, o professor Frias Martins reúne investigadores locais com investigadores internacionais para demonstrar o valor dos Açores como laboratório de investigação na área da Biologia.
Diz-me que o ‘boom’ da investigação científica açoriana ocorre com a Universidade dos Açores. Neste momento, qual o ponto de situação no estudo da biodiversidade açoriana?
Os Açores, neste momento, em muitas áreas, estão no mesmo patamar de muitas outras áreas do planeta, nomeadamente Canárias, Norte da Europa, Madeira, Galápagos, Havai. Ou seja, em termos de estrutura e de cientistas, já atingimos um nível qualitativo idêntico a esses locais. Por exemplo, se consultar muita literatura científica recente, encontrará muitos trabalhos que comparam os Açores a outros arquipélagos. E noutros aspectos estamos na vanguarda. Por exemplo, o Portal da Biodiversidade dos Açores é, neste momento, único nos arquipélagos semelhantes. Apesar do projecto, conceptualmente, ter sido criado e desenvolvido nas Canárias, nós passamos da simples colocação de dados para a comunidade científica para a divulgação ao grande público. O sítio, neste momento, tem mais de duas mil visitas diárias, tem recursos enormes e recebe visitas de cientistas, de escolas, de cidadãos interessados. Além de cooperar com várias instituições governativas. Portanto, atingimos com este projecto uma dimensão educativa, científica, popular e de apoio governamental ao nível de gestão do Ambiente.
Portanto, toda a exposição conseguida com esse projecto é da responsabilidade da Universidade dos Açores, muitas vezes tida como uma instituição de segunda linha…
A Universidade dos Açores é responsável pelos conteúdos e pela investigação que os originam. Mas, não nos podemos esquecer, que sem o apoio incondicional de várias entidades governativas, não era possível a concretização quer deste projecto quer dos estudos científicos que vão sendo desenvolvidos. Por isso só, a academia não tem capacidade para realizar investigação. Sem o esforço único – que não é comparável ao que acontece na Madeira ou nas Canárias – que as entidades governativas regionais têm desenvolvido, não tínhamos chegado a este patamar.
Que leitura faz desses apoios?
Entendo-os como parte de uma estratégia concertada de promoção turística dos Açores como zonas sustentáveis da natureza. Têm vindo a ser aprovados os parques de ilha, por exemplo, que mais não são do que formas de promover as ilhas como belezas naturais, como zonas ‘wilderness’, em oposição ao turismo madeirense que não comporta a vertente de natureza selvagem, digamos assim.
Qual o grau de conhecimento nos Açores da sua biodiversidade?
Depende dos grupos taxionómicos. Por exemplo, ao nível das plantas, sabemos quase 90 por cento; os artrópodes, saberemos 60 a 70 por cento…
Qual a área menos conhecida?
Os insectos. Onde existem vários grupos mal estudados. Embora nos últimos cinco anos já se tenha aumentado o conhecimento que publicamos em livro em 2005.
É possível que se venham a conhecer espécies novas no arquipélago?
Sim. Ainda recentemente foram publicados artigos revelando dez novas espécies de aranhas e oito novas espécies de escaravelhos. Ao nível das plantas e dos musgos, há sempre descobertas a acontecerem. Tudo isto deriva do facto de existir uma equipa em trabalho contínuo, em investigação permanente. E, ao mesmo tempo que se descobrem novas espécies, descobrem-se também os factores que as põem em risco.
Qual a principal ameaça à biodiversidade açoriana?
Pelo que conhecemos, o perigo maior resulta das espécies invasoras. Felizmente, o Governo Regional tem um projecto em curso de combate às espécies invasoras (incenso, conteira, hortênsia, etc.) em zonas críticas.
O homem é ou será um perigo para a biodiversidade açoriana? Numa Região que pretende explorar o turismo de natureza…
Acho que não. Aliás, felizmente, o clima dos Açores está a protegê-lo de um turismo de massas. Parece-me que, nesse aspecto, a ilha que possa correr mais riscos é São Miguel…
As restantes não podem vir a sofrer com uma intensificação turística?
Não me parece, porque não me parece viável que essa intensificação ocorra. O tipo de turista que visita os Açores, se for bem coordenado, não representará qualquer perigo para a biodiversidade do arquipélago. Por exemplo, nas Galápagos, que têm um turismo mais agressivo, as autoridades locais conseguem minimizar essas presenças.
Dos estudos que tem realizado, têm sido feitas descobertas que, de certa forma, ponham em causa algumas das ideias que se têm sobre os Açores? Dou-lhe o exemplo da declaração de Eduardo Dias, professor da academia açoriana, que revela que o arquipélago vive uma segunda Primavera no Outono…
Sim. Há vários exemplos. Relativamente a esse que me dá, comprovamos que, ao nível dos musgos, existem dois picos de crescimento: na Primavera e entre Setembro e Outubro, no Outono. Há como que duas zonas de alegria e dinâmica das florestas derivadas do nosso clima. A nível dos artrópodes, há espécies – caso das moscas – que, no Outono, se desenvolvem também. Nas térmitas, o período de enxameamento vai de Maio a Outubro. Portanto, muitos dos estudos provam que as nossas condições ecológicas permitem novidades, nomeadamente ao nível da fisiologia dos indivíduos. Além disso, o facto de os Açores serem um arquipélago com diferentes idades de surgimento, é-nos possível propor novas teorias sobre a evolução e a colonização dos organismos dos Açores. Ou seja, estas ilhas, pelas suas características, são muito interessantes para estudar Evolução, Ecologia, Conservação da Natureza, Dinâmica das Espécies Invasoras, etc.
A comunidade científica internacional tem demonstrado interesse nessas matérias?
Sim. Muito. Recentemente, tivemos quatro projectos da Fundação da Ciência e Tecnologia aprovados com questões ligadas à problemática das ilhas, nomeadamente ecológicas e evolutivas. E foram projectos considerados pelo painel de avaliadores internacionais de grande importância.
Que mais-valias se retiram desses estudos, nomeadamente para o cidadão comum?
Estamos aqui a falar de investigação pura, que tem impacto sobretudo no avanço da Ciência internacional. Para o cidadão comum pode não haver impacto directo. Mas a Região, num primeiro momento, pode beneficiar do interesse de mais cientistas estrangeiros, que ao virem para os Açores significam rendimento, nomeadamente ao nível do turismo científico. Recentemente, por exemplo, tivemos cá cinco alunos da Universidade de Oxford a fazerem investigação. O que demonstra que o meio científico internacional vê potencial nestas ilhas, quando poderia centrar atenção noutras zonas do globo.
Percebo das suas palavras que a Universidade dos Açores se encontra incluída nas redes científicas internacionais, granjeando aí sucesso. Contudo, dentro de portas, a academia continua a não ser vista como um pólo de excelência. Porquê?
Falta as gerações suficientes de estudantes açorianos que, ao estudarem aqui, percebam e reflictam para o exterior essa importância. Esta academia tem 30 anos. E a dimensão científica e de investigação da Universidade dos Açores tem menos de 20 anos. Ou seja, ainda não houve tempo suficiente para a universidade ganhar, digamos assim, estatuto internamente e garantir à Região um conjunto vasto de quadros.
Como é possível, em pouco mais de dez anos, o conhecimento gerado na Universidade dos Açores ter aumentado tanto?
Há dez anos atrás, o número de doutorados nesta universidade era diminuto. Eu e os meus colegas, entramos aqui na década de 80/90 e fomos tirar os nossos doutoramentos no estrangeiro, ligando-nos a equipas internacionais de vanguarda. E aí, começamos a colocar os Açores no mapa da comunidade científica. Depois, é o efeito da bola de neve. A capacidade científica que leva tempo a formar, no caso dos Açores, encontra-se no auge neste momento, porque esses doutorados estão na melhor fase da sua produção. Daí este crescimento.
A Universidade dos Açores, na sua opinião, tem condições para produzir fornadas de doutorados que mantenham este ritmo na investigação local?
Acho que sim. No meu grupo, temos cinco alunos de doutoramento. Outros grupos têm também alunos desse nível. E esses alunos vão trabalhar na Região ou fora dela, potenciando a nossa investigação. Reconheço que para a população em geral, estas coisas não são visíveis, até porque, se calhar, a economia açoriana é muito baseada na agro-pecuária e a investigação de ponta da Universidade dos Açores não é muito nessa área, mas sim nos fundos submarinos, na climatologia ou na biotecnologia, assim como na biodiversidade, vocacionada para o eco-turismo e o turismo científico. Ou seja, enquanto a população em geral luta nos sectores económicos tradicionais, a Universidade dos Açores trabalha a nível da investigação científica pura e dura, que terá impacto na Região em outras vertentes.
A produção científica da Universidade dos Açores poderá alavancar outro patamar económico regional, centrado, por exemplo, no conhecimento?
Acho que não será possível sustentar um sector com grande impacto, por exemplo, ao nível do PIB. Mas será possível potenciar um impacto indirecto, nomeadamente ao nível da visibilidade dos Açores no exterior, que poderá atrair investigadores e turistas científicos. Agora, tenho dúvidas que isso signifique um pilar económico como, por exemplo, a Agricultura.
Na sua opinião, qual é o próximo passo que a Universidade dos Açores deve dar em termos de investigação?
Acho que agora é altura de dar tempo para que a Universidade dos Açores possa alcançar um patamar idêntico ao de outras academias nacionais, europeias e internacionais. Parece-me que esse é o caminho. A não ser que se decida investir fortemente na criação de centros de excelência, capazes de atrair investigadores de renome…
Acha que os Açores têm condições para consolidar esses centros de excelência?
Por que não? Recentemente foi criado, no DOP, um centro de observação do mar, que é um espaço de excelência. É um exemplo de que houve um interesse político imediato e que resultou num investimento nesse sentido. Há outras áreas onde isso pode acontecer. Por exemplo, na Terceira, podemos conseguir um grupo de excelência ao nível mundial para o estudo da ecologia e biodiversidade das ilhas. Estamos a trabalhar nesse sentido. Se conseguirmos continuar a cativar os orçamentos necessários, poderemos alcançar esse objectivo dentro de alguns anos. No entanto, reconheço que a nossa área de actividade não terá impactos económicos como, por exemplo, o centro de observação e investigação do mar, criado no DOP.
Mas podem produzir conhecimento fundamental, por exemplo, para a gestão do território?
Claro. Temos vindo a produzir investigação que auxilia os decisores. Lideramos o combate às térmitas, orientamos um mestrado de Educação Ambiental e promovemos o Portal da Biodiversidade. Ou seja, participamos em projectos que, no fundo, contribuem para a Região em termos concretos. Penso, assim, que estamos no caminho certo para demonstrar que os Açores têm valor como laboratório natural, algo que Darwin não reconheceu.
Os açorianos estão despertos e sensíveis à biodiversidade que os rodeia?
Os mais novos, sim. Os mais velhos, ainda continuam agarrados a alguns mitos ou ideias antigas. Aliás, prova disso, é a Região continuar a ostentar como símbolo uma planta invasora, a hortênsia. Quando temos a azorina, uma planta lindíssima e que é endémica. Mas, aos poucos, os açorianos vão despertando para estas temáticas. E, nesse aspecto, as escolas têm vindo a desenvolver um excelente trabalho na divulgação e promoção da biodiversidade insular.
Em termos de investigação científica, daqui a uma década, em que patamar deve estar a Universidade dos Açores?
Gostaria que, daqui a dez anos, tivéssemos capacidade para, por exemplo, publicar artigos científicos em revistas de grande dimensão, caso da Nature ou da Science. Neste momento, publicamos em revistas que não têm a dimensão de exposição destas.
Por que ainda não chegaram a esse patamar?
Já enviamos trabalhos para essas revistas, mas eles não passaram nas comissões de análise. Publicar nessas revistas implica ter uma experiência e um conjunto de dados acumulados de muitos anos para se descobrir detalhes e pormenores científicos únicos e inovadores em determinadas áreas. A nossa investigação ainda não atingiu essa dimensão temporal.

