quarta-feira, setembro 30, 2009

Lisboa aprova projecto da escola de enfermagem

O ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior aprovou o projecto preliminar nas novas instalações da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo.O reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, disse ontem ao DI que com a “luz verde” de Lisboa as obras deverão avançar em 2011 numa altura em que a construção de todas as instalações do Departamento de Ciências Agrárias estará concluída.O edifício inter-departamental, em construção do campus do Pico da Urze, será inaugurado em 2010 e nessa altura a Universidade dos Açores deixará de utilizar as instalações do pólo da Terra Chã.De acordo com o reitor da Universidade dos Açores, a construção das novas instalações da Escola de Enfermagem, de Agra do Heroísmo no Pico da Urze vai permitir a concentração no mesmo espaço de todas as áreas de ensino da Universidade dos Açores na Terceira.“Contamos avançar com a construção do pavilhão desportivo em colaboração com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo em 2010 e com as novas instalações da Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo em 2011 uma vez que o processo está mais atrasado”, afirmou.
Quatro mil alunosAvelino Meneses participou numa sessão de acolhimento aos novos alunos do campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.Segundo o reitor da Universidade dos Açores, o ano lectivo que agora começa “é encarado de uma forma muito positiva uma vez que vamos ultrapassar pela primeira vez os quatro mil alunos”.Entre os quatro mil alunos da Universidade dos Açores estão os mais de 500 do campus de Angra do Heroísmo.Em termos globais, a Universidade dos Açores conseguiu preencher cerca de 82 por cento das mais de 500 vagas para novos alunos que foram disponibilizadas.“Para além de 543 novos estudantes teremos que somar mais cerca de 350 que vão frequentar cursos especiais destinados a pessoas com mais de 23 anos de idade”, acrescentou.Tendo em conta que ainda não foram efectuadas a segunda e terceira fases de preenchimento das vagas , Avelino Meneses acredita que todos os lugares disponibilizados pela Universidade dos Açores serão ocupados.“Julgamos que a Universidade dos Açores deverá admitir mais de mil novos alunos este ano”, disse.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, setembro 25, 2009

CERIMÓNIA PÚBLICA Escola de Enfermagem de Angra homenageia antigo director

O antigo director a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – UAç (ESEnfAH-UAç) foi homenageado em cerimónia pública no âmbito da abertura do ano lectivo 2009/2010 da instituição. A sessão solene decorreu ontem, à tarde, reunindo entidades públicas, docentes, novos alunos, finalistas e funcionários, entre os quais o novo presidente Norberto Messias.
Miguel Gomes fez balanço positivo dos oitos anos do processo de gestão na ESEnfAH-UAç, afirmando que “valeu a pena”. “Feito de momentos bons, menos bons, momentos de angústia, mas o resultado é muito positivo e valeu a pena”, considerou. E continuou: “Faz parte do meu reportório pessoal, das convivências com todos e dos projectos que concretizámos em conjunto”.


Na ocasião, apresentou os pontos principais do exercício das suas funções, em jeito de retrospectiva, em formato ‘power point’, salientando o trabalho realizado em equipa. Salientou ainda os marcos mais importantes da história daquele estabelecimento de ensino superior, desde 1973, ano da sua fundação.
Antes do descerramento da fotografia do antigo presidente, no auditório da Escola, onde teve lugar a cerimónia, Avelino Meneses teceu elogios ao trabalho desenvolvido pelo cessante presidente do concelho directivo. Dedicação e competência foram as palavras expressas pelo reitor da Universidade dos Açores (UAç). “Duas características muito importantes num dirigente”, considerou.
O responsável máximo pela UAç aproveitou a oportunidade para felicitar Miguel Gomes na nova fase da sua vida profissional, a qual, segundo revelou, será marcada pela progressão dos estudos académicos. “Volvido esse tempo como director, aproveite esta época para avançar no caminho do seu doutoramento e mais tarde ou mais cedo retorne ao nosso convívio como dirigente e, obviamente, munidos de mais e novas competências”, declarou.
No final da cerimónia foram entregues flores aos cerca de 44 novos alunos do curso de Enfermagem e aos 27 mestrandos que iniciaram ontem o Mestrado em Gerontologia, especialidade em Gerontologia Social. Foram também agraciadas duas estudantes estrangeiras na Escola ao abrigo do programa Erasmus.
Seguiu-se um convívio com actuação das Tunas Académicas da instituição, precedida pela prova de bolo e champanhe.
Novo ano lectivo

Já a propósito do ano lectivo 2009/2010, o reitor da UAç referiu no âmbito do seu discurso as dificuldades que a ESEnfAh-UAç actualmente enfrenta de preenchimento de vagas, considerando uma situação “impensável há poucos anos”. “A resposta está na diversificação de actividades, está mormente na possibilidade de cursos de tecnologias da saúde”, afirmou Avelino Meneses. E continuou: “A solução foi já intentada este ano mas sem sucesso dada a imposição irredutível do Governo da República”.
Como mensagem final, o responsável pela referida instituição diz esperar por mais sensibilidade por parte das entidades competentes. “Esperemos que no futuro próximo possamos encontrar interlocutores mais clarividentes e mais sensíveis às especificidades de uma instituição periférica e por acréscimo demasiado repartida”, rematou.

(in A União)

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quinta-feira, setembro 24, 2009

Antigo presidente da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores foi homenageado

O antigo presidente da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores foi homenageado ontem em cerimónia pública no âmbito da abertura do ano lectivo 2009/2010
Miguel Gomes, que tem como sucessor Norberto Messias, fez balanço positivo dos oitos anos do processo de gestão afirmando que “valeu a pena”.
Já Avelino Meneses teceu elogios ao trabalho desenvolvido pelo cessante presidente. Habilitação e competência foram as palavras expressas pelo reitor da Universidade dos Açores.
Em relação ao novo ano lectivo, o reitor da Universidade dos Açores referiu as dificuldades que a Escola Superior de Enfermagem de AH actualmente enfrenta de preenchimento de vagas, considerando uma situação “impensável há poucos anos”.
No final da cerimónia foram entregues flores aos cerca de 44 novos alunos do curso de Enfermagem e aos 27 mestrandos que iniciaram ontem o Mestrado em Gerontologia Social.
(in Rádio Atlântida)

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Vagas para enfermagem - Angra do Heroísmo 2ª Fase

7090Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

9500 Enfermagem 33

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quinta-feira, agosto 27, 2009

