quarta-feira, abril 30, 2008

Arquitecturas baseadas em estados mentais

Realizam-se no dia 28 de Abril, pelas 14h30, no Complexo Pedagógico do campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze, as Provas de Doutoramento no ramo de Informática, especialidade de Teoria da Computação, requeridas pelo Mestre José Manuel Veiga Ribeiro Cascalho.
As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Senhor Pró-Reitor, Prof. Doutor Alfredo Emílio Silveira de Borba (por delegação do Reitor), sendo vogais o Doutor Hélder Manuel Ferreira Coelho, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; o Doutor Ermelindo Manuel Bernardo Peixoto, professor catedrático da Universidade dos Açores; a Doutora Ana Maria Severino Almeida Paiva, professora associada do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa; o Doutor Luís Alberto dos Santos Antunes, professor auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; o Doutor Gunther Matthias Andreas Funk, professor auxiliar da Universidade dos Açores; a Doutora Hélia Marília Goulart Ferreira de Oliveira Guerra, professora auxiliar da Universidade dos Açores; o Doutor Luís Miguel Pacheco Mendes Gomes, professor auxiliar da Universidade dos Açores; e o Doutor Jorge Manuel Anacleto Louçã, professor auxiliar do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.
As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada "O Papel dos Atributos em Arquitecturas Baseadas em Estados Mentais".

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Visita da Comissão Política do PSD Açores

A Comissão Política de ilha do PSD/Terceira visitou esta terça-feira (dia 29 de Abril), pelas 14h00 horas, o Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-Açores), reunindo com os seus responsáveis nas instalações do mesmo (Deptº Ciências Agrárias Universidade dos Açores-Terra Chã).
Os temas a tratar foram a investigação no sector agrário, assim como a sua proximidade com a comunidade. O Presidente da CPI do PSD/Terceira, António Ventura, disponibilizou-se para prestar declarações à Comunicação Social pelas 15h00 horas do mesmo dia, no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, logo após a visita.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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Workshop: Sustentabilidade da produção de leite

Workshop Sustentabilidade do sistema de produção de leite nos Açores

Este evento vai decorrer no auditório das instalações do Campus da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze.
O workshop está marcado para o dia 25 de Junho e vai debruçar-se sobre o tema Indicadores de sustentabilidade em agricultura. A acção enquadra-se num projecto conjunto das universidades dos Açores, Tuscia (Viterbo, Itália) e Wageningen (Holanda), financiado pelo governo italiano, estando presentes os investigadores responsáveis daquelas instituições. Pretende-se discutir a eficiência da utilização directa ou indirecta de combustíveis fósseis na produção de leite, comparando os resultados obtidos na ilha Terceira, com os da região italiana de Tuscia. Para além disso, discutir-se-ão outros aspectos ligados à sustentabilidade do sector, recorrendo ao conhecimento acumulado por professores e investigadores do Departamento de Ciências Agrárias.

Programa provisório

10:00 horas - Sessão de abertura

10:30 - 12:00 - Apresentação e discussão dos resultados do projecto conjunto com a Universidade de Tuscia

14:00 - 16:30 - Sustentabilidade do sistema de produção de leite nos Açores - Intervenção sectorial

16:30 - 17:00 - Discussão final

17:00 - 17:30 - Sessão de encerramento.
(In Universia)

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terça-feira, abril 29, 2008

Letras e Sabores - Livros é abri-los

Livros, gastronomia e animação musical e cultural foram os principais ingredientes da segunda edição da Feira de Letras e Sabores. A iniciativa da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo teve lugar de 18 a 26 de Abril, no Recinto do Bailão.

Cerca de dez mil títulos de mais de meia centena de editoras estendem-se pelas grandes mesas da ampla tenda instalada no Recinto do Bailão. De Miguel Torga a Nicholas Sparks, dos grandes clássicos até às mais recentes aventuras de Harry Potter, da psicologia à culinária, os leitores folheiam obras para todos os gostos, interesses e idades, a preços bastante atractivos. “As pessoas procuram sobretudo os livros em saldo. Temos bons livros, como romances e banda desenhada a partir de um euro”, sublinha Mário Duarte, da BLU Edições, responsável pela coordenação da iniciativa. “Vende-se também muito o livro infanto-juvenil, o romance, as obras de história e de culinária e os livros técnicos”, acrescenta o responsável, para quem a adesão à feira ficou “dentro das expectativas”.
Ao lado, num espaço de menores dimensões, os visitantes encontram os sabores da gastronomia local, dos petiscos à doçaria, assim como o artesanato terceirense, com destaque para os famosos bordados. Marcam presença novamente os centros de convívio do Porto Judeu de baixo e do Porto Judeu de cima, a Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral, o Centro Comunitário da Terra Chã, os centros comunitários de idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho, a ACM, a Casa de Saúde do Espírito Santo e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, Mellos Catering e Flor Azoris.
“Contrariar o abandono da leitura, manter viva uma chama cultural e proporcionar ao mesmo tempo um contacto com a gastronomia à moda antiga”, numa iniciativa que conjuga a leitura, boa gastronomia “feita à moda antiga” e entretenimento, foi o principal objectivo da II Feira de Letras e Sabores promovida pela autarquia angrense, como sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, José Pedro Cardoso, na apresentação do evento.

MÚSICA E CONTOS
Orçada em cerca de 10 000 euros, a iniciativa foi animada diariamente por momentos musicais e culturais, proporcionados pelas filarmónicas da Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral e Recreio dos Artistas, na inauguração do evento, do grupo Vanguarda, de Tó Moreira, do Grupo de Danças de Cabo Verde, do conjunto Reticências, do Duo Nocturno, de Tiago Gorgita e dos famosos cantadores João Ângelo e José Eliseu. Teve ainda lugar um recital de poesia e canto com o actor Gonçalo Oliveira, que assinalou de forma particular e simbólica o 25 de Abril de 1974, bem como uma exposição de cartazes alusiva à Revolução dos Cravos. O encerramento do programa cultural ficou a cargo do Bailinho de Carnaval das 5 Ribeiras, intitulado “Uma Agência de Urgências”.
Por seu lado, a “Hora do Conto” foi outra das grandes novidades desta edição. Um momento pensado para os mais novos, onde a imaginação e o sonho marcaram presença pela voz de diversas personalidades da sociedade terceirense, designadamente José Pedro Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e Félix Rodrigues Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a 21 de Abril, Sandra Bessa, Jornalista e Luísa Brasil, vereadora da Cultura da autarquia angrense, a 22 de Abril, Paulo Codorniz, vereador da Cultura da edilidade praiense, e Isabel Rodrigues, directora regional da Educação, a 23 de Abril, e Francisco Maduro Dias, historiador, e José António Mesquita, Representante da República para os Açores, a 25 de Abril.
Com a II Feira de Letras e Sabores, a autarquia angrense comemorou igualmente o Dia Mundial do Livro, que se assinala a 23 de Abril. O dia 23 de Abril foi escolhido para Dia Mundial do Livro, honrando a velha tradição catalã, segundo a qual, neste dia, os cavaleiros ofereciam às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebiam em troca um livro. Simultaneamente, a data presta homenagem à obra de grandes escritores como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, no dia 23 de Abril.
(In DI-Revista)

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I Jornadas Científicas de espeleologia

A FPE - Federação Portuguesa de Espeleologia através da sua Comissão Científica, o IPL - Instituto Politécnico de Leiria através da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e o NEL - Núcleo de Espeleologia de Leiria como associação espeleológica local, decidiram promover, em regime de co-organização, as I Jornadas Científicas de Espeleologia, sob o tema do Maciço Calcário Estremenho. Este evento visa divulgar as diferentes vertentes científicas e trabalhos de investigação vocacionados para o Maciço Calcário Estremenho, contando com o prestigiado Conselho Científico e Quadro de Colaboradores da Comissão Científica da FPE na condução dos diferentes workshops, saídas de campo e apresentações temáticas devidamente dimensionadas e estruturadas para este fim, cujo público alvo prioritário será a comunidade espeleológica nacional. Está assim criada a possibilidade de se divulgar e aprofundar, junto dos espeleólogos em particular e de todos os interessados em geral, as bases, os modelos e técnicas de investigação das mais diversas ciências afectas à espeleologia, onde se destacam o Ambiente, a Biologia, a Geografia Física, a Geologia, a Geofísica, a Paleontologia, a Arqueologia, a Arqueozoologia, a Física e a respectiva tecnologia de suporte à ciência. Este evento assume-se igualmente como um acontecimento científico de enorme valia, reunindo um conjunto de investigadores, ao mais alto nível. Partindo de questões tão actuais como as mais importantes reservas de água doce disponíveis na Terra, as alterações climáticas e o aquecimento global, especialistas de diferentes Universidades Ibéricas, potenciarão a oportunidade de construção de "pontes" entre as diferentes disciplinas científicas em torno de um melhor conhecimento do "mundo subterrâneo" e dos seus habitantes.