(in Diário Insular)

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domingo, setembro 13, 2009

Investigadores da Universidade dos Açores queixam-se de falta de financiamento

Bons projectos de investigação oriundos da Universidade dos Açores acabam por não obter financiamento porque a Fundação para a Ciência e Tecnologia diz que há projectos a mais e dinheiro a menos.

Os projectos açorianos obtém boas classificações mas depois são preteridos, acabando os financiamentos por ir parar a universidades de Lisboa, Porto ou Aveiro.

Alfredo Borba, Pró-Reitor da Universidade dos Açores acredita que os Açores são penalizados por serem periferia.

Reportagem vídeo: Marta Silva, Telejornal.

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quinta-feira, setembro 10, 2009

Andreia Cardoso quer fixar jovens no concelho

A candidata do PS à Câmara de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso reuniu ontem à tarde com o Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo, Alfredo Borba com o objectivo de “ fortalecer a aproximação entre a autarquia e a Universidade dos Açores”.A candidata à autarquia angrense destacou três pontos essenciais nesta relação: “o dever de um papel activo que a autarquia deve ter em colocar a investigação em beneficio da comunidade que a acolhe, referindo o exemplo da investigação que foi encomendada a esta Universidade no que se refere às térmitas. Outro ponto em destaque pela candidata “foi a preocupação em fixar a população estudante no concelho, dado que 84% dos jovens universitários não são da Ilha Terceira. O último ponto abordado foi “o facto do concelho e a ilha fruirem do conjunto de investigadores que frequentam congressos internacionais, no sentido de estes serem mandatários no que respeita à promoção da Terceira como destino de eventos e congressos científicos, promovendo o turismo fora de época”. Os problemas de financiamento da Universidade dos Açores “não foram discutidos nesta reunião, mas foi feito um levantamento exaustivo do ponto situação do novo campus do Pico da Urze”, adiantou Andreia Cardoso.“Aproveitar o espaço de estacionamento contruído no novo campus da Universidade dos Açores e colocá-lo ao serviço de toda a comunidade, apoiando as respostas que já existem a esse nível. Isso poderá implicar uma alteração dos actuais circuitos dos mini-buses, entre parques, alargando-o ao parque do campus do Pico da Urze de forma a potenciar a infra-estrutura”, explicou a candidata socialista. Em relação ao Parque Tecnológico da Ilha Terceira, que será situado no campus da Terra Chã, da universidade, Andreia Cardoso sublinhou “a importância da componente da investigação na criação de novas empresas que potenciem o trabalho do Instituto de Biotecnologia dos Açores”.
(In Diário Insular)

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Inspecção nas vinhas dos Biscoitos

Na companhia de Isabel Alexandra Teixeira de Venido Carvalhais, estudante de doutoramento na área de reprodução animal no Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, entraram no território “Da Resistência”, Rosa Maria Jorge Martins, Prof. do 1º Ciclo, e Luís António de Almeida Brandão da Silveira Viegas, Inspector IPO’S. De seguida deslocaram-se ao litoral da freguesia dos Biscoitos, tendo o Inspector Luís Viegas inspeccionado as típicas curraletas, as vinhas e uvas das castas “Verdelho dos Açores” e “Terrantez da Terceira”.

