sexta-feira, novembro 20, 2009

Salvar os cagarros… e as estrelas

Miguel Ferreira - Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores
Por esta altura do ano decorrem nos Açores diversas campanhas e actividades organizadas de salvamento de cagarros. Estas são sem dúvida actividades meritórias, mas não deveríamos também intervir na causa do problema? É sabido que a principal causa da desorientação destas aves é a poluição luminosa. Esta poluição resulta principalmente de iluminação pública e particular mal direccionadas. A iluminação deverá iluminar apenas as áreas pretendidas, em vez de o fazer para os lados ou, pior ainda, para cima. Esta incorrecta iluminação deve-se à má concepção ou orientação de candeeiros e projectores que emitem luz muito para além da zona pretendida, sem qualquer efeito útil.
Há várias consequências nefastas deste tipo de poluição. A mais imediata é levar a um desperdício de energia e de dinheiro, de cerca de 40%, que sai do bolso de todos os contribuintes. Depois, afecta vários animais por todo o mundo como diversos anfíbios, mamíferos (inclusive o próprio Homem), répteis, insectos, e aves.
Uma outra consequência da má orientação da iluminação é impedir-nos de ver o céu. Quem não fica maravilhado ao ver um céu com milhares de estrelas e a nossa Via Láctea? Gradualmente, ao longo das últimas décadas, perdemos o hábito de olhar o céu. E a razão principal é a poluição luminosa que nos deixa ver cada vez menos estrelas. Este é um problema que preocupa os astrónomos profissionais e amadores mas que nos afecta a todos.
Algumas localidades com uma maior consciência do problema já tomaram medidas, como é o caso da cidade de Calgary, no Canadá, que ao substituir o seu sistema de iluminação pública consegue economizar mais de um milhão de euros por ano. Medidas que levam à preservação do céu nocturno são também um grande emblema turístico havendo alguns parques, reservas e comunidades distinguidas e alvo de reconhecimento internacional por este cuidado.
Nos Açores é importante que os diferentes órgãos de decisão estejam conscientes deste problema. Igualmente necessário é que os arquitectos e designers tenham presentes estas questões no momento de conceber ou escolher os sistemas de iluminação. Em particular, é urgente repensar a iluminação pública e privada nas proximidades do Observatório Astronómico da Ribeira Grande para que este possa funcionar para o objectivo com que foi construído durante muitos anos. Alterar os sistemas de iluminação pública nas proximidades dos locais mais importantes de nidificação de cagarros seria uma importante experiência piloto que deveria ser realizada sem necessidade de grandes recursos financeiros.
Os Açores têm apostado no turismo e desenvolvimento sustentável, com importantes investimentos na protecção de ambientes marinhos e terrestres. É fundamental estender esta protecção ao céu nocturno, que é um património da Humanidade a preservar. Daqui, sairiam benefícios sociais, económicos, turísticos e culturais. Em cada nova rua, praça ou porto construída ou remodelada dever-se-á ter em atenção não apenas a componente estética mas também o de minorar os impactos da poluição luminosa. Os que se fascinam com a maravilha que é contemplar um céu estrelado, ou ouvir um cagarro agradecem. É de imaginar que os cagarros também agradeçam.
Cagarros (foto de Paulo Henrique Silva) Exemplo de iluminação fonte de poluição luminosa e de desperdício de energia nos Açores. Reserva internacional do céu estrelado do parque nacional de Mont-Mégantic, Québec, Canadá.

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domingo, outubro 25, 2009

Lançamento da 2ºedição do CD «Madrugada das Cagarras»


No âmbito da Campanha SOS Cagarro, as Ecotecas de Angra do Heroísmo, Pico e São Jorge, geridas pela Associação «Os Montanheiros» com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, tomaram a iniciativa de proceder à segunda edição do CD «Madrugada das Cagarras» da autoria de Paulo Henrique Silva com a colaboração do professor universitário Félix Rodrigues. Dada a elevada procura deste recurso audiovisual, o qual contém uma recolha exaustiva de imagens, sons e informação escrita sobre o ciclo de vida do Cagarro, as Ecotecas de Angra do Heroísmo, Pico e São Jorge, que integram a Rede Regional de Ecotecas, associaram-se para contribuir com mais um elemento de sensibilização ambiental no âmbito da Campanha SOS Cagarro.Este recurso multimédia pretende também envolver e esclarecer os cidadãos e entidades da importância no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade. Mais informações sobre a aquisição do CD em http://soscagarro.azores.gov.pt ou junto da Associação «Os Montanheiros».

