quinta-feira, outubro 01, 2009

Universidade dos Açores promove curso livre

Dedicada ao tema “Portugal, os Açores e o domínio filipino”, a formação decorrerá em Outubro, no Pólo de Angra do Heroísmo.
A Universidade dos Açores irá promover no seu pólo de Angra do Heroismo, entre seis a nove de Outubro, o curso livre “Portugal, os Açores e o domínio filipino”. A formação será ministrada no Palacete Silveira e Paulo, por José Damião Rodrigues e Susana Goulart Costa, docentes daquela universidade.Este curso, que registou um considerável número de inscrições, funcionará com dois grupos, entre as 14h e as 16h e das 18h às 20h, e inserindo-se no plano de actividades do Centro de Conhecimento dos Açores, da Direcção Regional da Cultura/Presidência do Governo Regional. Os cursos livres realizam-se com a colaboração do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da Universidade dos Açores. Segundo informações adiantadas em comunicado de imprensa, em 2009 realizar-se-ão mais dois cursos: “História da Arte e do Património Construído nos Açores – Séculos XVIII a XX” e “Aspectos da Vida Quotidiana nos Açores: Séculos XV e XVI”, na ilha do Faial.Para mais informações, ligue para 295 403 000, ou consulte o link.
JornalDiario

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quinta-feira, setembro 24, 2009

Vagas para enfermagem - Angra do Heroísmo 2ª Fase

7090Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

9500 Enfermagem 33

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Listagem de Vagas no Campus de Angra do Heroísmo para a 2.ª Fase - 2009

8031 Ciências Farmacêuticas (Preparatórios) 3
8085 Ciências da Nutrição (Preparatórios) 7
8086 Medicina Veterinária (Preparatórios) 3
9022 Ciências Agrárias 9
9103 Engenharia e Gestão do Ambiente 9
9382 Guias da Natureza 7
9934 Energias Renováveis 1

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quinta-feira, setembro 17, 2009

543 estudantes colocados na Universidade dos Açores na 1ª Fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior

Na 1ª Fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, foram colocados na Universidade dos Açores, nos ensinos universitário e politécnico, 543 estudantes, correspondentes a uma taxa de preenchimento de 82% das vagas colocadas a concurso.Mais de metade dos cursos, concretamente 15, esgotaram as vagas disponíveis. São eles: Medicina, Veterinária, Ciências Farmacêuticas, Ciências da Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Energias Renováveis, Economia, Gestão, Sociologia, Turismo, Comunicação Social e Cultura, Relações Públicas e Comunicação, Educação Básica e Enfermagem (Ponta Delgada).Ao número de ingressos desta 1ª Fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior acrescem 337 novos estudantes, procedentes de concursos especiais, mudanças de curso, reingressos e transferências, dos quais 204 maiores de 23 anos, aprovados em provas de selecção. Estes números serão ainda aumentados com as colocações das 2ª e 3ª fases. Nestas circunstâncias, prevê-se um preenchimento total das vagas colocadas a concurso pela Universidade dos Açores.Apesar de localizada no mercado estudantil numericamente mais reduzido e territorialmente mais repartido, a Universidade dos Açores alcança bons resultados. Estes equivalem a uma prova de confiança na Instituição, certamente fruto do labor de um corpo docente, ainda jovem, mas muito qualificado, que garante uma prática de competência e de criatividade.
(in Contratempo.com)

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Mais de 45 mil estudantes colocados na primeira fase

Mais de metade (54%) dos jovens que se candidataram ao Ensino Superior ficaram colocados no curso que escolheram em primeiro lugar, revela o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Na primeira fase do concurso nacional de acesso foram admitidos 45 277 estudantes, cerca de 900 mais que em 2008. Cerca de 14% não conseguiram colocação e podem concorrer agora a 6102 vagas ainda disponíveis na segunda fase do concurso.
A Universidade do Porto é a instituição que mais novos alunos recebe (4052), apesar das três universidades lisboetas receberem em conjunto mais de nove mil estudantes. O politécnico de Tomar encontra-se no extremo oposto, tendo preenchido apenas 48% das vagas.

E volta a haver cursos com menos de dez novos alunos, o que põe em causa a sua continuação. Exemplo do insucesso na captação de estudantes são os cursos da área de Agronomia, com destaque para o da Universidade dos Açores (um colocado).
Nos cursos mais populares, este ano foi possível entrar em Medicina com uma média de 17.82, no ciclo básico de Ponta Delgada. Em Arquitectura, o último colocado em Évora teve uma nota média de 14.13.

Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo
Ciências Farmacêuticas (Preparatórios) 155,5
Ciências da Nutrição (Preparatórios) 128,8
Medicina Veterinária (Preparatórios) 154,8
Ciências Agrárias 132,7
Engenharia e Gestão do Ambiente 105,7
Guias da Natureza 103,2
Energias Renováveis 125,6

(in Sol)

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segunda-feira, setembro 14, 2009

Formação avançada em tecnologia e segurança alimentar

A Universidade dos Açores oferece este ano, na ilha Terceira (Departamento de Ciências Agrárias), um Mestrado em Tecnologia e Segurança Alimentar. As inscrições já estão abertas..“O exercício da prática profissional, no domínio da tecnologia e segurança alimentar é uma actividade bastante complexa uma vez que implica tomadas de decisão em áreas muito diversificadas cujos interesses ainda tendem a ser conflituosos”, lê-se numa nota enviada pela Universidade ao DI.Sendo assim, a Universidade considera determinante um desempenho marcado pelo rigor técnico e científico, vertente em que o mestrado em causa pretende envolver-se.O curso destina-se a conferir competências a um nível avançado nos domínios emergentes tanto da Tecnologia como da Segurança Alimentar. O curso de mestrado pretende ainda estimular nos futuros profissionais a capacidade de aplicar novos conceitos a tecnologias de fabrico tradicionais, nomeadamente na área dos produtos lácteos e da transformação da carne e do pescado, sectores considerados de especial importância tanto regional como nacional.As candidaturas estão abertas até 15 de Setembro. Todos os processos devem ser enviados por correio electrónico para gsilveira@uac.pt, ou ainda entregues no Secretariado do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (att: Mário Silva). O site do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (http://www.angra.uac.pt/MTSA/) divulga informações de pormenor sobre o mestrado.
(in Diário Insular)

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Universidade dos Açores preencheu 82% das vagas disponíveis

A Universidade dos Açores registou uma taxa de preenchimento de 82% das vagas disponibilizadas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, com a colocação de 543 estudantes nos ensinos universitário e politécnico.
Os dados hoje divulgados pela Universidade dos Açores referem que as vagas esgotaram em 15 cursos, o que representa mais de metade dos cursos ministrados pela instituição.

