sexta-feira, julho 17, 2009

Educação Ambiental e desenvolvimento regional – A adolescência e a cultura da vinha

Maria Teresa Lima, L. Silva e João Neves apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Educação Ambiental e desenvolvimento regional – A adolescência e a cultura da vinha".

A produção da casta de Verdelho nos Biscoitos (Terceira) está muito diminuída devido às transformações populacionais das últimas décadas. Mais ou menos 85% da área de vinha está abandonada. A parte que é cultivada depende das gerações mais antigas, pois, a mão-de-obra jovem e adolescente praticamente não existe. De facto, adolescentes, jovens e quase todos os adultos menos idosos, não se interessam pela cultura da vinha. Mas há um valor a conservar e sendo possível a recuperar. Neste sentido, a Universidade dos Açores em pareceria com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos, através do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITAA), e ainda com o apoio da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, lançaram um projecto com vista a salvar estes valores. Ele está a decorrer naquela Escola e em trabalhos de campo em vinha, com a finalidade de sensibilizar crianças e adolescentes para esta cultura.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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sexta-feira, junho 12, 2009

Alcatra pode vir a ser certificada

A alcatra, prato típico da ilha Terceira poderá vir a ser certificada, o anúncio foi feito na passada segunda-feira, no seminário “Gastronomia e Turismo”, por Duarte Fournier, da Confraria da Alcatra da ilha Terceira. Duarte Fournier sublinhou a aposta na preservação deste prato tradicional da Terceira e alertou para que os restaurantes mantenham a confecção tradicional, bem como a apresentação e o acompanhamento.Segundo o adjunto da presidência do município da Praia da Vitória, Carlos Armando Costa, todos os intervenientes no seminário sublinharam a necessidade de haver uma maior “aposta nos produtos regionais”. A professora da Universidade dos Açores, Maria Teresa Lima, falou da importância do vinho verdelho dos Biscoitos e alertou para a presença do mesmo, bem como de outros vinhos regionais, nas primeiras páginas das cartas dos restaurantes.José Eduardo Toste, da Associação Regional de Turismo, referiu o Plano Estratégico de Animação Turística como forma de aumentar o tempo de permanência dos turistas na ilha.Verónica Bettencout, da direcção regional do Turismo, anunciou o lançamento, dentro de dias, do roteiro gastronómico da ilha Terceira, que reúne uma lista de restaurantes, com uma selecção anual, de acordo com vários critérios, como a acessibilidade, a qualidade da ementa, entre outros.Carlos Armando Costa destacou o papel das autarquias no turismo, tendo afirmado que“vamos passar a ter biscoitos de honra”, salientando a aposta no que é regional.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, junho 10, 2009

É preciso divulgar os vinhos regionais

Maria Teresa Lima, professora universitária do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores defende que é preciso divulgar os vinhos regionais.

“O vinho é já um produto turístico, no entanto é necessário que haja uma maior aposta na divulgação”, avança a professora do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (UAC), Maria Teresa Lima.A afirmação vem na sequência do seminário, que decorreu durante a tarde de ontem no Auditório do Ramo Grande, sobre Gastronomia e Turismo.Maria Teresa Lima falou neste seminário a propósito do vinho enquanto produto turístico, realidade que afirma existir, mas que, ao mesmo tempo, “necessita de maior divulgação e de pessoas com formação, no ramo da hotelaria, para que tenhamos um turismo com qualidade”.A propósito, refere que a universidade tem já desenvolvido, nos últimos anos, projectos sobre o tema, dos quais um com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos, desde 2007, que tem como objectivo, segundo a mesma, “criar uma relação afectiva entre os adolescentes e a vinha”; refere ainda o projecto INTERREG, com a participação dos Açores, Madeira e Canárias, que Maria Teresa Lima considera “ter dado uma noca dinâmica ao vinho”.Um dos pontos em destaque na apresentação da professora da UAC foi o consumo do vinho, que defende que “deve ser moderado e ter em conta o desenvolvimento sustentável”.“Não há escolhas taxativas na escolha de um vinho para acompanhar uma refeição, tudo depende dos gostos de cada um”, explica, acrescentando que “um prato deve ser confeccionado com vinho de boa qualidade e de preferência acompanhado pelo mesmo”.Maria Teresa Lima falou ainda sobre o “o jogo social à volta do vinho”, no que diz respeito à escolha do mesmo, “antes feita pelos homens, mas agora também pelas mulheres”.Defende que “as cartas de vinhos devem ser apelativas e organizadas e devem ter vinhos regionais”, o que “não acontece numa grande maioria dos restaurantes”.
Alcatra

A origem, tradição e preservação da alcatra foi outro tema do seminário, abordado por Duarte Fournier, da Confraria da Alcatra da ilha Terceira, que define este prato como “o único típico a nível regional”.A importância de “manter e incentivar o consumo deste prato, consumido em épocas festivas, mas não só,” é afirmada por Duarte Fournier, que fez uma abordagem das teorias sobre a origem da alcatra.

(in Diário Insular)

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domingo, junho 07, 2009

NO PRÓXIMO DIA 08 Praia da Vitória discute gastronomia e turismo

Gastronomia e Turismo” será o tema do debate organizado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória a ter lugar no Auditório do Ramo Grande, no princípio da noite do próximo dia 08 de Junho.
No programa deste seminário estão previstas intervenções da Confraria da Alcatra da Ilha Terceira sobe a “ Origem, tradição e preservação da Alcatra da ilha Terceira”, de Maria Teresa Lima, professora de Ciências Agrárias na Universidade dos Açores sobre o tema “ O vinho como produto turístico” e de João Catalão do Instituto de Negociação e Vendas subordinada a “ Os produtos regionais como marca local”.
O final das intervenções está a cargo de José Eduardo Toste, director da Associação Regional de Turismo e de Verónica Bettencourt, da Direcção Regional de Turismo que irão falar da importância da gastronomia no turismo. Após estas duas intervenções será aberto um espaço de discussão pública, encerrando o seminário com uma degustação de produtos regionais marcada para as 21h20.
A abertura dos trabalhos está agendada para as 19h00 com a sessão de abertura presidida por Carlos Costa, adjunto da presidência da autarquia da Praia da Vitória.

(in A União)

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terça-feira, maio 05, 2009

Professora Beatriz Oliveira

Professora Doutora Maria Beatriz Prior Pinto Oliveira, docente na Faculdade de Farmácia no Porto e responsável pelo Serviço de Bromatologia, veio à Região Autónoma dos Açores, ilha Terceira, para participar no 9.º Encontro de Química dos Alimentos. Encontro organizado pelo Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, em associação com a Sociedade Portuguesa de Química. Evento que trouxe personalidades nacionais de grande relevância (mais de 120 congressista) a Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial da UNESCO.A Professora Beatriz Oliveira apresentou uma comunicação intitulada “Sustentabilidade no Sector dos Óleos Alimentares”. A 3 de Março de 2009, fez parte da organização do encontro, com 418 participantes, denominado “Segurança à Qualidade dos Alimentos” que teve lugar no Auditório do Instituto Superior de Engenharia do Porto.
A Professora Beatriz Oliveira esteve na freguesia vinhateira dos Biscoitos, visitando a Região (De)marcada e o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. na companhia da Professora Doutora Maria Teresa Lima, docente no Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. De referir que a Professora Teresa Lima foi reeleita há poucos dias Presidente da Assembleia-geral da Adega Cooperativa dos Biscoitos. Associação de produtores, aquando da realização do “Atlântida”, programa da RTP – Açores, transmitido em directo do Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. Espaço que foi cedido pela família Brum à organização do popular programa. Aliás, sempre aberto a quem o deseje visitar Não se paga nada para entrar, nem sair do museu!
(in Bagos D'Uva)

