quarta-feira, setembro 02, 2009

Açores têm cada vez mais equipamentos de investigação

O presidente do Governo Regional dos Açores, no último dia da visita estatutária à ilha Graciosa, revelou satisfação pelo facto de o arquipélago ser cada vez mais procurado para a instalação de equipamentos de investigação científica. Carlos César assistiu a um dos quatro lançamentos diários de um balão equipado com um emissor para transmissão de dados sobre radiação atmosférica, nuvens, aerossóis e precipitação.
Estes equipamentos estão instalados provisoriamente no Aeródromo da Graciosa, no âmbito do projecto ARM («Atmospheric Radiation Measurement»), que resulta de uma parceria entre o executivo açoriano e o Departamento de Energia dos Estados Unidos da América. Os balões lançados diariamente naquela estrutura recolhem as informações, que são depois disponibilizadas à comunidade científica internacional, via Internet.

Além do Governo dos Açores, associaram-se também a este projecto, a Universidade dos Açores e o Instituto Nacional de Meteorologia. Na ocasião, Carlos César realçou que este projecto trará maior notoriedade, não só à Graciosa (um dos cinco locais do mundo escolhidos para estes estudos), como para todo o arquipélago. No seu entender, a estação do projecto ARM não resulta do acaso, mas antes de um conjunto de “novas centralidades criadas nos Açores”, ligadas à investigação científica. “Estes projectos não surgem, naturalmente, por acaso”, lembrou o presidente do Governo, acrescentando que são, isso sim, “consequência de um trabalho continuado do Governo Regional”. O chefe do executivo açoriano realçou que as estações da ESA e da Edisoft, em Santa Maria, o projecto Pico-Nare, também ligado às questões climáticas, e as novas estações de geodesia e radioastronomia das Flores e de Santa Maria “aproximam a região de novos pólos de investigação científica”.

(in Ciência Hoje)

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sábado, junho 20, 2009

Intervenção do presidente do Governo no lançamento da 1ª pedra das obras de remodelação e ampliação da Creche e Jardim-de-Infância "Girassol"

