quinta-feira, setembro 10, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo - III

Quanto ao turismo, e a continuarmos como estamos, não será de todo a salvação desta magnifica freguesia. O turista que nos visita procura emoções, algo de diferente, não se contenta só de ouvir falar. Se quisermos ter mais turista e por mais tempo nos Biscoitos, temos de unir esforços, temos de trabalhar juntos e não cada um para o seu lado, particulares e organismos públicos tem de trabalhar em uníssono para criar infra-estruturas e pacotes de animação turística de qualidade que prendam o turista por muito mais tempo que os escassos trinta minutos que hoje se dá de paragem nesta freguesia.
Enquanto não tivermos um bom restaurante para que os autocarros possam aqui chegar de manhã, para que o turista possa usufruir das magnificas piscinas naturais, almoçar e depois poder visitar e participar das diversas actividades que se desenvolvem e desenvolviam na freguesia, meus senhores, lamento imenso, mas os turistas não se deterão mais que os trinta minutos já referidos.Não quero com isto dizer que por exemplo se vindime como se vindimava antigamente, que se vista como se vestia no passado, que passemos a utilizar o velhinho carro de bois em vez da rápido e cómoda camioneta. A etnografia é hoje um óptimo meio para divulgar a nossa cultura, os nossos usos e costumes. Um dos bons exemplos de animação turística que se faz, é esta festa da vinha e do vinho que é uma festa ainda muito familiar, mas que penso que poderá transformar-se num grande evento para esta freguesia, assim o queiram as gentes e entidades deste concelho, (sigamos o exemplo da Madeira com a sua festa da vindima, hoje forte cartaz turístico daquela ilha).

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, setembro 09, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo - II

É com muito gosto que aqui me encontro a participar uma vez mais na XVIII Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos, embora desta vez com uma responsabilidade acrescida que é a de falar para tão ilustre assembleia. Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a disponibilidade e empenho da Casa Agrícola Brum, sem a qual esta festa não seria possível. Apesar do tema deste colóquio ser a “Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo”, não poderei como Guia deixar de abordar outros aspectos importantes desta freguesia. Quando falamos dos Biscoitos, as primeiras imagens que nos vêm ao pensamento são a vinha, o vinho e o mar, mas esta freguesia é muito mais que isto, porque neste lugar se pode contar toda a história da ilha Terceira desde o seu povoamento até aos dias de hoje, senão vejamos: Os Biscoitos são o local ideal para se falar do modelo de ocupação das terras em anel, também conhecida como “roda do capote”, ou seja, ocupação de áreas até aos 300m de altitude, claramente privilegiando as zonas litorais, onde se encontrava a melhor terra para cultivo, designadas de terras altas, deixando as terras situadas em altitudes mais elevadas para criação de gado e produção de madeira. As torrentes de lava que penetram escuras no mar, foram aproveitadas para plantação de vinhedos estreitamente murados para proteger dos ventos salgados. E quando falamos de terras não podemos deixar de falar nas “dadas”, nas sesmarias, e nos morgadios, pois Antão Martins Homem, capitão da Praia, logo em 1486 outorga uma carta de sesmaria a Pêro Álvares, primeiro povoador da actual área dos Biscoitos, mais tarde, ao tempo de Pêro Enes do Canto, os Biscoitos eram um morgado. Mas falar dos Biscoitos, é falar do mar, do arquipélago, dos descobrimentos, da emigração e da condição de ser ilhéu. Nos Biscoitos de Pêro Anes do Canto, podemos falar da Provedoria das Armadas e do seu provedor, Pêro Anes do Canto, da pirataria e do domínio Filipino. Dos Biscoitos, sentimos que somos ilhéus, pois em dias limpos vemos a ilha Graciosa. Dos Biscoitos partiam corajosos homens que ganhavam e perdiam a vida no mar, à pesca e à caça da baleia. Os Biscoitos são o testemunho vivo do vulcanismo desta ilha, da formação do arquipélago, da sismicidade, da lava que brotava dos vulcões e que correndo em direcção ao mar formou áreas de pedra escura que foram berço das cepas das videiras que deram o vinho que abastecia as naus. Nos Biscoitos podemos falar do clima da ilha e dos Açores. Dos ventos húmidos predominantes do sul, e que interceptados pela serra de Santa Bárbara, perdem humidade à passagem para a costa norte, e que são responsáveis pela criação do micro clima que aqui se desfruta.

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, setembro 08, 2009

Vírus roubam à vinha o melhor que ela tem

Dois vírus estão a prejudicar seriamente as vinhas tradicionais dos Açores, sendo responsáveis por maus vinhos. É possível erradicar essas pragas.