PROGRAMA
Quinta-feira, 1 de Maio de 20080
9.00 - 13.30: Sessões práticasLocal: Centro de Interpretação Ambiental de Leiria.
1. Modelação analógica dos eventos tectónicos em regime frágil (as falhas) envolvidos na Espeleogénese;
2. Modelação analógica nos processos estratigráficos, incluindo a preservação de Pegadas de dinossauro.
13.30 - 15.00: Intervalo para almoço
15.00 - 18.30 Local: Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros da Serra de Aire
3. Visita às Pegadas de Dinossauros da Pedreira do GalinhaObservação das pegadas e eventos tectónicos
18.00 - 20.00: Intervalo para jantar
20.00 - 23.00: Cerimónia de AberturaLocal: ESTG - IPL.
4. Modelação analógica na fronteira Geologia / Arqueologia - Modelo do Cabo Sardão (estratigrafia);
5. Arqueologia em Gruta.
Apresentações e enquadramentos científicos pelos Conselheiros e Colaboradores da Comissão Científica da FPE:Paulo Fonseca (C.Cient. FPE; FCUL - LabGExp);
Helena Moita Deus (C.Cient. FPE; FCUL - LabGExp);
Vanda Santos (C.Cient. FPE; MNHN);
Ana Cristina Araújo (IGESPAR,IP; convidada da C.Cient. FPE)
Francisco Almeida (C.Cient. FPE; Bolseiro FCT; IGESPAR,IP)
Sexta-feira, 2 de Maio de 20080
9.00 - 13.30: Sessões práticasSessões práticas (manhã e tarde). Actividades em simultâneo.Locais: Início na ESTG - IPL. As actividades de campo decorrerão no Vale do Lapedo.
6. Campo Arqueológico no Vale do Lapedo;
7. Prospecção Geofísica (utilização de Georadar; GeoEléctrica, Gravimetria e Sloter).
Enquadramento científico:
Fernando Santos (FCUL; C.Cient. FPE),
Francisco Almeida (C.Cient. FPE),Pedro Ferreira (C.Cient. FPE),
Paulo Marques (C.Cient. FPE),
Telmo Pereira (C.Cient. FPE),
João Paulo Plancha (CCient-FPE) e
Manuel Soares (CIES - FPE).
13.30 - 15.00: Intervalo para almoço
15.00 - 18.30 Local: IPL-ESTG (Grande Auditório ESTG Edifício B)
8. Mesas Redondas sobre o Desenvolvimento Sustentável do Maciço.Opções e Impactos: Parques Eólicos; Extracção de Inertes; Curtumes, Turismo Ambiental e Científico; Desenvolvimento Rural.
Oradores convidados:
Galopim de Carvalho (C.Cient. FPE);
Diogo Abreu (FLUL; C.Cient. FPE);
João Joanaz de Melo (FCT/UNL; C.Cient. FPE);
Maria Luísa Rodrigues (Presidente da Associação Portuguesa de Geoturísmo; C.Cient. FPE).
Convidados: ICNB; PNSAC; C.M. Leiria e demais Municípios; Empresas das áreas abordadas.
18.00 - 20.00: Intervalo para jantar
20.00 - 23.00: Cerimónia de AberturaLocal: IPL-ESTG (Grande Auditório ESTG Edifício B)
9. Génese do Maciço Calcário Estremenho;10. Técnicas de Prospecção Geofísica.
Apresentações pelos Conselheiros e Colaboradores da Comissão Científica da FPE:José Carlos Kullberg (FCT-UNL; C.Cient. FPE),
Fernando Santos (FCUL; C.Cient. FPE) e
Manuel Soares (CIES - FPE).
Sábado, 3 de Maio de 20080
9.00: Sessões práticas
11. "Observação de exemplares de fauna cavernícola"Equadradamento: Ana Sofia Reboleira, Pedro Cardoso e Sérgio Henriques12. "Introdução à monitorização de quirópteros cavernícolas"Equadradamento: Ana Raínho e Pedro Alves
13. "A abordagem ao objecto em ilustração científica"Equadradamento: Nuno Farinha
11.00: Comunicações
14. Olímpio Martins (PNSAC - ICNB) - "Se bem me lembro..." (uma abordagem à história da Espeleologia no Maciço Calcário Estremenho);
15. Sérgio Henriques - "Passado, Presente e Futuro dos pseudoescorpiões cavernícolas portugueses (Arachnida, Chelonetida)";
16. Paulo Rodrigues (NALGA, AES) - "Espeleogénese do Algar dos Alecrineiros, Maciço Calcário Estremenho, Portugal";
17. Pedro Cardoso (Dep. Ciências Agrárias - Univ. Açores) - "Anapistula - Protegendo espécies troglóbias europeias de aranhas - O caso de estudo de uma nova espécie de Sinfitognatídeo em Portugal";
18. Ana Sofia Reboleira, Gonçalves, F. (CESAM, Dep. Biologia, Univ. Aveiro) & Serrano, A. (Faculdade de Ciências, Univ, Lisboa) - "Coleópteros (Insecta Coleóptera) cavernícolas do Maciço Calcário Estremenho: biodiversidade e conservação".
13.15 - 14.45: Intervalo para almoço
15.00: Comunicações (continuação)
19. José Manuel Brandão (INETI - CEHFC, Univ. de Évora) - "Grutas turísticas: emoções e património";
20. Luísa Rodrigues & Jorge Palmeirim (Faculdade de Ciências, Univ, Lisboa) - "Migrações de morcegos-de-peluche (Miniopterus schreibersii): quando, para onde e porque migram?";
21. Paulo Borges (Dep. Ciências Agrárias - Universidade dos Açores) - "Biodiversidade das cavidades vulcânicas dos Açores";
22. Maria Luísa Rodrigues (Faculdade de Letras, Univ. Lisboa) - "Contributos para a classificação de formas cársicas superficiais. A tipologia dos lapiás";23. Marta Moreno & Carlos Pimenta - "Conservação e recuperação de restos arqueofaunísticos de vertebrados em grutas";
Break 10'24.
Carlos Fiolhais (Faculdade de Ciências, Univ. Coimbra) - "Eles vêem com os ouvidos";
25. Vicente Ortuño, Gonzalo Pérez Suárez (Dep. Zoología y Antropología Física. - F. Biología. Univ. Alcalá de Henares, Madrid) & Alberto Sendra (Museu Valencià d'Història Natural) - "La bioespeleología en España";
26. Olivier Vidal & Jean Michel Aubin (Federação Espeleológica da União Europeia) - "A Federação Espeleológica da União Europeia e o próximo Congresso Europeu - VERCORS 2008";
27. Carlos Neves (ESTG - IPL) - "Carsoscópio. Centro de Ciência Viva do Alviela".Moderadores das Sessões:Gabriel Mendes (Presidente da C.Cient. FPE), Lúcio Cunha (FLUC; C.Cient. FPE), Diogo Abreu (FLUL; C.Cient. FPE)
19.45: Entrega dos Prémios do Concurso Fotográfico.
20.00: Jantar de Honra (requer inscrição prévia)Variedade à escolha: prato de carne, peixe, vegetariano, saladas e doces.
Speleo NightDomingo, 4 de Maio de 20080
9.00 - 13.30: Magical Mystery Tour
13.30 - 15.00: Magical Mystery Lunch (almoço volante, requer inscrição prévia)14.45 - 17.30: Magical Mystery Tour.


(In Ciências Físicas e Naturais)

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segunda-feira, abril 28, 2008

Tirar um curso superior compensa

Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde é financeiramente mais vantajoso tirar um curso superior, segundo um estudo internacional que será divulgado esta quinta-feira em Lisboa, refere a Lusa.
De acordo com o documento «O Ensino Superior na Sociedade do Conhecimento», realizado pela OCDE, uma licenciada em Portugal ganha, em termos líquidos, mais dez por cento do que uma mulher que só tenha concluído o ensino secundário.
No caso dos homens, a diferença não é tão acentuada, mas, ainda assim, ronda os oito por cento.
«Frequentar o ensino superior é altamente rentável do ponto de vista individual», salienta o estudo, que aponta Portugal como um dos países onde é mais rentável ter um «canudo», a par do Reino Unido, Irlanda e Finlândia.
Retorno para as mulheres é maior
O relatório, realizado em 24 países ao longo de três anos, indica ainda que no caso das mulheres com habilitações superiores a percentagem de retorno face ao investimento feito num curso é superior à dos homens.
No caso delas, o valor fica acima dos 13 por cento, o segundo mais elevado da OCDE, enquanto no dos licenciados portugueses não vai além dos 11 por cento, o quarto melhor registo.
Segundo a Organização, a diferença nos salários entre diplomados e não diplomados reflecte-se não só à entrada no mercado de trabalho, mas também ao longo de toda a carreira.
Mas as vantagens não são apenas financeiras. O estudo aponta igualmente benefícios sociais, como uma melhor saúde individual e familiar, um mais elevado desenvolvimento cognitivo dos filhos e melhores condições no local de trabalho, apesar de estes factores serem mais difíceis de quantificar.
Os países também lucram
Os ganhos em tirar um curso superior não são só individuais. Os países também lucram, já que elevadas taxas de diplomados ajudam indirectamente à diminuição da mortalidade infantil, aumento da esperança de vida e redução da pobreza, assim como na diminuição da taxa de crimes e numa maior estabilidade política e democratização.
Estes são alguns dos dados constantes do estudo «O Ensino Superior na Sociedade do Conhecimento», que será apresentado quinta e sexta-feira em Lisboa, numa conferência internacional que contará com a presença do ministro do Ensino Superior, Mariano Gago.

(In Portugal Diário)

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Ensino Superior: Portugal é "exemplo positivo"

O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, desvalorizou esta quinta-feira a referência da OCDE a Portugal como um país onde tem diminuído o investimento público no Ensino Superior, considerando que as instituições têm conseguido atrair investimento privado, noticia a Lusa.
À margem da apresentação de um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre «O Ensino Superior na Sociedade do Conhecimento», Mariano Gago salientou que «o relatório analisa o financiamento do ensino superior de 24 países e ele decresceu por aluno em quase todos esses países».
«Verifica-se que, se é que o financiamento público decresceu ligeiramente em Portugal na última década, também aumentou significativamente a possibilidade de as instituições do ensino superior atraírem investimentos privados, coisa que não acontecia em Portugal há uma década atrás», disse, salientando que o relatório apresenta «Portugal, em muitos aspectos, como um exemplo positivo de reformas».
O relatório, realizado nos 24 países da OCDE ao longo de três anos, indica que Portugal é um dos países da OCDE onde é financeiramente mais vantajoso tirar um curso superior, acrescentando que as vantagens não são apenas financeiras.
Os países também lucram, já que elevadas taxas de diplomados ajudam indirectamente à diminuição da mortalidade infantil, aumento da esperança de vida e redução da pobreza, assim como na diminuição da taxa de crimes e numa maior estabilidade política e democratização, indica ainda o documento.
Sobre Portugal, o relatório aborda em termos comparativos a reforma em curso no ensino superior, nomeadamente o reforço da autonomia das instituições e a possibilidade da criação de fundações públicas com regime de direito privado e o reforço do sistema binário entre Universidades e Politécnicos.
Salienta ainda como pontos positivos o novo regime de acesso de adultos ao ensino superior, o crescimento de diplomados em ciência e tecnologia e a criação de um sistema independente de acreditação e avaliação da qualidade dos cursos e instituições.
No entanto, e apesar dos resultados favoráveis, Mariano Gago reconhece que «Portugal chegou tarde à ciência e chegou tarde à educação superior».
(In Portugal Diário)

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domingo, abril 27, 2008

Bandejo- Onda de Mudança

O Projecto de Educação Ambiental de Manuela Livro, Mário Furtado e Luís Botelho do Mestrado em Educação Ambiental é orientado pelos Professores Félix Rodrigues e Pedro González da Universidade dos Açores. Esperamos que o blogue http://projectoondademudanca.blogspot.com/ constitua um espaço de intervenção de todos quantos desejem contribuir para uma mudança ambiental, entendida como uma articulação entre a promoção social, cultural e económica.

Realidade ou ficção?


Local: Cova da Burra e Ponta das Praias - Bandejo (2006)

Objectivos do Projecto.
- Relevar o património histórico-militar existente;- valorizar os patrimónios geológico e biológico que a caracterizam;- promover uma atitude pró-ambiental da população residente.- sensibilizar as entidades responsáveis para dar continuidade à promoção da área alvo da intervenção.

Acções a desenvolver:
- Limpeza das casamatas e a criação de painéis informativos sobre estas construções, com a planta e referências históricas.- Colocação de painéis referentes à erupção de 1563, que teve origem no Pico do Sapateiro, bem como a relativa à que ocorreu na Lagoa do Fogo.

-Limpeza das poças de maré e zonas adjacentes;

-Informação da população local sobre a recolha selectiva e a sua implementação.

- Criação de um roteiro que inclua os aspectos mais significativos da área em estudo e da Freguesia em geral.