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quarta-feira, agosto 27, 2008

Vinhos dos Biscoitos e Almeirim

António Martins Barreira, natural de Almeirim, bacharel em Gestão Agrícola com licenciatura em Gestão de Cooperativas Agrícolas, pós graduação em Enologia, esteve ontem na Região (De)marcada dos Biscoitos. Acompanhou-o a Professora Doutora Teresa Lima, da Universidade dos Açores – Campus de Angra do Heroísmo. Começaram por visitar a centenária Casa Agrícola Brum Lda. e o Museu do Vinho dos Biscoitos, também propriedade da família Brum. Aí o enólogo Barreira teve ocasião de partilhar conhecimentos com António Fernando Espínola Godinho, Mestre Adegueiro dos Brum e de apreciar o mais procurado vinho dos Açores: o branco “Donatário”. Também apreciou o branco “Da Resistência” e o generoso “Chico Maria”, vinhos produzidos e engarrafados pela Casa Brum, com base em uvas da casta “Verdelho dos Açores” e “Terrantez da Terceira”, de vinhas situadas na Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha dos Biscoitos (orla marítima).
Depois de terem estado no Museu do Vinho dos Biscoitos, da independente Casa Agrícola Brum Lda., a Professora Teresa Lima conduziu o Engenheiro Barreira até ao local onde está sediada provisoriamente a Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.


Segundo a Professora Teresa Lima, Presidente da Assembleia-Geral daquela associação de produtores, no próximo dia 5 de Setembro, será inaugurado o barracão, trampolim para as já anunciadas instalações definitivas.
Ainda nos Biscoitos o Eng.º António Barreira foi recebido na Sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, pela Dr.ª Teresa Lima, Grão- Escanção daquela associação de Enófilos.
O Eng.º António Barreira está à testa da Casa Agrícola Barreira, em Almeirim, que provém do seu bisavô, Joaquim Pereira Barreira e continuada pelo avô, António Duarte Barreira e seu pai Armando Jorge Martins Barreira.
A exploração, agora administrada pela 4ª geração dos Barreira, ocupa uma área de 40 hectares de vinha estando actualmente reestruturada cerca de 60% com as castas tintas: Piriquita (Castelão Francês); Shyraz; Cabertnet-Sauvingon e Alicante Bouchet. E ainda com as castas brancas: Fernão – Pires; Arinto; Tália; Alvarinho e Chardonay.
Segundo o Enólogo Eng.º António Barreira (funcionário do Crédito Agrícola Seguros, como gestor de seguro de colheitas): espero num futuro próximo iniciar um processo de engarrafamento de vinho produzido pela própria produção.
O enólogo António Barreira adiantou-nos: estamos na fase de testes de micro vinificação de forma a mostrar o tipo de vinho que será obtido a partir das castas seleccionadas. Será na comemoração do centenário da Casa Agrícola Barreira?

(In Bagos d'Uva)

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quarta-feira, julho 09, 2008

