domingo, julho 26, 2009

Lançamento da antologia "Entre o sono e o sonho" Vol II

O Portal Lisboa e a Chiado Editora realizaram a sessão de lançamento do livro "Entre o Sono e o Sonho – Antologia de Poesia Contemporânea – volumeII".
Trata-se de uma obra literária que surge com o intuito de prestigiar e distinguir alguns poetas portugueses, integrando nomes consagrados e emergentes, promovendo simultaneamente a criação poética contemporânea. Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, participa como autor.

Este evento tevelugar no Café In (Avenida Brasília, Pavilhão Nascente,n.º 311 – Lisboa) a 25 de Julho, Sábado, pelas 19h30.
O projecto foi criado e desenvolvido pelo Portal Lisboa e apoiado e editado pela Chiado Editora, uma jovem casa de edição que rapidamente se tornou numa editora de referência em Portugal. A entrada para o evento foi livre.

(In Portal Lisboa)

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sexta-feira, março 27, 2009

Bienal da Bahia: 182 poetas em livro coletivo

O livro "3ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus" é o resultado de um projeto antigo, acalentado pelo escritor que dá nome ao prêmio literário. A terceira edição reúne 182 poetas do Brasil, de Moçambique e Portugal, entre os quais se encontra o Prof. Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Para a maioria dos escritores esta é uma estréia em grande estilo, pois seu lançamento, durante a 9ª Bienal Internacional do Livro da Bahia, é uma oportunidade ímpar.
Valdeck Almeida acalentou a idéia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando o escritor teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 30 anos o Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas.O primeiro livro-filho, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora, junto com o seu segundo livro “Memorial do Inferno”, que também são lançados na Bienal da Bahia. Valdeck Almeida de Jesus sabe o que é correr atrás de editoras e receber não como resposta. Não queria que outros poetas tivessem a mesma falta de sorte. Por isso, criou o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro.Sobre o organizador da AntologiaValdeck Almeida de Jesus é um poeta e sonhador. Lançou os seguintes livros: “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; “Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; 1ª edição – 100% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz Editorial, São Paulo, 2007 – 2ª edição; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; Participa de mais de vinte antologias de poesias.
(In IOL)

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quinta-feira, março 19, 2009

A astronomia na obra de Camões (II)

Realizou-se no dia 16 de Março, na Escola Secundária Padre Jerónimo Emiliano, organizada pelo grupo de Físico-Química da mesma escola, mais uma conferência sobre "A astronomia na obra de Camões" proferida pelo Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
De acordo com este investigador, Camões, tinha uma grande paixão pela física e astronomia, bem visíveis no poema:


Ditoso seja aquele que alcançou
poder viver na doce companhia
das mansas ovelhinhas que criou!
Este, bem facilmente alcançaria
as causas naturais de toda a cousa:
como se gera a chuva e neve fria;
os trabalhos do Sol, que não repousa;
e porque nos dá a Lua a luz alheia,
se tolher-nos de Febo os raios ousa;
e como tão depressa o Céu rodeia;
e como um só, os outros traz consigo;
e se é benina ou dura Citereia.
Bem mal pode entender isto que digo
quem há-de andar seguindo o fero Marte,
que traz os olhos sempre em seu perigo.

onde o autor aspira à vida de pastor para poder estudar fenómenos físicos como a formação da chuva e da neve, o movimento do sol (confundido na altura com o movimento da terra) ou a reflexão da luz do Sol pela Lua.
Ainda hoje a formação da chuva não é fácil de explicar, pois são necessárias várias condições físicas para que esta ocorra: vapor de água em abundância, núcleos de condensação de núvens em suspensão na atmosfera e a possibilidade de ocorrência de um arrefecimento adiabático.
Nos Lusíadas por exemplo, o «Planeta que no céu primeiro habita» (a Lua) marca com rigor o tempo da viagem de Vasco da Gama através das suas fases: «agora meio rosto, agora inteiro» (V, 24), numa alusão clara às várias fases da Lua.
Mercúrio, no segundo céu (no sentido astronómico ou astrológico) é referido três vezes no Canto II, estrofes 59, 60 e 61, e uma vez no Canto Décimo, na estrofe 89 dos Lusíadas. Como entidade mitológica, Mercúrio é referido nessa obra uma vez no Canto Primeiro, quatro vezes no Canto Segundo e uma vez no Canto Nono.
O planeta Vénus, é referido explicitamente, como planeta, ou como estrela da manhã ou grande estrela, no Canto Primeiro (estrofe 33), na estrofes 33, 34 e 35 do Canto Segundo, estrofe 85 do Canto Sexto, na estrofe 15 do Canto Sétimo, na estrofe 64 do Canto Oitavo e na estrofe 89 do Canto Décimo.
O planeta Marte, só é referido em Os Lusíadas, uma única vez como sendo um planeta, na estrofe 89 do Canto Décimo, todas as outras vezes é referido com deus da guerra ou como atributo dos guerreiros.
Júpiter é referido, tanto como planeta “Num assento de estrelas cristalino” como uma figura mitológica “Estava o Padre ali sublime e dino” na estrofe 22 do Canto I. O mesmo se passa na estrofe 41 do mesmo Canto, quando o poeta afirma que Júpiter decide a favor dos portugueses “Pelo caminho Lácteo glorioso”, numa perspectiva astronómica, para logo lhe associar a perspectiva mitológica “Logo cada um dos Deuses se partiu”.
No Canto II, estrofe 33, Júpiter volta a ser referido como planeta “Avante passa, e lá no sexto Céu”, pois de acordo com o modelo Ptolomaico, Júpiter ocupava a sexta esfera celeste, para de imediato lhe atribuir um sentido mitológico “Para onde estava o Padre, se moveu.”, referindo-o como o deus dos deuses.
Na estrofe 89 do Canto X, Júpiter volta a ser referido como um planeta que se movimenta no grande firmamento.
Na estrofe 89 do Canto X, Camões fala dos planetas conhecidos, de acordo com o modelo Ptolomaico:

"Debaxo deste grande Firmamento,
Vês o céu de Saturno, Deus antigo;
Júpiter logo faz o movimento,
E Marte abaxo, bélico inimigo;
O claro Olho do céu, no quarto assento,
E Vénus, que os amores traz consigo;
Mercúrio, de eloquência soberana;
Com três rostos, debaxo vai Diana.

