terça-feira, abril 29, 2008

Letras e Sabores - Livros é abri-los

Livros, gastronomia e animação musical e cultural foram os principais ingredientes da segunda edição da Feira de Letras e Sabores. A iniciativa da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo teve lugar de 18 a 26 de Abril, no Recinto do Bailão.

Cerca de dez mil títulos de mais de meia centena de editoras estendem-se pelas grandes mesas da ampla tenda instalada no Recinto do Bailão. De Miguel Torga a Nicholas Sparks, dos grandes clássicos até às mais recentes aventuras de Harry Potter, da psicologia à culinária, os leitores folheiam obras para todos os gostos, interesses e idades, a preços bastante atractivos. “As pessoas procuram sobretudo os livros em saldo. Temos bons livros, como romances e banda desenhada a partir de um euro”, sublinha Mário Duarte, da BLU Edições, responsável pela coordenação da iniciativa. “Vende-se também muito o livro infanto-juvenil, o romance, as obras de história e de culinária e os livros técnicos”, acrescenta o responsável, para quem a adesão à feira ficou “dentro das expectativas”.
Ao lado, num espaço de menores dimensões, os visitantes encontram os sabores da gastronomia local, dos petiscos à doçaria, assim como o artesanato terceirense, com destaque para os famosos bordados. Marcam presença novamente os centros de convívio do Porto Judeu de baixo e do Porto Judeu de cima, a Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral, o Centro Comunitário da Terra Chã, os centros comunitários de idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho, a ACM, a Casa de Saúde do Espírito Santo e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, Mellos Catering e Flor Azoris.
“Contrariar o abandono da leitura, manter viva uma chama cultural e proporcionar ao mesmo tempo um contacto com a gastronomia à moda antiga”, numa iniciativa que conjuga a leitura, boa gastronomia “feita à moda antiga” e entretenimento, foi o principal objectivo da II Feira de Letras e Sabores promovida pela autarquia angrense, como sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, José Pedro Cardoso, na apresentação do evento.

MÚSICA E CONTOS
Orçada em cerca de 10 000 euros, a iniciativa foi animada diariamente por momentos musicais e culturais, proporcionados pelas filarmónicas da Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral e Recreio dos Artistas, na inauguração do evento, do grupo Vanguarda, de Tó Moreira, do Grupo de Danças de Cabo Verde, do conjunto Reticências, do Duo Nocturno, de Tiago Gorgita e dos famosos cantadores João Ângelo e José Eliseu. Teve ainda lugar um recital de poesia e canto com o actor Gonçalo Oliveira, que assinalou de forma particular e simbólica o 25 de Abril de 1974, bem como uma exposição de cartazes alusiva à Revolução dos Cravos. O encerramento do programa cultural ficou a cargo do Bailinho de Carnaval das 5 Ribeiras, intitulado “Uma Agência de Urgências”.
Por seu lado, a “Hora do Conto” foi outra das grandes novidades desta edição. Um momento pensado para os mais novos, onde a imaginação e o sonho marcaram presença pela voz de diversas personalidades da sociedade terceirense, designadamente José Pedro Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e Félix Rodrigues Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a 21 de Abril, Sandra Bessa, Jornalista e Luísa Brasil, vereadora da Cultura da autarquia angrense, a 22 de Abril, Paulo Codorniz, vereador da Cultura da edilidade praiense, e Isabel Rodrigues, directora regional da Educação, a 23 de Abril, e Francisco Maduro Dias, historiador, e José António Mesquita, Representante da República para os Açores, a 25 de Abril.
Com a II Feira de Letras e Sabores, a autarquia angrense comemorou igualmente o Dia Mundial do Livro, que se assinala a 23 de Abril. O dia 23 de Abril foi escolhido para Dia Mundial do Livro, honrando a velha tradição catalã, segundo a qual, neste dia, os cavaleiros ofereciam às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebiam em troca um livro. Simultaneamente, a data presta homenagem à obra de grandes escritores como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, no dia 23 de Abril.
(In DI-Revista)

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quinta-feira, abril 24, 2008

Aladino em Bailado no Teatro Angrense

O espectáculo de bailado “Aladino - Uma história para dançar” tem lugar hoje, pelas 10H00, no Teatro Angrense. Destinado a crianças das escolas do concelho de Angra do Heroísmo, o espectáculo de dança de Eduarda Rosa, docente da EBS Tomás de Borba, que também decorreu ontem, foi proposto pelas estagiárias Ana Eduarda Rosa, Tânia Lourenço e Leandra Vieira, do Curso de Educação de Infância da Universidade dos Açores, no âmbito da disciplina de Projecto de Animação Sócio-Educativa, que estabelece como meta “formas de intervenção comunitária”, e conta com o apoio da Culturangra.
(In Diário Insular)