Rencontrar a vinha dos avós

“Reencontrar a Vinha dos Avós” foi o tema da comunicação proferida pela Profª Teresa Lima, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, aquando da realização do Congresso Internacional, “A Voz dos Avós: Migração e Património Cultural” que decorreu em S. Miguel, Ponta Delgada. Foi organizado pela Universidade de Toronto e a Universidade dos Açores. A Doutora Manuela Marujo, directora do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Toronto foi a coordenadora do Encontro. A Doutora Rosa Simas do Departamento de Línguas da Universidade dos Açores foi também organizadora deste evento.
O congresso contou ainda com a colaboração California State University, Stalisnaus, Center for Portuguese Studies, Univ. Federal Santa Catarina, Brasil, Université Paris X-Nanterre, Centre de recherches interdisciplinaires sur le Brésil et le monde lusophone, York University, Toronto.
A cerimónia de abertura foi presidida pela Doutora Manuela Barroso e contou também com a presença do Magnifico Reitor da Universidade dos Açores, Professor Doutor Avelino Meneses. Segundo a Doutora Manuela Marujo, “Numa altura em que a vida familiar, sobretudo as relações entre pais e filhos, está cada vez mais sujeita às exigências da vida profissional, a relação estabelecida entre avós e netos assume um significado especial. Esse significado adquire ainda maior relevo nas famílias deslocadas do seu país de origem. Este Encontro teve como objectivo reflectir sobre o papel dos avós migrantes. Poucos estudos e obras literárias se têm debruçado sobre a questão das relações entre avós-netos, particularmente no que diz respeito a famílias migrantes. O nosso propósito foi reunir académicos e estudiosos, nas várias áreas do conhecimento, que se quiseram debruçar sobre temas ligados ao papel dos avós: a preservação da língua de origem, a passagem dos valores, das tradições e do património cultural foi apenas alguns dos temas apresentados.”
A comunicação apresentada pela Prof Teresa Lima fez parte do painel História e Património. Ela foi fruto do projecto “ Vinhas da Terceira/Uma experiência nos Biscoitos”. Dela transcrevem-se algumas partes. Na primeira metade do séc. passado a área total de vinha nos Biscoitos era de 120 ha e cerca de 80 % eram tratadas. Actualmente a área cultivada é de cerca de 20 ha. Cerca de 85 % das suas vinhas estão abandonadas e ameaçadas pela construção imobiliária.Assiste-se a uma diminuição progressiva da cultura da vinha e do vinho devido a vários factores. Antigamente, quem cultivava a vinha era a população normal: uns eram possuidores, eram eles e as famílias, e também havia muita mão-de-obra paga. Existiam trabalhadores de vinha e alguns deles eram sazonais. A cultura da vinha e do vinho constituía uma das ocupações significativas da população dos Biscoitos.
Esta situação mudou, inicialmente, com a emigração da década de sessenta do século passado. Por um lado, muitos dos proprietários emigraram o que acarretou já o abandono de muitas vinhas (décadas de 60, 70 e 80). Por outro lado, simultaneamentee, muitos trabalhadores de vinha também emigraram. Começou assim a sentir-se a falta de mão-de-obra. Em continuação disto, houve o progresso geral das populações que também atingiu de alguma forma aqueles que trabalhavam as vinhas. Foi mais um factor para a recente situação.
Nunca se deixou totalmente de cultivar algumas vinhas, mas têm sido essencialmente os poucos produtores que fazem o trabalho. Claro que haverá um ou outro assalariado, alguns sazonais. Segundo informação actualmente existem 4 assalariados de vinhas nos Biscoitos. Mais recentemente alargou-se a escolaridade obrigatória até aos 16 anos. Este facto faz com que as novas gerações vivam totalmente, ou quase, distantes deste tipo de actividades. É que crianças e adolescentes não tomam parte nas tarefas da vinha e do vinho. E por isso não aprendem a fazer e muito menos a amar. Há necessidade de criar nas novas gerações, os netos daquela gente, o gosto por esta herança cultural e a participação prática e actuante na vinha. Esta pode ser um “hobbie”, uma actividade secundária, um extra. De uma maneira geral estas novas gerações não costumam trabalhar, muito em especial no que diz respeito à agricultura, e ainda menos à vinha.
O trabalho da vinha é todo manual e difícil. É dos mais difíceis que há na actualidade e só um contágio afectivo e um contacto inteligente, e cuidado, com a vinha e o vinho é que podem conduzir as novas gerações a ligar-se a essa actividade. Portanto, deve reconhecer-se que nestas novas gerações há uma mentalidade distante da vinha e do vinho porque significa sacrifícios. Os novos não pensam que podem ou devem fazer alguma coisa neste sector. Quando muito é para os “outros” e não para eles. Acresce que estas novas gerações encontram tudo feito e disponível no mercado. Ou ainda pior, em casa e à mesa. Por isso mesmo, eles não pensam que haja alguma coisa a fazer neste campo e, muito menos, por eles. Residentes nos Biscoitos, entre os 10 e 19 anos, existem cerca de180 adolescentes e jovens. Trata-se de uma massa humana crescente em número, em afastamento, bem como em desvalorização da vinha e do vinho. É que, daqui a 10 anos, os actuais serão adultos, ou quase, e atrás deles haverá mais jovens, adolescentes e crianças, e praticamente nenhuns avós.
Daqui nasce o grande problema de modificar a situação e fazer com que ela melhore e se torne contributiva para estas vinhas e este vinho. E por quê? De imediato trata-se de um valor histórico, ambiental e cultural. E até turístico. Mas muito mais do que isto, há necessidade de valorizar as fontes de riqueza local e regional. Talvez não faça sentido pensar-se a nível nacional devido às nossas limitadas dimensões. Mas dado o desenvolvimento actual da tecnologia dos vinhos, a produção de diferentes tipos de vinhos de qualidade nos Biscoitos, acarretará vantagens ao menos ao nível económico daquela localidade. E claro, para a Ilha Terceira. Contribuirá ainda para a nossa micro economia.Além disso, deve pensar-se que é de prever que para o futuro haverá necessidade de muitas pessoas se ocuparem em trabalhos físicos. Por um lado, serão alguns e algumas que não encontrarão escoamento profissional noutros sectores.Por outro lado, é sempre crescente o número de pessoas empregadas em “serviços” mas que precisam de complementos de actividade. Para bastantes serão “hobbies” de grande valor psicológico e familiar, uma ocupação de tempos livres e recursos de actividade física. Todavia haverá também muitas outras pessoas que terão necessidade de alguma fonte extra de rendimento para tornar possível, ou facilitar, a sua economia doméstica. Assim, as vinhas dos Biscoitos podem prestar um grande serviço físico, psíquico, económico, cultural, ambiental e paisagístico. No sentido de sensibilizar as crianças para a cultura da vinha e do vinho a Universidade dos Açores por iniciativa de Teresa Lima está a desenvolver um projecto intitulado “As vinhas da Terceira/Uma experiência nos Biscoitos – Quinta à Biscoitinha”. Arrancou-se com este projecto em Março de 2007. Em primeiro lugar havia necessidade de dispormos duma vinha, nesse sentido contactou-se o Chefe do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira, Eng.º José António Ávila, que de imediato nos disponibilizou esse espaço. Disponibilizou também o Técnico António Fernando Espínola Godinho para ensinar as práticas vitivinícolas. Seguidamente necessitava-se das crianças. Nessa ordem contactou-se a direcção da Escola Básica Integrada dos Biscoitos (EBIB) que também aceitou estabelecer uma parceria com a Universidade dos Açores.
A experiência decorreu com uma turma do 5º ano de escolaridade. Eram 14 alunos (8 meninas e 6 meninos). A presença das meninas é crucial, tendo em conta o significado que tem o pensar e o actuar do sector feminino nas famílias e nos ambientes. As mulheres são um grande factor de mentalização, de contágio, de participação e actuação. Mais tarde, como educadoras dos filhos, estas meninas que agora participam nesta experiência, criarão uma atmosfera de gosto e ligação afectiva e física à vinha e ao vinho.
Este trabalho continua com esta turma, agora no 6º Ano, e que conta com mais oito alunos. E uma nova turma do 5º Ano com 20 alunos. Pretende-se que estes alunos acompanhem toda a actividade da vinha e laboração do vinho do 5º ao 9º Ano de escolaridade. A Profª Cecília Terra da EBIB, licenciada em História, é a responsável pela turma do 6º ano. A esta docente juntaram-se as Professoras Clara Rodrigues e Vânia Oliveira, licenciadas em História e em Biologia respectivamente. Elas acompanham a turma do 5º ano. Há que executar um enorme investimento mental e actuante de informação, formação e exercitação de modo a que os objectivos sejam conseguidos, ou seja, criar um desenvolvimento de mentalidade, empenhamento, um saber-fazer para que a vinha seja cultivada, mantida e desenvolvida. É crucial transmitir a estas crianças que não se pode aprender só a brincar, mas é necessário trabalhar para conseguir uma aprendizagem eficiente e profícua. Na época das vindimas poderiam trabalhar numa vinha, não como brincadeira, mas como uma tarefa necessária e útil.
A abertura e o grande valor deste projecto manifestam-se nalgumas das diferentes impressões dos alunos envolvidos na experiência:
“Olá, eu sou o Paulo e acho o projecto interessante porque aprendo mais e mais tarde posso ensinar os meus filhos.”
Paulo Barcelos
“Tenho adorado este projecto porque, para além de ser ao ar livre, aprende-se muitas coisas.
Até o meu avô que já é lavrador há muitos anos fui com ele à vinha para ajudá-lo e chamei a atenção para várias coisas que nem ele sabia.
Este projecto serve para melhorarmos o Ambiente.”
Maria Clara Costa
“Eu acho que o objectivo deste projecto com a Universidade dos Açores é bom para nós. Podemos saber mais: como se poda, enxertos, tipos de vinhas e assistir aos estados fenológicos.
Se a professora só falasse na vinha sem a gente ver era uma seca mas, a professora, leva-nos a ver pessoalmente e assistir a tudo.”
Bruno Lourenço
No que se refere às actividades desenvolvidas pelos alunos ao longo dos anos de 2007 e 2008 ficam aqui alguns registos fotográficos da autoria de Teresa Lima.
CONCLUSÃO
Estas experiências representam uma gota de água no oceano de trabalhos que terão de ser desenvolvidos pela Universidade dos Açores, a Escola Básica Integrada dos Biscoitos e a Secretaria Regional de Agricultura e Florestas. Os professores e técnicos destas Instituições têm consciência disso. O entusiasmo e atmosfera que se criou entre os docentes, técnico e alunos são grandes, sendo um catalisador importante para a abertura das mentes dos netos e também dos avós. Recorde-se que o nosso lema será abrir a mente das gerações novas para a descoberta da importância da existência da vinha, através da instrução, participação, actuação, trabalho, para que este sector no futuro seja continuado e implicativo. Em suma, criar uma forte ligação afectiva e física à vinha e ao vinho dos Biscoitos.

