sexta-feira, julho 17, 2009

Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural

Maria da Conceição Rodrigues e Eduardo Brito de Azevedo apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural".
Desenvolvido no âmbito dos projectos CLIMAAT e CLIMARCOST (INTERREG III B, MAC 2.3/A3 e 05/MAC/2.3/A1) este projecto desenhou uma metodologia de suporte ao ordenamento do território insular. Assume como objectivo fundamental a produção de um instrumento de integração e análise da relação entre os factores que regem o balanço hídrico e as diferentes alternativas de uso do solo. A metodologia foi aplicada ao Sítio de Interesse Comunitário - Serra de Sta. Barbara/Pico Alto na Ilha Terceira (Açores). O modelo conceptual assume explicitamente a diferenciação climática e a relação entre os processos de formação de nuvens de origem orográfica e os mecanismos de intercepção e armazenamento de água observados na floresta natural típica da Macaronésia. Uma análise custo/benefício realça os proveitos económicos do uso do solo para floresta natural.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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terça-feira, setembro 23, 2008

Bóia ondografa da Graciosa de novo em funcionamento

A bóia ondografa da Graciosa está novamente a funcionar. Um técnico da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo, deslocou-se no final da última semana à Graciosa para substituir a referida bóia que tinha acabado o prazo da carga da bateria, e daí ter deixado de funcionar.Tal operação teve a colaboração do semi-rígido dos Bombeiros de Santa Cruz da Graciosa, bem como de ajuda de pessoas locais.Aguarda-se para breve a montagem de uma estação climática que já se encontra na Graciosa e que vai ser montada muita em breve.Os pescadores e quase todos podem novamente saber o estado do mar na Graciosa em tempo real, basta ir ao site da Rádio Graciosa e clicar em mar.Dados sobre agitação marítima, temperatura do mar, orientação e intensidade de ventos, webcams com transmissão em tempo real dos principais portos açorianos, são apenas algumas das informações e indicadores que suportam a investigação do CLIMARCOST que trabalha em rede com outras instituições madeirenses e canarinas.Activa está também a câmara que filma a zona costeira de Santa Cruz, imagem que também pode ser vista do site http://www.radiograciosa.com/, clicando em imagem.
(In Jornal da Rádio Graciosa)

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domingo, junho 08, 2008

Intervenção do presidente do Governo na cerimónia de conclusão das obras de requalificação do Porto da Praia

Texto integral da intervenção do presidente do Governo, Carlos César, na cerimónia que assinalou, hoje, a conclusão das obras de requalificação do Porto da Praia da Vitória:

Aqui estamos, mais uma vez, a assinalar a concretização de um benefício para a ilha Terceira e para os Açores – uma obra de grande envergadura, que vem proporcionar um novo desempenho desta infra-estrutura portuária e novas perspectivas para a economia dela dependente.A requalificação do Porto da Praia da Vitória, cuja construção data de 1987, surgiu na sequência dos efeitos terríveis do temporal que se fez sentir nesta baía, durante cerca de sete dias, no Natal de 2001, com ondas significativas de sete metros e meio, que fustigaram continuamente o porto, devastando e fragilizando a sua estrutura em praticamente 60% da sua extensão. Embora este temporal tivesse uma intensidade menor do que a do temporal que ocorreu em 25 de Dezembro de 1996, que destruiu vários portos dos Açores, designadamente o de Ponta Delgada – obrigando a investimentos de reconstrução que mobilizaram recursos financeiros excepcionais – a sua duração foi muito maior, o que acabou por provocar danos acrescidos. Tivemos, pois, que avaliar aprofundadamente a situação, tomando todavia a opção de aproveitar a oportunidade e estudar, também, aspectos que envolvessem o reordenamento, o melhor aproveitamento do espaço e a potenciação da economia portuária.De imediato, o Governo Regional autorizou a então Junta Autónoma do Porto a proceder ao levantamento topo-hidrográfico e ao reconhecimento submarino dos estragos causados pelo temporal e, de seguida, autorizou a realização da empreitada de execução dos trabalhos de emergência para conter o agravamento dos danos no muro-cortina que protege o terrapleno do sector comercial do Porto.