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quarta-feira, novembro 05, 2008

Ecoteca de Angra promove oficina de sensibilização ambiental

A Ecoteca de Angra do Heroísmo promove, sexta-feira, a oficina “O Livro e o Conto na Educação e Sensibilização Ambiental”. A iniciativa está enquadrada na campanha SOS Cagarro e tem o apoio da associação “Os Montanheiros” e dinamização a cargo de “O contador de Histórias” (http://www.ocontadordehistorias.com), entidade cultural que desenvolve, há dez anos, actividades de promoção do livro e da leitura. A oficina, agendada para as 19h30 nas instalações da Ecoteca de Angra, na Rua do Galo n.º12, terá uma duração de três horas e conta com a presença dos formadores Filipe Lopes e Carla Silva, autores do livro “A História do Zeca Garro” que foi prefaciado pelo Professor Félix Rodrigues. Com o objectivo de fomentar a utilização do conto infantil como técnica de educação para a cidadania, o encontro tem como público-alvo educadores, professores do 1º e 2º ciclo, pais e animadores sócio-culturais e ambientais. As inscrições são limitadas, tendo um máximo de 30 participantes, e poderão ser feitas através do número 295 403800 ou pelo correio electrónico ecoteca.angraheroismo@azores.gov.pt.

(In Jornal Diário)

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terça-feira, outubro 28, 2008

“Madrugada das Cagarras” em Novembro na Lagoa

A exposição fotográfica “A Madrugada das Cagarras”, da autoria de Paulo Henrique Silva, vai estar patente ao público, de 06 a 08 de Novembro, na Ecoteca da Lagoa. No âmbito dessa exposição foi lançado um cd do mesmo autor que conta com um documento escrito de Félix Rodrigues, sobre a vida dos cagarros e alguns aspectos físicos do seu comportamento.

Paralelamente, realizar-se-ão brigadas de salvamento da espécie, abertas a todos os interessados. A Ecoteca da Lagoa promove, nas próximas duas semanas, diversas actividades integradas na Campanha SOS Cagarros. As acções agendadas destinam-se a sensibilizar a população para a problemática da conservação da espécie.

(In Diário Insular)

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sábado, outubro 25, 2008

"O Contador de Histórias" na Praia da Vitória

O grupo “O Contador de Histórias”, um núcleo cultural sedeado em Tomar, cujo principal objectivo é a promoção do livro e da leitura, é responsável por parte da animação infantil na feira do livro que decorre na Praia da Vitória, entre 31 deste mês e 08 de Novembro, no âmbito do “Outono Vivo”.A editora “O Contador de Histórias” também estará representada na feira do livro, através de diversos títulos a preço reduzido, destacando-se os livros infantis, com a colecção “Lua do Mar”, de Nuno Garcia Lopes e Mafalda Milhões (incluída no Plano Nacional de Leitura), e o livro “A História do Zeca Garro”, sobre a ave protegida típica dos Açores, de Filipe Lopes e Carla Goulart Silva, com prefácio de Félix Rodrigues. Filipe Borges, fundador do grupo “O Contador de Histórias”, estará presente na feira entre 05 e 09 de Novembro, das 10 às 14H00, recebendo os visitantes mais jovens com actividades de animação de leitura. No dia 05 do próximo mês, pelas 10H00, apresentará o livro infantil “O menino do não-quero no país das birras gerais”, de São Melo.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, setembro 08, 2008

"Madrugada das Cagarras" na Graciosa

A exposição “Madrugada das Cagarras” vai estar patente ao público, de 26 a 30 deste mês, no pólo marítimo do Museu da Graciosa, localizado na Praia. Da responsabilidade de Paulo Henrique Silva e com a colaboração do Professor Félix Rodrigues do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, a mostra retrata a ambiência na qual os cagarros nidificam, proporcionando, ao visitante, o conhecimento da vivência da espécie.