“Uma breve intervenção começando por vos dizer que presido, com muita satisfação, a este acto simbólico em que se assinala o início da obra de remodelação e ampliação da creche e jardim-de-infância “Girassol”. Trata-se de um compromisso que assumi em devido tempo e que entra hoje numa nova fase de cumprimento, depois da elaboração do respectivo projecto de arquitectura que acaba de ser apresentado. Num investimento de cerca de 780 mil euros, estas obras permitirão uma completa remodelação do actual edifício, que se encontra desactivado devido às suas más condições de conservação, redefinindo, simultâneamente, as suas áreas funcionais e adaptando a estrutura às exigências do trabalho a desenvolver na comunidade. Ficarão aqui instalados uma creche para 58 crianças, com idades até aos 3 anos, e uma sala de jardim-de-infância com capacidade para 25 crianças entre os 3 e os 5anos. Com este empreendimento, conseguimos, também, alcançar a cobertura da rede de equipamentos na área da infância que prevíamos para a ilha Terceira. A rede de equipamentos e serviços sociais na área das creches e pré-escolar, nas suas componentes educativas e de apoio à família, funciona como um factor de igualdade de acesso e como garantia de uma educação de qualidade para todos. É, por essas razões, que o Governo tem empreendido a criação de muitos equipamentos que ficam à guarda e gestão de instituições creditadas que se dedicam à prestação de serviços sociais e à solidariedade social.Por vezes não apreendemos bem a dimensão dos progressos que conseguimos realizar nestes últimos anos. Todavia, não foram poucos os avanços adquiridos: na área da infância e juventude estão criadas 56 creches a nível regional, apoiando perto de duas mil crianças, ou seja, sensivelmente o dobro do que acontecia há uma década; o mesmo aconteceu com as estruturas de ATL, que agora são cento e vinte, abrangendo cinco mil crianças. Na generalidade das valências da área da infância e juventude a Região dispõe, actualmente, de trezentos e onze equipamentos – o triplo de há dez anos. Estamos, pois, muito melhor nesta como, aliás, em muitas outras áreas.Aproveito esta ocasião para realçar o dinamismo e a capacidade de mobilização e proximidade evidenciada pela Casa do Povo da Terra Chã. Esta freguesia é um espaço do perímetro urbano da cidade de Angra do Heroísmo, que tem retratado ao longo dos tempos os ciclos de vivências e mudanças sociais que se fazem sentir nos Açores. Foi, e ainda é, um marco de referência no ciclo da produção hortícola, agrícola e na fruticultura. O Pólo da Terra Chã da Universidade dos Açores trouxe cientistas, intelectuais, muita juventude e uma dinâmica cultural de relevo para a comunidade. Aqui se implementaram os cursos ligados à terra, as ciências agrárias, mas também as ciências humanas ligadas aos cursos de educação de infância e ensino básico. A freguesia mudou, assim, o seu tecido social e também a sua imagem quando acolheu, na sequência do terramoto de 1980, os desalojados vítimas daquela calamidade e também os trabalhadores que garantiram a reconstrução da cidade património mundial. Tornou-se, por excelência, uma área multicultural onde ainda hoje convivem e coabitam homens e mulheres de etnias diferentes, com tradições e modos de vida diferenciados.Justificam-se, por isso, outros investimentos na freguesia, entre os quais saliento a construção, muito em breve, de 46 novas habitações na zona ampliada do Bairro da Terra Chã, cujo concurso público de empreitada está a decorrer, com um preço base de dois milhões e oitocentos e cinquenta mil euros, visando o realojamento de agregados familiares locais carenciados. É com o propósito de continuarmos a promover e a garantir o desenvolvimento social das crianças e das famílias desta freguesia, do Concelho de Angra, e dos Açores em geral, que aqui estamos a trabalhar e a investir. Isto é que é fazer política.Os novos desafios que se colocam às famílias – que decorrem, entre outros factores, da dificuldade de conciliar a vida profissional dos pais com a prestação de cuidados aos filhos e, também, das exigências de uma parentalidade mais responsável e comprometida – obrigam os serviços públicos a uma resposta cada vez mais eficaz, elevando a qualidade da intervenção técnica e a especialidade da aplicação de métodos e de estratégias de gestão e de práticas pedagógicas inovadoras, que queremos com consequências positivas no crescimento das nossas crianças e no desenvolvimento das suas competências e aptidões. Vamos, pois, continuar este esforço que temos vindo a fazer com sucesso. Dirijo uma palavra final a todos os que prestam serviço em valências como as que estão em causa neste equipamento: a sua competência, o seu profissionalismo e a sua sensibilidade são determinantes na preparação de gerações e o seu empenhamento substitui todas as insuficiências que uma Região como a nossa ainda tem na prestação deste tipo de serviços e de cuidados às nossas crianças. Confiamos muito na sua proficiência, tal como na disponibilidade dos que emprestam a sua colaboração a esta Casa do Povo e que também são parte imprescindível desta iniciativa do Governo. A todos, muito obrigado.”
(in Canal de Notícias dos Açores)

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Carlos César considera de grande alcance estratégico para os Açores o projecto de autonomização energética

O Governo Regional regista, com muita satisfação, a realização, nos Açores, da reunião do comité operacional do Programa Massachusetts Institute of Tecnology-Portugal, já que se trata de uma iniciativa de grande importância e alcance estratégico para a Região.
Quem o disse foi o presidente do Governo, após uma audiência que concedeu a Paulo Ferrão e Stephen Connors, directores do Programa MIT- Portugal, para uma reflexão sobre os contornos do projecto, o qual visa, numa das suas componentes – intitulada “Green Island” – implementar o recurso a energias sustentáveis nos Açores.
Como precisou Carlos César, o objectivo último é o de alcançar a total autonomia energética da ilha de S. Miguel, através do recurso a energias renováveis e a recursos endógenos da ilha, bem como o de aumentar, na ilha das Flores, a utilização dessas fontes energéticas. Recordando que foram já dados passos significativos na garantia de financiamentos e na preparação de parcerias que confiram sustentabilidade à iniciativa, o presidente do Governo disse que “a nossa ambição é a de, no quadro deste projecto, termos um recurso pleno a essas fontes renováveis no sistema eléctrico da Região”.
Disse Carlos César que, representando o sistema eléctrico mais de 40 por cento das energias primárias consumidas nos Açores – a que se juntam cerca de 34 por cento utilizados no sistema rodoviário – “nós concentramos muito as nossas preocupações no âmbito da contribuição das energias renováveis no sector da energia eléctrica e temos assente que por essa via podemos ter uma contribuição maior”.
Por isso, acrescentou que o Governo acarinha, de forma especial, este projecto do MIT-Portugal, quer desenvolvendo esforços no sentido de ajudar as entidades envolvidas, quer ancorando a iniciativa, quer ainda, entre outras formas de cooperação, estimulando e atraindo investidores privados e núcleos científicos.
“Nós temos instituições na nossa região que estão directamente ligadas a projectos desta natureza, como a Empresa de Electricidade dos Açores e, obviamente, a Universidade dos Açores” (…) pelo que “em ambos os casos, podemos também ajudar aquela empresa e a instituição universitária a inserirem-se – como é indispensável – na realização plena deste projecto”, realçou o presidente do Governo.
(In GaCS/CT )

