sábado, janeiro 31, 2009

V Encontro de Tunas Sons do Mar

O V Encontro de Tunas Sons do Mar decorre hoje, a partir das 21H00, no Teatro Angrense. O evento é promovido pela Tuna Académica Sons do Mar, da Universidade dos Açores, que comemora em Fevereiro o seu 18º aniversário.No encontro, que será apresentado pelos “Fala Quem Sabe”, participam a TAESEAH – Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, a NEPTUNA – Nobre Enfermagem Poderosa Tuna Universitária dos Açores e a Real Extudantina dos Açores, que fez a sua estreia pública, no passado sábado, no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. Ao palco vai ainda subir a Tuna Académica Sons do Mar e antigos elementos seus.A Tuna Académica Sons do Mar é mais antiga tuna dos Açores, tendo sido formada a 20 de Fevereiro de 1991.
(In Diário Insular)

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Turfeiras e falta de água

Cientistas da Universidade dos Açores dizem que a escassez de água na ilha Terceira não tem a ver com a falta de chuva mas sim com a destruição das turfeiras no interior da ilha.

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Pavilhão para a Universidade dos Açores em Angra

Segundo a Câmara, o Pavilhão Municipal será alvo de uma intervenção no final desta época desportiva. Para o Verão, Andreia Cardoso promete novo piso e mais espaço nas bancadas… Vamos ver se é desta…
Nos últimos quatro anos, os protestos e as promessas de mudança equivaleram-se. Os clubes de basquetebol que utilizam o Pavilhão Municipal de Angra sempre se queixaram da dureza do piso, impróprio para a prática da modalidade… A Câmara foi sempre adiando a intervenção, com a promessa de que, “para o ano é que é”. Agora, segundo a presidente do Município, vai ser.
Andreia Cardoso garante as obras “para o final da época desportiva”. Adianta mesmo que “para além da substituição do piso, vamos também criar uma faixa à volta do campo. É preciso que haja um espaço entre as bancadas e o recinto de jogo. Já procedemos ao contacto com a empresa responsável pelo trabalho, para saber se é possível fazer as duas intervenções em simultâneo.”
A empreitada estava programada para Dezembro, mas não foi em frente. Mas tudo está previsto para que avance em Julho/Agosto… “Temos a dotação no plano para avançar, aguardávamos apenas a autorização do Tribunal de Contas, que tinha a ver com um empréstimo associado às obras do Pavilhão e esta parte foi garantida em Setembro. Por isso pensamos em avançar com brevidade, sem que haja prejuízo para as equipas que lá praticam modalidades”, refere Andreia Cardoso.
O piso deverá ser retirado e colocado outro, que foi considerado o indicado para as modalidades que são praticadas naquela estrutura. Segundo apuramos, a empresa responsável será a Fabrigimno, que colocará um pavimento flutuante que se aplica directamente sobre os tacos de madeira. Em termos de ‘construção civil’, as bancadas serão recuadas, sendo retiradas as primeiras filas para criar um espaço maior entre as bancadas e o recinto de jogo. Segundo a edil angrense, “é uma intervenção muito rápida. A substituição do piso demora cerca de quinze dias e toda a intervenção custará 150 mil euros”.
Outros projectos
Para este ano estão também previstos outros projectos ligados à prática do basquetebol e do desporto em geral. Segundo Andreia Cardoso “há várias questões que já estão em andamento.Uma delas tem a ver com o Pavilhão da Universidade dos Açores; outra tem a ver com os novos pavilhões que vão surgir na Escola de Santa Bárbara e Doze Ribeiras. Estando o Governo a construir outro espaço desportivo que vai nascer na nova Escola de São Sebastião… Há uma série de equipamentos que vai atenuar esta pressão que actualmente se sente sobre os actuais”.
A Câmara refere que está atenta à sobrelotação dos espaços desportivos. “Sabemos que há treinos em horas tardias, muitas vezes para jovens e que isto condiciona a sua produtividade e o desempenho escolar”. Por isso está disponível para rectificar esta situação, “criando uma série de espaços há volta do Concelho para que se melhore este aspecto. Há também a hipótese de fechar o Campo da Escola do Posto Santo, que tem uma actividade muito intensa no Futsal”.
A mais aguardada para os clubes de basquetebol é a construção do novo Pavilhão da Universidade, que deverá finalmente avançar. Não se sabe é quando. A presidente da Câmara adianta que, o Reitor já esteve connosco, já conversamos sobre isso e estamos pendentes apenas de questões burocráticas. A Câmara Municipal tem um ‘plafond’ para candidaturas ao nível do Programa ProConvergência e temos de saber com o que podemos contar para esta obra. Por outro lado, temos de saber se o Governo Regional nos dá alguma margem de manobra para utilizar estes meios. Senão, vamos ver se a própria Universidade se pode candidatar ao programa, de forma a ultrapassarmos em conjunto esta questão”… Ou seja, é tudo uma questão de saber como se vai pagar a obra…
A intervenção na Escola de Santa Bárbara deverá iniciar-se em 2009. Segundo Andreia Cardoso “os projectos estão a ser concluídos, já foram consultadas várias entidades, estamos a fazer as correcções sugeridas e o lançamento do concurso será feito nos próximos meses, com a obra a ter início ainda no primeiro semestre do ano”. O equipamento das Doze Ribeiras está previsto no Plano da Câmara também para 2009 e em relação à Universidade, “a intenção seria começar depois de concluídas as duas obras que decorrem neste momento no seu novo Pólo do Pico da Urze e de resolvida a questão do financiamento”.

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"Da Terra para o Universo" assinala o Ano Internacional da Astronomia

Uma exposição de 25 fotografias de grande formato denominada “Da Terra para o Universo” vai percorrer os dezanove concelhos dos Açores para assinalar o Ano Internacional da Astronomia (AIA), disse o astrofísico Miguel Ferreira.
Em declarações à Agência Lusa, Miguel Ferreira, delegado regional para o AIA, adiantou que “a exposição pretende sensibilizar a população em geral e os astrónomos amadores em particular para os fenómenos da astronomia”. O objectivo, sublinhou, para além da celebração do AIA, “é mostrar que as ilhas açorianas são um bom local para observações astronómicas e convidar o público a participar em observações regulares”. Miguel Ferreira, que é docente na Universidade dos Açores, é doutorado em astrofísica e investigador da Universidade do Porto, adianta que “as comemorações também vão permitir projectar os Açores internacionalmente como local dinamizador de realizações científicas". As iniciativas nos Açores estendem-se até ao final do ano com diversas palestras, exposições em museus, observações nos diferentes concelhos e concursos nos estabelecimentos de ensino. A organização tem prevista a realização, nos meses de Outubro e Novembro, dois cursos de formação em astronomia, dirigidos a professores, “dado que muitas das disciplinas leccionadas nas escolas têm componentes de estudo sobre a astronomia”, realçou Miguel Ferreira. Está prevista uma exposição/concurso escolar sobre “Astronomia e Arte” cujas criações serão depois enviadas para o concurso que vai decorrer a nível nacional. Para além das câmaras municipais, escolas e associações que deverão colaborar nas diferentes iniciativas, Miguel Ferreira vai também estabelecer parcerias com os Centros de Ciência de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) e Ribeira Grande (São Miguel). Nos Açores existe um Núcleo da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores e no concelho da Ribeira Grande (São Miguel) está localizado o único Observatório Astronómico em funcionamento no arquipélago.

(In Açoriano Oriental)

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Esclerotínia

Jorge Carvalho
Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores.

A cultura da alface, pela sua importância económica e agronómica, merece um relevo especial e, no que toca aos problemas fitossanitários (pragas, doenças, infestantes), há um que particularmente nesta época do ano se manifesta com uma incidência elevada em alguns terrenos e sob determinadas condições de cultura – a Esclerotínia.Esta doença é provocada por um fungo da classe dos Ascomyceta e da família Sclerotiniaceae, onde podemos ter duas espécies causadoras da doença - Sclerotinia minor Jagger e Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary.O nome comum dado a esta doença é Podridão branca alface.
Bioecologia
A podridão do colo da alface é provocada por duas espécies de Sclerotinia: S. minor e S. sclerotiorum. Ambas as espécies sobrevivem nas camadas superficiais do solo (2-3cm), durante a estação desfavorável, em estruturas de resistência denominadas esclerotos (tamanho compreendido entre 0,5 – 3 mm e cor escura) sendo a sua viabilidade bastante longa (8-10 anos). O escleroto forma-se por compactação massiva de micélio cujo exterior endurece com uma camada quitinizada. Diferem entre si nas condições óptimas e no modo de infecção. Assim, os esclerotos da S. sclerotiorum germinam, carpogeneticamente quando a humidade do solo se mantém próximo da saturação durante 2 semanas e a temperatura do ar se situa entre os 11-15º C. Ocorre então a emissão de apotecas (órgão de frutificação - estruturas assexuadas de reprodução) e a libertação de milhões de ascósporos que em presença de água livre, infectam as folhas senescentes (período de incubação de 48 horas). Os esclerotos da S. minor, por sua vez, germinam eruptivamente, produzindo hifas que entram em contacto directo com as raízes e folhas senescentes, ocorrendo desta maneira as infecções primárias. Dados os requisitos específicos de produção e libertação de ascósporos da S. sclerotiorum os seus ataques são esporádicos.Os solos rico em matéria orgânica também favorecem o desenvolvimento da doença.
(Fotos: Jorge Carvalho)

Sintomatologia
A Sclerotinia é um fungo de solo, pelo que as infecções se dão, preferencialmente, ao nível do colo da planta, onde começa por se notar uma podridão húmida de aspecto esbranquiçado. As folhas da base também são atacadas em simultâneo ou numa fase ligeiramente subsequente. À medida que a doença progride a planta pára o seu crescimento, as folhas da base tombam (sintoma característico) e aparece um micélio branco acompanhado de uns orgãos escuros (esclerotos). Os tecidos atacados tornam-se deliquescentes, em virtude de invasões secundárias de bactérias e fungos (podridão cinzenta). Ao ser arrancada não oferece qualquer resistência.É próximo da colheita que a doença progride mais, no entanto a doença pode atacar em todos os estado fenológicos.
Estragos provocados
As folhas atacadas param o seu crescimento, tombam e são invadidas por podridões moles perdendo todo o seu valor comercial. Para além disso, atendendo à grande persistência das suas estruturas de perpetuação é difícil a realização desta cultura, com resultados económicos positivos, em solos em que se tenham verificado ataques anteriores, principalmente em cultivos realizados na época InvernalEstratégia de protecção:A estratégia de luta passará essencialmente pela actuação preventiva reduzindo-se ao mínimo, pela correcta aplicação de medidas culturais, as condições favoráveis ao aparecimento/desenvolvimento do agente causal e não se correndo riscos quando se julgarem criadas as condições para o desenvolvimento da doença.a) estimativa de riscoA estimativa de risco, apesar de muito díficil e de pouco ou nenhuma aplicabilidade em termos práticos, baseia-se no risco potencial de infecção e tem por base a avaliação de três parâmetros fundamentais:
1) bioecologia do agente causal;2) monitorização dos principais parâmetros climáticos (temperatura, humidade);3) observação visual de plantas e órgãos (as consideradas para as pragas) para detecção precoce de sintomas.b) Meios de protecção: É, sem dúvida, o ponto chave e mais complexo, porque não temos produtos homologados para a finalidade. Assim, a luta cultural, é a única forma que temos de controlar a doença e impedir que futuras plantações venham a estar comprometidas.