(In Bagos D'Uva)

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domingo, junho 29, 2008

Wine Festival em São Miguel

Decorreu entre 12 a 14 de Junho, em Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o Wine Festival. O festival foi organizado pela Angular XXL e Megasensus, empresas de organização de eventos de Ponta Delgada e Évora respectivamente. Neste evento estiveram presentes mais de duas dezenas de produtores de vinho e cerca de uma centena de marcas.
Foi um sucesso graças ao empenho e dedicação dos seus promotores, Dr.ª Margarida Gomes, Dr. Mário Luís e Dr. Francisco Silveira da parte da Megasensus e Angular XXL respectivamente. Os vinhos de Verdelho da Ilha Terceira estiveram presentes pela mão da Profª Teresa Lima.
A abertura oficial do Wine Festival foi presidida pelo Secretário Regional da Economia, Prof. Duarte Ponte. Nesta abertura oficial, a convite da comissão organizadora, teve lugar uma palestra proferida pela Profª Teresa Lima, sobre “Situações Históricas e Simbologia do Vinho”.
Na cerimónia de abertura, o Secretário Regional de Economia chamou a atenção para o facto do vinho ser um produto turístico. “Quem vêm aos Açores quer levar um produto que seja típico” disse Duarte Ponte que fez notar que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham nas rotas do vinho. Estas afirmações foram corroboradas por Teresa Lima. Segundo esta docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Esta aproveitou também para dizer que foi a Universidade dos Açores através de um projecto da iniciativa e responsabilidade da mesma professora, que trouxe pela primeira vez para esta Região uma nova dinâmica de pensar o vinho como um produto turístico. Este projecto do âmbito do INTERREG III B – Açores-Madeira-Canárias contou com o apoio do FEDER. Ele chamava-se “O Vinho como Produto Turístico”, o acrónimo era o ENOTURMAC. Teresa Lima disse ainda que o projecto se desenrolou em 4 Ilhas: Terceira, Graciosa, Pico e S. Miguel. E referiu que foi nesta última que a mensagem do ENOTURMAC foi verdadeiramente captada, pois a partir do encerramento deste projecto, e graças ao espírito empreendedor dos micaelenses, muitos eventos têm acontecido dentro desta temática, sendo o Wine Festival o culminar de todos eles.

(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, junho 17, 2008

Produtores açorianos de vinho apostam na expansão

Mais de duas dezenas de produtores de vinho estão presentes no "Açores Wine Festival", a decorrer até 14 de Junho, no Teatro Micaelense, por iniciativa das empresas Angular XXL e MegaSensus.
Na mostra de vinhos, onde esteve representada cerca de uma centena de marcas, os visitantes poderam testar e descobrir o paladar de vinhos produzidos em várias regiões do país, incluindo os Açores, bem como de coktails vínicos, e participar em demonstrações de culinária com os melhores chefes em actividade em Ponta Delgada. Na sessão de abertura do evento, Francisco Silveira, da Angular XXL, sublinhou a “variedade, qualidade e quantidade de produtores presentes”. Na mesma ocasião, o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, realçou que a iniciativa, inédita nos Açores, tem duas mais-valias. Por um lado, “os hoteleiros podem ter contacto com vinhos que desconhecem” e, por outro lado, os produtores podem aproveitar a iniciativa para “contactar com pessoas que tenham outra experiência, não só na produção, como na comercialização”. Disse Duarte Ponte que os Açores “têm produtos já de algum significado” e elogiou o trabalho “notável” que tem sido feito no Pico, mas também na Terceira, lembrando ainda que há outras ilhas com potencial na produção de vinho, nomeadamente São Miguel, Santa Maria e Graciosa - esta última em processo de recuperação. O secretário regional da Economia chamou a atenção para o facto de o vinho ser “um produto turístico. “Quem vem aos Açores quer levar um produto que seja típico”, disse Duarte Ponte que acrescentou ainda que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham as rotas dos vinhos. Afirmações corroboradas por Teresa Lima, professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, convidada para a palestra de abertura do evento. Segundo Teresa Lima, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Açores à procura da expansão Manuel Serpa, da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, admitiu, à margem do evento, que “faltava uma iniciativa destas aqui nos Açores, pois apesar de não termos muitos vinhos, já temos vinhos de qualidade” e “estamos numa fase em que precisamos de expandir os vinhos que temos”, referiu. Segundo Manuel Serpa, a Região apostou primeiro na qualidade e no aumento de produção, agora é preciso apostar na expansão da comercialização. Como fez questão de sublinhar o responsável pela comissão que decide que vinhos estão em condições de obter a certificação,“os Açores estão em condições de mostar alta qualidade”, em especial no que se refere aos vinhos brancos. E em termos de capacidade de produção, considera que é suficiente, pois diz, “produzimos à nosa dimensão”. Na sua opinião, a certificação tem sido fundamental, “porque exige que se dêem passos que ajudam o próprio vinho”. Actualmente, estão certificados 16 vinhos dos Açores, sendo certa a obtenção da certificação, ainda este mês, de pelo menos mais um vinho. Como referiu também Margarida Gomes, da Mega Sensus, a decisão de organizar nos Açores um evento desta natureza, partiu precisamente da percepção de que “havia aqui potencial turístico”. Além disso, sublinhou a responsável, perceberam também que, por um lado, existiam “vinhos dos Açores interessantes e diferentes, ainda com pouco reconhecimento”, e por outro lado, “um grande défice de conhecimento sobre os bons vinhos nacionais”.
(In Paula Gouveia, Açoriano Oriental)

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domingo, junho 15, 2008

Detecção Remota com Aplicação à Previsão de Colheitas de Uvas com Dados Obtidos por Satélite

A Dr.ª Lisa Silva é uma jovem terceirense, recém licenciada em Química pela Universidade do Porto, assistente das aulas práticas das disciplinas de Química Geral e Inorgânica e Química Analítica do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e da Universidade do Porto. A Profª Teresa Lima é a responsável pela leccionação teórica das referidas disciplina.
A Dr.ª Lisa Silva está também a preparar uma tese de mestrado no Departamento de Química, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. A tese é sobre “Detecção Remota com Aplicação à Previsão de Colheitas de Uvas com Dados Obtidos por Satélite”.
A Drª Lisa e o aluno Hugo numa aula prática de Química Geral e Inorgânica no Laboratório de Química Geral eAnalítica dos alunos do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (CMICF).
Para além da colaboração nas práticas do CMICF, a Dr.ª Lisa Silva também colabora na formação dos alunos do PROFIJ que se encontram a estagiar no Laboratório de Enologia e Laboratório de Química Geral e Analítica, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

(In Bagos D'Uva)

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sábado, junho 14, 2008

Festival de Vinhos dos Açores



Mais de cem vinhos portugueses estão presentes no festival que decorre no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.

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sexta-feira, junho 13, 2008

Wine Festival

De 12 a 14 de Junho, decorre, em Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o Wine Festival. O festival é organizado pela Angular XXL e Megasensus. Neste evento vão estar presentes vinhos regionais e nacionais.
Os vinhos de Verdelho, da Região Vitivinícola dos Biscoitos, de vários produtores/ engarrafadores particulares e a Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L. irão marcar presença neste acontecimento.
As adegas particulares que colaboram são: Casa Agrícola Brum Lda. (Museu do Vinho), Pedras de Lobo, Quinta das Vinhas, Santa Iria, Vinha Branca.
A Profª Teresa Lima, docente na Universidade dos Açores e a Dr.ª Lisa Silva, estagiária na mesma Universidade, elaboraram um cartaz para assinalar a presença dos únicos vinhos de Verdelho existentes nos Açores e também na Macaronésia.
A Professora Teresa Lima irá conduzir as provas dos vinhos dos Biscoitos e proferirá uma palestra intitulada Situações Históricas e Simbologia do Vinho.

(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, junho 10, 2008

Na rota do vinho Calatayud

Aquando da sua estada na Universidade de Saragoça através do ERASMUS, em Abril pp, o Professor Catedrático Juan Cacho proporcionou à Professora Teresa Lima, docente na Universidade dos Açores, e co-fundadora e Grã-Escanção da Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos, uma visita à Região Vitivinícola de Calatayud.
É uma terra muito interessante com uma arquitectura soberba, marcada pela influência das culturas que balizaram a sua história e marcaram um estilo de vida próprio. Os povos iberos, romanos muçulmanos, judeus e cristãos marcaram profundamente toda a Província de Saragoça e neste caso Calatayud. A arte mudéjar de raiz islâmica foi aplicada durante muitos séculos depois do domínio árabe em templos e conventos cristãos e em edifícios civis. Ela está muito presente em Calatayud.