Pós-graduação em GESTÃO DE UNIDADES DE SAÚDE na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

As alterações decorrentes da revolução industrial, nomeadamente na área da saúde, conduziram ao desenvolvimento de novas tecnologias e à necessidade de aquisição de novas competências para responder aos desafios da sociedade actual. Estes desafios ao contextualizarem-se nos sistemas de saúde reflectem-se nos mesmos e, influenciarão na gestão das instituições.
Estas alterações sociais levam os responsáveis, pela organização das unidades de saúde, a assumirem responsabilidades acrescidas na gestão das mesmas, onde desempenham um papel fundamental na garantia da qualidade da prestação de cuidados.
A qualificação dos recursos humanos das organizações pressupõe formação contínua e, a aquisição de conhecimento na área de gestão deve ser uma preocupação de todos os responsáveis por unidades de saúde.
Cada vez mais se espera dos gestores uma atitude proactiva, pelo que é de valorizar na formação destes profissionais, além de conhecimentos técnicos, capacidade de liderança nas organizações e de motivação dos colaboradores, capacidade de fomentar a multidisciplinaridade e de promover a inovação, entre outras. Por conseguinte, torna-se pertinente o desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências nos gestores que sejam conducentes para um adequado desempenho. Atendendo a este facto, o processo formativo em gestão deverá contribuir para criar um quadro de referência que abranja algumas dimensões, designadamente do tipo técnico, humano e conceptual.
Procura-se, pois, com esta pós-graduação dar resposta aos anseios de profissionais que pretendam aprofundar a sua preparação científica no âmbito da gestão em saúde.

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quarta-feira, julho 08, 2009

EM BUSCA DE OUTRAS OPORTUNIDADES - Novos enfermeiros optam por estrangeiro

Foi entre sorrisos e lágrimas de alegria que 55 novos enfermeiros receberam os diplomas do sétimo curso de licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (ESEnfAH-UAç), entregues, em cerimónia pública, no auditório desse estabelecimento de ensino.
Para trás ficaram quatro anos de trabalho, aprendizagens, experiências pessoais e profissionais, e muita folia no decorrer da formação académica, entre amigos, colegas, professores, e funcionários daquela instituição. Momentos especiais que, segundo os jovens recém-licenciados em Enfermagem, jamais serão esquecidos.

“É um dia que não queria que chegasse, pois já começo a sentir muita falta dos amigos que fiz aqui. Mas sinto-me feliz, uma vez que vou entrar numa nova etapa da minha vida”, confessa Helena Rute Almeida, natural de Fátima. A nova enfermeira pretende agora fixar residência em Lisboa, uma decisão tomada depois de cumprir três meses em estágio num hospital da capital. “Espero ter lá uma oportunidade de trabalho”, diz a jovem sobre as expectativas profissionais. “Os Açores ficam marcados no meu percurso como o local onde passei quatro anos fantásticos a estudar”, sublinha.
Diana Santos, da ilha Terceira, passou também por uma experiência profissional além-mar dos Açores. “O meu estágio foi cumprido na Holanda. E, por isso, decidi apostar no estrangeiro como início de carreira, sendo que ainda não escolhi o país”, revela. “Lá o sistema é melhor”, justifica a nova enfermeira, acrescentando, porém, que essa aposta seria “temporária”. “Depois de adquirir outros conhecimentos fora da região penso regressar à minha terra”.
Já o futuro de Hugo Bettencourt se perspectiva em território regional. O jovem, natural de Angra do Heroísmo, considerava seguir carreira nos Estados Unidos da América, no entanto a sua opção acabou por ser outra. “Aceitei uma proposta de trabalho em Angra”, afirma. “Mas se tivesse optado por trabalhar fora dos Açores não seria para sempre”, esclarece o novo enfermeiro, ao considerar-se “muito feliz” por ter concluído o curso superior. “Parece que não é verdade. Aos poucos é que vou tomando consciência que os estudos chegaram ao fim”.
À semelhança do colega, Emanuel Pires, também de Angra do Heroísmo, manifesta o seu contentamento por ter atingido mais uma meta na sua vida. “Sinto-me feliz por ter chegado até aqui, mas ao mesmo tempo estou realista face ao que poderei encontrar daqui para a frente”, considera, tendo em conta as eventuais dificuldades de emprego estável verificadas hoje em dia no nosso país. “Irei para onde existir boas possibilidades de trabalho”, diz o jovem, disposto a agarrar uma oportunidade noutro país da Europa ou da América.
Percurso diferente dos colegas teve Lesya Utechenko, da Ucrânia, casada e mãe de um filho. “Fiz equivalência de diploma em enfermagem”, revela a nova enfermeira, apesar de ter exercido a profissão no seu país durante mais de uma década. Actualmente, a emigrante ucraniana, a viver há cinco anos nos Açores com a sua família, domina a Língua Portuguesa, fruto do seu empenho em aprender o idioma. “Escrevo melhor do que falo, curiosamente”, confessa.
Sobre o amanhã não sabe onde poderá vir a trabalhar como enfermeira. Mas sabe, com certeza, que quer ficar em território nacional. “Estamos bem em Portugal. Espero ficar por aqui”.
Dos quatro anos a viver e reviver a vida académica, Lesya destaca a “boa relação com os colegas”. “Sinto em simultâneo alegria e tristeza. A primeira porque terminei os estudos, a segunda porque vou sentir falta de todos”, conclui.
Assim, na lista dos novos enfermeiros da ESEnfAH-UAç constam os nomes de: Adriana Azevedo, Alexandra Faria, Ana Júlia Silva, Andreia Carvalho, Bernardete Dinis, Carolina Messias, Catarina Saúde, Cláudia Gomes, Cláudia Baptista, Cláudia Nogueira, Cristina Couto, Débora Vieira, Diana Santos, Diana Melo, Diana Silva, Diana Pereira, Duarte Terra, Dúlia Alves, Elisabete Amorim, Elsa Rocha, Emanuel Pires, Esmeralda Oliveira, Fabiana Silva, Fábio Machado, Filipe Aguiar, Helena Almeida, Hugo Bettencourt, João Paulo Sousa, Lesya Utechenco, Lisete Jorge, Luís Oliveira, Maria da Conceição Rocha, Marília Machado, Marina Godinho, Marisa Vilas, Martha Esteves, Mónica Laureano, Nádia Rosa, Neuza Costa, Nuno Santos, Sara Linhares, Sara Silva, Simone Evangelho, Sofia Freitas, Sónia Fortes, Soraia Silveira, Sueli Freitas, Tânia Silva, Tânia Mendes, Telma Fernandes, Valéria Sousa, Valter Alves, Vera Guerreiro, Verónica Pereira, Wilson Medina.
Foram ainda distinguidas com bolsa de estudo por mérito: Mónica Laureano e Vera Rego.