As vinhas tradicionais dos Açores estão infestadas com dois vírus que provocam prejuízos graves na produção aos níveis da qualidade e da quantidade - segundo a Universidade dos Açores.Artur Machado, especialista em biotecnologia, revelou ao DI que se trata dos vírus conhecidos como do urticado e do enrolamento, presentes em enorme dimensão nas vinhas açorianas. A qualidade do vinho, por exemplo, é atacada através dos teores de acúçar, que são essenciais para conseguir um bom vinho. Outra consequência é a instabilidade que faz, por exemplo, com que um ano seja possível trabalhar e armazenar o vinho e noutro ano esse maneio não seja possível. O homem é o principal disseminador dos dois vírus em causa, por várias formas, mas sobretudo através do maneio das vinhas, em particular através da utilização de instrumentos que são infectados numa vinha e de seguida são utilizados noutra vinha sem serem devidamente desinfectados.
É possível resolver

Segundo Artur Machado, os vírus em causa podem ser erradicados. A Universidade dos Açores domina as tecnologias necessárias e já as experimentou em videiras e árvores, mas fora da região.Segundo o cientista e invetsigador do centro de biotecnologia, não haverá qualquer dificuldade em aplicar as técnicas já dominadas á situaão específica dos Açores.A erradição dos vírus do urticado e do enrolamento exige um período de trabalho de cerca de quatro anos, além de implicar a substituição dos pés de vinha existentes por outros previamente tratados.
Descoberta importante

A Universidade dos Açores creditou recentemente a seu favor a descoberta de que as castas que produzem vinho - ou uva de mesa - são de origem regional, a partir de videiras selvagens, reescrevendo assim a história da vinha à escala do planeta. Antes pensava-se que a domesticação da vinha tinha ocorrido no Crescente Fértil. Segundo o líder do Centro de Biotecnologia dos Açores, abrem-se agora novas perspectivas genéticas e fitossanitárias para as castas em produção.Por exemplo, adiantou, o estudo das videiras selvagens que estão na origem das castas domesticadas pode dar informação genética muito antiga, capaz de ser trabalhada para melhorar as castas.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo

Já nos referimos à Dr.ª Margarida de Fátima Pessoa Pires, oradora convidada da XVIII Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos aqui. A Dr.ª Margarida Pires é natural da Praia da Vitória, ilha Terceira, sendo Licenciada em Guias da Natureza pela Universidade dos Açores (Departamento de Ciência Agrárias de Angra do Heroísmo). Desde cedo se interessou pela cultura da nossa ilha, tendo ingressado como dançarina o Grupo de Baile da Canção Terceirense aos doze anos de idade, ocupando ao longo destes anos vários cargos sociais neste grupo.Também ao desporto, naquela que é a sua modalidade de eleição, o Voleibol, Margarida Pires esteve e está ligada ao longo de vários anos. Foi a primeira mulher dos Açores a ocupar o cargo de Presidente de uma Associação de modalidade, foi atleta, treinadora e árbitro, neste momento é vice-presidente da Associação de Voleibol da Ilha Terceira.Funcionária pública, desenvolve em acumulação a actividade de Guia Turística há vinte anos.
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

segunda-feira, setembro 07, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo - I

Gaspar Frutuoso, o grande cronista do século XVI, descreve assim esta freguesia “ Este Biscoito de Pedreanes do Canto se chama de Biscoito Gordo, por ser por uma das partes terra alta e por outro nome se chama de Má Terramenta, porque foi um homem desta alcunha o primeiro possuidor dela e despois a vendeu a Pedreanes do Canto, uma légua de largo do mar à serra, tudo prantado de vinhas e grandes pomares, a mais fresca neste género que há em toda a ilha, onde se dá uma infinidade de vinhas e frutas”.
As castas introduzidas terão sido provenientes do continente português e da ilha da Madeira. O Verdelho aparece desde o início, Gaspar Frutuoso reportando-se à Terceira refere “parreiras e uvas de todo o vidonho, muscatel, verdelho, mourisco açarias e outras”.
No século XVI a cultura da vinha encontrava-se solidamente implantada nos Açores, mas, é a crise económica verificada em meados do século XVII que reanima a produção de vinho essencialmente nas ilhas do grupo central. Na era de setecentos, persiste o desenvolvimento da viticultura nos Açores, que transforma o vinho e a aguardente em produtos de inegável valor comercial. Em meados do século XIX, o oídio invade os vinhedos dos Açores e dos Biscoitos causando grande destruição e prejuízo. Pela necessidade de utilização de algumas castas resistentes à praga, foi introduzida a variedade americana “Isabela” que produz o vinho de cheiro, tão popular e hoje associado às touradas à corda e às festas do Espírito Santo, quem não se lembra dos carros de bois enfeitado com faias que vinha aos Biscoitos buscar o vinho do Bodo. Os anos setenta e oitenta trouxeram uma nova praga, desta vez a filoxera. Apesar da introdução da variedade “Isabela”, na ilha Terceira subsistiram retalhos de castas europeias (Verdelho). Hoje, na ilha e sobretudo nos Biscoitos, está por enquanto assegurada uma produção de boa qualidade. E digo por enquanto, porque se não se incentivar os jovens para a importância da vinha e se se continuar a assistir à construção desenfreada de casas na zona de produção, não só acabaremos com a vinha, como estaremos a contribuir para a descaracterização de uma freguesia que desde o início do povoamento sempre esteve ligada à vinha e ao vinho.