(in Bagos D'Uva)

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quinta-feira, setembro 03, 2009

TRABALHOS ARRANCAM EM 2010 Grupo da Biodiversidade promove estudos sobre floresta e especiação

O Grupo da Biodiversidade dos Açores CITA-A (GBA) prepara-se para dar início a dois novos projectos científicos recentemente aprovados pela Fundação ad Ciência e Tecnologia (FCT). Enquanto o primeiro trata da floresta nativa dos Açores, o outro pretende abordar a especiação das ilhas da Macaronésia.

Denominam-se aos temas a “Previsão de extinções em Ilhas: uma avaliação em várias escalas” e “O que é que as ilhas da Macaronésia nos podem ensinar sobre especiação? Estudo de Tarphius (Coleoptera) e Hipparchia (Lepidoptera) de vários arquipélagos da Macaronésia”. Apesar de diferentes, os novos projectos científicos do GBA, cujo estudo de investigação deve arrancar no mês de Março do próximo ano, incidem ambos sobre a conservação da biodiversidade em ilhas oceânicas.
Em declarações ao nosso jornal, o responsável pelo GBA menciona as particularidades dos ecossistemas insulares, sublinhando que a “‘crise da biodiversidade’ em mais nenhum lugar é tão notória” como nas ilhas oceânicas. Paulo Borges revela que este projecto é inovador em dois aspectos. “A avaliação a vários níveis do risco de extinção que é devido à destruição e fragmentação dramática dos habitats; e a avaliação de previsões teóricas de extinções futuras, com avaliações à escala da espécie do tamanho das suas populações e diversidade genética”, explica.
Sobre as razões que fazem do arquipélago dos Açores o “sistema ideal” para levar avante deste projecto, o especialista aponta que essas ilhas perderam mais de 90 por cento da sua floresta original durante cinco séculos de ocupação humana; e sendo um dos arquipélagos mais isolados na Terra suportam um número significativos de espécies endémicas de uma só ilha. Aponta ainda o bom conhecimento da história da ocupação humana e da desflorestação é bem conhecida e os dados biogeográficos de qualidade existentes para muitas espécies de artrópodes. “Estamos particularmente interessados em determinar o efeito da perca extrema de habitats e fragmentação da floresta nativa dos Açores nas espécies de artrópodes endémicos especialistas de floresta”, sustenta.
Em termos de resultados práticos, o projecto a “Previsão de extinções em Ilhas: uma avaliação em várias escalas”, segundo Paulo Borges, “irá estabelecer ligações cruciais entre a teoria ecológica e a prática de conservação avançando na compreensão e protecção de uma parte única da herança Europeia em termos de biodiversidade, as Florestas Nativas dos Açores”.
Açores entre os ‘hot spot’ de especiação

Neste contexto, mas já no que concerne ao trabalho sobre a especiação, o coordenador revela que as ilhas da Macaronésia se revelaram recentemente também um “sistema ideal” para a realização de estudos evolutivos, além das ilhas do Pacífico. “Devido à sua localização geográfica, intervalo de idades geológicas e elevados níveis de endemismo, foram também reconhecidas como um sistema adequado para a investigação de múltiplas de questões evolutivas”, justifica. E acrescenta: “Os insectos estão entre os organismos que mais diversificaram nas ilhas da Macaronésia, contribuindo assim para o reconhecimento deste grupo de arquipélagos como um "hot spot" de especiação. Os escaravelhos do género Tarphius e as borboletas do género Hipparchia são exemplos de insectos com distintas capacidades de dispersão que colonizaram estas ilhas Atlânticas e que posteriormente sofreram extensa especiação”.
Paulo Borges revela que serão utilizadas técnicas moleculares e abordagens filogenéticas e de genética de populações para estudar colonização e diversificação em ilhas oceânicas, e adianta a finalidade dos resultados. “Serão apresentados à comunidade científica via submissão a reconhecidas revistas científicas e apresentações em congressos. De modo a colmatar a recorrente falta de partilha de conclusões de estudos científicos com o público em geral, iremos produzir material educacional atractivo e uma exposição itinerante”. E remata: “Estas iniciativas incidirão sobre a conservação da biodiversidade em ilhas oceânicas e, em particular, de espécies de artrópodes endémicos”. Participam nestes projectos, cujo orçamento ronda 330 mil euros na totalidade, os centros europeus University of Oxford -The Oxford University Centre for the Environment (OUCE) e University Athens, Departament of Ecology and Taxonomy – Faculty of Biology (DET), e University of East Anglia (UEA) - Centre for Ecology, Evolution and Conservation.
(in A União)

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quarta-feira, setembro 02, 2009

Açores têm cada vez mais equipamentos de investigação

O presidente do Governo Regional dos Açores, no último dia da visita estatutária à ilha Graciosa, revelou satisfação pelo facto de o arquipélago ser cada vez mais procurado para a instalação de equipamentos de investigação científica. Carlos César assistiu a um dos quatro lançamentos diários de um balão equipado com um emissor para transmissão de dados sobre radiação atmosférica, nuvens, aerossóis e precipitação.
Estes equipamentos estão instalados provisoriamente no Aeródromo da Graciosa, no âmbito do projecto ARM («Atmospheric Radiation Measurement»), que resulta de uma parceria entre o executivo açoriano e o Departamento de Energia dos Estados Unidos da América. Os balões lançados diariamente naquela estrutura recolhem as informações, que são depois disponibilizadas à comunidade científica internacional, via Internet.

Além do Governo dos Açores, associaram-se também a este projecto, a Universidade dos Açores e o Instituto Nacional de Meteorologia. Na ocasião, Carlos César realçou que este projecto trará maior notoriedade, não só à Graciosa (um dos cinco locais do mundo escolhidos para estes estudos), como para todo o arquipélago. No seu entender, a estação do projecto ARM não resulta do acaso, mas antes de um conjunto de “novas centralidades criadas nos Açores”, ligadas à investigação científica. “Estes projectos não surgem, naturalmente, por acaso”, lembrou o presidente do Governo, acrescentando que são, isso sim, “consequência de um trabalho continuado do Governo Regional”. O chefe do executivo açoriano realçou que as estações da ESA e da Edisoft, em Santa Maria, o projecto Pico-Nare, também ligado às questões climáticas, e as novas estações de geodesia e radioastronomia das Flores e de Santa Maria “aproximam a região de novos pólos de investigação científica”.