(In A União)

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sexta-feira, maio 29, 2009

Palestra sobre Intuição na Escola de Enfermagem


Paulo Matos, especialista em medicina oriental, profere, hoje, pelas 20h, no Auditório da Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo, uma palestra intitulada “Da Intuição à Intenção”.“Intuição como Variável Inata do Ser Humano e Animal”; “Factores Bloqueadores”; “Intenção como factor produtivo e determinante do sucesso” e “Estratégias de Gestão da Intuição e Intenção” são os tópicos a abordar.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, maio 01, 2009

Embargo à reformulação de cursos e Falta de água na Terceira

segunda-feira, março 16, 2009

Intervenção do secretário da Saúde na abertura de novos cursos na Escola de Enfermagem de Angra

Texto integral da intervenção do secretário Regional da Saúde, Miguel Correia, na cerimónia de abertura, hoje em Angra, dos cursos de licenciatura da Escola de Suprior de Enfermagem de Angra Angra do Heroísmo:
“Os cursos que hoje se iniciam decorrem, antes de mais, da vontade, aqui bem manifesta, dos alunos e também de um acordo de cooperação assinado entre a então Secretaria Regional da Saúde, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e a Universidade dos Açores.
É, portanto, redundante sublinhar a importância da sua realização. O protocolo é já a afirmação desse interesse.

E a presença do secretário da Saúde nesta sessão é a reafirmação do empenho do Governo dos Açores em prosseguir e alargar o âmbito formativo de todos os profissionais.
Poderá dizer-se que em particular na área da Saúde, já que é um sector que tem registado avanços significativos no campo científico e tecnológico.
Tais avanços têm uma influência directa no sucesso da prevenção e do combate às doenças e têm também uma influência directa na prestação do Vosso trabalho, daí que a actualização permanente do conhecimento seja para todos os alunos deste curso uma ambição mais do que legítima.
Para além de ganharem mais competências, que a nível pessoal resultarão necessariamente na Vossa valorização, também reunirão um conjunto de novos saberes, que aplicados à Vossa vida profissional, terão o efeito de melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e assim potenciar o bem-estar de todos os Açorianos.
Quero por isso desejar-vos um bom trabalho, neste caso, um bom regresso ao ambiente académico.
Hoje é apenas mais uma etapa. Arranca aqui o 2º ciclo de sete cursos, num total de cerca de 80 alunos inscritos.É um orgulho para o Serviço Regional de Saúde ver os seus profissionais tão envolvidos no 2º ciclo de licenciaturas bietápicas, em tecnologias da saúde.
É por certo um orgulho também para a Universidade dos Açores ver a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo com dinamismo, a tomar a dianteira nesta iniciativa.
O protagonismo que a Escola de Enfermagem aqui revela não passará ao lado dos Açorianos e contribuirá sem dúvida para que todos os profissionais do Serviço Regional de Saúde a reconheçam como academia de referência.
A formação na área da saúde é de resto uma preocupação do Governo Regional que reservou na proposta de plano 2009 a quantia de 1,15 milhões de euros para este fim.
Esta acção permitirá apoiar o conjunto dos bolseiros da Região, assim como a comparticipar financeiramente diversas iniciativas de formação com interesse para o Serviço Regional de Saúde, como é o caso deste 2º ciclo de licenciaturas bietápicas.
O investimento na livre formação dos profissionais de saúde é uma realidade no nosso território, apesar de disperso, e consubstancia-se também na equiparação a bolseiros aos profissionais pelas diversas entidades que compõem o Serviço Regional de Saúde.
Só em 2007 e 2008 foram atribuídas cerca de 30 bolsas, representando um investimento na ordem dos 450 mil euros.
Outra preocupação que hoje se coloca ao Serviço Regional de Saúde, e da qual gostaria de vos falar, tem a ver com a ética e com a humanização dos Serviços.
Todos nós sabemos construir uma casa, enquanto espaço espiritual. É importante que transportemos esse espaço para as urgências, para os internamentos, para os balcões de atendimento aos cidadãos.
A Ética é essencial para que a garantia e respeito pelos direitos fundamentais do cidadão, seja ele profissional ou utente do Serviço Regional de Saúde, se efectivem quando se prestam e quando se recebem cuidados de saúde.
A Humanização é basilar para que profissionais e utentes do Serviço Regional de Saúde sintam como seus os nossos hospitais e centros de saúde, e possam assim, quer uns quer outros, obter ganhos de motivação e bem-estar, essenciais ao sucesso da saúde perante a doença.
Numa altura em que crescem as exigências neste campo gostaria que este ponto viesse a ser reforçado na formação dos profissionais de saúde.
Desafio pois os que pretenderem enveredar por trabalhos de investigação, que se debrucem sobre esta área. Será certamente uma mais valia no conhecimento e consequentemente no desempenho do serviço Regional de Saúde moderno e actual que se pretende nos Açores.
A todos vós, Professores e Alunos, Bom Trabalho!”.
(In GACS)

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Docente e discentes de enfermagem

O dinâmico Professor Ricardo Nuno Viegas da Silveira Dutra, docente na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo -Universidade dos Açores-e as alunas Cláudia Surrécio, natural de Portalegre; Cláudia Taveira, de Lisboa e Inês Santos de Lisboa/ilha de São Jorge, visitaram os Biscoitos e o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda. Ainda no território "Da Resistência" os malefícios do álcool e benefícios do vinho foram"degustados".O jovem Professor Ricardo Dutra é actualmente dirigente desportivo das camadas jovens do S. C. Lusitânia, cargo que ocupa de alma e coração.