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quarta-feira, março 11, 2009

A Astronomia na obra de Camões (I)

Realizou-se no dia 9 de Março de 2009, na Escola Básica e Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, uma conferência intitulada “ A Astronomia na Obra de Camões”, proferida pelo professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Nessa conferência, organizada pelo Grupo de Físico-Química dessa escola, participaram cerca de 120 alunos do 9ºde Escolaridade.
Félix Rodrigues referiu que já na Elegia I de Camões, que o poeta demonstra interesse pela astronomia e Física, quando afirma que:



“Ditoso seja aquele que alcançou
poder viver na doce companhia
das mansas ovelhinhas que criou!
Este, bem facilmente alcançaria
as causas naturais de toda a cousa:
como se gera a chuva e neve fria;
os trabalhos do Sol, que não repousa;
e porque nos dá a Lua a luz alheia,
se tolher-nos de Febo os raios ousa;
e como tão depressa o Céu rodeia;
e como um só, os outros traz consigo;
e se é benina ou dura Citereia.
Bem mal pode entender isto que digo
quem há-de andar seguindo o fero Marte,
que traz os olhos sempre em seu perigo.”


Nesse poema Camões aspira a vida de pastor para poder ter tempo para estudar e entender fenómenos físicos naturais como a formação da chuva ou da neve, perceber a razão porque o Sol se move continuamente sem perder energia, perceber “as leis da reflexão” da luz do Sol pela Lua e o movimento de planetas como Vénus (Citereia) ou Marte.
Na obra de Camões, os deuses do Olimpo também podem ser planetas. Tal é muito claro na estrofe 89 do Canto X, onde Camões descreve com exactidão o modelo ptolomaico do universo.



"Debaxo deste grande Firmamento,
Vês o céu de Saturno, Deus antigo;
Júpiter logo faz o movimento,
E Marte abaxo, bélico inimigo;
O claro Olho do céu, no quarto assento,
E Vénus, que os amores traz consigo;
Mercúrio, de eloquência soberana;
Com três rostos, debaxo vai Diana.



O grande firmamento é a esfera das estrelas fixas, o céu mais afastado, o sétimo céu é o de Saturno, onde orbita esse planeta, Júpiter, no sexto céu, está perto de Saturno, Marte situa-se abaixo de Júpiter no quinto céu, o Sol no modelo geocêntrico ocupa o quarto assento, Vénus o terceiro, Mercúrio o segundo e finalmente a Lua (Diana) ocupa o primeiro céu.
Foram abordadas outras estrofes dos Lusíadas e exploradas do ponto de vista astronómico.

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sexta-feira, março 06, 2009

242 Poetas Lançam Antologia Poética na 14ª Bienal do Livro do Rio

O livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV” é o resultado de um projeto antigo, acalentado pelo escritor que dá nome ao prêmio literário. A quarta edição reúne 242 poetas do Brasil, Argentina, Espanha e Portugal, entre os quais partitipa Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Para a maioria dos escritores esta é uma estréia em grande estilo, pois seu lançamento, durante a 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, é uma oportunidade ímpar. O evento ocorre no Rio Centro, de 10 a 20 de setembro de 2009.Valdeck Almeida acalentou a idéia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando o escritor teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 31 anos o Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas.O primeiro livro-filho, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora. Valdeck Almeida de Jesus sabe o que correr atrás de editoras e receber não como resposta. Não queria que outros poetas tivessem a mesma sorte. Por isso, criou o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro. Sobre o AutorValdeck Almeida de Jesus é um poeta e sonhador. Lançou os seguintes livros: “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; “Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; 1ª edição – 100% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz Editorial, São Paulo, 2007 – 2ª edição; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; Participa de mais de vinte antologias de poesias.

Título: “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV” Org. Valdeck Almeida de Jesus, Giz Editorial Páginas: 280 Preço: R$ 30,00

Onde comprar: Giz Editorial (on-line).

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

A Astronomia na obra de Camões

Realizam-se nos dias 9, 16 e 23 de Março, pelas 9:00, no auditório da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade palestras comemorativas do Ano Internacional da Astronomia, proferidas pelo professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e organizadas pelo Grupo de Físia e Química da mesma escola sob coordenação da professora Helena Correia.
As conferências tem como título " A astronomia na obra de Camões".

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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Poesia açoriana selecionada em antologia nacional de poetas contemporâneos