Luta Cultural

Utilizar plantas em motte (afasta as folhas basais do solo);. armação do terreno em camalhões;. cobertura do solo com plástico;. arranque e destruição de folhas afectadas;. desinfecção do solo (solarização, vapor de água);. densidades de plantação mais pequenas;. evitar fortes adubações azotadas e garantir o equilíbrio químico do solo;. utilizar variedades resistentes a esta doença;. destruir os detritos da cultura precedente;. evitar fazer culturas após uma outra que tenha sofrido ataque desta doença;. Lavouras mais profundas contribuem para enterrar os esclerotos.

Luta Química
Não temos em Portugal substâncias activas homologadas para o binómio doença/cultura.
Há, todavia, produtos fitofarmacêuticos que exercem alguma acção secundária sobre esta doença tais como sejam o metame de sódio, Iprodiona, ciprodinil+fludioxonil... (homologados para a cultura e para outras finalidades).
(In Horticularidades)

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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Encontro em Cabo Verde abre espaço para debate sobre redes e desenvolvimento regional

Será realizado em Cabo Verde, de 6 a 11 de julho, o encontro Redes e Desenvolvimento Regional - realizado em conjunto com o 1° Congresso de Desenvolvimento Regional de Cabo Verde, o 2° Lusófono de Ciência Regional, o 15° Congresso Anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional e o 3° Congresso de Gestão e Conservação da Natureza. A iniciativa conta com o apoio da Universidade Piaget da Cidade da Praia de Cabo Verde, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional [APDR], da Associação Brasileira de Estudos Regionais [ABER] e da Associação Internacional de Ciência Regional [RSAI]. Alguns dos temas presentes no programa são: estratégias de desenvolvimento; redes e desenvolvimento regional; energia, água e sustentabilidade; agricultura e desenvolvimento rural; cultura e desenvolvimento; redes e desenvolvimento regional; requalificação urbana; periferias e espaços rurais; migrações, pobreza e desenvolvimento; economia regional urbana; inovação e difusão tecnológica; gestão e conservação da natureza; turismo e sustentabilidade; entre outros. A inscrição de trabalhos técnicos vai até hoje dia 30 de janeiro. Os detalhes estão no site www.apdr.pt/congresso/2009.
(In Revista do Terceiro Sector)

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Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

O secretário regional do Ambiente e do Mar assegurou, na Horta, que o problema dos resíduos na ilha das Flores, apesar de ser “um processo complexo, ficará resolvido durante a actual legislatura”.


Falando à margem da reunião do Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CRADS), que decorreu hoje à tarde no Faial, Álamo Meneses prometeu “para breve” a adjudicação da empreitada de construção da central de transferência e tratamento de resíduos da ilha das Flores.
Segundo explicou, o problema da gestão de resíduos “é transversal à generalidade das ilhas” açorianas dadas as características dos seus aterros.
No caso das Flores, os danos resultantes da inexistência de um aterro controlado não são felizmente tão grandes como poderiam ser, dada o facto da ilha ter uma população reduzida, acrescentou ainda o secretário regional.
Álamo Meneses classificou também com “extremamente frutuoso” o debate ocorrido nesta reunião do CRADS (Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), no qual participa Félix Rodrigues como representante da Universidade dos Açores, adiantando que o encontro permite ao Governo “conhecer quais as áreas de interesse das associações ambientalistas e dos outros parceiros, por um lado, e, por outro, “explicar objectivos e traçar metas”.
Além da apresentação do Programa de Governo e orientações na área do ambiente, da ordem de trabalhos deste conselho regional constava a discussão da criação de uma Entidade Reguladora de Águas e Resíduos.
Reserva Ecológica Regional e pontos de situação do Plano Regional da Água e do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Sólidos dos Açores foram os outros temas agendados para a reunião.
Este orgão consultivo da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, visa assegurar o diálogo e cooperação com entidades e organizações, de âmbito regional, na procura de consensos alargados relativamente à política ambiental.
(In GACS)

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Governo promete instituto de biotecnologia

O Governo garante que o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade nesta legislatura.
O edifício será construído no novo parque tecnológico da ilha Terceira, ainda sem localização prevista.De acordo com José Contente, Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, é preciso aproximar a investigação da sociedade civil."Ao Governo, o que interessa é que a investigação dê solução aos problemas específicos dos Açores", explicou o governante.O actual Centro de Biotecnologia, que ainda recentemente foi elogiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, funciona em instalações precárias no polo da Terra Chã da Universidade dos Açores.

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Carta aberta a Gonçalo Pereira Director da National Geographic Portugal

João Pedro Barreiros
Caro Gonçalo Pereira Rosa,
Antes de mais deixe-me dizer-lhe que foi com muito agrado que li a carta, hoje publicada no Diário Insular, e que teve a amabilidade de me dirigir.
Permita-me então tentar esclarecê-lo, ponto por ponto, pois, infelizmente para si, voltou a demonstrar, publicamente, que está mal informado – algo no mínimo inconveniente para um jornalista – voltando a demonstrar ignorância. Note-se que ignorância nem sequer implica um insulto mas sim a mera constatação de que alguém, por uma ou múltiplas razões, desconhece algo – afinal, todos somos ignorantes sobre alguma coisa ou sobre uma miríade de assuntos – embora o problema, aqui, resida no facto de o Sr. Gonçalo Pereira ser Jornalista e Director de uma importante revista e, portanto, se não sabe do que fala pode, e deve, tentar sempre instruir-se antes de desencadear tempestades porque não fez o trabalho de casa.

Na entrevista que deu início a toda esta troca de “mimos” afirmou falsidades sobre a Universidade dos Açores sem antes se ter informado e agora tece considerações sobre a minha pessoa repetindo o mesmo erro, ou seja: não procurou informar-se sobre mim, algo de minimamente básico quando se pretende atingir alguém.
Por exemplo: quando diz “chegar à minha idade”, talvez insinuando que sou bastante mais velho que o Senhor desconhece, talvez, que tenho 44 anos. Eu não faço a mínima ideia de qual é a sua idade, mas imagino que deva rondar os 35.
Quando escreve “Conhecendo o seu currículo” é óbvio que não o conhece minimamente. No entanto, pode consultá-lo através da minha chave pública de investigador (J004514L551) na página da FCT, pois é demasiado volumoso para o desenvolver neste breve texto. No entanto, faço questão de lho enviar por e-mail e assim, caso o leia, deixará de ser ignorante, também, neste assunto.
Quando escreve que “destilo ódio por tão pouco” confunde ódio com ironia pois, para que pudesse destilar esse tal ódio, era preciso que o conhecesse, que sentisse algo por si, ou até que tenha sido seu amigo e, por alguma razão, tivesse deixado de o ser.
A minha “incontinência verbal”, como refere, é resultado de um estilo de escrita que sempre usei e do qual gosto particularmente pois o que escrevi também lho diria pessoalmente ao vivo e a cores, caso tivesse tido essa oportunidade.Quanto à solidariedade que o Gonçalo indica de “gente da sua própria faculdade” fique também sabendo que muitos houveram que me elogiaram pela crónica de opinião que a si lhe dirigi. Ah! Cá vem de novo a sua ignorância: a Universidade dos Açores não está organizada em Faculdades. Além disso, quem pede “desculpas em nome da Instituição”, ou seja quem representa a Instituição, é o Reitor ou alguém por ele mandatado pelo que também me custa a entender essa parte da sua missiva. De resto, o meu texto sobre si, publicado na edição do dia 18 p.p., foi escrito na minha qualidade de cidadão e emitindo uma opinião pessoal. Ora se assim foi, se não representei oficialmente a UA nem sequer com ela me identifiquei directamente, não vejo por que razão há “gente da minha faculdade” a pedir-lhe desculpas pelo que então escrevi.
Se entendeu o meu texto como “berros de homens-das-cavernas” isso é um problema que resulta da sua imaginação e interpretação e se pretendeu atingir-me errou completamente pois nada tenho contra “berros de homens-das-cavernas” e, como o Homo neanderthalensis, o estereótipo do tal homem-das-cavernas, se extinguiu há cerca de 30.000 anos, nem sequer podemos saber se, de facto, berravam ou não.
Se a caricatura que desenhei da sua pessoa o incomodou o problema é seu: caricatura implica precisamente exagerar, no retrato, os traços mais marcantes do caricaturado. Se o Gonçalo tivesse uma verruga com pêlos no nariz pode ter a certeza de que a teria desenhado. Muita gente até se sente honrada em ser caricaturada e eu próprio já o fui num esplêndido desenho em que a minha pré-calvície é o aspecto mais evidenciado pelo desenhador.
Diz o Gonçalo que “João Pedro finalmente realizou em Abril as suas provas de agregação” e eu pergunto – E daí? O que é que isso tem a ver com este duelozinho? Será que, com o seu “finalmente”, quer insinuar que passei anos a tentar chegar a Agregado? Para sua informação doutorei-me em 21/09/2001 e terminei as referidas provas em 08/04/2008 – já agora pergunto-lhe se, por acaso, sabe o que implica chegar ao título de Agregado?
Diz também o Gonçalo que – “não sou eu o responsável pela sua lenta progressão na carreira”?!? - Lenta? Doutorado com 36 anos e Agregado aos 43 é lento? E com serviço militar pelo meio? E adianta “Não sou eu o responsável pelo desconforto que os grupos de investigação nacionais sentem quando têm de cooperar consigo num projecto” ao que eu respondo: Desconforto? Conhece os meus projectos? Mais uma vez tenho de o remeter ao meu CV que, pelos vistos, ignora mesmo completamente. Além disso, também no meu CV, poderá constatar que a maioria dos meus projectos são internacionais.Depois ainda comenta que “Não sou seguramente eu o culpado por, no café, o olharem de soslaio, sem os salamaleques a que gostaria de ter direito, como professor universitário” ao que eu sou forçado a afirmar que esse comentário é capaz de ser, simultaneamente, dos mais hilariantes e disparatados que li, até hoje, a meu respeito. Mais ainda quando o Gonçalo afirma que “não sou eu o responsável por o Departamento de Oceanografia e Pescas ter projecção internacional” desconhecendo por completo (cá está de novo à vista a sua ignorância) que eu sou investigador do ImarAçores e, portanto, estreitamente ligado ao DOP publicando e trabalhando regularmente com colegas daquele Departamento desde 1989 logo sendo eu próprio um dos que contribui activamente para essa projecção internacional de que fala.Mais à frente ainda se atreve a insultar o Diário Insular reduzindo-o a um “pasquim” mas esquecendo-se que teve a honra de ser entrevistado por esse mesmo jornal e com lugar de destaque na revista de Domingo. Insinua também que tenho inveja de colegas – nem imagina como esta sua tirada me fez rir – quando inveja é um sentimento que desconheço completamente, embora confesse que gostava de conseguir tocar piano como Glenn Gould ou como Oscar Peterson.Se vesti a “camisola da Universidade” como diz, foi porque o Senhor insultou a Instituição, o seu Reitor e todos os seus Professores, Investigadores, Funcionários e Alunos. E repare bem que esperei quase um mês por escrever o que escrevi na esperança de que o Senhor, ao ter-se dado conta das asneiras que afirmou sobre a UA, se retratasse. Como não o fez, senti-me na obrigação moral de defender a minha “camisola” e de tentar esclarecer a opinião pública.
Ao afirmar que “Não lhe devolvo a caricatura por manifesta falta de tempo” depois ainda confessando “fiquei intrigado com a capacidade de um indivíduo que, pago a tempo a inteiro para investigar, ainda encontra tempo, entre o café, as guitarras e os arpões, para aprimorar o traço” o Gonçalo demonstra que não sabe o que é uma pessoa polivalente (e isto, se quiser dar-se ao trabalho, também encontra no meu CV). Primeiro presume que passo tempo no café (o que por acaso não é verdade mas se fosse até posso lembrar-lhe que muitas e importantes obras de vários géneros foram escritas em mesas de café), depois fala das guitarras desconhecendo a minha formação musical e do “traço” sem saber que sou artista plástico, representado em colecções privadas e públicas em Portugal e no estrangeiro, e ilustrador científico membro do Guild of Natural Science Illustrators. Aquela sua tirada dos arpões é que me deixou na dúvida sobre se quis referir-se, metaforicamente, a um estilo tipo “As Farpas” ou à caça submarina. Se foi à primeira hipótese igualmente lhe confesso que me delicio com esses extraordinários textos de Eça de Queiroz e de Ramalho Ortigão, se foi à segunda hipótese posso informá-lo que a caça submarina, para além de ser uma forma única de estar no mar e trazer petiscos para casa, me permitiu publicar vários trabalhos científicos, com algumas espécies nunca antes estudadas, precisamente por ser uma forma de pesca que permite selectividade – presumo que saiba que trabalho em Biologia Marinha, nomeadamente em Ictiologia…
Rematando – Diz o Gonçalo, já no fim, o seguinte: “Mesmo assim, feliz da instituição que se ufana de ter um biólogo tão multifacetado entre os seus quadros” ao que eu só lhe posso, muito sinceramente, agradecer o elogio.
Um abraço do João Pedro
Angra do Heroísmo, 25 de Janeiro de 2009