(in Ciência Hoje)

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sexta-feira, agosto 21, 2009

Gene Expression Programming in Problem Solving

Cândida Ferreira

Departamento de Ciências Agrárias
Universidade dos Açores
9701-851, Angra do Heroísmo, Portugal
candidaf@gene-expression-programming.com
http://www.gene-expression-programming.com/

In this work, the recently invented learning algorithm, gene expression programming, will be introduced focusing mainly on problem solving. Besides a simple introductory example, I chose two relatively complex test problems of symbolic regression. One of these problems was chosen in an attempt to shed some light on the question of constant creation in models discovered with learning algorithms and to provide a palpable measure of the accuracy of the evolved models and the efficiency of the algorithms. The chosen problems also show how gene expression programming is capable of modeling complex realities with great accuracy, allowing, at the same time, the extraction of knowledge from the evolved models.

(In 6th Online World Conference on Soft Computing in Industrial Applications)

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domingo, agosto 16, 2009

Trans-Atlantic Glider Passes Spot Where Predecessor Sank

On July 31, 2009, the submersible robot glider RU27, also known as the Scarlet Knight, passed east of the spot in the Atlantic Ocean where its predecessor, RU17, was lost on Oct. 28, 2008. Scott Glenn, professor of marine science and director of the Coastal Observation Laboratory in Rutgers' Institute of Marine and Coastal Sciences, wrote in the mission blog: "Way back in April, we also started RU27 closer to shore than RU17. RU17, because of its indirect route, still has longer total distance flown. But with its more consistent speed and steering, and with the improved environmental guidance, has done much better in distance made good along a west-to-east line."
The cast of characters is the same, but much else has changed since Glenn, his colleagues and students attempted to launch a submersible robot glider across the Atlantic last year. The gliders - Slocum electric gliders, made by Teledyne-Webb Research of Falmouth, Mass. - carry sensors measuring the water's salinity, density, and temperature. The COOL crew controls them from the lab as they move very slowly from one "way point" to the next.
On May 21, 2008, Glenn, Oscar Schofield, Josh Kohut and their undergraduates in the ocean-observing class launched the first Scarlet Knight, RU17, into the water off Atlantic City. For five months and 5,700 kilometers, they rode the Gulf Stream, navigated eddies and meanders, solved numerous technical problems, and then lost the glider northwest of the Azores.
The new Scarlet Knight, RU27, was deployed off Atlantic City on April 27, 2009, and is now more than halfway to Vigo, in northwestern Spain. Like the RU17, the RU27 is modified especially for crossing the ocean - lithium batteries instead of alkaline for longer life, a longer body to accommodate a larger battery pack. But this year, the hull is coated with special paint intended to discourage aquatic critters, ranging from barnacles to remoras to squid, from hanging on to the hull. They’ve even practiced a new maneuver - flying backward - to help them shake off really persistent hitch-hikers. The COOL crew knows exactly how much battery life they have in the new glider - 300 days. There is an automatic on/off feature for the glider’s sensors, so that the glider is not dependent on a human being in the lab physically typing in the command.

All these changes have been a help this time around, Kerfoot said. The satellite data supplied by the University of the Azores has also been valuable. But the two most important advantages may be changes in the movment of the Gulf Stream and lessons learned from last year's experience that help the COOL crew take advantage of those changes. The Gulf Stream comes up the east coast of North America, and then starts trending east at about Cape Hatteras, Kerfoot said. But it meanders, and last year, it meandered north and south a good deal. This year, the flow pattern has been east and northeast.

"We've also learned a lot," Kerfoot said. "As long as we're watching very carefully where we are in the Gulf Stream, we have a very good feel for where we want to put the glider in relations to those high-velocity currents. It's a combination of being better at reading the data, and the shape of the Gulf Stream."
In 2008, the RU17 was beset with various critters -- "biota" in marine science lingo. Though the scientists couldn't be sure which animals were hitching a ride, they knew that some were, because the glider had trouble ascending to its pre-programed, submarine apogee. So far in 2009, the new hull paint seems to have discouraged the squid, remoras and barnacles that were a drag on the RU17's progress.
The Scarlet Knight is one of 23 gliders in the Rutgers fleet. They are ocean-observing systems, carrying various sensors in their science bays. Those sensors measure physical properties like water temperature and salinity. While the Scarlet Knight is traveling alone, her 22 sisters usually are deployed simultaneously with other ocean-observing systems, such as high-frequency radar and satellite data, to form a holistic picture of a given piece of the ocean. Satellite data might show sea-surface temperature, for instance, and radars would show the direction and speed of surface currents. All these pieces of the puzzle are necessary, Glenn said, to understand a constantly changing ocean environment.
“The nice thing about the gliders is that they can go to extreme environments that scientists can’t go to,” Glenn said. “They can stay at sea for longer than scientists can. And they can be in more than one place at once."
The gliders move by by changing buoyancy. A small electric motor operates a pump, which sucks in water through tiny holes in the nose. The nose dips, the glider sinks, and its delta wings turn the downward motion into forward motion. At its preprogrammed depth, the pump spits out the water. The nose rises, the glider ascends, and the wings turn the upward motion into forward motion.

The glider “roller-coasters” through the water at speeds measured in centimeters per second. Every few hours, the glider pops out of the water and calls the lab with a satellite phone in its tail. It sends email, telling the lab its position and uploading data it has gathered, and then waits for instructions. The motor controlling the pump, the satellite phone in the tail that allows the lab to communicate with the glider, the movement of the rudder, even the angle of glide - all those functions rely on the batteries. Glenn is fond of holding up a plastic bag containing six Christmas tree lights to illustrate how efficient he and his students and colleagues have made the Scarlet Knight. "This is how much power the glider draws - enough to light six Christmas tree lights," he says.
Some time in August 2009, faculty and some undergraduates will go to the Azores to look at the Scarlet Knight on the surface. "We want to see it, to take pictures of it, to find out what, if anything, is growing on it," Kerfoot said.
One other new aspect to this year's attempt is that Dena Seidel, a documentary film maker and instructor in the English department's Writers' House, is working with her students to make a documentary about the project. They've been shooting in class, in the lab, on various practice deployments, and they were there on April 27 - aboard the R/V Arabella with the glider and on a commercial launch, as well.
Glider deployments depend upon the weather, and this one was delayed because of storms. But on Monday, April 27, conditions were very close to perfect as Glenn and marine technicians Dave Aragon and Tina Haskin loaded the glider aboard the R/V Arabella at the Rutgers University Marine Field Station in Little Egg Harbor Township, N.J.
They were joined by Seidel and one of her students, Alex Prister. Two more of Seidel's student documentarians, Amanda Bullis and Steve Beeston, were aboard a commercial launch. George H. Cook Campus Dean Richard Ludescher, professor of food science and executive producer of Seidel's documentary, was also aboard.
When the glider and its wheeled carriage were lashed to the deck, and the Arabella began her slow chug toward the Little Egg Inlet and the open sea, Glenn, perhaps for the first time in a long time, had absolutely nothing to do. "That's it," he said as he stood on deck watching the dock slide by. "Everything that can be done, has been done."
About three hours later, the glider slipped into the water and under the waves -- and began to fly backwards. Ludescher, who used a satellite phone to provide the play-by-play for Schofield, Kohut, their students, various staff, journalists and more of Seidel's crew back in the COOL room, stopped his commentary. "Is Scott's head exploding yet?" Schofield asked Ludescher.
As it turned out, a typo in an instruction to the glider told it to fly backwards. The instruction was revised, and the glider flew as it should. There was applause in the COOL room, and on the Arabella, Ludescher called out, "Group hug! Let's have a group hug!" About 90 minutes later, control was passed from the technicians on the boat to the COOL room. Late on Friday, May 1, the Scarlet Knight passed over the edge of the continental shelf, having dodged fishing nets and large ships, and her pilots faced the new challenge of finding their way into the Gulf Stream.