Estão esgotadas as vagas nos cursos de Medicina, Veterinária, Ciências Farmacêuticas, Ciências da Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Energias Renováveis, Economia, Gestão e Sociologia.
Também já não há vagas nos cursos de Turismo, Comunicação Social e Cultura, Relações Públicas e Comunicação, Educação Básica e Enfermagem (Ponta Delgada).
Além dos 543 estudantes que ingressam no quadro do concurso nacional de acesso, a Universidade dos Açores vai também receber mais 337 novos alunos, provenientes de concursos especiais, mudanças de curso, reingressos e transferências.
Entre estes alunos, encontram-se 204 maiores de 23 anos, que foram aprovados nas provas de selecção. Numa nota hoje divulgada, a Universidade dos Açores estima que a totalidade das vagas venha a ser preenchida com as colocações que serão feitas nas segunda e terceira fases do concurso nacional.
A Universidade dos Açores, com cerca de quatro mil alunos, tem instalações em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.
Diário Digital / Lusa

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quinta-feira, setembro 03, 2009

Alunos com nova opção: fazer o curso a tempo parcial

Os alunos universitários têm ao seu dispor um novo regime de frequência dos cursos: o Regime de Estudos a Tempo Parcial.
A Universidade dos Açores, assim como todos os estabelecimentos de Ensino Superior do país", dá agora a possibilidade aos estudantes de se inscreverem em parte do plano de estudos previsto para o ano que frequentam, beneficiando ainda de uma redução do valor da propina.
Segundo o regulamento em vigor, a inscrição no regime de tempo parcial deverá ser feita, em cada ano lectivo, no acto de inscrição, e até ao limite máximo de 36 créditos ECTS. Sendo que, nos ciclos de estudos conducentes aos graus de mestre e de doutor, a inscrição em regime de tempo parcial está condicionada à continuidade da edição de cada ciclo de estudos, dependendo de parecer favorável dos responsáveis pelo respectivo ciclo.
É estabelecido ainda no regulamento que a mudança de tempo integral para tempo parcial e vice-versa apenas pode ter lugar no acto de inscrição de cada ano lectivo e que a propina devida aos estudantes em regime de tempo parcial é calculada, em oitenta por cento do valor da propina fixado para a frequência do ciclo de estudos, no ano lectivo a que se reporta a inscrição.
Para Fernando Moreira, da Associação Académica, o novo regime traz benefícios a alunos finalistas que tenham poucas cadeiras para completar. Mas o representante dos alunos da Universidade dos Açores gostaria que o novo regime fosse mais além, contemplando os alunos que apenas tenham uma ou duas cadeiras por fazer com uma redução da propina superior a 50 por cento.
Na opinião do presidente da Associação Académica, os alunos que se estão a inscrever no primeiro ou segundo ano do curso não traz vantagens, nomeadamente em relação ao regime de estudante-trabalhador. Pois, lembra Fernando Moreira, no regime de trabalhador-estudante, o aluno tem um regime de faltas completamente diferente e beneficia de outras regalias para a realização das frequências e exames (podem acordar com o professor uma data mais conveniente e têm uma época de recurso no início do ano lectivo, para duas ou três cadeiras).
O reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, esclarece que o Regime de Estudos a Tempo Parcial surge de uma nova realidade: "nas universidades não entram hoje em dia, tão só os estudantes procedentes do Ensino Secundário. Cada vez mais, nos dias de hoje, a Universidade é um espaço de requalificação de activos, frequentado por adultos em processo de aprendizagem ao longo da vida, para os quais nem sempre é fácil conciliar a realização de um curso com o exercício de uma profissão". Ora, na sua opinião, este regime é mais uma opção ao dispor dos estudantes que tenham necessidade de compatibilizar o exercício da profissão e dos estudos - com o benefício extra da redução de propinas.
O reitor prevê que "haja movimentos no contingente estudantil, que alunos que estão neste momento em tempo integral acabem por optar pelo regime de tempo parcial e prevejo que alunos que até agora ficaram de fora porque não tinham a perspectiva de fazer o curso por inteiro, venham inscrever-se na Universidade dos Açores para completar os seus cursos".
O representante dos estudantes da Universidade dos Açores critica o facto da Associação de Estudantes não ter sido ouvida no processo de elaboração do regulamento do novo regime. A esta crítica, o reitor explicou que o novo regime "decorre de uma decisão do Ministério e vai ser aplicado em todas as instituições de Ensino Superior do país".
(in Paula Gouveia - Açoriano Oriental)

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sexta-feira, agosto 28, 2009

Curso Intensivo de Segurança e Defesa

O “Curso Intensivo de Segurança e Defesa” (CISEDE) que se vai realizar na Região Autónoma dos Açores é uma iniciativa do Instituto da Defesa Nacional em colaboração com a Universidade dos Açores e conta com o alto patrocínio do Governo Regional dos Açores.Este Curso sem encargos para os auditores, pretende contribuir para a formação de uma elite atenta, informada, sensibilizada e assim melhor habilitada a intervir em questões relacionadas com a segurança e defesa nacional e internacional numa acepção abrangente e integrada, constituindo uma importante valorização de carreira pelos conhecimentos e informação que proporciona, promovendo igualmente o espírito de grupo e contribuindo para uma futura melhor articulação sectorial entre os decisores.