(In Diário Insular)

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Exposição fotográfica assinala Ano Internacional da Astronomia

Uma exposição de fotografia denominada “Da Terra para o Universo” vai percorrer os 19 concelhos dos Açores para assinalar o Ano Internacional da Astronomia (AIA). Em declarações à agência Lusa, Miguel Ferreira, delegado regional para o AIA, adiantou que “a exposição pretende sensibilizar a população em geral e os astrónomos amadores em particular para os fenómenos da astronomia”. O objectivo “é mostrar que as ilhas açorianas são um bom local para observações astronómicas e convidar o público a participar em observações regulares”. Miguel Ferreira adianta que “as comemorações também vão permitir projectar os Açores internacionalmente como local dinamizador de realizações científicas”. As iniciativas nos Açores estendem-se até ao final do ano com diversas palestras, exposições em museus, observações nos diferentes concelhos e concursos nos estabelecimentos de ensino. A organização tem prevista a realização de dois cursos de formação em astronomia, dirigidos a professores. Está ainda prevista uma exposição/concurso escolar sobre “Astronomia e Arte” cujas criações serão depois enviadas para o concurso que vai decorrer a nível nacional. Para além das câmaras municipais, escolas e associações que deverão colaborar, Miguel Ferreira vai também estabelecer parcerias com os Centros de Ciência de Angra do Heroísmo e Ribeira Grande.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, janeiro 29, 2009

Restauro das turfeiras no Cabrito é possível

A recuperação da capacidade de retenção de água da Caldeira Guilherme Moniz é possível, mas demorará, no mínimo, uma década. A opinião é dada por Eduardo Dias, professor universitário no Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e director do Gabinete de Ecologia Vegetal Aplicada (GEVA) da Universidade dos Açores. O especialista, em declarações ao DI, adianta que esse trabalho exigirá o restauro das turfeiras nas zonas baixas da Caldeira e o repovoamento com espécies linhosas das zonas altas, conseguindo com isso o aumento da capacidade de retenção de nevoeiros. “Esse trabalho é possível. Há vários casos nos Açores em que foram recuperadas turfeiras. A lagoa do Negro é um exemplo. Os terrenos a Norte foram abandonados há 20 anos e, hoje, temos lá uma turfeira jovem. No caso da Caldeira Guilherme Moniz, também será possível, embora o sucesso dependa do estado dos terrenos e do grau de destruição do sistema de turfeira”, explica. Daí que o académico assuma que é viável o plano de recuperação da capacidade de retenção de água da Caldeira Guilherme Moniz, anunciado pelo secretário regional do Ambiente como uma das medidas para garantir a recarga dos aquíferos na zona do Cabrito. “É preciso perceber-se que cada uma daquelas áreas representa um caso e que as medidas de restauro das turfeiras terão de ser adequadas ao estado desses terrenos. Nalguns locais será necessário conduzir as águas, para provocar o encharcamento e, eventualmente, alterar a orografia. Noutros locais, onde ainda residam turfeiras, ou pelo menos os princípios que as geram, a intervenção poderá ser mais fácil. Tudo dependerá do que encontrar-se ali. Mas é certo que falamos sempre de um trabalho a médio prazo. Se houver acção do homem no restauro, dentro de uma década poderemos ter o sistema a funcionar. Se não houver intervenção, tudo poderá demorar pelo menos 20 anos”, argumenta. Eduardo Dias alerta ainda para a necessidade de essa intervenção contemplar a possibilidade de expansão de espécies exóticas e invasoras.“Estas são rápidas a ocupar espaço quando os terrenos são abandonados. Daí que seja importante monitorizar essa situação”, explica.
Se tem que ser…
Os proprietários de terrenos agrícolas na Caldeira Guilherme Moniz devem ser “compensados devidamente” caso essas terras venham a ser reservadas para a produção de água, defende o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT). Paulo Simões, em declarações, ontem, ao DI para comentar o plano de sustentabilidade dos recursos hídricos da Terceira que prevê a diminuição do uso agrícola nos terrenos entre a Serra do Morião e o Pico Alto, adianta que foram realizados investimentos avultados e que quem os fez não pode ficar de mãos a abanar. “Foram criadas ali óptimas pastagens. Houve quem investiu muito para transformar aqueles terrenos em pastagem, portanto, há que ressarcir convenientemente esses agricultores. No entanto, em nosso entender, se se provar que é fundamental para a sustentabilidade do abastecimento de água à ilha que aquela área fique reservada, então deve avançar-se com a delimitação”, sublinha o responsável. “Essa medida não terá um impacto enorme na agricultura da ilha, até porque são poucas as explorações agrícolas ali existentes. Mas, de qualquer modo, terá impacto importante para esses agricultores, que devem ser compensados pelo investimento que fizeram e, com essa medida, deixará de ser rentabilizado”, adianta Paulo Simões.

(In Diário Insular)

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Nova Associação de Estudantes

O pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores tem nova Associação de Estudantes (AE), eleita. O novo presidente, João Machado da Silva, afirma que os principais objectivos da AE são “unir os três pólos da universidade, alargar o circuito dos mini-bus de forma a garantir maior flexibilidade no transporte entre o Pico da Urze e a Terra Chã, realizar uma semana académica em Angra e ainda a abertura do novo Bar Académico (BA)”.“O novo BA abre no próximo sábado, dia 31 de Janeiro, num anexo ao lado do Clube Musical, data do 18.º aniversário da Tuna Sons do Mar”, afirma João Machado da Silva.

(In Diário Insular)

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Instituto de Biotecnologia a funcionar antes de 2012

O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade até 2012. Para funcionar no parque tecnológico da Terceira, assume o Governo Regional.
O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), a instalar na ilha Terceira, sairá do papel até 2012. A garantia foi dada, ontem de manhã, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
José Contente, que falava aos jornalistas após uma visita ao pólo universitário do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra-Chã, garantiu que a entidade – com estatutos já criados – irá alojar-se no parque tecnológico da ilha Terceira, em fase de projecto. “Até ao final desta legislatura, queremos ter o parque tecnológico construído. Aí serão instalados os actuais centros de investigação do pólo da Terceira da Universidade dos Açores, incluindo o Centro de Biotecnologia, que, assim, vão dispor de melhor condições e infra-estruturas. Começamos a elaborar o projecto desse parque tecnológico. Queremos desenvolve-lo nesta legislatura, para que estes conteúdos funcionais possam ser neles integrados”, adiantou José Contente, sem pormenorizar os prazos de concretização. Por outro lado, confirmou o reforço do apoio financeiro do executivo aos projectos de investigação em curso na Universidade dos Açores. Segundo o responsável, a localização do parque tecnológico ainda não está definida. Mas José Contente admite que possa ser construído nas imediações do pólo universitário da Angra do Heroísmo no Pico da Urze.
Manter identificação
Para o director do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a concretização do IBBA e do parque tecnológico da Terceira são boas notícias. “Tratando-se de áreas de investigação tão importantes actualmente, faz todo o sentido que se criem infra-estruturas e condições para desenvolvermos vários projectos”, adianta Artur Machado. Contudo, o investigador alerta para a necessidade dos parceiros do IBBA manterem a sua identidade. “Este instituto vai garantir uma maior eficiência de técnicas e espaços e uma maior cooperação entre quem investiga nesta área. Mas acho fundamental que os centros de investigação integrados no IBBA mantenham o seu carácter e a sua vocação. Pelo menos o Centro de Biotecnologia o fará”, sublinha Artur Machado. O IBBA tem como sócios fundadores a Região Autónoma dos Açores, o Fundo Regional da Ciência e Tecnologia, o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, o Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo e a Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, janeiro 28, 2009