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

segunda-feira, agosto 31, 2009

Videiras selvagens podem ajudar castas domesticadas

A descoberta de que as castas que produzem vinho - ou uva de mesa - são de origem regional, a partir de videiras selvagens, é considerada da maior importância por Artur Machado. Segundo o líder do Centro de Biotecnologia dos Açores, abrem-se agora novas perspectivas genéticas e fitossanitárias para as castas em produção. Por exemplo, adiantou, o estudo das videiras selvagens que estão na origem das castas domesticadas pode dar informação genética muito antiga, capaz de ser trabalhada para melhorar as castas. Por outro lado, as videiras selvagens resistiram durante milénios, por vezes em condições muito adversas, o que significa que desenvolveram resistências e mecanismos de adaptação que podem ser estudados e utilizados para melhorar as videiras domesticadas que são originárias das anteriores. Outra vantagem, alertou Artur Machado, tem a ver com o próprio marketing do vinho e das uvas, uma vez que a partir de agora é possível estabelecer a origem de uma casta, o que significa que Portugal pode falar na sua casta X, Espanha na sua casta Y, Itália na sua casta Z, etc. “New insights on the genetic basis of Portuguese grapevine and on prapevine domestications” é o título do artigo publicado na revista Genome (http://pubs.nrc-cnrc.gc.ca/rp-ps/journalDetail.jsp?lang=eng&jcode=gen) e que resume a investigação do centro de Biotecnologia dos Açores.Assinam o artigo Lopes, Mendonça, dos Santos e Machado, do Centro de Biotecnologia dos Açores, e Eira-Dias na Estação Vitivinícola Nacional.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

ALERTA O PRESIDENTE DA ADEGA DOS BISCOITOS Faltam jovens interessados na cultura vinícola

Falta uma massa laboral nas vindimas e no processo de elaboração do vinho na ilha Terceira. O alerta parte do presidente da Adega Cooperativa dos Biscoitos (ACB). Para contrariar a situação, Alcino Meneses pretende lançar um projecto em parceria com a Escola Profissional da Praia da Vitória (EPPV) no sentido de motivar os alunos para a prática vitícola, em curso abrangente.
A partir do próximo ano lectivo irá arrancar o novo projecto da ACB em parceria com a EPPV, que visa incutir nos jovens o gosto e a dedicação para as actividades relacionadas com as vindimas. Uma iniciativa estratégica criada para garantir o futuro de uma tradição cultural que actualmente parece estar confinada aos entendidos mais velhos.
Na prática, os alunos do curso ligado ao sector agrícola vão poder conhecer e experimentar as diferentes fases por que passam a vinha e as uvas, em terreno disponível para o efeito, desde a plantação até ao copo de vinho servido à mesa.
“Temos um campo experimental de cinco mil metros quadrados junto às instalações da Adega, onde poderão ser feitos novos ensaios de castas tintas e brancas da região, não descurando as já existentes, claro, de modo a entusiasmar os mais jovens”, revela o responsável por aquela organização sedeada na freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, em declarações à “a União”.
De acordo com Alcino Meneses, a ideia procura inverter o cenário actual da falta de mão-de-obra disponível na Terceira para a laboração na referida área. “É um projecto muito importante não só para a Adega, que quer-se dinâmica, mas também para a cultura vitivinícola na nossa ilha”, considera. E acrescenta: “Se nada for feito, daqui a alguns anos serão poucos os entendidos na matéria”.
Verifica-se um número crescente de vinhas abandonadas naquela zona, alerta o produtor, sublinhando que as razões apontadas vão “muito para além de um problema económico”. “Há falta de novos interessados. Esse abandono prejudica as vinhas tratadas nas áreas vizinhas, pois atrai pássaros e outros bichos, e dá um mau aspecto à paisagem demarcada, quer para turistas e visitantes quer para a comunidade local”, considera.
Turistas passam “ao lado”
Neste sentido, a maior parte dos turistas que visitam a ACB o fazem por conta própria, segundo Alcino Meneses, sendo que os autocarros de excursão, apesar da passagem obrigatória pelos Biscoitos, não têm por hábito fazer paragem junto às instalações para conhecer e provar o vinho da casa. “Temos condições para receber turistas e visitantes, inclusive grupos grandes, e as agências de viagens têm conhecimento disso”, garante.
Para afirmar a divulgação e promoção dos vinhos “Magma”, “Moledo” e “Tinchão” – as marcas em circulação da ACB –, o responsável revela que neste momento está a ser elaborado um novo panfleto informativo em bilingue português/inglês, que deverá ser distribuído dentro em breve.
Outro aspecto a ter em consideração no sentido de facilitar o contacto com turistas e visitantes, refere, é o horário de abertura, o qual será revisto depois do mês de Setembro. “Nos meses de Agosto e Setembro estamos abertos das 9 às 17 horas. As mudanças dependem da disponibilidade de ter alguém a trabalhar a tempo inteiro”, explica.
Já sobre os mecanismos de comercialização e promoção dos vinhos mencionados, o produtor responsável afirma que a questão terá mais sucesso a partir do momento em que o vinho verdelho dos Biscoitos passar a ser encarado por todos como um produto turístico da ilha Terceira. “A maioria dos cardápios dos nossos restaurantes não tem os vinhos locais representados, e quando o têm o preço praticado é muito elevado”, critica Alcino Meneses.
Das marcas de vinhos disponíveis, em termos gerais, o “Magma” (2007) – com mais de 85 por cento de verdelho, lançado há um ano –, tem mais procura pelo consumidor jovem, ainda que todas as faixas etárias o apreciem, revela o presidente. Já a população de idade mais avançada mostra preferência pelo “Moledo” (2006) – de cor mais “alourada” se comparado com o anterior –, ambos comercializados nos Açores, Madeira e continente, “com muita aceitação”, diz.