(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, janeiro 21, 2009

PRECONIZA MIGUEL GOMES "Empreendorismo desenvolvido entre os estudantes de enfermagem"

Sónia Bettencourt - sonia@auniao.com

A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (ESEnfAH – UAc), completou 32 anos de existência (10 de Janeiro), assinalados no passado fim-de-semana, em simultâneo com as III Jornadas da Associação de estudantes dessa Escola.
O nosso jornal conversou com o presidente do conselho directivo da ESEnfAH – UAc, Miguel Gomes, que falou dos cursos, dos modelos de estudo, do sucesso académico e profissional, e das ambições de um estabelecimento de ensino superior que conta, actualmente, com 400 alunos, 26 docentes, e duas tunas: TAESEAH e Neptuna. A União (a U)– O “Empreendorismo na Enfermagem” foi o tema do programa das comemorações do 32º aniversário da ESEnfAH - UAc. No seu entender, os nossos profissionais de saúde, sobretudo os mais jovens, terão “espírito de iniciativa” para colocar esse conceito em prática?
Miguel Gomes (MG) – A pertinência da escolha da temática do Empreendedorismo é de elogiar, uma vez que é uma temática emergente que necessita de ser conhecida e desenvolvida nomeadamente entre os estudantes de enfermagem. Tivemos oportunidade de ouvir conferências de especialistas e docentes dessa área, e constatámos que os portugueses são muitas vezes acomodados às práticas existentes e temem o risco de novas actividades de novos desafios.
Mais do que espírito de iniciativa para promover actividades empreendedoras, julgo que os novos profissionais possuem uma capacidade de reflexão sobre a realidade que os levará a tentar inovar como estratégia de empregabilidade e também de satisfação das necessidades dos novos públicos alvo dos cuidados de enfermagem.
a U – Considera, então, o empreendorismo uma das “alternativas” mais eficazes para a garantia de trabalho, tendo em conta que os recém-licenciados não encontram facilmente lugar nas unidades de saúde públicas?
MG – Certamente os jovens têm de ter a consciência que já não é possível fazer um licenciatura ou outros cursos de 2º e 3º ciclo e procurar emprego junto de casa uma vez que os quadros das instituições de saúde da região estão quase preenchidos por profissionais muito jovens, o que levará ainda muito tempo para a sua renovação. Temos incentivado os estudantes a participarem em programas de mobilidade para o continente e estrangeiro de forma a tomarem contacto com outras realidades e onde as iniciativas empreendedoras são resultados evidentes porque satisfazem as necessidades das populações e porque criam emprego, riqueza e melhores cuidados em rede.
a U - Para onde se dirigem, actualmente, a maior parte dos jovens enfermeiros açorianos quando não encontram emprego na Região?
MG – As escolas possuem um contingente de 50% de vagas de estudantes que vêm do continente e da Madeira. A grande maioria desses regressa à origem, outros optam por ficar nas ilhas. Nos últimos anos alguns dos nossos jovens enfermeiros têm recebido proposta de emprego bastante aliciantes na Espanha, nas Canárias, temos um caso na Irlanda, alguns em Inglaterra.
a U - A ESEnfAH – UAc tem, neste momento, 400 alunos. Este número é superior aos valores registados nos últimos três anos?
MG – Desde 2000 que o número de estudantes da Escola e a tipologia de estudantes modificou-se. Por um lado houve a necessidade de aumentar o número de vagas de ingresso para a licenciatura, depois regressaram à escola todos os enfermeiros bacharéis para completarem um ano de estudos e ficarem com a sua licenciatura em enfermagem. No último ano foram todos os fisioterapeutas da região e ainda este ano virão todos os profissionais (em seis grupos distintos) que possuem o bacharelato adquirido em Escolas de Tecnologias da Saúde e neste ano de transição para o modelo de Bolonha vão adquirir o grau de licenciado. Este é o último grupo de profissionais que acede a este modelo de formação apoiado num protocolo com a Secretaria Regional da Saúde e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Lisboa.
a União - A taxa de sucesso é significativa? No contexto nacional, que atribuições se pode dar a esta Escola que acabou de completar 32 anos de existência?
MG – O modelo de formação em enfermagem baseia-se num modelo de formação tutorial onde docente, estudante e tutor (enfermeiro da prática profissional) possuem uma relação pedagógica próxima e muito aberta. Efectivamente o sucesso escolar é elevado. Temos o prazer de receber os jovens enfermeiros que regressam à ilha Terceira e que nos visitam e referem sentirem-se bem preparados para trabalhar em outras instituições do país ou estrangeiro; o retorno da informação dos empregadores é oficioso, mas garantem-nos que o nosso produto é de qualidade, com uma forte formação relacional e uma capacidade de reflexão sobre as práticas e adaptação a novas situações.
Para além da formação científica existe uma forte relação de amizade entre os estudantes e aqueles com quem se relacionaram com maior intensidade. E isso é demonstrado pelas amizades que mantemos com os jovens enfermeiros que num momento são formandos e depois de um período de integração profissional são colegas tutores na formação de novos enfermeiros.
Um recente estudo de investigação demonstrou que é na dimensão relacional que os estudantes de enfermagem desta escola adquirem mais competências.
a U - Que cursos e especialidades estão disponíveis nesta instituição de ensino superior, e que instrumentos de trabalho os alunos têm ao seu alcance?
MG – Este ano lectivo a escola possui em exercício o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciatura em enfermagem; o Curso de Pós-graduação em Gestão de Unidades de saúde; e o curso de mediação familiar e mediação de conflitos. No decorrer do 2º semestre estão disponíveis 6 cursos das áreas das tecnologias da saúde para os profissionais que vão adquirir o grau de licenciados na sua área científica de exercício profissional e os cursos livres de Inglês, Alemão e Espanhol. Aguardamos que o Ministério faça o registo do Mestrado em Gerontologia Social, grau associado com mais quatro universidades portuguesas e espanholas e o Curso de Preparatórios de Fisioterapia.