A Chiado Editora lançou recentemente uma antologia de poetas contemporâneos, intitulada "Entre o Sono e o Sonho", onde foram incluídos poemas de Aníbal Raposo, Sara Almeida Santos e Félix Rodrigues, três nomes sonantes do universo poético açoriano.
Sara Almeida Santos nasceu a 2 de Setembro de 1982, em Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação, em 2004. No mesmo ano, começou a sua actividade profissional como jornalista em São Miguel, terra que passou a chamar sua, desde então. À questão "qual é a principal temática da sua obra?", Sara Santos responde simplesmente "É o Amor." Justifica-o dizendo que "o amor é fundamental a todos nós e é sempre um tema inspirador, para o bem e para o mal, na dor e na alegria, o amor é sempre inspirador." Para Sara Santos, é fácil identificar os traços distintivos da poesia açoriana. "Eu penso que a poesia açoriana é muito mais marcada pela natureza, ou seja, tem sempre algum tipo de ligação ao meio ambiente, às coisas que não são feitas pelo Homem. Há sempre metáforas e analogias entre o Homem e a própria natureza". A poetisa mostra-se verdadeiramente optimista no que diz respeito ao panorama da poesia açoriana - "estamos a viver um período muito bom a nível literário, tanto a nível regional como a nível nacional". Félix Rodrigues é outro dos poetas açorianos incluídos na antologia. Licenciado em Física pela Universidade de Lisboa e Doutorado em Poluição Atmosférica pela Universidade dos Açores, publica numa base semanal, num jornal local, uma página que pretende fundir as temáticas ambientais com a poesia. Esta relação improvável entre o mundo racional e objectivo da ciência e o universo intimista e subjectivo da poesia é facilmente explicada por Félix: "A poesia é uma forma de sentir o mundo, a ciência uma forma de interpretá-lo, a tecnologia a ferramenta para domá-lo. Penso ser difícil tentar interpretar o mundo sem o sentir, e mais ainda, domá-lo sem o entender." As alterações climáticas e a destruição do ambiente são motivos de grande inquietação para o poeta. Como nos explicou, a sua obra centra-se nestas questões "porque o mundo entrou em crise ambiental. Porque o futuro dos meus filhos e netos, reais ou virtuais, depende daquilo que eu sou capaz de fazer hoje. Porque acredito que toda a gente é capaz de ver o que vejo e de sentir o que sinto. Porque entendo que o futuro da humanidade só existe com um desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, sou impelido a partilhar o que sinto e o que vejo". Aos jovens açorianos que se interessam pela escrita poética, Félix Rodrigues pede que "Sintam, escrevam, partilhem!" "Assumir que se escreve poesia é arcar com a responsabilidade de um homem livre", declara. O Açoriano Oriental Online tentou contactar Aníbal Raposo, o que até ao fecho desta edição se revelou infrutífero.

(In Isidro Fagundes - Açoriano Oriental)

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domingo, fevereiro 08, 2009

Entre o sono e o sonho

No passado dia 31 de Janeiro foi lançado o volume I da colectânea de poesia "Entre o Sono e o Sonho", uma obra composta com poesia de 22 autores contemporâneos, resultante de uma parceria entre o jornal Portal Lisboa e a Chiado Editora. Entre os autores encontra-se Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Deixamos as fotos da noite do lançamento, extraída de Livros de Sofá.


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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Camões: Poeta ou Astrónomo?

Félix Rodrigues
A “Astronomia de Os Lusíadas”, é uma obra de Luciano Pereira da Silva, um dos primeiros investigadores a analisar de modo sistemático as referências astronómicas do Poema. Afirma que os aspectos astronómicos dessa obra, mostram que ‘Camões tinha um conhecimento claro e seguro dos princípios da astronomia, tal como ela se professava no seu tempo’ e deduz que as ideias astronómicas do poeta são as do texto de Sacrobosco, com as modificações contidas nas notas de Pedro Nunes no Tratado da Sphera de 1537. Este artigo, que segue a mesma linha do trabalho anteriormente referido, enquadrado nas Comemorações do Ano Internacional da Astronomia (AIA-2009), pretende enfatizar o saber astronómico de Camões analisando apenas a estrofe 88 do Canto X de “Os Lusíadas”, onde de forma poética e cientificamente correcta para a época, o poeta faz referência às constelações conhecidas nos dois Hemisférios Celestiais.
"Olha por outras partes a pintura
Que as Estrelas fulgentes vão fazendo:
Olha a Carreta, atenta a Cinosura,
Andrómeda e seu pai, e o Drago horrendo;
Vê de Cassiopeia a fermosura
E do Orionte o gesto turbulento;
Olha o Cisne morrendo que suspira,
A Lebre e os Cães, a Nau e a doce Lira.”