Trata-se de uma organização desenvolvida em conjunto com a Ecoteca da Graciosa. A agenda cultural de Setembro do Museu da Graciosa integra ainda as exposições de pintura de Gilberto Bernardo e de fotografia de Reginaldo Silva, ambas patentes até final do mês, esta última na Casa do Povo de Guadalupe. Nascido no Pico da Pedra, em São Miguel, Gilberto Bernardo, aluno dos escultores Canto da Maia, Soares Branco e Luísa Constantina, frequentou a Academia das Artes de Ponta Delgada, tendo já participado em várias exposições colectivas nos Açores, Madeira, Continente, Estados Unidos e Canadá. O fotógrafo Reginaldo Silva, natural da freguesia de Guadalupe, Graciosa, exerceu a profissão durante 29 anos, sendo esta a sua sétima exposição. Além da paisagem, opta pela temática da pessoa no colectivo, inserida em contextos sociais, culturais, religiosos, desportivos e recreativos. Até ao dia 11, o Museu tem também patente a exposição de registos do Senhor Santo Cristo, de Maria da Luz Ataíde. Noutra vertente, o Museu da Graciosa e a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graqciosa promovem, no dia 11, pelas 22H00, na Praça Fontes Pereira de Melo, um concerto de Verão pela Sociedade Filarmónica União Praiense.
(In Diário Insular)

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domingo, junho 22, 2008

A Madrugada das Cagarras no Forte do Negrito

O Museu de Angra do Heroísmo volta a apresentar a instalação de som e imagem denominada "A Madrugada das Cagarras" de Paulo Henrique Silva, desta vez no Forte do Negrito, em colaboração com a Junta de Freguesia de São Mateus da Calheta.


O sucesso de que se revistiu a apresentação deste projecto visual e sonoro, quando esteve patente ao público no edifício de São Francisco no ano de 2007, justifica a oportunidade da sua reapresentação , agora num local diferente, fisicamente mais próximo do ambiente de vida e nidificação das cagarras, uma espécie notável de aves marinhas migratórias que já se tornou uma imagem de marca dos mares açorianos.
Esta exposição, que estará patente ao público até ao dia 30 de Setembro, pretende mostrar a ambiência na qual os cagarros nidificam, proporcionando ao visitante uma experiência marcante e diferente daquilo que é hábito vivenciar-se em projectos museológicos.
A mostra é acompanhada por um CD-ROM, editado pelo Museu de Angra do Heroísmo, com conteúdos de som, imagem e notas de campo da responsabilidade de Paulo Henrique Silva e o artigo intitulado "Contributo para o conhecimento da espécie Calonectris diomedea borealis" da autoria do Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues.
Segundo o Director do Museu de Angra, Jorge Paulus Bruno, tendo em conta a qualidade das fotografias e dos registos de som captados ao longo de muitas horas de observação da espécie em foco por Paulo Henrique Silva, esta exposição reveste-se de particular interesse, constituindo uma abordagem muito particular e inédita em relação a esta espécie.
(In Museu de Angra do Heroísmo)