Os estudantes estão sujeitos a um novo paradigma de formação denominado Processo de Bolonha onde existem várias modificações em relação ao modelo anterior, embora no ensino superior politécnico sejam menos evidentes. Como recursos possuem em primeiro lugar o seu próprio modelo de estudo, os docentes, o grupo de estudantes, o centro de documentação bem equipado com as bases de dados adequadas, todos os cursos estão implementados sobre a plataforma de e-learning Moodle.
Uma das maiores qualidades da especificidade da formação em enfermagem encontra-se na componente de ensino clínico que corresponde no mínimo a 50% da carga lectiva, o que permite ao estudante uma aquisição de competências gradual e consciente com o perfil de enfermeiro proposto pela Ordem dos Enfermeiros.
a U - Falou em outras ocasiões da ESEnfAH - UAc transitar para Escola Superior de Saúde. Essa vontade é muito antiga, no entanto espera, sem dúvida, que o desejo se concretize?
MG – O projecto de evolução para Escola Superior de Saúde possui alguns anos e alicerça-se na necessidade de um diversificação da oferta formativa na área da saúde. Novos clientes dos serviços de saúde estão a emergir, os padrões de saúde doença estão a modificar-se e torna-se necessária uma antecipação das instituições formadoras para que não existam lacunas nos cuidados de saúde prestados ou amadorismo nas práticas profissionais.
Não queremos repetir os modelos de formação de 1º ciclo que abundam pelo país a partir do ano 2000, mas sim criar possibilidades de formação pós-graduada e de 2º ciclo de modo a especializar os profissionais já existentes e a criar maior conhecimento uma vez que se deve basear essa formação em estratégias de investigação e de conhecimento das realidades específicas para a partir da evidências modificar os cuidados de saúde prestados.
a U - Que benefícios traria para os Açores enquanto região insular?
MG – Primeiro aumentava a oferta formativa, logo poderia captar novos públicos, mesmo vindo do continente.
Trazia mais conhecimento, melhorava as qualificações profissionais e promovia o trabalho em rede com outras instituições formativas e de saúde o que só beneficia as instituições insulares.
Em termos pragmáticos e institucionais traria mais estudantes à Universidade e à Escola, o que por si só é um indicador de avaliação e financiamento por parte da tutela.
a U - Entretanto, os órgãos internos da Universidade dos Açores serão todos reestruturados em breve. Como responsável desta Escola, que vantagens vai trazer o novo modelo de gestão e organização?
MG - A elaboração dos novos estatutos da Universidade foi um momento de reflexão interna bastante importante. Como é normal não se conseguiu alcançar todas as potencialidades que a nova legislação permitia. Contudo acredito que é uma oportunidade para reestruturar uma Universidade onde todos têm um papel participativo em que são chamados a desenvolver eticamente. Novos elementos irão desempenhar novos cargos de gestão administrativa científica e pedagógica, pelo que por si só corresponde a novas iniciativas, novos projectos e possivelmente a um novo paradigma. Esta Universidade possui um sistema binário de ensino superior, é insular, tripolar em estrutura de campus universitário que pela sua implementação em diferentes ilhas constituem pólos de desenvolvimento económico e social, além do científico e cultural que constituem a sua missão.
a U - Depois de “a casa arrumada” o desafio será as novas instalações? É urgente a mudança da Escola para a Universidade dos Açores, no Pico da Urze?
MG – Em saúde existem dois conceitos muito semelhantes: o emergente e o urgente. O emergente é imediato e o urgente é crucial que seja prestada assistência mas não se corre perigo de vida nas 24 horas seguintes. Utilizando essa metáfora considera-se que para a quantidade de estudantes que já possuímos, para os projectos apresentados e devido ao estado degradado de alguns espaços, torna-se urgente a construção de um edifício no Campus do Pico da Urze. Já existe uma proposta entregue há dois anos que tem sido alvo de atenção de arquitectos e engenheiros e em breve será apresentado à tutela. Faz parte do plano de campus universitário em Angra do Heroísmo a construção de um edifício, e com o evoluir rápido da construção dos dois edifícios que correspondem aos serviços de acção Social e o edifício interdepartamental estou confiante que brevemente se iniciará o edifício em falta.
a U - Até ao final deste ano todos os agrupamentos de Centros de Saúde terão no mínimo uma equipa de apoio domiciliário, no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, segundo anunciou há dias a ministra da Saúde. O que pensa desta medida do Governo?
MG – É uma medida sensata e necessária, que deverá ser implementada também na região, uma vez que como já referi novos clientes e novos padrões de saúde doença vão emergindo e é junto das suas áreas de residência junto dos seus espaços socioculturais de origem que os utentes devem ter acesso à satisfação das suas necessidades de saúde. Já se iniciam experiências deste âmbito com grande satisfação para profissionais e utentes e seus familiares melhorando a qualidade de vida e a satisfação dos clientes dos serviços de saúde.
a U - Que outros modelos ou outras estratégias poderiam ser postas em prática para auxiliar os mais vulneráveis da sociedade, nomeadamente os idosos?
MG – Julgo que possuímos já inúmeras iniciativas junto das populações que devem ser analisadas e melhoradas. Os centros de dias são uma realidade de grande importância para a promoção de um envelhecimento activo.
a U - Como enfermeiro como é lidar com a vida e com a morte em simultâneo?
MG – O enfermeiro é o profissional de saúde que vive 24 horas em presença junto do indivíduo família e comunidade. O ciclo de vida é belo, recheado de singularidade e cada pessoa é única, por isso é sempre um desafio para o enfermeiro o encontro com o outro uma vez que o outro por si só tem uma história de vida única e irrepetível. Tanto nascer como crescer e desenvolver-se e por fim morrer são etapas do ciclo de vida que podem e devem ser vividas em plenitude com uma consciência da realidade e da unicidade da pessoa. Os enfermeiros possuem formação adequada e o dever deontológico e ético de se prepararem para satisfazer as necessidades de saúde e doença da pessoa em cada etapa, inseridos numa equipa interdisciplinar.