Uma vez que as posições relativas das estrelas se mantêm no firmamento por muitos séculos, pode-se afirmar que as constelações que Camões refere em “Os Lusíadas”, são as mesmas que ainda hoje observamos.
Quem na actualidade consegue identificar a Carreta, Cinosura, Andrómeda, Cassiopeia, Drago, Orionte, Cisne, Lebre, Nau ou Lira?
A Carreta era o nome atribuído à época à Ursa Maior ou Úrsula Maior, por ter uma forma de Carro, enquanto que Cinosura era o nome da Ursa Menor. De facto, a Ursa Maior aponta para a Ursa menor.
A princesa mitológica Andrómeda, tem o nome associado a uma constelação do Hemisfério Celestial Norte. As três estrelas mais brilhantes dessa constelação boreal são Sirrah (alfa), Mirach (beta) e Almak (gama). Estão quase em linha recta e equidistantes e encontram-se no prolongamento do quadrado de Pégaso. Mitologicamente, o pai de Andrómeda é Cefeu. Cefeu é também uma constelação do Hemisfério Celestial Norte sendo a estrela alfa de Cefeu, Alderamin, a mais brilhante. As constelações vizinhas de Cefeu são a Úrsula Menor, Dragão (Drago), Cisne e Cassiopeia. Camões conhece essa proximidade e cita todas essas constelações na estrofe anterior.
Os Cães que Camões refere, são os cães de Orionte: o Cão Maior e o Cão Menor.
Orionte tem sido objecto de admiração ao longo de todos os tempos. Esta constelação, conjuntamente com a Úrsula Maior e as Plêiades, é das constelações com referências mais antigas. Com excepção da "Carreta" - Úrsula Maior, o "cinturão de Orionte" é provavelmente o mais conhecido e o mais popular de todos os grupos estelares. Popularmente chamam a essa grupo de três estrelas "as três Marias" ou "os três Reis Magos". Nos catálogos antigos, Orionte é representada por um caçador movendo um maço (como lhe chama Camões – gesto turbulento”), enfrentando o Touro celeste. Tem aos pés a Lebre e seguem-nos o Cão Maior e o Cão Menor.
No Hemisfério Celestial Norte é ainda possível observar as constelações de Cisne e de Lira que Camões refere na estrofe anterior, no entanto, a Lebre, é uma constelação do Hemisfério Celestial Sul, logo ao sul do equador celeste.
O verso “Olha o Cisne morrendo que suspira” tem também sentido mitológico, onde Camões junta, como é hábito, as duas vertentes: a astronómica e a mitológica. Por outro lado, é a forma poética que encontra para falar da constelação de Gémeos. Para melhor se entender essa assunção, atenda-se à história da princesa Leda.
Leda era uma jovem e bela princesa, recém-casada com Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta. Gostava de deitar-se na relva, apreciando o canto dos pássaros onde expunha o seu corpo nu aos raios do sol, sob olhares indiscretos dos deuses.
Certa vez, Zeus ia a caminho da cidade de Tróia e encontrou Leda deitada seminua na relva e parou para contemplá-la de longe. Temendo assustá-la com a sua figura gloriosa e resplandecente, converteu-se num cisne imenso para poder cortejá-la.
Ao ver o belo cisne, Leda senta-se e começa a observá-lo. O Cisne mostra grande excitação e desejo, através de uma dança. Leda estava fascinada e o cisne aproximou-se mais e começou a tocá-la e acariciá-la com as suas plumas e o seu longo pescoço.
Excitada, Leda deitou-se novamente na relva e aguardou que o cisne se deitasse sobre ela, para se amarem.
Alguns meses depois a princesa sente fortes dores e percebe que do seu ventre saíam dois ovos: do primeiro, nasceram Castor e Helena e do segundo, Pólux e Clitemnestra. Hera, irmã e esposa de Zeus, com ciúmes, persegue e proíbe Leda de viver no reino. Zeus para compensar Leda, converteu-a em deusa e reservou-lhe um espaço no céu, na forma de uma estrela na constelação de Cisne.
Os filhos de Leda e Zeus, Castor e Pólux, tornam-se grandes guerreiros e amigos inseparáveis. Todavia Castor, que herdou a mortalidade humana da mãe, perde a vida numa batalha e Pólux, que herdou a imortalidade divina do pai, suplica a Zeus que devolva a vida ao seu irmão. Comovido com esta demonstração de amor fraterno, Zeus propõe a Pólux dividir a sua imortalidade, alternando com o irmão um dia de vida e um dia de morte.
Assim os irmãos passaram a viver e a morrer alternadamente e Zeus homenageou-os com a constelação de Gémeos, na qual não poderiam ser separados nem com a morte.
A Nau, referida por Camões é provavelmente a constelação do Navio, e na idade média chamada de Argos, referida, crê-se que pela primeira vez, no Almagesto de Claudio Ptolomeu (127-145 d.C.) naquele que é um dos mais importantes catálogos estelares: uma fabulosa obra composta por 13 volumes e onde estão referidas 1022 estrelas de 48 constelações distintas, sendo 12 zodiacais, 21 ao Norte e 15 ao Sul, inclusive as quatro estrelas principais do Cruzeiro do Sul, na época pertencentes à constelação de Centauro. Essa possibilidade torna-se mais pertinente, porque Camões sabe-o, pois escreve na estrofe 85 do Canto IV:
“Elas prometem, vendo os mares largos,
De ser no Olimpo estrelas, como a de Argos”

Mitologicamente a Nau Argos foi posta entre as constelações por Minerva. Apreciador da mitologia grega como era, Camões teria certamente conhecimento desse facto.
Assim, quando Camões canta o firmamento, já muitas das constelações eram conhecidas e referidas nas obras de astronomia, todavia conhecê-las quase todas, e bem, exigiria um conhecimento profundo dos céus. O mais assombroso é que numa só estrofe Camões refere directa e indirectamente quinze constelações : Carreta (Úrsula Maior), Cinosura (Úrsula Menor), Andrómeda, Cefeu (seu pai), Dragão (Drago), Cassiopeia, Orionte, Touro (direcção do gesto turbulento de Orionte), Cisne, Gémeos (Cisne morrendo que suspira), Lebre, Cão Maior, Cão Menor (os Cães), Argo Navis (Nau) - actualmente dividida em Quilha, Popa e Vela, e finalmente, Lira.
Porquê chamar à constelação do Dragão, Drago horrendo, quando todas as outras menções revelam harmonia? Tal pode tanto dever-se a aspectos mitológicos com a aspectos astronómicos ou astrológicos. Em Camões, tal como referido anteriormente, estes aspectos andam misturados.
Para comemorar o casamento de Zeus com Hera, Gaia, a Mãe-Terra, ofereceu à rainha dos deuses uma macieira que produzia frutos de ouro. Não sabendo onde guardar tão precioso presente, Hera decidiu plantá-lo no Jardim das Hespérides (as Ninfas do Poente), o lugar mais distante do mundo (segundo a então geografia grega), no noroeste de África. A deusa percebeu que as ninfas não poderiam proteger sozinhas a macieira sagrada, decidindo pô-la a guardar também o dragão Ládon, filho de Tífon e Équidna.
Como último de seus “Doze Trabalhos”, o herói Héracles (Hércules) foi enviado para colher as maçãs divinas. Mas, não tendo conseguido derrotar o dragão, Héracles contou com a ajuda do Titã Atlas, que matou Ládon e trouxe as maçãs que deu a Héracles.
Zeus elevou o dragão ao céu, transformando-o numa constelação. Para Héracles, também depois de morto, foi criada uma constelação com seu nome, posta diante do Dragão, ajoelhado frente a ele e ameaçando-o com a clava (como que a golpeá-lo). O Drago horrendo de Camões poderá estar relacionado com esta lenda grega. Se assim for, na estrofe anteriormente referida, Camões também se refere indirectamente à Constelação de Hércules (a constelação de Hércules é uma extensa constelação a Oeste de Lira).
Nas culturas ancestrais, o Sol, é representado de muitas maneiras, por exemplo, personificando um pastor, um guerreiro, um caçador, um cavalo ou uma águia. Por outro lado, a escuridão, o inimigo do Sol, pode tomar a figura de um enorme dragão, de uma serpente ou de um escorpião. Assim, o Dragão era visto como um ser horrendo, capaz de devorar o Sol ou a Lua. Tal explicava os eclipses solares e lunares.
No contexto da estrofe 88 do Canto X, não se crê que Camões se refira à constelação do Dragão como Drago horrendo, sem qualquer sentido astronómico, certamente quereria indicar a constelação de Hércules ou então referir a existência de fenómenos astronómicos como os eclipses do Sol e da Lua.
Fica-se deveras intrigado com os conhecimentos astronómicos de Camões. Onde os aprendeu? Onde os estudou?
Camões continua a fascinar-nos, poética e astronomicamente.

