quarta-feira, janeiro 07, 2009

Promover a sustentabilidade e competitividade do queijo do Pico (DOP)

Airidas Dapkevicius
Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A)
Nesta proposta apresentou-se um conjunto coerente de actividades de investigação e de análise de risco tendo em vista aumentar a competitividade e sustentabilidade do queijo do Pico. Este produto, importante do ponto de vista cultural e económico, tem problemas de comercialização fora da ilha que se reflectem na quebra das vendas para o exterior e na diminuição acentuada do número de queijarias.
As linhas de trabalho propostas destinaram-se a fornecer dados para fundamentar políticas por parte das entidades responsáveis e acções por parte das unidades de produção que permitam alterar a situação actual.
Nesta proposta, previu-se a caracterização da situação actual do queijo do Pico em termos de qualidade/segurança, a elaboração duma análise de risco que permita preparar programas de garantia da segurança com sólidas bases científicas, considerando a sua especificidade enquanto produto DOP. A necessidade de preservar a autenticidade do produto levou-nos a propor soluções que passam pela própria microflora do queijo do Pico para contribuir para a melhoria da qualidade, segurança, economia e eficácia. Previram-se também propostas de optimização e padronização dos protocolos de produção, que terão impacto não só a nível da qualidade, mas também nos aspectos económicos.
(In Azores.Gov.PT)

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domingo, junho 15, 2008

Estudantes promovem o que é nosso

Numa organização conjunta da Associação de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e da Associação de estudantes da escola Enfermagem de Angra do Heroísmo realizou-se, no âmbito da XIX Semana Académica, uma Prova de Queijos, Vinhos e Enchidos dos Açores.

Este evento teve lugar no Auditório Municipal da Praia da Vitória a 26 de Abril pp, coincidente com o II Simpósio das Confrarias Báquicas e Gastronómicas de Portugal e contou com a presença do Professor Doutor José Matos, docente da Universidade dos Açores, que proferiu uma palestra, tendo por tema "O Queijo de São Jorge".
Para uma melhor informação sobre o queijo São Jorge a União das Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge UCRL explica.
Na assistência viam-se jovens e também alguns dos participantes no Simpósio das Confrarias.
Estiveram em prova os Vinhos de Verdelho produzidos e engarrafados nos Biscoitos (ilha Terceira):
- “Moledo” da Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.
- “Ramo Grande” da Casa Agrícola Brum Lda.
- “Donatário” da Casa Agrícola Brum Lda.
- SDAIT – Adega dos serviços de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira (Biscoitos).
E o vinho branco “Pedras Brancas” da Adega Cooperativa da Ilha Graciosa.

(In Bagos D'Uva)

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domingo, agosto 19, 2007

Queijo de São Jorge



Queijo de São Jorge foi impedido mais uma vez, de entrar nos Estados Unidos da América. Segundo uma nota da U.S. Food and Drug Administration, o queijo em causa “aparentava ter sido fabricado, processado ou embalado sem condições sanitárias”. O documento refere ainda que o produto não apresentava o exigido rótulo em inglês.

Será que esses critérios não poderiam ser aplicados aos produtos americanos que dão entrada em Portugal?

O que é aparentar ter sido fabricado sem condições sanitárias? Porque razão os rótulos dos produtos americanos só estão escritos em inglês, mesmo sendo enviados para outros Países?

O Professor José Matos, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, defendeu, faz precisamente um ano atrás, em declarações à Antena 1-Açores, a criação de um rótulo de qualidade para os produtos genuinamente açorianos, com vista a dinamizar a sua comercialização no continente português. Segundo este investigador, “a criação de um rótulo Açores garantiria a qualidade do produto, valorizando-o também em termos de marketing”. Na opinião do Professor José Matos, esse rótulo deveria ser aplicado a todos os produtos bandeira do arquipélago, como é o caso do queijo de São Jorge. Recorde-se que os Açores detêm mais de metade da produção nacional de queijo, mas o queijo açoriano continua a não ser líder de mercado.

O professor universitário defende ainda que “a batalha da qualidade não tem uma meta fixa, mas volátil”. “O nosso objectivo deve ser sempre conquistar patamares de mais elevada qualidade, nas suas várias vertentes”.
(Adaptado de RDP-Açores)

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