sábado, junho 20, 2009

Intervenção do presidente do Governo no lançamento da 1ª pedra das obras de remodelação e ampliação da Creche e Jardim-de-Infância "Girassol"

“Uma breve intervenção começando por vos dizer que presido, com muita satisfação, a este acto simbólico em que se assinala o início da obra de remodelação e ampliação da creche e jardim-de-infância “Girassol”. Trata-se de um compromisso que assumi em devido tempo e que entra hoje numa nova fase de cumprimento, depois da elaboração do respectivo projecto de arquitectura que acaba de ser apresentado. Num investimento de cerca de 780 mil euros, estas obras permitirão uma completa remodelação do actual edifício, que se encontra desactivado devido às suas más condições de conservação, redefinindo, simultâneamente, as suas áreas funcionais e adaptando a estrutura às exigências do trabalho a desenvolver na comunidade. Ficarão aqui instalados uma creche para 58 crianças, com idades até aos 3 anos, e uma sala de jardim-de-infância com capacidade para 25 crianças entre os 3 e os 5anos. Com este empreendimento, conseguimos, também, alcançar a cobertura da rede de equipamentos na área da infância que prevíamos para a ilha Terceira. A rede de equipamentos e serviços sociais na área das creches e pré-escolar, nas suas componentes educativas e de apoio à família, funciona como um factor de igualdade de acesso e como garantia de uma educação de qualidade para todos. É, por essas razões, que o Governo tem empreendido a criação de muitos equipamentos que ficam à guarda e gestão de instituições creditadas que se dedicam à prestação de serviços sociais e à solidariedade social.Por vezes não apreendemos bem a dimensão dos progressos que conseguimos realizar nestes últimos anos. Todavia, não foram poucos os avanços adquiridos: na área da infância e juventude estão criadas 56 creches a nível regional, apoiando perto de duas mil crianças, ou seja, sensivelmente o dobro do que acontecia há uma década; o mesmo aconteceu com as estruturas de ATL, que agora são cento e vinte, abrangendo cinco mil crianças. Na generalidade das valências da área da infância e juventude a Região dispõe, actualmente, de trezentos e onze equipamentos – o triplo de há dez anos. Estamos, pois, muito melhor nesta como, aliás, em muitas outras áreas.Aproveito esta ocasião para realçar o dinamismo e a capacidade de mobilização e proximidade evidenciada pela Casa do Povo da Terra Chã. Esta freguesia é um espaço do perímetro urbano da cidade de Angra do Heroísmo, que tem retratado ao longo dos tempos os ciclos de vivências e mudanças sociais que se fazem sentir nos Açores. Foi, e ainda é, um marco de referência no ciclo da produção hortícola, agrícola e na fruticultura. O Pólo da Terra Chã da Universidade dos Açores trouxe cientistas, intelectuais, muita juventude e uma dinâmica cultural de relevo para a comunidade. Aqui se implementaram os cursos ligados à terra, as ciências agrárias, mas também as ciências humanas ligadas aos cursos de educação de infância e ensino básico. A freguesia mudou, assim, o seu tecido social e também a sua imagem quando acolheu, na sequência do terramoto de 1980, os desalojados vítimas daquela calamidade e também os trabalhadores que garantiram a reconstrução da cidade património mundial. Tornou-se, por excelência, uma área multicultural onde ainda hoje convivem e coabitam homens e mulheres de etnias diferentes, com tradições e modos de vida diferenciados.Justificam-se, por isso, outros investimentos na freguesia, entre os quais saliento a construção, muito em breve, de 46 novas habitações na zona ampliada do Bairro da Terra Chã, cujo concurso público de empreitada está a decorrer, com um preço base de dois milhões e oitocentos e cinquenta mil euros, visando o realojamento de agregados familiares locais carenciados. É com o propósito de continuarmos a promover e a garantir o desenvolvimento social das crianças e das famílias desta freguesia, do Concelho de Angra, e dos Açores em geral, que aqui estamos a trabalhar e a investir. Isto é que é fazer política.Os novos desafios que se colocam às famílias – que decorrem, entre outros factores, da dificuldade de conciliar a vida profissional dos pais com a prestação de cuidados aos filhos e, também, das exigências de uma parentalidade mais responsável e comprometida – obrigam os serviços públicos a uma resposta cada vez mais eficaz, elevando a qualidade da intervenção técnica e a especialidade da aplicação de métodos e de estratégias de gestão e de práticas pedagógicas inovadoras, que queremos com consequências positivas no crescimento das nossas crianças e no desenvolvimento das suas competências e aptidões. Vamos, pois, continuar este esforço que temos vindo a fazer com sucesso. Dirijo uma palavra final a todos os que prestam serviço em valências como as que estão em causa neste equipamento: a sua competência, o seu profissionalismo e a sua sensibilidade são determinantes na preparação de gerações e o seu empenhamento substitui todas as insuficiências que uma Região como a nossa ainda tem na prestação deste tipo de serviços e de cuidados às nossas crianças. Confiamos muito na sua proficiência, tal como na disponibilidade dos que emprestam a sua colaboração a esta Casa do Povo e que também são parte imprescindível desta iniciativa do Governo. A todos, muito obrigado.”
(in Canal de Notícias dos Açores)