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sábado, dezembro 27, 2008

Regional Government invests 9,5 millions in new installations of the University of the Azores in Angra do Heroísmo and in Horta

Carlos César presided, this morning, at the ceremony of signature and homologation of contracts for the financing, through the PROCOVERGÊNCIA operational program of the Azores, the construction of new installations of the University of the Azores. The Oceanography and Fishing Department, in Horta, and the Angra do Heroísmo campus will be the beneficial areas - the first one with new and appropriate installations and the second with the construction of an inter-departmental building -, representing the works an investment of 11,1 million euros, of which 9,5 millions will be supported at lost capital. For the president of the Government, the homologation of the contracts is inserted in the need of accompanying the emergence of new technologies and represents a very positive sign and advancement for the improvement of the conditions that are available for the University to better carry out its purposes and its objectives. “Like days ago I had the opportunity for saying, in the presentation of the program of the X Government, other sectors surfaced where we look for new centralities or where, simply, we want to be included, as are those of the new technologies of communication, of the exploration of the space, of the investigation and use of sea resources, of the climatic observation, of the environmental diagnosis or of the protection of the biodiversity. In all these cases we find challenges that implicate careful attentions and interventions in the external plan to matter, in order that we signal ourselves and in order that we obtain positive returns, not only at the level of the European Union, where we are getting specialized support, as in other extents and places”, affirmed Carlos César. It is in this way, he continued, that the Government is going to intensify the investment in the society of information and knowledge, through the reinforcement in unities of investigation and development that must promote the search with application in the Region, in the technological incorporation in the business powers, in the management of the natural resources, in the increase of the energetic autonomy, in the agriculture and in the economy connected with the sea. “While celebrating these contracts, the Government reaffirms its constant intention of cooperating, till the limit of its competences and capacities, with the University, reckoning, also, with a active and creative posture so we can find new ways, new opportunities and other advantages of this fruitful understanding”, it added Carlos César. Remembering that a few weeks ago there was presented the Azores Technological Park project - where it is hoped that the youngsters who are ending their academic training can find conditions to opt for the Azores to work and, with that, to contribute to a developed, modern and attractive region - the president of the Government concluded saying that, “with this public ceremony, the Regional Government shows its sense of collaboration with the Government of the Republic, which protects the superior teaching, and also decided commitment in the valorisation of the University.”

(In GaCS/CT )

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segunda-feira, setembro 15, 2008

Tolerância de ponto no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Como vem sendo habitual, o presidente do Governo Regional decidiu conceder tolerância de ponto aos funcionários e agentes da Administração Regional da ilha Terceira a 15 de Setembro, dia em que se celebra a festa da Segunda-feira da Serreta. No despacho de dispensa dos funcionários terceirenses, Carlos César alega a importância do evento para a população local que se traduz numa "grande adesão e participação nos festejos" em causa. Considera, também, ser já uma tradição a concessão de tolerância de ponto nessa data.
São também estas as razões que levaram o Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, a conceder tolerância de ponto no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
(In Azoriana)

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domingo, junho 08, 2008

Intervenção do presidente do Governo na cerimónia de conclusão das obras de requalificação do Porto da Praia

Texto integral da intervenção do presidente do Governo, Carlos César, na cerimónia que assinalou, hoje, a conclusão das obras de requalificação do Porto da Praia da Vitória:

