Letras e Sabores - Livros é abri-los

Ao lado, num espaço de menores dimensões, os visitantes encontram os sabores da gastronomia local, dos petiscos à doçaria, assim como o artesanato terceirense, com destaque para os famosos bordados. Marcam presença novamente os centros de convívio do Porto Judeu de baixo e do Porto Judeu de cima, a Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral, o Centro Comunitário da Terra Chã, os centros comunitários de idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho, a ACM, a Casa de Saúde do Espírito Santo e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, Mellos Catering e Flor Azoris.
“Contrariar o abandono da leitura, manter viva uma chama cultural e proporcionar ao mesmo tempo um contacto com a gastronomia à moda antiga”, numa iniciativa que conjuga a leitura, boa gastronomia “feita à moda antiga” e entretenimento, foi o principal objectivo da II Feira de Letras e Sabores promovida pela autarquia angrense, como sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, José Pedro Cardoso, na apresentação do evento.
MÚSICA E CONTOS
Por seu lado, a “Hora do Conto” foi outra das grandes novidades desta edição. Um momento pensado para os mais novos, onde a imaginação e o sonho marcaram presença pela voz de diversas personalidades da sociedade terceirense, designadamente José Pedro Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e Félix Rodrigues Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a 21 de Abril, Sandra Bessa, Jornalista e Luísa Brasil, vereadora da Cultura da autarquia angrense, a 22 de Abril, Paulo Codorniz, vereador da Cultura da edilidade praiense, e Isabel Rodrigues, directora regional da Educação, a 23 de Abril, e Francisco Maduro Dias, historiador, e José António Mesquita, Representante da República para os Açores, a 25 de Abril.
Com a II Feira de Letras e Sabores, a autarquia angrense comemorou igualmente o Dia Mundial do Livro, que se assinala a 23 de Abril. O dia 23 de Abril foi escolhido para Dia Mundial do Livro, honrando a velha tradição catalã, segundo a qual, neste dia, os cavaleiros ofereciam às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebiam em troca um livro. Simultaneamente, a data presta homenagem à obra de grandes escritores como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, no dia 23 de Abril.
Etiquetas: Feira, Félix Rodrigues, História infantil
A culinária, saúde e o esoterismo são outras das temáticas com procura significativa. Por outro lado, a secção dos Sabores mostra produtos e iguarias regionais, representadas pelos Centros de Convívio do Porto Judeu de baixo; Porto Judeu de cima; Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral; Centro Comunitário da Terra Chã; Centros Comunitários de Idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho; ACM, e Casa de Saúde de Santo Espírito. Fazem ainda parte da mostra, pela segunda vez, um stand da Flor Azoris, com plantas e arranjos florais, e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, e Mellos Catering. Nas palavras da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Luísa Brasil, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra “está a correr dentro das nossas expectativas, com bastante afluência de público”.

O livro pretende ser um material lúdico que simultaneamente sensibilize para a preservação de uma espécie cuja maioria da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores. Bernardo Carvalho foi o ilustrador convidado, tendo em conta a sua enorme experiência em produção de material didáctico. De facto, os cagarros (também conhecidos como cagarras ou pardelas) são aves marinhas, bem conhecidas dos açorianos pelo seu canto característico de difícil definição: um gato a miar, um bebé a chorar, um sapo a coaxar são algumas das comparações que se procuram para um tipo de vocalização única e incomparável. Na história infantil idealizada por Carla Goulart Silva e Filipe Lopes, o personagem principal é uma cria de cagarro, o Zeca. Este vai ser confrontado com algumas das dificuldades que surgem aos juvenis da espécie: os progenitores voam para os mares do sul deixando os jovens cagarros até que estes tenham capacidades físicas de iniciar a viagem. Em terra, procurando orientar-se pelas estrelas, os cagarros são atraídos pela luz artificial, fazendo com que alguns sejam atropelados nas estradas, enquanto procuram o mar e o início da migração. O conto procura alertar para estes problemas e para como é possível, até para os mais pequenos, fazer algo para a sua preservação. Nas entrelinhas da história ficam também alguns valores que devem estar presentes na vida das famílias (humanas ou não): o amor, a compreensão, a tolerância, a solidariedade. A abordagem escolhida permite também fazer um paralelismo com um fenómeno bem conhecido dos açorianos: a emigração e o retorno à terra natal. Destinado a crianças entre os 3 e os 12 anos, “A História do Zeca Garro” será lançado no mês de Setembro, acompanhando o início das campanhas de informação que se estendem até ao final de Novembro, período em que se desenrolam as migrações a partir dos Açores. A obra inclui algumas sugestões de trabalho para os pais e educadores que queiram potenciar o conteúdo do livro.
Realizar-se-ão também algumas oficinas formativas em diversas ilhas. Os Montanheiros é uma Organização Não Governamental de Ambiente, presente nas ilhas Terceira, Pico e S. Jorge. Inicia uma colaboração a nível editorial com "O Contador de Histórias" a partir da colecção “Histórias em Erupção”, que pretende abordar temas relacionados com a protecção ambiental, de forma descontraída, para os mais novos. Para os autores é a primeira experiência em livro. Filipe Lopes é editor e está habituado a contar histórias dos outros. Carla G. Silva também trabalha regularmente com crianças tendo surgido da sua experiência a necessidade de criar uma forma alternativa de tratar o tema com os mais pequenos, que são, afinal, aqueles que muitas vezes podem ajudar a mudar as atitudes.