Campanha deste ano marcada pelas chuvas

Os números da campanha de 2009 apontam para 12 a 15 toneladas de verdelho e cinco a sete toneladas de castas tradicionais.
Em comparação com o ano passado, enquanto os registos do verdelho deverão manter os valores, as quantidades das castas tradicionais indicam uma possível descida de duas toneladas.
Segundo Alcino Meneses, as razões para justificar esse decréscimo relacionam-se com as más condições meteorológicas verificadas no passado mês de Junho. “As chuvas e a humidade originaram a propagação do míldio e podridão dos cachos”, precisa.
No entanto, adianta, como os fungos estabilizaram e as temperaturas quentes deverão manter-se, as previsões apontam para uma “boa colheita” a decorrer na primeira semana de Setembro.

Rede de frio em falta
Passado um ano da inauguração das novas instalações da ACB, verifica-se a necessidade de apostar numa rede de frio e numa nova cuba, revela o responsável. Alcino Meneses aguarda um possível contributo da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas e Direcção do Desenvolvimento Agrário, entidades governamentais apoiantes, para a aquisição desta maquinaria.
“Vai aumentar ainda mais a qualidade dos vinhos e também permitir uma redução significativa dos actuais custos do consumo de água. Esperamos que para 2010 já possamos ter acesso a esse equipamento”, conclui.
Fundada em 1998, a ACB viu um ano depois o seu primeiro vinho a ser engarrafado. Actualmente conta com 55 sócios, mais 29 do que há 11 anos.
Os seus 330 m2 dividem-se em escritório, laboratório (análises feitas em colaboração com a Universidade dos Açores), secção de apoio, armazenagem e laboração de vinho e instalações sanitárias.
(in Sónia Bettencourt sonia@auniao.com - A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, agosto 29, 2009

Universidade reescreve a História da Vinha

Uma investigação na área dos estudos de genética, liderada pelo Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores e que acaba de ser publicado na revista científica Genome, reescreve a História da Vinha, ao provar que a Mesopotâmia (Crescente Fértil) não foi o único centro de domesticação das videiras, como se pensava.O trabalho prova que as castas actualmente existentes em Portugal - inclusive as que são emblemáticas dos Açores, como o verdelho - resultam da domesticação de videiras selvagens europeias. A investigação sustenta que Portugal, Espanha e Itália constituíram importantes centros de domesticação de videiras selvagens depois do último glaciar.Neste estudo, os investigadores admitem que a casta verdelho, que predominou nos Açores até finais do século XIX, altura em que quase foi destruída pela filoxera, pode ter sido domesticada em Portugal Continental e não no Mediterrâneo, como dizem alguns historiadores. O debate está em aberto, lê-se no estudo, mas esta casta é diferente das italianas “Verdecchio” e “Verdeca” e da espanhola “Verdejo”.O verdelho, que voltou a ter alguma expressão em ilhas como o Pico, a Terceira e a Graciosa, gera um vinho de mesa frutado e um licoroso que deu fama aos Açores, chegando a ser servido na Corte da Rússia e à mesa do Papa.
Era óbvio…A possibilidade de a Mesopotâmia não ser o único centro de domesticação das videiras vinha sendo colocada há algum tempo, tempo por base as diferenças entre castas e de região para região. No entanto, faltava a prova científica.Os estudos do Centro de Biotecnologia dos Açores, liderado por Artur Machado, vêm agora provar, através da genética, que as semelhanças entre castas domesticadas e videiras silvestres autóctones, entretanto descobertas em algumas regiões, são evidentes, justificando a conclusão de que a domesticação foi regional e não centralizada.“Cada país tem as suas castas muito próprias e diferentes. Há especificidades por zonas geográficas”, confirmou Artur Machado ao DI. Fica, assim, provado que castas como alvarinho, alvarilhão, tinto-cão, touriga nacional, verdelho, arinto, entre muitas outras, são portuguesas, além de as castas emblemáticas açorianas serem nacionais.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

sexta-feira, agosto 28, 2009

Videiras não foram domesticadas na Mesopotâmia

A domesticação das videiras selvagens não aconteceu exclusivamente entre os rios Eufrates e Tigre, na Terra Fértil, garante um estudo da Universidade dos Açores agora publicado na revista Genome.
O trabalho do Centro de Biotecnologia da universidade açoriana prova que as castas actualmente existentes em Portugal - inclusivé as que são emblemáticas dos Açores, como o verdelho - resultam da domesticação de videiras selvagens europeias.O trabalho sustenta que Portugal, Espanha e Itália constituiram importantes centros de domesticação de videiras selvagens depois do último glaciar.Neste estudo, os investigadores admitem que a casta verdelho, que predominou nos Açores até finais do século XIX, altura em que quase foi destruída pela filoxera, pode ter sido domesticada em Portugal Continental e não no Mediterrâneo, como dizem alguns historiadores. O debate está em aberto, lê-se no estudo, mas esta casta é diferente das italianas "Verdecchio" e "Verdeca" e da espanhola "Verdejo".O verdelho, que voltou a ter alguma expressão em ilhas como o Pico, a Terceira e a Graciosa, gera um vinho de mesa frutado e um licoroso que deu fama aos Açores, chegando a ser servido na Corte da Rússia e à mesa do Papa.