Nesses vários trabalhos de emergência executados, que permitiram salvaguardar a operacionalidade deste porto e suster o avanço do mar, foram despendidos cerca de 3,3 milhões de euros. Foi então desenvolvido um estudo profundo – através de uma empresa da especialidade e em colaboração com o Instituto de Meteorologia Britânico, com o Instituto Nacional de Meteorologia e com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil – sobre a acção do temporal no Porto, cujo objectivo foi o de identificar os possíveis pontos críticos da sua construção e os processos físicos que originaram o colapso de uma boa parte da sua estrutura. Com esse estudo foi possível estabelecer um conjunto de recomendações a ser seguido na elaboração dos projectos necessários à recuperação definitiva do molhe e do cais comercial.Procedeu-se, assim, dessa forma previamente cuidada, à elaboração do projecto de reparação definitiva do molhe, com o objectivo de o tornar mais resistente e também com o intuito de melhorar o seu funcionamento, criando, designadamente, melhores condições para o embarque e desembarque de passageiros. Este projecto foi ainda testado, em modelo reduzido, com vista a verificar a estabilidade da infra-estrutura no que diz respeito à sua resistência a futuras intempéries.A 7 de Janeiro de 2004, após concurso público internacional, foi finalmente adjudicada a empreitada de requalificação do Porto da Praia da Vitória. Para além da reparação do cais comercial e do seu molhe de cortina foi construído um novo cais “ferry” para passageiros, com cerca de 200 metros de comprimento, um terrapleno com cerca de um hectare de área, para estacionamento de viaturas, e uma gare de passageiros. O custo global desta empreitada – incluindo o projecto, a fiscalização e a revisão de preços – atingiu os 35 milhões de euros, o que, somado ao custo das intervenções de emergência, aproxima dos 40 milhões o total do investimento. Recordo que este esforço é coincidente com duas outras grandes obras estruturantes para a ilha Terceira: a da aerogare civil e estruturas complementares, num investimento de 28 milhões de euros, e da Via Rápida Vitorino Nemésio, que totalizará, incluindo os terrenos, um valor próximo dos 25 milhões de euros. Naturalmente que há sempre quem desdenhe, ora dizendo que a obra da via rápida foi a mais, a da aerogare a menos e a do porto durante muito tempo. São sempre os mesmos a desdenhar e, por isso, vale pouco a pena contestá-los, pois são políticos de velhos ciúmes e de permanentes queixumes, que vivem disso e para isso, e que já não aprendem outras linguagens. Aliás, o esforço financeiro que temos vindo a fazer, desde 1997, em todas as infra-estruturas portuárias e nas diversas ilhas dos Açores, no sentido de as reabilitar, de as tornar mais resistentes aos efeitos das intempéries, de as dotar de novas valências – seja na área dos combustíveis ou do recreio náutico, seja no sector do turismo de cruzeiros – está à vista de todos os que querem ver: de Santa Maria ao Corvo não há nenhum porto comercial que não tenha sido significativamente intervencionado neste período. Tínhamos, há alguns anos, portos com enormes problemas estruturais, com dificuldades no seu ordenamento e com um tarifário impeditivo. Hoje, felizmente, temos uma situação completamente diferente. Ao longo destes últimos anos empreendemos uma reestruturação progressiva, mas profunda, que permitiu que os portos dos Açores, que eram dos mais caros do País, sejam, agora, dos mais baratos. A redução tarifária que ocorreu resultou da extinção das taxas de reestruturação portuária, do congelamento das tarifas portuárias durante sete anos e de um aumento controlado, de acordo com a taxa de inflação, a partir de 2003. Simultaneamente, essa reforma uniformizou e agilizou procedimentos, proporcionou a melhoria no funcionamento das diversas empresas de estiva onde intervêm os privados e processou-se a par do reequipamento dos portos em geral, acautelando e harmonizando os diversos interesses das comunidades portuárias e da Região no seu todo. Os fretes marítimos desceram substancialmente de 1996 para 2007. A preços constantes de 2007, os contentores de 20 pés e de 40 pés, nas ligações Açores/Continente, baixaram 51%, e nas ligações Continente/Açores baixaram 24%. Temos fretes iguais para todas as ilhas dos Açores e custos portuários idênticos em todas elas. Há quem ache que não devia ser assim, mas nós defendemos e assumimos essa estratégia regulatória.Criaram-se condições para satisfazer o crescente fluxo de pessoas e mercadorias no transporte inter-ilhas, de carga e descarga de mercadorias no tráfego de cabotagem insular; criaram-se melhores condições para as pescas; deram-se maiores facilidades para o tráfego local; incentivou-se a indústria do turismo de cruzeiros e criou-se uma rede de portos de recreio náutico que, dentro de um mês, atingirá os 1.800 lugares de amarração nos Açores. Não há dúvida de que concretizámos uma reforma muito impressiva no sector portuário.O Porto da Praia da Vitória tem hoje um Parque de Combustíveis moderno, que recebe directamente do exterior os seus combustíveis e que pode vir a funcionar, a breve trecho, como entreposto de fornecimento de combustíveis para as diferentes ilhas do Grupo Central. Em ligação com a Universidade dos Açores e com outras regiões ultraperiféricas da União Europeia estamos a monitorizar, através do projecto “Climarcost”, a ondulação que se faz sentir junto aos diversos portos comerciais da Região. Estamos também, em colaboração com outras regiões ultraperiféricas, a proceder à monitorização de toda a navegação que passa nos Açores até às 80 milhas da costa, através do projecto “MACAIS”. E estamos a promover os nossos portos e as nossas marinas nas principais feiras internacionais ligadas ao Turismo de Cruzeiros e ao Recreio Náutico.Nos próximos anos iremos prosseguir o esforço de desburocratização e de agilização de procedimentos nas administrações portuárias e deveremos melhorar o interface dos transportes marítimos e aéreos, de passageiros e de mercadorias, com uma planificação integrada e inovadora, numa dupla perspectiva de facilitação de acessos e de embaratecimento de recursos. Iremos assegurar uma gestão mais concatenada das estruturas aeroportuárias e portuárias, considerando, nestas últimas, a possibilidade de concessão da gestão de determinadas funções aos privados, sem que o Governo deixe de poder influir e assegurar a sua indispensável instrumentalidade no incremento do modelo de desenvolvimento regional.Tudo isso continuará a ser feito no sentido da consolidação da prestação dos serviços públicos necessários, mas, concomitantemente, apostando na ampliação do empresariado de base regional: as nossas empresas progrediram muito, em quantidade e qualidade, mas precisamos de um sector privado da economia mais forte, mais inovador, menos confinado e com outras oportunidades.O novo Porto da Praia da Vitória é uma infra-estrutura que se insere no desenvolvimento dessa ambição”.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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quarta-feira, maio 21, 2008

