sexta-feira, julho 17, 2009

Educação Ambiental e desenvolvimento regional – A adolescência e a cultura da vinha

Maria Teresa Lima, L. Silva e João Neves apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Educação Ambiental e desenvolvimento regional – A adolescência e a cultura da vinha".

A produção da casta de Verdelho nos Biscoitos (Terceira) está muito diminuída devido às transformações populacionais das últimas décadas. Mais ou menos 85% da área de vinha está abandonada. A parte que é cultivada depende das gerações mais antigas, pois, a mão-de-obra jovem e adolescente praticamente não existe. De facto, adolescentes, jovens e quase todos os adultos menos idosos, não se interessam pela cultura da vinha. Mas há um valor a conservar e sendo possível a recuperar. Neste sentido, a Universidade dos Açores em pareceria com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos, através do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITAA), e ainda com o apoio da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, lançaram um projecto com vista a salvar estes valores. Ele está a decorrer naquela Escola e em trabalhos de campo em vinha, com a finalidade de sensibilizar crianças e adolescentes para esta cultura.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quinta-feira, julho 16, 2009

Maria Helena Guimarães vence prémio Bartolomeu da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional

Foi vencedora do Prémio Bartolomeu, durante o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, de 6 a 11 de Julho de 2009, na Universidade Piaget na cidade da Praia, Cabo Verde, o trabalho de Maria Helena Guimarães, do Gabinete de Conservação e Gestão da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com o título: The use of Q-methodology to obtain stakeholder Discourses on the future development of Ria Formosa Coastal zone, south of Portugal.
O Prémio Bartolomeu é atribuído a cientistas com menos de 33 anos no dia 15 de Julho de cada ano, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR. O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. Os critérios de apreciação são: a coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional.


Resumo
The lagoon system of Ria Formosa is important for both nature conservation and economic development. Its important ecological characteristics have been reemphasized by its protection by national law since and its inclusion in international conservation instruments. In the last decades, increasing threats to the area have appeared. These threats are identified in the different management plans which include this area; however institutional complexity has delayed the development of effective solutions.
Effectiveness cannot be easily measured, since different stakeholders use different criteria as the basis of their opinion. An effective strategy for nature conservation necessarily involves using stakeholder analysis. Without these steps, policies may fail to gain sufficient political and local support to be made into rules, and even if they are, they will often lack enough support among local people to be effective. The purpose of this study is to investigate discourses concerning future management of Ria Formosa coastal zone. This article focuses on stakeholder analysis with Q methodology. The objective is to understand both the identities and desires of local stakeholders in their own terms and categories, instead of making assumptions about their problems and needs. In February 2007, we did thirty interviews among 10 different groups of stakeholders. From these interviews, 31 statements were taken as being the most common discourse. Using these statements a questionnaire was performed to 22 new individuals. Participants were asked to sort the 31 statements according to how important or not they were to them. These results were then analyzed using factor analysis.
This study revealed four distinct discourses on the future development of this area: environmental education and capacity building; fisheries and ecotourism development; bureaucracy, land planning and fisherman conditions; environmental quality, integration and organization. Theses Discourses are analyzed in detail and compared with the new action program in Ria Formosa, POLIS 2008. It concludes that the action planned in POLIS 2008 covers most of the concerns that stakeholders identified. The major conflict area identified concerns demolition actions of part of the houses existing in some of the barrier island of the lagoon system. In order to prevent conflict situation, communication and information strategies should be developed.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quarta-feira, junho 10, 2009

NA ESCOLA FRANCISCO ORNELAS - Clube do Ambiente criado há 15 anos

É o mais antigo clube escolar dos Açores. Fundado em 1994, o Clube do Ambiente da Escola EB 2,3 Francisco Ornelas da Câmara (FOC), na Praia da Vitória, conseguiu manter-se em actividade até hoje com um número crescente de alunos empenhados na defesa e preservação da flora e avifauna naturais do arquipélago açoriano.
Reúnem-se uma vez por semana, em horário extra-escolar, e executam durante um par de horas programas elementares de educação ambiental através de documentação e vídeos temáticos. Mas as actividades do Clube do Ambiente (CA) contemplam o estudo e a descoberta das espécies que constituem a flora endémica dos Açores e a avifauna desta região em trabalhos de campo e visitas de estudo na Terceira, bem como expedições promovidas às ilhas do Pico, Faial, São Jorge e São Miguel. O seu currículo conta ainda com visitas efectuadas à Madeira (Jardim Botânico do Funchal e Floresta Laurissilva) e Parque Nacional da Peneda-Gerês, no continente.
“Preocupamo-nos com o estudo do património natural dos Açores, especialmente a flora, plantas endémicas, e avifauna. Durante as expedições e visitas de estudo registámos em fotografia centenas e centenas de espécies endémicas”, revela o responsável pelo Clube do Ambiente, ao nosso jornal, referindo que a próxima viagem será à ilha do Pico motivada pela observação de cetáceos. Sobre o imenso espólio fotográfico, Álvaro Areias acrescenta que parte desse trabalho desenvolvido no CA há 15 anos “tem sido partilhado com o Portal da Biodiversidade, da Universidade dos Açores”.
O financiamento para a realização de viagens e a compra de material de estudo é assegurado, em grande parte, através do pagamento de uma quota semanal estabelecida pelos alunos envolvidos no passeio. “Começamos a preparar em Setembro a saída de Julho ou Agosto do ano seguinte”, diz Areias, sublinhando, no entanto, que é gratuito pertencer a este clube.
Para que os alunos associados possam conhecer e reconhecer as riquezas naturais dos Açores contam pontualmente com a ajuda de Os Montanheiros e Ecoteca de Angra do Heroísmo na partilha de informação.
Outras preocupações do CA, resume o professor de História e Geografia de Portugal, passam pela teoria dos três R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), a poupança dos recursos naturais e o tema do aquecimento global. “Os alunos levam isto tudo muito a sério e acabam por influenciar pais, familiares e amigos com as questões ecológicas que aqui aprendem. O contacto com o Clube tem, portanto, um efeito multiplicador muito grande”, refere o docente.
Um considerável efeito teve também o escutismo na educação de Areias, o que o motivou anos mais tarde a fundar o CA em conjunto com o professor João Paulo Rodrigues actualmente retirado do grupo. “O facto de ter frequentado o grupo de escuteiros [da Agualva] desde criança moldou-me e fez-me ficar mais sensível à protecção do meio ambiente”, justifica o responsável.