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Pais e filhos procuram livros

Está a decorrer desde a passada sexta-feira e prolonga-se até 26 de Abril, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra, no Cerrado do Bailão, promovida pela Culturangra. Na secção dos livros estão disponíveis mais de meia centena de editoras, com cerca de 10.000 obras, representadas, à semelhança do ano passado, pela Blu Edições. De acordo com Mário Duarte, responsável por aquela editora local, as obras de temática infanto-juvenil são as mais procuradas.“A adesão das pessoas tem sido muito boa. Muitos são os pais que acompanham os filhos à Feira, mas pela experiência anterior das crianças em outras feiras, são também as crianças a trazer os pais”, afirma. A culinária, saúde e o esoterismo são outras das temáticas com procura significativa. Por outro lado, a secção dos Sabores mostra produtos e iguarias regionais, representadas pelos Centros de Convívio do Porto Judeu de baixo; Porto Judeu de cima; Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral; Centro Comunitário da Terra Chã; Centros Comunitários de Idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho; ACM, e Casa de Saúde de Santo Espírito. Fazem ainda parte da mostra, pela segunda vez, um stand da Flor Azoris, com plantas e arranjos florais, e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, e Mellos Catering. Nas palavras da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Luísa Brasil, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra “está a correr dentro das nossas expectativas, com bastante afluência de público”.
“Hora do Conto” Uma das novidades da Feira foi a criação da “Hora do Conto”.Trata-se de um espaço destinado aos mais novos, onde a cada dia uma personalidade local conta uma história às crianças das escolas, sobretudo do primeiro ciclo. A “Hora do Conto” está dividida em duas sessões, em que a primeira acontece às 10h00 e a segunda às 14h00.Ontem foi a vez de José Pedro Cardoso, presidente da autarquia angrense, e de Félix Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, darem voz aos contos. As sessões da “Hora do Conto” que decorrem até ao próximo dia 25 de Abril, contam com a presença de Sandra Bessa e Luísa Brasil; Paulo Codorniz e Isabel Rodrigues; Maduro Dias e Representante da República, José António Mesquita. A programação da Feira de Letras e Sabores de Angra conta ainda com animação musical, um recital de poesia e a actuação do Bailinho de Carnaval das Cinco Ribeiras. Está a decorrer desde a passada sexta-feira e prolonga-se até 26 de Abril, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra, no Cerrado do Bailão, promovida pela Culturangra. Na secção dos livros estão disponíveis mais de meia centena de editoras, com cerca de 10.000 obras, representadas, à semelhança do ano passado, pela Blu Edições. De acordo com Mário Duarte, responsável por aquela editora local, as obras de temática infanto-juvenil são as mais procuradas.“A adesão das pessoas tem sido muito boa. Muitos são os pais que acompanham os filhos à Feira, mas pela experiência anterior das crianças em outras feiras, são também as crianças a trazer os pais”, afirma. A culinária, saúde e o esoterismo são outras das temáticas com procura significativa. Por outro lado, a secção dos Sabores mostra produtos e iguarias regionais, representadas pelos Centros de Convívio do Porto Judeu de baixo; Porto Judeu de cima; Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral; Centro Comunitário da Terra Chã; Centros Comunitários de Idosos de Santa Bárbara, Serreta e Raminho; ACM, e Casa de Saúde de Santo Espírito. Fazem ainda parte da mostra, pela segunda vez, um stand da Flor Azoris, com plantas e arranjos florais, e as empresas Banquete, Queijo Vaquinha, Restaurante Africana, e Mellos Catering. Nas palavras da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Luísa Brasil, a segunda edição da Feira de Letras e Sabores de Angra “está a correr dentro das nossas expectativas, com bastante afluência de público”.