DIREITO DE RESPOSTA A JOÃO PEDRO BARREIROS

Gonçalo Pereira Rosa

Meu caro João Pedro Barreiros,
Um dia, quando chegar à sua idade, espero ter desenvolvido um sentido agudo de juízo e bom senso, aptidões que, infelizmente, não se compram na botica, embora alguns pareçam necessitados de doses cavalares.Conhecendo o seu currículo, cuidei que teria juízo para não travar as batalhas dos outros ou deixar-se enlamear por uma causa que não é sua. Esperaria uma atitude destas, mais própria de um moço de recados do que de um docente universitário, de um aluno ou de um professor em início em carreira. Num professor auxiliar, com a carreira salvaguardada, parece-me mais difícil de perceber que destile ódio por tão pouco.No final, João Pedro, você sai mal na fotografia, passa por incontinente verbal depois de uma grosseria que produziu um efeito que nunca esperei - a solidariedade de gente da sua própria faculdade que, concordando ou discordando com a opinião que emiti, teve a amabilidade de me pedir desculpa em nome da instituição.Vamos então ao contraditório. No sítio de onde venho, normalmente, as ideias debatem-se. Um indivíduo propõe uma tese; o outro contesta com uma tese alternativa. E, do debate que se segue, emerge porventura uma versão mais completa e mais abrangente. No entanto, se ao primeiro sintoma de discordância, reagirmos aos berros, acusando os outros de incompetência, ignorância e tiroidismo (finíssimo, o seu dichote, finíssimo!), parece-me que não temos debate. Temos gritaria e silogismos próprios dos homens das cavernas, com os quais o João Pedro está seguramente à vontade, mas o debate esconde-se, envergonhado. Se quer contestar ideias, vamos a isso. Se não tem nada para apresentar, parece-me mais prudente encostar-se a um canto e deixar os senhores que conseguem debater sem berrar participar.Dizem-me de Angra que o João Pedro finalmente realizou em Abril as suas provas de agregação. Folgo em tomar conhecimento de uma notícia há tanto atrasada. Imagino que então terá posto em prática a capacidade de raciocínio e a continência verbal que lhe parecem faltar noutras ocasiões, onde, garanto-lhe, perde mais do que ganha. Para que fique claro e não me guarde rancores, não sou eu o responsável pela sua lenta progressão na carreira. Não sou eu o responsável pelo desconforto que os grupos de investigação nacionais sentem quando têm de cooperar consigo num projecto. Não sou seguramente eu o culpado por, no café, o olharem de soslaio, sem os salamaleques a que gostaria de ter direito, como professor universitário. E, afianço-lhe, não sou eu o responsável por o Departamento de Oceanografia e Pescas ter projecção internacional, com natural expressão nos meios de comunicação que abordam a ciência, enquanto ao João Pedro estão guardadas as páginas sempre disponíveis (e, neste caso, tristemente disponíveis) do “Diário Insular”. Fica-lhe mal esse desconforto quando lê elogios aos colegas. Afinal, se vestiu a camisola da universidade para sentir as suas dores, deveria ficar radiante com o reconhecimento público de um dos seus melhores departamentos. Agradeço-lhe o cuidado com a saúde da edição portuguesa da National Geographic. Felizmente, embora não o conte como leitor, a revista está bem e recomenda-se. Chega a 400 mil pessoas todos os meses (dados do último Bareme da Marktest) e, folgo em dizê-lo, relata frequentemente a actividade científica válida do arquipélago dos Açores. Não tivemos ainda oportunidade de relatar um dos seus projectos, é verdade, mas aguardarei pelo próximo artigo de etnografia e folclore para colmatar essa falha.Ao longo dos anos, escutei críticas bem fundamentadas de colegas seus, queixando-se da falta de acesso aos media para comunicar e divulgar ciência. Vejo, por este caso, que é necessário algum pudor antes de abrir o espectro mediático a qualquer docente universitário. Imagino aliás que os papás e as mamãs dos seus alunos terão ficado encantados com a elegância e trato de quem educa os seus filhos. Infelizmente, verifica-se que o privilégio do acesso à educação não gera necessariamente adultos bem educados.Não lhe devolvo a caricatura por manifesta falta de tempo, mas confesso que fiquei intrigado com a capacidade de um indivíduo que, pago a tempo a inteiro para investigar, ainda encontra tempo, entre o café, as guitarras e os arpões, para aprimorar o traço.Ah, se a sua desenvoltura na produção escrita acompanhasse esse ritmo, que investigador o país não teria! Mesmo assim, feliz da instituição que se ufana de ter um biólogo tão multifacetado entre os seus quadros.Espero sinceramente que este triste assunto termine aqui. Não vejo necessidade de gastar mais tempo e espaço com assuntos que, com reflexão, poderiam nunca ter saído do tinteiro, sem envergonhar quem neles participa.

(In DI-Revista)

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Camões: Poeta ou Astrónomo?

Félix Rodrigues
A “Astronomia de Os Lusíadas”, é uma obra de Luciano Pereira da Silva, um dos primeiros investigadores a analisar de modo sistemático as referências astronómicas do Poema. Afirma que os aspectos astronómicos dessa obra, mostram que ‘Camões tinha um conhecimento claro e seguro dos princípios da astronomia, tal como ela se professava no seu tempo’ e deduz que as ideias astronómicas do poeta são as do texto de Sacrobosco, com as modificações contidas nas notas de Pedro Nunes no Tratado da Sphera de 1537. Este artigo, que segue a mesma linha do trabalho anteriormente referido, enquadrado nas Comemorações do Ano Internacional da Astronomia (AIA-2009), pretende enfatizar o saber astronómico de Camões analisando apenas a estrofe 88 do Canto X de “Os Lusíadas”, onde de forma poética e cientificamente correcta para a época, o poeta faz referência às constelações conhecidas nos dois Hemisférios Celestiais.
"Olha por outras partes a pintura
Que as Estrelas fulgentes vão fazendo:
Olha a Carreta, atenta a Cinosura,
Andrómeda e seu pai, e o Drago horrendo;
Vê de Cassiopeia a fermosura
E do Orionte o gesto turbulento;
Olha o Cisne morrendo que suspira,
A Lebre e os Cães, a Nau e a doce Lira.”

Uma vez que as posições relativas das estrelas se mantêm no firmamento por muitos séculos, pode-se afirmar que as constelações que Camões refere em “Os Lusíadas”, são as mesmas que ainda hoje observamos.
Quem na actualidade consegue identificar a Carreta, Cinosura, Andrómeda, Cassiopeia, Drago, Orionte, Cisne, Lebre, Nau ou Lira?
A Carreta era o nome atribuído à época à Ursa Maior ou Úrsula Maior, por ter uma forma de Carro, enquanto que Cinosura era o nome da Ursa Menor. De facto, a Ursa Maior aponta para a Ursa menor.
A princesa mitológica Andrómeda, tem o nome associado a uma constelação do Hemisfério Celestial Norte. As três estrelas mais brilhantes dessa constelação boreal são Sirrah (alfa), Mirach (beta) e Almak (gama). Estão quase em linha recta e equidistantes e encontram-se no prolongamento do quadrado de Pégaso. Mitologicamente, o pai de Andrómeda é Cefeu. Cefeu é também uma constelação do Hemisfério Celestial Norte sendo a estrela alfa de Cefeu, Alderamin, a mais brilhante. As constelações vizinhas de Cefeu são a Úrsula Menor, Dragão (Drago), Cisne e Cassiopeia. Camões conhece essa proximidade e cita todas essas constelações na estrofe anterior.
Os Cães que Camões refere, são os cães de Orionte: o Cão Maior e o Cão Menor.
Orionte tem sido objecto de admiração ao longo de todos os tempos. Esta constelação, conjuntamente com a Úrsula Maior e as Plêiades, é das constelações com referências mais antigas. Com excepção da "Carreta" - Úrsula Maior, o "cinturão de Orionte" é provavelmente o mais conhecido e o mais popular de todos os grupos estelares. Popularmente chamam a essa grupo de três estrelas "as três Marias" ou "os três Reis Magos". Nos catálogos antigos, Orionte é representada por um caçador movendo um maço (como lhe chama Camões – gesto turbulento”), enfrentando o Touro celeste. Tem aos pés a Lebre e seguem-nos o Cão Maior e o Cão Menor.
No Hemisfério Celestial Norte é ainda possível observar as constelações de Cisne e de Lira que Camões refere na estrofe anterior, no entanto, a Lebre, é uma constelação do Hemisfério Celestial Sul, logo ao sul do equador celeste.
O verso “Olha o Cisne morrendo que suspira” tem também sentido mitológico, onde Camões junta, como é hábito, as duas vertentes: a astronómica e a mitológica. Por outro lado, é a forma poética que encontra para falar da constelação de Gémeos. Para melhor se entender essa assunção, atenda-se à história da princesa Leda.
Leda era uma jovem e bela princesa, recém-casada com Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta. Gostava de deitar-se na relva, apreciando o canto dos pássaros onde expunha o seu corpo nu aos raios do sol, sob olhares indiscretos dos deuses.
Certa vez, Zeus ia a caminho da cidade de Tróia e encontrou Leda deitada seminua na relva e parou para contemplá-la de longe. Temendo assustá-la com a sua figura gloriosa e resplandecente, converteu-se num cisne imenso para poder cortejá-la.
Ao ver o belo cisne, Leda senta-se e começa a observá-lo. O Cisne mostra grande excitação e desejo, através de uma dança. Leda estava fascinada e o cisne aproximou-se mais e começou a tocá-la e acariciá-la com as suas plumas e o seu longo pescoço.
Excitada, Leda deitou-se novamente na relva e aguardou que o cisne se deitasse sobre ela, para se amarem.
Alguns meses depois a princesa sente fortes dores e percebe que do seu ventre saíam dois ovos: do primeiro, nasceram Castor e Helena e do segundo, Pólux e Clitemnestra. Hera, irmã e esposa de Zeus, com ciúmes, persegue e proíbe Leda de viver no reino. Zeus para compensar Leda, converteu-a em deusa e reservou-lhe um espaço no céu, na forma de uma estrela na constelação de Cisne.
Os filhos de Leda e Zeus, Castor e Pólux, tornam-se grandes guerreiros e amigos inseparáveis. Todavia Castor, que herdou a mortalidade humana da mãe, perde a vida numa batalha e Pólux, que herdou a imortalidade divina do pai, suplica a Zeus que devolva a vida ao seu irmão. Comovido com esta demonstração de amor fraterno, Zeus propõe a Pólux dividir a sua imortalidade, alternando com o irmão um dia de vida e um dia de morte.
Assim os irmãos passaram a viver e a morrer alternadamente e Zeus homenageou-os com a constelação de Gémeos, na qual não poderiam ser separados nem com a morte.
A Nau, referida por Camões é provavelmente a constelação do Navio, e na idade média chamada de Argos, referida, crê-se que pela primeira vez, no Almagesto de Claudio Ptolomeu (127-145 d.C.) naquele que é um dos mais importantes catálogos estelares: uma fabulosa obra composta por 13 volumes e onde estão referidas 1022 estrelas de 48 constelações distintas, sendo 12 zodiacais, 21 ao Norte e 15 ao Sul, inclusive as quatro estrelas principais do Cruzeiro do Sul, na época pertencentes à constelação de Centauro. Essa possibilidade torna-se mais pertinente, porque Camões sabe-o, pois escreve na estrofe 85 do Canto IV:
“Elas prometem, vendo os mares largos,
De ser no Olimpo estrelas, como a de Argos”