Costa das Quatro Ribeiras em desdobrável

A flora e avifauna da costa das Quatro Ribeiras, freguesia do concelho da Praia da Vitória, serão tema de estudo do CA a apresentar em desdobrável de quatro páginas com texto, fotografias e mapas.
“O trabalho de campo nessa zona protegida está concluído e os textos estão em parte escritos. Falta apenas pedir a um especialista na área para fazer a revisão da matéria”, adianta o responsável pelo grupo, acrescentando que esperam finalizar o projecto ainda este ano.
Segundo Areias, o objectivo do desdobrável, aliás, é “criar um instrumento formativo/informativo para colocar à disposição das entidades que estão à frente das localidades em causa”. O próximo passo é conseguir apoio financeiro.
Neste contexto, o referido trabalho está a ser desenvolvido à semelhança do que foi feito sobre a costa da Urzelina, em São Jorge, resultado da estadia de uma semana naquela ilha. No entanto, apesar do empenho e dedicação do CA, o desdobrável não está disponível por falta de financiamento. “O trabalho está pronto a imprimir. Aguardamos, entretanto, o contacto da Junta de Freguesia da Urzelina que prometeu colaborar connosco”, revela o docente.
Este género de produção e edição não se mostram novidade para as duas dezenas e meia de membros do CA, rapazes e raparigas do 5º ao 9º ano de escolaridade, um grupo associativo que já produziu e editou outros dois desdobráveis. Nos anos de 2001 e 2003 foram apresentados respectivamente “A Flora e Avifauna da Costa do Porto Martins”, na ilha Terceira, e “A Flora e Avifauna da Fajã das Almas”, em São Jorge.

(In Sónia Bettencourt smailto:sonia@auniao.com em A União)

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domingo, junho 07, 2009

Açorianos têm fraca consciência ambiental

A fraca consciência ambiental dos açorianos, foi um dos pontos em destaque, ontem, na sessão de abertura do seminário “Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, no Dia Mundial do Ambiente.O inspector regional do Ambiente, Francisco Vaz de Medeiros, fez na sua apresentação um balanço, a partir dos números anunciados, que indica que “há uma fraca consciência ambiental, um desconhecimento da lei em vigor e ainda uma frágil situação económica que impossibilita os investimentos para os agentes se legalizarem”.Francisco Vaz de Medeiros sublinhou ainda o contributo da Inspecção Regional do Ambiente (IRA) para o desenvolvimento sustentável, na medida em que, “após um primeiro contacto, as pessoas têm acordado para os problemas”, desta forma há um “efeito dissuasor, a partir de uma prevenção e de punição”, desta forma afirma que tem “regulado os mercados, de maneira a evitar a concorrência desleal”, comparando a acção da IRA com a da Inspecção Regional das Actividades Económicas.O inspector do Ambiente termina enunciando os desafios que a IRA tem pela frente, que considera serem: a diminuição do número de infracções e o aumento da consciência ambiental nas populações”, para que se “melhore a qualidade ambiental e para que haja um equilíbrio entre o crescimento económico e a qualidade ambiental”.No Dia Mundial do Ambiente, o professor da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues, falou sobre a Educação Ambiental e sobre o Desenvolvimento Sustentável.“Estes são conceitos discutíveis, que têm se ser pensados. O primeiro passo para a educção ambiental é a sensibilização, de forma a que se discutam e se alterem atitudes”, explicou Félix Rodrigues.“A educação ambiental deve ser para todos e sempre”, porque “estamos todos preocupados com o ambiente porque o alterámos”, avança.O professor salientou a ideia que o desenvolvimento sustentável é “a fusão entre o natural e o social” e para que isso aconteça é necessário que “cada indivíduo dê o seu contributo, porque o que cada um dá tem um impacto no global”.Conclui que se devem aproveitar “as mais valias de cada elemento da sociedade” e “encontrar soluções regionais para os problemas locais, em vez de importá-las”.Outro dos professores da Universidade dos Açores que interveio no seminário foi Francisco Cota Rodrigues, que falou sobre a água subterrânea na Terceira. Após explicações sobre escoamentos, infiltrações, retenções, aquíferos basais e suspensos, bem como as vantagens e desvantagens de cada um, concluiu que no futuro se “deve aumentar a exploração dos aquíferos de base e simultaneamente explorar os aquíferos suspensos, fazendo uma mistura, de forma a obter água de melhor qualidade”.O presidente da empresa municipal Praia Ambiente, Paulo Messias, evidenciou no, seu discurso, as iniciativas da empresa, nomeadamente na área dos resíduos sólidos, “ a implementação do canal HORECA, a recolha de recicláveis junto de hotéis, restaurantes e cafés e a recolha porta a porta de materiais recicláveis no centro urbano, serviços já expandidos a áreas periféricas, que “têm tido os melhores resultados”.Paulo Messias salientou ainda o Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados com a principal intenção de os transformar em bio-combustível. “As acções tomadas actualmente, para além dos efeitos imediatos, devem ter efeitos que subsistam no tempo para que aqueles que nos seguem sejam herdeiros de um planeta mais limpo ”, destacou o presidente da Praia Ambiente.

(in Diário Insular)

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sexta-feira, junho 05, 2009

Problemáticas ambientais em debate na Praia

“Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” é o tema de um seminário decorre hoje, a partir das 09H15, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Praia da Vitória.


Promovido pela Praia Ambiente, no âmbito do programa de Educação Ambiental, o seminário destina-se a assinalar o Dia Mundial do Ambiente, alertando para as problemáticas ambientais, nomeadamente no que se refere às questões relacionadas com o desenvolvimento sustentável, dando enfoque ao caso concreto do concelho da Praia da Vitória. De acordo com a Praia Ambiente, a escolha desta temática enquadra-se na comemoração da “Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), estabelecida pelas Nações Unidas, com o intuito de promover a sensibilização e informação ambiental da população, dado que esta assume um papel fulcral na construção do desenvolvimento sustentável. “Água subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e economia”, “Educação ambiental e desenvolvimento sustentável” e a “A actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na ilha Terceira” são os temas que serão abordados no seminário. Paulo Messias, presidente da Praia Ambiente, intervém na sessão de abertura, marcada para as 09H15, após o que Francisco Medeiros, Inspector Regional do Ambiente, aborda o tema “A Inspecção Regional do Ambiente - Contributos e desafios para a qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável”. Cota Rodrigues, docente Universidade dos Açores, vai falar, a partir das 10H15, sobre a “Água subterrânea na ilha Terceira”. Félix Rodrigues, também docente da Universidade dos Açores, aborda, pelas 11H00, o tema “Educação ambiental e desenvolvimento sustentável”. Outra docente da Universidade dos Açores, Emiliana Silva, vai falar sobre “Ambiente e economia”, a partir das 11H30. Para as 12H00 está agendado um debate, seguindo-se a sessão de encerramento.