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sábado, abril 19, 2008

Zeca Garro Lançado na FNAC em Coimbra

A Fnac Coimbra recebe no próximo domingo, 20 de Abril, a apresentação do livro “A história do Zeca Garro”, de Carla Goulart Silva e Filipe Lopes.Editado em Setembro, esta obra de literatura infanto-juvenil aborda a vida de uma espécie protegida, os cagarros. Trata-se de uma ave que escolhe o arquipélago dos Açores para nidificar, por ali passando oitenta por cento da população mundial. De resto, os cagarros têm o mesmo papel que as andorinhas no Continente, pois regressam com o início do tempo quente, anunciando a Primavera.A obra é o resultado de uma parceria entre a Editora O Contador de Histórias e a associação ambientalista Os Montanheiros, tendo sido escrito pela bióloga e directora da Ecoteca do Pico Carla Goulart Silva e pelo dinamizador cultural Filipe Lopes. A ilustração ficou a cargo de Bernardo Carvalho (que recentemente recebeu uma menção honrosa no The Best Book Design From All Over The World, na Alemanha, pelo trabalho no livro "Pê de Pai" de Isabel Minhós Martins). Domingo, 20 de Abril, às 11h30, na Fnac Coimbra, a história será apresentada por Filipe Lopes (que também é contador de histórias, com centenas de sessões realizadas no país, nos últimos anos), auxiliado pelas marionetas construídas com elementos naturais, criadas propositadamente pela Brainstorming Creations. A Brainstroming é uma companhia dedicada à educação pelas artes, que desenvolve projectos em Macau, Tailândia e Portugal, recorrendo sobretudo às “mesas de histórias”. Os participantes da sessão em Coimbra vão também poder tocar algumas rochas vulcânicas e areia negra da Ilha do Pico, cenário onde se passa a história. Zeca Garro é uma cria de cagarro que, como sucede na realidade, vê partir os pais para o hemisfério sul quando ainda é pequeno demais para voar. Sozinho, vai enfrentar diversos perigos até encontrar o rumo que o levará, semanas depois, para junto dos progenitores. Curiosamente, os casais ficam habitualmente juntos toda a vida e regressam todos as primaveras, sempre à mesma cavidade rochosa (o seu ninho) na ilha que escolheram. O livro aborda não só as adversidades a que espécie se expõe mas também os valores familiares e a questão da emigração, bem conhecida dos açorianos. No prefácio, da autoria do Prof. António Felix Rodrigues (Universidade dos Açores), pode ler-se ”A História do Zeca Garro é uma história infantil de homens e de cagarros que se encontram sem se aperceberem o quanto são parecidos, mas onde os seus corações lhes dizem que vale a pena respeitarem-se. É um conto para adultos que saibam ler nas entrelinhas.”

(In Azores Digital)

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segunda-feira, março 10, 2008

Chegaram os cagarros aos Açores

Antecipando a Primavera, chegam aos Açores os cagarros.
Aves migratórias, os cagarros passam o Inverno no Atlântico Sul e nidificam a Norte, em regiões como os Açores.
Paulo Henrique Silva tem fotografo e colhido sons destas aves peculiares.
O Ano Passado foi lançado um CD multimédia "A Madrugada das Cagarras", onde aqui se reproduz uma parte, que contou com a colaboração do Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no que respeita à caracterização das frequências dos sons emitidos pelos machos, fêmeas e crias.

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quinta-feira, novembro 01, 2007

Livro Infantil sobre o Calonectris diomedea borealis

Lançado no passado mês de Setembro, o livro "A História do Zeca Garro" continua a ser apresentado em diversas ilhas dos Açores. Esta obra é o primeiro volume da colecção "Histórias em Erupção", uma parceria d’Os Montanheiros e da Editora "O Contador de Histórias". Escrito em conjunto por Filipe Lopes (promotor de leitura e contador de histórias) e por Carla Goulart Silva (bióloga e directora da Ecoteca do Pico), o livro pretende ser um material lúdico que simultaneamente sensibilize para a preservação de uma espécie cuja maioria da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores. Bernardo Carvalho foi o ilustrador convidado, tendo em conta a sua enrme experiência em produção de material didáctico.