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sábado, agosto 08, 2009

Laboratório da Terceira em estudo internacional

O Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Angra (SEEBMO) está na linha da frente da investigação das spondiloartropatias, entre as doenças auto-imunes mais frequentes no globo. No final de Julho, o SEEBMO esteve presente no estado norte-americano do Texas para uma reunião de vários grupos mundiais que se debruçam sobre a doença, onde ficou já traçada a participação do laboratório terceirense num novo trabalho. De acordo com o responsável pelo SEEBMO, Jácome Armas, em causa está estudar genes descritos recentemente em vários países e grupos étnicos, sendo que, desta forma, os casos analisados pelo laboratório também farão parte deste estudo. Jácome Armas avança que a inclusão do laboratório neste estudo é um “reconhecimento”.O SEEBMO é membro do consórcio IGAS, tendo participado na reunião que decorreu no Texas através deste grupo.
Publicação científica
Entretanto, Jácome Armas e os investigadores do SEEBMO, Ana Rita Rendeiro e Bruno Filipe Bettencourt, fazem parte da lista de especialistas escreveram artigos para o livro “Molecular Mechanisms of Spondyloarthropathies”. O convite do editor colocou os investigadores do laboratório da Vinha Brava junto dos maiores especialistas mundiais sobre a temática.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, julho 22, 2009

Na teia das aranhas

Vivem em Portugal as espécies mais pequena e maior da Europa.


Regularmente circulam na Internet alertas sobre mordeduras de perigosas aranhas. Algumas dessas mensagens relatam casos alegadamente ocorridos em Portugal. No Terra Alerta de hoje, acompanhámos um dia de trabalho de um biólogo que se especializou em aracnídeos e ficámos a saber mais sobre estes animais.
Antes de entrar na gruta à procura de aranhas, o biólogo Pedro Cardoso veste o fato de espeleologia. A indumentária é aconselhável por ser mais confortável e evitar sujar outra roupa. Já o uso do capacete é obrigatório para o proteger da queda de pedras e também de possíveis cabeçadas em zonas mais baixas das grutas. Acompanhado por quatro elementos do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA), Pedro Cardoso, actualmente a desenvolver investigação na Universidade dos Açores, volta à gruta do Fumo na zona da Arrábida onde, em 2005, encontrou por acaso uma nova espécie de aranha cavernícola para a Ciência. À primeira vista, poderia ser um juvenil, devido ao meio milímetro de tamanho, mas era um adulto do género Anapistula. "É a mais pequena aranha da Europa e uma das mais pequenas do mundo", garante o investigador.Este minúsculo ser, que actualmente só vive em grutas, poderá ter tido um passado à superfície, há muitos milhares de anos. A hipótese que o biólogo coloca é que "andaria pela superfície quando havia florestas tropicais nesta zona, entretanto o clima mudou e a espécie refugiou-se nas grutas e por cá ficou". Por enquanto, nas 3 grutas do sistema do Frade (Fumo, Utopia e Coelho) onde foi detectada a nova espécie só se encontraram aranhas fêmea. "Pode ser uma espécie que se reproduz sem macho”, explica. Três anos depois da descoberta, e de muito trabalho de campo e de laboratório, o biólogo português esteve na Dinamarca, onde fez um pós-doutoramento no Museu de História Natural e Centro de Macroecologia da Universidade de Copenhaga, para escrever o artigo científico em que descreve a espécie. Pedro Cardoso sublinha o facto das pequenas aranhas, recentemente descobertas, já estarem ameaçadas de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza. A área de distribuição é extremamente reduzida e está em regressão devido ao trabalho das pedreiras que existem na Arrábida. Em Portugal, a legislação não protege aracnídeos, com uma excepção: a maior aranha da Europa, conhecida do sul de Espanha e que afinal também vive no nosso país. "No ano passado, encontrámos nas serras algarvias a Macrothele calpeiana, a única espécie que está listada na Directiva Habitats”, conta Pedro. O tamanho mete respeito, mas o biólogo garante que não é perigosa. "O mais perigoso que temos é a Loxosceles e a Viúva-negra mediterrânica que também não causa grandes problemas, para além da dor e desconforto temporário". A informação contradiz mensagens que circulam na Internet sobre mordeduras graves. Uma delas relata os efeitos duma ferradela de uma suposta Armadeira, em Monte Gordo. Contudo, a fotografia que acompanha o e-mail não é de uma Armadeira brasileira mas de uma Loxosceles, comum no Alentejo. Em todo o mundo, calcula-se que existam cerca de 36 mil espécies de aranhas. Na Austrália e no Brasil, por exemplo, há espécies capazes de matar um ser humano, mas em Portugal não. Pedro Cardoso salienta o papel positivo das aranhas no controlo de pragas de insectos e até aconselha quem não queira ter mosquitos em casa a não limpar teias de aranha.

(in SIC Online)

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sexta-feira, julho 10, 2009

Carlos César says the Azores are increasingly sought after for scientific studies

The President of the Government attended this morning one of the four daily launchings of a balloon equipped with a transmitter that collects data about atmospheric radiation, clouds, aerosols and rainfall.
The information is continuously provided until the balloon disintegrates, which occurs at an altitude about of 25 km, being subsequently provided to the international scientific community over the Internet.
This is the ARM (Atmospheric Radiation Measurement) project, from the United States Department of Energy, which the Regional Government has joined “with a great satisfaction,” as Carlos César stressed. In addition, the President mentioned that the Government is in charge of the choice of the appropriate partners for the project, such as the University of the Azores and the Institute of Meteorology.
Stressing that the privilege relation of the Azores with the United States, through a cooperation agreement between Portugal and that country, enables the Region to become a logistic platform to implement actions that take place under that agreement, Carlos César considered that this project will bring more prominence, not only to Graciosa, as one of the five places in the world chosen for these studies, but also the entire Archipelago.
Furthermore, there is even the possibility that the mobile structure of the ARM project, installed in two containers in the Graciosa airport near the air terminal, may become permanent.
The President of the Government assured that “if this is the case, the Government of the Azores will naturally support it,” adding that the Station of the ARM project is not the result of an isolated attractiveness, but rather it is integrated in the new centralities created in the Azores.
Thus, Carlos César gave examples of the ESA and Edisoft station on Santa Maria, the Pico-Nare project, which is also related to the environmental issues, and the new geodesia and radio astronomy stations on Flores and Santa Maria. All these stations have brought the Region closer to the new research centres, providing it the accreditation to implement this type of infrastructures.
For the President of the Government, “these projects do not appear by change,” adding that they are “the result of a continuous work developed by the Azorean Government in order to manage this attractiveness.”
(in GACS)

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sábado, junho 13, 2009

Bolsa de Integração na Investigação

Bolsa de Integração na Investigação
Referência: CITA-A/FCT - 2009/RA
Área científica genérica: Animal Science and Veterinarian Sciences
Resumo do anúncio:
1. O presente concurso destina-se à apresentação de candidaturas para a atribuição de 1 bolsa de Integração à Investigação, financiada pale FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia. 2. A bolsa a atribuir destina-se a integrar um Bolseiro no projecto de I&D subordinado ao tema “Avaliação da viabilidade de embriões bovinos após criopreservação através de técnicas convencionais e de vitrificação”
Texto do anúncio

Objectivos do trabalho:
Avaliar qual o melhor método de criopreservação de embriões bovinos (convencional ou vitrificação)
Comparar a viabilidade dos embriões vitrificados com OPS ou HS
Determinar qual a taxa de gestação após transferência de embriões criopreservados

Local do trabalho:
Os trabalhos serão desenvolvidos no Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), sediado na ilha Terceira, Açores, Portugal (madruga@uac.pt). e coordenados pelo Prof. Doutor Joaquim Fernando Moreira da Silva (jsilva@uac.pt).