(in Diário Insular)

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quinta-feira, junho 04, 2009

Seminário Dia Mundial do Ambiente


A Praia Ambiente, em colaboração com o Município da Praia da Vitória, organiza, no âmbito do programa de Educação Ambiental, um seminário dedicado à temática “Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, no próximo dia 5 de Junho, nos Paços do Concelho, Salão Nobre e com início às 9h15.
Deste modo, serão abordadas as seguintes temáticas: “Água Subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e Economia”, “Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável” e “A Actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na Ilha Terceira”.
O programa é o seguinte:
09h15
Sessão de Abertura – Paulo Ávila Messias, Presidente da Praia Ambiente, E.M.
09h45
A Inspecção Regional do Ambiente - Contributos e desa­fios para a qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável – Francisco Vaz de Medeiros, Inspector Regional do Ambiente.
10h15
Água Subterrânea na ilha Terceira – Francisco Cota Rodrigues, Docente Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo.
10h45
Pausa-Café
11h00
Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável – António Félix Rodrigues, Docente Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo.
11h30
Ambiente e Economia - Emiliana Soares da Silva, Docente Universidade dos Açores – Angra do Heroísmo
12h00
Debate
12h30
Sessão de Encerramento – Representante do Secretário Regional do Ambiente e do Mar.

Inscrições até ao dia 3 de Junho
295 545 530 telma.oliveira@praiaambiente.pt

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quarta-feira, junho 03, 2009

INICIATIVA DECORRE DIAS 11 E 13 DE JUNHO : “STOPlastic” sensibiliza mais novos para limpeza do oceano na Terceira

Nos próximos dias 11 e 13 de Junho, a Terceira recebe uma actividade de sensibilização ambiental, direccionada para a remoção de plásticos no oceano. “STOPlastic” é o nome da iniciativa organizada pela “Terra Prática”, pelo segundo ano consecutivo. Decorrida o ano passado no Algarve, a actividade volta ao mesmo local, em 2009, e estende-se à Terceira e ao Faial. André Barreiros é o coordenador do projecto e modera igualmente uma palestra intitulada “Plástico no Mar: A Morte de Animais”. O debate conta com os professores Félix Rodrigues e Manuela Juliano, da Universidade dos Açores, como oradores e tem início no dia 11, pelas 9h00, no Hotel do Caracol. O dia 13 é dedicado ao público mais jovem. Por volta das 9h00, tem início uma acção de limpeza oceânica no Porto de São Mateus, em colaboração com a Marinha. Para além da recolha de plástico de uma equipa subaquática, decorrerá ainda uma palestra infanto-juvenil e uma conferência de imprensa, ao final do dia, onde será revelada a quantidade de lixo recolhido. Os participantes terão direito a t-shirts e brinquedos como brinde, assim como um lanche. Estudos recentes, têm vindo a revelar níveis alarmantes de plástico no mar. Para além das cápsulas das garrafas e outros detritos volumosos encontrados em cadáveres dos Albatrozes, os Oceanos estão também contaminados com micro-partículas de plástico. Em Julho, a iniciativa chega ao Faial.

(In Correio dos Açores)

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terça-feira, junho 02, 2009

Aprender em saídas de campo é possível: Relatos de uma experiência em Santa Maria

Autores: Natália Abreu; Francisco Sousa e Francisco Cota Rodrigues
As questões relacionadas com a educação ambiental e com a educação para o desenvolvimento sustentável surgem como mote para o incremento de práticas pedagógicas inovadoras nas mais diversas áreas curriculares, incluindo as Ciências Naturais. Das várias metodologias a empregar na promoção de aprendizagens relacionadas com o património natural e com o desenvolvimento sustentável, a saída de campo constitui-se como uma estratégia que rompe com a didáctica expositiva e contribui para a compreensão destas temáticas, além de promover a mudança de valores, atitudes e responsabilidades dos alunos em relação ao Ambiente.
Esta comunicação é centrada numa forma de abordar a problemática das saídas de campo, recentemente experimentada na Escola Básica e Secundária de Santa Maria. Discutiremos as vantagens e desvantagens da abordagem realizada à luz do modelo adoptado. De seguida, reflectiremos sobre os efeitos da implementação desta metodologia no estudo da geodiversidade da ilha de Santa Maria, envolvendo uma amostra constituída por 27 alunos da referida escola. Os resultados obtidos revelaram que a implementação da saída de campo pode enriquecer os conhecimentos científicos dos alunos, ajudá-los a consolidar o conceito de desenvolvimento sustentável e a desempenhar um papel investigativo, centrado em realidades concretas e locais, levando-os a conceptualizações globalizantes. A saída de campo aparece como uma ferramenta ao dispor dos educadores que potencia acções de Educação Ambiental, através das quais se ambiciona sensibilizar os alunos a conhecer e compreender as diversas temáticas, levando-os ao envolvimento, responsabilização e participação individual e colectiva na solução de problemas ambientais, fomentando o exercício de uma cidadania activa.

(In Encontro de Inovação Educacional)

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Avaliação de duas técnicas de sensibilização ambiental acerca das Piscinas Naturais

Autores: Orjana L. Risch, Rosalina Gabriel, João Pedro Barreiros
Instituição: Universidade dos Açores

As piscinas naturais (piscinas de maré) existem na zona intertidal, formando-se com a variação da maré, em áreas planas de rocha resistente. O tipo de rocha exposta e a amplitude de maré, assim como o impacto das ondas e dos ventos, os factores químicos naturais, e a raspagem e perfuração realizada por organismos intertidais, são importantes processos que influenciam a formação das piscinas. Uma grande riqueza de organismos marinhos pode habitar estas zonas, ficando sujeitos a um elevado grau de variabilidade ambiental, ditado pelo forte hidrodinamismo,
alternância de marés e grau de imersão, bem como a variações de salinidade e temperatura. Apesar destas condicionantes, as piscinas naturais são áreas importantes de criação para muitas espécies, devido às condições de temperatura das águas, protecção de predadores e abundância de recursos alimentares necessários às fases iniciais do desenvolvimento. Apesar do seu importante e reconhecido papel na reprodução, desenvolvimento e consequentemente na conservação de diversas espécies marinhas, estes habitats vêm sofrendo influências antrópicas críticas ao longo dos anos e essas piscinas por serem facilmente acessíveis são sistemas particularmente vulneráveis. Neste sentido, a consciência da população a respeito da importância deste ecossistema, torna-se altamente relevante para sua conservação. Este projecto tem como objectivo geral avaliar duas técnicas de sensibilização ambiental acerca das Piscinas Naturais (palestra e visita), através da avaliação da estrutura das representações e conhecimento sobre o tema em uma amostra de 130 alunos do 9º ano do ensino básico (14-17 anos) na ilha Terceira (Açores, Portugal). A metodologia inclui três momentos de avaliação separados no tempo: i) antes de qualquer interacção; ii) imediatamente a seguir a um dos dois tipos de interacção previstas (comunicação oral de 30 mn ou visita à uma piscina natural, também durante 30 mn) e iii) um momento final dois meses após a interacção. Um grupo controlo, que não recebe qualquer informação, vai também participar na investigação. A todos os grupos, e nos três momentos, são aplicados um teste de associação livre de palavras, seguido de um questionário para avaliação do conhecimento e percepção dos participantes sobre o tema "Piscinas Naturais".