Mitologicamente a Nau Argos foi posta entre as constelações por Minerva. Apreciador da mitologia grega como era, Camões teria certamente conhecimento desse facto.
Assim, quando Camões canta o firmamento, já muitas das constelações eram conhecidas e referidas nas obras de astronomia, todavia conhecê-las quase todas, e bem, exigiria um conhecimento profundo dos céus. O mais assombroso é que numa só estrofe Camões refere directa e indirectamente quinze constelações : Carreta (Úrsula Maior), Cinosura (Úrsula Menor), Andrómeda, Cefeu (seu pai), Dragão (Drago), Cassiopeia, Orionte, Touro (direcção do gesto turbulento de Orionte), Cisne, Gémeos (Cisne morrendo que suspira), Lebre, Cão Maior, Cão Menor (os Cães), Argo Navis (Nau) - actualmente dividida em Quilha, Popa e Vela, e finalmente, Lira.
Porquê chamar à constelação do Dragão, Drago horrendo, quando todas as outras menções revelam harmonia? Tal pode tanto dever-se a aspectos mitológicos com a aspectos astronómicos ou astrológicos. Em Camões, tal como referido anteriormente, estes aspectos andam misturados.
Para comemorar o casamento de Zeus com Hera, Gaia, a Mãe-Terra, ofereceu à rainha dos deuses uma macieira que produzia frutos de ouro. Não sabendo onde guardar tão precioso presente, Hera decidiu plantá-lo no Jardim das Hespérides (as Ninfas do Poente), o lugar mais distante do mundo (segundo a então geografia grega), no noroeste de África. A deusa percebeu que as ninfas não poderiam proteger sozinhas a macieira sagrada, decidindo pô-la a guardar também o dragão Ládon, filho de Tífon e Équidna.
Como último de seus “Doze Trabalhos”, o herói Héracles (Hércules) foi enviado para colher as maçãs divinas. Mas, não tendo conseguido derrotar o dragão, Héracles contou com a ajuda do Titã Atlas, que matou Ládon e trouxe as maçãs que deu a Héracles.
Zeus elevou o dragão ao céu, transformando-o numa constelação. Para Héracles, também depois de morto, foi criada uma constelação com seu nome, posta diante do Dragão, ajoelhado frente a ele e ameaçando-o com a clava (como que a golpeá-lo). O Drago horrendo de Camões poderá estar relacionado com esta lenda grega. Se assim for, na estrofe anteriormente referida, Camões também se refere indirectamente à Constelação de Hércules (a constelação de Hércules é uma extensa constelação a Oeste de Lira).
Nas culturas ancestrais, o Sol, é representado de muitas maneiras, por exemplo, personificando um pastor, um guerreiro, um caçador, um cavalo ou uma águia. Por outro lado, a escuridão, o inimigo do Sol, pode tomar a figura de um enorme dragão, de uma serpente ou de um escorpião. Assim, o Dragão era visto como um ser horrendo, capaz de devorar o Sol ou a Lua. Tal explicava os eclipses solares e lunares.
No contexto da estrofe 88 do Canto X, não se crê que Camões se refira à constelação do Dragão como Drago horrendo, sem qualquer sentido astronómico, certamente quereria indicar a constelação de Hércules ou então referir a existência de fenómenos astronómicos como os eclipses do Sol e da Lua.
Fica-se deveras intrigado com os conhecimentos astronómicos de Camões. Onde os aprendeu? Onde os estudou?
Camões continua a fascinar-nos, poética e astronomicamente.

(In Diário Insular)

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Processo de Bolonha e falta de dinheiro

Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, assume que falta de dinheiro condiciona aulas práticas na Universidade, mas rejeita atrasos no processo de Bolonha.

(ouvir notícia aqui)

(In Paulo Alves - RDp Açores)

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terça-feira, janeiro 27, 2009

Gestão integrada da água

Já se encontra à venda o livro "Gestão Integrada da àgua".

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 496
Editor: Principia
ISBN: 9789898131263

Para mais informações consulte a página aqui linkada.

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AO LONGO DE 2009, Açores na órbita do Ano Internacional da Astronomia

Humberta Augusto

Os Açores vão integrar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia com diversas iniciativas, entre as quais, a exposição “Da Terra para o Universo” que pretende percorrer todos os municípios do arquipélago com fotografias de grande formato exibidas em espaços públicos.
À semelhança de mais de uma centena de locais distribuídos por todo o mundo, os Açores vão assinalar o Ano Internacional da Astronomia com um vasto programa de actividades a decorrer ao longo deste ano.
A iniciativa, da responsabilidade da União Astronómica Internacional (IAU) e da UNESCO que marca a passagem dos 400 anos das descobertas do cientista Galileu, está a ser organizada pela delegação regional dos Açores para o Ano Internacional da Astronomia, chefiada por Miguel Ferreira, astrónomo profissional. Para tal o delegado regional conta com diversas parcerias como as que tem encetado com a Universidade dos Açores e com os Centro de Ciências de Angra do Heroísmo e da Ribeira Grande, para além das que forem estabelecidas com autarquias, escolas, associações, etc.
Projectar o arquipélago a nível internacional como dinamizador de eventos de divulgação científica e despertar o interesse do público açoriano para a ciência e para a astronomia em particular está entre os principais propósitos do projecto.
De igual forma, a celebração da efeméride quer mostrar que as ilhas são um bom local de observação astronómica e incentivar o público açoriano a participar em observações regulares.

Fotos do universo a partir da terra

Uma das mais emblemáticas iniciativas reside na exposição itinerante denominada “Da Terra para o Universo”, de âmbito internacional, cujas fotografias de grande dimensão têm como objectivo percorrer os 19 concelhos açorianos.
“Temos tido boa receptividade”, disse à “a União”, o delegado regional, que explicou ter enviado no início do mês cartas de apresentação a todos as edilidades a dar conhecimento do propósito.
A exposição, a ser implementada em locais públicos de acesso livre e de grande afluência, estará patente entre Março e Dezembro de 2009, em regime de itinerância, tendo sido montada uma tela, a título experimental, à entrada do pólo universitário de Angra de Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra Chã.
As imagens da exposição, tiradas por satélites, provenientes de astrónomos profissionais de planetas, nebulosas e outros fenómenos, são “de grande beleza”, conta Miguel Ferreira e pretendem cativar e informar um público não especializado.
Por outro lado, a exposição quer dar a conhecer trabalhos de astrónomos amadores locais, pretendendo-se incluir no lote de 25 fotografias, uma ou duas telas, de igual dimensão, de fotografias tiradas por astrónomos amadores nos Açores. Uma forma, disse, de encorajar a observação e a fotografia astronómica na região.
Para a produção desta exposição, é fundamental, o estabelecimento de parcerias com as câmaras municipais do arquipélago para assegurar o interesse em receber a exposição, conceder autorização para utilização dos espaços públicos para montagem da exposição e garantir o apoio logístico em cada autarquia para divulgação local, recepção, montagem, supervisão, desmontagem e reenvio da exposição.
Associada à exposição estará a realização de uma Semana da Astronomia que pretende dar maior projecção à temática concentrando diversas actividades num curto espaço de tempo, com diversas palestras, sessões de observação e actividades ligadas a esta ciência.

Agenda astronómica

Ainda no rol de actividades previstas, está um curso de formação de três dias sobre astronomia dirigido a professores do ensino básico e secundário para a realização de actividades de astronomia nas escolas, em Outubro de 2009.
A exposição/concurso: “Astronomia e arte” pretende cativar nos jovens o gosto pela ciência numa perspectiva artística em geral, e pela astronomia em particular, através da arte nas escolas. O mesmo propósito tem a mini-exposição: “O Universo da Astronomia” que quer incentivar as actividades dos clubes de astronomia das escolas através de uma exposição acompanhada de material multimédia e com actividades apropriadas à idade escolar

(In A União)

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Governo encerra estrada na Terceira

O Governo dos Açores encerrou a estrada do Cabrito por falta de segurança.
A estrada passa sobre a abobada da Furna de água que corre o risco de desabar.

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Processo de Bolonha "esqueceu" componente experimental dos cursos