A paisagem maravilhosa da província de Saragoça é muito marcada pela cultura da vinha.
Na Denominação de Origem Controlada de Calatayud, a altitude das vinhas entre os 550 m e 880 m, sobre o nível do mar, condicionam uma cultura com um índice de pragas e doenças muito baixo, o que exige menos tratamentos e obtendo-se uvas muito naturais.
O rigor do clima, a escassa pluviosidade e as grandes diferenças de temperatura entre a noite e o dia na época da maturação, diminuem a produção e consequentemente aumenta a qualidade da uva vindimada. A maturação da uva processa-se de um modo muito lento, o que permite produzir vinhos sem excesso de álcool e com uma acidez muito equilibrada. Os solos da Comarca de Calatayud, com alto conteúdo em rochas calcárias, são formados por materiais pedregosos, rolados, procedentes das serras próximas, acompanhadas muitas vezes por argilas avermelhadas. A variedade predominante é a “Garnacha tinta” seguida da “Macabeo branca”. Outras variedades são cultivadas mas em menor proporção, nomeadamente tempranillo, garnacha branca, chardonnay, cabernet sauvignon, merlot, entre outras.
O Enólogo Manuel Castro fez-nos degustar dois vinhos: “Albada”, branco, elaborado com 100% da variedade Macabeo, e o “Albada Calatayud Superior”, tinto, elaborado também com 100 % da casta Garnacha.
Esta última variedade que produz vinhos excelentes é originária da Província de Saragoça.
O nome “Albada” é alusivo às canções que cantavam os agricultores ao amanhecer.
Esta adega produz também brancos, rosés e tintos com a marca “Cruz de Piedra”. Este nome deve-se às cruzes que existem nos vinhedos desta região que marcavam o Caminho de Santiago.
Todos estes vinhos são produzidos com uma tecnologia moderna, mas mantendo a tradição e sabedoria dos seus antepassados. São vinhos muito frutados, equilibrados e persistentes.
Após esta visita, os dois professores foram almoçar à cidade de Calatayud, ao restaurante da “Hospedaria Mesón de La Dolores”. A “Hospedaria Mesón de La Dolores” constitui um marco histórico ímpar, no centro de Calatayud. Dolores foi uma extraordinária mulher que viveu no séc. XIX, e como tal, sujeita às leis da vida, com os seus altos e baixos, com suas grandezas e fragilidades. O facto de viver numa época conflituosa, cheia de ressentimentos colectivos e de intransigências fez com que a sua própria vida fosse mediatizada pela ambição do pai e de um marido que disputaram a sua herança. O povo difamou-a, acusando-a de ter um amante. Com esta ligação anónima, que se alargou a todos os âmbitos, começou-se a forjar a fama da Dolores. É extraordinária a quantidade riquíssima e variada de património cultural em torno desta lendária personagem. Segundo Antonio Sánchez Portero, o seu número ultrapassa as duzentas obras e algumas de grande qualidade, nomeadamente composições musicais, filmes, teatros, novelas.
Durante o almoço neste ambiente mítico, a variedade Garnacha tinta bem como a tecnologia do “Albada Calatayud Superior” foram verdadeiramente apreciadas.
(In Bagos D'Uva)

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sexta-feira, junho 06, 2008

Intercâmbio entre a Universidade dos Açores e a Universidade de Sargoça

A Profª Teresa Lima, docente na Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias, Laboratório de Enologia, em Abril pp esteve em Terras da Rainha Santa Isabel, Aragão, mais concretamente na Universidade de Saragoça.
Esta viagem realizou-se no âmbito do “ Lifelong Learning Programme – ERASMUS”. Contou com o apoio do GRI – Gabinete de Relações Internacionais da Universidade dos Açores.

O objectivo desta deslocação foi a colaboração na distribuição da docência de doutoramento e preparação de trabalhos conjuntos no Departamento de Química Analítica/Grupo de Cromatografia/ Laboratório do Aroma e Enologia.
O Professor Catedrático Juan Cacho, Químico e Enólogo, é o director deste Grupo e Laboratório. É o melhor especialista neste domínio na Península Ibérica, e um dos melhores da Europa. Este distinto investigador, apesar de ser uma pessoa muito ocupada e solicitada, gosta profundamente de ensinar. A docente Teresa Lima sente muita admiração e aprecia muito a investigação desenvolvida pelo Prof. Juan Cacho.
Durante uma semana, partilharam-se aulas sobre a realidade do actual sector vitivinícola dos Açores e comparou-se com a existente em Aragão.
Discutiu-se a metodologia analítica mais apropriada para as análises qualitativa e quantitativa dos aromas dos vinhos com especial ênfase em olfactometria e separação de grupos de aromas por HPLC.
O objectivo fundamental da deslocação alcançou-se plenamente. Consolidaram-se as relações entre a Universidade dos Açores/Departamento de Ciências Agrárias/Laboratório de Enologia e a Universidade de Saragoça/Faculdade de Química/ Departamento de Química Analítica/ Laboratório de Análises de Aroma e Enologia, e assentaram-se as bases para a cooperação na docência e investigação no tema concreto do aroma do vinho.
Seria conveniente continuar estas estadas no Laboratório de Análises de Aroma e Enologia em anos sucessivos, não somente de professores mas também de alunos de doutoramento.
(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, maio 27, 2008

Curso de Técnicos de Laboratório (PROFIJ)

Os alunos do Curso de Técnico de Laboratório (PROFIJ), Kery, Marisa, Marco e Tiago, com a orientação da sua Tutora, Profª Teresa Lima, colaboraram na colheita das amostras de vinhos de Verdelho de 2007 com vista à sua respectiva certificação. Os vinhos foram “Quinta das Vinhas” e “Santa Iria”.
A tutora já lhes tinha transmitido teoricamente os requisitos a ter na colheita de amostras para análise, e mais especificamente de vinhos. Como já tínhamos noticiado, os referidos alunos encontram-se a executar a parte prática do Curso Técnico de Laboratório nos Laboratórios de Enologia, Química Geral e Analítica do Departamento de Ciências Agrárias/Universidade dos Açores.
Anteriormente, no Laboratório de Enologia, tinham procedido à análise dos parâmetros físico-químicos que são exigidos para a certificação dos vinhos. Estes foram: teor alcoólico, massa volúmica, acidez total, acidez fixa e acidez volátil, pH, anidrido sulfuroso livre e combinado, prova do ar.
Na Adega Quinta das Vinhas de José Manuel Cardoso, para além do vinho desta marca, é também laborado o vinho “Santa Iria” de Venâncio Ávila. Os alunos procederam à análise organoléptica dando a sua opinião e manifestando as suas preferências. Esta é sempre ensinada aos jovens no sentido de que consumidor informado é mais selectivo e moderado no seu consumo. Mais se informa que no dia 15 de Abril pp, estes vinhos foram certificados, com o estatuto de Vinho Regional dos Açores, pela Comissão Vitivinícola Regional dos Açores.

(In Bagos D'Uva)

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segunda-feira, maio 19, 2008

III Congresso do Espírito Santo

Decorreu o III Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo, evento iniciado no dia 15 deste mês no Centro Cultural e de Congressos da cidade Património Mundial Angra do Heroísmo.