(In Encontro de Inovação Educacional)

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segunda-feira, maio 25, 2009

Seminário sobre ambiente e desenvolvimento sustentável

“Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” é o tema de um seminário que está agendado para o dia 05 de Junho, a partir das 09H15, nos Paços do Concelho da Praia da Vitória. Promovido pela Praia Ambiente, no âmbito do programa de Educação Ambiental, o seminário destina-se a assinalar o Dia Mundial do Ambiente, alertando para as problemáticas ambientais, nomeadamente no que se refere às questões relacionadas com o desenvolvimento sustentável, dando enfoque ao caso concreto do concelho da Praia da Vitória. Segundo a Praia Ambiente, a escolha desta temática enquadra-se na comemoração da “Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), estabelecida pelas Nações Unidas, com o intuito de promover a sensibilização e informação ambiental da população, dado que esta assume um papel fulcral na construção do desenvolvimento sustentável. “Água subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e economia”, “Educação ambiental e desenvolvimento sustentável” e a “A actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na ilha Terceira” são os temas que serão abordados no seminário. Na sua resolução 2994 de 15 de Dezembro de 1972, a Assembleia Geral da ONU designou 05 de Junho Dia Mundial do Ambiente, a fim de sensibilizar a opinião pública para a necessidade de proteger e de valorizar o ambiente. Esta data foi escolhida porque recorda o dia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano (Estocolmo, 1972), que culminou com a criação do Programa das Nações para o Ambiente. Neste seminário participam docentes do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, maio 22, 2009

Atitudes face ao Ambiente

Foram realizadas no dia 18 de Maio de 2009, no Colégio de Santa Clara em Angra do Heroísmo, duas conferências, para alunos do primeiro e segundo ciclo do ensino básico, sobre o Ambiente e atitudes faces ao Ambiente, pelas professoras do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Emiliana Silva e Rosalina Gabriel.

Além de alguns jogos educativos realizados com os alunos, acerca da importância dos domínios: água, ar e água também abordaram questões sobre a gestão de resíduos sólidos e foram exploradas algumas preocupações dos habitantes dos Açores comparativamente a Castelo Branco, duas regiões periféricas portuguesas, numa tentativa de explicar a esse alunos os conteúdos da obra "Atitudes face ao Ambiente em Regiões Periféricas", editado pelas duas professoras.

Emiliana Silva e Rosalina Gabriel, definem ambiente tal como se adoptou na Lei de Bases do Ambiente de 1987 "o conjunto dos sistemas físicos, químicos e biológicos e das suas relações, e dos factores económicos, sociais e culturais, com efeitos directos ou indirectos, mediatos ou imediatos sobre os seres vivos e a qualidade de vida do homem". As professoras tentaram explorar este conceito com uma população estudantil que tem apresenta, dada a fase etária em que se encontram, alguma dificuldade em compreender este conceito abrangente.

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quarta-feira, maio 13, 2009

V Congresso Mundial de Educação e Ambiente conta com a presença de “Vida em Ebulição”

Cerca de oito alunos do Curso Tecnológico de Ordenamento do Território e Ambiente do 11º ano turma J da Escola Secundária Domingos Rebelo conjuntamente com o docente José Cabral, coordenador deste curso, e a Drª Paula Aguiar, coordenadora científica do projecto "Vida em Ebulição" participarão, de 8 a 15 de Maio, no V Congresso Mundial de Educação e Ambiente em Montreal.


Apresentar o projecto "Vida em Ebulição" em Montreal e ainda na Casa dos Açores em Toronto é dar a conhecer um trabalho que alunos e professores da Escola Secundária Domingos Rebelo abraçaram desde o início da sua existência, uma vez que este projecto possibilita pôr em prática anos de conhecimento e formação científica associados às tradições e cultura açorianas no que diz respeito ao modo como a população se relaciona com os recursos naturais termais.
"Vida em Ebulição" é um projecto não só de cariz educacional e científico mas também de cariz cultural e económico, projectando as actividades económicas passíveis de serem efectuadas em zonas termais.
O projecto foi extremamente bem recebido pelo órgão de gestão da Escola Secundária Domingos Rebelo, pelo director do Curso Tecnológico de Ordenamento do Território e Ambiente, Dr. José Cabral, e pelos alunos deste curso, criando com o Centro de Conservação e Protecção do Ambiente da Universidade dos Açores um grupo de trabalho desde o ano lectivo 2007/08. Dada a relevância do projecto, também se associaram a estas entidades a Junta de Freguesia das Furnas e a Câmara Municipal da Povoação.
Os trabalhos realizados pelos membros deste projecto, até à presente data, foram apresentados na AmbiTech em Ponta Delgada, divulgados em jornais locais e na RTP-A, podendo qualquer pessoa visualizá-los no site da Ciência Viva a nível nacional.
A apresentação em Montreal compreende dois momentos que se completam: uma apresentação oral a cargo da Drª Paula Aguiar subordinada ao tema "Life at The Boiling Point" Science and Environmental Education for Everone e uma apresentação de um cartaz intitulado "What Can We Take Home From "Life At The Boiling Point": The Students Perspective, tendo como oradores os alunos do 11ºJ e o professor Dr. José Cabral. Realça-se que o produto final a ser levado ao V Congresso Mundial de Educação e Ambiente é fruto de um trabalho árduo e activo de alunos e professor, revelando sentido de responsabilidade, maturidade e profissionalismo.
A participação tanto de alunos como professores possibilita a todos uma experiência única e enriquecedora que jamais será olvidada.

Também participam nesse evento a Professora Cristina Palos e a Mestre em Educação Ambiental Eva Vidal do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
A comitiva da Escola Secundária Domingos Rebelo neste congresso mundial prestigiará não só a escola como também a Região Autónoma dos Açores e o país.

(in RTP-Açores, Paulo Teves)

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terça-feira, maio 12, 2009

Inquérito sobre o Paúl do Cabo da Praia

Está em curso uma investigação sobre Educação Ambiental, da Universidade dos Açores, sobre o Paul da Pedreira do Cabo da Praia. Quem puder participar pode preencher o inquérito online em: http://www.esurveyspro.com/Survey.aspx?id=52ef5c7f-8dd7-46eb-8e78-f94e1203db77
Obrigado.