Objectivos
Facultar aos auditores conhecimentos para uma reflexão mais esclarecida sobre o conceito abrangente e integrado de Segurança e Defesa Nacional;
Sensibilizar os auditores para um melhor desempenho de futuras funções de responsabilidade;
Aprofundar a informação e o conhecimento dos auditores de forma a sensibilizá-los para a difusão consciente do espírito de defesa;
Proporcionar o contacto mútuo em áreas de interesse para a segurança e defesa entre auditores de formações académicas, experiências e áreas profissionais diversificadas.

Destinatários
O CISEDE destina-se, prioritariamente, ao universo dos cidadãos portugueses residentes nas regiões autónomas e que satisfaçam os critérios gerais de selecção.

Critérios de Selecção
Critérios Gerais
Podem ser admitidos à frequência do CISEDE todos os cidadãos portugueses, de ambos os sexos com idade superior a 23 anos.
Critérios Especiais
Terão prioridade, pela ordem seguidamente referida, as candidaturas que favoreçam:
A qualidade do curriculum;
A diversidade geográfica;
A diversidade socioprofissional e académica.

Candidaturas
O período de candidaturas individuais ao CISEDE - Açores decorre entre 01 de Setembro e 02 de Outubro de 2009.
As candidaturas são formalizadas através do preenchimento e envio por e-mail, para o IDN, da ficha de candidatura dentro do prazo estabelecido pelo concurso.
As candidaturas só serão consideradas, se incluírem todos os documentos indicados.
As candidaturas individuais são apreciadas por uma Comissão de Selecção.

Estrutura
O CISEDE tem um formato modular estando previstos no seu curriculum a existência de três módulos com a duração de três manhãs ou tardes cada. Os módulos terão como temas gerais: “O Quadro Geral de Segurança e Defesa”; “A Politica de Defesa Nacional” e “A Realidade Regional no campo da Segurança e Defesa”.

Funcionamento
O Curso decorrerá nas instalações da Universidade dos Açores, mais concretamente nos pólos de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo em simultâneo com recurso a videoconferência. As conferências serão ministradas a partir dos dois pólos e do IDN Lisboa quando tal se justifique

Contactos
Instituto da Defesa NacionalDivisão de PlaneamentoCalçada das Necessidades, nº 5 - 1399-017 LisboaTelf. 213924600 / 43 / 45 / 90Email: planeamento1@idn.mdn.gov.pt
(in Instituto da Defesa Nacional)

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quinta-feira, agosto 27, 2009

Pós-graduação em GESTÃO DE UNIDADES DE SAÚDE na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

As alterações decorrentes da revolução industrial, nomeadamente na área da saúde, conduziram ao desenvolvimento de novas tecnologias e à necessidade de aquisição de novas competências para responder aos desafios da sociedade actual. Estes desafios ao contextualizarem-se nos sistemas de saúde reflectem-se nos mesmos e, influenciarão na gestão das instituições.
Estas alterações sociais levam os responsáveis, pela organização das unidades de saúde, a assumirem responsabilidades acrescidas na gestão das mesmas, onde desempenham um papel fundamental na garantia da qualidade da prestação de cuidados.
A qualificação dos recursos humanos das organizações pressupõe formação contínua e, a aquisição de conhecimento na área de gestão deve ser uma preocupação de todos os responsáveis por unidades de saúde.
Cada vez mais se espera dos gestores uma atitude proactiva, pelo que é de valorizar na formação destes profissionais, além de conhecimentos técnicos, capacidade de liderança nas organizações e de motivação dos colaboradores, capacidade de fomentar a multidisciplinaridade e de promover a inovação, entre outras. Por conseguinte, torna-se pertinente o desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências nos gestores que sejam conducentes para um adequado desempenho. Atendendo a este facto, o processo formativo em gestão deverá contribuir para criar um quadro de referência que abranja algumas dimensões, designadamente do tipo técnico, humano e conceptual.
Procura-se, pois, com esta pós-graduação dar resposta aos anseios de profissionais que pretendam aprofundar a sua preparação científica no âmbito da gestão em saúde.

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segunda-feira, agosto 24, 2009

Interesse pelo ensino superior aumenta na Região

O programa de acesso a maiores de 23 anos permite que quem não tenha concluído o 12º ano possa candidatar-se ao ensino superior. Os resultados têm sido surpreendentemente positivos.

Desde que abriu o programa de Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 Anos, na Universidade dos Açores, o número de candidatos a entrar na academia açoriana tem vindo a aumentar. Este sistema permite que pessoas que não tenham concluído o ensino secundário possam concorrer ao ensino superior, não que sem antes tenham de efectuar provas avaliativas dos seus conhecimentos.Só este ano, candidataram-se a este programa de acesso 448 pessoas, sendo que todas elas tiveram, depois, de passar por várias provas até obterem o resultado final que lhes permitiu, ou não, candidatarem-se ao ensino superior.Destas provas, consta um exame - numa determinada disciplina que permite a entrada no curso pretendido - e uma entrevista, para além da análise que é feita ao currículo do candidato. Em termos de avaliação, o exame vale 60%, enquanto a entrevista conta 40% da nota final. Mas, se à partida a tarefa parece fácil, na prática a exigência é bastante maior. Os exames, em algumas disciplinas, estão longe de serem fáceis, principalmente para pessoas que já não estudam há largos anos.Em relação às entrevistas, estas são efectuadas pelos directores dos cursos em que o candidato pretende entrar, revelando-se, por vezes, também bastante exigentes.Ainda no que toca aos exames, estes são realizados nas disciplinas de Sociologia, Português, Psicologia, Matemática, História, Física, Economia, Desenho e Biologia, devendo o candidato realizar o teste correspondente ao curso em que quer entrar.Ao nível de cursos, o oferta formativa é bastante abrangente, podendo os candidatos escolher qual deles quer frequentar.Desta forma, quem realizar o exame de Biologia poderá candidatar-se aos cursos de Ciências da Nutrição (Preparatórios), Enfermagem, Ciências Farmacêuticas (Preparatórios), Biologia, Ciências Agrárias, Engenharia e Gestão do Ambiente, Psicologia, Guias da Natureza, Informática - Redes e Multimédia, Ciências Biológicas e da Saúde, Educação Básica, Ciências de Engenharia - Engenharia Informática e de Computadores (Preparatórios) e de Energias Renováveis.O exame de português, um dos mais procurados, este ano, (principalmente pela saída que tem ao nível cursos), dá a possibilidade do candidato entrar num dos seguintes cursos: Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Turismo, Comunicação Social e Cultura, Estudos Europeus e Política Internacional, Património Cultural, Relações Públicas e Comunicação, Educação Básica e, também, Sociologia.A oferta formativa é ainda mais abrangente, podendo a mesma ser consultada na página que a Universidade dos Açores tem disponível na Internet, em http://www.acesso23.uac.pt.Sendo os candidatos obrigados a obter uma nota entre os dez e os 20 valores para serem aprovados, refira-se que, caso reprovem, poderão sempre solicitar uma reapreciação da nota obtida, tendo para isso de pagar as despesas relativas ao pedido.
Academia promove cursos de preparação
Para auxiliar todos aqueles que pretendem concorrer ao ensino superior através do programa de Acesso a Maiores de 23, a Universidade dos Açores realiza, no período que antecede a realização dos exames, alguns cursos preparatórios.Este ano, realizaram-se cursos de preparação nas disciplinas de Matemática e Português. Com um número mínimo de dez alunos, os cursos têm um custo de 200 euros e uma duração de 60 horas, sendo os mesmos realizados em horário pós-laboral, para que os interessados possam frequentá-los sem prejuízo das suas vidas profissionais.