(In A União)

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segunda-feira, abril 21, 2008

Aladino: Uma história para dançar

Nos próximos dias 23 e 24 de Abril, o Teatro Angrense o Espectáculo de Bailado “Aladino – Uma História para Dançar”.
Os espectáculos de ambos os dias são destinados às crianças das escolas do concelho e têm lugar às 10h00. Na impossibilidade de abranger todas as escolas, o critério avançado pelas promotoras do evento, e aceite pela Culturangra, foi o de trazer ao Teatro Angrense aquelas crianças que, pela maior distância geográfica, têm, à partida, menos possibilidades de o fazer assiduamente.
Quanto ao enredo, ele é muito familiar à maioria de todos os nós, fazendo, como faz, parte do nosso imaginário infantil, e começa assim: “Num país distante vivia no seu palácio um Sultão que pretendia casar a sua filha, a princesa Jasmin, com alguém muito poderoso. Jasmin ignorava a vontade do pai, pois insistia só casar por amor”.
E é, precisamente, esta divergência de opiniões que preside a uma série de peripécias e aventuras, com as magníficas personagens desta história intemporal, onde não faltam os vilões, a magia, e o encanto das paisagens de um dos mais magníficos contos das Mil e Uma Noites, em que o verdadeiro amor, entre a Princesa Jasmin e o valoroso Aladino, acaba por triunfar, contra tudo e contra todos.
A célebre história ganha vida nova e magia acrescida neste maravilhoso espectáculo de dança da Professora Eduarda Rosa, docente da EBS Tomás de Borba e proposto pelas estagiárias Ana Eduarda Rosa, Tânia Lourenço e Leandra Vieira do Curso de Educação de Infância da Universidade dos Açores), no âmbito da disciplina de Projecto de Animação Sócio-Educativa, que estabelece como meta “formas de intervenção comunitária”.

(In A União)

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domingo, abril 20, 2008

DE 18 A 26 DE ABRIL - Cozinha tradicional e literatura juntas no Bailão

A segunda edição da Feira de Letras e Sabores, de Angra do Heroísmo, decorre de 18 a 26 de Abril, com meia centena de editoras do continente português, que disponibilizam 10 mil títulos.
A iniciativa foi hoje apresentada pela Culturangra, empresa municipal, que vai investir 10 mil euros na sua realização, para fomentar os hábitos de leitura da população e o acesso a obras de ficção e livros técnicos que nem sempre estão disponíveis localmente.
"Pretendemos contrariar o abandono da leitura, manter viva uma chama cultural e proporcionar, ao mesmo tempo, um contacto com a gastronomia à moda antiga", disse o presidente da autarquia, José Pedro Cardoso.
Paralelamente aos livros, haverá uma feira de sabores com a participação de diferentes Centros Comunitários e de Convívio do concelho e quatro empresas gastronómicas para "proporcionar o acesso à cozinha dos velhos sabores".
A feira tem ainda um programa de animação com músicas de temática local e cabo-verdiana, um recital de poesia e canto, e uma exposição de cartazes alusiva à Revolução do 25 de Abril.
A "Hora do Conto", destinada aos mais jovens, tem a participação de diversas personalidades, incluindo o representante da República para os Açores, José António Mesquita, o presidente da câmara municipal, Félix Rodrigues professor universitário, historiadores e a directora regional da Educação, Isabel Rodrigues.
(In Lusa)

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quinta-feira, novembro 01, 2007

Livro Infantil sobre o Calonectris diomedea borealis

Lançado no passado mês de Setembro, o livro "A História do Zeca Garro" continua a ser apresentado em diversas ilhas dos Açores. Esta obra é o primeiro volume da colecção "Histórias em Erupção", uma parceria d’Os Montanheiros e da Editora "O Contador de Histórias". Escrito em conjunto por Filipe Lopes (promotor de leitura e contador de histórias) e por Carla Goulart Silva (bióloga e directora da Ecoteca do Pico), o livro pretende ser um material lúdico que simultaneamente sensibilize para a preservação de uma espécie cuja maioria da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores. Bernardo Carvalho foi o ilustrador convidado, tendo em conta a sua enrme experiência em produção de material didáctico.

