Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural
Etiquetas: ciclos naturais, Climaat, CLIMARCOST, comunicações, Conceição Rodrigues, Eduardo Brito de Azevedo
Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.
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Dados sobre agitação marítima, temperatura do mar, orientação e intensidade de ventos, webcams com transmissão em tempo real dos principais portos açorianos, são apenas algumas das informações e indicadores que suportam a investigação do CLIMARCOST que trabalha em rede com outras instituições madeirenses e canarinas.
Activa está também a câmara que filma a zona costeira de Santa Cruz, imagem que também pode ser vista do site http://www.radiograciosa.com/, clicando em imagem.Etiquetas: CLIMARCOST, Graciosa, ondógrafo
Nesses vários trabalhos de emergência executados, que permitiram salvaguardar a operacionalidade deste porto e suster o avanço do mar, foram despendidos cerca de 3,3 milhões de euros. Foi então desenvolvido um estudo profundo – através de uma empresa da especialidade e em colaboração com o Instituto de Meteorologia Britânico, com o Instituto Nacional de Meteorologia e com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil – sobre a acção do temporal no Porto, cujo objectivo foi o de identificar os possíveis pontos críticos da sua construção e os processos físicos que originaram o colapso de uma boa parte da sua estrutura. Com esse estudo foi possível estabelecer um conjunto de recomendações a ser seguido na elaboração dos projectos necessários à recuperação definitiva do molhe e do cais comercial.Procedeu-se, assim, dessa forma previamente cuidada, à elaboração do projecto de reparação definitiva do molhe, com o objectivo de o tornar mais resistente e também com o intuito de melhorar o seu funcionamento, criando, designadamente, melhores condições para o embarque e desembarque de passageiros. Este projecto foi ainda testado, em modelo reduzido, com vista a verificar a estabilidade da infra-estrutura no que diz respeito à sua resistência a futuras intempéries.A 7 de Janeiro de 2004, após concurso público internacional, foi finalmente adjudicada a empreitada de requalificação do Porto da Praia da Vitória. Para além da reparação do cais comercial e do seu molhe de cortina foi construído um novo cais “ferry” para passageiros, com cerca de 200 metros de comprimento, um terrapleno com cerca de um hectare de área, para estacionamento de viaturas, e uma gare de passageiros. O custo global desta empreitada – incluindo o projecto, a fiscalização e a revisão de preços – atingiu os 35 milhões de euros, o que, somado ao custo das intervenções de emergência, aproxima dos 40 milhões o total do investimento. Recordo que este esforço é coincidente com duas outras grandes obras estruturantes para a ilha Terceira: a da aerogare civil e estruturas complementares, num investimento de 28 milhões de euros, e da Via Rápida Vitorino Nemésio, que totalizará, incluindo os terrenos, um valor próximo dos 25 milhões de euros. Naturalmente que há sempre quem desdenhe, ora dizendo que a obra da via rápida foi a mais, a da aerogare a menos e a do porto durante muito tempo. São sempre os mesmos a desdenhar e, por isso, vale pouco a pena contestá-los, pois são políticos de velhos ciúmes e de permanentes queixumes, que vivem disso e para isso, e que já não aprendem outras linguagens. Aliás, o esforço financeiro que temos vindo a fazer, desde 1997, em todas as infra-estruturas portuárias e nas diversas ilhas dos Açores, no sentido de as reabilitar, de as tornar mais resistentes aos efeitos das intempéries, de as dotar de novas valências – seja na área dos combustíveis ou do recreio náutico, seja no sector do turismo de cruzeiros – está à vista de todos os que querem ver: de Santa Maria ao Corvo não há nenhum porto comercial que não tenha sido significativamente intervencionado neste