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sábado, maio 23, 2009

Actividades para crianças a bordo do Santorini

No âmbito da disciplina de projecto de animação sócio-educativa, quatro alunas da Universidade dos Açores (Ana Janeiro, Ana Maré, Ana Nunes e Sónia Pereira) implementaram o seu projecto a bordo do Express Santorini, um dos barcos da frota Atlânticoline. Com o tema “À descoberta dos oceanos”, este projecto consistiu num conjunto de actividades (realizadas no interior do barco e no cais da Praia da Vitória) denominadas por “a caça ao tesouro”, em que as crianças tiveram que passar por várias etapas até chegar ao “tesouro”. No cais, foram realizadas três actividades, nomeadamente aeróbica, experiências e pinturas faciais. Aquelas quatro alunas da Universidade dos Açores contaram com diversos apoios para a implementação do projecto.

(In Diário Insular)

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domingo, julho 06, 2008

A educação Ambiental do jardim de infância nos Açores deve "mudar de lentes"

Foi defendida no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores a tese de Mestrado em Educação Ambiental de Cidália Maria Gorgita Pacheco, orientada pela Professora Rosalina Gabriel e pelo Professor Francisco Sousa dos Departamentos de Ciências Agrárias e Ciências da Educação, respectivamente, ambos da Universidade dos Açores.
A tese intitulada “Os Educadores de Infância e as temáticas ambientais desenvolvidas nos jardins-de-infância dos Açores: principais abordagens e necessidades” estudou os jardins-de-infância dos açorianos de todas as ilhas, tentando descortinar quais os conhecimentos ambientais que os educadores, enquanto construtores do currículo, transmitem às crianças, tendo sido pesquisadas sete temáticas ambientais: 1) Mar e recursos hídricos, 2) vulcanologia e sismologia das ilhas, 3) Desequilíbrios provocados pela acção humana, 4) Preservação do Ambiente, 5) Observação e registo de fenómenos naturais, 6) Fauna e flora regional e 7) História, património e manifestações culturais. Em simultâneo foram averiguadas as necessidades sentidas pelos educadores açorianos em cada uma das temáticas referidas anteriormente e inventariados os recursos mais desejados por estes profissionais, no sentido de documentar e obter informação que possa vir a proporcionar um melhor apoio à prática da Educação Ambiental no contexto escolar.
Verificou-se que a maioria das crianças açorianas deste nível de ensino estão a receber informações generalistas, sobretudo no que respeita à Observação e Registo de Fenómenos Naturais e Desequilíbrios Provocados pelo Homem.
Cerca de um quinto dos educadores de infância evoca a falta de informação para não abordar temas que consideram importantes, enquanto cerca de um terço advogam que a faixa etária das crianças com quem trabalham não lhes permite trabalhar esses aspectos.
Os recursos que os educadores consideram mais pertinentes são as acções de formação e materiais audiovisuais para as crianças, nomeadamente CD’s e DVD’s.
Verificou-se que são os educadores mais velhos, com mais de 35 anos de idade, os que mais abordam os aspectos ambientais e são também aqueles que dizem necessitar de menos recursos. Esta evidência vai de encontro a vários estudos que reconhecem que o docente está sujeito a mudanças associadas ao crescimento etário e profissional. Assim, a ideia de fomentar oficinas de formação entre os Educadores dos Açores, deverá ter como alvo preferencial os educadores mais novos na carreira, isso porque os dados deste estudo confirmam que quanto menos anos de serviço menor é a diversidade das abordagens, especificamente sobre o contexto regional. São os educadores provenientes da Escola do Magistério Primário e os Educadores formados no Campus de Angra do Heroísmo aqueles que mais abordagens fazem sobre os aspectos ambientais no jardim-de-infância, principalmente no que se refere a aspectos de índole açoriana, não acontecendo o mesmo relativamente a educadores formados noutras instituições.
Verificou-se que somente um décimo dos educadores de infância na região é que estão integrados no programa Eco-Escolas. A integração dos educadores nesse programa acarretará uma mais valia ambiental, visto se ter verificado que existe uma influência positiva deste programa sobre as abordagens dos aspectos ambientais.
Urge que os educadores açorianos “mudem as lentes” nas suas abordagens, relativamente à educação ambiental no jardim-de-infância.