As próximas acções relacionadas com o livro decorrem nas ilhas Terceira, S.Jorge, Faial e S. Miguel. Assim, no dia 3 de Novembro, na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo (Terceira), às 15 horas, decorrerá uma sessão de apresentação que contará com a presença do Prof. Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, autor do prefácio de "A História do Zeca Garro". Às 16 horas será contada a história, na habitual Hora do Conto que a Biblioteca proporciona aos mais pequenos. A ilha de S. Jorge é visitada pelo Zeca Garro nos dias 5 e 6 de Novembro. A apresentação do livro será no dia 5 às 20 horas, no Bar Uppa Uppa, nas Velas. Na ocasião será também apresentada a campanha SOS Cagarro a decorrer na ilha. No dia 6, às 20 horas, a Ecoteca de S. Jorge recebe a oficina para técnicos e professores "O Conto na educação ambiental". No dia 8 de Novembro é o Centro de Actividades Ocupacionais da Sta. Casa da Misericórdia da Horta (Faial) quem recebe uma dramatização da história. O público é constituído por indivíduos portadores de deficiências, grupo com o qual Filipe Lopes já trabalhou em diversas ocasiões. A sessão está marcada para as 14 horas. A Biblioteca Pública de Ponta Delgada (S. Miguel) recebe no sábado, dia 10 de Novembro, a apresentação do livro. Decorrerá a partir das 16 horas, sendo pais filhos convidados em seguida a ouvir aquela e outras histórias. Durante toda a semana, de 12 a 16 de Novembro, a Biblioteca recebe crianças das escolas de 1º ciclo para sessões de conto, a partir da História do Zeca Garro, sempre às 10 horas. Os cagarros (também conhecidos como cagarras ou pardelas) são aves marinhas, bem conhecidas dos açorianos pelo seu canto característico de difícil definição: um gato a miar, um bebé a chorar, um sapo a coaxar são algumas das comparações que se procuram para um tipo de vocalização única e incomparável. Na história infantil idealizada por Carla Goulart Silva e Filipe Lopes, o personagem principal é uma cria de cagarro, o Zeca. Este vai ser confrontado com algumas das dificuldades que surgem aos juvenis da espécie: os progenitores voam para os mares do sul deixando os jovens cagarros até que estes tenham capacidades físicas de iniciar a viagem. Em terra, procurando orientar-se pelas estrelas, os cagarros são atraídos pela luz artificial, fazendo com que alguns sejam atropelados nas estradas, enquanto procuram o mar e o início da migração. O conto procura alertar para estes problemas e para como é possível, até para os mais pequenos, fazer algo para a sua preservação. Nas entrelinhas da história ficam também alguns valores que devem estar presentes na vida das famílias (humanas ou não): o amor, a compreensão, a tolerância, a solidariedade. A abordagem escolhida permite também fazer um paralelismo com um fenómeno bem conhecido dos açorianos: a emigração e o retorno à terra natal. Destinado a crianças entre os 3 e os 12 anos, "A História do Zeca Garro" será lançado no mês de Setembro, acompanhando o início das campanhas de informação que se estendem até ao final de Novembro, período em que se desenrolam as migrações a partir dos Açores. A obra inclui algumas sugestões de trabalho para os pais e educadores que queiram potenciar o conteúdo do livro. Realizar-se-ão também algumas oficinas formativas em diversas ilhas.
Os Montanheiros é uma Organização Não Governamental de Ambiente, presente nas ilhas Terceira, Pico e S. Jorge. Inicia uma colaboração a nível editorial com "O Contador de Histórias" a partir da colecção "Histórias em Erupção", que pretende abordar temas relacionados com a protecção ambiental, de forma descontraída, para os mais novos. Para os autores é a primeira experiência em livro. Filipe Lopes é editor e está habituado a contar histórias dos outros. Carla G. Silva também trabalha regularmente com crianças tendo surgido da sua experiência a necessidade de criar uma forma alternativa de tratar o tema com os mais pequenos, que são, afinal, aqueles que muitas vezes podem ajudar a mudar as atitudes.

(In Azores Digital)

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terça-feira, setembro 18, 2007

Uma história infantil sobre o cagarro - A andorinha dos Açores

Foi lançada ao público, no Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico, pelo que se conhece, a primeira “História Infantil Açoriana” dedicada ao Cagarro, uma espécie emblemática do Arquipélago.
De acordo com Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, autor do prefácio do livro e palestrante na sessão de lançamento, no continente a Primavera é anunciada com a chegada das andorinhas, vindas dos Sul, nos Açores é o cagarro que desempenha esse papel.