(In A União)

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Curso de fisioterapia em Angra do Heroísmo

A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo pode vir a ter, a partir do próximo ano lectivo, o curso de preparatórios de Fisioterapia, anunciou, ontem, o presidente do conselho directivo Luís Miguel Gomes. De acordo com o responsável, que falava na cerimónia comemorativa do 32º aniversário da Escola de Enfermagem de Angra, a proposta já foi remetida ao Ministério do Ensino Superior, sendo que, em caso de resposta positiva, o curso será disponibilizada já ano lectivo de 2009/2010. Este curso de preparatórios seria colocado no terreno em articulação com a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal. Paralelamente à comemoração do32º aniversário, a escola de enfermagem acolhe as III Jornadas da Associação de Estudantes, intituladas “Empreendedorismo em Enfermagem”, que decorrem até hoje. Também presente na cerimónia esteve o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Menezes, que salientou o facto de, este ano, se realizarem eleições para todos os órgãos de gestão da academia. Avelino Menezes quer ver a universidade absorver não só membros do corpo académico, mas também exteriores. “A escolha não se deve reger, como aconteceu no passado, por estratégias e preferências pessoais. Devem ser pessoas de valor reconhecido”, disse.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, janeiro 15, 2009

III Jornadas da Associação de Estudantes da ESEnfAH – UAc “Empreendedorismo em Enfermagem”

segunda-feira, novembro 17, 2008

Funcionários da Enfermagem à espera das promoções

Perto de uma dúzia de funcionários afectos à Universidade os Açores poderão ser prejudicados com a legislação sobre o funcionalismo público, caso não sejam promovidos até ao final do ano.
Estes funcionários, na maioria da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, adquiriram o direito à promoção nos últimos anos mas a “Universidade nunca abriu concurso para as promoções”, denunciou ontem o CDS/PP dos Açores. Os centristas dizem estar a defender funcionários “injustiçados”, que, em Janeiro próximo, com a nova legislação sobre o funcionalismo público, concretamente o novo sistema de avaliação e promoção nas carreiras.A Administração Pública Regional está a abrir, “e muito bem”, dizem os populares, “os concursos para os funcionários que reúnam os requisitos de promoção possam, até final de 2008, usufruir de tal promoção”.No sentido inverso está a proceder a Universidade dos Açores que, de acordo com o CDS/PP, tem funcionários administrativos que “reúnem os requisitos de promoção, mas não lhes é aberto o respectivo concurso”.De acordo com Artur Lima, é “inadmissível e grave” esta situação, porque existem funcionários desde 2005 à espera da promoção e já existe verba orçamentada para o efeito”.O CDS/PP, que assumiu ontem a defesa pública destes funcionários, alega que não se pode admitir “esta incúria negligente”. Os funcionários em causa já enviaram várias exposições sobre o assunto, contudo os concursos de promoção ainda não foram abertos. “Em altura de crise, as instituições devem ser as primeiras a dar o exemplo e a fazer tudo para proteger os mais fracos, neste caso os seus funcionários”, alega o líder do PP.Este partido diz mesmo que a Universidade dos Açores deveria, primeiro acautelar os vencimentos e só depois pensar em outros investimentos. “É de inteira justiça que estes funcionários sejam promovidos”. Os centristas apelam aos responsáveis pela Universidade dos Açores que dêem início o procedimento concursal com a devida urgência, antes de Janeiro de 2009.O impacto financeiro, segundo Artur Lima, “é ridículo” no Orçamento da Universidade dos Açores, insignificante para o orçamento deste estabelecimento de ensino superior, mas demasiado importante para o orçamento familiar.“Estamos perante um grave atentado aos direitos dos funcionários com penosas consequências para as suas famílias que se vêem com problemas de aumento generalizado do custo de vida”, explica.Para o CDS/PP a universidade açoriana tem obrigação “ética, moral e social” de rapidamente resolver este assunto. “Não irá à falência com verbas entre 100 e 150 euros”. O CDS-PP Açores manifesta também alguma preocupação pelo facto de os vencimentos da Universidade dos Açores estarem em risco e “lamenta profundamente” que, todos os anos, este estabelecimento de ensino superior passe por este situação orçamental.

(In A União)

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segunda-feira, novembro 10, 2008

Fisioterapia é essencial nos cuidados de saúde

A Fisioterapia assume-se como um exercício profissional “imprescindível a uma prestação de cuidados de saúde mais global, mais próxima do utente e dignificante do sector da saúde”, afirmou hoje, em Angra do Heroísmo, o secretário regional dos Assuntos Sociais.
Domingos Cunha falava na cerimónia de encerramento do segundo ciclo da licenciatura bietápica em Fisioterapia, curso que se realizou pela primeira vez nos Açores, numa parceria entre a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, a Escola Superior de Saúde, do Instituto Politécnico de Setúbal, e o Governo dos Açores.


Segundo acrescentou , esta licenciatura proporcionou competências “a nível científico, técnico, humano e cultural”, pelo que representa um capital novo no prosseguimento do percurso profissional daqueles técnicos de saúde, a quem deu os parabéns pelo esforço e empenhamento.
“Vão prosseguir o vosso percurso profissional com a assumpção de novas e profundas responsabilidades, quer a nível dos desafios e exigências da evolução técnica, que a nível de um exercício profissional que se quer actual, ético, deontológico, cumpridor e com garantia de qualidade”, considerou Domingos Cunha.
O Governo dos Açores, “ciente da valorização profissional dos recursos humanos da saúde, tem encetado uma profícua colaboração com a Universidade dos Açores, da qual resultam benefícios para um Serviço Regional de Saúde mais presente, mais eficaz e mais próximo do cidadão”, disse ainda.
Anunciou, por isso, que aos cursos já realizados, se seguem outros de licenciatura bietápica em análises clínicas e saúde pública, radiologia, cardiopneumonologia, saúde ambiental e farmácia, com financiamento por parte do executivo, em parceria com a Universidade dos Açores e outras instituições de ensino superior na área da saúde.

(In Portal do Governo)