(In Diário Insular)

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domingo, janeiro 18, 2009

IV Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia - edição 2008

Foram divulgados os resultados do "Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus"- edição de 2008, entre os quais se encontra do docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues.

O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, edição 2008, anuncia os poetas selecionados. O livro deve estar pronto em final de julho/2009. Criado em 2005 pelo escritor e poeta Valdeck Almeida de Jesus (*), o prêmio é um dos mais importantes da literatura brasileira, pois tem inscrições gratuitas e dá oportunidade a poetas do Brasil e do Mundo de terem seus trabalhos publicados. Durante as edições passadas, foram lançados mais de 300 novos poetas no mercado editorial. Os livros são lançados em feiras de livro e em bienais da Bahia e São Paulo. Em 2008, durante a 20ª Bienal de Sampa, a antologia foi lançada no estande da Giz Editorial e reuniu escritores e poetas do país inteiro. Para 2009, Valdeck promete lançar mais de 200 poetas na Bienal do Rio de Janeiro, prevista para setembro.

A lista dos seleccionados para este ano são:

Adalberto Caldas Marques, Adenir B. G. L. de Souza, Adriana Aparecida de Oliveira Pavani, Adriana E. Dellorefiche, Aidner Mendez Neves, Alana Marques da Silva, Alex Bruno Rodrigues de Jesus, Alexandre Guimarães da Costa Alecrim, Aléxis Cerqueira Góis, Allan Pitz Ribeiro de Souza, Altair Fonseca Ramos, Álvaro Reis, Ana Cristina Afonso Cavazzana, Ana Nery Pereira da Silva, Anair Weiricch André Chamun Calazans, André Sesti Diefenbach, Andréa Muroni, Andreev Augusto Pena da Veiga, Andréia Moro Maranho, Angela Togeiro, Anna Maria Avelino Ayres, Antônio Boavida Pinheiro, Antônio Carlos Assis Alves, Antonio Cícero da Silva, António dos Santos Boavida Pinheiro, António Félix Flores Rodrigues, Antonio Jorge Abdalla, Camila Carillo Bahia, Carla Sofia Lopes Ribeiro, Carlos Alberto Ribeiro, Carlos Alberto Silva, Carlos Alexandre da Silva, Carlos Antonio Leite, Carlos Augusto Sousa Borges, Carlos Augusto Souto de Alencar, Carlos Cesar Bordignon Ribeiro, Carlos Eduardo Marcos Bonfá, Carlos Eduardo Pereira Theobaldo, Carlos Roberto Pina de Carvalho, Carmen Vervloet, Cassiane Schmidt, Chrystiane Akegawa Garcêz, Cinthia Nunan Baptista Kriemler, Cláudia Faria Pereira, Claudia Gomes da Cunha, Crisália Souza Silva, Cristiano de Souza, Darcy Ribeiro da Cruz, Denis Marangoni dos Santos, Diamantino Ferreira, Diego Lopes da Silva Alves, Dilermando Mota Sales, Dorli Gromowski Bessega, Ed Carlos Alves de Santana, Ednei Freires dos Santos, Édson Augusto Alves, Edson José Lins Costa, Edson Teigi Hirae, Eduardo de Paula Nascimento, Elaine de Cássia Bender, Elaine Milena Ramos, Eloísa Menezes Pereira, Elton Junior Martins Marques, Emerson Antonio Miguel, Eraldo Souza dos Santos, Erinaldo Barbosa da Silva, Eulália Cristina Costa e Costa, Eurípedes da Silva, Evandro Figueiredo Candido, Evelyne Santana da Silva, Everaldo Martins Gomes, Éverton Germano Araújo Melo, Fabricio Martines Alves, Fátima Venutti, Fernando de Sousa Pereira, Fernando Ernesto Baggio Di Sopra, Fernando Ferragut Paganatto, Filipe Barcelos de Faria, Flávio Cardoso Reis, Francisco Evandro de Oliveira, Francisco José Raposo Ferreira, Francisco José Sobreira de Matos, Genardo Chaves de Oliveira, Generino Gabriel de Jesus, Geraldo Ferreira da Silva, Geraldo Trombin, Gerci Oliveira Godoi, Geyme Mannes Correa, Geziel Ramos Silva, Gilberto Marassi de Loiola Leite, Gilson Santos de Jesus, Giomário Nunes Torres, Giovani Guedes Iemini de Rezende, Heitor Trindade da Silva, Heloísa Bueno de Moraes, Hênio Delfino Ferreira de Oliveira, Heric Steinle, Isa Carolina Soares de Souza, Isabel