Embora a Universidade dos Açores tenha tido uma boa integração no Processo de Bolonha, tenha captado novos públicos e esteja a proporcionar o contacto dos alunos com o mercado de trabalho, os cursos têm pouca componente experimental e os níveis de mobilidade não são os desejáveis.
O Relatório de Concretização dos Objectivos do Processo de Bolonha na Universidade dos Açores, recentemente divulgado, revela que 66 por cento do conjunto de licenciaturas, mestrados e doutoramentos da academia açoriana, não têm qualquer componente experimental. O que quer dizer que, dos 63 cursos leccionados na Universidade dos Açores, 42 têm zero por cento de prática de laboratório, trabalho de campo e trabalho de investigação. Dos restantes 21 cursos, as licenciaturas nas áreas da Biologia, Ciências Agrárias, Engenharia, Matemática e Informática são as que têm maior incidência experimental. As componentes de projecto e estágio ganham particular relevo nos cursos de Enfermagem, apresentando menor expressão nos cursos pertencentes às áreas já mencionadas, assim como nos cursos das áreas de Serviço Social, Património Cultural, Turismo e Educação. Sendo que nas restantes áreas, com a implementação do novo processo, não existe qualquer estágio ou trabalho de projecto. Isto significa que os cursos de licenciatura em Psicologia, Economia, Gestão, Sociologia, Comunicação Social e Cultura e Relações Públicas e Comunicação não têm qualquer tipo de componente experimental, nem sequer estágios ou trabalhos de projecto. As conclusões do relatório referem que estes dados “põem em evidência que, ao nível do trabalho experimental, será possível conceder um maior espaço, pelo menos em alguns sectores”. A mobilidade de estudantes e docentes, um dos principais objectivos do Processo de Bolonha, que pretende criar uma área de ensino superior europeu, através da eliminação das fronteiras tanto físicas como dos saberes, é ainda uma realidade que, embora tenha uma “evolução animadora” nos últimos anos, tem ainda pouca expressão na Universidade dos Açores, especialmente no que diz respeito aos professores. As conclusões do relatório referem que é necessário incrementar “estratégias susceptíveis de aumentar o seu crescimento”, acrescentando que “ao nível da mobilidade dos docentes, o balanço encontra-se ainda longe de um patamar desejável”. Quanto ao controlo da qualidade do ensino na Universidade dos Açores, feito através da realização de inquéritos aos alunos das licenciaturas, o relatório revela que apenas 35 por cento dos estudantes participaram no ano passado. Sendo assim, nas conclusões do documento é sugerida a institucionalização de uma cultura de avaliação, de modo a aumentar a participação na resposta aos inquéritos e o alargamento dos inquéritos aos alunos dos cursos de mestrado. O relatório revela também que no que toca ao funcionamento das unidades curriculares e desempenho dos docentes, o “bom” foi a classificação com maior número de respostas, e que no que diz respeito ao grau de envolvimento dos estudantes e à sua intervenção nas aulas, 40 por cento respondeu “médio”. Como outros pontos positivos, o relatório destaca a boa integração do Processo de Bolonha na Universidade dos Açores, já que foi totalmente implementado um ano antes do prazo limite estabelecido e que conseguiu atingir o objectivo de tornar os cursos mais específicos; a captação de novos públicos, através da oferta de cursos pós-secundários de especialização tecnológica e do aumento das candidaturas especiais para maiores de 23 anos (241 este ano lectivo); e a permanente preocupação dos responsáveis pelo funcionamento de diversos cursos em assinar protocolos com instituições, serviços e empresas locais, com o objectivo de conferir aos alunos “uma base importante de inserção no mundo do trabalho”.

Mais atractividade e mobilidade

A implementação do Processo de Bolonha veio impor a organização do ensino superior em três ciclos, a introdução do sistema europeu de transferência e a acumulação de créditos (ECTS), baseados no trabalho efectivo dos próprios estudantes, bem como a estruturação dos cursos com base no desenvolvimento de competências. Actualmente, todos os cursos da Universidade dos Açores estão adequados a este novo modelo de ensino superior. Os cursos de 1º ciclo de estudos (licenciaturas) passam a ter a duração de 6 semestres, com 180 ECTS, e os cursos de mestrados 4 semestres, e 120 ECTS. Constituem excepção a esta regra os cursos de licenciatura em Serviço Social, que têm uma duração de 7 semestres e 210 ECTS, e os cursos de licenciatura em Enfermagem, que têm uma duração de 8 semestres e 240 ECTS.

(João Cordeiro In Açoriano Oriental)

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Governo combate falta de água na Terceira

A médio prazo, recuperar as turfeiras que foram transformadas em pastagens.São as medidas do Governo para acabar com a falta de água na ilha Terceira.

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I Congresso Internacional de Astronomia O UNIVERSO NOS AÇORES

No âmbito do Ano Internacional da Astronomia é nosso propósito promover o I Congresso Internacional de Astronomia Azores – O Universo Nos Açores. Temas como a exploração do Sistema Solar, nomeadamente de Marte, levada a cabo pela parceria entre a ESA,NASA, JAXA e Agência Espacial Russa, as descobertas levadas a cabo quase diariamente pelo ESO, oaparecimento de cada vez mais planetas extra Sistema Solar, a moderna Cosmologia, entre outros, estão na ordem do dia dos vários serviços de notícias e fascinam todos nós, principalmente os mais jovens. Este Encontro pretende, assim, ser um espaço onde professores e alunos dos vários níveis e graus de ensino einstituições escolares e científicas mostram o que se tem feito neste domínio.
Objectivos:−Envolver a escola e a comunidade nas comemorações do Ano Internacional da Astronomia.

−Promover o contacto entre astrónomos profissionais e amadores, professores, alunos e restantecomunidade interessada em Astronomia.

−Divulgar projectos realizados nas Universidades e Escolas no âmbito da Astronomia e exploração doUniverso.

−Promover a troca de experiências entre professores de diferentes Instituições.

−Possibilitar a troca de saberes entre os vários participantes.

−Promover a Região Autónoma dos Açores como uma região dinâmica e empreendedora.

−Dar a conhecer à comunidade o que está neste momento a fazer-se em investigação científica.

−Promover o intercâmbio entre os profissionais do sector, nomeadamente a troca de experiências noâmbito da elaboração de estudos e projectos de Astronomia.

−Promover a criação de trabalhos realizados por estudantes, no âmbito da Astronomia.

−Promover o convívio, a troca de experiências e confronto de ideias, estimulando assim o sentimento decamaradagem necessário para uma saudável convivência com a comunidade científica.

−Evidenciar o papel indissociável da Astronomia no desenvolvimento da Ciência, Tecnologia, Sociedadee Cultura.

−Divulgar a Astronomia, possibilitando o acesso da população em geral ao conhecimento científico.

O Encontro será organizado de acordo com os seguintes temas:

−BRINCANDO COM OUNIVERSO−OLHA,ESTÁ AÍ ALGUÉM? A exploração espacial e a vida no Universo

−O UNIVERSO NOSAÇORES. Neste âmbito serão realizadas:

−Palestras−Workshops−Observações astronómicas (dependentes das condições atmosféricas)−Exposições fotográficas−Apresentação de projectos−Apresentação de posters
O UNIVERSO NOS AÇORES

I Congresso Internacional de Astronomia Azores

2−Animação cultural−(…) Público Alvo:−Professores de diferentes níveis de ensino.

−Alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário e Universidades.

−Astrónomos amadores.

−Público em geral.

Data e Local: O encontro decorrerá nos dias 2, 3 e 4 de Abril de 2009 em Ponta Delgada, em local a designar oportunamente.

Materiais: Durante o congresso os participantes/intervenientes poderão ter acesso a: −Telescópios−Binóculos−Máquinas fotográficas−Projector−Computador−(…) Divulgação−Meios de Comunicação Social a nível Nacional (jornais, rádios, televisões) −Site da Sociedade Portuguesa de Física −Sociedade Portuguesa de Astronomia −Ano Internacional da Astronomia −Ciência Viva−Posters e panfletos distribuídos a nível Nacional −(…)Produto final do projecto:−Livro de Proceedings

Avaliação:−Inquérito a preencher pelos participantes/intervenientes−Relatório final a constar no Livro de Proceedings

Comissão Organizadora: Beatriz Cachim e Márcia Oliveira, ESDR

Colaboradores:−Sociedade Portuguesa de Física (SPF)−Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA)−Ciência Viva (CV) O UNIVERSO NOS AÇORES I Congresso Internacional de Astronomia Azores−Ano Internacional da Astronomia (IYA)−Aguardando confirmação de outras entidades.

Oradores/Conferencistas−Pedro Russo (Garching bei Muenchen, Germany) – IAU Coordinator for IYA2009−Rosa Maria Ros (Barcelona, Spain) – Vice-Presidente da European Association for Astronomy Education (EAAE). −Miguel Ferreira (Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo, Portugal e Coordenador do AIA nos Açores)−Felisbela Martins (Porto, Portugal) – Representante da EAAE em Portugal.−Veselka Radeva (Varna, Bulgaria) – Astronomical Observatory and Planetarium.−Rainer Gaitzsch (Muenchen, Germany) EAAE−Sakari Ekko (Turku, Finland) – EAAE. −Paulo Crawford (Lisboa, Portugal) – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). −Nuno Sá (Ponta Delgada, Portugal) – Universidade dos Açores. −José Saraiva (Lisboa, Portugal) – Instituto Superior Técnico (IST)/Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA).−Alexandre Costa (Faro, Portugal) – EAAE, Escola Secundária de Loulé. −Alina Louro (Guarda, Portugal) – Escola Secundária de Afonso de Albuquerque. Apoios a solicitar para a concretização do congresso:−Local para a realização do congresso.−Meios de transporte para as deslocações dos convidados.−Estadia dos convidados.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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Insularidade não pode limitar os horizontes

ARTUR MACHADO: “Hoje em dia, com a facilidade de comunicação que existe, a vida de um investigador está muito mais facilitada”

Quatro anos depois da criação do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, que lidera, um júri internacional do Ministério da Ciência atribui-lhe a classificação de Muito Bom. Como é possível atingir esse estatuto em tão pouco tempo?
Embora a avaliação seja referente aos três primeiros anos de actividade do CBA –UAc, é também certo que esta contempla a experiência e a dinâmica que levou à sua própria criação, daí que neste momento a avaliação reflecte a vontade, capacidade e reportório tecnológico dos seus membros. Não nos podemos esquecer também das condições criadas na última legislatura e que o centro soube aproveitar.
O poeta Emanuel Félix - um poeta, note-se - costumava dizer que a insularidade não pode ser desculpa para a mediocridade. Na vida real pode ser mesmo assim?
Penso que a insularidade como factor negativo depende muito do ponto de vista de cada um. É claro que a distância pode trazer inconvenientes no nosso quotidiano, mas se trabalhar num outro país Europeu terei outro tipo de problemas para resolver. Por isso vai dar tudo ao mesmo! Hoje em dia, com a facilidade de comunicação que existe, a vida de um investigador está muito mais facilitada. Podemos de manhã trocar impressões com um colega na China e à tarde com outro nos Estados Unidos. Como a Investigação Científica baseia-se principalmente no conhecimento do actual, para depois se desenvolver algo de novo, o factor comunicação é muito importante, até porque é muito caro descobrir a América duas vezes. No entanto é muito importante que a insularidade não limite a visão e os horizontes, visto que a investigação Cientifica que realizamos, para além de servir a região, tem de se afirmar e de concorrer a nível global.
Que vantagens o centro que lidera vai ter com a classificação que agora obteve?
É obvio que é sempre muito agradável ver o nosso trabalho reconhecido, a motivação para todos os membros do Centro que daí advêm é muito importante, hoje em dia é impensável fazer-se investigação nesta área sem ser integrado numa equipa coesa e dinâmica, daí esta avaliação ser muito importante e dinamizadora. Do ponto de vista financeiro, traz também alguma compensação visto que a dotação para um doutorado membro de num centro de investigação com uma classificação superior é ligeiramente mais elevada.
Atingir o grau máximo, a excelência, pode ser um objectivo credível da vossa parte?
Sem dúvida alguma, tenho a certeza que este é o objectivo de todos os membros do Centro. No entanto nem sempre é suficiente querer, é necessário ter as condições necessárias para tal. Bem! Isto é um outro debate.