(in PEDRO BOTELHOpedrobotelho9@hotmail.com, Expresso das Nove)

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domingo, agosto 09, 2009

Defesa e segurança em curso na Região

Ainda este ano decorrerá um curso intensivo de segurança e defesa nos Açores. A iniciativa partiu do Centro de Estudos de Relações Internacionais e Estratégia da Universidade dos Açores, que colabora com o Instituto de Defesa Nacional (IDN) para que o curso seja realizado na Região. Esta é a primeira vez que um curso deste género se desloca à Região. De acordo com Carlos Amaral, director do Centro de Estudos de Relações Internacionais e Estratégia, a iniciativa surgiu da impossibilidade da maioria dos açorianos em participar nos cursos realizados no continente. “Quem trabalha não tem condições de ir a Lisboa ou ao Porto, três dias, durante o ano lectivo”, explica. Foi por isso que Carlos Amaral propôs a realização de uma formação excepcional para as Regiões Autónomas, aceite pelo Instituto de Defesa Nacional e que no caso dos Açores contou com o apoio financeiro do Governo Regional.
Formação
O curso deverá ser dividido em três módulos, com a duração de três manhãs ou tardes cada, que serão subordinados aos temas “O quatro geral de segurança e defesa”, “A política e defesa nacional” e “A realidade regional no campo da segurança e defesa”. Estima-se que o primeiro módulo possa ter lugar entre 04 e 06 de Novembro. O curso terá lugar nas instalações dos pólos de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, em simultâneo e com recurso a vídeo-conferência, sendo que as conferências serão ministradas a partir dos dois pólos e de Lisboa, quando tal se justifique. Carlos Amaral garante, contudo, que a Horta será integrada em cursos posteriores, caso não haja possibilidade de o fazer este ano. Para o professor da Universidade dos Açores, este curso tem uma tripla dimensão, regional, nacional e europeia. Sem quaisquer custos para os participantes, a organização exige apenas plena assiduidade à frequência dos módulos. O Instituto de Defesa Nacional já começou a enviar convites a determinadas instituições do arquipélago.
Aberto a todos
O curso é destinado a portugueses que lidam ou têm potencialidade de vir a lidar com assuntos relevantes para um quadro de segurança e defesa. De acordo com Carlos Amaral, existem duas fases de candidaturas. Num primeiro momento, foram enviadas candidaturas a determinadas entidades açorianas, com interesse na matéria, que deverão escolher formandos para frequentar o curso. Numa segunda fase, serão abertas candidaturas livres, a título individual, que depois passarão por uma fase de selecção. Segundo Carlos Amaral qualquer pessoa se pode candidatar, desde que manifeste interesse pela área e anexe à inscrição o seu currículo e indique as razões pelas quais considera que deverá ser escolhido para frequentar o curso. O professor da Universidade dos Açores diz que está disponível para dialogar com todos os interessados em participar no curso e a prestar esclarecimentos, através do seu endereço electrónico (cpamaral@uac.pt).
Carlos Amaral considera curso de extrema importância para açorianos
Para o Director do Centro de Estudos de Relações Internacionais e Estratégia da Universidade dos Açores o interesse da Região num curso de segurança e defesa “é enorme”, na medida em que a própria existência dos Açores, não em termos geográficos, mas em termos civilizacionais, decorre de políticas de segurança e defesa.“É importante organizar cursos deste género nos Açores, porque nós somos parte da nação portuguesa. É tão importante fazê-los nos Açores como noutra parcela do território”, defende. A medida ganha maior impacto, tendo em conta que os açorianos estão limitados em termos de deslocação ao continente. Carlos Amaral defende mesmo que o curso tem mais importância na Região do que no Algarve ou no Minho, por dois motivos. Primeiro, “porque somos uma Região Autónoma”, e em segundo lugar, porque “somos a peça chave na segurança e defesa nacionais”. Para o professor da Universidade dos Açores, o curso aborda uma perspectiva mais alargada da segurança e defesa nacional, para além das questões meramente militares. “Não excluiu questões como o ambiente, o mar, a autonomia, as migrações ou os refugiados”, exemplifica.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, julho 29, 2009

FLAD promove nova edição do Curso "Liderança para o século XXI"

A Fundação Luso-Americana (FLAD) e o Governo Regional dos Açores, em colaboração com a Harvard Kennedy School (HKS), trazem novamente a Portugal curso «Liderança para o Século XXI».
Trata-se de um programa intensivo desenvolvido pela HKS para executivos dos sectores público e privado e de instituições sem fins lucrativos que pretendam aprofundar o conhecimento dos aspectos pessoais da liderança, reforçando a sua capacidade de liderar. O curso procura ir além das soluções técnicas relacionadas com a liderança, ajudando o aluno na análise das suas capacidades e desafios individuais.
A nova edição do curso decorre de 26 a 30 de Outubro, em São Miguel, e caracteriza-se pelo ambiente exigente mas estimulante, requerendo uma participação activa e empenhada, em grupo e a nível individual.
A Fundação Luso-Americana, ao proporcionar a vinda a Portugal de académicos da HKS, procura reforçar a formação de quadros superiores portugueses e contribuir para a capacidade de liderança nas instituições nacionais.
O período para entrega de candidaturas decorre até 11 de Setembro.

