segunda-feira, setembro 08, 2008

"Madrugada das Cagarras" na Graciosa

A exposição “Madrugada das Cagarras” vai estar patente ao público, de 26 a 30 deste mês, no pólo marítimo do Museu da Graciosa, localizado na Praia. Da responsabilidade de Paulo Henrique Silva e com a colaboração do Professor Félix Rodrigues do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, a mostra retrata a ambiência na qual os cagarros nidificam, proporcionando, ao visitante, o conhecimento da vivência da espécie.

Trata-se de uma organização desenvolvida em conjunto com a Ecoteca da Graciosa. A agenda cultural de Setembro do Museu da Graciosa integra ainda as exposições de pintura de Gilberto Bernardo e de fotografia de Reginaldo Silva, ambas patentes até final do mês, esta última na Casa do Povo de Guadalupe. Nascido no Pico da Pedra, em São Miguel, Gilberto Bernardo, aluno dos escultores Canto da Maia, Soares Branco e Luísa Constantina, frequentou a Academia das Artes de Ponta Delgada, tendo já participado em várias exposições colectivas nos Açores, Madeira, Continente, Estados Unidos e Canadá. O fotógrafo Reginaldo Silva, natural da freguesia de Guadalupe, Graciosa, exerceu a profissão durante 29 anos, sendo esta a sua sétima exposição. Além da paisagem, opta pela temática da pessoa no colectivo, inserida em contextos sociais, culturais, religiosos, desportivos e recreativos. Até ao dia 11, o Museu tem também patente a exposição de registos do Senhor Santo Cristo, de Maria da Luz Ataíde. Noutra vertente, o Museu da Graciosa e a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graqciosa promovem, no dia 11, pelas 22H00, na Praça Fontes Pereira de Melo, um concerto de Verão pela Sociedade Filarmónica União Praiense.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, novembro 01, 2007

Livro Infantil sobre o Calonectris diomedea borealis

Lançado no passado mês de Setembro, o livro "A História do Zeca Garro" continua a ser apresentado em diversas ilhas dos Açores. Esta obra é o primeiro volume da colecção "Histórias em Erupção", uma parceria d’Os Montanheiros e da Editora "O Contador de Histórias". Escrito em conjunto por Filipe Lopes (promotor de leitura e contador de histórias) e por Carla Goulart Silva (bióloga e directora da Ecoteca do Pico), o livro pretende ser um material lúdico que simultaneamente sensibilize para a preservação de uma espécie cuja maioria da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores. Bernardo Carvalho foi o ilustrador convidado, tendo em conta a sua enrme experiência em produção de material didáctico.