Período do Concurso:
O período para apresentação de candidaturas decorre entre 12 de Junho e 21 de Junho de 2009, não sendo aceites para avaliação as candidaturas recebidas para além do dia 21 de Junho de 2009.

Destinatários e perfil dos candidatos:
Podem candidatar-se alunos do primeiro ciclo de Ciências Agrárias ou afins.

Candidatura e Requisitos:
A apresentação de candidaturas deverá ser efectuada através da submissão por correio electrónico para o seguinte endereço: jsilva@uac.pt
No formulário de candidatura o interessado terá de anexar uma cópia do certificado comprovativo das suas habilitações literárias.
Os processos de candidatura que não se encontrem completos à data do fecho do concurso serão automaticamente excluídos.

Avaliação das candidaturas:
Os critérios de avaliação terão em conta as habilitações literárias e outras apetências de relevância para o desempenho da actividade em causa.

Qualquer informação adicional poderá ser solicitada através do email: jsilva@uac.pt

Número de vagas: 1
Tipo de contrato: Outro
País: Portugal
Localidade: Terceira, Açores
Instituição de acolhimento: Universidade dos Açores
Data limite de candidatura: 21 June 2009

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sexta-feira, junho 12, 2009

Açores: Expedição científica estuda ilha de Santa Maria em Julho

Saber mais sobre a vida e o Ambiente da ilha de Santa Maria, nos Açores, é o principal objectivo de uma expedição científica de 76 pessoas, marcada de 12 a 19 de Julho, revelou o Departamento de Biologia da Universidade dos Açores.
Os cientistas pretendem actualizar o catálogo das plantas vasculares, recolher sementes e imagens para o Herbário virtual dos Açores, actualizar as listas de vertebrados terrestres, das pragas agrícolas (como a lagarta-das-pastagens e mosca-da-fruta) e da biodiversidade marinha e de água-doce. Mas não só. Faz parte do pacote de iniciativas da expedição a caracterização dos trilhos pedestres da ilha e a promoção da sua diversidade geológica. A expedição ficará sedeada no Parque de Campismo da Praia Formosa e contará com 76 pessoas, repartidas por 13 equipas: 19 docentes/ investigadores, dois bolseiros de pós-doutoramento, quatro bolseiros de doutoramento, três bolseiros de investigação, dois bolseiros do programa Eurodisseia, oito técnicos superiores, dez alunos de licenciatura, 13 alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do secundário, sete técnicos, um Assistente Administrativa, dois motoristas e um fotógrafo. Os primeiros resultados deverão ser conhecidos durante o primeiro trimestre de 2010, segundo João Tavares, investigador coordenador.Estas expedições, consideradas de interesse público, são um dos projectos mais antigos da Universidade dos Açores, ocorrendo em períodos de pausa lectiva como forma de levar a actividade de investigação universitária a todas as ilhas do arquipélago.
(in Público)

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quarta-feira, junho 03, 2009

Portugal é país de Ciência e Tecnologia modernas

Portugal é o país convidado de honra da quinta edição do «Salão Europeu de I&D» (Salon Européen de la Recherche & de l’Innovation – SERI), que decorrerá a partir de amanhã (e até sábado) na Porte de Versaille, em Paris, às 10h, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago. O certame, patente ao longo de três dias, no pavilhão cinco, abre com um importante debate subordinado ao tema «Investigação e Desenvolvimento perante o desafio da recuperação económica», que reúne responsáveis políticos, investigadores e empresários. Na qualidade de país convidado de honra, Portugal apresenta-se neste evento com duas conferências e um stand institucional de cariz inovador, que disponibiliza informação sobre a evolução da I&D. Em exibição permanente vão estar dois vídeos, um divulgando dados estatísticos relativos à evolução da Ciência e Tecnologia nacional, e um outro em que se apresentam alguns casos de inovação empresarial, em diversos sectores.
No programa de conferências destaca-se a participação dos investigadores portugueses Maria do Carmo Fonseca, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) e Alexandre Quintanilha, ex-presidente do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), que falarão em Paris sobre a I&D nacional na área das Ciências da Vida e da Saúde. A sessão, intitulada «Research on Life and Health Sciences in Portugal: Highlights», será pelas 12h30. Uma segunda palestra, sobre o futuro das Tecnologias e das Ciências do Mar, será proferida pelos cientistas portugueses António Pascoal, do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) e Pedro Afonso, da Universidade dos Açores – «Marine Science and Technology: A Vision of the Future» decorre na sexta-feira, pelas 14h.

Portugal foi o país da Europa em que a despesa em I&D mais cresceu recentemente, passando esta a representar globalmente, e pela primeira vez, mais de 1,2 por cento do PIB nacional, igualando ou superando os níveis já atingidos por Espanha, Irlanda ou Itália. O aumento da despesa em I&D reflecte também a prioridade política ao desenvolvimento científico e tecnológico, tendo sido acompanhado por um rápido reforço do número de investigadores na população activa, hoje próximo da média europeia, tendo passado de 3,8 por cento, em 2005, para cinco por cento, em 2007, ou seja um investigador por cada 200 trabalhadores.
O número de investigadores em Portugal duplicou em dez anos, e conta 44 por cento de mulheres e é hoje um dos raros países desenvolvidos em que o número de pessoas de ambos os sexos a trabalhar em investigação científica é quase equivalente. A prioridade dada ao rápido desenvolvimento científico e tecnológico do País tem sido ainda acompanhada por uma forte mobilização da comunidade científica, com resultados visíveis a nível internacional. Também nos últimos anos se regista um forte aumento dos doutoramentos realizados e reconhecidos por Universidades portuguesas, cerca de 1500 novos doutoramentos por ano, dos quais cerca de metade nas áreas de ciência e tecnologia. O desenvolvimento científico e tecnológico de Portugal foi ainda acompanhado por uma profunda reforma do ensino superior. Foi ainda acompanhada por um processo de crescente internacionalização das instituições académicas, particularmente estimulado através de alianças estratégicas do País com instituições de grande relevância internacional (MIT, Harvard, CMU, Austin, nos EUA, Fraunhofer na Alemanha, entre outras).

(in Ciência Hoje)

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segunda-feira, junho 01, 2009

Visita de Paulo Mendes do Bloco de Esquerda ao LAMTec

sexta-feira, maio 29, 2009

A caminho da Europa!