(in Diário dos Açores)

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quinta-feira, julho 23, 2009

Um quarto dos alunos da universidade dos Açores ingressam pelo regime para maiores de 23 anos

25% dos alunos que ingressam na Universidade dos Açores no próximo ano lectivo têm mais de 23 anos.

As contas são feitas pelo reitor da Universidade. E demonstram que cada vez mais alunos aproveitam o regime especial de acesso para maiores de 23 anos, para fazerem a sua licenciatura. A Universidade dos Açores recebeu 448 candidaturas no concurso especial para maiores de 23 anos.Depois dos testes, passaram 226 candidatos. Estes 226 podem candidatar-se ao próximo ano lectivo na Universidade da região. Avelino Meneses, reitor da Universidade dos Açores assegura que correspondem a um quarto dos ingressos deste ano.Muitas vezes o problema é mesmo o horário. A maioria das licenciaturas tem aulas diurnas. Os alunos com mais de 23 anos, em geral, trabalham.E por isso a Universidade dos Açores garante que está atenta ao problema da acessibilidade dos horários.

(in Ana Paula Santos / Sara Rocha - Antena 1)

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quinta-feira, julho 16, 2009

25 cursos, 568 vagas na Universidade dos Açores

25 cursos, 568 vagas na Universidade dos Açores. É esta a oferta da Universidade dos Açores para quem quer ingressar no ensino superior no próximo ano lectivo.
Na Universidade dos Açores não há cursos novos nem horários pós laborais.
O curso com mais vagas, 50, é o de gestão.
Medicina, os preparatórios na Universidade dos Alçores, disponibilizam 38 vagas.
Com 30 lugares cada seguem-se os cursos de Informática / Redes Multimédia, e a licenciatura em Relações Públicas e Comunicação.
Com pouco mais de 10 vagas, no extremo oposto, estão três cursos do Pólo de Angra do Heroísmo: Ciências Agrárias, preparatórios de Medicina Veterinária e preparatórios de Ciências Farmacêuticas.
Praticamente desaparecem os cursos ligados ao ensino.
Há apenas uma licenciatura em Educação Básica.
Desaparecem também os cursos ligados às línguas.
Mantém-se a licenciatura em história e não há qualquer curso relacionado com Ciências do Mar.
Há dois cursos próximos do modelo económico defendido pela região, Turismo, com 20 vagas, em Ponta Delgada, e Energias Renováveis em Angra.
No Politécnico, nas escolas de enfermagem há 95 lugares, 55 vagas em Ponta Delgada e 40 em Angra do Heroísmo.

(In Ana Paula Santos Antena 1)

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sábado, maio 30, 2009

CURSO DE VERÃO da Universidade dos Açores (Campus de Angra do Heroísmo) Julho/2009

Dia 27, das 10-12 h
Biodiversidade Animal, pelo Prof. Doutor Paulo Borges.
14-16 h Caracterização da agro-pecuária Açoriana, pelo Prof. Doutor Alfredo Borba.

Dia 28, das 10-12 h
O clima e a agricultura, pelo Prof. Doutor Eduardo Brito de Azevedo.
14-16 h A história da cloneta, pelo Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva.

Dia 29 das 10-12 h
A agro-pecuária na economia Açoriana, pela Prof.ª Doutora Emiliana Silva.
14-16 h Agricultura biológica, pelo Prof. Doutor João Batista.

Dia 30, das 10-12 h
Os produtos tradicionais Açorianos, pela Profª. Doutora Maria da Graça Silveira.
14-16 h Bioversidade Vegetal nos Açores pela Prof.ª Rosalina Gabriel.

Dia 31, das 10-12h
A vida nas profundezas da Terceira, pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues.
14-16h Hidrogeologia dos Açores, pelo Prof. Doutor Cota Rodrigues.

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quinta-feira, maio 28, 2009

Carlos César exorta as comunidades emigrantes a investirem na educação

O presidente do Governo dos Açores disse hoje ser "absolutamente fundamental que a nossa comunidade veja a educação como o mais importante investimento que pode fazer no futuro". Carlos César falava no decorrer de uma visita ao Rhode Island College - em cuja população estudantil se contam muitos descendentes de emigrantes açorianos - e acrescentou que a educação não apenas ajuda a encontrar empregos mais bem remunerados e a alcançar melhores carreiras profissionais, como, igualmente, protege as pessoas e as suas famílias em tempo de crise, tornando mais fácil enfrentar a instabilidade e o desemprego.
Valorizando o papel que, nesse sentido, tem também desempenhado o Institute for Portuguese and Lusophone World Studies - contribuindo para a promoção e preservação das tradições culturais açorianas - sublinhou, no entanto, que os valores culturais são dinâmicos e não devem constituir-se como obstáculo à integração.