Governo Regional vai monitorizar águas madeirenses

O Governo Regional tem um projecto, denominado “CLIMARCOST”, em parceria com Açores e Canárias, que vai ajudar a analisar a segurança no mar e ainda várias questões relacionadas com actividades e obras marítimas e costeiras.
O Governo Regional vai promover, através da Administração Portuária da RAM, o estudo da agitação marítima. Um projecto que vai permitir analisar fenómenos de erosão e questões relacionadas com a segurança no mar, com obras portuárias e costeiras e com actividades de navegação e de pesca, entre outras.O projecto “CLIMARCOST” está integrado no âmbito do programa comunitário INTERREG IIIB, envolvendo vários países, sendo parceiros do mesmo a Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira e o Fundo Regional de Coesão (na qualidade de chefe de fila), ambos da Madeira, a Universidade dos Açores, o Instituto Canário de Ciências Marinhas e a Universidade de Las Palmas. O objectivo principal do projecto “CLIMARCOST” (Clima Marítimo e Costeiro) é o de, segundo a administradora da APRAM, Lígia Correia, «contribuir para um aumento da segurança e eficácia das actividades marítima e portuárias das regiões insulares bem como para a defesa das suas zonas costeiras, para além de potenciar uma melhor rentabilidade das actividades económicas relacionadas com o mar e com o litoral».Este projecto, recorde-se, deu continuidade aos projectos “CLIMAAT” e “CLIMAAT-II”, ambos igualmente financiados no âmbito do INTERREG IIIB, «estes somente vocacionados para o estudo da climatologia e meteorologia insulares». O “CLIMARCOST”, destaca a governante, «introduziu uma nova componente, a da agitação marítima, proporcionando de forma consistente a monitorização, o estudo e a divulgação em tempo oportuno de informação necessária aos vários sectores de actividade, designadamente aos relacionados com a segurança no mar, com as actividades de navegação e das pescas, com as obras portuárias e costeiras, com estudos de dinâmica de sedimentação, fenómenos de erosão, acumulação de materiais, etc». O projecto tem três componentes estratégicas, sendo a monitorização, mediante o estabelecimento e manutenção de uma rede de bóias meteo-oceanográficas e estações automáticas de aquisição de informação meteorológica, uma delas. Há ainda a contar com o processamento dos dados, que é efectuada a partir de centros operacionais criados fundamentalmente para a recepção, análise e armazenamento da informação e a valorização científica e a divulgação da informação on-line.Para serem cumpridas, adianta a nossa interlocutora, estas três componentes estratégicas, têm sido proporcionados cursos de formação ao pessoal técnico a trabalhar no projecto com vista a adquirir competências profissionais, nomeadamente no âmbito das tecnologias da informação e tratamento de dados, nas operações de fundamento e manutenção de bóias oceanográficas, na instalação e manutenção de estações meteorológicas, bem como no processamento científico e estatístico de toda a informação produzida».
(In Jornal da Madeira)