(In Diário Insular)

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domingo, janeiro 25, 2009

Regional Government of the Azores supports cooperation with the United States of America on matters regarding climatic changes

On Tuesday, the Secretary for the Presidency assured the support of the Regional Government of the Azores for a cooperative project on climate change between US and European institutions. The Azores, situated in the mid-Atlantic, should be an ideal communicative platform for debating the problematic of climate change.
The Secretary for the Presidency, André Bradford, at the end of a meeting with Massachusetts state representative Michael Rodrigues, which took place in Ponta Delgada, expressed the support of the Regional Government of the Azores.
This meeting took place in the context of the ongoing protocol of cooperation between the Azores and the state of Massachusetts, formalised by Carlos César, President of the Regional Government of the Azores, and the Governor of Massachusetts, Mr. Deval Patrick.
André Bradford made known that “still in the current year, the first meeting between interested scientists and representatives of educational institutions from Europe and the United States will take place.” In addition, he said that from Tuesday’s meeting emerged “a programme of concrete initiatives that embody the willingness of various European research institutions to promote scientific cooperation, including, of course, the University of the Azores. “
The Regional Secretary for the Presidency underlined that this project of cooperation “has aroused great interest on the American side, not only by the State of Massachusetts but also by other partner institutions such as the University of New Jersey and of a federal agency whose research activities address the problematic of climate change.”
He said that “we have, therefore, the necessary conditions to implement this project and, at this very moment; we are making arrangements to pass from words into action.”

(In GaCS/AP/LFC )

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Relation between physical properties of the zona pellucida and viability of bovine embryos after slow-freezing and vitrification

Moreira da Silva F e Metelo R

In vitro-produced bovine morulae/blastocyst embryos (n = 119) were slow-frozen and vitrified and the physical alterations of the zona pellucida (ZP) was observed by scanning electron microscopy (SEM) to find an explanation for the loss of developmental capacity of the embryos after freezing/thawing. A control group was provided, in which embryos (n = 38) were neither frozen nor vitrified. Embryos were in vitro-cultured in a standard CO2 Heraeus incubator and their viability was assessed 24 and 48 h after the start of culture, evaluating their morphological aspect. After 24 h of culture, embryo survival rate for slow-freezing/thawed (n = 23), vitrified/thawed (n = 20) and control embryos (n = 20) was 39, 27 and 90%, and 35, 14 and 65% after48 h of culture, respectively. For evaluation of physical changes occurring in ZP, 20 embryos were slow-frozen, 18 were vitrified and 18 were used as control. All embryos were fixed, dried and examined under an SEM. Embryo's diameter, as well as thenumber of pores and their diameter was measured in squares of 6.4 microm width. We observed that, on average, the diameter of the embryos (92.26 +/- 10.15 microm) did not differ significantly among all embryos. As far as the diameter of the pores inthe outer surface of the ZP is concerned, the results revealed a significant difference (P <0,05).
(In Reproduction in Domestic Animals)

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Carlos César considers project of energy-autonomy of great strategic importance for the Azores

The Regional Government wishes to convey its satisfaction for the fact that the meeting of the operational committee of the Programme Massachusetts Institute of Technology – Portugal took place in the Azores, given that, in strategic terms, this is a very important initiative for the Region.
The President himself said it after meeting with Paulo Ferrão and Stephen Connors, directors of the Programme MIT-Portugal. He and his guests talked about the nuances of future cooperation, especially matters pertaining to the “Green Island” project, the aim of which is to develop the use of sustainable energies in the Azores.
Carlos César indicated that the final objective is that of securing total energy autonomy for the island of São Miguel through the use of renewable energies and other endogenous energy resources as well as fomenting, on Flores Island, the utilisation of these sources of energy.
The President reminded that significant steps had already been taken to assure the financing and preparation of partnerships that confer sustainability to this project of cooperation. He said that “our ambition is to provide our regional electrical system with full access to these renewable energies.”
Carlos César said that given the fact that the electrical system is responsible for more than 40% of energy consumption in the Azores - to which we can add 34% used by the transport system - “we should concentrate our attention on the contributions of renewable energy sources to the overall supply and know that such contributions will increase.” Therefore, the Regional Government values the MIT-Portugal project of cooperation. It provides support to intervening institutions and seeks to stimulate and attract the participation of private investors and scientific research centres.
The President of the Regional Government of the Azores said that “we have institutions in our region that are directly involved in such renewable energy projects, such as the Empresa de Electricidade dos Açores (Azores Electricity Company or EDA) and the Universidade dos Açores (University of the Azores) (…) He added that “we can help the electricity company and the university be indispensable actors in the realisation of this project.”
(In GaCS/CT )

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sábado, janeiro 24, 2009

Tunas animam Praia da Vitória

O Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, recebe hoje a gala de apresentação da Real Extudantina dos Açores, formada por antigos membros de tunas.O evento tem início pelas 21h30. Para além da Real Extudantina dos Açores, marcam presença a NEPTUNA (Nobre E Poderosa Tuna Universitária Nos Açores), a TAESEAH (Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo) e a Tuna Académica Sons do Mar.Após o intervalo do espectáculo, a Câmara Municipal da Praia vai homenagear figuras populares do concelho que se distinguiram em áreas tradicionais. O evento será transmitido via internet no site www.terceiraemfesta.com. A festa prolonga-se a partir das 00h30 na Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
(In Diário Insular)

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Educar para a Energia - 2ª Edição

Foi recentemente reeditada pela Associação Amigos dos Açores e pela Ecoteca da Ribeira Grande, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, a brochura Educar para a Energia, trabalhada no âmbito da disciplina de Projectos de Intervenção Ambiental do Mestrado em Educação Ambiental do Departamento de Ciências da Educação e Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Com a brochura os autores, Teófilo Braga, Cláudia Tavares e Helena Primo, desafiam as escolas dos Açores a fazerem um diagnóstico energético mais completo do que o que é feito no âmbito do Projecto Eco-Escolas e apresentam fichas de apoio ao ensino/aprendizagem da energia. Todos os pedidos de exemplares deverão ser feitos aos Amigos dos Açores- Associação Ecológica, Av. da Paz, 14, 9600-053 PICO DA PEDRA.

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O pensar que precede o gesto

Tomaz Dentinho
“Chegou a hora de reafirmar os princípios que nos formaram: a promessa que Deus nos deu que todos somos iguais e livres, e que merecemos a oportunidade ser felizes”. Que saudades tenho de um Chefe de Estado que lembra Deus e que reza! Que bonito ter um Chefe de Estado que lembra a história sem vergonha e que retoma dela os princípios que redesenham o futuro! Que maravilha é assistir à promessa de uma grande mudança sem ser necessário fazer uma revolução e sem culpar os antecessores! Que maravilha é a ideia de um funcionalismo público que serve os cidadãos e de um país que serve o mundo! Que sonho ouvir que as velhas desculpas das minorias étnicas terminaram! Que alívio escutar que os Estados Unidos já não podem fazer criancices apesar de serem uma nação relativamente jovem! Ouvindo tudo isto apeteceu-me ser americano. Ir para lá. Participar nesta nova utopia mais adulta e implicitamente arrependida. Prolongar por anos os pequenos e intensos períodos que por lá passei. No entanto foi esta mesma gente que financiou os dois lados das guerras de Angola durante décadas, estimulou o separatismo “portoricanho” nos Açores, sancionou a invasão de Timor, dividiu países e povos em todos os Continentes, transformou vilões em heróis e vice-versa nos estúdios de Hollywood e perpetuou conflitos na América Latina. E tudo isto também em nome da liberdade, da igualdade e da felicidade. Aliás as batalhas lembradas por Obama não deixam de marcar isso mesmo: Concord contra os Ingleses, Gettysburg contra o Sul, Normandia contra os Alemães e Khe Sahn contra o Vietnam do Norte. Ao fim e ao cabo grande parte delas batalhas de Guerras Civis. Se fosse inglês, sulista, alemão ou vietnamita não teria gostado do reavivar de uma inimizade que supúnhamos passada. Se fosse muçulmano estranharia a duplicidade entre o anúncio de um país que os inclui mas que hesita em os manter como inimigos. Sendo latino estaria à espera da próxima batalha que gostariam de lembrar no fim do século e, mesmo na simpática posição de nação amiga não acharia muita piada à ideia de que os Estados Unidos querem continuar a liderar. E é assim que, ficando por cá, vale a pena entender este discurso com alguma admiração e respeito, mas também não embandeirando em arco na defesa de um país e de um povo que de facto não é o nosso. Com esperança e na busca do bem, como afirma Obama, espero que os Americanos reduzam as barreiras proteccionistas que impedem que os agricultores de todo o mundo menos desenvolvido consigam competir em igualdade de circunstâncias com as explorações agrícolas americanas. Com esperança e em busca do bem espero que os Americanos apoiem os Europeus na integração económica da Palestina, de Israel e do Líbano. Com esperança e em busca do bem espero que os Americanos percebam a importância dos países lusófonos na resolução dos problemas do mundo pobre em África, na América Latina e na Oceânia. Com esperança e em busca do bem desejo que a Base das Lajes deixe de ser apenas um instrumento de apoio à Guerra para se transformar numa placa logística entre a Europa e a América latina e entre a América do Norte e o Médio Oriente. Com esperança e em busca do bem espero que Obama resista à replicação do insustentável New Deal e seja capaz de ultrapassar a crise com medidas criativas para o século XXI.

(In A União)

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Governo dos Açores apoia projecto de cooperação com EUA sobre alterações climáticas

O secretário da Presidência grantiu, hoje, o apoio do Governo dos Açores a um projecto de cooperação entre instituições dos Estados Unidos e da Europa em que a Região, situada no meio do Atlântico, funcione como uma plataforma de excelência para o debate sobre a problemática das alterações climáticas.
A posição do Executico foi expressa por André Bradford no final da reunião, em Ponta Delgada, com o representante estadual Michael Rodrigues.
O encontro enquadrou-se no processo em curso de desenvolvimento do estreitamento de laços e de diversificação da cooperação desencadeado no âmbito de um protocolo entre os Açores e Massachussets, assinado por Carlos César e o governador deste estado norte-americano.
André Bradford anunciou que, “ainda este ano, se vai realizar o primeiro encontro entre cientistas e representantes dos estabelecimentos de ensino e universidades do lado americano e europeu interessado neste projecto”, acrescentando que, do encontro de hoje, “vai nascer, em concreto, o plano de acção com vista à concretização pratica da vontade que existe, nesta cooperação científica, por parte de várias instituições de investigação europeias, para além, naturalmente, da Universidade dos Açores”. O secretário regional da Presidência sublinhou, ainda, que esse projecto tem “suscitado as maiores manifestações de interesse do lado americano, não só do estado de Massachussets, mas também de outros parceiros, como por exemplo, da universidade de New Jersey e de uma agência federal com actividade na área da problemática das alterações climáticas”.
“Estão, portanto, reunidas as condições para a concretização deste projecto e, neste momento, estamos já a acertar agendas e as disponibilidades para passar rapidamente à acção”, disse.