Para Carlos César, o Governo Regional tem um claro entendimento da importância de modernizar as relações dos Açores com as comunidades emigrantes e deseja ser um parceiro activo das jovens gerações de açor-americanos na sua aproximação aos valores culturais dos seus antepassados, incluindo a língua e as tradições, e ajudando-as na descoberta das suas raízes.
Realçando que os Açores de hoje são muito diferentes do que os Açores dos antepassados dos jovens a quem se dirigia, o presidente do Governo traçou o quadro da actualidade económica e social de uma região plenamente integrada num mundo globalizado e afirmou ser importante que eles possam aperceber-se disso pessoalmente, estreitando ainda mais os laços que unem o estado onde vivem à terra de origem dos seus ancestrais.
Considerou, por isso, que, sendo decisiva a mobilidade dos jovens, o incremento de cursos de verão quem tem sido feito com a Universidade dos Açores pode ser levado ainda mais longe, a ponto de consagrar um curso que sirva os interesses e as necessidades de açorianos e açor-americanos.
Entretanto, desejou "aos alunos que brevemente visitarão os Açores, participando no Curso de Verão, o maior proveito em termos formativos e também pessoais da experiência que vão ter, e que se constituam, sempre que puderem, em embaixadores da nossa Região, da nossa cultura e das nossas ambições."

(in Contratempo.com)

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terça-feira, maio 12, 2009

Avelino Meneses: A Universidade deve chegar a mais ilhas


“Sou visto como o reitor da tripolaridade, tenho-me debatido para que os novos “campus” de Angra e da Horta venham a atingir a excelência das instalações, mas eu gosto de encarar a UA como instituição multipolar” - Avelino Meneses.
Correio dos Açores – A Universidade dos Açores é, sem dúvida, uma das grandes conquistas da Autonomia dos Açores. O seu futuro está assegurado?
Avelino Meneses (Reitor) – A Universidade dos Açores foi, como disse, uma das principais conquistas autonómicas. Ao longo dos seus 33 anos de existência, nestas últimas 3 décadas, foi um dos principais agentes de transfiguração, para muito melhor, da face dos Açores.
O futuro continuará a ser de sucesso, fundamentalmente pelo seguinte: Porque nunca como hoje, a UA dispôs de tantos meios, materiais, e sobretudo humanos, para cumprir a sua missão principal que é a de indutora de desenvolvimento, na sua circunstância mais imediata, que é o arquipélago dos Açores.
Nunca tivemos tantos quadros qualificados como os que temos hoje, fruto de uma política de formação ao longo de 3 décadas, e também da juventude dos próprios quadros, que foi cumprindo as suas etapas no percurso académico.
A UA nunca dispôs de tantos estudantes como os que tem hoje. Eu cheguei à reitoria da UA no ano lectivo de 2003/2004, e na altura, não conseguíamos ultrapassar o patamar dos 3.000 alunos. Hoje, em 2008/2009, a UA chegou, em matéria de contingente estudantil, a um número histórico: temos mais de 4.000 estudantes. Este é o resultado de um crescimento verificado nos últimos 3 anos, a que não é alheio a introdução de nova legislação que possibilita o acesso ao ensino superior dos denominados maiores de 23 anos, que têm agora a oportunidade de almejar algo que não conseguiram fazer num passado mais distante.
Este crescimento decorre também da expansão dos Segundos Ciclos, vulgo Mestrados, que têm trazido á UA um público relativamente diferente, um pouco mais velho, que procura uma complementaridade profissional, uma especialização científica e um aprofundar dos seus conhecimentos, e também um público mais novo, que desenvolve resultados e conhecimentos obtidos na licenciatura.

No entanto, continua a transmitir-se uma imagem de que a Universidade dos Açores está em crise. É uma crise orçamental ou de carácter funcional?
O que faz passar a imagem de crise da Universidade são, curiosamente, problemas financeiros, como houve há 2, 3 anos atrás afectavam sobretudo a UA. Isto deve-se ao facto de esta Universidade ser a mais peculiar das Universidades portuguesas: É aquela que mais depende do carácter da sua geografia, que assume a sua insularidade, que está também ainda dividida por 3 pólos separados pelo mar, e esta orgânica universitária, que é a única que se coaduna com o carácter da nossa história e com o sentido da nossa geografia, acarreta sobre custos porque temos de duplicar, triplicar, recursos humanos e financeiros. Isso fez, com que, nos últimos anos, surgissem algumas dificuldades financeiras decorrentes da estagnação e abaixamento dos “plafonds”, anualmente, atribuídos pelo Ministério.
Mas curiosamente, os problemas financeiros, hoje em dia, no sistema do ensino superior, não são só apenas da UA, são desta, mas também de um outro grupo de Universidades, infelizmente, cada vez maior. E isso acontece porque, nos últimos 20/30 anos, verificou-se uma grande massificação no ensino superior público, que não se fez acompanhar do correspondente envelope financeiro que o movimento exigiria. E nestas circunstâncias, começamos a encontrar situações de sub-financiamento. Por outro lado, temos no nosso sistema de ensino, e também no sistema de ensino superior, o propósito de atingir os patamares de desenvolvimento da Europa mais evoluída, na qual agora estamos integrados. Mas curiosamente, em matéria de percentagem de investimento no ensino superior, estamos com percentagens inferiores às da generalidade dos Países da Comunidade Europeia. Isso também dificulta muito o nosso desejo de atingir os patamares que, efectivamente, pretendemos. A junção destes dados todos e, fundamentalmente, a política restritiva que agora poderá agravar-se pela crise que passamos, tem feito com que as Instituições de Ensino Superior tenham gasto os parcos saldos que tinham acumulado, e que estejam a viver agora, fundamentalmente, dos orçamentos de funcionamento, anualmente atribuídos pelo Ministério, que obviamente cria situações de grande precariedade.
Agora, gostaria apenas de rematar isto: problemas financeiros na UA, como houve no ano passado e se resolveram, como houveram há 2 e 3 anos e se resolveram, como haverão este ano e se hão-de também resolver, não significam portanto crise institucional, porque, e para regressar ao início, nunca a Instituição dispôs de tantos quadros qualificados e estudantes como hoje tem.