período. Tínhamos, há alguns anos, portos com enormes problemas estruturais, com dificuldades no seu ordenamento e com um tarifário impeditivo. Hoje, felizmente, temos uma situação completamente diferente. Ao longo destes últimos anos empreendemos uma reestruturação progressiva, mas profunda, que permitiu que os portos dos Açores, que eram dos mais caros do País, sejam, agora, dos mais baratos. A redução tarifária que ocorreu resultou da extinção das taxas de reestruturação portuária, do congelamento das tarifas portuárias durante sete anos e de um aumento controlado, de acordo com a taxa de inflação, a partir de 2003. Simultaneamente, essa reforma uniformizou e agilizou procedimentos, proporcionou a melhoria no funcionamento das diversas empresas de estiva onde intervêm os privados e processou-se a par do reequipamento dos portos em geral, acautelando e harmonizando os diversos interesses das comunidades portuárias e da Região no seu todo. Os fretes marítimos desceram substancialmente de 1996 para 2007. A preços constantes de 2007, os contentores de 20 pés e de 40 pés, nas ligações Açores/Continente, baixaram 51%, e nas ligações Continente/Açores baixaram 24%. Temos fretes iguais para todas as ilhas dos Açores e custos portuários idênticos em todas elas. Há quem ache que não devia ser assim, mas nós defendemos e assumimos essa estratégia regulatória.Criaram-se condições para satisfazer o crescente fluxo de pessoas e mercadorias no transporte inter-ilhas, de carga e descarga de mercadorias no tráfego de cabotagem insular; criaram-se melhores condições para as pescas; deram-se maiores facilidades para o tráfego local; incentivou-se a indústria do turismo de cruzeiros e criou-se uma rede de portos de recreio náutico que, dentro de um mês, atingirá os 1.800 lugares de amarração nos Açores. Não há dúvida de que concretizámos uma reforma muito impressiva no sector portuário.O Porto da Praia da Vitória tem hoje um Parque de Combustíveis moderno, que recebe directamente do exterior os seus combustíveis e que pode vir a funcionar, a breve trecho, como entreposto de fornecimento de combustíveis para as diferentes ilhas do Grupo Central. Em ligação com a Universidade dos Açores e com outras regiões ultraperiféricas da União Europeia estamos a monitorizar, através do projecto “Climarcost”, a ondulação que se faz sentir junto aos diversos portos comerciais da Região. Estamos também, em colaboração com outras regiões ultraperiféricas, a proceder à monitorização de toda a navegação que passa nos Açores até às 80 milhas da costa, através do projecto “MACAIS”. E estamos a promover os nossos portos e as nossas marinas nas principais feiras internacionais ligadas ao Turismo de Cruzeiros e ao Recreio Náutico.Nos próximos anos iremos prosseguir o esforço de desburocratização e de agilização de procedimentos nas administrações portuárias e deveremos melhorar o interface dos transportes marítimos e aéreos, de passageiros e de mercadorias, com uma planificação integrada e inovadora, numa dupla perspectiva de facilitação de acessos e de embaratecimento de recursos. Iremos assegurar uma gestão mais concatenada das estruturas aeroportuárias e portuárias, considerando, nestas últimas, a possibilidade de concessão da gestão de determinadas funções aos privados, sem que o Governo deixe de poder influir e assegurar a sua indispensável instrumentalidade no incremento do modelo de desenvolvimento regional.Tudo isso continuará a ser feito no sentido da consolidação da prestação dos serviços públicos necessários, mas, concomitantemente, apostando na ampliação do empresariado de base regional: as nossas empresas progrediram muito, em quantidade e qualidade, mas precisamos de um sector privado da economia mais forte, mais inovador, menos confinado e com outras oportunidades.O novo Porto da Praia da Vitória é uma infra-estrutura que se insere no desenvolvimento dessa ambição”.