(in Armando Mendes, Antena 1)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, junho 12, 2009

Alcatra pode vir a ser certificada

A alcatra, prato típico da ilha Terceira poderá vir a ser certificada, o anúncio foi feito na passada segunda-feira, no seminário “Gastronomia e Turismo”, por Duarte Fournier, da Confraria da Alcatra da ilha Terceira. Duarte Fournier sublinhou a aposta na preservação deste prato tradicional da Terceira e alertou para que os restaurantes mantenham a confecção tradicional, bem como a apresentação e o acompanhamento.Segundo o adjunto da presidência do município da Praia da Vitória, Carlos Armando Costa, todos os intervenientes no seminário sublinharam a necessidade de haver uma maior “aposta nos produtos regionais”. A professora da Universidade dos Açores, Maria Teresa Lima, falou da importância do vinho verdelho dos Biscoitos e alertou para a presença do mesmo, bem como de outros vinhos regionais, nas primeiras páginas das cartas dos restaurantes.José Eduardo Toste, da Associação Regional de Turismo, referiu o Plano Estratégico de Animação Turística como forma de aumentar o tempo de permanência dos turistas na ilha.Verónica Bettencout, da direcção regional do Turismo, anunciou o lançamento, dentro de dias, do roteiro gastronómico da ilha Terceira, que reúne uma lista de restaurantes, com uma selecção anual, de acordo com vários critérios, como a acessibilidade, a qualidade da ementa, entre outros.Carlos Armando Costa destacou o papel das autarquias no turismo, tendo afirmado que“vamos passar a ter biscoitos de honra”, salientando a aposta no que é regional.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, junho 10, 2009

É preciso divulgar os vinhos regionais

Maria Teresa Lima, professora universitária do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores defende que é preciso divulgar os vinhos regionais.

“O vinho é já um produto turístico, no entanto é necessário que haja uma maior aposta na divulgação”, avança a professora do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (UAC), Maria Teresa Lima.A afirmação vem na sequência do seminário, que decorreu durante a tarde de ontem no Auditório do Ramo Grande, sobre Gastronomia e Turismo.Maria Teresa Lima falou neste seminário a propósito do vinho enquanto produto turístico, realidade que afirma existir, mas que, ao mesmo tempo, “necessita de maior divulgação e de pessoas com formação, no ramo da hotelaria, para que tenhamos um turismo com qualidade”.A propósito, refere que a universidade tem já desenvolvido, nos últimos anos, projectos sobre o tema, dos quais um com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos, desde 2007, que tem como objectivo, segundo a mesma, “criar uma relação afectiva entre os adolescentes e a vinha”; refere ainda o projecto INTERREG, com a participação dos Açores, Madeira e Canárias, que Maria Teresa Lima considera “ter dado uma noca dinâmica ao vinho”.Um dos pontos em destaque na apresentação da professora da UAC foi o consumo do vinho, que defende que “deve ser moderado e ter em conta o desenvolvimento sustentável”.“Não há escolhas taxativas na escolha de um vinho para acompanhar uma refeição, tudo depende dos gostos de cada um”, explica, acrescentando que “um prato deve ser confeccionado com vinho de boa qualidade e de preferência acompanhado pelo mesmo”.Maria Teresa Lima falou ainda sobre o “o jogo social à volta do vinho”, no que diz respeito à escolha do mesmo, “antes feita pelos homens, mas agora também pelas mulheres”.Defende que “as cartas de vinhos devem ser apelativas e organizadas e devem ter vinhos regionais”, o que “não acontece numa grande maioria dos restaurantes”.
Alcatra

A origem, tradição e preservação da alcatra foi outro tema do seminário, abordado por Duarte Fournier, da Confraria da Alcatra da ilha Terceira, que define este prato como “o único típico a nível regional”.A importância de “manter e incentivar o consumo deste prato, consumido em épocas festivas, mas não só,” é afirmada por Duarte Fournier, que fez uma abordagem das teorias sobre a origem da alcatra.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

domingo, junho 07, 2009

NO PRÓXIMO DIA 08 Praia da Vitória discute gastronomia e turismo

Gastronomia e Turismo” será o tema do debate organizado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória a ter lugar no Auditório do Ramo Grande, no princípio da noite do próximo dia 08 de Junho.
No programa deste seminário estão previstas intervenções da Confraria da Alcatra da Ilha Terceira sobe a “ Origem, tradição e preservação da Alcatra da ilha Terceira”, de Maria Teresa Lima, professora de Ciências Agrárias na Universidade dos Açores sobre o tema “ O vinho como produto turístico” e de João Catalão do Instituto de Negociação e Vendas subordinada a “ Os produtos regionais como marca local”.
O final das intervenções está a cargo de José Eduardo Toste, director da Associação Regional de Turismo e de Verónica Bettencourt, da Direcção Regional de Turismo que irão falar da importância da gastronomia no turismo. Após estas duas intervenções será aberto um espaço de discussão pública, encerrando o seminário com uma degustação de produtos regionais marcada para as 21h20.
A abertura dos trabalhos está agendada para as 19h00 com a sessão de abertura presidida por Carlos Costa, adjunto da presidência da autarquia da Praia da Vitória.