Tivemos o grato prazer de ouvir tão ilustres personalidades e expressar-nos, o melhor possível, como manda o novo acordo... durante a visita à Casa Agrícola Brum limitada e ao seu Museu do Vinho dos Biscoitos.
Manuela Marujo Professora Doutora na Universidade de Toronto, que cativou a plateia do painel TEMPO DA TERRA E DA PALAVRA com a sua comunicação Rei ou Rainha por um dia: da ingenuidade à continuidade da tradição.
Maria Aida Costa Baptista, Mestre em literatura e Cultura Portuguesa, que apresentou no painel TEMPO DE OLHAR E DE ENCANTAR, Mentir por um manto, em nome do Espírito Santo – análise do conto “Um homem feito de rede” de Katherine Vaz, Professora Universitária nos Estados Unidos da América e de ascendência açoriana.
Gelci José Coelho “Peninha”, Professor Doutor – Museu Universitário – Universidade Federal de Santa Catarina que levou ao Congresso a comunicação Herança Cultural de Base Açoriana aos 260 anos da imaginação açoriana no Estado de santa Catarina e comemoração do centenário do nascimento de Frankelim Joaquim Cascaes.
Paulo Ricardo Caminha, Professor Doutor e Correspondente, de Santa Catarina, “Do Manhãs de Sábado” da RDP – Açores. Participou no Congresso “A Voz dos Avós” – realizado em Ponta Delgada -ilha de São Miguel, com Bruxas: Medo e Magia.
Domingos Marques, Docente na U.P. - aposentado sem pensão do governo. Comunicou-nos: "Vim aprender coisas dos Açores, porque a maioria dos meus amigos de Toronto, onde vivo há 40 anos são destas ilhas maravilhosas”.
A acompanhar este conspícuo grupo estive a Professora Doutora da Universidade dos Açores – Campus Universitário de Angra do Heroísmo – Maria Teresa Lima.
(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, março 19, 2008

Uma tarde na Região Vitivinícola dos Biscoitos

Na tarde de ontem (14 de Março de 2008) , os alunos do Curso de Técnico de Laboratório, Kery, Marisa, Marco e Tiago, visitaram uma vinha do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira e a Adega da Casa Agrícola Brum. Estes alunos são da Escola Padre Jerónimo Emiliano de Andrade e encontram-se na Universidade dos Açores- Departamento de Ciências Agrárias no Laboratório de Enologia e Laboratório de Química Analítica- a fazer a componente prática do referido curso. Esta decorre à quinta-feira e sexta- feira de tarde.
A Tutora destes alunos é a Professora Doutora Teresa Lima responsável por esses Laboratórios, uma vez que estes estudantes nos seus estágios têm observado e executado análises físico-químicas, com vinhos da Região Vitivinícola dos Biscoitos, e também ajudado na montagem das aulas práticas laboratoriais e sensoriais de enologia.
A tutora pensou ser importante a visita às vinhas donde provêm esses vinhos, sensibilizando-os para a importância social, económica, ambiental, cultural e turística da vinha e do vinho.
Ser amigo do vinho é respeitá-lo.
Depois da vinha, visitaram a Casa Agrícola Brum Lda, onde foram calorosamente recebidos por uma das proprietárias, Sócia-Gerente D. Maria de Lurdes Garcia Pinheiro Brum e o Sr Luís Brum. Os alunos provaram o “Donatário” de 2006 e o licoroso “Chico Maria”. Foram alertados para o consumo moderado de modo a que o futuro consumidor encontre no vinho uma fonte de prazer através da prova e não um produto do qual se abusa e faz mal.
O consumidor esclarecido é mais selectivo na escolha do vinho e mais moderado no seu consumo.

(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, fevereiro 26, 2008

A vinha e o vinho nos Biscoitos

Realizou-se no dia 21 de Fevereiro de 2007 , na casa do Povo dos Biscoitos, a convite da Juventude Social Democrata dos Biscoitos, uma palestra proferida pela Professora Doutora Maria Teresa Ribeiro de Lima, Docente da Universidade dos Açores/Departamento de Ciências Agrárias, tendo por tema "As Vinhas do Mar"e que hoje passamos a publicar.