Florinda Furini, Isis Araújo Ferreira de Carvalho, Ivaneti Nogueira de Jesus Silveira, Izilda de Camargo, Jackson Alessandro de Andrade Caetano, Jaélzia Denise Barreto Crespo, Rangel Jânia Maria Souza da Silva, Jean Carlo Silva, Jean Rocha Teixeira Duarte, Jéferson dos Santos, Jefferson Carvalhaes de Oliveira Souza da Silva, João Carlos Rodrigues Galvão, João Pedro Seibel Wapler, Joice Souza Cerqueira, Jorge Guilherme Tomaz de Alarcão Potier, José Alberto Lopes, José Carlos da Silva, José Luiz Amorim, José Maciel Neto, José Moreira da Silva, José Renato Barbosa Valero, Josélia Pena Castro, Josete Maria Vichineski, Juçara Regina Viegas Valverde, Juliana de Araújo Bumbeer, Juliana Farias Pacheco, Julieta Santoni Suzano, Jussára Custódia Godinho, Juventino José Galhardo Júnior, Karen Raicher Muscalu, Karoline de Souza Viana, Leandro Cunha de Assis, Lenita dos Santos Ferreira, Leonardo Silveira da Silva, Lorena Rodrigues de Souza, Lourdes Neves Cúrcio, Lucêmio Lopes da Anunciação, Lúcia Helena da Silva, Lúcia Regina Gomes de Lontra Costa, Luciane Maria Lopes Zanata, Luciano Henrique Pinto, Luciano Spagnol, Luís Alberto Gusmão Rocha, Luís Carlos de Oliveira Barbosa, Luís de Aguiar,Luís Fernando Amâncio Santos, Luiz Alberto Conceição Farias, Luiz Carlos Vieira, Luiz Godim de Araújo Lins, Luzdalva Silva Magi, Madson Hudson Rego Moraes,Marcel Franco da Silva, Marcela Cristiane da Silva, Márcia Regina de Araújo Duarte, Márcio de Jesus Souza, Marcio Dison, Marcio Fabiano Monteiro, Marco Antonio Coelho de Moraes, Maria Angela Manzi da Silva, Maria Apparecida S. Coquemala, Maria de Fátima de Moraes Marques Henriques, Maria Del Carmen Britto Mendez, Maria Santana Leite, Maria Valeska Berardo Pessoa de Souza, Mariana da Silva Mourão, Mariana Sierra de Oliveira, Marina Gomes de Souza Valente, Marlene Amélia de Nazareth, Marlene Correia Ferraz, Marlon Couto Ribeiro, Matheus Bueno de Bueno Funfas, Mauro Cesar Bartolomeu, Maycon Cypriano Batestin Michelle de Castro Pannunzio, Mónica Susete Curado Godinho Cunha, Neida Rocha, Nilcéia Gazzola, Nildes Trigueiros Rodrigues, Nilmário Pereira dos Santos Quintela, Nilo dos Anjos Gomes, Norberto Antonio, Paula Cristina Fraga Alves, Paula Miasato, Paulo Assim, Paulo Vitor Barbosa dos Santos, Pedro Gade Rodrigues, Pedro Márcio Arantes Di Pietro, Rafaela Beatriz Dias Ferreira, Raimundo Teixeira Sousa Filho, Raul Felipe Schmidt Machado, Regina Prieto Romolo Guilherme Barbosa, Reginaldo Correia da Silva, Reginaldo Costa de Albuquerque, Régis Arantes de Freitas, Renata Iacovino, Renata Paccola Frischkorn, Renata Rimet Ramos Silva, Ritamar Invernizzi, Robinson Silva Alves,Robson Gomes de Brito, Rodrigo Cézar Limeira, Rodrigo Rocha Pita, Roque Aloisio Weschenfelder, Rosana Banharoli, Rosário Bernardo Santos, Rose Gonçalves, Roseli Princhatti Arruda Nuzzi, Samuel Freitas de Oliveira, Sara Souza Gehlen, Saulo Miranda Feitoza, Semi Gidrão Filho, Sergio Trochinski, Simone Alves Pedersen, Simone Maria de Lima Lessa, Sônia Maria Ferraz, Sonia Maria Lobo Moreira da Silva, Sonia Maria Nogueira, Suzana Arruda Cordts, Suzana Dulce Corrêa Fagundes Taiane, Caroline Cruz Talita, Paula Machado Lobo, Tássio Simões Cardoso, Tatiana Alves Soares Caldas, Teresinha Gatelli, Theo Gonçalves Negreiro de Braga, Thiago Paes de Barros de Luccia, Tiago Oliveira Cardoso, Trajano Amaral de Oliveira, Ubiracy Olimpio da Silva, Uili Bergamin, Valquíria Gesqui Malagoli,Valter Rodrigues Mota Vanessa Campos Ratton Ferreira, Varenka de Fátima, Vera Maria Puget Blanco Bao, Verônica Miranda, Vinícius Lima dos Reis, Virgínia Marília Candeias Santos Mareco, Vladimir Silva, Wagner Paiva Fernandes, Weder Alves Barbosa da Silva, Wilson Kleber Falcão de Alencar, Ygor Moretti Fiorante, Yolanda Soares de Souza e Zara Patricia Mora Vázquez.