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segunda-feira, maio 19, 2008

Exposição CLIMARCOST

De 19 a 21 de Maio, o átrio da Câmara Municipal do Funchal recebe a exposição itinerante do Projecto CLIMARCOST (Clima Marítimo Costeiro-Sistema de Monitorização de Dados Meteo-oceanográficos), no âmbito do programa INTERREG IIIB (Madeira, Açores e Canárias). O objectivo principal deste projecto é contribuir para o aumento da segurança e da eficácia das actividades marítimo-portuárias, proporcionar informação precisa para o melhor dimensionamento das obras marítimas portuárias, bem como para a defesa das áreas litorais e estabelecimento de cooperações de carácter ciêntífico entre as diferentes instituições que compreendem a região da Macaronésia: Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. A iniciativa, aberta ao público das 9 às 17 horas, é da responsabilidade do Fundo Regional de Coesão da SRE Açores, AEAI (Observatório do Ambiente dos Açores), Universidade dos Açores, Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, Instituto Canario de Ciencias Marinas e ainda da APRAM (Administração dos Portos da Madeira).
(In Jornal da Madeira)

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sexta-feira, maio 16, 2008

Projecto CLIMARCOST beneficia turismo náutico, pescas e navegação nos Açores

O secretário regional adjunto do vice-presidente destacou, sexta-feira, a transversalidade do projecto CLIMARCOST – Clima Marítimo e Costeiro de Monitorização de Dados Meteo-Oceanográficos, no desenvolvimento estratégico da economia açoriana. Falando na sessão de encerramento de apresentação da iniciativa enquadrada no INTERREG III B – Açores, Madeira e Canárias que decorreu no Campus da Universidade dos Açores (UAç), em Angra do Heroísmo, Carlos Corvelo reafirmou a importância do projecto ao nível do turismo náutico, das pescas e da navegação nas ilhas. “O CLIMARCOST foi, entre os 152 projectos do INTERREG associados ao arquipélago, um dos mais bem conseguidos em termos do sucesso das parcerias que apresentou, seja entre os sócios dos Açores, Madeira e Canárias e do Instituto Hidrográfico, seja entre as parcerias entre os operadores portuários, as autoridades marítimas e os próprios pescadores”, disse.Carlos Corvelo enalteceu a “validade prática” e o “fácil acesso” que o projecto de estudo das condições climatológicas fornece às populações, tendo criado, para o efeito, uma plataforma electrónica que pode ser acedida em: http://www.climaat.angra.uac.pt/. Dados sobre agitação marítima, temperatura do mar, orientação e intensidade de ventos, webcams com transmissão em tempo real dos principais portos açorianos, são apenas algumas das informações e indicadores que suportam a investigação do CLIMARCOST que trabalha em rede com outras instituições madeirenses e canarinas. Estiveram presentes na divulgação do CLIMARCOST, que representa a terceira etapa dos projectos CLIMAAT – Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos, especialistas e representantes dos parceiros das três regiões envolvidas. O CLIMARCOST é promovido pela Secretaria Regional da Economia, através do Fundo Regional de Coesão, em parceria técnico-científica com a UAç, o Observatório do Ambiente dos Açores, a Administração dos Portos da Madeira, a Universidade de Las Palmas de Gran Canária e o Instituto Canário de Ciências Marinhas.
(In Jornal da Rádio Graciosa)