Numa sala completamente cheia de adultos, foi apresentada a História do Zeca Garro, da autoria de Filipe Lopes e Carla Goulart Silva, com ilustrações de Bernardo Carvalho, que pretende sensibilizar os mais novos para a preservação de uma espécie onde a maioria da população mundial nidifica no Arquipélago dos Açores.
Num mundo humano, onde a ética escassa, há necessidade de defender valores ambientais. O livro fá-lo com muita criatividade.
Félix Rodrigues pretendeu dar, na apresentação do livro, uma projecção ética, etnográfica, identitária e artística à subespécie Calonetris diomedea borialis (O Cagarro), estabelecendo paralelismos entre o comportamento da ave e o comportamento humano.
A História do Zeca Garro é o primeiro volume da colecção "Histórias em Erupção", uma parceria d'Os Montanheiros e da Editora “O Contador de Histórias”.
A História do Zeca Garro é também, de acordo com Félix Rodrigues, um conto para adultos que saibam ler nas entrelinhas. De facto, no lançamento os adultos presentes estavam tão entusiasmados com a história como qualquer criança em fase de fabulação.
A dimensão nacional das obras do “Contador de Histórias”, ajudará também certamente a promover o arquipélago uma vez que pode despertar a curiosidade tanto em crianças como em adultos em conhecer a ave e o Arquipélago. A confirmá-lo está o facto dessa história ser apresentada nas Comemorações do 10º aniversário do grupo “O Contador de Histórias”, na Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007, pelas 21h00 na Casa dos Cubos em Tomar.
De acordo com Félix Rodrigues, o livro tem tudo para ser um sucesso: por ser agradável transvestirmo-nos de ave fora do Carnaval e regredirmos à infância mesmo estando noutros estádios de desenvolvimento cognitivo.


(In Diário Insular e Azores Digital)

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sábado, agosto 18, 2007

A História do Zeca Garro

“A História do Zeca Garro” é o primeiro volume da colecção “Histórias em Erupção”, uma parceria d’Os Montanheiros e da Editora "O Contador de Histórias". Escrito em conjunto por Carla Goulart Silva (bióloga e directora da Ecoteca do Pico) e por Filipe Lopes (promotor de leitura e contador de histórias) é prefaciado pelo Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues e também contou com o seu apoio científico.


O livro pretende ser um material lúdico que simultaneamente sensibilize para a preservação de uma espécie cuja maioria da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores. Bernardo Carvalho foi o ilustrador convidado, tendo em conta a sua enorme experiência em produção de material didáctico. De facto, os cagarros (também conhecidos como cagarras ou pardelas) são aves marinhas, bem conhecidas dos açorianos pelo seu canto característico de difícil definição: um gato a miar, um bebé a chorar, um sapo a coaxar são algumas das comparações que se procuram para um tipo de vocalização única e incomparável. Na história infantil idealizada por Carla Goulart Silva e Filipe Lopes, o personagem principal é uma cria de cagarro, o Zeca. Este vai ser confrontado com algumas das dificuldades que surgem aos juvenis da espécie: os progenitores voam para os mares do sul deixando os jovens cagarros até que estes tenham capacidades físicas de iniciar a viagem. Em terra, procurando orientar-se pelas estrelas, os cagarros são atraídos pela luz artificial, fazendo com que alguns sejam atropelados nas estradas, enquanto procuram o mar e o início da migração. O conto procura alertar para estes problemas e para como é possível, até para os mais pequenos, fazer algo para a sua preservação. Nas entrelinhas da história ficam também alguns valores que devem estar presentes na vida das famílias (humanas ou não): o amor, a compreensão, a tolerância, a solidariedade. A abordagem escolhida permite também fazer um paralelismo com um fenómeno bem conhecido dos açorianos: a emigração e o retorno à terra natal. Destinado a crianças entre os 3 e os 12 anos, “A História do Zeca Garro” será lançado no mês de Setembro, acompanhando o início das campanhas de informação que se estendem até ao final de Novembro, período em que se desenrolam as migrações a partir dos Açores. A obra inclui algumas sugestões de trabalho para os pais e educadores que queiram potenciar o conteúdo do livro. Realizar-se-ão também algumas oficinas formativas em diversas ilhas. Os Montanheiros é uma Organização Não Governamental de Ambiente, presente nas ilhas Terceira, Pico e S. Jorge. Inicia uma colaboração a nível editorial com "O Contador de Histórias" a partir da colecção “Histórias em Erupção”, que pretende abordar temas relacionados com a protecção ambiental, de forma descontraída, para os mais novos. Para os autores é a primeira experiência em livro. Filipe Lopes é editor e está habituado a contar histórias dos outros. Carla G. Silva também trabalha regularmente com crianças tendo surgido da sua experiência a necessidade de criar uma forma alternativa de tratar o tema com os mais pequenos, que são, afinal, aqueles que muitas vezes podem ajudar a mudar as atitudes.

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