quarta-feira, dezembro 24, 2008

Votos de Feliz Natal da Tuna Sons do Mar

Esta foto é do hi5 da tuna, pelo que já todos a devem conhecer, no entanto, pensa-se que ilustra bem o desejo de Natal da Tuna Sons do Mar. Um dos membros afirma que "Foi muito fixe o pinheirinho pela Rua da Sé, até pensava que ia ficar com uma tendinite nos braços de estar sempre a tocar!! Mas foi engraçado (agora... porque no dia!!!!!!!) e teria de pensar muito sinceramnete se queria repetir!"
"Tenho pena de não saber fazer montagens senão punha aqui fotos da caloirada colados atrás e até de membros da tuna mais antigos, pois os meus desejos de Feliz Natal estendem-se a toda esta família de tunantes que é a Sons do Mar!

Feliz ano novo para todos"

(In Tuna Sons do Mar)

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Boas Festas de Natal 2008

O Campus de Angra do Heroísmo deseja Boas Festas a todos os que passam neste espaço.
Papá Noel,
Tornou-se cruel,
E o Pai Natal,
Outro que tal.
Esqueceram os meninos,
Ranhosos, franzinos,
Mas não a pestinha,
De gente riquinha.

Por obséquio,
Faça um presépio,
Tenha um Natal,
De amor fraternal.

Mantenha os petizes,
Cobertos de amor,
Protegidos, felizes,
Sem eleição de cor.

Nesse seu presépio,
Deite o seu menino
No aurículo ou ventrículo
Do seu coração.
Um Natal a sério,
Também é um hino,
Ou um bom estímulo,
À fraternal comunhão.

Félix Rodrigues

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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Árvore, Pai Natal e Menino Jesus

Tomaz Dentinho (Professor de Economia no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores)
Portugal deixou de ser um país com liberdade de manifestação. Se calhar nunca o foi. No entanto, a maior parte das vezes a restrição à liberdade de manifestação não é explicitada por quem tem poder nem muito menos é orientada pela consciência de cada um. O que restringe a liberdade é o medo e é por medo de não ser politicamente correcto, ou pelo atávico pavor do ridículo, que muitos deixaram de fazer Presépio no Natal, outros deixaram até de apresentar o Pai Natal e só colocam a Árvore, e outros ainda já só colocam fitas e uns bonecos feios. Qualquer dia não se coloca nada pois o que existe passa a ser melhor do que uns bonecos feios que nada representam para os outros.
Todavia, lá no fundo de quem tem o trabalho de colocar os bonecos, existe certamente essa sede inata de amor do Pai Natal que traz presentes e que fica presente; existe também, necessariamente, uma busca de mudança que nos é respondida pelo Menino Jesus; lá está, sem qualquer dúvida, a procura de encontro com a família que vem de longe ou que estando perto está longe. E é assim que parece mais interessante procurar aquilo que une a Árvore, o Pai Natal e o Menino Jesus do que procurar classificações que espartilham este tempo grande.
A Árvore é o símbolo da terra e da vida que nos foi dada. As folhas permanentes das árvores que escolhemos para o Natal dão-nos a certeza de que a dormência de todas as outras formas de vida é passageira, até que o sol volte de novo a aquecer aquilo que era frio e ameaçava morte.
O Pai Natal traz-nos a certeza de que não é só a árvore que admiramos que recebe sol e renasce mas que também nós dependemos da graça que Deus nos dá de presente. Na verdade é cada vez menos credível pensar que a Terra vive só da energia que recebe do sol sem que nesse sistema não entre o Homem e a sua criatividade sempre reactivada pelo presente da Graça do Pai. Não há grandes dúvidas de que o Pai Natal nos traz presentes todos os dias.
O Menino Jesus é um milagre e um enorme desafio. É a Verdade que encarna desafiando todos nós a sermos com Ele. O problema é que não é possível desligar a vinda do Menino com a revolução interior que nos é pedida, todos os momentos, na consciência de cada um. A maior parte das vezes distraímo-nos, umas vezes com o Pai Natal do Antigo Testamento que assumimos como moralista e justiceiro. Outras vezes com o encanto das Árvores que nos rodeiam. Tantas vezes na amargura de quem tem receio de pedir porque tem medo das mudanças que tal pedido possa trazer. O que é certo é que o nascimento do Menino Jesus trouxe desde logo a reacção dos poderosos, desde a matança dos inocentes à morte de Jesus, desde o alheamento de Pilatos ao pavor dos discípulos.
No entanto Ele continua no meio de nós, a querer que cada atitude e gesto nosso seja criador do Reino de Deus e não adulterador dos talentos que nos foram dados. O segredo parece estar na oração, que nos permite rever e gozar a Árvore que temos de volta, que nos dá a graça, a protecção e o perdão do Pai e que nos dá a força do gesto de amor e de encontro com o Menino Jesus.
(In A União)