As Vinhas do Mar
* Teresa Lima
O vinho é um "fruto da terra e do trabalho do homem" expressão que põe em evidência o facto de que a sua produção é em grande parte resultado do saber e da arte humana. A História prova-nos que o vinho esteve associado a todos os momentos felizes das pessoas e nações que marcaram a vida da humanidade. A introdução da vinha nos Açores remonta ao seu povoamento cerca de 1450 e pensa-se que foram os frades Franciscanos que a introduziram. No caso concreto da Ilha Terceira, onde se encontra a região vitivinícola dos Biscoitos, a introdução da vinha presume-se que terá acontecido com a chegada do primeiro capitão do Donatário Jácome de Bruges e comitiva (Sampaio, 1904). Gaspar Frutuoso refere as castas que foram introduzidas, nomeadamente Verdelho, Moscatel Mourisco e Assara(espécie de Moscatel?). "A mais antiga notícia da introdução da vinha e do aproveitamento dos terrenos designados de biscoito", na ilha de Jesus Cristo, a Terceira, é, provavelmente a que consta de «...uma carta datada de 15 de Dezembro de 1503, outorgada por Antão Martins, Capitão da Praia, em benefício do almoxarife da mesma capitania, João Ornelas da Câmara, estabelecia, como uma das obrigações, o plantio, em certo "biscoitos" de 300 bacelos, 60 amoreiras, 30 figueiras, e outros tantos marmeleiros, destinando-se o espaço restante a pastagens para o gado bovino, ovino, porcino e cavalar». «O vinho do Pico foi o vinho dos Czares, o dos Biscoitos foi o vinho das Caravelas da rota das Índias e das Especiarias. Entre os produtos essenciais ao abastecimento das armadas figurava o vinho"Verdelho". Nessa época, e ainda hoje, a maior mancha de biscoito na ilha Terceira, fica na freguesia, denominada de "Paroquial de S. Pedro do Porto da Cruz" e, também do Sr. S. Pedro do Porto da Cruz, onde morava Pero Enes do Canto, que mais tarde é designado Provedor das Armadas. É nesta nesta freguesia que ele compra uma propriedade de grande produção de vinho. Na sua qualidade de provedor das Armadas tinha o dever por obrigação da reparação e segurança das armadas, bem como o abastecimento... de vinho às naus que vinham carregadas de riquezas e especiarias.Em 1853, com o aparecimento do "burril", Uncinula nector(Svhw) a produção de vinho verdelho na ilha Terceira e nas restantes ilhas começou a decrescer bruscamente, não chegando para o consumo local. Os viticultores nada puderam fazer para impedir esta doença criptogâmica. Em 1870, uma nova praga, pelo afídeo Phylloxera vastatrix, atacou as vinhas destruindo-as de forma drástica. A área de verdelho dos Biscoitos foi praticamente eliminada. A partir dessa altura a maior parte dos viticultores começou a intensificar a casta Isabella e outros híbridos, de grande aceitação como produtor directo por ser produtiva, mais resistente às doenças e mais fácil de cultivar. Nos Biscoitos as vinhas de Verdelho ficaram praticamente abandonadas durante quase 20 anos. Ao fim deste tempo uma personalidade empreendedora e interessante, Francisco Maria Brum, mais conhecido por Chico Maria, empenhou-se na reabilitação do Verdelho dos Biscoitos, comprando muitas das vinhas abandonadas. Levou das suas vinhas do Porto Martins algumas puas de plantas de Verdelho que tinham resistido à filoxera, que não tinham sido atingidas por esta nefasta praga e posteriormente procedeu à sua propagação nos Biscoitos utilizando como porta-enxertos a Vitis rupestris.Graças ao seu empreendimento, Francisco Maria Brum, em 1890, fundou a primeira Adega Regional do seu tempo. Os resultados dos testes iniciais foram satisfatórios e a produção galopante. Em 1901, a produção traduziu-se em três pote de vinho de verdelho, no ano seguinte numa pipa. Em 1903, foram 6 pipas e meia; no ano seguinte, 11 pipas. Em 1907, a produção atingiu 29 pipas de verdelho. Na administração da Adega (Casa Agrícola Brum) sucedeu-lhe o filho Manuel Gonçalves Toledo Brum, falecido em 20 de Março de 1959, transitando a fazenda para o o seu único filho, Fernando Linhares Brum. Passando depois para o filho deste Luís Mendes Brum. Muito recentemente, 27 de Dezembro de 2007, passou para a 5ª Geração, para os filhos de Luís Brum.Neste momento nos Biscoitos(2008) apesar da predominância das castas americanas, e seus híbridos, as culturas da verdelho e de outras castas europeias, nomeadamente Terrantês, Boal, Fernão Pires continuam e estão a ser muito valorizadas.Note-se que a região vitivinícola dos Biscoitos é detentora da maior mancha contínua de Verdelho, nos Açores assim como na Macarronésia. Enquanto que nas Canárias, o Verdelho aparece como tempero na elaboração dos vinhos, nos Biscoitos fazem-se vinhos de verdelho. O Vinho Verdelho actual consta de 85% a 90% da variedade verdelho e a percentagem restante das referidas castas europeias. Nos Biscoitos o vinho de qualidade é o de Verdelho que pode ser de mesa, regional ou licoroso (IPR). Actualmente, a nível da Região Autónoma dos Açores, o vinho de Verdelho dos Biscoitos licoroso tem um lugar privilegiado, a tal ponto que muitas recepções oficiais incluem um "Biscoitos de Honra". Também tem tido assento nalguns acontecimentos solenes a nível Nacional. No Palácio de Sant'Ana no Jantar oferecido aos Reis de Espanha o brindaram com o Vinho de Verdelho Licoroso Seco Chico Maria da Casa Agrícola Brum. No Palácio de Queluz aquando do jantar de gala que antecedeu o casamento do Duques de Bragança, o vinho licoroso da Casa Agrícola Brum esteve também presente.
Em 1989 foi montado o primeiro laboratório de enologia dos Açores, na Universidade dos Açores, no Departamento de Agrárias. Foi feita uma caracterização físico-química dos vinhos do Pico e também dos Biscoitos, os resultados apontavam para vinhos que usufruíam de poucos cuidados tecnológicos. A Secretaria Regional de Agricultura de então admitiu um técnico para o vinho e outro para a vinha.E, em 1993 começou a aparecer vinhos de mesa com qualidade. O dec-lei de 25 de Janeiro de 1994, cria as Zonas Vitivinícolas, dos Biscoitos, da Graciosa e do Pico. As zonas criadas permitem o fomento e a protecção das castas tradicionais mais importantes, de modo a incrementar a genuinidade e a qualidade dos vinhos brancos. Segundo esse decreto a região dos Biscoitos foi demarcada para a produção de vinho licoroso de qualidade produzido em região determinada(VLQPRD) assim como a do Pico. A da Graciosa para a produção de VQPRD. As castas recomendadas para VLQPRD dos Biscoitos são Verdelho, Arinto e Terrantés. Como castas autorizadas, Boal, Malvasia, Sercial, Fernão Pires, Generosa e Galego-Dourado. Na laboração são seguidos os métodos e práticas enológicas tradicionais. Os mostos destinados aos vinhos de designação VLQPRD devem ter um título alcoométrico em potência mínimo natural de 12% vol. Estes vinhos só podem ser engarrafados após um estágio de 3 anos em madeira e devem apresentar um título alcoométrico volúmico total não inferior a 16% vol. O rendimento máximo por hectare é de 50hl. A genuinidade e a qualidade do vinho dos Biscoitos, bem como dos vinhos do Pico e da Graciosa, de indicação de proveniência regulamentada (IPR), passou a ser garantida pela Comissão Vitivinícola Regional dos Açores (CVRA), instalada em 1995. Esta tem também como atribuições o fomento e o controlo dos VLQPRD, dos VQPRD e dos Vinhos Regionais. A categoria de Vinho Regional dos Açores foi criada em 2005.Outro acontecimento muito significativo para o vinho dos Biscoitos teve lugar em 1990, aquando do centenário da Casa Agrícola Brum, com a criação do Museu do Vinho, que tem desempenhado um papel muito significativo na divulgação da História Vitivinícola Regional e Enoturismo. Em, 1993, foi fundada a Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, com sede no Museu do Vinho. Esta tem como lema a defesa, promoção, valorização e divulgação do vinho verdelho dos Biscoitos e do vinho de qualidade dos Açores. A Confraria tem sido um veículo importante na divulgação dos vinhos Açorianos de qualidade a nível regional, nacional, internacional e também na preservação das vinhas dos Biscoitos inclusivamente como valor ambiental. No ano de 1997, foi criada nesta mesma freguesia uma delegação da Associação dos Jovens Enófilos, com um presença importante na divulgação do vinho dos Açores de qualidade e na preservação da paisagem da vinha.Em Novembro de 1996, foram certificados IPR o VLQPRD da Casa Agrícola Brum, com a marca Brum e o VLQPRD da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, com a marca Lagido. Em Junho desse ano havia também sido certificado o primeiro VQPRD dos Açores, com a marca Pedras Brancas, da Adega Cooperativa da Graciosa.Nos Biscoitos em 1998 foi criada uma Adega Experimental do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira. Está apetrechada com modernos equipamentos indispensáveis à tecnologias do vinho. Aqui são vinificadas as uvas provenientes das vinhas destas serviços e dos seus campos experimentais. Para além disso é também utilizada em acções de formação, informação e divulgação. Outro evento de interesse para o vinho dos Biscoitos é a Festa da Vinha e do Vinho que se realiza desde 1992, no primeiro fim-de-semana de Setembro, no Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum. Esta festividade e é organizada pelo INATEL.Com a criação das zonas vitivinícolas, muitos dos pequenos produtores dos Biscoitos começaram também a sentir desejo de certificar os seus vinhos. Para isso teriam de criar condições nas sua Adegas, o que nem sempre tem sido fácil, dados os elevados custos do material e equipamentos. Daí um grupo de vitivinicultores se ter mobilizado no sentido da criação de uma Adega Cooperativa, que em 1999 começou a laborar um vinho branco de mesa, essencialmente à base da casta Verdelho. Esta adega começou com 26 associados e actualmente conta com cerca de 50. Comercializam o vinho de Verdelho com a marca Moledo.Todavia, cerca de 10 produtores particulares continuam a laborar os seus vinhos verdelhos de mesa nas suas respectivas adegas, o que é de louvar também. Alguns com apoio da Adega Experimental da SDAT.A Adega Pedras do Lobo labora um vinho de Verdelho, feito com as castas Verdelho Branco e Verdelho Roxo, em 1998 foi considerado um dos 10 melhores vinhos brancos nacionais.
Os vitivinicultores dos Biscoitos têm consciência que a internacionalização dos produtos cresce e as exigências do consumidor são enormes, pelo que continuam a apostar no fabrico de vinhos pelos processos artesanais, mas tecnologicamente evoluídos.
(In Bagos D'Uva)