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quinta-feira, abril 24, 2008

Aladino em Bailado no Teatro Angrense

O espectáculo de bailado “Aladino - Uma história para dançar” tem lugar hoje, pelas 10H00, no Teatro Angrense. Destinado a crianças das escolas do concelho de Angra do Heroísmo, o espectáculo de dança de Eduarda Rosa, docente da EBS Tomás de Borba, que também decorreu ontem, foi proposto pelas estagiárias Ana Eduarda Rosa, Tânia Lourenço e Leandra Vieira, do Curso de Educação de Infância da Universidade dos Açores, no âmbito da disciplina de Projecto de Animação Sócio-Educativa, que estabelece como meta “formas de intervenção comunitária”, e conta com o apoio da Culturangra.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, abril 21, 2008

Aladino: Uma história para dançar

Nos próximos dias 23 e 24 de Abril, o Teatro Angrense o Espectáculo de Bailado “Aladino – Uma História para Dançar”.
Os espectáculos de ambos os dias são destinados às crianças das escolas do concelho e têm lugar às 10h00. Na impossibilidade de abranger todas as escolas, o critério avançado pelas promotoras do evento, e aceite pela Culturangra, foi o de trazer ao Teatro Angrense aquelas crianças que, pela maior distância geográfica, têm, à partida, menos possibilidades de o fazer assiduamente.
Quanto ao enredo, ele é muito familiar à maioria de todos os nós, fazendo, como faz, parte do nosso imaginário infantil, e começa assim: “Num país distante vivia no seu palácio um Sultão que pretendia casar a sua filha, a princesa Jasmin, com alguém muito poderoso. Jasmin ignorava a vontade do pai, pois insistia só casar por amor”.
E é, precisamente, esta divergência de opiniões que preside a uma série de peripécias e aventuras, com as magníficas personagens desta história intemporal, onde não faltam os vilões, a magia, e o encanto das paisagens de um dos mais magníficos contos das Mil e Uma Noites, em que o verdadeiro amor, entre a Princesa Jasmin e o valoroso Aladino, acaba por triunfar, contra tudo e contra todos.
A célebre história ganha vida nova e magia acrescida neste maravilhoso espectáculo de dança da Professora Eduarda Rosa, docente da EBS Tomás de Borba e proposto pelas estagiárias Ana Eduarda Rosa, Tânia Lourenço e Leandra Vieira do Curso de Educação de Infância da Universidade dos Açores), no âmbito da disciplina de Projecto de Animação Sócio-Educativa, que estabelece como meta “formas de intervenção comunitária”.

(In A União)

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sexta-feira, abril 18, 2008

Aquecimento Global: Uma tentativa de sensibilização...

Decorreu, no Edifício do Pico da Urze do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, no âmbito da disciplina de Educação Ambiental do Curso de Educadores de Infância, coordenada pela Professora Rosalina Gabriel, uma sessão de apresentação do filme "Uma Verdade Inconveniente", seguida da uma discussão sobre as medidas a tomar por cada um de nós, para combater as Alterações Climáticas Globais.


No trabalho elaborado por Kathy Lopes e Vânia Homem refere-se que o "Aquecimento global resulta de um excessos de gases de estufa na atmosfera, que absorvem calor, impedindo-o que seja reflectido para o espaço".
As razões para a não aceitação da "teoria das alterações climáticas globais" por uma reduzida comunidade científica, prendem-se, de acordo com o Professor Félix Rodrigues, presente na sessão, com a pouca confiança que os métodos estatíficos apresentam, nomeadamente, a necessidade de ter um vasto conjunto de medições de um determinado fenómeno (normalmente trinta anos de observação), argumentar-se que o aumento médio de temperatura traduz o efeito do crescimento urbano onde as cidades foram "engolindo" os observatórios meteorológicos, tendo estas capacidades de alterar o clima localmente (existem diferenças de temperatura entre o clima urbano e o clima rural circundante) e como tal, o aumento global verificado pode associar-se a este efeito ou advogarem-se causas naturais como o ciclo solar que tem um período de 11 anos, mas tal facto foi investigado profundamente e este ano demonstrou-se que a evolução de temperatura verificada no planeta não pode ser associada a esse fenómeno.
Nesse trabalho as alunas apresentam como consequência das alterações climáticas globais:
-A desertificação,
-Degelo das calotes polares,
-Aumento do nível médio da água do mar,
-Aumento da frequência de furacões, tufões e ciclones,
-Falta de água ppotável e ondas de calor,
Possibilidade de nova era glaciar no Hemisfério Norte, pelo enfraquecimento da Corrente do Golfo.
Apresentaram como possíveis contributos:
-Andar a pé e recorrer aos transportes públicos,
-Diminuir a produção de lixo e resíduos sólidos,
-Tirar partido da luz natural para iluminação,
-Utilizar sacos de pano para as compras,
-Optar por papel reciclado ou ecoeficiente,
-Optar pelas escadas em vez do elevador,
-Plantar árvores.
Consideraram ainda que "Só assim se poderá garantir um futuro melhor para as próximas gerações".

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