(In Projecto Onda de Mudança)

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Tertúlia em São Roque do Pico

Realizou-se no dia 22 de Abril, Dia da Terra, uma tertúlia, organizada pela Câmara Municipal de São Roque do Pico e pela Ecoteca do Pico em torno do uso, aproveitamento e qualidade da água. Nessa tertúlia participou o Professor Francisco Cota Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

A água é um bem essencial e fundamental para a existência da vida, mas não é inesgotável.
É preciso termos a consciência de que a água é um património de todos e que cada um de nós tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado. Desperdiçá-la é pôr em risco a sua existência no futuro.
Aqui ficam algumas dicas para poupar água:
Evite banhos demorados. Opte pelo duche em vez de banho de imersão e feche a água enquanto se ensaboa. Se tomar um duche rápido gasta cerca de 80 litros mas num banho de imersão pode gastar mais de 150 litros de água.
Feche as torneiras enquanto escova os dentes ou faz a barba. Uma torneira aberta gasta entre 11 e 19 litros de água por minuto.
Reduza a quantidade de água gasta nas descargas do autoclismo. Pode fazê-lo colocando uma garrafa de água de 1,5 litro cheia de areia ou água dentro do autoclismo. Cada vez que descarregar o autoclismo está a poupar 1,5 litros de água.
· Conserte as roturas nas torneiras. Uma torneira a gotejar gasta cerca de 45 litros de água por dia.
· Evite lavar a loiça com água corrente. Opte por passar rapidamente a loiça por água, ensaboá-la e voltar a passá-la por água limpa.
· Usa a máquina de lavar roupa apenas quando tiver a carga máxima. Assim não poupa só água mas também energia.
· Evite lavar o seu automóvel com a mangueira. Use antes um balde e uma esponja. Calcula-se que ao utilizar a mangueira gastará cerca de 570 litros de água, enquanto que com o balde e a esponja gastará 10 vezes menos.
· Regue a horta ou jardim de manhã cedo ou, de preferência, ao cair da noite. Assim está a poupar água porque nessa altura a evaporação causada pelo Sol é menor.
(In Câmara Municipal de São Roque do Pico)

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sábado, abril 26, 2008

Praga de Térmitas nos Açores

Grande Reportagem de Marta Silva sobre a praga silenciosa das térmitas em várias ilhas dos Açores.

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Ilha do Corvo em Directo

Quem quiser poderá ver a Vila do Corvo a partir daqui. Da maneira como está a RTP-A não ponho de parte, numa qualquer oportunidade, enviar sinais de fumo da oposição política da ilha através das imagens proporcionadas por esta tecnologia desenvolvida pelo Projecto CLIMAAT, da Universidade dos Açores. Enfim, digam lá se a nossa Vila não merece uma visita.

(In Paulo Estevão)

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AGROTER 2008

O Departamento de Ciências Agrárias participa na Feira AGROTER 2008.
Arranca este ano a construção do novo parque de exposições da Terceira.
A garantia é do Secretário da Agricultura dos Açores e foi dada na inauguração da Agroter.

sexta-feira, abril 25, 2008

Conferências proferidas no âmbito do Encontro Internacional de Educação e Inovação Educacional

Realizar-se-ão, no dia 25 de Abril de 2008, a partir das 9:00horas, no Anfiteatro do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze, no âmbito do VII Encontro Internacional de Inovação Educacional, duas conferências, abertas ao público em geral, proferidas pela Professora Doutora Ana Maria Bettencourt da Escola Superior de Educação de Setúbal e pelos Professores Doutores José Francisco Murillo Mas e Miguel Solá Fernandez da Universidad de Málaga. A Professora Ana Maria Bettencourt é natural de Angra do Heroísmo, tem o Doctorat de Troisième Cycle en Sciences de l'Education da Université de Paris René Descartes - Sorbonne, é Maîtrise en Psychologie pela Université de Paris VIII- Vincennes e Licence en Psychologie pela Université de Paris VIII, Vincennes. É Membro do Conselho do Bureau Internacional de l'Education- BIE- Unesco.
Proferirá uma conferência com o título: "Educação, Cidadania e Intervenção: políticas e práticas".
A educação para a cidadania exige profundas transformações nas práticas organizativas e pedagógicas da escola designadamente quanto à necessidade de desenvolver a capacidade lidar com as diferenças culturais e sociais dos alunos, através da adopção de estratégias de diferenciação pedagógica. Há também a necessidade de reorganizar/aumentar o tempo de trabalho dos alunos nas aulas, incentivar o trabalho de projecto e as práticas de democracia na regulação da vida escolar.
Apesar de grandes obras pedagógicas do séc XX nos indicarem caminhos para a mudança, a inovação nas políticas de educação para a cidadania em Portugal tem apresentado características de instabilidade na formulação das políticas e nas práticas. O Professor José Francisco Murillo Mas é "Diplomado en Professorado de Educación General Básica", "Licenciado en Ciencias de la Educación", "Licenciado en Psicologia" e "Doctor en Padagogia" sempre pela Universidad de Málaga., como dezenas de artigos publicados sobre didáctica. O Professor Miguel Solá Fernandez é Doctor en filosofía y letras, Licenciado en Ciencias de la Educación e Diplomado como profesor de E.G.B., especialidad Ciencias Humanas sempre pela Universidad de Málaga, também com imensos trabalhos publicados.
Estes profesores apresentarão uma conferência intitulada "La investigación-acción: la problematización de nuestras prácticas".
Os palestrantes consideram que entender o que é Investigação - Acção é mais complicado do que lhe associar uma definição clara e concisa ou um modelo teórico. Propõem-se, nessa conferência tentar esclarecer as várias fases do processo e dos procedimentos dessa estratégia de formação.

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Percursos, Olhares e Cidadania

Cidadania e Educação em tertúlia

“Percursos, Olhares e Cidadania” é o título de uma tertúlia a realizar no próximo 25 de Abril, pelas 18H00, no Instituto Açoriano de Cultura, no âmbito do VII Encontro Internacional de Inovação Educacional.


Trata-se de uma acção animada por Ana Maria Bettencourt que, apoiada em fotografias tiradas em algumas ilhas dos Açores, pretende reflectir, em torno de preocupações de cidadania e educação, uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.
A Doutora Ana Maria Bettencourt nasceu na Ilha Terceira e foi nos Açores que desenvolveu, desde cedo, o gosto pela observação da terra, das rochas e fenómenos vulcânicos, objecto de grande parte dos trabalhos que já expôs e, através dos quais, desenvolveu a sua formação nesta área.
Actualmente é docente de Ciências da Educação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

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Educação e Inovação em discussão

Vários especialistas internacionais estão hoje e amanhã na Terceira para discutir a inovação educacional.
Ao todo estão previstas 32 comunicações e duas conferências nesta sétima edição do Encontro de Inovação Educacional e o segundo Encontro Internacional de Inovação Educacional, que se inicia hoje (16h00) no Pólo da Universidade no Pico Urze.
O encontro está organizado por vários grupos de discussão que vão debater várias práticas educativas.

Os temas que serão abordados no início dos trabalhos estão relacionados com a área formação profissional (inicial e contínua)” e “um contributo para (re)pensar as práticas formativas”.
Entre os projectos em debate estarão também a exposição interactiva; "problemas com conta, peso e medida"; o projecto brasileiro de Educação Ambiental: “Lixo Legal” e o tema “La mejora de la Formación en Centros a través de procesos de I/A: dos niveles de reflexión” – que estará a cargo de investigadores da Universidade de Málaga.
Outro grupo de discussão abordará as estratégias de ensino formal e não formal contará palestras sobre: a “educação parental: Novos desafios para novas necessidades de intervenção educativa com famílias na comunidade”; “orçamentos participativos de crianças e jovens: a escola como um espaço de participação cidadã e as “práticas leitoras em espaços não escolares no contexto do Projecto de Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas (Brasil).
Outro dos grupos presentes apresentará temas relacionados com as tecnologias da informação e comunicação. Entre as palestras agendadas sobre este tema destacamos “o verdadeiro papel das tecnologias na escola e na sociedade"; “um caminho de inovação para comunidades e ambientes escolares online”; “La página web como motor de un proceso de innovación en la docencia universitaria” e “Los efectos de la sociedad de la información en la función docente”.
No grupo de discussão sobre “mudança e inovação” serão apresentadas palestras sobre “as vivências pedagógicas num processo formativo de pós-graduação”; “contributo da Checklist de Autoavaliação das Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (CAPPES)”; “os processos de Auto-Avaliação em Agrupamentos de Escolas: Intencionalidades, Actores, Instrumentos”; “experiências de uma formação profissional inovadora no ensino superior” e “a avaliação no interior da escola”.
As experiências pedagógicas os participantes terão a oportunidade de debater a importância da relação pedagógica no desenvolvimento pessoal e social do aluno “as crianças e as mentiras no 2º Ciclo” e as “perspectivas dos alunos dos 2º e 3º ciclos duma escola básica da Região Autónoma da Madeira”.

(In A União)

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quinta-feira, abril 24, 2008

Sétimo Encontro sobre Inovação Educacional em Angra do Heroísmo

Reflexão especializada sobre educação

Para reflectir o sector da Educação na Região Autónoma dos Açores, começaram esta tarde, no pólo universitário de Angra do Heroísmo, o Sétmi Encontro Internacional sobre Inovação Educacional. No encontro vão ser debatidos não só o ensino, como também a participação social, de forma abrangente, como afirmou o docente da Universidade dos Açores, Pedro Gonzalez e também responsável pela organizaçãp do respectivo Encontro, que afirmou serem estes temas importantes quer para o ensino, como também para a promoção da participação social. Hoje e amanhã estão previstas mais de 30 intervenções, por parte de especialistas universitários portugueses, espanhóis e brasileiros.
Francisco Faria / Carlos Tavares (In RDP-Açores)

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Aladino em Bailado no Teatro Angrense

O espectáculo de bailado “Aladino - Uma história para dançar” tem lugar hoje, pelas 10H00, no Teatro Angrense. Destinado a crianças das escolas do concelho de Angra do Heroísmo, o espectáculo de dança de Eduarda Rosa, docente da EBS Tomás de Borba, que também decorreu ontem, foi proposto pelas estagiárias Ana Eduarda Rosa, Tânia Lourenço e Leandra Vieira, do Curso de Educação de Infância da Universidade dos Açores, no âmbito da disciplina de Projecto de Animação Sócio-Educativa, que estabelece como meta “formas de intervenção comunitária”, e conta com o apoio da Culturangra.
(In Diário Insular)

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Pais e filhos procuram livros