(in Descobrindo o Paíl)

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sábado, maio 09, 2009

Presidente da Direção dos Amigos dos Açores -Associação Ecológica

Jaime Por que razão os Amigos dos Açores, como o próprio nome indica, não se assumem como uma ONGA de âmbito regional, em vez de centrarem e limitarem a sua acção a S. Miguel e S. Maria? Parece que cada ilha tem a sua ONGA privativa e para consumo interno. Não será precisamente esse um factor que retira força e credibilidade ao movimento ambientalista açoriano?


Os Amigos dos Açores são assumidamente uma associação de âmbito regional, tal como é reconhecida pelo sistema jurídico português. Esse âmbito regional não implica que tenha acção local em todas as ilhas, mas sim participar activamente em diversas temáticas de interesse regional. Convém reparar que os Amigos dos Açores não se debatem apenas pelos assuntos relacionados com as ilhas do grupo oriental. No entanto, a acção local incide fundamentalmente nestas ilhas, porque são as ilhas onde temos colaboradores activos. Assumindo a descontinuidade territorial do arquipélago só com colaboradores locais podemos desenvolver acções desse âmbito noutras ilhas. Não concordo com a observação das ONGAs para consumo interno. Veja que os Montanheiros, ONGA de âmbito regional, possui para além da sua sede na ilha Terceira, núcleos em mais três ilhas: Pico, São Jorge e São Miguel.

Valério Gostaria de saber se como presidente de uma Associação Ecológica na Região tem alguns dados relativos ao comportamento e consciencialização dos açorianos para as questões ambientais, e quais são esses resultados?

Tenho conhecimento de um trabalho desse género desenvolvido pela Universidade dos Açores, coordenado pela Prof. Doutora Rosalina Gabriel. Dada a extensão do trabalho recomendo a sua consulta nas Bibliotecas da Universidade dos Açores ou por contacto directo com a coordenadora. Dados concretos desenvolvidos pelos Amigos dos Açores não dispomos. Desenvolvemos, neste momento, através da nossa página web um inquérito aos comportamentos ambientais relacionados com a participação pública, que será brevemente apresentado.

José Os Amigos dos Açores, ao contrário da Quercus encabeçada na altura pelo malogrado Veríssimo, expressaram uma oposição muito tímida, quase envergonhada aliás, no início da obra da Fajã do Calhau ainda em 2007, quando poderia ser perfeitamente evitado aquele descalabro. Agora, depois do mal feito e sem remédio, veio contestar a obra... Casa roubada, trancas à porta?

Entendo não fazer sentido a culpabilização dos Amigos dos Açores pelo avanço da obra, quando a participação é um direito e dever de todos os cidadãos. E os cidadãos não se devem demitir da participação só porque existem Associações.Numa lógica participativa, o promotor da obra deveria ter realizado uma apresentação pública do projecto do acesso, dando oportunidade para a sua discussão aos cidadãos. E não só os proprietários de prédios na referida Fajã, uma vez que todos somos contribuintes e potenciais futuros utentes.Para além da posição que entende como tímida no início da obra, não foi feito qualquer movimento informal por cidadãos, como aconteceu recentemente com o movimento SOS Porto Formoso. A contestação recente da obra surge de uma solicitação de um parecer por parte de comissão parlamentar constituída para avaliação dos impactos da referida obra. Tal como acontece com os demais pareceres, este foi difundido através dos meios próprios da Associação, como a página web. Contrariamente ao referido já existiam no mesmo espaço outras publicações sobre o mesmo assunto.

Margarida Sendo a gestão de resíduos um tema estratégico na qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável de ilhas como as nossas, como deve a RAA posicionar-se face a este problema?

Segundo ponto, como é possível que uma ilha com a dimensão e dinâmica de S. Miguel ainda não possua pelo menos um centro de triagem? Trata-se acima de tudo de uma problemática de modelo de sociedade baseado no consumismo. A política dos 3Rs (reduzir, reciclar e reutilizar) assume especial importância no seu primeiro R –reduzir, que é recorrentemente esquecido. Por exemplo, se reflectirmos sobre a generalidade dos produtos alimentares embalados, depreendemos facilmente que é muito grande a quantidade de resíduos gerados pelas embalagens em função do produto alimentar adquirido. No entanto, por estar subjacente uma alteração de comportamentos este é um assunto que poucos abordam como seu. Por outro lado, a reciclagem e reutilização representam actividades económicas que moldam a sociedade para os seus interesses.

Reconhece algum trabalho de sensibilização para a redução de resíduos como se verifica para a reciclagem?

O consumo de produtos locais sem grandes necessidades de embalagens, o boicote da compra de produtos com embalagens inapropriadas e a opção, sempre que possível, por embalagens maiores são exemplos de medidas que podemos promover enquanto cidadãos pela redução de resíduos. É obviamente desagradável não existir ainda nos Açores um sistema eficaz de recolha, triagem e reciclagem ou expedição de resíduos, especialmente nas ilhas de maior dimensão, que face à sua escala poderiam ter, desde já, melhores soluções.

Tiago Creio que as infestações vegetais e animais são um dos maiores problemas ambientais que os Açores enfrentam. No entanto, os processos que têm sido abordados quer para a contenção de populações de ratos e coelhos, por um lado, e as de erradicação de infestantes vegetais, por outro, têm pesadíssimos impactos ambientais, nomeadamente através da deposição nos solos de químicos perigosos. Como enfrentar este problema de uma forma que seja ambientalmente sustentável, eficaz e económica viável? Será que existe alguma solução que reúna estas três condições? Que pensa sobre isto?

Também creio que as infestantes são um dos maiores problemas ambientais dos Açores. Obviamente que decorrerão sempre impactes da remoção ou eliminação desse tipo de espécies. As melhores metodologias têm sido alvo de diversos estudos, como os da Universidade dos Açores e da Sociedade para o Estudo das Aves (SPEA). Penso que sempre que possível a erradicação de espécies deve ser efectuada directamente, por remoção manual ou através de meios biológicos.No entanto, a discussão da viabilidade remete a parâmetros técnico-científicos que só com estudos se podem aferir. Essa análise, neste momento, extravasa o âmbito da nossa Associação. A exemplo do movimento criado no fim do ano passado – Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo – gostaria que existissem mais manifestações de voluntários que tivessem como alvo a protecção e recuperação ambiental.

Fernando Porque razão não apoiou o movimento SOS Porto Formoso, quando este movimento entrou em contacto com a associação Amigos dos Açores?