As próximas acções relacionadas com o livro decorrem nas ilhas Terceira, S.Jorge, Faial e S. Miguel. Assim, no dia 3 de Novembro, na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo (Terceira), às 15 horas, decorrerá uma sessão de apresentação que contará com a presença do Prof. Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, autor do prefácio de "A História do Zeca Garro". Às 16 horas será contada a história, na habitual Hora do Conto que a Biblioteca proporciona aos mais pequenos. A ilha de S. Jorge é visitada pelo Zeca Garro nos dias 5 e 6 de Novembro. A apresentação do livro será no dia 5 às 20 horas, no Bar Uppa Uppa, nas Velas. Na ocasião será também apresentada a campanha SOS Cagarro a decorrer na ilha. No dia 6, às 20 horas, a Ecoteca de S. Jorge recebe a oficina para técnicos e professores "O Conto na educação ambiental". No dia 8 de Novembro é o Centro de Actividades Ocupacionais da Sta. Casa da Misericórdia da Horta (Faial) quem recebe uma dramatização da história. O público é constituído por indivíduos portadores de deficiências, grupo com o qual Filipe Lopes já trabalhou em diversas ocasiões. A sessão está marcada para as 14 horas. A Biblioteca Pública de Ponta Delgada (S. Miguel) recebe no sábado, dia 10 de Novembro, a apresentação do livro. Decorrerá a partir das 16 horas, sendo pais filhos convidados em seguida a ouvir aquela e outras histórias. Durante toda a semana, de 12 a 16 de Novembro, a Biblioteca recebe crianças das escolas de 1º ciclo para sessões de conto, a partir da História do Zeca Garro, sempre às 10 horas. Os cagarros (também conhecidos como cagarras ou pardelas) são aves marinhas, bem conhecidas dos açorianos pelo seu canto característico de difícil definição: um gato a miar, um bebé a chorar, um sapo a coaxar são algumas das comparações que se procuram para um tipo de vocalização única e incomparável. Na história infantil idealizada por Carla Goulart Silva e Filipe Lopes, o personagem principal é uma cria de cagarro, o Zeca. Este vai ser confrontado com algumas das dificuldades que surgem aos juvenis da espécie: os progenitores voam para os mares do sul deixando os jovens cagarros até que estes tenham capacidades físicas de iniciar a viagem. Em terra, procurando orientar-se pelas estrelas, os cagarros são atraídos pela luz artificial, fazendo com que alguns sejam atropelados nas estradas, enquanto procuram o mar e o início da migração. O conto procura alertar para estes problemas e para como é possível, até para os mais pequenos, fazer algo para a sua preservação. Nas entrelinhas da história ficam também alguns valores que devem estar presentes na vida das famílias (humanas ou não): o amor, a compreensão, a tolerância, a solidariedade. A abordagem escolhida permite também fazer um paralelismo com um fenómeno bem conhecido dos açorianos: a emigração e o retorno à terra natal. Destinado a crianças entre os 3 e os 12 anos, "A História do Zeca Garro" será lançado no mês de Setembro, acompanhando o início das campanhas de informação que se estendem até ao final de Novembro, período em que se desenrolam as migrações a partir dos Açores. A obra inclui algumas sugestões de trabalho para os pais e educadores que queiram potenciar o conteúdo do livro. Realizar-se-ão também algumas oficinas formativas em diversas ilhas.
Os Montanheiros é uma Organização Não Governamental de Ambiente, presente nas ilhas Terceira, Pico e S. Jorge. Inicia uma colaboração a nível editorial com "O Contador de Histórias" a partir da colecção "Histórias em Erupção", que pretende abordar temas relacionados com a protecção ambiental, de forma descontraída, para os mais novos. Para os autores é a primeira experiência em livro. Filipe Lopes é editor e está habituado a contar histórias dos outros. Carla G. Silva também trabalha regularmente com crianças tendo surgido da sua experiência a necessidade de criar uma forma alternativa de tratar o tema com os mais pequenos, que são, afinal, aqueles que muitas vezes podem ajudar a mudar as atitudes.

(In Azores Digital)

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terça-feira, setembro 18, 2007

Uma história infantil sobre o cagarro - A andorinha dos Açores

Foi lançada ao público, no Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico, pelo que se conhece, a primeira “História Infantil Açoriana” dedicada ao Cagarro, uma espécie emblemática do Arquipélago.
De acordo com Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, autor do prefácio do livro e palestrante na sessão de lançamento, no continente a Primavera é anunciada com a chegada das andorinhas, vindas dos Sul, nos Açores é o cagarro que desempenha esse papel.