Está a decorrer desde a passada sexta-feira e prolonga-se até 26 de Abril, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra, no Cerrado do Bailão, promovida pela Culturangra. Na secção dos livros estão disponíveis mais de meia centena de editoras, com cerca de 10.000 obras, representadas, à semelhança do ano passado, pela Blu Edições. De acordo com Mário Duarte, responsável por aquela editora local, as obras de temática infanto-juvenil são as mais procuradas.“A adesão das pessoas tem sido muito boa. Muitos são os pais que acompanham os filhos à Feira, mas pela experiência anterior das crianças em outras feiras, são também as crianças a trazer os pais”, afirma. A culinária, saúde e o esoterismo são outras das temáticas com procura significativa. Por outro lado, a secção dos Sabores mostra produtos e iguarias regionais, representadas pelos Centros de Convívio do Porto Judeu de baixo; Porto Judeu de cima; Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral; Centro Comunitário da Terra Chã; Centros Comunitários de Idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho; ACM, e Casa de Saúde de Santo Espírito. Fazem ainda parte da mostra, pela segunda vez, um stand da Flor Azoris, com plantas e arranjos florais, e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, e Mellos Catering. Nas palavras da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Luísa Brasil, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra “está a correr dentro das nossas expectativas, com bastante afluência de público”.
“Hora do Conto” Uma das novidades da Feira foi a criação da “Hora do Conto”.Trata-se de um espaço destinado aos mais novos, onde a cada dia uma personalidade local conta uma história às crianças das escolas, sobretudo do primeiro ciclo. A “Hora do Conto” está dividida em duas sessões, em que a primeira acontece às 10h00 e a segunda às 14h00.Ontem foi a vez de José Pedro Cardoso, presidente da autarquia angrense, e de Félix Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, darem voz aos contos. As sessões da “Hora do Conto” que decorrem até ao próximo dia 25 de Abril, contam com a presença de Sandra Bessa e Luísa Brasil; Paulo Codorniz e Isabel Rodrigues; Maduro Dias e Representante da República, José António Mesquita. A programação da Feira de Letras e Sabores de Angra conta ainda com animação musical, um recital de poesia e a actuação do Bailinho de Carnaval das Cinco Ribeiras. Está a decorrer desde a passada sexta-feira e prolonga-se até 26 de Abril, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra, no Cerrado do Bailão, promovida pela Culturangra. Na secção dos livros estão disponíveis mais de meia centena de editoras, com cerca de 10.000 obras, representadas, à semelhança do ano passado, pela Blu Edições. De acordo com Mário Duarte, responsável por aquela editora local, as obras de temática infanto-juvenil são as mais procuradas.“A adesão das pessoas tem sido muito boa. Muitos são os pais que acompanham os filhos à Feira, mas pela experiência anterior das crianças em outras feiras, são também as crianças a trazer os pais”, afirma. A culinária, saúde e o esoterismo são outras das temáticas com procura significativa. Por outro lado, a secção dos Sabores mostra produtos e iguarias regionais, representadas pelos Centros de Convívio do Porto Judeu de baixo; Porto Judeu de cima; Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral; Centro Comunitário da Terra Chã; Centros Comunitários de Idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho; ACM, e Casa de Saúde de Santo Espírito. Fazem ainda parte da mostra, pela segunda vez, um stand da Flor Azoris, com plantas e arranjos florais, e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, e Mellos Catering. Nas palavras da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Luísa Brasil, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra “está a correr dentro das nossas expectativas, com bastante afluência de público”.

(In A União)

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Exposição de posters em Ciências Marinhas dos Açores (2ªFase)

Decorre de 22 a 24 de Abril no hall do Complexo Científico da Universidade dos Açores, a 2ª fase da exposição Posters em Ciências Marinhas nos Açores, 2007. Estão em exposição posters de investigação sobre a temática Ciências Marinhas, apresentando trabalhos dos três pólos da Universidade dos Açores, Departamento de Biologia (S. Miguel), Departamento de Ciências Agrárias (Terceira) e Departamento de Oceanografia e Pescas (Faial). O apoio Câmara Municipal de Ponta Delgada foi também essencial nesta segunda fase. A exposição tem como principais objectivos: dar a conhecer a investigação desenvolvida no Arquipélago dos Açores e promover a troca de ideias e a cooperação entre investigadores com linhas de investigação comuns ou transversais, potenciando a investigação na Região. Organizada pelo Observatório do Mar dos Açores - OMA, este evento resultou do envolvimento dos três pólos acima mencionados e da disponibilidade e interesse dos diversos investigadores em divulgar os seus resultados. Esperamos nas próximas sessões alargar a participação a outros grupos e investigadores da Região.Esta exposição encontra-se na segunda fase, tendo a primeira decorrido no Faial, e seguindo brevemente para a ilha Terceira. Os posters expostos estão a concurso nas categorias de Melhor Contributo Regional, Melhor Componente Social, Melhor Design e Melhor Poster Científico, sendo o jurí constituído por todos os que visitarem a exposição, através dos boletins disponíveis no local. Assim, se é profissional na àrea das Ciências Naturais, estudante, investigador ou simplesmente interessado por assuntos do Mar, venha descobrir alguns dos trabalhos desenvolvidos entre 2005 e 2007 nos próximos dias 22 a 24 de Abril, na entrada do Complexo Científico da Universidade dos Açores, São Miguel.

(In Azores Digital)

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quarta-feira, abril 23, 2008

Encontro Internacional de Inovação Educacional

Ao todo estão previstas 32 comunicações e duas conferências naquele que será o Sétimo Encontro de Inovação Educacional, Educação e Intervenção, e Segundo Encontro Internacional de Inovação Educacional, a decorrer nos próximos dias 24 e 25 de Abril no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze.
O Encontro está organizado em grupos de discussão assim constituídos:

Grupo de discussão sobre práticas educativas

Ana Paula Couceiro Figueira e Ana Cristina Ferreira de Almeida que apresentarão e discutirão o tema: Grupos de apoio a/entre professores/educadores - Área Formação Profissional (inicial e contínua).
Instituição : Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade de Coimbra.

José Manuel N. Moniz que apresentará e discutirá o tema: Formação Profissional. Um contributo para (re)pensar as práticas formativas.
Instituição: Hospital de Santo Espírito de A. do Heroísmo - Núcleo de Formação Profissional.

Marcela de Marco Sobral que apresentará e discutirá o tema: Projeto de Educação Ambiental: Lixo Legal (Ilhabela – SP – Brasil).
Instituição: Universidade dos Açores.

Miguel Sola Fernández e José Francisco Murillo Mas que apresentarão e discutirão o tema: La mejora de la Formación en Centros a través de procesos de I/A: dos niveles de reflexión.
Institução: Universidad de Málaga.

Fátima Paixão, Fátima Regina Jorge, José Teodoro, Paulo Silveira, e Sónia Balau que apresentarão e discutirão o tema: Projecto inovador na comunidade educativa: exposição interactiva “problemas com conta, peso e medida”
Instituições: Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Escola Básica Integrada Cidade de Castelo Branco.

Félix Rodrigues, Helena Resendes e Mário Talaia que apresentarão e discutirão o tema: Questões problema de Física em torno das Furnas – São Miguel.
Instituições: Universidade dos Açores e Universidade de Aveiro.


Grupo de discussão sobre estratégias de ensino formal e não formal

Maria Filomena Ribeiro da Fonseca Gaspar que apresentarão e discutirão o tema: Educação parental: Novos desafios para novas necessidades de intervenção socioeducativa com famílias na comunidade.
Instituição: Universidade de Coimbra.

Catarina Almeida Tomás que apresentará e discutirá o tema: Orçamentos Participativos de Crianças e Jovens: A Escola como um espaço de participação cidadã.
Instituição: Universidade da Beira Interior.

Maria Lúcia Pessoa Sampaio que apresentará e discutirá o tema: Práticas leitoras em espaços não escolares no contexto do Projeto de Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas (BALE).
Instituição: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Brasil).

Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira que apresentará e discutirá o tema: Estratégias de leitura com a comunidade: análise da experiência no contexto do Projeto “Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas” (BALE).
Instituição: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Brasil).

Tânia Pereira e Margarida César que apresentarão e discutirão o tema: Aprender com a comunidade cigana: Estudantes ciganos adultos em cenários de educação formal.
Instituição: Universidade de Lisboa.

Verônica Maria de Araújo Pontes, Patrícia Carla de M. Chagas Faria, Helena Fernandes Neta e Giuliana Pinheiro de Oliveira que apresentarão e discutirão o tema: A formação de leitores na literatura: Uma proposta para a escola pública do Estado do Rio Grande do Norte/Brasil.
Instituições: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/Brasil, Universidade do Minho/Portugal, Instituto de Desenvolvimento em Educação/IDE/Brasil e Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte/Brasil.

Grupo de discussão Tecnologias da Informação e Comunicação

Miguel Dias que apresentará e discutirá o tema: “Do mito à realidade. O verdadeiro papel das tecnologias na escola e na sociedade”.
Instituição: Escola Superior de Educação de Torres Novas.

Carlos Vieira, Catarina Rijo, Tânia Fonseca, Vanda Delgado, João Filipe Matos e Guilhermina Miranda que apresentarão e discutirão o tema: Uma Visão Sobre a Terra com recurso à Wiki: proposta para uma prática inovadora.
Instituição: Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Dulce Franco que apresentará e discutirá o tema: Moodle: um caminho de inovação para comunidades e ambientes escolares online.
Instituição: Universidade Lusófona.

Manuel Fernández Navas, Noelia Alcaraz Salarirche que apresentarão e discutirão o tema: La página web como motor de un proceso de innovación en la docencia universitaria.
Institução: Departamento de Didáctica y Organización Escolar – Universidad de Málaga.

Ordália Alves Almeida que apresentará e discutirá o tema: O/A professor/a de educação da infância: a educação a distância como caminho viável no seu processo de formação.
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS – Brasil.

Javier Barquín Ruiz e Noelia Alcaraz Salarirche que apresentarão e discutirão o tema: Los efectos de la sociedad de la información en la función docente.
Instituição: Universidad de Málaga.

Grupo de discussão sobre mudança e inovação

Maria do Rosário Pinheiro, Albertina Lima Oliveira e Carlos Barreira que apresentarão e discutirão o tema: (Re)Inovar o ciclo de formação: Vivências pedagógicas num processo formativo de pós-graduação.
Instituição: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Manuel Carlos Chaves & Maria do Rosário Moura Pinheiro que apresentarão e discutirão o tema: Avaliação da prática docente no ensino superior: Contributo da Checklist de Autoavaliação das Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (CAPPES).
Instituições: Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Maria José Machado que apresentará e discutirá o tema: Mudança e Inovação na Escola: importância da Formação ao Longo da Vida (Long Life Learning) e da interacção online nesse processo A utilização da Plataforma Moodle como suporte de um curso para formação de professores na Europa – O Projecto FACE IT .
Instituição: Universidade do Minho - Instituto de Estudos da Criança.

Carina Coelho; Ana Arqueiro e Rafael Tormenta que apresentarão e discutirão o tema: Processos de Auto-Avaliação em Agrupamentos de Escolas: Intencionalidades, Actores, Instrumentos.
Instituição: Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Carina Coelho, Valdenir Colares, Abudo Machude, Muleka Mwewa e Adriana Fornari que apresentarão e discutirão o tema: MUNDUSFOR: Experiências de uma formação profissional inovadora no ensino superior.
Instituição: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Anabela Sousa e Manuela Terrasêca que apresentarão e discutirão o tema: A avaliação no interior da escola: espaço de inovação construída ou decretada?
Instituição: Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Grupo de discussão sobre experiências pedagógicas

Carla Susana Pinheiro Serra & Maria do Rosário Moura Pinheiro que apresentarão e discutirão o tema: A importância da Relação Pedagógica no desenvolvimento pessoal e social do aluno.
Instituição: Universidade de Coimbra.