Os Amigos dos Açores defendem um modelo de participação activa ambiental plural, não tendo esta Associação de estar necessariamente envolvida em todas as iniciativas de defesa do ambiente desenvolvidas no âmbito geográfico da sua acção. Não considero que seja exigível às Associações a participação em todas as iniciativas formais ou não formal. Reconheço e louvo o movimento cívico desenvolvido, principalmente por ter partido de um grupo não formal de cidadãos e ter resultado num debate alargado a decisores, com entrega de manifesto escrito.Também considero que partir do princípio que uma Associação adere a um movimento sem a consultar previamente não é um juízo de valor correcto.

Manuel Concordo com a posição generalista dos Amigos dos Açores relativamente ao espectáculo taurino na Região. Contudo, porque não defender para a Terceira um regime de excepção da sorte de varas e touros de morte tal como acontece com Barrancos no continente, salvaguardando assim a sua identidade cultural?

A sorte de varas e touradas de morte são práticas de tortura animal extrema, desrespeitadoras da sensibilidade animal, que nos opomos claramente. Não há sentido para qualquer excepção uma vez que as tradições taurinas da ilha Terceira nada têm a haver com estas práticas.

Miguel O Planeamento do Território à escala de Ilha, de cariz intermunicipal (Planos de Ilha) tem sido ultimamente discutido na Região. Poderá na sua opinião contribuir para um maior equilíbrio no desenvolvimento de cada ilha e consequentemente da própria região?

Territórios fragmentados, dispersos e pouco habitados como a maioria das ilhas dos Açores apresentam constrangimentos naturais ao nível do planeamento.Nas ilhas com mais de um concelho não existe, normalmente, uma visão de desenvolvimento integrado. A unidade geográfica de cada ilha poderia ser potenciada se cada uma delas efectuasse, de facto, um planeamento que a visualizasse como um todo. O ideal seria que os investimentos previstos nesse planeamento fossem inseridos no orçamento da Região de uma forma discriminada por cada ilha, uma vez que hoje em dia essa distribuição não é totalmente clara.No âmbito social, a assumpção das assimetrias e a minimização das rivalidades concelhias e de ilha, em prol de uma unidade regional que reconhecesse igualmente todos os cidadãos, respeitando o reconhecimento da sua identidade a cada ilha, poderiam ser factores potenciadores do desenvolvimento regional e até do reforço da identidade autonómica.Veja-se o caso dos conselhos de ilha e a pouca expressão que possuem no planeamento e política regional e compare-se com o modelo político das ilhas Canárias, onde o reconhecimento das ilhas enquanto unidades geográficas é muito mais forte, através dos Cabildos, cujos membros são eleitos por sufrágio universal directo pelos cidadãos.

André Tal como fez com as Touradas de Morte, porque não defendem os Amigos dos Açores duas iniciativas que salvaguardem a nossa biodiversidade e paisagem: - Açores como território livre de OGM? - Açores como território ecologicamente inviável para centrais energéticas de queima de biomassa?

Os dois temas são de reconhecido interesse, no entanto, os nossos recursos humanos são escassos e de natureza voluntária, pelo que não podemos estar envolvidos em demasiados assuntos simultaneamente, sob pena de não lhes darmos o devido acompanhamento. A sorte de varas e as touradas de morte foram assuntos que começamos a trabalhar antes das iniciativas parlamentares para a sua regulamentação, mas que estas lhe atribuíram uma eminência e prioridade particulares. Gostaríamos de ter um maior número de colaboradores voluntários que nos permitisse o envolvimento simultâneo em mais temas. Aproveito para deixar um apelo aos interessados.

José Para quando um arquipélago com extracções de areias, terras e britas a operar na legalidade? Vamos deixar que esburaquem as nossas ilhas todas com toda a gente a fingir que não se passa nada? Não tem sido esse um assunto ignorado pelos ambientalistas para satisfação dos governantes e empresas de construção?

Não considero o assunto da extracção de inertes como ignorado pelos ambientalistas e pelas associações. Existem denúncias sobre este assunto na nossa página Web (ex. Monte Escuro), foi um assunto tratado recentemente pelo nosso representante na ilha de Santa Maria aquando da visita do Secretário Regional do Ambiente e do Mar. Este tema foi também alvo de manifestação da Associação Gê-Questa, com se na ilha Terceira, durante o ano passado. Já em 2009, este assunto foi novamente alvo de denúncia por um deputado de um partido político, na ilha Terceira.No entanto, a participação activa não se resume às associações. Todos os cidadãos têm o direito e dever de participar. Todos devemos contribuir por um mundo melhor. Da parte dos Amigos dos Açores é completamente infundada a presunção de assuntos ignorados para satisfação de terceiros.

Francisco Numa região que quer ter no Turismo de Natureza uma das suas principais vantagens competitivas em relação a outros destinos, como explica que situações como a Fajã do Calhau (entre muitas outras situações) ainda ocorram? Que fazer para que os interesses partidários e pessoais não se continuem a sobrepor aos interesses públicos em matéria de ambiente? A qualidade de um determinado local dependerá sempre, em grande medida, da população que o habita. Até porque é essa mesma população que o valia em função da sua qualidade de vida. Penso que a solução principal para o assunto que refere está na participação e envolvimento dos cidadãos nos processos de decisão, quer seja ela feita por meios formais ou não formais.Participar é um direito e dever de todos, apesar de poucos o exercerem. Dotar a população de informação e massa crítica em matérias ambientais é uma das nossas missões, esperando que os cidadãos actuem directamente pelo melhor desenvolvimento do meio onde vivem. No meu entender, o nosso maior desafio ambiental para as próximas décadas é o da participação pública deixar de ser uma forma de actuação das instituições e passar a ser também dos cidadãos, que devem usar directamente dos seus direitos e deveres na luta por um mundo melhor. Neste enquadramento, as instituições deveriam ser pólos dinamizadores dessa mesma intervenção atribuindo à participação um sentido verdadeiramente democrático ao dispor de todos os cidadãos.

Daniel A relação entre o financiamento público e o grau de independência das ONGA tem sido largamente discutido. Podem as ONGA ser totalmente independentes do apoio público?

Não vejo qualquer obstáculo ao apoio público às ONGA, uma vez que esta é uma obrigação governamental, segundo a lei portuguesa. No entanto, o financiamento das ONGA não passa exclusivamente pelo apoio público. Conheço inclusive ONGA que não recebem, por opção, qualquer financiamento púbico, que realizam excelentes trabalhos e demonstram grande sustentabilidade financeira no seu funcionamento. Os Amigos dos Açores têm demonstrado a sua sustentabilidade financeira, em cada relatório de contas anual aprovado em Assembleia Geral, baseada em receitas próprias. O funcionamento da Associação nunca esteve dependente do financiamento público. Por outro lado, esta associação tem recebido apoios governamentais para execução de determinadas actividades (ex. ecotecas), que caso deixem de existir não comprometem as funções basilares dos Amigos dos Açores. Com ou sem apoios públicos, a independência de acção das ONGA, pelo facto destas serem muitas vezes grupos de pressão em contraposição com as entidades governamentais, deve ser sempre mantida e reconhecida. Cooperar com as entidades públicas num determinado assunto não implica concordar com todas as acções por estas desenvolvidas. É essa a perspectiva que tenho defendido nos Amigos dos Açores.