Biografia do poeta organizador do prêmio:

VALDECK ALMEIDA DE JESUS é funcionário público federal, nasceu a 15 de fevereiro de 1966 em Jequié/BA, onde viveu até aos seis anos de idade, quando foi residir na Fazenda Turmalina (região de Itagibá/BA), onde continuou a estudar em escola pública até os 12 anos de idade. Aluno exemplar retornou a Jequié/Ba para se matricular na 5ª série do primeiro grau, em escola pública. Ingressou nas Faculdades de Enfermagem e de Letras, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia em 1990; na Faculdade de Turismo, na Faculdade São Salvador, não concluindo os cursos. Reside em Salvador, desde fevereiro de 1993. Atualmente faz o curso de Jornalismo na Faculdade Social da Bahia.Na capital, fez cursos de informática, teatro, relações humanas e fotografia. Fez, ainda, curso de espanhol durante dois meses em Madri (Espanha), Santa Elena de Uairen (Venezuela), Puerto Iguazu (Argentina), Ciudad del Este (Paraguay) e La Habana (Cuba) e de inglês por três anos em Salvador, complementado por curso intensivo de três meses em Nova York, Estados Unidos. Prêmios Literários:a) Menção Honrosa em 1989 no 1° Concurso Nacional de Poesia, promovido pelo Instituto Internacional da Poesia, de Porto Alegre/RSb) e no Concurso Literário Oswald de Andrade, promovido pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em 1990, na cidade de Jequié/BAc) Classificação no concurso literário Bahia de Todas as Letras, promovido pela Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus/Ba, no ano de 2007, com o conto “Eu e o Word”, com nota 7 (sete)d) Classificação no concurso literário realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal da Bahia, com a crônica “Alice”, no ano de 2007, em Salvador/BAe) Destaque no XII Concurso de Poesias, Contos e Crônicas realizado em 2007 pela ALPAS XXI, em Cruz Alta/RS com o texto “Minha paixão por livros”.f) Prêmio Luiz Mott de Cidadania 2008, pelo conjunto da obra, pela defesa dos direitos humanos e dos homossexuais, em indicação feita pelo Glich – Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual, de Feira de Santana/Ba. Participa das antologias:“Poetas Brasileiros de Hoje –1984”, Shogun Arte, Rio de Janeiro, 1984; “Transcendental”, publicado em Salvador em 1996, pela Editora Gráfica da Bahia; “II Antologia Cultural: 500 Anos de Língua Portuguesa no Brasil”, Clube de Letras, Barra Bonita/SP, 2005; “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 14º volume”, Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2005; “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 15º volume”, Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2005; “Letras Libertas - Contos, Crônicas e Poesias - Vol 2”, Ilha das Letras, Santa Catarina, 2005; “XV Concurso Internacional Literário de Verão”, Agiraldo, São Paulo, 2005;“Palavras que Falam”, Scortecci, São Paulo, 2005; “Todas as Formas de Amar”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2005; “O Amor na Literatura”, São Paulo, Casa do Novo Autor, 2005; “Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea”, Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2005; “VII Antologia Nau Literária”, Komedi, São Paulo, 2005; “Ensaios Poéticos”, Academia Virtual Brasileira de Letras, 2005; “Poetry Vibes”, Poetry Vibes, Ohio, USA, 2005; “Ação e Reação. Pequenos Contos”, AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico);“Ensaio Poético. Natureza. Vida”, AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico);“Meu País é Este”, AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico);“20 Anos de Poesia – Caderno 32”, Oficina, Rio de Janeiro, 2005; “Pérgula Literária – VII”, EVSA, Rio de Janeiro, 2005;“Sangue, Suor e Lágrimas”, Arnaldo Giraldo, São Paulo, 2006; “Palavras Libertas”, Roma, Uberlândia/MG, 2007;“Amor, Sublime Amor”, Litteris, Rio de Janeiro, 2006; “XI Coletânea Komedi”, Komedi, Campinas, 2007;“Letras Intimistas”, aBrace, Montevidéu (Uruguay), 2007;“Primavera de 2006 – Inverno de 2007”, Via Litterarum e Editus (UESC), Itabuna/Ilhéus, 2007;“Retratos Urbanos”, Andross, São Paulo, 2008;“Poemas e Outros Encantos: nova coletânea”, Edir Barbosa Editor, Teixeiras/MG, 2008;“Elo de Palavras”, Scortecci, São Paulo, 2008;“Livro de Todos: o mistério do texto roubado”, coordenação Imprensa Oficial, São Paulo, 2008;“Salvador: 460 anos de poesia”. Organizador Roberto Leal – Omnira, Salvador/BA, 2008.Livros publicados de forma independente:“Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; Este livro reúne poesias de desabafo, muitas delas dedicadas a mulheres, quando na verdade o escritor falava de seus amores secretos, namorados homens.“Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; Livro de poesias.“Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; Conta a história da família do escritor Valdeck Almeida de Jesus, que enfrentou a fome e a miséria por mais de vinte anos e venceu. 100% da renda do livro foi doada às Obras Sociais Irmã Dulce.“Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz, São Paulo, 2007; 20% da renda do livro foi doada às Obras Sociais Irmã Dulce.Editor da “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2005; “Poemas Que Falam”, Casa no Novo Autor, São Paulo, 2007.“Valdeck é Prosa, Vanise é Poesia”, Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2007.“30 Anos de Poesia”, Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2008.Trabalhos Diversosa) Expositor, como escritor independente, na Bienal do Livro da Bahia, em 2005 e 2007.b) Expositor no III Corredor Literário da Paulista, de 09 a 14 de outubro de 2007, em São Paulo/SPc) Participação no V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre/RS, de 26 a 31 de janeiro de 2005; d) Participação, como organizador da Mostra de Arte e Cultura, no II Congresso Estadual do Sindjufe-BA, de 01 a 03.06.2007, no Hotel Sol Bahia Atlântico, em Salvador/BAe) Tem poemas publicados nos jornais de grande circulação da capital e do interior do estado da Bahia, além de jornais de Brasília/DF; Colaborador, desde 1985, do jornal A PROSA, de Brasília/DF. f) Colaborador da revista cultural Art’Poesia, de Salvador, editada por Carlos Alberto Barreto, que publica poemas de autores do mundo inteiro.g) Palestra na ong Vento em Popa, no bairro Jardim Gaivotas, em São Paulo, em 2007, com o tema “Motivação através da leitura”.h) Colunista do site www.zonamix.com.br desde fevereiro de 2006 e do site www.radarmix.com, desde março de 2006. Nestes e em outros sites do segmento GLSBTT, o escritor colabora sempre com matérias ligadas ao mundo gay, cobertura de paradas e eventos GLBTTS.i) Verbete do “Dicionário de Escritores Baianos”, Secretaria de Cultura e Turismo, Salvador, 2006.j) Membro da Federação Canadense de Poetas desde 2004.k) Membro da Associação Artes e Letras (França) desde 2005.l) Membro da União Brasileira de Escritores – UBE, desde março de 2006. m) Em 1987 participou da Diretoria Regional do Partido Comunista do Brasil e da União da Juventude Socialista - UJS, em Jequié/BA. Eleito o primeiro diretor de imprensa do Grêmio Estudantil Dinaelza Coqueiro, do Instituto de Educação Régis Pacheco, fundou o jornal Jornada Estudantil. n) Fundador do fã-clube do Jean Wyllys (www.jeanwyllys.com). Seu site profissional é www.galinhapulando.com O site Galinha Pulando apóia todos os eventos e movimentos de afirmação da cidadania, contra o racismo e, principalmente, contra a homofobia. Divulga também matérias e coberturas ligadas ao meio GLSBTT.o) Colaborador do Café Literário de Camaçari/Ba, evento realizado pela coordenação do PROLER – vários anos.Residente e domiciliado à Rua São Domingos Sávio, 155 – Edifício Gama – apartamento 401 – CEP 40050-520 – Nazaré, Salvador/Bahia, poeta e escritor, filho de Paula Almeida de Jesus e de João Alexandre de Jesus (ambos falecidos).