Dulce Martins e Carolina Carvalho que apresentarão e discutirão o tema: As Crianças e as Mentiras no 2º Ciclo.
Instituições: Escola Básica 2,3 Visconde de Juromenha e Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

António V. Bento que apresentará e discutirá o tema: Estudo acompanhado e inovação curricular: perspectivas dos alunos dos 2º e 3º ciclos duma escola básica da Região Autónoma da Madeira.
Instituição: Departamento de Ciências da Educação - Universidade da Madeira.

Maria Altina Silva Ramos que apresentará e discutirá o tema: Experiências de relacionamento com a comunidade educativa: o papel privilegiado do blogue.
Instituição: Universidade do Minho.

Maria da Conceição Godinho, Vera Martins e Carla Fernandes que apresentarão e discutirão o tema: Oficina de Aprendizagens
Instituição: EBS Tomás de Borba.

Helena Ávila; Matilde Borges; Nuno Inácio; Sónia Rocha; Sónia Silva e Salvador Lima que apresentarão e discutirão o tema: O respeito pelo ritmo e pelas necessidades dos alunos na aprendizagem da Matemática
Instituições: EBI da Praia da Vitoria e DCE - Universidade dos Açores.
(In Azores Digital)

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Jerónimo de Sousa culpa Sócrates pelo “garrote” financeiro à Universidade dos Açores

Jerónimo de Sousa culpa Sócrates pelo “garrote” financeiro à Universidade dos Açores.

O líder do PCP acusou ontem o Governo de pôr um “garrote” nas universidades e deu o exemplo da “situação dramática” da Universidade dos Açores (UA), prometendo pressionar o Ministério da Ciência a pôr fim ao subfinanciamento.
“Vamos continuar a exigir que seja dada uma resposta a uma situação que é dramática”, garantiu Jerónimo de Sousa, que, no segundo dia das Jornadas Parlamentares do PCP, em Ponta Delgada, em S. Miguel, visitou a UA.Depois de uma reunião com o reitor Avelino Meneses e a meio de uma visita ao “campus” universitário, o líder comunista criticou o executivo de José Sócrates pelo subfinanciamento de universidades como a dos Açores.Em declarações aos jornalistas, o reitor não usou a palavra dramática, mas admitiu que “a situação é difícil”.Avelino Meneses afirmou que “estão em curso conversações com o Ministério da Ciência e Ensino Superior” e disse acreditar que “cheguem a bom termo”.Mais crítico, Jerónimo de Sousa acusou o Governo de criar situações idênticas nas universidades de Trás-os-Montes, Évora e Algarve.“É preciso eliminar este princípio do Governo que é fazer o ‘garrote’ no orçamento para depois propor contrato de saneamento económico-financeiro para resolver problemas que ele próprio criou”, disse.As jornadas parlamentares do PCP - que se dividiram por várias ilhas - terminam hoje.
(In Lusa)

Máquinas já pararam nos Biscoitos


A extracção ilegal de inertes numa pedreira na zona dos Biscoitos, onde se encontram diversas espécies protegidas, foi cessada por ordem da direcção regional do Ambiente, que instaurou um processo de contra-ordenação ao Consórcio Mota-Engil, Zagope e Marques, SA, responsável pela obra da Via-rápida Vitorino Nemésio.Recorde-se que na última quinta-feira um grupo de cerca de uma dezena de cidadãos ligados à área do ambiente realizou uma visita de estudo ao local, com a presença da comunicação social.A denúncia pública surgiu na sequência de diversos alertas lançados às entidades competentes e da apresentação de uma queixa na GNR, sem qualquer sucesso, explicou na ocasião Adalberto Couto, promotor da iniciativa.Contactado por DI, o director regional do Ambiente, Francisco Cardigos, garantiu que na sequência dessa denúncia, “na própria sexta-feira, foi levantado um processo de contra-ordenação ao consórcio em causa pela extracção ilegal de inertes, cujo processo judicial seguirá agora os trâmites habituais”. Francisco Cardigos assegurou também que, “no mesmo dia, foram dadas ordem para a cessação imediata da extracção, que foi confirmada também na sexta-feira”. “Foram ainda dadas indicações aos vigilantes da natureza para que estejam atentos a esta situação, no sentido de evitar o reiniciar da extracção, uma vez que se trata de um local onde estamos na presença de diversas espécies classificadas, algumas das quais pela Convenção de Berna”, acrescentou.Francisco Cardigos lamentou, no entanto, que os promotores da referida visita de estudo “tenham decidido fazer uma denúncia pública, antes de se dirigirem primeiro à direcção regional do Ambiente”.

“MINIMIZAR OS DANOS”

Em declarações ao DI, o promotor da denúncia pública, Adalberto Couto, manifestou-se satisfeito com a decisão da direcção regional do Ambiente de cessar a extracção, mas defendeu a necessidade de realizar agora uma recuperação daquele local.“Pelo menos, já pararam as máquinas, mas há muitos danos que deveriam ser tidos em conta numa possível recuperação ambiental”, sustentou.No entender de Adalberto Couto, licenciado em Gestão e Conservação da Natureza, no Departamento de Ciências Agrárias e Mestrando do mesmo curso “é preciso dar uma recompensa ao ambiente pelos danos causados”.“Repor a situação inicial é complicado, mas é possível minimizar os danos”, explicou.Adalberto Couto garantiu, por outro lado, que apesar de não ter recebido uma queixa formal, “a direcção regional do Ambiente tinha conhecimento da extracção de inertes naquele local e sabia que estava ilegal”.Em causa está o abate e a destruição do habitat de diversas espécies endémicas, como a Erica scoparia ssp. azorica (Urse), a Laurus azorica (Louro da Terra), a Juniperus brevifolia (Cedro do Mato) e a Myrsine retusa (Tamujo). Algumas destas espécies estão classificadas pela Convenção de Berna e o seu habitat - lavas recentes - está também protegida pela Directiva Habitats. De acordo com a legislação em vigor, são proibidas a colheita, apanha, corte ou arranque intencionais de espécies protegidas, assim como a deterioração intencional dos respectivos habitats. A infracção ao disposto na lei sobre esta matéria constitui contra-ordenação punível com coima no valor máximo de 2.493,99 euros para pessoas singulares ou até 29.927,88 euros para pessoas colectivas. Poderá ser ainda alvo de sanções acessórias, como a interdição do exercício da profissão ou da actividade, a apreensão do equipamento utilizado, a privação do direito a subsídio ou benefício outorgado por entidades ou serviços públicos e a privação do direito de participação ou arrematações a concursos promovidos por entidades ou serviços públicos ou de concessão de serviços, licenças ou alvarás.
(In Diário Insular)

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Projecto BALE apresentado no VII Encontro Internacional de Inovação Educacional


O Campus da UERN de Pau dos Ferros (CAMEAM) terá duas professoras apresentando trabalhos na Europa, em Portugal, no VII Encontro Internacional de Inovação Educacional, que se realizará no Auditório do Campus do Pico da Urze da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, no período de de 24 e 25 de abril de 2008.A professora Dra. Maria Lúcia Pessoa Sampaio, do Departamento de Educação/CAMEAM e a professora Ms. Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira, do Departamento de Letras/CAMEAM, farão exposições orais sobre a atuação do Projeto BALE (Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas) - projeto de Extensão da UERN, desenvolvido em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).


(In Blog do Jean Carlos)


O Projecto "Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas" (BALE) pretende estimular o gosto pela leitura, propiciando, assim, a democratização da leitura e as práticas de leitura em contextos escolares, bem como na sociedade como um todo. A experiência da coordenacção do Projecto BALE tem mostrado que se pode criar/construir um vínculo do sujeito leitor com o livro.
Na comunicação a apresentar pretende-se dividir e divulgar uma experiência que efectivamente vem dando resultados (subtis), na formação de leitores de uma comunidade desprovida de acesso a bens culturais e de lazer.

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terça-feira, abril 22, 2008

Campus de Angra do Heroísmo abriu as portas

Em apenas 13 minutos, as três dezenas de alunos do 11.º ano da Escola Padre Jerónimo Emiliano de Andrade ficam a conhecer, por dentro e por fora, a Universidade dos Açores (UA). As salas de aula e os laboratórios, a biblioteca e a reitoria, as residências e os jardins, as cantinas e os bares, os espaços dedicados ao desporto e os cursos leccionados são apresentados ao som de uma música ritmada e acompanhados por paisagens idílicas das três ilhas por onde se divide o estabelecimento de ensino superior açoriano – São Miguel, Terceira e Faial. O visionamento de um pequeno vídeo promocional constitui a primeira fase de um Dia Aberto levado a cabo pelo campus de Angra do Heroísmo, assim como o primeiro contacto que a maioria dos estudantes presentes estabelece com a instituição. Destinada aos alunos das escolas profissionais e secundárias da ilha Terceira, a iniciativa visa divulgar a oferta formativa e apresentar as instalações da UA. “É uma forma da universidade dar a conhecer os seus cursos e de os alunos perceberem um pouco do seu conteúdo”, sublinha o pró-reitor do pólo de Angra, Alfredo Borba. Acesas as luzes, os visitantes têm oportunidade de ver esclarecidas algumas das suas dúvidas sobre o processo de candidatura ao ensino superior. Médias de acesso, provas de ingresso, vagas para alunos açorianos e saídas profissionais são os termos mais ouvidos no auditório do Complexo Pedagógico do campus do Pico da Urze.


“ÁREA DE FUTURO”


Depois, é a vez de passar a uma pequena feira distribuída por quatro salas do terceiro andar do amplo e moderno edifício. Aqui, os directores dos cursos leccionados nos departamentos de Ciências Agrárias e Ciências da Educação “vendem” as suas áreas pedagógicas, auxiliados por panfletos, cartazes, vídeos e as mais variadas experiências didácticas. “O objectivo é que os eventuais candidatos conheçam o curso e se inteirem um pouco do trabalho do aluno e das respectivas saídas profissionais”, explica Ana Isabel Santos, directora da licenciatura em Educação Básica, que funciona há já um ano, substituindo o antigo curso de Educadores de Infância. Ciências Agrárias, Biotecnologia, Engenharia e Gestão do Ambiente, Medicina Veterinária (Ciclo Básico), Ciências da Nutrição (Ciclo Básico), Ciências Farmacêuticas (Ciclo Básico), Guias da Natureza e Enfermagem são outras das opções em termos de licenciaturas proporcionadas pelo campus de Angra da UA. Mas a grande novidade para o ano lectivo de 2008/2009 é o curso de Energias Renováveis, que a instituição classifica como uma “área de futuro”. O pólo de Angra do Heroísmo oferece ainda os cursos de mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, Engenharia Zootécnica, Engenharia do Ambiente, Biotecnologia, Educação Ambiental e Agricultura Biológica. Todos os cursos estão já adaptados ao Processo de Bolonha. No próximo ano lectivo, serão abertas cerca de 180 vagas para as licenciaturas ministradas no campus terceirense, que conta, actualmente, com cerca de 750 alunos - um “número satisfatório”, na opinião de Alfredo Borba. “Nos últimos anos, temos preenchido todas as vagas e esperamos que o mesmo venha a acontecer no próximo ano”, destaca o pró-reitor. A maior fatia é, segundo diz, ocupada por estudantes vindos de outras ilhas do arquipélago dos Açores ou do continente português. “No último ano, tivemos cerca de 84 por cento de alunos deslocados, sobretudo nos cursos de Enfermagem, Ciências Farmacêuticas, Ciências da Nutrição e Medicina Veterinária”, refere.