As próximas acções relacionadas com o livro decorrem nas ilhas Terceira, S.Jorge, Faial e S. Miguel. Assim, no dia 3 de Novembro, na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo (Terceira), às 15 horas, decorrerá uma sessão de apresentação que contará com a presença do Prof. Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, autor do prefácio de "A História do Zeca Garro". Às 16 horas será contada a história, na habitual Hora do Conto que a Biblioteca proporciona aos mais pequenos. A ilha de S. Jorge é visitada pelo Zeca Garro nos dias 5 e 6 de Novembro. A apresentação do livro será no dia 5 às 20 horas, no Bar Uppa Uppa, nas Velas. Na ocasião será também apresentada a campanha SOS Cagarro a decorrer na ilha. No dia 6, às 20 horas, a Ecoteca de S. Jorge recebe a oficina para técnicos e professores "O Conto na educação ambiental". No dia 8 de Novembro é o Centro de Actividades Ocupacionais da Sta. Casa da Misericórdia da Horta (Faial) quem recebe uma dramatização da história. O público é constituído por indivíduos portadores de deficiências, grupo com o qual Filipe Lopes já trabalhou em diversas ocasiões. A sessão está marcada para as 14 horas. A Biblioteca Pública de Ponta Delgada (S. Miguel) recebe no sábado, dia 10 de Novembro, a apresentação do livro. Decorrerá a partir das 16 horas, sendo pais filhos convidados em seguida a ouvir aquela e outras histórias. Durante toda a semana, de 12 a 16 de Novembro, a Biblioteca recebe crianças das escolas de 1º ciclo para sessões de conto, a partir da História do Zeca Garro, sempre às 10 horas. Os cagarros (também conhecidos como cagarras ou pardelas) são aves marinhas, bem conhecidas dos açorianos pelo seu canto característico de difícil definição: um gato a miar, um bebé a chorar, um sapo a coaxar são algumas das comparações que se procuram para um tipo de vocalização única e incomparável. Na história infantil idealizada por Carla Goulart Silva e Filipe Lopes, o personagem principal é uma cria de cagarro, o Zeca. Este vai ser confrontado com algumas das dificuldades que surgem aos juvenis da espécie: os progenitores voam para os mares do sul deixando os jovens cagarros até que estes tenham capacidades físicas de iniciar a viagem. Em terra, procurando orientar-se pelas estrelas, os cagarros são atraídos pela luz artificial, fazendo com que alguns sejam atropelados nas estradas, enquanto procuram o mar e o início da migração. O conto procura alertar para estes problemas e para como é possível, até para os mais pequenos, fazer algo para a sua preservação. Nas entrelinhas da história ficam também alguns valores que devem estar presentes na vida das famílias (humanas ou não): o amor, a compreensão, a tolerância, a solidariedade. A abordagem escolhida permite também fazer um paralelismo com um fenómeno bem conhecido dos açorianos: a emigração e o retorno à terra natal. Destinado a crianças entre os 3 e os 12 anos, "A História do Zeca Garro" será lançado no mês de Setembro, acompanhando o início das campanhas de informação que se estendem até ao final de Novembro, período em que se desenrolam as migrações a partir dos Açores. A obra inclui algumas sugestões de trabalho para os pais e educadores que queiram potenciar o conteúdo do livro. Realizar-se-ão também algumas oficinas formativas em diversas ilhas.
Os Montanheiros é uma Organização Não Governamental de Ambiente, presente nas ilhas Terceira, Pico e S. Jorge. Inicia uma colaboração a nível editorial com "O Contador de Histórias" a partir da colecção "Histórias em Erupção", que pretende abordar temas relacionados com a protecção ambiental, de forma descontraída, para os mais novos. Para os autores é a primeira experiência em livro. Filipe Lopes é editor e está habituado a contar histórias dos outros. Carla G. Silva também trabalha regularmente com crianças tendo surgido da sua experiência a necessidade de criar uma forma alternativa de tratar o tema com os mais pequenos, que são, afinal, aqueles que muitas vezes podem ajudar a mudar as atitudes.

(In Azores Digital)

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terça-feira, setembro 18, 2007

Uma história infantil sobre o cagarro - A andorinha dos Açores

Foi lançada ao público, no Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico, pelo que se conhece, a primeira “História Infantil Açoriana” dedicada ao Cagarro, uma espécie emblemática do Arquipélago.
De acordo com Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, autor do prefácio do livro e palestrante na sessão de lançamento, no continente a Primavera é anunciada com a chegada das andorinhas, vindas dos Sul, nos Açores é o cagarro que desempenha esse papel.

Numa sala completamente cheia de adultos, foi apresentada a História do Zeca Garro, da autoria de Filipe Lopes e Carla Goulart Silva, com ilustrações de Bernardo Carvalho, que pretende sensibilizar os mais novos para a preservação de uma espécie onde a maioria da população mundial nidifica no Arquipélago dos Açores.
Num mundo humano, onde a ética escassa, há necessidade de defender valores ambientais. O livro fá-lo com muita criatividade.
Félix Rodrigues pretendeu dar, na apresentação do livro, uma projecção ética, etnográfica, identitária e artística à subespécie Calonetris diomedea borialis (O Cagarro), estabelecendo paralelismos entre o comportamento da ave e o comportamento humano.
A História do Zeca Garro é o primeiro volume da colecção "Histórias em Erupção", uma parceria d'Os Montanheiros e da Editora “O Contador de Histórias”.
A História do Zeca Garro é também, de acordo com Félix Rodrigues, um conto para adultos que saibam ler nas entrelinhas. De facto, no lançamento os adultos presentes estavam tão entusiasmados com a história como qualquer criança em fase de fabulação.
A dimensão nacional das obras do “Contador de Histórias”, ajudará também certamente a promover o arquipélago uma vez que pode despertar a curiosidade tanto em crianças como em adultos em conhecer a ave e o Arquipélago. A confirmá-lo está o facto dessa história ser apresentada nas Comemorações do 10º aniversário do grupo “O Contador de Histórias”, na Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007, pelas 21h00 na Casa dos Cubos em Tomar.
De acordo com Félix Rodrigues, o livro tem tudo para ser um sucesso: por ser agradável transvestirmo-nos de ave fora do Carnaval e regredirmos à infância mesmo estando noutros estádios de desenvolvimento cognitivo.


(In Diário Insular e Azores Digital)

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