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domingo, outubro 05, 2008

Críticas à Pós-Formação na Escola de Enfermagem

O presidente do CDS-PP Açores denunciou ontem, em conferência de imprensa, “um escandaloso processo de colonização político-partidária e de favorecimento político” na Administração Pública Regional.
Em causa, segundo Artur Lima, “está um mestrado em gestão de saúde que será ministrado pela Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, onde à partida a Direcção Regional de Saúde reservou 20 vagas para comissários políticos e lhes vai pagar as propinas”.
Alegando que o CDS-PP “apoia a realização destes mestrados e a formação aos funcionários e dirigentes do Serviço Regional de Saúde”, Artur Lima recusou, no entanto, dar apoio a este “escandaloso processo”. “O CDS-PP não aceita que a Direcção Regional de Saúde tenha reservado vaga para gente que está na lista de formandos apenas porque têm cartão rosa, deve favores políticos, são amigos ou têm outras relações de maior proximidade”, sublinhou.
“Alguns destes dirigentes não fazem parte dos quadros da função pública e outros nem sequer têm nota para estar neste curso. Se tivessem concorrido como é normal tinham sido excluídos por falta de nota”, acrescentou.
Mas para o CDS-PP o que é “verdadeiramente inaceitável” é que, sendo este mestrado para quadros técnicos e dirigentes do Serviço Regional de Saúde, “os senhores escolhidos pela Direcção Regional de Saúde tenham as propinas pagas pelo Governo, enquanto os quadros técnicos do Serviço Regional de Saúde que conseguiram vaga por mérito e capacidade própria pagam as propinas do seu bolso”.
“São 42 mil euros de propinas, fora deslocações e estadias, que o Governo vai pagar por simpatia partidária, dinheiro que sai do bolso dos açorianos, ou seja, dos nossos impostos”, afirmou Artur Lima.
“O Protocolo celebrado entre a Secretaria da Saúde e a Universidade dos Açores diz que o mestrado é para quadros técnicos e dirigentes, mas a Direcção Regional de Saúde só paga as propinas aos amigos e comissários políticos, discriminando quem chegou lá por mérito, por esforço e quem trabalha no Serviço Regional de Saúde. É um esbanjamento de dinheiros públicos com fins meramente partidários”, salientou.
“Pergunto aos açorianos quem é que pagou os estudos aos seus filhos? Quem é que fez sacrifícios para poder dar melhores condições de vida aos seus filhos? Não é, por isso, justo que os açorianos paguem agora as propinas aos dirigentes que estão na função pública por favor, amizade ou comissariado político-partidário”, considerou Artur Lima.
“É um claro favorecimento político em fim de mandato, uma discriminação. Existem dois pesos e duas medidas neste processo. E mais: existem inscritos pela Direcção Regional de Saúde, gente que desempenha funções de direcção de serviços, administração de hospitais e centros de saúde, entre outras. Então esta gente, que é nomeada por confiança política, não tem capacidade para desempenhar funções? Se tivessem capacidades não precisavam de favores para fazerem formação”, denunciou Artur Lima. Perante isto, o líder do CDS-PP apela “ao Senhor Presidente do Governo, ao Senhor Vice-Presidente e ao Secretário Regional dos Assuntos Sociais que ponham cobro rapidamente a esta situação verdadeiramente inadmissível”.
O líder centrista regional criticou “a colonização partidária da Administração Pública Regional” e apresentar propostas para pôr cobro a tais actos.
Segundo Artur Lima, “a Função Pública é uma importante fonte de emprego e, por isso, deve ser isenta no seu recrutamento. As pessoas não podem viver com este facto consumado de que só consegue emprego na Função Pública quem é do PS ou do PSD. Toda a gente sabe que o PSD, no seu tempo, colonizou a Função Pública; o PS, agora, faz o mesmo”.
“É preciso acabar com estes favores em regime de rotação entre o PS e o PSD. O CDS-PP é o único partido que está em condições para exigir isso. É preciso acabar com a politização da Função Pública e o Governo tem o dever de o fazer, se é verdadeiramente democrata”, advogou.
(In A União)

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quarta-feira, setembro 24, 2008

Bolonha põe em causa cursos de enfermagem

Devido ao Tratado de Bolonha, os alunos que estão a tirar Enfermagem correm o risco de não verem o ser curso reconhecido pela Ordem, o que os vai impedir de exercer a profissão.
A partir do corrente ano, a licenciatura em Enfermagem é adaptada ao modelo europeu do ensino superior.Os alunos vão ter a mesma formação, mas as competências com que saem para o mercado de trabalho, vão ser diferentes.A inserção de Enfermagem no Tratado, está a levantar dúvidas. O curso é o único que, com o modelo europeu de ensino superior permanece com 4 anos lectivos.A Universidade dos Açores garante que a formação vai ser a mesma, mas, segundo o quadro legal, as competências vão ser diferentes: o recém-licenciado em Enfermagem está impedido de ser autónomo.A Presidente do Conselho Científico da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, Maria Leonor Raposo, afirma que apenas os cursos de segundo ciclo dotam os alunos para serem autónomos, como é, por exemplo, o caso de Medicina. A Enfermagem pertence ao lote de cursos de primeiro ciclo o que não confere a autonomia exigida pela Ordem dos Enfermeiros.

E, a Ordem dos Enfermeiros é clara: não reconhece o curso de Enfermagem das Escolas de Angra e de Ponta Delgada e caso o curso continue da mesma forma, não há título de enfermeiro para ninguém.Por sua vez, o Sindicato reage com um lamento à nova legislação.O sindicalista Francisco Branco afirma que os novos enfermeiros vão ser meros executantes.Se o curso não fôr colocado no rol dos cursos de segundo ciclo, a solução é cumprir um mestrado que, não sendo integrado no ensino oficial, tem um custo superior ao de uma licenciatura - acrescenta Francisco Branco, do Sindicato de Enfermeiros dos Açores.

(In Bárbara Almeida / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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sábado, setembro 20, 2008

Curso de licenciatura para técnicos de saúde

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica da Região vão dispor de um curso de uma ano que confere o grau de licenciatura.
Cerca de oito dezenas de técnicos de diagnóstico e terapêutica das áreas de análises clínicas e saúde pública, radiologia, cardiopneumologia, saúde ambiental e farmácia da Região vão ter acesso uma licenciatura bietápica depois de concluírem um curso de um ano que será ministrado na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo.O protocolo para a realização dos cursos destinados aos técnicos de saúde com o grau académico de bacharel foi assinado ontem, em Angra do Heroísmo, pela secretaria regional dos Assuntos Sociais, Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa. Falando na cerimónia de assinatura do protocolo, o secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, referiu que a parceria estabelecida com as duas instituições de ensino superior “vai-se traduzir em benefícios para o Serviço Regional de Saúde que queremos cada vez mais eficaz, mais eficiente, mais presente e mais próximo do cidadão”. Domingos Cunha destacou a “comunhão de interesses” que existe entre o Governo Regional e a Universidade dos Açores na formação na área da saúde.Referiu que a iniciativa está integrada “num projecto formativo coerente, cientifica e pedagogicamente acreditado e eficiente, que vai no sentido da valorização e aperfeiçoamento profissional” dos recursos humanos da saúde,.De acordo com Domingos Cunha, a realização dos cursos vem na sequência do investimento na bolsa de estudo, criada pelo Governo dos Açores, com vista a apoiar financeiramente estes profissionais. O Governo Regional atribui todos os anos bolsas aos estudantes dos curso dos técnicos de diagnóstico e terapêutica e aos profissionais de saúde que se candidatem às licenciaturas bietápicas.
LICENCIATURAS
A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo está a efectuar um curso de licenciatura bietápica para 26 técnicos de fisioterapia que termina em Fevereiro do próximo ano e promoveu, até 2007, seis cursos semelhantes com a duração de um ano para cerca de três dezenas de enfermeiros da Região. Por seu turno, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa dispõe de 12 cursos de licenciatura em diversas áreas técnicas da saúde, frequentados por cerca de 1.900 alunos e já celebrou acordo de cooperação com cerca de 70 instituições de ensino superior da União Europeia de países africanos de expressão portuguesa.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Universidade com pós-graduação em gestão das unidades de saúde