“LÁ FORA…”


À saída do Dia Aberto promovido pelo pólo de Angra da UA, Cláudia Ávila, de 17 anos, elogia a iniciativa, que considerou “muito informativa”. Para esta estudante do 11.º ano da Escola Secundária de Angra, tratou-se da primeira visita ao estabelecimento de ensino superior açoriano. “É uma escola bonita e parece bem estruturada”, afirma a jovem, de mochila aos ombros, calças de ganga e ténis, no seu jeito descontraído. Apesar de desejar continuar a estudar, Cláudia mantém ainda todas as opções em aberto. Afinal, trata-se de uma decisão demasiado importante para tomar de ânimo leve. “Gosto da área de artes, mas ainda não tenho a certeza se será a que vou seguir”, adianta. Questionada sobre a possibilidade de vir a frequentar a UA, a jovem deixa revelar o desejo de novos horizontes: “Talvez vá para o continente…”, diz. E justifica: “Lá fora, há mais condições e uma maior oferta de cursos”.

(In Diário Insular)

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Habitats dos Biscoitos são irrecuperáveis

Diário Insular (DI)- A alegada extracção ilegal de inertes na zona dos Biscoitos estará a destruir uma série de espécies endémicas, algumas das quais protegidas, como Urse, Louro da Terra, Cedro do Mato e Tamujo. Qual a importância destas espécies?Eduardo Dias (ED)- Este agrupamento de espécies é típico da colonização de lavas recentes, e, dado que se trata de extracção de inertes, creio poder apontar para as escoadas lávicas históricas dos Biscoitos. Isto torna-se importante dado que este tipo de habitat possui variedades das espécies naturais específicas. Por isso, são estes habitats - lavas recentes - protegidos pela Directiva Habitats. Assim, embora a lista das espécies compreenda espécies não raras dos Açores, estaremos perante variedades específicas, já muito raras nos Açores. No caso particular do Cedro do Mato, está mesmo provado serem estas populações de características particulares. Por outro lado, estas espécies são especialistas em restauro ambiental, em aumento da biodiversidade e na formação do solo. A sua destruição sobre as lavas é um recuo nos processos ecológicos que aqui se desenvolvem. Esta é igualmente a razão porque algumas delas se encontram protegidas e por que é importante manter estas espécies na paisagem, como forma de estabilizar, ecologicamente, o ambiente. Por outro lado, é bom de rever que se trata de um habitat protegido, sujeito às condições de Protecção da Directiva Habitats. É igualmente importante assinalar que o local, e na falta de uma localização precisa, se encontra dentro ou no limite da Rede Natura na Terceira, o SIC Santa Bárbara - Pico Alto, que desce nesta zona da sua linha central, para abarcar estas lavas, a vegetação associada e as grutas próximas. Na revisão da RN2000 para o seu plano sectorial, está proposto um alargamento da Rede Natura 2000, que provavelmente irá incluir esta zona, bem como o Futuro Parque Natural da Ilha. Está ainda assinalado, em estudos recentes, a importância destas lavas como forma de estruturar a rede de águas superficiais que alimenta os campos de fruta e vinhas dos biscoitos, pelo que a alteração da sua estrutura ou a abertura de descontinuidades tem grandes consequências a jusante.Que mecanismos existem para a protecção destas espécies?As espécies referidas como classificadas encontram-se sob protecção e a sua destruição ou mesmo a alteração directa ou indirecta do seu habitat é considerada crime ambiental, se não devidamente autorizado pela instância responsável, a secretaria regional do Ambiente. Para além das espécies, a confirmar que se encontra sobre as lavas históricas, também o próprio habitat está sobre o mesmo regime de protecção. Sobre as espécies referidas como protegidas pela Convenção de Berna, a destruição de indivíduos também carece de autorização superior, de acordo com o Decreto-Lei n.º 316/89 e os actos de revisão subsequentes.É possível recuperar esse património?Este habitat é muito específico e depende das lavas. No acto extractivo são retiradas os tapetes de lava, pelo que se torna irrecuperável na sua forma original. Em muitos casos semelhantes, a exploração vai até ao solo fóssil por baixo das lavas, que depois é convertido em área agrícola, com perdas importantes de biodiversidade e de paisagens, como tem vindo a acontecer nas próprias bocas vulcânicas desta escoada (Bocas de Fogo), mais a montante. Por isso parece-me difícil a sua recuperação ou restauro, bem como das funções que presta á ilha, como paisagística, habitat de espécies especificas de lavas, núcleo de biodiversidade, ou distribuidor de águas.

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Agricultura: Inovação Impõe-se

Nos últimos anos, o aumento da produção de leite nos Açores baseou-se muito na maior utilização de rações, que é a maneira mais fácil de produzir leite, embora a menos sustentável nos Açores. Porque os cereais tinham preços baixos no mercado mundial e porque o POSEIMA os fazia chegar aos Açores a preços compensadores. Adaptou-se o rebanho a produzir à base de rações, na sua totalidade importadas, à semelhança das vacas dos EUA ou da Europa Central, zonas tradicionalmente produtoras de cereais. Mas agora os cereais sobem de preço mais depressa que o leite e, mais grave ainda, há muita procura, o que faz pressupor que vai ser cada vez mais difícil adquirir estas matérias-primas. O problema agrava-se pelo facto de não podermos comprar milho nos EUA, o que poderia compensar atendendo à desvalorização do dólar em relação ao Euro, porque estamos impedidos de usar milho geneticamente modificado. Para os lavradores que apostaram em vacas de produções médias, um melhor maneio das vacas em pastoreio e melhores silagens podem resolver o assunto. Para os lavradores que nos Açores apostaram em vacas de alta produção as perspectivas são piores. É que as alterações que fizeram no seu rebanho obrigam a que continuem a utilizar grande quantidade de produtos de elevada concentração energética, não têm outra opção. Mas aqui é que entra o saber adaptar-se. Porque o nosso sistema não pode ser estático, deve evoluir de acordo com os mercados. A solução não pode ser continuar a exigir subsídios, numa demonstração de total incapacidade de adaptação, levando a opinião pública a pensar que a produção de leite já não é solução para os Açores. Olhemos à nossa volta. Faz sentido que muitas terras baixas, planas e de solos fundos, geralmente as mais produtivas, outrora terras de trigo, milho ou feijão, estejam absolutamente secas no Verão? Que durante 3 ou 4 meses não produzam quase nada? Porque é que não semeamos mais milho e voltamos a usar luzerna, plantas com raízes que vão bem mais fundo no solo à procura de água, para aproveitar todo o potencial dessas terras? Porque é que não fazemos o que se faz há bastantes anos na Europa e nos EUA que é apanhar o milho para silagem logo abaixo da maçaroca ou mesmo colher só as maçarocas para fazer silagem de elevada concentração energética? É que isto diminuiria em muito as necessidades que os produtores de leite têm de concentrados importados, aumentaria o lucro dessas explorações e empregava mais gente. Será que se sabe que o quilo de matéria seca da silagem de milho, para as zonas baixas dos Açores, é mais barato do que o quilo de matéria seca da pastagem ou da silagem de erva? Mesmo sem o subsídio de quase 300 € que os produtores recebem por cada hectare de milho semeado? Essencialmente porque o milho produz em 6 meses mais do que a pastagem num ano.Terão os lavradores dos Açores estes dados disponíveis para poderem fazer escolhas bem fundamentadas? Conhecerão as alternativas? A formação profissional e o aconselhamento técnico que estão a ter são suficientes? Em Dezembro fui a um seminário organizado pela Associação Portuguesa de Pastagens e Forragens na Cooperativa Agrícola de Vila de Conde. Fiquei admirada com os conhecimentos de alguns produtores de leite presentes. Falava-se em NDF e conteúdo de amido das silagens de milho, da utilização de ciclos FAO mais curtos e do teor proteico. Mandavam analisar as suas silagens e compreendiam os resultados que recebiam do laboratório. Aqueles lavradores em vez de discutirem subsídios estavam juntos a discutir maneiras de melhorar o seu maneio. No fim do dia fomos visitar uma exploração que estava já a ensilar apenas as socas do milho (pastoni, como lhe chamaram).Os Açores têm todas as condições para ter uma produção de leite rentável. Infelizmente, os conhecimentos técnicos de muitos lavradores estão aquém do que seria desejável para rapidamente poderem adaptar as suas explorações às novas exigências do mercado. Desperdiçam-se muitos recursos, utilizam-se mal os factores de produção, não se produz com a qualidade possível e desejável.Como é que pensamos alterar esta situação fundamental para a economia dos Açores?


(Anabela Gomes in Diário Insular)

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segunda-feira, abril 21, 2008

Aladino: Uma história para dançar

Nos próximos dias 23 e 24 de Abril, o Teatro Angrense o Espectáculo de Bailado “Aladino – Uma História para Dançar”.
Os espectáculos de ambos os dias são destinados às crianças das escolas do concelho e têm lugar às 10h00. Na impossibilidade de abranger todas as escolas, o critério avançado pelas promotoras do evento, e aceite pela Culturangra, foi o de trazer ao Teatro Angrense aquelas crianças que, pela maior distância geográfica, têm, à partida, menos possibilidades de o fazer assiduamente.
Quanto ao enredo, ele é muito familiar à maioria de todos os nós, fazendo, como faz, parte do nosso imaginário infantil, e começa assim: “Num país distante vivia no seu palácio um Sultão que pretendia casar a sua filha, a princesa Jasmin, com alguém muito poderoso. Jasmin ignorava a vontade do pai, pois insistia só casar por amor”.
E é, precisamente, esta divergência de opiniões que preside a uma série de peripécias e aventuras, com as magníficas personagens desta história intemporal, onde não faltam os vilões, a magia, e o encanto das paisagens de um dos mais magníficos contos das Mil e Uma Noites, em que o verdadeiro amor, entre a Princesa Jasmin e o valoroso Aladino, acaba por triunfar, contra tudo e contra todos.
A célebre história ganha vida nova e magia acrescida neste maravilhoso espectáculo de dança da Professora Eduarda Rosa, docente da EBS Tomás de Borba e proposto pelas estagiárias Ana Eduarda Rosa, Tânia Lourenço e Leandra Vieira do Curso de Educação de Infância da Universidade dos Açores), no âmbito da disciplina de Projecto de Animação Sócio-Educativa, que estabelece como meta “formas de intervenção comunitária”.