Aqui estamos, mais uma vez, a assinalar a concretização de um benefício para a ilha Terceira e para os Açores – uma obra de grande envergadura, que vem proporcionar um novo desempenho desta infra-estrutura portuária e novas perspectivas para a economia dela dependente.A requalificação do Porto da Praia da Vitória, cuja construção data de 1987, surgiu na sequência dos efeitos terríveis do temporal que se fez sentir nesta baía, durante cerca de sete dias, no Natal de 2001, com ondas significativas de sete metros e meio, que fustigaram continuamente o porto, devastando e fragilizando a sua estrutura em praticamente 60% da sua extensão. Embora este temporal tivesse uma intensidade menor do que a do temporal que ocorreu em 25 de Dezembro de 1996, que destruiu vários portos dos Açores, designadamente o de Ponta Delgada – obrigando a investimentos de reconstrução que mobilizaram recursos financeiros excepcionais – a sua duração foi muito maior, o que acabou por provocar danos acrescidos. Tivemos, pois, que avaliar aprofundadamente a situação, tomando todavia a opção de aproveitar a oportunidade e estudar, também, aspectos que envolvessem o reordenamento, o melhor aproveitamento do espaço e a potenciação da economia portuária.De imediato, o Governo Regional autorizou a então Junta Autónoma do Porto a proceder ao levantamento topo-hidrográfico e ao reconhecimento submarino dos estragos causados pelo temporal e, de seguida, autorizou a realização da empreitada de execução dos trabalhos de emergência para conter o agravamento dos danos no muro-cortina que protege o terrapleno do sector comercial do Porto.