(In GaCS/AP/LFC)

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Exposição de fotografia do património natural dos Açores

O Centro de Ciência de Angra do Heroísmo (Observatório do Ambiente) realiza o evento intitulado: "Exposição de fotografia de Natureza" no Centro de Ciência e Museu de Angra do Heroísmo. Uma outra visão dos Açores, que o vai surpreender
Entre 20 de Janeiro e 29 de Março vai estar patente no Centro de Ciência de Angra do Heroísmo (Observatório do Ambiente, antigo mercado de peixe) e no Museu de Angra do Heroísmo (Sala de Dacosta) uma exposição de fotografia intitulada "Açores: do FOGO à FLORESTA" do biólogo e fotógrafo Pedro Cardoso do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. As fotografias, de aguçado detalhe, convidam o público a um olhar mais atento da riqueza natural do arquipélago. Em cada espaço, conta-se a história do surgimento e evolução da vida nos Açores, com um conjunto de fotografias diferentes. Um projecto apoiado pelo Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores e pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia.
No CCAH (entrada pelo piso superior), de Terça a Sábado das 10h às 17h, ao Domingo das 13h às 18h. No MAH (Sala Dacosta), de Terça a Sexta das 9h30 às 17h, ao Sábado e Domingo das 14h às 17h.

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MINI CURSOS AGRO-AMBIENTAIS Incutir na população o gosto pela produção hortícola ecológica

Humberta Augusto
“Proteger e Propagar Plantas”, assim se chama o segundo mini-curso agro-ambiental que o Campus de Angra do Heroísmo vai implementar na próxima sexta e sábado no pólo universitário do Pico da Urze da Universidade dos Açores (UA) e cujas inscrições terminam hoje.
Ana Maria Simões, professora do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da UA e responsável pelas formações fala na importância de se chamar a atenção para a produção hortícola ecológica: “esta formação servirá para as pessoas passarem a ter o gosto por produzirem os seus próprios produtos, controlando todo o processo”.
Aberto à população em geral, pelo valor de 55 euros, o curso, acrescenta, pretende fornecer às pessoas “as bases” para poderem desenvolver futuramente outros trabalhos hortícolas numa perspectiva de agricultura biológica, no campo da aromática e das medicinais.
“Apesar de ser um curso curto, tem uma componente prática, porque é muito importante as pessoas terem os conhecimentos de base”, explica.
Hobby “verde”
Noutra perspectiva, os cursos agro-ambientais são, refere a docente, uma forma de as pessoas adquirirem um hobby, “de plantarem as suas próprias plantas e flores”.
“Esta é também uma forma de as pessoas saberem o que estão a produzir”, reforça Ana Maria Simões, referindo-se à importância que actualmente é colocada nas questões da segurança alimentar.
Seja para consumo doméstico ou para comercialização, a docente aconselha a frequência do curso por todas as pessoas, independentemente do seu nível de conhecimento sobre a matéria.
Os cursos terão seguimento nos próximos tempos, nomeadamente nos dias 17 e 18 de Abril com o curso “Horta Biológica”, ministrado pelo engenheiro Victor Gomes, e a 10 e 11 de Julho com o curso “Aromática e Medicinais” por Luís Alves. O primeiro curso agro-ambiental trouxe Beatriz Bigotte Chorão ao curso “Arte Floral” em Outubro do ano passado.
Presente no curso estará a responsável pelos mini-cursos de jardinagem que funcionam em Lisboa, no Jardim da Tapada da Ajuda, e que, segundo a coordenadora, têm tido “grande êxito”.
A engenheira divulgará técnicas para proteger e propagar as plantas durante o Inverno, dando exemplos de construção de estufins, túneis bem como documentação escrita sobre os assuntos abordados.
O mini curso funcionará das 10h às 18h com uma componente teórico/prático. Os interessados poderão obter mais dados através da seguinte página electrónica: http://www.angra.uac.pt/MiniCursos/MiniCursos.htm.

(In A União)

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Carlos César considera de grande alcance estratégico para os Açores o projecto de autonomização energética

O Governo Regional regista, com muita satisfação, a realização, nos Açores, da reunião do comité operacional do Programa Massachusetts Institute of Tecnology-Portugal, já que se trata de uma iniciativa de grande importância e alcance estratégico para a Região.
Quem o disse foi o presidente do Governo, após uma audiência que concedeu a Paulo Ferrão e Stephen Connors, directores do Programa MIT- Portugal, para uma reflexão sobre os contornos do projecto, o qual visa, numa das suas componentes – intitulada “Green Island” – implementar o recurso a energias sustentáveis nos Açores.
Como precisou Carlos César, o objectivo último é o de alcançar a total autonomia energética da ilha de S. Miguel, através do recurso a energias renováveis e a recursos endógenos da ilha, bem como o de aumentar, na ilha das Flores, a utilização dessas fontes energéticas. Recordando que foram já dados passos significativos na garantia de financiamentos e na preparação de parcerias que confiram sustentabilidade à iniciativa, o presidente do Governo disse que “a nossa ambição é a de, no quadro deste projecto, termos um recurso pleno a essas fontes renováveis no sistema eléctrico da Região”.
Disse Carlos César que, representando o sistema eléctrico mais de 40 por cento das energias primárias consumidas nos Açores – a que se juntam cerca de 34 por cento utilizados no sistema rodoviário – “nós concentramos muito as nossas preocupações no âmbito da contribuição das energias renováveis no sector da energia eléctrica e temos assente que por essa via podemos ter uma contribuição maior”.
Por isso, acrescentou que o Governo acarinha, de forma especial, este projecto do MIT-Portugal, quer desenvolvendo esforços no sentido de ajudar as entidades envolvidas, quer ancorando a iniciativa, quer ainda, entre outras formas de cooperação, estimulando e atraindo investidores privados e núcleos científicos.
“Nós temos instituições na nossa região que estão directamente ligadas a projectos desta natureza, como a Empresa de Electricidade dos Açores e, obviamente, a Universidade dos Açores” (…) pelo que “em ambos os casos, podemos também ajudar aquela empresa e a instituição universitária a inserirem-se – como é indispensável – na realização plena deste projecto”, realçou o presidente do Governo.
(In GaCS/CT )

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Até 2018, 80% da energia dos Açores deve ser renovável

O diretor do MIT Portugal disse nesta terça-feira que até 2018 os Açores podem ter pelo menos de 75% a 80% da sua eletricidade fornecida por energias renováveis, fruto da aplicação do projeto "Green Island". "A convicção é que podemos rapidamente até 2018 tentar transformar os Açores numa região que tenha pelo menos 75% da sua eletricidade fornecida por recursos renováveis", afirmou Paulo Ferrão.Após uma audiência com o líder do Governo açoriano, em Ponta Delgada, o diretor do MIT Portugal destacou que o encontro permitiu "alinhar estratégias, que vêm sendo discutidas há um ano". Segundo Paulo Ferrão, o projeto deverá tornar os Açores "mais sustentáveis", esperando que seja consolidado um conjunto de modificações que tornem o arquipélago "alvo de atenção internacional"."Os Açores dão cartas em termos de penetração das energias renováveis, mas queremos mais. Para isso temos que sair do setor eléctrico e passar para o setor dos transportes e para a casa das pessoas", frisou. De acordo com Paulo Ferrão, não se trata apenas de transformações tecnológicas, mas também sociais, referindo-se em concreto à introdução de carros elétricos e de novas soluções energéticas para edifícios."Não se muda de um dia para o outro parque automóvel de uma região como os Açores, mas gostávamos de contribuir para que a penetração das renováveis em termos de energia primária triplique até 2018", disse.Para o líder do Governo açoriano trata-se de uma iniciativa de "grande alcance estratégico" e de "grande prestígio" para o arquipélago. "O sucesso deste projeto e um envolvimento de uma instituição internacional prestigiada como o MIT também contribuem para a notoriedade da nossa região", afirmou Carlos César garantindo que o seu Executivo está empenhado no projeto e vai "estimular" parcerias.A Universidade dos Açores e a Elétrica açoriana (EDA) são duas das empresas regionais que poderão integrar o projecto.
(In OUL)

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

UNIVERSIDADE DOS AÇORES EXPORTA MESTRADO PARA ANGOLA, VENEZUELA E BRASIL

Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da U. Açores despertou o interesse de instituições de Ensino Superior internacionais. A preocupação com os recursos hídricos leva docentes angolanos, venezuelanos e brasileiros a ponderar a importação do ciclo de estudos açoriano.Depois de exportar o Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias para Bragança, Castelo Branco e Tomar, a Universidade dos Açores está a fomentar contactos para internacionalizar o ciclo de estudos.
A Universidade de Caracas, na Venezuela, a Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil e a Universidade Agostinho Neto, em Angola, já demonstraram interesse no mestrado açoriano.
“Os contactos nasceram da relação com alunos que vêm desses países para os Açores precisamente para fazerem o mestrado. A ideia ainda é muito recente, mas existe vontade por parte de alguns desses professores estrangeiros em importar o mestrado”, admite ao Canal UP, Tomaz Dentinho do Departamento de Ciências Agrárias.
“As teses de mestrado têm vindo a responder a problemas locais”, sublinha o investigador. Nos Açores, as ilhas têm de recorrer a soluções interdisciplinares para questões relacionadas com a actividade agro-pecuária e a gestão das lamas residuais urbanas.
Em Angola há falta de água canalizada e dificuldades com o transporte do recurso até às explorações agrícolas. No Brasil e na Venezuela, as cheias frequentes representam uma dor de cabeça para os governantes. Por outro lado, a criação de infra-estruturas para aproveitamento de água é considerada fundamental.
O programa do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza atrai arquitectos, economistas e alunos de Letras estrangeiros. O grau já lançou para o exterior mais de uma centena de teses e já foi frequentado por cerca de 250 alunos. O intercâmbio faz-se também ao nível do corpo docente. “O segredo está na interdisciplinaridade. As bases são a Economia, Agronomia e Ecologia”, sustenta Tomaz Dentinho.
O docente da Universidade dos Açores acredita que “é preciso criar uma função mais ecológica na administração da água”, ao mesmo tempo que defende que a “a água deve deixar de ser pertença do Estado e passar a ser um bem gerido pelos proprietários dos solos”.

(In Canal UP)

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