(In A União)

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Terminou o Congresso do Interfruta II

Terminou o I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura que incidiu sobretudo na apresentação dos resultados do projecto Interfruta II. Este projecto é financiado pelo programa INTERREG III-B e está a ser desenvolvido nas Ilhas da Madeira, Tenerife (Canárias) e Terceira (Açores), ou seja, na Macaronésia. Trata-se de um estudo integrado que envolve biotecnologia, climatologia, fenologia, problemas fitossanitários, pragas-chave e fauna auxiliar com o objectivo de melhorar os conhecimentos sobre as culturas de macieira, bananeira, castanheiros e vinha, de forma a promover a fruticultura e viticultura nas três regiões insulares. Em particular na Terceira, pretende-se difundir a ideia que a fruti e viticultura podem ser uma alternativa à mono-cultura da vaca. Os temas debatidos foram tão diversificados como:
A Biotecnologia no desenvolvimento da fruticultura e viticultura
A evolução da protecção das culturas e o aproveitamento da biodiversidade: análise de casos de estudo.
Infecção viral da vinha nos Biscoitos (região a norte na ilha Terceira).
Caracterização do património genético vitícola nacional com base em marcadores moleculares.
Influência do tipo de rega e solos, (não) utilização de pesticidas, entre outros (foram cerca de 30 apresentações, 15 min.
Foram três dias de debate entre investigadores (Universidade dos Açores, Imperial College, ISA, UTAD, Univ. Madeira, Univ. de La Laguna, Esc. Sup. Agrária de Coimbra e Ponte de Lima), técnicos, produtores, agricultores e cooperativas.
O congresso foi um sucesso.
Foi óptimo ver na prática como juntando esforços de know how, não repetindo os erros dos outros, se consegue resultados muito positivos no desenvolvimento destas regiões. E ver pessoas tão distintas a discutir questões mais ou menos "académicas", mais ou menos "práticas", dando o seu contributo no projecto com toda a dedicação e empenho.
Pelo meio houve almoços/jantares oferecidos pelos presidentes de câmara de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, e pelo representante da república para a região autónoma dos Açores, visitas turísticas por Angra e pelos pomares e vinhas dos Biscoitos.

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Viticultura açoriana

No último dia do I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, 5ª Sessão – Viticultura – Tendo como moderador o Professor Doutor Jorge Pinheiro (CITAA -Universidade dos Açores), o Engenheiro Agrónomo Miguel Amorim, da Direcção Regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura, abordou vários aspectos relacionados com a vitivinicultura açoriana e os novos desafios da nova proposta da OCM (Organização Comum do Mercado).
Segundo Miguel Amorim “na Região Autónoma dos Açores, apenas em 6 das 9 ilhas se cultiva vinha. De entre estas, só 4 apresentam maior expressão: São Miguel, Terceira, Graciosa e Pico.
A qualidade e o prestígio dos vinhos dos Açores são conhecidos de longa data, facto que levou a que fossem reconhecidas três Indicações de Proveniência Regulamentada:
- "Biscoitos" (ilha Terceira)"Graciosa" - "Pico"
Reconhecida a tipicidade própria para a produção de vinhos de qualidade, associada a uma evolução tecnológica verificada nos últimos anos, foi estabelecida recentemente a designação “Vinho Regional” seguida da Indicação Geográfica Açores para os vinhos de mesa tinto e branco, produzidos em todo o Arquipélago.
As vinhas tradicionais são conduzidas junto ao solo, sem nenhuma armação, dentro de "currais" constituídos por muros de pedra solta, onde as cepas ficam protegidas do vento.
Quanto aos novos desafios que se colocam à vitivinicultura regional com a proximidade da aprovação do novo Regulamento da Organização Comum do Mercado vitivinícola, foi assumido pela Região Autónoma dos Açores a defesa de algumas medidas que protegessem a nossa cultura, as nossas tradições, as nossas castas, as nossas dificuldades em termos de relevo e condução da cultura”.
O encerramento dos trabalhos do Congresso teve a intervenção do Prof. Doutor António Mexia (ISA/UTL).
Da parte da tarde rumou-se aos Biscoitos, onde se visitaram várias vinhas e pomares daquela freguesia terceirense. Foi visitada, entre outras, a vinha e a Adega do novo produtor/engarrafador (independente) Manuel Rufino Silva Simas.
Numa outra pausa entraram na Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L., onde tiveram a oportunidade de provar o vinho daquela Associação de produtores da ilha Terceira.
(In Bagos D'Uva)

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Programa da XIX Semana Académica

Programa da XIX Semana Académica


Dia 22 de Abril – Terça-feira
22.00 H – Serenata (ELES, TUSA)
(local: Igreja Matriz da Praia da Vitória)
23.00 H – Actuação de Tunas (ELES, NEPTUNA, TAESEAH, TUSA e SONS DO MAR)
(local: Recinto do Campo Municipal da Praia da Vitória (CMPV))
00.00 H – Actuação de DJ STEFFY
(local: CMPV)

Dia 23 de Abril – Quarta-feira
20.00 H – Rally das Tascas
(local: A designar com a inscrição)
22.00 H – Actuação da artista MICAELA
(local: CMPV)
00.00 H – Actuação de DJ KITÓ
(local: CMPV)

Dia 24 de Abril – Quinta-feira
15.00 H – Desfile do Caloiro
(local: Rua da Sé)
18.00 H – Missa da Bênção do Traje e Queima do Grelo
(local: Igreja da Sé)
23.00 H – Actuação do grupo STREAM
(local: CMPV)
02.00 H – Actuação do DJ NANDO R e DJ FBO
(local: CMPV)

Dia 25 de Abril – Sexta-feira
14.00 H – Actividades Desportivas
(local: Areal da Praia da Vitória)
23.00 H – Actuação do artista FF
(local: CMPV)
01.00 H – Actuação do DJ SOMBRA
(local: CMPV)

Dia 26 de Abril – Sábado
14.00 H – Actividades Desportivas
(local: Areal da Praia da Vitória)

18.00 H – Prova de Queijos e Vinhos
(local: CMPV)
01.00 H – Actuação da DJ TÂNIA PASCOAL E DJ MISS NAT
(local: CMPV)

Dia 27 de Abril – Domingo
14.00 H – Queima das Fitas
(local: Igreja da Sé)
19.00 H – Baile de Gala
(local: Angra Garden Hotel)

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domingo, abril 20, 2008

DE 18 A 26 DE ABRIL - Cozinha tradicional e literatura juntas no Bailão

A segunda edição da Feira de Letras e Sabores, de Angra do Heroísmo, decorre de 18 a 26 de Abril, com meia centena de editoras do continente português, que disponibilizam 10 mil títulos.
A iniciativa foi hoje apresentada pela Culturangra, empresa municipal, que vai investir 10 mil euros na sua realização, para fomentar os hábitos de leitura da população e o acesso a obras de ficção e livros técnicos que nem sempre estão disponíveis localmente.
"Pretendemos contrariar o abandono da leitura, manter viva uma chama cultural e proporcionar, ao mesmo tempo, um contacto com a gastronomia à moda antiga", disse o presidente da autarquia, José Pedro Cardoso.
Paralelamente aos livros, haverá uma feira de sabores com a participação de diferentes Centros Comunitários e de Convívio do concelho e quatro empresas gastronómicas para "proporcionar o acesso à cozinha dos velhos sabores".
A feira tem ainda um programa de animação com músicas de temática local e cabo-verdiana, um recital de poesia e canto, e uma exposição de cartazes alusiva à Revolução do 25 de Abril.
A "Hora do Conto", destinada aos mais jovens, tem a participação de diversas personalidades, incluindo o representante da República para os Açores, José António Mesquita, o presidente da câmara municipal, Félix Rodrigues professor universitário, historiadores e a directora regional da Educação, Isabel Rodrigues.
(In Lusa)

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Qualidade das macieiras Açorianas

Uma cultura amiga do ambiente, com recurso a poucos pesticidas, distingue os pomares de macieira açorianos dos do continente e de outras partes do mundo. Quem o diz é Rui Sousa, do Instituto Nacional de Recursos Biológicos.

Em declarações aos jornalistas, à margem do I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, o investigador sublinhou que, “apesar dos custos de produção serem mais elevados nos Açores, a qualidade do fruto também é outra, uma vez que amadurece na árvore, ao contrário do que acontece nos pomares do continente”. Rui Sousa, que apresentou um “Contributo para a melhoria da produtividade dos pomares de macieira dos Açores”, considerou que “melhorando as técnicas culturais e com um maior acompanhamento, consegue-se nos Açores as mesmas produções de que no continente”.O investigador defendeu ainda que os produtores açorianos devem “apostar em três ou quatro variedades de maçãs bem adaptadas cá, assim como em algumas variedade regionais que foram abandonadas e que têm interesse de produção”.Segundo disse, a Região conta actualmente com “mais macieiras, pomares mais jovens, árvores mais bem formadas e novos sistemas de produção, assim como com um maior número de produtores”.A Terceira produz cerca de 60 a 70 toneladas de maçã por ano, sendo 60 a 70 da variedade reineta.
(In Diário Insular)

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Câmara Municipal da Praia da Vitória vai estudar pluma de poluição

A Câmara Municipal da Praia da Vitória vai dar instruções à Praia Ambiente para avançar com um estudo no sentido de apurar qual a origem da “pluma de combustível” que estará a poluir o nível superficial do aquífero da zona das Lajes e qual a verdadeira extensão do problema. Esta informação foi avançada a DI pelo presidente do município, Roberto Monteiro, que adianta que “se forem confirmadas as expectativas, de que o problema ocorrido teve origem na execução dos pipe-lines de acesso ao parque de combustíveis pelos norte-americanos”, o município levará o problema até à Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes.“Vamos pressionar no âmbito da Comissão Bilateral para que o problema seja resolvido e, se for necessário, recorreremos aos tribunais”, garante.“O que não parece lógico é que as entidades públicas ou privadas a operarem na Terceira e em todo o país sejam obrigadas, para qualquer tipo de obras, a fazerem estudos de impacte ambiental e, em consequência de algum acidente durante as mesmas, tenham a obrigação de reparar os danos. Não se percebe como é que o Ministério da Defesa não impõe o mesmo ao comando americano”, critica o presidente da autarquia.

SEM PERIGO...