Nesses vários trabalhos de emergência executados, que permitiram salvaguardar a operacionalidade deste porto e suster o avanço do mar, foram despendidos cerca de 3,3 milhões de euros. Foi então desenvolvido um estudo profundo – através de uma empresa da especialidade e em colaboração com o Instituto de Meteorologia Britânico, com o Instituto Nacional de Meteorologia e com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil – sobre a acção do temporal no Porto, cujo objectivo foi o de identificar os possíveis pontos críticos da sua construção e os processos físicos que originaram o colapso de uma boa parte da sua estrutura. Com esse estudo foi possível estabelecer um conjunto de recomendações a ser seguido na elaboração dos projectos necessários à recuperação definitiva do molhe e do cais comercial.Procedeu-se, assim, dessa forma previamente cuidada, à elaboração do projecto de reparação definitiva do molhe, com o objectivo de o tornar mais resistente e também com o intuito de melhorar o seu funcionamento, criando, designadamente, melhores condições para o embarque e desembarque de passageiros. Este projecto foi ainda testado, em modelo reduzido, com vista a verificar a estabilidade da infra-estrutura no que diz respeito à sua resistência a futuras intempéries.A 7 de Janeiro de 2004, após concurso público internacional, foi finalmente adjudicada a empreitada de requalificação do Porto da Praia da Vitória. Para além da reparação do cais comercial e do seu molhe de cortina foi construído um novo cais “ferry” para passageiros, com cerca de 200 metros de comprimento, um terrapleno com cerca de um hectare de área, para estacionamento de viaturas, e uma gare de passageiros. O custo global desta empreitada – incluindo o projecto, a fiscalização e a revisão de preços – atingiu os 35 milhões de euros, o que, somado ao custo das intervenções de emergência, aproxima dos 40 milhões o total do investimento. Recordo que este esforço é coincidente com duas outras grandes obras estruturantes para a ilha Terceira: a da aerogare civil e estruturas complementares, num investimento de 28 milhões de euros, e da Via Rápida Vitorino Nemésio, que totalizará, incluindo os terrenos, um valor próximo dos 25 milhões de euros. Naturalmente que há sempre quem desdenhe, ora dizendo que a obra da via rápida foi a mais, a da aerogare a menos e a do porto durante muito tempo. São sempre os mesmos a desdenhar e, por isso, vale pouco a pena contestá-los, pois são políticos de velhos ciúmes e de permanentes queixumes, que vivem disso e para isso, e que já não aprendem outras linguagens. Aliás, o esforço financeiro que temos vindo a fazer, desde 1997, em todas as infra-estruturas portuárias e nas diversas ilhas dos Açores, no sentido de as reabilitar, de as tornar mais resistentes aos efeitos das intempéries, de as dotar de novas valências – seja na área dos combustíveis ou do recreio náutico, seja no sector do turismo de cruzeiros – está à vista de todos os que querem ver: de Santa Maria ao Corvo não há nenhum porto comercial que não tenha sido significativamente intervencionado neste período. Tínhamos, há alguns anos, portos com enormes problemas estruturais, com dificuldades no seu ordenamento e com um tarifário impeditivo. Hoje, felizmente, temos uma situação completamente diferente. Ao longo destes últimos anos empreendemos uma reestruturação progressiva, mas profunda, que permitiu que os portos dos Açores, que eram dos mais caros do País, sejam, agora, dos mais baratos. A redução tarifária que ocorreu resultou da extinção das taxas de reestruturação portuária, do congelamento das tarifas portuárias durante sete anos e de um aumento controlado, de acordo com a taxa de inflação, a partir de 2003. Simultaneamente, essa reforma uniformizou e agilizou procedimentos, proporcionou a melhoria no funcionamento das diversas empresas de estiva onde intervêm os privados e processou-se a par do reequipamento dos portos em geral, acautelando e harmonizando os diversos interesses das comunidades portuárias e da Região no seu todo. Os fretes marítimos desceram substancialmente de 1996 para 2007. A preços constantes de 2007, os contentores de 20 pés e de 40 pés, nas ligações Açores/Continente, baixaram 51%, e nas ligações Continente/Açores baixaram 24%. Temos fretes iguais para todas as ilhas dos Açores e custos portuários idênticos em todas elas. Há quem ache que não devia ser assim, mas nós defendemos e assumimos essa estratégia regulatória.Criaram-se condições para satisfazer o crescente fluxo de pessoas e mercadorias no transporte inter-ilhas, de carga e descarga de mercadorias no tráfego de cabotagem insular; criaram-se melhores condições para as pescas; deram-se maiores facilidades para o tráfego local; incentivou-se a indústria do turismo de cruzeiros e criou-se uma rede de portos de recreio náutico que, dentro de um mês, atingirá os 1.800 lugares de amarração nos Açores. Não há dúvida de que concretizámos uma reforma muito impressiva no sector portuário.O Porto da Praia da Vitória tem hoje um Parque de Combustíveis moderno, que recebe directamente do exterior os seus combustíveis e que pode vir a funcionar, a breve trecho, como entreposto de fornecimento de combustíveis para as diferentes ilhas do Grupo Central. Em ligação com a Universidade dos Açores e com outras regiões ultraperiféricas da União Europeia estamos a monitorizar, através do projecto “Climarcost”, a ondulação que se faz sentir junto aos diversos portos comerciais da Região. Estamos também, em colaboração com outras regiões ultraperiféricas, a proceder à monitorização de toda a navegação que passa nos Açores até às 80 milhas da costa, através do projecto “MACAIS”. E estamos a promover os nossos portos e as nossas marinas nas principais feiras internacionais ligadas ao Turismo de Cruzeiros e ao Recreio Náutico.Nos próximos anos iremos prosseguir o esforço de desburocratização e de agilização de procedimentos nas administrações portuárias e deveremos melhorar o interface dos transportes marítimos e aéreos, de passageiros e de mercadorias, com uma planificação integrada e inovadora, numa dupla perspectiva de facilitação de acessos e de embaratecimento de recursos. Iremos assegurar uma gestão mais concatenada das estruturas aeroportuárias e portuárias, considerando, nestas últimas, a possibilidade de concessão da gestão de determinadas funções aos privados, sem que o Governo deixe de poder influir e assegurar a sua indispensável instrumentalidade no incremento do modelo de desenvolvimento regional.Tudo isso continuará a ser feito no sentido da consolidação da prestação dos serviços públicos necessários, mas, concomitantemente, apostando na ampliação do empresariado de base regional: as nossas empresas progrediram muito, em quantidade e qualidade, mas precisamos de um sector privado da economia mais forte, mais inovador, menos confinado e com outras oportunidades.O novo Porto da Praia da Vitória é uma infra-estrutura que se insere no desenvolvimento dessa ambição”.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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terça-feira, maio 13, 2008