Félix Qual o caminho que defende para promover um verdadeiro interesse, envolvimento e participação dos açorianos nas questões relacionadas com a Conservação da Natureza, Ordenamento do Território e Urbanismo?

Os níveis de interesse e participação nestes assuntos são muito baixos nos Açores, a exemplo do contexto nacional. Se por um lado os cidadãos se demitem dos seus direitos e deveres em prol das instituições, por outro lado é recorrente ouvirem-se posições das instituições que lamentam a falta de envolvimento dos cidadãos.Penso que o caminho a seguir é o da procura de uma maior dinâmica entre as instituições e os cidadãos, devendo as primeiras mostrarem uma postura exemplar nesta missão, assomando-se como pólos dessa dinamização pela experiência e conhecimento que possuem.Vivemos hoje num paradigma de participação centrado na informação e consulta pública, onde a dinâmica participativa é baixa. Há que elevar os níveis de participação e procurar gradualmente um envolvimento, cooperação e capacitação dos cidadãos, de modo a que estes possam envidar esforços profícuos por um mundo melhor.Tal como já disse anteriormente, entendo ser este o maior desafio ambiental para as próximas décadas.

Alexandre Como encara a crescente tendência de profissionalização dos quadros técnicos das principais ONGA nacionais e internacionais? Este é o caminho que preconiza para os Amigos dos Açores?

Entendo que cada associação tem de decidir e pugnar da melhor forma pelos seus interesses.Os Amigos dos Açores possuem apenas uma funcionária administrativa nos seus quadros. No entanto, possuem outros elementos contratados a prazo, em projectos de cooperação financiados pela administração pública, como é o caso das Ecotecas.Entendo que a base de uma ONGA como os Amigos dos Açores deve centrar-se, acima de tudo, no voluntariado, desde os associados aos dirigentes. No entanto, entendo que em projectos específicos e com financiamento próprio poder-se-ão recorrer a profissionais, de modo a que estes possam ser dinamizadores de actividades que enriqueçam o contributo associativo para a sociedade, desde que a sua missão seja temporária (ex. ligada a um projecto). Defendo que estas funções nunca devem ser desempenhadas por elementos dos órgãos sociais, de modo a que não seja inibida a sua acção voluntária Entendo que o movimento associativo tem de se distinguir claramente das instituições governamentais, das instituições técnicas e científicas e das instituições empresariais. O voluntariado enquanto força motriz das associações potencia a sua diferenciação sobre este tipo de instituições afirmando a sua mais valia no processo social, enquanto entidade fundamentalmente de intervenção cívica.

Bete Defende que devem ser as ONGA e outras associações de desenvolvimento local, regional e rural a assumir a gestão das áreas protegidas de modo contratualizado com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, como já existem alguns exemplos nos Açores? Estão os Amigos dos Açores disponíveis para enveredar por este tipo de acções?

Entendo que cada associação tem de decidir e pugnar da melhor forma pelos seus interesses. Dada a distinta natureza das associações de desenvolvimento referidas, também entendo que não devo falar por estas. Esta pergunta terá ser efectuada aos responsáveis destas associações.Os Parques Naturais de Ilha possuem um conselho consultivo, onde se farão representar as ONGA, que decidirá o seu modo de funcionamento. Penso que as ONGA podem colaborar na gestão e monitorização de áreas protegidas, com missões específicas que nunca deverão englobar toda a gestão, que deverá caber, no meu entender, às entidades públicas.

Mário A maioria das ONGA regionais e nacionais tem tido altos e baixos junto da população local. Como explica que os Amigos dos Açores tenham vindo a conseguir cativar de modo constante e regular os seus associados?

Os Amigos dos Açores desenvolvem iniciativas que visam, acima de tudo, a participação e envolvimento dos associados e cidadãos nas diversas temáticas ambientais. Nos 25 anos que este ano se assinalam, os Amigos dos Açores desenvolveram um trabalho reconhecido pela sociedade, penso eu, que devido à sua coerência e, precisamente, constância.Sem desprezo por quaisquer outros dirigentes actuais ou passados, entendo que o anterior presidente, Teófilo Braga, é uma pessoa com um sentido social e político excepcional, a quem a sociedade açoriana muito deve, pela dedicação e empenho em prol do ambiente ao longo de quase um quarto de século. No meu entender, foi o seu carácter o pilar fundamental para a dimensão e respeito institucional que a Associação hoje merece.

(in Açoriano Oriental)

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL

1º ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO LOCAL4-9 Abril 2009São Tomé e Príncipeprojecto da iniciativa da Associação ROÇAMUNDO em parceria com FUNDAÇÃO CACAU, o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA- Investiga), o Centro de Estudos Socais da Universidade dos Açores (CES-UAC) e a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). É objectivo deste projecto reunir em S. Tomé e Príncipe especialistas de diferentes áreas para reflectir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais a partir de uma realidade insular, com dificuldades evidentes em encontrar o melhor caminho para solucionar a progressiva pobreza em que se encontra mergulhado. Várias políticas de desenvolvimento foram ensaiadas sem que alguma tivesse o efeito prático desejado, desafiando, deste modo, alguns conceitos e teorias de desenvolvimento económico. Neste contexto, a troca de experiências, tanto teórica como prática, na implementação e desenvolvimento de projectos comunitários promotores da mudança, poderá ser enriquecedora para os que têm estado empenhados em encontrar novos caminhos e soluções para romper as bolsas de pobreza. Por outro lado, é fundamental promovermos e incentivarmos o desenvolvimento de uma cultura de parceria entre agentes nacionais e internacionais, entre o sector público e privado, o poder local e agentes económicos locais, constituindo, deste modo, uma Comunidade de Prática como estratégia para a criação de mecanismos viáveis para o desenvolvimento.http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/ http://www.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/

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sábado, fevereiro 14, 2009

Feira de Desenvolvimento Local em São Tomé e Príncipe

O 1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local está a ser preparado pelo Centro de Estudos Africanos/ISCTE, pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, pela Universidade Autónoma de Lisboa e pela Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental, sob a coordenação de Isaura Carvalho da Roça Mundo de São Tomé. Este encontro, realizar-se-á em São Tomé e Príncipe, entre os dias 04 e 09 de Abril de 2009. A Feira do desenvolvimento local é um espaço criado no contexto do 1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local para mostrar produtos, proporcionar trocas de experiências e saberes, animação e festa numa perspectiva de enriquecimento do referido evento. A descentralização das actividades permitirá uma maior variedade de intervenientes e oferecerá aos visitantes a possibilidade de conhecer e interagir com diferentes actores do desenvolvimento local. Poderão inscrever-se para participar na FEIRA entidades públicas e privadas, ONGDs, Associações de Desenvolvimentos Local e pessoas singulares nacionais e estrangeiros que se dedicam a actividades que se enquadram no espírito desta iniciativa. As inscrições para a FEIRA DO DESENVOLVIMENTO LOCAL estão abertas até ao dia 21 de Fevereiro e o Programa será divulgado na 1ª semana de Março após a análise das propostas de participação.