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As vinhas do Mar (Continuação)

"As vinhas da Ilha Terceira/Uma experiência nos Biscoitos- Quinta à Biscoitinha" é um projecto da iniciativa do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores da autoria da Professora Teresa Lima, que é a responsável directa do projecto, em parceria com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos (EBIB). Conta também com os apoios da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, CITA-A (Centro de Investigação Tecnológica Agrária dos Açores) e Europe Direct. Este projecto tem como objectivos sensibilização das crianças para a cultura da vinha, a sua preservação, torná-la sustentável, manter e valorizar esta paisagem ímpar. Não nos estamos a limitar à observação, os alunos acompanham o ciclo vegetativo da vinha em 2007, aprenderam e executaram as diferentes operações que se fazem na vinha, inclusive a laboração do vinho. Pensa-se que esta acção poderá deixar, às crianças que frequentaram em 2007 e àqueles que a estão a frequentar em 2008, sementes preciosas em ordem a criar o gosto pela vinha, sua importância social, económica, ambiental, cultural e turística. Assim, se está a contribuir para a gestão e conservação da Região Vitivinícola dos Biscoitos.
Como surgiu este projecto?
Os Biscoitos é uma freguesia que tem cerca de 85% das suas vinhas abandonadas e ameaçadas pela construção imobiliária. Há que trabalhar com muita persistência e determinação para evitar o colapso da viticultura nesta região.Há alguns anos que a Universidade dos Açores se preocupa com o abandono progressivo das vinhas, com a escassez de mão-de-obra e com a falta de motivação da gerações mais novas para se ligarem a esta actividade. A ideia é sensibilizar, contagiar, instruir e treinar as crianças e os adolescentes neste sentido. Foi com o desenrolar do Projecto ENOTURMAC da Universidade dos Açores, que se tratou pela primeira vez, nesta Região, o tema "Vinho como Produto Turístico" que esta ideia foi amadurecendo. Através do ENOTURMAC (INTERREG III B Açores- Madeira- Canárias) realizaram-se diversas acções para sensibilizar a população açoriana para a importância da vinha, do vinho e da gastronomia num turismo sustentável. Elas trouxeram uma nova dinâmica para pensar a vinha e o vinho como produtos turísticos.A problemática da escassez de mão-de-obra foi diversa vezes abordada. Pensamos que há que instruir as gerações mais novas de modo a criar uma mentalidade e uma atmosfera de ligação e participação na vinha.Arrancou-se com este projecto em Março de 2007. em primeiro lugar havia necessidade de dispormos duma vinha. Nesse sentido contactou-se o Chefe do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira, Engº José António Ávila, que de imediato nos disponibilizou esse espaço. Disponibilizou também o Técnico António Fernando Espínola Godinho para ensinar as práticas vitícolas. Seguidamente necessitava-se das crianças. Nessa ordem contactou-se a direcção da Escola Básica Integrada dos Biscoitos que também aceitou uma parceria com a Universidade dos Açores. A direcção desta Escola indicou a professora Drª Cecília Terra para acompanhar os alunos. O projecto foi acolhido com total adesão.
A experiência decorreu com uma turma do 5º Ano de escolaridade. Eram 14 alunos(8 meninas e 6 meninos). a presença da meninas é crucial, tendo em conta o significado que tem o pensar e o actuar do sector feminino nas famílias e nos ambientes.As mulheres são um grande factor de mentalização, de contágio, de participação e actuação. Mais tarde, como educadoras dos filhos, estas meninas que agora participam nesta experiência, criarão u,ma atmosfera de gosto e ligação afectiva e física à vinha e ao vinho. A vinha poderá não constituir uma maneira de viver, mas poderá ser um útil subsídio económico.
Este trabalho continua com mesmos alunos, agora no 6º Ano, e conta com mais oito alunos e uma nova turma do 5º Ano com 20 alunos. Pretende-se que estes alunos acompanhem toda a actividade da vinha e laboração do vinho do 5º ao 9º Ano de escolaridade. No futuro pretende-se estender o projecto às outras turmas da EBIB. O objectivo é atingir a comunidade biscoitense e as freguesias circunvizinhas, chegando mesmo às futuras gerações adultas. Há que executar um enorme investimento.Como temos mais uma turma, o Serviço de Desenvolvimento Agrário disponibilizou-nos outra curraleta.Durante a palestra foi apresentado um Power Point de todas as actividades efectuadas pelos estudantes em 2007 na vinha do SADT bem como a poda de 2008 nessas curraletas.
(In Bagos D'Uva)

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sábado, fevereiro 23, 2008

As vinhas do mar (Biscoitos)

A convite da Juventude Social Democrata dos Biscoitos, a Professora Doutora Maria Teresa Ribeiro de Lima *(docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores) proferirá, a 23 de Fevereiro de 2008, na Casa do Povo dos Biscoitos, uma palestra subordinada ao tema "As Vinhas do Mar" - uma imagem de marca a conservar pela juventude.

Biografia
Maria Teresa Ribeiro de Lima nasceu na Praia da Vitória, na ilha Terceira, a 2 de Janeiro de 1955. Concluiu os estudos liceais em Angra do Heroísmo em 1973. No ano de 1978 licenciou-se em Ciências Farmacêuticas na Universidade de Coimbra. Especializou-se em análises químico-biológicas (clínicas) em 1980. De 1981 a 1984 foi assistente na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.
Desde 1984 que se encontra na Universidade dos Açores no Departamento de Ciências Agrárias. Tem leccionado as seguintes disciplinas: Química Geral e Inorgânica, Técnicas de Laboratório, introdução à Bioquímica, Enologia, Tecnologia do Vinho e da cerveja e das Bebidas Espirituosas, Química Analítica. Estas tem sido dadas aos seguintes cursos: Engenharia Agrícola, Engenharia Zootécnica, Engenharia e Gestão do Ambiente, Tecnologia Agro-ambiental, Gestão e Conservação da Natureza, Ciências da Nutrição, Ciências Veterinárias, Engenharia e Gestão do Ambiente, Curso de Ciências Agrárias e Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas. Na Universidade Nacional de Timor Leste leccionou a disciplina de Química Geral aos Cursos de Ciências Agrárias, em 2002 a 2003. Iniciadora das Aulas Práticas de Química aos Cursos de Ciências Agrárias, no Laboratório de Química de Hera, Timor Leste, em 2003. Criou em 1988 o Laboratório de Enologia da Universidade dos Açores, no Departamento de Ciências Agrárias. Em 1992 executou as Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica. Em 2001 doutorou-se em Ciências Agrárias (Enologia), Especialidade em Química, na Universidade dos Açores. A tese foi preparada na Universidade de Montpller I, Centre de Formation et Recherche en Oenologie, Faculté de Pharmacie, com a realização dos trabalhos laboratoriais de 1996 a 1999. Directora do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas. Responsável dos Projectos; "As Vinhas da Terceira / Uma experiência nos Biscoitos- Quinta à Biscoitinha"; "O Vinho como Produto Turístico", ENOTURMAC; "Hábitos Enogastronómicos da População Açoriana" Confreira co- Fundadora da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, tendo ocupando vários cargos directivos nesta Associação Enófila. Sendo actualmente a Grão Escanção no Directório dos Notáveis desta Confraria Báquica Açoriana. Faz parte, actualmente, da Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores. É actualmente Presidente da Assembleia- geral da Adega Cooperativa dos Biscoitos C.

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