domingo, março 01, 2009

Qualidade do ar variavel nos Açores

“O ar nos Açores normalmente é pouco poluído, salvo alguns fenómenos ocasionais em que se registam picos de poluição”, afirma o professor da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues. No que diz respeito ao impacto da qualidade do ar na saúde pública, sustenta que “a qualidade do ar é variável, na maioria do tempo é bom, mas podem ocorrer eventos que podem pôr em causa a saúde pública, por exemplo poeiras vindas do Saara, ou poluição antropogénica da América do Norte ou do Norte da Europa, através de massas de ar poluído que influenciam a qualidade do ar no arquipélago açoriano”, explica Félix Rodrigues. Há ainda um segundo aspecto que tem de ser levado em consideração, quando se fala da poluição, o cumprimento legal, que diz respeito aos aglomerados populacionais e ao índice de poluição que neles se verifica. Ponta Delgada é, nos Açores, o único sítio onde a lei prevê que haja estudos de monitorização da poluição e é neste sentido que o Governo Regional prevê no seu programa a criação de uma Estação de Qualidade do Ar nesta cidade. “De momento só existe nos Açores uma Estação de Qualidade do Ar, na cidade da Horta, que não é representativa dos índices de poluição nos Açores, nem sequer mesmo do grupo central”, considera o docente da Universidade dos Açores.
PSD denuncia
O PSD/Açores denunciou ontem o “incumprimento” do governo regional por este ainda não ter apresentado os relatórios de 2007 e 2008 sobre a qualidade do ar na Região, tal como prevê uma resolução do parlamento açoriano. Em comunicado, António Ventura recorda que o parlamento aprovou por unanimidade, em 2007, um projecto de resolução do PSD que recomendava ao executivo “a elaboração de um relatório informativo e explicativo sobre o clima e a qualidade do ar na Região de periodicidade anual”.“Até hoje, o governo ainda não apresentou o relatório de 2007 nem o de 2008, ou seja, passados 22 meses desde a aprovação da iniciativa, o governo está em incumprimento com a Assembleia Legislativa”, sustenta o deputado.“Falta de respeito pelo parlamento dos Açores e por todos os cidadãos”, já que o clima e a avaliação da qualidade do ar “devem assumir-se, acima de tudo, como uma grande e constante preocupação política na Região”, conclui António Ventura.
(In Diário Insular)

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terça-feira, julho 08, 2008

Cursos de especialização tecnológica

A Universidade dos Açores está a aceitar candidaturas para a frequência dos cursos de especialização tecnológica. As inscrições podem ser efectuadas online no site – www.uac.pt/~acesso – até ao dia 31 de Julho.
No ano lectivo de 2008/2009, para além dos cursos de Desenvolvimento de Produtos Multimédia e de Qualidade Alimentar, a decorrerem nos pólos de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo, respectivamente, a Universidade dos Açores oferecerá dois novos cursos de especialização tecnológica em Conservação e Restauro de Madeiras e Mobiliário, no pólo de Angra do Heroísmo e em Operador Marítimo - Turístico, no pólo da Horta.
Este tipo de qualificação profissional integra três tipos de componentes de formação: formação geral e científica, formação tecnológica e formação em contexto de trabalho. Aos alunos que concluam um CET com aprovação em todas as unidades de formação é atribuído um Diploma de Especialização Tecnológica (DET). Os titulares deste diploma podem ainda concorrer à matrícula e inscrição no ensino superior, através de concurso especial.
A estes cursos podem candidatar-se alunos com o 12º ano, com um diploma de especialização tecnológica de nível III ou com uma licenciatura. Podem ainda candidatar-se alunos com o 12º incompleto, desde que frequentem um plano de formação adicional, oferecido pela Universidade, antes do início do curso.
Podem igualmente candidatar-se à inscrição num CET os indivíduos com idade igual ou superior a 23 anos, aos quais, com base na experiência, a Universidade dos Açores reconheça capacidades e competências que os qualificam para o ingresso no CET em causa.
Os alunos dos Cursos de Especialização Tecnológica têm os mesmos benefícios que os restantes alunos da Universidade dos Açores, podendo concorrer a bolsa de estudo, a alojamento nas residências universitárias, entre outros.