Serão Punidos

O presidente do Governo Regional garantiu que, “se for o caso”, os responsáveis pela contaminação dos aquíferos da ilha Terceira serão punidos. Abordando publicamente pela primeira vez o assunto, Carlos César assegurou ainda que o executivo açoriano “está sempre disponível para prestar esclarecimentos a todas as instituições, quando tem mais informações do que as que já prestou". Para o presidente do Governo Regional, o processo relativo à alegada contaminação de solos na Terceira, particularmente na área envolvente à Base das Lajes, merece do executivo e do seu chefe "a maior atenção". "Todas as questões que envolvam saúde pública devem estar em primeiro lugar na lista de prioridades", frisou Carlos César, para quem a Câmara da Praia da Vitória "escolheu bem" o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para realizar um estudo sobre esta matéria. Segundo disse, o Governo Regional suportará os custos deste estudo encomendado a uma entidade com créditos científicos e de referenciação internacional, que permitirá, se for o caso, obrigar os prevaricadores a indemnizar a região e repor as situações ambientalmente afectadas.Sublinhando que o executivo açoriano vai voltar a verificar a situação para apurar todos os pormenores, Carlos César disse que o mais importante é que os terceirenses saibam que o assunto está a ser estudado. Além disso, garantiu que a água consumida na Terceira é de "boa qualidade" e, uma vez apurado o assunto, o Governo Regional tornará público todos os aspectos da indagação realizada e tomará todas as decisões necessárias para salvaguardar a saúde pública e tranquilidade dos cidadãos.

PSD QUER AUDIÇÕES

O grupo parlamentar do PSD/Açores requereu a presença dos secretários regionais do Ambiente e da Presidência em duas comissões parlamentares para esclarecimentos adicionais sobre a alegada contaminação dos aquíferos da ilha Terceira, disse uma fonte partidária.Após a sessão plenária de Maio no parlamento açoriano, os deputados sociais-democratas consideram "imperioso" que o Governo Regional preste esclarecimentos adicionais, ao nível ambiental e do acompanhamento do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América sobre esta matéria. Quarta-feira a secretária regional do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques, anunciou a intenção de criar uma comissão de peritos para avaliar a eventual contaminação dos solos da Terceira, por tanques de combustíveis da Base das Lajes.A governante garantiu que a água subterrânea, que sustenta o abastecimento da cidade da Praia da Vitória, face às análises existentes, "não se encontra contaminada", mas sublinhou ser preciso avaliar a dimensão do problema. No entender do grupo parlamentar do PSD/Açores, as audições nas comissões especializadas são "imperiosas face às notícias, documentos e perante a falta de resposta às questões colocadas pelo PSD em plenário". A secretária regional do Ambiente, Ana Paula Marques, deverá ser ouvida pela Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, enquanto o secretário da Presidência, Vasco Cordeiro, pela Comissão Permanente de Política Geral. Um dos principais aquíferos da ilha Terceira, que serve de captação de água para a rede pública, poderá estar contaminado com hidrocarbonetos na sequência de sucessivos derrames de combustíveis a partir de velhos tanques norte-americanos da Base das Lajes, já desactivados.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Governo Regional tem sempre apoiado a Universidade dos Açores

Carlos César reafirmou que o Governo Regional tem tido sempre uma intervenção, junto do Governo da República, sobre a Universidade dos Açores.
O presidente do Governo acrescentou que “mercê dessa intervenção, como, aliás, salientou justamente o senhor reitor da Universidade, têm sido resolvidos inúmeros problemas”, no âmbito de um relacionamento baseado na discrição e na eficiência, que não contempla conferências de imprensa para anunciar sucessos, junto do Governo da República, em favor da Universidade dos Açores, nem dramatiza questões relacionadas com a instituição. “Há um problema, do ponto de vista da reforma e de política do ensino superior em Portugal, que envolve as diversas universidades e que se acentua, no caso dos Açores, mercê dos custos associados à organização tripolar da Universidade”, disse Carlos César, para logo frisar que o Governo Regional apoia aquela instituição, quer nos custos de funcionamento da sua tripolaridade, quer como seu principal cliente na prestação de serviços. “Sem prejuízo das obrigações que ao Estado cabem e da melhoria de tratamento que deve ter por parte do Governo da República, a Universidade também tem de fazer um esforço muito rigoroso e muito cuidadoso para que a sua gestão seja exemplar e um instrumento de persuasão junto do Governo da República”, concluiu.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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