A “Batalha de Bolonha”

As alterações no ensino universitário decorrentes do “Tratado de Bolonha”, visaram exclusivamente facilitar o acesso ao ensino superior, ou aproximar as universidades às novas realidades do mundo laboral?
É um processo iniciado em 1999 que vai culminar no próximo ano de 2010 com a criação de um espaço europeu de ensino superior que visa uma uniformização de procedimentos desde as periferias insulares, até às maiores centralidades europeias. Bolonha, traduziu-se, na prática, no encurtamento dos planos de estudo ao nível das licenciaturas mas é fundamentalmente um processo que pretende colocar o estudante no centro do sistema do ensino superior. Pretende ultrapassar o ensino dito tradicional, mais magistral, por um outro ensino em que a ênfase seja dada na aprendizagem, um outro ensino que confira competências, que seja desenvolvido num contacto mais contínuo do estudante com a investigação, através de uma participação mais activa do mesmo no seu processo estudantil.
Bolonha, sob o ponto de vista técnico, é um processo encerrado na UA, pois todos os cursos estão adequados às normas impostas pelo Ministério. A “Batalha de Bolonha”, só a médio prazo se saberá se está ganha, como esperamos, ou se eventualmente estará perdida, como não queremos. Porquê? Porque Bolonha implica uma revolução pedagógica e uma alteração nas mentalidades dos docentes ao transmitirem os conteúdos e aí, os estudantes não estão em vantagem porque estão mecanizados na cópia de apontamentos. Bolonha, exige um ensino de maior proximidade, e como tal, mais investimento, mais recursos e poderemos não reunir todos os meios que permitam este ensino de proximidade. Mas este é um problema dos Açores e também um problema geral.

Universidade e Politécnico

No inicio do “Processo Bolonha”, chegou a recear-se que a tendência da UA era a de perder a sua essência universitária e transformar-se numa estrutura mais próxima do chamado ensino politécnico. Concorda com esta afirmação?
Não creio, embora nos Açores, pela pequena dimensão do Arquipélago, haja soluções que aqui se justificam e que externamente, nem sempre são implementadas. Estou a reportar-me, nomeadamente, à relação entre o universitário e o politécnico. Temos uma Universidade nos Açores onde as Escolas Superiores de Enfermagem, foram integradas na UA. Quer isso significar, que neste momento, a UA é uma Instituição que possui no seu seio ensino universitário e ensino de carácter politécnico. Inclusivamente, acho que deveríamos acrescer a nossa oferta ao nível do ensino politécnico, e foi por isso que o Senado Universitário, no ano de 2005, aprovou a constituição das Escolas Superiores de Tecnologia e Administração de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada para que, no domínio do Politécnico, pudéssemos ultrapassar a área da Saúde, que é coberta pelas Escolas de Enfermagem. Infelizmente, a proposta ainda não obteve a conveniente homologação Ministerial, mas creio que este é o caminho inevitável, porque numa Região tão pequena como os Açores, sobretudo a partir do momento em que o ensino politécnico é integrado na Universidade, não se justifica de todo que haja uma instituição universitária, e ao lado, uma Instituição Politécnica, que depois vão disputar o mesmo público, os mesmos recursos, agravando as suas dificuldades conjunturais. Entendo, sim, é que o Politécnico e o Universitário, embora sejam dois ensinos diferenciados, e devam continuar efectivamente a sê-lo, são dois ensinos que podem conviver perfeitamente sob o mesmo tecto, aproveitando até alguns recursos comuns, numa Região tão pequena como é a nossa.

Em termos científicos, o que é que a UA tem feito no sentido de formar gente que tenha lugar num mercado de trabalho, cada vez com menos oportunidades, mais competitivo e concorrencial?
Um curso Universitário tem que ser, antes de mais, um projecto de qualidade científica e pedagógica. Nós, na UA, temos pugnado para que os nossos cursos sejam, simultaneamente, soluções de qualidade e respostas a exigências comunitárias. Agora, também não podemos esquecer que a realidade do advento do séc.XXI é diferente da realidade de meados do séc.XX. Hoje. um curso não é, de forma alguma, uma solução de vida. Um estudante não pode, jamais, ir para uma Universidade, tirar qualquer curso, do primeiro ou segundo Ciclo, com o intuito de, depois, se acomodar a uma qualquer ocupação profissional para a vida toda.
Hoje, um curso universitário é, fundamentalmente, um instrumento de construção de uma carreira, e nessa construção, o próprio diplomado deve ter um papel fulcral. Isto não desvaloriza a importância da formação, que continua a ser necessária da mesma forma, pois cria condições para que os jovens melhor se defendam no futuro.
Já lá vai o tempo em que, em matéria de emprego, imperava a força da administração pública. Hoje, a dinamização económica e social é também motivada pelo maior ou menor dinamismo do sector privado.
Uma formação é útil à saída de uma Universidade mas, ao fim de alguns anos, esta desactualiza-se, exigindo uma especialização e um retorno à Universidade. Por isso, costumo dizer que o estudante de hoje vai ter que interiorizar a ideia que terá de ser, de certa forma, um estudante para sempre. Por isso, as Universidades têm que estar preparadas para receber estes alunos mais tarde, com outra idade, exigências, maturidade e a carecer de outra formação.
De um modo geral, estamos hoje como estávamos há 30 anos atrás: A formação universitária é fundamental para afirmação do indivíduo na sociedade. A diferença é que, hoje, deixou de haver uma acomodação profissional, passando a existir uma inquietação permanente. Essa realidade, acontece nos Açores e em todo o mundo.

Universidade Multipolar

A repartição tripartida do funcionamento da UA, foi a forma encontrada de dar dimensão regional à sua própria função formativa? Ou é uma questão meramente de interesse político?
Em matéria de organização, o lema da Universidade dos Açores, é: “A construção da Unidade no respeito pela Diversidade”, e só assim nos coadunamos com o carácter do nosso arquipélago.
A UA, tem a sua sede em Ponta Delgada, que é a sua reitoria, todavia, são os Pólos que asseguram a sua diversidade. É uma Universidade tripolar que melhor pode garantir um melhor desenvolvimento regional de equilíbrio. Porém, ao contrário do que se pensa, não gosto muito do termo tripolaridade. Eu sei que sou visto como o reitor da tripolaridade, tenho-me debatido para que os novos “campus” de Angra do Heroísmo e da Horta venham a atingir a excelência das instalações já verificadas em P.Delgada, mas eu gosto de encarar a UA como uma Universidade multipolar, ou seja, uma Universidade que tenha uma sede, que esteja dividida por outras ilhas, e que chegue cada vez a mais ilhas e outros lugares, sem a necessidade de construir novas infra-estruturas. Isso consegue-se através do apoio do poder local, que já temos tido, e da utilização das novas tecnologias que possibilitam, fazer experiências de sucesso ao nível do ensino à distância, que se justifica numa região tão descontinuada como a nossa.