(in A União)

Etiquetas: , , ,

terça-feira, maio 05, 2009

Professora Beatriz Oliveira

Professora Doutora Maria Beatriz Prior Pinto Oliveira, docente na Faculdade de Farmácia no Porto e responsável pelo Serviço de Bromatologia, veio à Região Autónoma dos Açores, ilha Terceira, para participar no 9.º Encontro de Química dos Alimentos. Encontro organizado pelo Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, em associação com a Sociedade Portuguesa de Química. Evento que trouxe personalidades nacionais de grande relevância (mais de 120 congressista) a Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial da UNESCO.A Professora Beatriz Oliveira apresentou uma comunicação intitulada “Sustentabilidade no Sector dos Óleos Alimentares”. A 3 de Março de 2009, fez parte da organização do encontro, com 418 participantes, denominado “Segurança à Qualidade dos Alimentos” que teve lugar no Auditório do Instituto Superior de Engenharia do Porto.
A Professora Beatriz Oliveira esteve na freguesia vinhateira dos Biscoitos, visitando a Região (De)marcada e o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. na companhia da Professora Doutora Maria Teresa Lima, docente no Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. De referir que a Professora Teresa Lima foi reeleita há poucos dias Presidente da Assembleia-geral da Adega Cooperativa dos Biscoitos. Associação de produtores, aquando da realização do “Atlântida”, programa da RTP – Açores, transmitido em directo do Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. Espaço que foi cedido pela família Brum à organização do popular programa. Aliás, sempre aberto a quem o deseje visitar Não se paga nada para entrar, nem sair do museu!
(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Produtores e Universidades unem-se para melhorar vinho

Governo aprovou criação de um cluster a partir do qual podem ser investidos seis milhões de euros em vários projectos de investigaçãoO Ministério da Economia e Inovação aprovou a candidatura da ADVID Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense ao reconhecimento de um cluster regional na área da vinha e do vinho. Com esta aprovação, condicionada à redefinição do plano de acção junto do gabinete coordenador do Programa Operacional de Factores de Competitividade (POFC), fica aberto o caminho ao desenvolvimento de um projecto de investigação e inovação sem precedentes no sector vitícola nacional e que, numa primeira estimativa, poderá envolver verbas da ordem dos seis milhões de euros.O reconhecimento do cluster é uma espécie de via verde para a candidatura de projectos ao novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) dirigidos ao sector da vinha e do vinho no Douro. A ideia central da iniciativa é promover o investimento em actividades de investigação e inovação das empresas, elevar o nível de competência técnica e económica da fileira vitivinícola, incrementar a disseminação do conhecimento e tornar mais eficiente e sustentável a produção regional. Para isso, o plano de acção prevê a realização de uma série de estudos sobre, entre outras coisas, a adaptação da viticultura duriense às alterações climáticas, pragas e doenças da vinha, conservação da biodiversidade benigna para a cultura da vinha, preservação da variabilidade genética das castas de videira nacionais e a zonagem da região de acordo com métodos mais modernos para a classificação das vinhas.O cluster será desenvolvido a partir da actual estrutura orgânica da ADVID, uma associação centrada na investigação vitícola com 200 associados que respondem por cerca de 55 por cento do negócio do vinho do Porto. Participarão ainda o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, as principais associações do sector, várias firmas ligadas ao ramonda viticultura e da enologia e diversas universidades nacionais e internacionais como a Universidade do Porto, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, da Universidade dos Açores ou o Southern Oregon University, nos EUA, e um instituto de pesquisa alemão.Quem ainda não aderiu ao cluster foi a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), apesar de possuir um curso de Enologia. A instituição coordenará a instalação de um Centro de Excelência da Vinha e do Vinho no futuro parque tecnológico em Vila Real, já em curso. Para os responsáveis desta universidade, a candidatura da ADVID visa os mesmos objectivos do referido centro de excelência, pelo que questionam a duplicação de projectos e investimentos. Mas a associação entende que as duas iniciativas podem ser complementares e espera que a UTAD acabe por se envolver no seu projecto.

(In Pedro Garcias NetConsumo)

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Casal Lupi Bello na Terceira

Estiveram no Arquipélago dos Açores o simpático casal: Professora Doutora Maria do Rosário Lupi Bello (docente da Universidade Aberta) e o Doutor Manuel Lupi Bello (antigo Forcado do Grupo de Forcados do Aposento da Moita). Durante a sua estada na ilha Terceira foram acompanhados pelo Professor Doutor Tomaz Dentinho, docente da Universidade dos Açores - Campus de Angra do Heroísmo - e grande Amigo do casal Lupi Bello.Durante a visita à vinhateira freguesia dos Biscoitos visitaram o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda. onde se encontraram com outro ilustre docente da Universidade dos Açores -Departamento de Ciências Agrárias em Angra do Heroísmo: Professor Doutor Artur Câmara Machado. Ainda em terreno “Da Resistência”, provaram o tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , ,