(In Canal de Notícias dos Açores)
Etiquetas: Carlos César, CLIMARCOST, Macaronésia, Praia da Vitória
Um projecto que vai permitir analisar fenómenos de erosão e questões relacionadas com a segurança no mar, com obras portuárias e costeiras e com actividades de navegação e de pesca, entre outras.O projecto “CLIMARCOST” está integrado no âmbito do programa comunitário INTERREG IIIB, envolvendo vários países, sendo parceiros do mesmo a Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira e o Fundo Regional de Coesão (na qualidade de chefe de fila), ambos da Madeira, a Universidade dos Açores, o Instituto Canário de Ciências Marinhas e a Universidade de Las Palmas. O objectivo principal do projecto “CLIMARCOST” (Clima Marítimo e Costeiro) é o de, segundo a administradora da APRAM, Lígia Correia, «contribuir para um aumento da segurança e eficácia das actividades marítima e portuárias das regiões insulares bem como para a defesa das suas zonas costeiras, para além de potenciar uma melhor rentabilidade das actividades económicas relacionadas com o mar e com o litoral».Este projecto, recorde-se, deu continuidade aos projectos “CLIMAAT” e “CLIMAAT-II”, ambos igualmente financiados no âmbito do INTERREG IIIB, «estes somente vocacionados para o estudo da climatologia e meteorologia insulares». O “CLIMARCOST”, destaca a governante, «introduziu uma nova componente, a da agitação marítima, proporcionando de forma consistente a monitorização, o estudo e a divulgação em tempo oportuno de informação necessária aos vários sectores de actividade, designadamente aos relacionados com a segurança no mar, com as actividades de navegação e das pescas, com as obras portuárias e costeiras, com estudos de dinâmica de sedimentação, fenómenos de erosão, acumulação de materiais, etc». O projecto tem três componentes estratégicas, sendo a monitorização, mediante o estabelecimento e manutenção de uma rede de bóias meteo-oceanográficas e estações automáticas de aquisição de informação meteorológica, uma delas. Há ainda a contar com o processamento dos dados, que é efectuada a partir de centros operacionais criados fundamentalmente para a recepção, análise e armazenamento da informação e a valorização científica e a divulgação da informação on-line.Para serem cumpridas, adianta a nossa interlocutora, estas três componentes estratégicas, têm sido proporcionados cursos de formação ao pessoal técnico a trabalhar no projecto com vista a adquirir competências profissionais, nomeadamente no âmbito das tecnologias da informação e tratamento de dados, nas operações de fundamento e manutenção de bóias oceanográficas, na instalação e manutenção de estações meteorológicas, bem como no processamento científico e estatístico de toda a informação produzida». Etiquetas: CLIMARCOST, INTERREG, Madeira
A iniciativa, aberta ao público das 9 às 17 horas, é da responsabilidade do Fundo Regional de Coesão da SRE Açores, AEAI (Observatório do Ambiente dos Açores), Universidade dos Açores, Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, Instituto Canario de Ciencias Marinas e ainda da APRAM (Administração dos Portos da Madeira). Etiquetas: CLIMARCOST, Exposição, Madeira
Estiveram presentes na divulgação do CLIMARCOST, que representa a terceira etapa dos projectos CLIMAAT – Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos, especialistas e representantes dos parceiros das três regiões envolvidas. O CLIMARCOST é promovido pela Secretaria Regional da Economia, através do Fundo Regional de Coesão, em parceria técnico-científica com a UAç, o Observatório do Ambiente dos Açores, a Administração dos Portos da Madeira, a Universidade de Las Palmas de Gran Canária e o Instituto Canário de Ciências Marinhas. Etiquetas: CLIMARCOST, INTERREG
A maioria dos danos graves nas infra-estruturas portuárias que foram reparadas devia-se a “falhas de conhecimento no domínio das condições do mar, na altura da construção”, revelou.Por isso, considerou Ponte, projectos como o CLIMARCOST são particularmente importantes quando decorrem as obras, ou estão em planeamento, “importantes infra-estruturas marítimas, num valor superior a 130 milhões de euros”.Uma opinião partilhada pelo líder açoriano do projecto, Eduardo Brito de Azevedo, que salientou, ainda, a posição estratégica que os Açores podem ter na monitorização do clima do Atlântico Norte.Uma das principais conquistas do CLIMARCOST foi alargar às três regiões da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) uma rede de estações ondógrafo, que recolhe informação de natureza mete-oceanográfica.Etiquetas: CLIMARCOST, Duarte Ponte, Eduardo Brito de Azevedo
Etiquetas: Açores, Canárias, CLIMARCOST, Madeira
Etiquetas: CLIMARCOST, Eduardo Brito de Azevedo
Deste modo, o Prof. Eduardo Brito realça que a tecnologia empregue “permite avaliar uma série de parâmetros sobre a agitação marítima e outros, informação que é depois trabalhada pelas universidades e institutos de maneira a melhorar o conhecimento científico sobre as condições do clima marinho”, acrescentando que “esse conhecimento é depois aplicado nos diferentes sectores que dependem do mar, nomeadamente segurança marítima, navegabilidade, construções portuárias, erosão costeira, navegação de recreio, etc.”. O projecto CLIMARCOST decorre até Junho de 2008, tendo um valor global de cerca de 1,5 milhões de euros, sendo que a comparticipação da RAM é de 349 mil euros, dos quais 85% são componente INTERREG e 15% da APRAM.Etiquetas: Brito, Canárias, clima, CLIMARCOST, INTERREG, Madeira