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terça-feira, dezembro 25, 2007

Sou o que o Marketing põe na tua cabeça

-Nós aqui pelos Açores nunca percebemos bem o teu aparecimento no nosso Natal. Antes era o Menino Jesus que dava as prendas, depois chegaste tu, Pai Natal, e ocupaste o imaginário das nossas gentes. Afinal, quem és tu?
-Oh, oh, oh… Eu sou quem tu quiseres que eu seja. Sou a felicidade das crianças que recebem as prendas e dos comerciantes que as vendem. Há quem me chame o comilão do 13º mês. Sou a fome de quem tira à sua boca e à dos seus para encher o saco da obrigação social de dar, de receber e de visitar. Sou o espírito da globalização e do consumo. Sou, sempre, uma criatura do meu tempo. Por isso não envelheço. Oh, oh, oh… O outro de que falaste, o tal de Menino Jesus, esse era um unhas de fome. Dava laranjas do quintal e trigo em pratos de chávenas de chá. Nos melhores dias oferecia uns figos passados da “venda” e uma ou outra peça de roupa ou calçado para ir à missa. Não movimentava a economia, não era cosmopolita, por isso foi… afastado, digamos assim. Oh, oh,oh…
-Pai Natal, afinal, se calhar, parece-me que podes não ser aquele velhinho simpático que o marqueting vende… Pareces-me, até, uma alma um pedaço negra…
-Bem… Oh, oh, oh… Eu sou o que o marqueting põe na tua cabeça. Para quase todos sou um velhinho simpático que anda de renas pelos céus a distribuir prendas às criancinhas. Sou o mentor da caridadezinha com que as televisões sobem as audiências nesta época. Tudo isso se faz por conta do espírito que eu semeio pelo mundo. É em meu nome que se vendem livros e DVD´s, que se realizam superproduções. Criaturas egoístas e narcísicas arreganham os dentes para as câmaras enquanto lambuzam miseráveis previamente desinfectados e desinfestados. Tudo isto é o que é. Oh, oh, oh… Este é o mundo que vocês criaram e no qual me atribuíram um papel, que tenho cumprido conforme as cláusulas do contrato. Se sou uma alma negra, se calhar sou a vossa alma colectiva. E se não te dás bem com as regras do mundo em que vives… oh, oh, oh… o melhor é mudares de mundo. Imagina, por breves momentos, que existes num mundo criado por ti próprio, sem as cláusulas do contrato que te impusemos.
-Que mundo seria esse?
-Até tenho medo de pensar nisso. Oh, oh, oh… Posso ser despedido. Mas como sei que não me vais trair, porque sou a tua fonte e tu és jornalista… Em qualquer caso, se disseres que eu disse, eu desminto, percebeste? Oh, oh, oh… Bem, o que eu gostava era que fosse verdade tudo o que de bom dizem de mim. Que tenho uma oficina no Pólo Norte que faz brinquedos todos os anos para eu oferecer às criancinhas no Natal; que ando de trenó puxado a renas tão velozes como um raio de luz; que as pessoas fazem mesmo o bem imbuídas do meu espírito, sem esperarem nada em troca e sem hipocrisias. Oh, oh, oh… E digo-te mais: o que eu gostava mesmo era de conversar um dia destes com esse tal de Menino Jesus. Talvez ele me conseguisse explicar como é possível levar a felicidade a uma família com laranjas, trigo em pratos de chávenas de chá e figos passados da “venda”.
-Haverá solução para este mundo louco, Pai Natal?
-Oh, oh, oh… Oh, oh, oh… Oh, oh, oh…
(In Diário Insular)

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segunda-feira, dezembro 24, 2007

Boas Festas


Tudo evolui,

Até o Natal,

Já tem carrosséis,

Viagem de póneis,

Alegres e dóceis,

E um Pai Natal,

Saído do frio,

Que fez um desvio,

Tremendo, abissal,

E substitui,

O que nunca supus,

O Menino Jesus,

Nas palhas deitado,

Nas palhas esquecido,

Em palhas cuidado,

Em palhas perdido.


Félix Rodrigues

(In A União)

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