segunda-feira, outubro 06, 2008

O verdelho na vinoterapia

Por Sofia Carreiro Mendes * Hefestos é um projecto que, tal como a figura mitológica que lhe deu nome, torna possível a transformação das matérias-primas da terra dos fenómenos vulcânicos em verdadeiras obras de arte para o corpo e o seu bem-estar. Visa a obtenção do belo e único nas suas criações. E pretende trazer até si a essência da alma Açoriana. Pretendemos criar, através das matérias-primas mais nobres dos Açores, não apenas uma linha de produtos, mas proporcionar aos sentidos uma viagem pela essência das ilhas de Bem-Estar, em que a experiência sensorial invade a visão, o olfacto, a audição, o toque e o paladar, deixando na memória a presença eterna de uma viagem inesquecível. Este projecto associou-se à Casa Agrícola Brum Lda., de forma a tirar partido das características únicas do Verdelho dos Biscoitos e utilizá-las na formulação de uma Linha de Vinoterapia Açoriana. A Vinoterapia, não é uma nova terapia, pelo contrário tem vindo a sofrer bastantes evoluções nos últimos tempos, especialmente em França. A Vinoterapia é o uso terapêutico dos produtos provenientes da vinha, da uva ou do processo de vinificação. Esta terapia tira partido, das propriedades anti-oxidantes destes extractos, que ajudam ao rejuvenescimento e combate do envelhecimento da pele, causado pelos radicais livres. A uva possui poderosos polifenóis, únicos no reino botânico, mais poderosos que as vitaminas C e E, que bloqueiam a acção de enzimas que destroem o colágenio e a elastina, deixando a pele mais elástica e consistente. Além disso, eles melhoram a hidratação da pele.
*Investigadora no Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, agosto 27, 2008

Vinhos dos Biscoitos e Almeirim

António Martins Barreira, natural de Almeirim, bacharel em Gestão Agrícola com licenciatura em Gestão de Cooperativas Agrícolas, pós graduação em Enologia, esteve ontem na Região (De)marcada dos Biscoitos. Acompanhou-o a Professora Doutora Teresa Lima, da Universidade dos Açores – Campus de Angra do Heroísmo. Começaram por visitar a centenária Casa Agrícola Brum Lda. e o Museu do Vinho dos Biscoitos, também propriedade da família Brum. Aí o enólogo Barreira teve ocasião de partilhar conhecimentos com António Fernando Espínola Godinho, Mestre Adegueiro dos Brum e de apreciar o mais procurado vinho dos Açores: o branco “Donatário”. Também apreciou o branco “Da Resistência” e o generoso “Chico Maria”, vinhos produzidos e engarrafados pela Casa Brum, com base em uvas da casta “Verdelho dos Açores” e “Terrantez da Terceira”, de vinhas situadas na Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha dos Biscoitos (orla marítima).
Depois de terem estado no Museu do Vinho dos Biscoitos, da independente Casa Agrícola Brum Lda., a Professora Teresa Lima conduziu o Engenheiro Barreira até ao local onde está sediada provisoriamente a Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.


Segundo a Professora Teresa Lima, Presidente da Assembleia-Geral daquela associação de produtores, no próximo dia 5 de Setembro, será inaugurado o barracão, trampolim para as já anunciadas instalações definitivas.
Ainda nos Biscoitos o Eng.º António Barreira foi recebido na Sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, pela Dr.ª Teresa Lima, Grão- Escanção daquela associação de Enófilos.
O Eng.º António Barreira está à testa da Casa Agrícola Barreira, em Almeirim, que provém do seu bisavô, Joaquim Pereira Barreira e continuada pelo avô, António Duarte Barreira e seu pai Armando Jorge Martins Barreira.
A exploração, agora administrada pela 4ª geração dos Barreira, ocupa uma área de 40 hectares de vinha estando actualmente reestruturada cerca de 60% com as castas tintas: Piriquita (Castelão Francês); Shyraz; Cabertnet-Sauvingon e Alicante Bouchet. E ainda com as castas brancas: Fernão – Pires; Arinto; Tália; Alvarinho e Chardonay.
Segundo o Enólogo Eng.º António Barreira (funcionário do Crédito Agrícola Seguros, como gestor de seguro de colheitas): espero num futuro próximo iniciar um processo de engarrafamento de vinho produzido pela própria produção.
O enólogo António Barreira adiantou-nos: estamos na fase de testes de micro vinificação de forma a mostrar o tipo de vinho que será obtido a partir das castas seleccionadas. Será na comemoração do centenário da Casa Agrícola Barreira?

(In Bagos d'Uva)

Etiquetas: , , ,

domingo, junho 29, 2008

Wine Festival em São Miguel

Decorreu entre 12 a 14 de Junho, em Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o Wine Festival. O festival foi organizado pela Angular XXL e Megasensus, empresas de organização de eventos de Ponta Delgada e Évora respectivamente. Neste evento estiveram presentes mais de duas dezenas de produtores de vinho e cerca de uma centena de marcas.
Foi um sucesso graças ao empenho e dedicação dos seus promotores, Dr.ª Margarida Gomes, Dr. Mário Luís e Dr. Francisco Silveira da parte da Megasensus e Angular XXL respectivamente. Os vinhos de Verdelho da Ilha Terceira estiveram presentes pela mão da Profª Teresa Lima.
A abertura oficial do Wine Festival foi presidida pelo Secretário Regional da Economia, Prof. Duarte Ponte. Nesta abertura oficial, a convite da comissão organizadora, teve lugar uma palestra proferida pela Profª Teresa Lima, sobre “Situações Históricas e Simbologia do Vinho”.
Na cerimónia de abertura, o Secretário Regional de Economia chamou a atenção para o facto do vinho ser um produto turístico. “Quem vêm aos Açores quer levar um produto que seja típico” disse Duarte Ponte que fez notar que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham nas rotas do vinho. Estas afirmações foram corroboradas por Teresa Lima. Segundo esta docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Esta aproveitou também para dizer que foi a Universidade dos Açores através de um projecto da iniciativa e responsabilidade da mesma professora, que trouxe pela primeira vez para esta Região uma nova dinâmica de pensar o vinho como um produto turístico. Este projecto do âmbito do INTERREG III B – Açores-Madeira-Canárias contou com o apoio do FEDER. Ele chamava-se “O Vinho como Produto Turístico”, o acrónimo era o ENOTURMAC. Teresa Lima disse ainda que o projecto se desenrolou em 4 Ilhas: Terceira, Graciosa, Pico e S. Miguel. E referiu que foi nesta última que a mensagem do ENOTURMAC foi verdadeiramente captada, pois a partir do encerramento deste projecto, e graças ao espírito empreendedor dos micaelenses, muitos eventos têm acontecido dentro desta temática, sendo o Wine Festival o culminar de todos eles.