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quarta-feira, maio 14, 2008

Estudo do Clima oceânico

O estudo da ondulação e de outros fenómenos costeiros é crucial para proteger os portos açorianos e planificar a sua construção e reabilitação. A opinião é do secretário regional da economia, Duarte Ponte, que participou, ontem, na abertura da apresentação do “Projecto Climarcost” – Clima Marítimo e Costeiro de Monitorização de Dados Meteo-Oceanográficos, no âmbito do INTERREG III B, que decorreu no pólo universitário do Pico da Urze. Duarte Ponte garantiu que desde 1996, “o Governo dos Açores já investiu quase 100 milhões de euros” só em reparações de portos. A maioria dos danos graves nas infra-estruturas portuárias que foram reparadas devia-se a “falhas de conhecimento no domínio das condições do mar, na altura da construção”, revelou.Por isso, considerou Ponte, projectos como o CLIMARCOST são particularmente importantes quando decorrem as obras, ou estão em planeamento, “importantes infra-estruturas marítimas, num valor superior a 130 milhões de euros”.Uma opinião partilhada pelo líder açoriano do projecto, Eduardo Brito de Azevedo, que salientou, ainda, a posição estratégica que os Açores podem ter na monitorização do clima do Atlântico Norte.Uma das principais conquistas do CLIMARCOST foi alargar às três regiões da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) uma rede de estações ondógrafo, que recolhe informação de natureza mete-oceanográfica.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, maio 12, 2008

CLIMARCOST

Foi apresentado no anfiteatro do novo Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores (UAç) no Pico da Urze, o programa de pesquisas relativas aos climas marítimos e costeiros, o CLIMARCOST, desenvolvido nos Açores com financiamentos comunitários. Como orador convidado, a sessão contou com uma intervenção do director técnico do Instituto Hidrográfico de Portugal, comandante Ventura Soares.

O projecto CLIMARCOST, desenvolvido desde 2006 no âmbito da Iniciativa Comunitária INTERREG III-B (Açores, Madeira e Canárias), e promovido pela Secretaria Regional da Economia através do Fundo Regional de Coesão (na qualidade de Chefe de Fila), tem vindo a ser executado com base numa parceria técnico-científica que envolve a UAç, o Observatório do Ambiente dos Açores, a Administração dos Portos da Madeira, a Universidade de Las Palmas de Gran Canária e o Instituto Canário de Ciências Marinhas. Além de dar continuidade e consolidar os esforços desenvolvidos nos projectos CLIMAAT (Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos), designadamente nas diferentes componentes relacionadas com a climatologia e meteorologia insulares, o CLIMARCOST reforçou a sua actividade nos domínios da investigação e exploração operacional da informação da agitação marítima e temperatura de superfície das águas do mar, dando contributo significativo para o aprofundamento do conhecimento científico e para uma melhor gestão operacional de todas as actividades que dependem deste meio. De entre os diferentes sectores que beneficiam com este tipo de informação, destacam-se os relacionados com a segurança no mar na sua globalidade, obras portuárias e infra-estruturas costeiras (na fase de projecto e na fase de acompanhamento de obras e comportamento de estruturas), com o sector das pescas, do turismo, da navegação comercial e operação portuária, dinâmica sedimentar, erosão e comportamento dos ecossistemas costeiros. Com o projecto CLIMARCOST, e na sequência dos seus antecessores, foi possível alargar às três regiões da Macaronésia uma rede de estações ondógrafo, a partir das quais é gerada informação de natureza mete-oceanográfica, a que se pode aceder via Internet, no portal http://www.climaat.angra.uac.pt/.