Uma Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde será ministrada pela Escola Superior de Enfermagem de Angra, no próximo ano lectivo.
Melhorar a prestação de cuidados de saúde e permitir a maximização dos recursos do Serviço Regional de Saúde (SRS). É este o principal objectivo de um curso de Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde, destinado a profissionais que exerçam ou venham a exercer funções de gestão em unidades de saúde ou instituições sociais, que será ministrado pela Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, de Outubro de 2008 a Julho de 2009. A iniciativa resulta de um protocolo assinado ontem entre a Universidade dos Açores (UA) e a secretaria regional dos Assuntos Sociais, que prevê uma comparticipação do executivo açoriano no valor de 42 mil euros, destinado ao pagamento das propinas dos alunos do SRS, às despesas de deslocação dos formadores e às actividades lectivas e de publicitação do curso.Falando na ocasião, o reitor da UA, Avelino Meneses, considerou que a Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde “contribuirá para o aumento da qualificação académica e para o aperfeiçoamento dos profissionais do SRS”.Segundo Avelino Meneses, “o bem-estar dos indivíduos é uma prioridade, sendo que, para tanto, urge uma administração racional dos bens e equipamentos colectivos”, nomeadamente uma “gestão equilibrada dos recursos da área da saúde”.Neste contexto, o reitor da UA acredita que esta formação trará “benefícios evidentes”, adiantando ainda que, para o futuro, está prevista a realização de outras acções do género.Para Avelino Meneses, esta é também a “prova de que a UA e o Governo Regional têm funções bem diferentes, mas responsabilidades mútuas”.Por seu turno, o secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, sublinhou que “esta formação constitui, sem dúvida, uma mais-valia para a maximização de recursos e eficácia na prestação dos cuidados de saúde”.Domingos Cunha salientou, por outro lado, o conteúdo programático desta pós-graduação, “com recurso a novas estratégias de formação”, adiantando que o curso poderá mesmo “vir a ser acreditado para o 2.º ciclo – mestrado, segundo o processo de Bolonha, o que espelha a sua vital importância a nível científico e social”.Referiu ainda que “a assinatura deste protocolo é mais um ponto que congrega a Universidade e o Governo dos Açores como parceiros e como entidades pró-activas no desenvolvimento do ensino e da ciência”.


(In Diário Insular)

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sábado, setembro 06, 2008

Intervenção do secretário dos Assuntos Sociais na assinatura de acordo com a Universidade dos Açores

Texto integral da intervenção do secretário dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, na assinatura, hoje em Angra do Heroísmo, de um acordo com a Universidade dos Açores para realização do curso de pós-graduação em Gestão das Unidades de Saúde:
“É com muita satisfação e com evidente benefício para a valorização profissional dos recursos humanos da saúde e para o Serviço Regional de Saúde que, hoje, ocorre a assinatura do acordo de cooperação entre a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e a Universidade dos Açores para a realização do curso de pós-graduação em Gestão das Unidades de Saúde.
Este acto consubstancia o empenho e a estreita colaboração entre o Governo e a Universidade dos Açores, já manifestada na assinatura do protocolo para a pós-graduação em Medicina do Trabalho.

Esta cooperação reflecte a dinâmica comum existente, com vista a dignificar a qualificação profissional e académica dos colaboradores activos do Serviço Regional de Saúde, com especial relevância para os dirigentes das unidades de saúde particularmente para aqueles que integram os Conselhos de Administração.
O protocolo que acabámos de assinar encontra-se, de forma inequívoca e indubitável, na consecução das linhas de actuação da política de saúde que o Governo dos Açores definiu para esta legislatura.
De facto, a maximização dos recursos humanos passa não só por medidas de racionalização mas também por materializar, através da formação, a capacidade regeneradora e incentivadora da actividade exercida, configurando esta pós-graduação um instrumento eficaz no alcance desta aspiração.
A cooperação existente entre o Governo e a Universidade dos Açores reforça-se com este acto de assinatura e torna-se patente, seja através do financiamento comprometido, seja através da divulgação, organização e gestão do curso em apreço pela Escola Superior de Enfermagem de Angra de Heroísmo.
Quero salientar o conteúdo programático desta pós-graduação, que se irá realizar na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, com início no próximo mês de Outubro de 2008 e termo em Julho de 2009, com recurso a novas estratégias de formação, podendo mesmo este curso vir a ser acreditado para o 2.º ciclo – mestrado, segundo o processo de Bolonha, o que espelha a sua vital importância a nível científico e social.
Impõe-se, por isso, realçar o corpo docente que é composto por nomes reconhecidos do mundo académico e das instituições de saúde recrutados em universidades e instituições de saúde dos Açores e do Continente, pelo que quero dirigir uma palavra de consideração à comissão científica e organizadora da formação em causa.
Ocorrendo mutações relevantes no campo legislativo e exigências crescentes na Administração Pública, a vários níveis – da simplificação pela necessidade de incutir proximidade com o cidadão/utente, da promoção e protecção da saúde do indivíduo, da família e da comunidade, da imperiosa articulação com outros sectores de actividade e da aplicação de regras de gestão por objectivos - é imperativo que a própria Administração se inove e se apetreche de conhecimento e informação através do planeamento de acções e do envolvimento dos profissionais.
Deste modo, e realçando a clara e profícua experiência da Universidade dos Açores na organização de pós-graduações, esta formação constitui, sem dúvida, uma mais valia para a maximização de recursos e eficácia na prestação dos cuidados de saúde.
O conjunto dos nossos esforços, a cooperação e convergência de objectivos com a Universidade dos Açores – Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, propicia o alcançar de propósitos comuns e partilhados, que têm como ponto de partida e de chegada, a formação dos nossos trabalhadores e a sua dignificação e reconhecimento profissionais.
Impõe-se reconhecer e agradecer o papel determinado, competente e exigente em todo este processo desenvolvido pelos órgãos directivos e científicos da ESEnfAH.
Por último, saliento que a assinatura deste Protocolo é mais um ponto que congrega a Universidade e o Governo dos Açores como parceiros e como entidades pró-activas no desenvolvimento do ensino e da ciência e na consolidação de uma actividade profissional de excelência nesta Região Autónoma”.
(In Governo dos Açores)

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