Numa sala completamente cheia de adultos, foi apresentada a História do Zeca Garro, da autoria de Filipe Lopes e Carla Goulart Silva, com ilustrações de Bernardo Carvalho, que pretende sensibilizar os mais novos para a preservação de uma espécie onde a maioria da população mundial nidifica no Arquipélago dos Açores.
Num mundo humano, onde a ética escassa, há necessidade de defender valores ambientais. O livro fá-lo com muita criatividade.
Félix Rodrigues pretendeu dar, na apresentação do livro, uma projecção ética, etnográfica, identitária e artística à subespécie Calonetris diomedea borialis (O Cagarro), estabelecendo paralelismos entre o comportamento da ave e o comportamento humano.
A História do Zeca Garro é o primeiro volume da colecção "Histórias em Erupção", uma parceria d'Os Montanheiros e da Editora “O Contador de Histórias”.
A História do Zeca Garro é também, de acordo com Félix Rodrigues, um conto para adultos que saibam ler nas entrelinhas. De facto, no lançamento os adultos presentes estavam tão entusiasmados com a história como qualquer criança em fase de fabulação.
A dimensão nacional das obras do “Contador de Histórias”, ajudará também certamente a promover o arquipélago uma vez que pode despertar a curiosidade tanto em crianças como em adultos em conhecer a ave e o Arquipélago. A confirmá-lo está o facto dessa história ser apresentada nas Comemorações do 10º aniversário do grupo “O Contador de Histórias”, na Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007, pelas 21h00 na Casa dos Cubos em Tomar.
De acordo com Félix Rodrigues, o livro tem tudo para ser um sucesso: por ser agradável transvestirmo-nos de ave fora do Carnaval e regredirmos à infância mesmo estando noutros estádios de desenvolvimento cognitivo.


(In Diário Insular e Azores Digital)

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sábado, agosto 18, 2007

A História do Zeca Garro

“A História do Zeca Garro” é o primeiro volume da colecção “Histórias em Erupção”, uma parceria d’Os Montanheiros e da Editora "O Contador de Histórias". Escrito em conjunto por Carla Goulart Silva (bióloga e directora da Ecoteca do Pico) e por Filipe Lopes (promotor de leitura e contador de histórias) é prefaciado pelo Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues e também contou com o seu apoio científico.


O livro pretende ser um material lúdico que simultaneamente sensibilize para a preservação de uma espécie cuja maioria da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores. Bernardo Carvalho foi o ilustrador convidado, tendo em conta a sua enorme experiência em produção de material didáctico. De facto, os cagarros (também conhecidos como cagarras ou pardelas) são aves marinhas, bem conhecidas dos açorianos pelo seu canto característico de difícil definição: um gato a miar, um bebé a chorar, um sapo a coaxar são algumas das comparações que se procuram para um tipo de vocalização única e incomparável. Na história infantil idealizada por Carla Goulart Silva e Filipe Lopes, o personagem principal é uma cria de cagarro, o Zeca. Este vai ser confrontado com algumas das dificuldades que surgem aos juvenis da espécie: os progenitores voam para os mares do sul deixando os jovens cagarros até que estes tenham capacidades físicas de iniciar a viagem. Em terra, procurando orientar-se pelas estrelas, os cagarros são atraídos pela luz artificial, fazendo com que alguns sejam atropelados nas estradas, enquanto procuram o mar e o início da migração. O conto procura alertar para estes problemas e para como é possível, até para os mais pequenos, fazer algo para a sua preservação. Nas entrelinhas da história ficam também alguns valores que devem estar presentes na vida das famílias (humanas ou não): o amor, a compreensão, a tolerância, a solidariedade. A abordagem escolhida permite também fazer um paralelismo com um fenómeno bem conhecido dos açorianos: a emigração e o retorno à terra natal. Destinado a crianças entre os 3 e os 12 anos, “A História do Zeca Garro” será lançado no mês de Setembro, acompanhando o início das campanhas de informação que se estendem até ao final de Novembro, período em que se desenrolam as migrações a partir dos Açores. A obra inclui algumas sugestões de trabalho para os pais e educadores que queiram potenciar o conteúdo do livro. Realizar-se-ão também algumas oficinas formativas em diversas ilhas. Os Montanheiros é uma Organização Não Governamental de Ambiente, presente nas ilhas Terceira, Pico e S. Jorge. Inicia uma colaboração a nível editorial com "O Contador de Histórias" a partir da colecção “Histórias em Erupção”, que pretende abordar temas relacionados com a protecção ambiental, de forma descontraída, para os mais novos. Para os autores é a primeira experiência em livro. Filipe Lopes é editor e está habituado a contar histórias dos outros. Carla G. Silva também trabalha regularmente com crianças tendo surgido da sua experiência a necessidade de criar uma forma alternativa de tratar o tema com os mais pequenos, que são, afinal, aqueles que muitas vezes podem ajudar a mudar as atitudes.

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