Nos Açores, com o lançamento das estações ondógrafo da Horta, Graciosa e Sta. Maria, foi possível alargar a todo o arquipélago a rede de seis estações actualmente em funcionamento (recorde-se que antes destes projectos, a região dos Açores, malgrado o seu enquadramento marítimo e dependência do estado do mar, era a única do país que não dispunha de informação operacional, em tempo real, desta natureza). Além desta informação, e da gerada por uma rede de estações terrestres e com base numa política de divulgação pública e gratuita da informação, são produzidos e divulgados diariamente um conjunto de produtos de natureza climática e meteorológica, especificamente, adaptados à natureza geográfica dos territórios insulares, os quais abrangem previsões meteorológicas e do estado mar, bem como trabalho científico de natureza sectorial, designadamente nos domínios da climatologia, física e química da atmosfera e hidrologia insulares à escala local (muitas vezes em parceria com outros projectos). A criação da Rede de Monitorização instalada tornou as regiões abrangidas mais seguras e proporcionou a todos os que do mar vivem ou dependem condições de segurança similares às dos países mais desenvolvidos no contexto da União Europeia.

(In Diário dos Açores)

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domingo, maio 11, 2008

Climarcost apresentado em Angra do Heroísmo

O estado de desenvolvimento do projecto Climarcoast, que estuda os climas marítimo e costeiro, foi discutido hoje em Angra do Heroísmo.

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domingo, outubro 21, 2007

CLIMARCOST

Decorreu no porto do Caniçal a terceira reunião do projecto CLIMARCOST - Sistema de Monitorização de Dados Meteo-Oceanográficos, desenvolvido no âmbito do programa INTERREG III B, o qual reúne parceiros da Madeira, Açores e Canárias. Nas instalações da Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) estiveram reunidos os representantes dos parceiros do projecto CLIMARCOST, iniciado em Janeiro de 2006, os quais são o Fundo de Coesão dos Açores (Chefe de Fila), a Universidade dos Açores, a APRAM, S.A., o Instituto Canário de Ciências Mariñas e a Universidade de Las Palmas de Gran Canária. Segundo Lígia Correia, da Administração da APRAM, “o grande objectivo do projecto CLIMARCOST é a recolha de dados sobre toda a área marítima que rodeia as três regiões envolvidas no projecto”. No que se refere à Madeira, salienta que a Região já disponha de duas bóias (Porto da Cruz e Caniçal) para a recolha de dados sobre a direcção e ondulação marítima, que permitia dar o apoio às infra-estruturas marítimas. Lígia Correia realça que o envolvimento da Região no projecto CLIMARCOST vai permitir “ganhar outras valências”, nomeadamente “ter bóias para cobrir toda a Região, uma para colocar no Porto Santo e outra para cobrir o Norte da Madeira (Porto Moniz), além de termos já uma estação meteo-oceanográfica no Funchal e uma outra para recolha de dados sobre os hidrocarbonetes”. “Assim, ficamos com esta questão da segurança marítima, nomeadamente ondulação e qualidade do mar, perfeitamente identificada com dados recolhidos, sendo a leitura feita com o apoio das Universidades e do Instituto Hidrográfico”, sublinha. Por outro lado, o Prof. Eduardo Brito de Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, acentuou que o projecto CLIMARCOST “pretende colamatar uma falha, sobretudos nas regiões da Madeira e dos Açores, no que diz respeito à caracterização do clima marinho”. Assim, adianta que todo o projecto “é dirigido para uma caracterização do clima marinho que envolve os arquipélagos, baseado na mais recente tecnologia desenvolvida pelo parceiro das Canárias, que já tem equipado inclusivamente a Madeira com bóias meteo-oceanográficas”. Deste modo, o Prof. Eduardo Brito realça que a tecnologia empregue “permite avaliar uma série de parâmetros sobre a agitação marítima e outros, informação que é depois trabalhada pelas universidades e institutos de maneira a melhorar o conhecimento científico sobre as condições do clima marinho”, acrescentando que “esse conhecimento é depois aplicado nos diferentes sectores que dependem do mar, nomeadamente segurança marítima, navegabilidade, construções portuárias, erosão costeira, navegação de recreio, etc.”. O projecto CLIMARCOST decorre até Junho de 2008, tendo um valor global de cerca de 1,5 milhões de euros, sendo que a comparticipação da RAM é de 349 mil euros, dos quais 85% são componente INTERREG e 15% da APRAM.
(In Jornal da Madeira)

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