(In Solidariedade sem Fronteiras)

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sábado, janeiro 24, 2009

Educar para a Energia - 2ª Edição

Foi recentemente reeditada pela Associação Amigos dos Açores e pela Ecoteca da Ribeira Grande, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, a brochura Educar para a Energia, trabalhada no âmbito da disciplina de Projectos de Intervenção Ambiental do Mestrado em Educação Ambiental do Departamento de Ciências da Educação e Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Com a brochura os autores, Teófilo Braga, Cláudia Tavares e Helena Primo, desafiam as escolas dos Açores a fazerem um diagnóstico energético mais completo do que o que é feito no âmbito do Projecto Eco-Escolas e apresentam fichas de apoio ao ensino/aprendizagem da energia. Todos os pedidos de exemplares deverão ser feitos aos Amigos dos Açores- Associação Ecológica, Av. da Paz, 14, 9600-053 PICO DA PEDRA.

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segunda-feira, janeiro 12, 2009

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local será realizado em São Tomé e Príncipe

Será realizado, de 4 a 9 de abril, em São Tomé e Príncipe, o 1° Encontro Internacional de Desenvolvimento Local. O objetivo é reunir especialistas de diferentes áreas para refletir sobre estratégias de desenvolvimento das comunidades locais, assim como incentivar a troca de experiências, tanto prática quanto conceitual, sobre desenvolvimento econômico. O encontro pretende abrir espaço também a debates sobre a implementação e o desenvolvimento de projetos comunitários promotores de mudanças sociais e de caminhos e soluções para romper bolsas de pobreza. A organização do evento é coordenada pela Associação RoçaMundo, em parceria com o Centro de Estudos Africanos [CEA/ISCTE], o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores [CES-UA], a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental [Nerea-Investiga] e a Universidade Autónoma de Lisboa [UAL]. As inscrições para a participação com apresentação de trabalhos encontram-se abertas até o dia 6 de fevereiro. Interessados/as devem enviar ficha de inscrição, acompanhada de resumo para Olavo Amado, responsável pelo secretariado do evento, nos seguintes endereços roca.mundo7@gmail.com ou ceiarte@cstome.net. Informações sobre o encontro estão em http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009.
(In Notícias da Rets)

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sábado, dezembro 20, 2008

1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local

O 1º Encontro Internacional de Desenvolvimento Local terá lugar em São Tomé e Príncipe entre 4 e 9 de Abril de 2009. A Organização do evento é coordenada pela Associação RoçaMundo (Prof. Isaura Carvalho), em parceria com o Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE), o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES-UA), a Associação Internacional de Investigadores em Educação Ambiental (NEREA-Investiga) e a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).
As inscrições para a participação com apresentação de trabalhos nos workshops encontram-se abertas, devendo os interessados, até ao dia 6 de Fevereiro, enviar para o Secretariado a respectiva ficha de inscrição acompanhada pelo resumo.

Secretariado: Olavo Amado (roca.mundo7@gmail.com ou ceiarte@cstome.net).
As informações podem também ser solicitadas através do contacto com os representantes da Organização:
Isaura Carvalho- ita.lpcarvalho@gmail.com
João Carlos Silva - ceiarte@cstome.net
Brígida Rocha Brito - brigidabrito@gmail.com
Joaquim Ramos - j.ramos.pinto@nerea-investiga.org
Ana Cristina Palos - cpalos@uac.pt
A Página Web do Encontro está on-line e disponível para consulta, recolha de informações e download de documentos.
Podem optar por duas formas de acesso (é aconselhável a digitalização completa do endereço):
http://www.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/
ou
http://s1.webstarts.com/desenvolvimentolocalstp2009/

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segunda-feira, dezembro 08, 2008

Considering relationships of words, thoughts, and “knowledge”: Following ecological principles to enhance research and education

Considering relationships of words, thoughts, and “knowledge”: Following ecological principles to enhance research and education
Alison L. Neilson, Rosalina Gabriel, Luzia Cordeiro Rodrigues, and Ana Moura Arroz. Background/Question/Methods
In asking how to transmit enhanced understandings, we ignore the inherent complexities of human ecology and limit rather than further ecological thought, research and education. Instead, we need to study human knowledge and education in the same fashion as we study ecology, namely be concerned with “the relationships between organisms and their past, present, and future environments…includ[ing] physiological responses of individuals, structures and dynamics of populations, interactions among species, [and] organization of biological communities” (ESA website). This work discusses two studies which take such an ecological approach using qualitative methods including free expression, photographs, drawings, semi-structured and narrative interviews, and meditative visualizations. Researchers followed phenomenografic and narrative arts-based approaches. The first study looked at how children experience the environment. The research was carried out on Terceira Island (Azores, Portugal) with 75 fourth grade children from rural backgrounds and parents with few years of formal schooling. The second study investigated how adults understand their work as environmental educators. It included educators from Tanzania, Paraguay, Colombia, Brazil, Iran, and Canada who take a social critical approach to the environment.
Results/Conclusions
The first study showed similar trends as in other research, i.e., most of the children seem to visualize the environment as a determined space. However, a small percentage of the children, 7.3%, clearly showed a complex understanding in which they are embodied as part of the environment. Unlike research which points to experiences “in nature” as important for inspiring environmental pursuits, the second study broadened the inclusion of people, ideas and events as important. It also points to the ways power operates within research: the power of the words used to ask questions dictate responses; the power of the researcher’s presence upon the participants’ input; and the power of words, images and concepts to keep researchers and educators from being cognizant of complex understandings. These two studies suggest that researchers need to be self-reflexive about their ability to hear what children and adult participants are saying. Research and education methods, which move beyond “subject” and “object” in language, are needed if we want to hear something other than environment being portrayed as object or place.
This work explore the methodologies used and the relationship between these two research projects and the implications for enhancing ecological thought, research and education.

(In the 93rd ESA Annual Meeting)

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