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sábado, fevereiro 16, 2008

Qualidade do leite português

sábado, dezembro 15, 2007

Qualidade do Leite Açoriano

A Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT) quer mais empenho dos lavradores para melhorar a qualidade do leite. Os dados revelados esta semana, na reunião da Comissão de Acompanhamento do Leite na Terceira, apontam que os valores médios dos parâmetros qualidade não evoluíram no decorrer deste ano, como era esperado. Após alguns investimentos nas áreas da formação profissional e do maneio das máquinas de ordenha, os representantes do sector aguardavam uma melhoria significativa dos parâmetros da qualidade do leite. A Associação Agrícola da Terceira criou mesmo um Gabinete Técnico para dar formação, sobre o maneio das máquinas de ordenha, nas explorações leiteiras com dificuldades. Contudo, a tendência evolutiva dos parâmetros da qualidade teima em não aparecer, explicam os dirigentes.Segundo conseguimos apurar, os grandes problemas detectados pelos serviços de fiscalização de leite prendem-se, em grande parte, com as mamites e a falta de maneio adequado das máquinas de ordenha. Paulo Simões, presidente da AAIT, após a reunião da Comissão de Acompanhamento do Leite, que se realizou na passada segunda-feira, resolveu pedir mais “empenho” dos produtores. “Não estamos a dizer que o leite da Terceira não tem qualidade, queremos é mais qualidade”, esclarece. Para este dirigente, da lavoura terceirense, existe margem para aumentar a qualidade e criar um produto de excelência, capaz de concorrer com os grandes mercados (em termos qualitativos). O contraste Leiteiro é realizado por cinco técnicos da AAIT, desde há oito anos, e abrange cinco mil animais de 115 das cerca de 880 explorações leiteiras existentes na ilha Terceira.Com o desenvolvimento do contraste leiteiro, os produtores ficam a saber o que produz cada animal analisado, bem como a quantidade de gordura e proteína que possui o leite produzido por cada bovino. A AAIT realiza, ainda, a contagem das células somáticas, o que permite ao produtor prevenir eventuais mamites nos animais que, a existirem, desvalorizam o leite.Segundo os dados divulgados, apenas meia centena de explorações leiteiras demonstram dificuldades em acompanhar os parâmetros de qualidade propostos, porém este número faz diminuir, significativamente, as médias pretendidas pelo sector leiteiro da ilha. O próximo resgate poderá mesmo afastar alguns destes produtores, apurou o nosso jornal junto de fonte ligada ao sector. A estatística da classificação da ilha Terceira demonstra que os valores médios pioraram nos últimos meses. Por exemplo, e aleatoriamente, em Maio deste ano, os valores médios (gordura, proteína, células somáticas, contagem microbiana total) têm uma pontuação de 1,97. Em Setembro esta pontuação está no -1, 23 e com um aumento significativo das células somáticas. Medidas para melhorar
Actualmente a indústria já paga consoante a qualidade, no entanto, para a Associação Agrícola, é necessário haver um maior incentivo às explorações que têm um sistema de frio para armazenar o leite (o que melhora alguns parâmetros de qualidade). Para José Matos, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, os prémios à qualidade são fundamentais para motivar a produção. Os investigadores alertam também para a necessidade de se continuar a apostar na formação. “É um meio essencial para manter e aumentar a qualidade do produto”. José Matos assegura ainda que é necessário e urgente que os produtores comecem a fazer contas, para terem a noção do que estão a perder, em termos financeiros. A máquina de ordenha, se não estiver correctamente montada, afinada e calibrada, poderá estar na origem de uma série de problemas, com resultados catastróficos e que só uma pessoa atenta poderá identificar.Para chamar a atenção deste “problema real”, os serviços de classificação de leite da Terceira, no seu sítio da Internet disponibilizam vários conselhos e exemplos. “Uma máquina descalibrada é meio caminho para provocar pequenas lesões no úbere, que regularmente degeneram em mamites. Normalmente, as vacas mais susceptíveis de contrair esta doença são, quase sempre, as melhores produtoras”. Segundo os técnicos deste serviço, uma vaca com uma mamite, na melhor das hipóteses, pode provocar perdas na ordem dos 30% da produção. “Se num rebanho de 60 vacas, as mamites afectarem 25% dos animais, com uma média de produção de 5 mil litros por ano, (30% x 5000 litros x 15 vacas = 22.500 litros x 50$00 =1.125.000$00) poderá causar, mais de 1.000 contos (5 mil euros) de leite que não foi produzido. Isto, sem contabilizar as despesas do veterinário e os medicamentos” – exemplificam.
(In A União)

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domingo, agosto 19, 2007

Queijo de São Jorge



Queijo de São Jorge foi impedido mais uma vez, de entrar nos Estados Unidos da América. Segundo uma nota da U.S. Food and Drug Administration, o queijo em causa “aparentava ter sido fabricado, processado ou embalado sem condições sanitárias”. O documento refere ainda que o produto não apresentava o exigido rótulo em inglês.

Será que esses critérios não poderiam ser aplicados aos produtos americanos que dão entrada em Portugal?

O que é aparentar ter sido fabricado sem condições sanitárias? Porque razão os rótulos dos produtos americanos só estão escritos em inglês, mesmo sendo enviados para outros Países?

O Professor José Matos, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, defendeu, faz precisamente um ano atrás, em declarações à Antena 1-Açores, a criação de um rótulo de qualidade para os produtos genuinamente açorianos, com vista a dinamizar a sua comercialização no continente português. Segundo este investigador, “a criação de um rótulo Açores garantiria a qualidade do produto, valorizando-o também em termos de marketing”. Na opinião do Professor José Matos, esse rótulo deveria ser aplicado a todos os produtos bandeira do arquipélago, como é o caso do queijo de São Jorge. Recorde-se que os Açores detêm mais de metade da produção nacional de queijo, mas o queijo açoriano continua a não ser líder de mercado.

O professor universitário defende ainda que “a batalha da qualidade não tem uma meta fixa, mas volátil”. “O nosso objectivo deve ser sempre conquistar patamares de mais elevada qualidade, nas suas várias vertentes”.
(Adaptado de RDP-Açores)

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