Roberto Monteiro frisa que, de momento, não existe qualquer perigo para a população, visto que a água que é consumida no concelho não é captada neste nível do aquífero, mas volta a frisar que, na sua opinião, “o mais grave é que não se tenha responsabilizado os norte-americanos por repararem estes danos, salvaguardando eventuais riscos de contaminação dos restantes lençóis de água da zona”.Recorde-se que a polémica foi despoletada quando o professor da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, veio a público denunciar o facto do aquífero das Lajes, que abastece o concelho da Praia da Vitória, já estar afectado por uma mancha de poluição, ao nível superficial. “Este aquífero das Lajes tem três níveis de água sobrepostos e a poluição está no mais superficial. O nível mais profundo é o que está actualmente a ser explorado. O que é necessário determinar é a geometria desta mancha de poluição e, se for necessário, avançar com medidas de descontaminação, que existem, porque este não é um problema exclusivo da Terceira, mas algo observado em vários locais onde há bases militares”, afirmava o especialista, doutorado em hidrogeologia da Terceira.Cota Rodrigues esclarecia que em causa está um estudo caro, mas com técnicas precisas, que se encontram disponíveis. “É fácil delimitar a pluma de poluição”, garantia.

RESPONSABILIDADE...

Face a esta denúncia, a direcção regional dos Recursos Hídricos, um departamento da secretaria do Ambiente, adiantava que não tinha conhecimento da situação e que ia enviar um ofício a Cota Rodrigues, para que este disponibilizasse a informação que tem eu seu poder sobre a possível contaminação do aquífero.Isto quando, já em 2003, conforme noticiou DI, a secretaria regional do Ambiente tinha contactado a Base das Lajes para esclarecer o problema da “pluma de combustível”.Mais tarde, a secretaria do Ambiente avançou que a responsabilidade era do representante açoriano na Comissão Bilateral, uma vez que se trataria de uma situação que implica os Estados Unidos da América e a Base das Lajes.Um dia depois, André Bradford recusava envolver-se até que serem apresentadas provas concretas, quer de que essa “pluma de combustível” de facto afecta o aquífero, como de que essa poluição teve origem em tanques de combustível pertencentes aos norte-americanos.“Sempre que se fazem escavações no local, surge solo contaminado com combustível e também água misturada com combustível”, respondia Cota Rodrigues.

“HISTÓRIA” DE PAÍS LATINO...

Quanto às recentes declarações do representante dos Açores na Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes, André Bradford, que afirmou que não há provas concretas de que a origem desta poluição seja de antigos tanques de combustível pertencentes aos norte-americanos, que existiam no passado junto ao Posto Um, Roberto Monteiro responde de forma directa.“Na minha opinião, esta parece-se com uma daquelas histórias muito famosas nos países latinos, particularmente em Portugal. Quando acontece alguma coisa de grave, nunca ninguém teve culpa. O que é facto é que existem dados de que, antes da intervenção feita pelos norte-americanos, não havia qualquer contaminação. A água deste furo na zona do Juncal até era canalizada para consumo. O único facto relevante que ocorreu no entretanto é a execução da obra”, afirma.
(In Diário Insular)

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Pedreira destroi espécies protegidas

Cinco camiões carregados de pedra cruzam-se com o grupo de cerca de uma dezena de pessoas, nos poucos minutos que demoram a percorrer a pé o trajecto entre os automóveis e uma alegada pedreira ilegal, na zona dos Biscoitos. Ao longo do caminho de terra batida, é visível a destruição de diversas espécies endémicas protegidas, atropeladas pelas viaturas pesadas que todos os dias fazem aquele percurso. Mas a imagem pior escondia-se mais à frente. A visita de estudo, na qual participam pessoas ligadas à área do ambiente, representantes de associações ambientalistas e o BE/Açores, foi organizada por Adalberto Couto, licenciado em Gestão e Conservação da Natureza, e Mestrando também em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, para denunciar uma situação que o “entristece”: a alegada extracção ilegal de inertes pelo Consórcio Mota-Engil, Zagope e Marques, SA, responsável pela obra da via-rápida Vitorino Nemésio. “Trata-se de uma extracção ilegal, sem qualquer licença e, como tal, sem qualquer estudo de impacto ambiental positivo ou negativo”, afirma, sublinhando que, sendo assim, “as pessoas fazem o que lhes apetece, sem a preocupação com a recuperação paisagística e com os cuidados a ter com o ambiente”. “É uma exploração selvagem”, acrescenta, tendo como ruído de fundo o roncar do motor de três camiões e de dois caterpillars, que escavam incessantemente a paisagem de pedra emoldurada pelo verde de diversas espécies protegidas. A Erica scoparia ssp. azorica (Urse), a Laurus azorica (Louro da Terra), a Juniperus brevifolia (Cedro do Mato) e a Myrsine retusa (Tamujo) são algumas das plantas endémicas alegadamente em perigo. “Existem aqui algumas espécies endémicas com estatuto de protecção, algumas nativas, e nada disso está a ser tido em conta”, refere. Depois de alertar diversas entidades com competência na matéria e de fazer uma queixa na GNR, sem qualquer sucesso, Adalberto Couto decidiu denunciar publicamente a situação. “Fui alertando algumas pessoas que poderiam ter alguma influência no sentido de parar a obra, fiz uma denúncia na GNR, pedi que me acompanhassem, mostrei o local, mas nada se passou e, como podem ver, as máquinas continuam a trabalhar a um ritmo deveras preocupante”, conta. “Não queria que as coisas tomassem estas proporções, mas visto que a obra continua decidi alertar os órgãos de comunicação social”, continua. Para além desta visita de estudo, Adalberto Couto decidiu promover também um abaixo-assinado dirigido a diversas entidades ligadas à área ambiental, exigindo a suspensão imediata da alegada extracção ilegal de inertes. “Estamos a recolher algumas assinaturas, para demonstrar a nossa preocupação e fazer avançar o processo de paragem das máquinas”, adianta. Sem esconder a tristeza no olhar perante o cenário de destruição à sua volta, Adalberto Couto admite, no entanto, não saber o que fazer mais para parar aquilo que considera ser um “crime ambiental”. “A partir daqui só se convocar uma manifestação e bloquear a entrada e saída dos camiões”, diz, com um visível sentimento de impotência. Contactado por DI, António Cardoso, responsável pela obra da via-rápida, preferiu não prestar declarações sobre esta matéria.

O que diz a lei

A extracção de inertes na zona dos Biscoitos pelo Consórcio Mota-Engil, Zagope e Marques, SA, responsável pela obra da via-rápida Vitorino Nemésio, viola, segundo Adalberto Couto, “todas as leis possíveis no que se refere à exploração de pedreiras”, nomeadamente o Decreto Lei n.º 270/2001, de 6 de Outubro. Adalberto Couto acrescenta, por outro lado, que “de acordo com uma leitura conjugada da alínea 1, do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 316/89, de 22 de Setembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 196/90, de 18 de Junho, que procedeu à publicação da Convenção de Berna, e do disposto nos avisos n.º 74/92, de 7 de Março, e no Aviso n.º 205/95, de 8 de Agosto, são proibidas a colheita, apanha, corte ou arranque intencionais de espécies protegidas, assim como a deterioração intencional dos respectivos habitats”.

Gê-Questa apresenta queixa ao Provedor de Justiça

A Gê-Questa vai avançar com uma queixa ao Provedor de Justiça sobre a alegada extracção ilegal de inertes na zona dos Biscoitos pelo Consórcio Mota-Engil, Zagope e Marques, SA, responsável pela obra da via-rápida Vitorino Nemésio, garantiu quinta-feira o presidente da associação ambientalista terceirense. Durante uma visita de estudo ao local, Vasco Silva, doutorando do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e Presidente da Gê-Questa, adiantou que a associação vai também alertar a secretaria regional do Ambiente e do Mar e a Câmara Municipal da Praia da Vitória para o assunto.“Esperamos que esta situação melhore, nem que seja através da sua legalização”, afirmou o responsável, defendendo que “já que estão a extrair pelo menos tomem a iniciativa de fazer depois um plano de restauro ambiental desta área, para não ficar como muitas outras da nossa ilha e do arquipélago, que se encontram completamente ao abandono, com o chão nu, o que é propício à invasão de infestantes e outras situações problemáticas”.No entender do presidente da Gê-Questa, “há claramente questões ilegais aqui, o que não acontece por falta de conhecimento das autoridades”.“Sendo uma extracção de bagacina, tem de ter um plano de pedreira, que não tem, um plano de restauro ambiental, que não tem, e um estudo de impacto ambiental, que não tem, para além de não estar a cumprir questões de segurança laboral”, enumera.“Temos conhecimento de casos em que pequenos agricultores extraem pequenas quantidades nos seus terrenos e são penalizados fortemente por isso, o que achamos bem, mas depois grandes construtoras, por qualquer razão que não percebemos muito bem, fazem-no à vista de toda a gente e não são penalizadas”, acrescenta.Vasco Silva salienta que “ a lei é feita por alguma razão, é para todos e tem de ser cumprida”.


(In Diário Insular)

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sábado, abril 19, 2008

Produção Frutícola como alternativa à pastagem

A fruticultura e a viticultura são alternativas viáves e rentáveis à produção de leite e de carne nos Açores. A ideia foi defendida ontem por David Horta-Lopes, coordenador do projecto Interfruta II, na abertura do I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, em Angra do Heroísmo.“O grande objectivo deste congresso é fazer renascer o interesse pela fruticultura e mostrar que é uma actividade rentável, desde que bem feita”, sublinhou o responsável, em declarações aos jornalistas.Segundo disse, “o grande problema da fruticultura é a mão-de-obra, mas através da adopção de novas técnicas e conhecimentos e da colaboração com outras regiões com mais experiência nesta área é possível obter resultados positivos”.Neste contexto, David Horta-Lopes fez um “balanço muito positivo” do projecto Interfruta II, salientando que “são já visíveis resultados, nomeadamente nas culturas de macieira e bananeira, que registaram um acréscimo significativo da sua produção, assim como de castanheiro, onde se verificaram este ano menores prejuízos causados pela praga do bichado da castanha”.O responsável explicou ainda que o congresso regional que decorre até amanhã, no campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, representa o “culminar dos projectos Interfruta I e II, que decorreram durante os últimos seis anos e envolveram um total de 30 produtores”.“Pretende-se que esta seja uma jornada de reflexão sobre o trabalho realizado até agora ao nível das plantas, dos solos, do clima ou dos problemas fitossanitários”, afirmou.O I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura conta com a presença de cerca de 80 produtores, técnicos e especialistas das regiões parceiras do projecto Interfruta (Açores, Madeira e Canárias), assim como nacionais e internacionais das diferentes áreas de investigação em fruticultura.Organizado no âmbito do projecto Interfruta II, que termina no próximo mês de Junho, o evento visa fazer o balanço e debater a continuidade do projecto financiado pelo programa de iniciativa comunitária Interreg III B.Produção, fenologia e fertilização de fruteiras, biotecnologia e fruticultura, protecção das fruteiras, biodiversidade e protecção das culturas e viticultura serão os temas em debate.Durante o congresso, será também apresentada a publicação “Problemas fitossanitários e fauna auxiliar dos citrinos”, elaborado no âmbito dos trabalhos do projecto Interfruta II.

(In Diário Insular)