O CDS-PP escolheu a ilha das Flores, a parte mais ocidental da Europa, para iniciar a sua caminhada até Bruxelas. Em conferência de imprensa na Ponta da Fajã Grande, Emiliana Silva referiu “a Europa começa aqui na Fajã Grande das Flores, nos Açores e não no Cabo da Roca. Queremos com esta visita simbolizar que a ilha das Flores está no mapa Europeu”.
Emiliana Silva frisou que “queremos ainda, que as Flores e os Açores tenham quem os represente efectivamente no Parlamento Europeu”.
Na longa viagem ao coração da Europa a candidata do CDS-PP conta com a ajuda de todos os açorianos, “pois os açorianos sabem que podem contar comigo”.
A candidata do CDS-PP elegeu como temas principais da sua campanha a coesão territorial, os transportes, a diversidade agrícola e ambiental, e ainda as comunicações “que são tão necessárias a esta ilha e aos Açores”.
A professora universitária sendo eleita pretende “defender veementemente os açorianos e os produtos tradicionais açorianos (leite, queijo, carne, pescado, chá, ananás, mel, maracujá, vinhos, entre tantos outros)”.
Fazendo um balanço dos dias da pré-campanha eleitoral, Emiliana Silva referiu a visita ao Pólo da Terra-chã da Universidade dos Açores, “porque o CDS-PP atribui alta importância ao ensino e investigação de excelência da Universidade e que é reconhecida não só a nível Europeu mas mundial”, exemplificando que “há excelência nas áreas de nutrição, reprodução animal, ambiente - alterações climáticas, biotecnologia, biodiversidade entre outras”. Visitou ainda a Escola Profissional da Praia da Vitória, “um exemplo regional, nacional e europeu a ser seguido, porque o CDS-PP valoriza o ensino aplicado à sociedade como fundamental para o seu desenvolvimento. Constatámos que esta escola tira partido dos projectos europeus, que permitem a troca de experiências e mobilidade dos alunos”.
Emiliana Silva compromete-se a “defender na Europa, a criação de uma rede de ensino e investigação de Universidades de Periferia da União Europeia, suportados com fundos europeus”.
Ainda na pré-campanha a candidata do CDS-PP visitou uma fábrica de chá, “mostra que o CDS PP apoia também as pequenas empresas e valoriza o que é nosso, defendendo o que é genuíno e único no mundo. Defenderemos a mais valia dos produtos açorianos, promovendo a valorização pela sua identidade. A valorização dos produtos açorianos começa em casa, e as Instituições Regionais e Nacionais têm por obrigação a promoção deste produtos”. Emiliana Silva lançou o desafio “Porque não servir chá Gorreana ou Porto Formoso, a bordo da SATA?”. Para a professora “a identidade dos produtos regionais, leva-nos à defesa da intergovernamentalidade dos países da Europa, contra o modelo federal, pois ao fazê-lo estamos a defender a Autonomia dos Açores, pela qual temos lutado tanto”, concluindo “queremos ser europeus, sem deixar de ser açorianos!”.

Declarações dia 26 de Maio de 2009.

O primeiro dia de campanha foi dedicado às energias renováveis. Em declarações à imprensa Emiliana Silva referiu “um dos pontos da agenda europeia, e nossa preocupação, são as alterações climáticas, dado que as regiões insulares são mais sensíveis a estas. Sabemos que as alterações climáticas são provocadas pelas emissões de dióxido de carbono e de metano, entre outras, e que contribuem para o aquecimento do Planeta”.
Para a candidata do CDS-PP “temos de mitigar os efeitos existentes na Europa e só podemos contribuir para uma Europa menos poluente, utilizando energias mais limpas, menos poluidoras. Temos que fazer os trabalhos de casa, temos de nos antecipar com medidas que defendam os Açores, como será o caso das emissões de metano, que nos Açores são originadas pelos bovinos”.
Para este efeito, Emiliana Silva defenderá, na Europa, o uso de energias renováveis (eólica, hídrica das marés, geotérmica, solar e também o uso de hidrogénio), “diminuindo não só as emissões de dióxido de carbono e consequente aquecimento do Planeta, mas também diminuindo a nossa dependência externa do petróleo”.
Emiliana Silva referiu que “sabemos, hoje, que é possível produzir electricidade apenas com energias renováveis. Há que explorar esta nova forma de produção energética e contribuir para um ambiente mais limpo, de modo a preservar a beleza, equilíbrio e biodiversidade natural da ilha das Flores e de todos os Açores”.
A candidata do CDS-PP concluiu dizendo “podemos e devemos utilizar a ilha das Flores (porque não o grupo Ocidental?), região ultra-periférica, como um exemplo para toda a Europa, ao optarmos e investirmos em energias renováveis (eólica e hídrica) e diminuirmos a nossa dependência energética do exterior, sobretudo do petróleo”.
(in RDP Açores)

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quinta-feira, maio 21, 2009

Investigação científica em Portugal vive situação "caricata"

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) às eleições europeias Miguel Portas disse, em Angra do Heroísmo, no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, que Portugal vive uma situação "caricata" com os investigadores científicos que "têm trabalho precário".


Miguel Portas, que participou num debate na Universidade dos Açores sobre o "Papel da Ciência na Europa e nos Açores", sublinhou que "como trabalhadores precários dificilmente conseguirão desenvolver as suas potencialidades".
No caso dos Açores sustentou que "existem verdadeiros nichos estratégicos para a investigação científica mas estão muito longe de ser plenamente utilizados".
O candidato do BE preconiza uma investigação séria nos domínios "da natureza, dos assuntos marítimos e vulcânicos" a desenvolver no arquipélago.
"Há um vasto domínio de investigação, trabalhos de observação e laboratorial que são importantes não só para os Açores mas também para a Europa e para o mundo", acrescentou.
Miguel Portas afirmou que para entrar nesse caminho "é necessária uma decisão estratégica que considere a investigação científica tão ou mais importante que a monocultura da vaca".
Segundo disse, "as ilhas estão vocacionadas para trabalhos de ponta e valorização da mão-de-obra, da massa cinzenta que aqui se pode formar ou para cá vir dadas as condições naturais de que o arquipélago goza".
Porém, Miguel Portas alertou que as decisões estratégicas não devem ser "abstractas", considerando que devem fazer "uso dos recursos possíveis como alavanca para o desenvolvimento".
Advoga uma "partilha" dos fundos europeus para a investigação, para o que espera "seja urgentemente, a partir de Julho próximo, revisto o orçamento comunitário não só para aumentar as verbas para a ciência como para diminuir os efeitos da crise".
Miguel Portas espera que "a Europa arranje recursos financeiros junto daqueles que até agora não pagaram" a crise.
"É preciso cobrar às bolsas de valor, taxar a compra e venda de títulos e a actividade dos casinos e combater com eficácia a evasão fiscal", propõe o candidato do BE.
Na ocasião Miguel Portas criticou o facto de "um apagão informático, novo aliado do Governo, fez desaparecer 15 mil desempregados".
Na sua opinião, "as estatísticas portuguesas em relação ao desemprego são uma mentira".
O presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Francisco Madelino, admitiu hoje ter havido um erro no cruzamento de dados com a Segurança Social no processamento dos desempregados, mas garantiu que a falha foi rectificada, seguindo "todas as regras".
(in JAS Lusa - Diário de Notícias)

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segunda-feira, maio 18, 2009

Aprovados financiamentos comunitários de cinco milhões para parceiros açorianos em projectos de cooperação com as regiões da Macaronésia