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quinta-feira, janeiro 01, 2009

Feliz Ano Novo

Não se perca a felicidade,
Ou os anseios de amizade,
No Novo Ano ansiados,
Mas sempre retardados,
Pela guerra que se faz,
Sob este manto de estrelas,
Sem perceber há nelas,
Um desejo de cheiro a paz.

Félix Rodrigues

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quarta-feira, dezembro 24, 2008

Boas Festas de Natal 2008

O Campus de Angra do Heroísmo deseja Boas Festas a todos os que passam neste espaço.
Papá Noel,
Tornou-se cruel,
E o Pai Natal,
Outro que tal.
Esqueceram os meninos,
Ranhosos, franzinos,
Mas não a pestinha,
De gente riquinha.

Por obséquio,
Faça um presépio,
Tenha um Natal,
De amor fraternal.

Mantenha os petizes,
Cobertos de amor,
Protegidos, felizes,
Sem eleição de cor.

Nesse seu presépio,
Deite o seu menino
No aurículo ou ventrículo
Do seu coração.
Um Natal a sério,
Também é um hino,
Ou um bom estímulo,
À fraternal comunhão.

Félix Rodrigues

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sábado, outubro 25, 2008

3ª Antologia Poética de Valdeck Almeida de Jesus

O livro "3ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus" é o resultado de um projeto antigo, acalentado pelo escritor que dá nome ao prémio literário. A terceira edição reúne 182 poetas do Brasil, de Moçambique e Portugal, entre eles encontra-se o Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Para a maioria dos escritores esta é uma estréia em grande estilo, pois seu lançamento, durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, foi uma oportunidade ímpar. Valdeck Almeida acalentou a idéia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando o escritor teve o primeiro contacto com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários génios da literatura popular nordestina.
Há 30 anos o Valdeck compõe poemas e aventura-se pelo mundo dos contos e crónicas. O primeiro livro-filho, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora. Valdeck Almeida de Jesus sabe o que é correr atrás de editoras e receber não como resposta. Não queria que outros poetas tivessem a mesma sorte. Por isso, criou o “Prémio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro.

Sobre o organizador da Antologia

Valdeck Almeida de Jesus é um poeta e sonhador. Lançou os seguintes livros: “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; “Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; 20% da renda é doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; 1ª edição – 100% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz Editorial, São Paulo, 2007 – 2ª edição; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; Participa de mais de vinte antologias de poesias.
O LANÇAMENTO NACIONAL OCORREU NA 20º BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO 2008. Querendo adquirir exemplares, entre em contacto com o Editor no Site pessoal: http://www.galinhapulando.com/.

(In Recanto das Letras)

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segunda-feira, junho 16, 2008

paLAVAS Recital de poesia sobre ambiente



Andreia Fernandes apresenta este programa dedicado à actualidade cultural açoriana.
A edição de hoje é dedicada ao recital de poesia "Palavras" ocorrido no algar do Carvão, na Terceira.

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sábado, novembro 03, 2007

Capelinhos foi ilustrado e poetizado em livro

Todo o vulcão é espantoso, dependendo da distância e do tempo a que nos encontramos.
Cinquenta anos têm os Capelinhos. Há cinquenta anos morreram os Capelos.
“Vulcão Aberto” de António Silveira e Maria do Céu Brito, prefaciado pelo Professor Doutor Victor Hugo Forjaz, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, analisa, pela imagem, pela poesia e pela paixão os 50 anos de um jovem vulcão. É ciência, é arte, é poesia e inegavelmente registo e história.
O livro apresentado pelo Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, durante a semana Cultural "Outono Vivo", na Praia da Vitória, Ilha Terceira-Açores, é uma obra transdisciplinar.
Diz Maria do Céu Brito: “Explosões violentas, jactos de cinza, nuvens de vapor negro, efervescente; repuxos, correntes de lava e deslizamentos de terras, alteraram a geologia da ilha - soterraram as casas e os solos produtivos; destruíram as culturas, as plantas, as árvores e os pastos dos animais; envenenaram as águas, as aves e os peixes. A atmosfera de cinza e de enxofre; os constantes abalos de terra; o mar aceso com descargas eléctricas transformaram a ilha numa paisagem negra e desoladora”. Mas não é disto que o livro trata.
Este ódio é, neste livro, seguido de uma transformação em amor:
O fogo aqui não arde sem se ver,
A não ser,
Por paixão.
O fogo aqui não queima sem razão,
A não ser,
Para se o temer.
A cinza dos Capelinhos que já foi ar,
Depois de massacrar,
É descrita como querendo retornar,
A exalar,
No mesmo lugar,
O aroma da vida.
Perdida.
António Silveira, retrata a face do vulcão como se de um jovem açoriano se tratasse. Regista as cinzas dos Capelinhos ainda impregnadas de bombas vulcânicas como acne na face de um adolescente. Aí, a vida rebenta, explode, agarra-se, respira, transcende-se.
Os autores procuraram olhar a vida nos pequenos musgos e líquenes que nos enfeitam a solidão de ilhéus, depois do local ter sido impregnado com a morte. O Vulcanismo sempre terrificou homens e outros animais (e, sabe quem?, até as plantas que alguns dizem ter “falar” próprio … ), afirma o Prof. Vítor Hugo Forjaz no prefácio.
Os Capelinhos nesta obra quase que são transparentes na essência, quase que são omnipotentes na sobrevivência, como a violência viva, ou a memória de uma ilha, brilhantemente retratada, com palavras cortantes, ilustrada, com encostas recortadas, areias espalhadas e odor a maresia, entre real e fantasia.
“Vulcão Aberto” é uma biblioteca inteira de emoções. Lê-se tantas vezes quantas a nossa necessidade de entender a paisagem e os sentimentos que os Capelinhos nos despertam.
(In Diário Insular)

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