Numa altura de grande contenção orçamental, a UA está a investir em novas instalações nas Ilha Terceira e no Faial. São investimentos de carácter estruturante e prioritário?
Costumo dizer que as instalações não são a essência das instituições e a prova está na própria UA que, com instalações mais precárias, conseguiu mesmo assim, ao longo de 3 décadas, a transfiguração para melhor, da face das ilhas.
Mas também reconheço que a disponibilização de instalações modernas, funcionais, propiciam e estimulam o trabalho colectivo, é um chamamento para o ingresso de mais estudantes e, por isso, estamos empenhados em dotar a UA com instalações condignas.
Quando assumi as funções de Reitor, a UA vivia numa situação de profunda desigualdade, ou seja, tinha e tem em P.Delgada um “campus” amplo, novo, capaz de suportar qualquer política de desenvolvimento. No entanto, tinha na Horta e em Angra do Heroísmo uma situação completamente inversa. Nestas circunstâncias, o nosso esforço foi no sentido de criar instalações para que em Angra e na Horta houvesse condições de dignidade para se conseguir manter as exigências de trabalho. Neste capítulo, a minha satisfação é grande. Inauguramos na Terceira, em finais de 2006, no novo campo do Pico da Urze o primeiro edifício chamado “Complexo Pedagógico”. Antes do Verão, inauguraremos um segundo edifício, de acção social e de apoio ao estudante e ao mesmo tempo, está a ser construído o maior edifício da Universidade na Terceira chamado “Interdepartamental”. Ainda em Angra, em pareceria com a Câmara, pensamos lançar este ano o processo de construção de um novo Pavilhão Gimnodesportivo e mais tarde, tentaremos também construir um novo Edifício para a Escola Superior de Enfermagem, agora integrada na Universidade dos Açores. Portanto, o novo “Campus” da ilha Terceira, é uma realidade.
Em relação ao Faial, passa-se algo de semelhante. Desde Março de 2007, está em processo de conversão a sede do departamento de Oceanografia e Pescas, o velho hospital de Walter de Bensaúde, uma obra que nós queremos inaugurar no princípio do próximo ano lectivo. Posto isso, a UA ficará com instalações suficientes para potenciar e solidificar o seu projecto de desenvolvimento.

Ainda faltam dois anos para terminar o seu mandato. Por imperativos legais, r não se pode recandidatar. Sei, que nos bastidores, se começam a sentir algumas movimentações. Qual a sua posição sobre esta matéria?
Sou reitor da Universidade dos Açores há 6 anos, o período de vida máximo de um reitor são 8 anos, estou já no meu segundo mandato e, portanto, não me posso recandidatar.
Como é sabido, as Universidades estão num processo de profunda alteração, com a implementação do denominado Novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. Foram alterados e publicados novos estatutos, está em curso um processo de eleição de novos órgãos. Eu só tenho, nesta conjuntura, e porque já estou no meu segundo mandato, dois caminhos: Ou chego à conclusão que, neste momento, há uma alteração enorme de paradigma que me obriga a sair, e terei que sair para não mais voltar, ou então, de acordo com aquilo que a lei e os estatutos permitem, cumprirei o meu mandato até ao fim, na sequência da minha reeleição em 2007. Sobre as movimentações a que se refere, é natural que elas se comecem a sentir, mas como acabei de explicar, não terão da minha parte qualquer envolvimento.

Como gostaria de ser recordado como Reitor da Universidade dos Açores?
É uma pergunta de resposta difícil. Tenho-me esforçado para que a UA faça cada vez mais jus ao seu próprio nome, ou seja, uma Universidade para o Arquipélago todo e deste para os mundos envolventes. As Universidades têm a obrigação de universalizar o conhecimento, mesmo quando esse se reporta à mais pequena dimensão. O dotar a Terceira e o Faial de infra-estruturas capazes, foi um projecto que acalentei desde o início e é um projecto que estou já a antever concretizado. Mas a acção deste reitorado, não se cingiu a isso, mas, não estamos aqui a fazer um balanço da minha acção como reitor. Poderá este ser um tema, para uma segunda entrevista.
(in Correio dos Açores)

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segunda-feira, maio 04, 2009

Prorrogadas até 8 de Maio as candidaturas à UA para maiores de 23 anos

As candidaturas às provas de avaliação de capacidade para a frequência de um curso de Licenciatura dos maiores de 23 anos de idade foram prorrogadas até ao próximo dia 8 de Maio, na Universidade dos Açores.
Devido ao acréscimo de candidaturas entradas nos últimos dias, e no sentido de responder a numerosas solicitações, foi deliberado alargar o prazo de recepção das candidaturas para inscrição nas provas, até ao final do próximo dia 8 de Maio.

Os interessados deverão entregar, por via electónica, uma ficha de candidatura devidamente preenchida, acompanhada de cópia do Bilhete de Identidade e de um curriculum vitae. Podem ainda ser entregues cópias de elementos - diplomas, certificados, relatórios e obras de que seja autor - julgados relevantes para a apreciação da candidatura. Esta documentação pode também ser entregue em papel nos Serviços Académicos dos Pólos de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo e na secretaria do pólo da Horta.As provas de avaliação consistirão de um exame numa das áreas relevantes para o ingresso e progressão no curso, seguido de uma entrevista e de avaliação curricular.Mais esclarecimentos podem ser obtidos na página da Internet, criada para o efeito, em http://www.acesso23.uac.pt.

(In Carlos Tavares / Nota de Imprensa da Universidade dos Açores)

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sexta-feira, maio 01, 2009

Embargo à reformulação de cursos e Falta de água na Terceira