O órgão de gestão do Programa de Cooperação Transnacional (PCT) MAC 2007-2013, que substitui no actual Quadro Comunitário de Apoio o anterior Programa INTERREG III B, 2000-2006, aprovou quadro dezenas de projectos num investimento total de cerca de cinco milhões de euros, que corresponde a uma comparticipação, pelo fundo comunitário FEDER, de 4,1 milhões de euros.
Os projectos foram aprovados no âmbito do II Comité de Gestão PCT MAC, 2007-2013, que se reuniu no Funchal com a participação do director regional do Planeamento e Fundos Estruturais, Rui Amann.
Nos comités celebrados do âmbito do INTERREG III B - MAC, os Açores destacaram-se por terem sido a Região com maior taxa de execução neste programa, assim como, por apresentarem no âmbito do actual PCT MAC, "um número elevado de propostas, que superou todas expectativas dos restantes parceiros", sublinhou Rui Amann.
As candidaturas agora aprovadas englobam as áreas de investigação, desenvolvimento tecnológico, inovação e sociedade de informação, domínios do ambiente e da prevenção de riscos, entre outras.
Segundo o director regional do Planeamento e Fundos Estruturais, as propostas dos Açores neste programa de cooperação transnacional, envolvem diversos sectores da sociedade açoriana, nomeadamente, departamentos governamentais, autarquias locais, associações empresariais, a Universidade dos Açores, entre outros, o que, "demonstra a dinâmica da Região e o bom aproveitamento dos fundos comunitários disponíveis".
Além da análise da execução e aprovação de projectos, o II Comité de Gestão do PCT MAC, 2007-2013, decidiu iniciar o processo de lançamento para a apresentação de projectos de cooperação com o Senegal, Mauritânia e Cabo-Verde.
Uma nova área de intervenção querepresenta "novas oportunidades de colaboração com Cabo-Verde que terá nos Açores um parceiro privilegiado", referiu Rui Amann.
(In GaCS)

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domingo, maio 17, 2009

Turismo vai sofrer quebra e desemprego vai subir

É de esperar, a curto prazo, uma quebra nos números do turismo nos Açores, bem como uma “ligeira subida” na taxa de desemprego, avisou, ontem o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, que defendeu ser necessária uma visão “realista” da conjuntura que se vive actualmente. Segundo Vasco Cordeiro, a crise que se vive nos mercados emissores de turistas vai, inevitavelmente, fazer-se sentir no arquipélago. Questionado sobre se já tinha em sua posse dados estatísticos que apontassem no sentido de uma quebra no sector do turismo e do aumento do desemprego, o responsável pela pasta da Economia na Região afirmou que não, mas que a “leitura que o Governo Regional tem vindo a fazer de vários indicadores” aponta nesse sentido.Vasco Cordeiro falava durante uma visita às obras de requalificação e ampliação da Avenida Marginal e do Parque Ambiental do Paúl, na Praia da Vitória. Em declarações prestadas aos jornalistas, o secretário regional classificou a obra que ainda decorre na Praia da Vitória como um exemplo da estratégia que o Governo Regional pretende para o sector turístico. Na opinião do governante, trata-se de uma obra que aumenta o potencial turístico da Praia da Vitória, virando toda a cidade para o mar.
Pronto em 2011

Já o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, avançou que toda a obra, que mudará a face da cidade, deverá estar concluída no final de Julho, sendo inaugurada no dia 11 de Agosto. Já os espaços de restauração e bares junto às praias começarão a abrir logo após as festas Sanjoaninas. De acordo com Roberto Monteiro as obras da Avenida Marginal permitem também reabilitar duas praias praticamente perdidas depois do sismo de 1980, a dos Sargentos e a dos Oficiais, sendo que será colocada areia nos locais.
Crescer no litoral

Segundo Roberto Monteiro, para além do parque ambiental do Paúl, que tornará a cidade “única”, as obras que decorrem actualmente permitem à cidade “crescer para o litoral e fazer a ligação com a via Vitorino Nemésio”. O presidente do município avançou que foram criados dois bares ao longo da marginal para conferir esse “sentido de continuidade” à zona, dinamizando o local e atraindo pessoas.Na opinião de Roberto Monteiro a obra dará também um novo fôlego à cidade em termos turísticos.A cerimónia oficial de inauguração da Avenida Marginal deverá contar com um “espectáculo preparado para ocorrer no lado do mar, permitindo que o público faça da avenida marginal a sua bancada de assistência”, disse já a DI o presidente da autarquia. Recorde-se que em causa está uma obra orçada em perto de 13 milhões de euros. Dois milhões foram atribuídos pelo Instituto Português de Turismo de Portugal e a restante verba é suportada pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal da Praia. A marginal promete espaços de lazer e de animação nocturna.
Afirma o presidente da câmara municipal
Parque ambiental do Paúl torna cidade da Praia “única”
“A cidade da Praia da Vitória é a única com um parque ambiental desta natureza incorporado no tecido citadino. O projecto do Paúl torna a Praia única”. As palavras são do presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, que falava, ontem, depois da visita que realizou, com a presença do secretário regional da Economia, às obras de requalificação e ampliação da avenida marginal e do parque ambiental do Paúl. Para além de servir para a observação de aves migratórias o parque ambiental vai contar com um Centro Interpretativo, pretendendo também ser um espaço de lazer integrado na cidade, com um circuito de passeio. A respeito das obras no Paul, Maduro Dias, que fez parte da comissão técnica do projecto, frisou ontem a DI que o mais importante, depois de a obra estar concluída, é a “manutenção e monitorização”.“A obra está bonita e parece-me que bem enquadrada no espaço. O futuro é risonho. Mas esta não é uma obra qualquer. Não é como uma casa que se entrega com chave na mão e sem mais preocupações. Estamos a falar de um parque ambiental, que terá de ser alvo de manutenção e de monitorização continuadas”, afirmou.“Há uma relação com o território que tem de ser cuidada”, reforçou. Na opinião de Maduro Dias, tem de haver um grupo ou organismo que realize esa manutenção e monitorização.
Monitorização

Já Roberto Monteiro avançou ontem que a Câmara Municipal da Praia da Vitória pretende criar no seu quadro uma equipe técnica para assegurar a manutenção do espaço.A comissão técnica que acompanhou o início e o desenrolar do projecto do parque ambiental também é para manter. “Esta é uma comissão que tem dado um grande contributo para este processo e que é para continuar mesmo depois de a obra em si estar terminada”, assegurou.A respeito da visita do secretário regional da Economia ao local, Francisco Maduro Dias adiantou que gostava também que o local fosse visitado pelo secretário regional do Ambiente e do Mar. “Esta não é apenas uma obra ou um investimento por si só, mas algo enquadrado num espaço onde a questão ambiental está em primeiro plano”, concluiu. “O Paúl da Praia da Vitória é uma zona húmida que se localiza muito próximo do centro urbano da cidade, característica que o torna muito raro na região da Macaronésia”, pode-se ler no site da própria câmara municipal. “Neste projecto pretende-se, numa perspectiva moderna de ordenamento do território e das cidades potenciar a existência de um espaço natural, não artificial no sentido que não se pretende criar algo de novo mas antes restaurar um ecossistema já existente, dentro da cidade”, indica o município, no mesmo texto na página de Internet.
(In Diário Insular)

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