(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , ,

terça-feira, junho 17, 2008

Produtores açorianos de vinho apostam na expansão

Mais de duas dezenas de produtores de vinho estão presentes no "Açores Wine Festival", a decorrer até 14 de Junho, no Teatro Micaelense, por iniciativa das empresas Angular XXL e MegaSensus.
Na mostra de vinhos, onde esteve representada cerca de uma centena de marcas, os visitantes poderam testar e descobrir o paladar de vinhos produzidos em várias regiões do país, incluindo os Açores, bem como de coktails vínicos, e participar em demonstrações de culinária com os melhores chefes em actividade em Ponta Delgada. Na sessão de abertura do evento, Francisco Silveira, da Angular XXL, sublinhou a “variedade, qualidade e quantidade de produtores presentes”. Na mesma ocasião, o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, realçou que a iniciativa, inédita nos Açores, tem duas mais-valias. Por um lado, “os hoteleiros podem ter contacto com vinhos que desconhecem” e, por outro lado, os produtores podem aproveitar a iniciativa para “contactar com pessoas que tenham outra experiência, não só na produção, como na comercialização”. Disse Duarte Ponte que os Açores “têm produtos já de algum significado” e elogiou o trabalho “notável” que tem sido feito no Pico, mas também na Terceira, lembrando ainda que há outras ilhas com potencial na produção de vinho, nomeadamente São Miguel, Santa Maria e Graciosa - esta última em processo de recuperação. O secretário regional da Economia chamou a atenção para o facto de o vinho ser “um produto turístico. “Quem vem aos Açores quer levar um produto que seja típico”, disse Duarte Ponte que acrescentou ainda que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham as rotas dos vinhos. Afirmações corroboradas por Teresa Lima, professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, convidada para a palestra de abertura do evento. Segundo Teresa Lima, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Açores à procura da expansão Manuel Serpa, da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, admitiu, à margem do evento, que “faltava uma iniciativa destas aqui nos Açores, pois apesar de não termos muitos vinhos, já temos vinhos de qualidade” e “estamos numa fase em que precisamos de expandir os vinhos que temos”, referiu. Segundo Manuel Serpa, a Região apostou primeiro na qualidade e no aumento de produção, agora é preciso apostar na expansão da comercialização. Como fez questão de sublinhar o responsável pela comissão que decide que vinhos estão em condições de obter a certificação,“os Açores estão em condições de mostar alta qualidade”, em especial no que se refere aos vinhos brancos. E em termos de capacidade de produção, considera que é suficiente, pois diz, “produzimos à nosa dimensão”. Na sua opinião, a certificação tem sido fundamental, “porque exige que se dêem passos que ajudam o próprio vinho”. Actualmente, estão certificados 16 vinhos dos Açores, sendo certa a obtenção da certificação, ainda este mês, de pelo menos mais um vinho. Como referiu também Margarida Gomes, da Mega Sensus, a decisão de organizar nos Açores um evento desta natureza, partiu precisamente da percepção de que “havia aqui potencial turístico”. Além disso, sublinhou a responsável, perceberam também que, por um lado, existiam “vinhos dos Açores interessantes e diferentes, ainda com pouco reconhecimento”, e por outro lado, “um grande défice de conhecimento sobre os bons vinhos nacionais”.
(In Paula Gouveia, Açoriano Oriental)

Etiquetas: , , , , ,

domingo, junho 15, 2008

Estudantes promovem o que é nosso

Numa organização conjunta da Associação de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e da Associação de estudantes da escola Enfermagem de Angra do Heroísmo realizou-se, no âmbito da XIX Semana Académica, uma Prova de Queijos, Vinhos e Enchidos dos Açores.

Este evento teve lugar no Auditório Municipal da Praia da Vitória a 26 de Abril pp, coincidente com o II Simpósio das Confrarias Báquicas e Gastronómicas de Portugal e contou com a presença do Professor Doutor José Matos, docente da Universidade dos Açores, que proferiu uma palestra, tendo por tema "O Queijo de São Jorge".
Para uma melhor informação sobre o queijo São Jorge a União das Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge UCRL explica.
Na assistência viam-se jovens e também alguns dos participantes no Simpósio das Confrarias.
Estiveram em prova os Vinhos de Verdelho produzidos e engarrafados nos Biscoitos (ilha Terceira):
- “Moledo” da Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.
- “Ramo Grande” da Casa Agrícola Brum Lda.
- “Donatário” da Casa Agrícola Brum Lda.
- SDAIT – Adega dos serviços de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira (Biscoitos).
E o vinho branco “Pedras Brancas” da Adega Cooperativa da Ilha Graciosa.

(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , ,