segunda-feira, março 16, 2009

Intervenção do secretário da Saúde na abertura de novos cursos na Escola de Enfermagem de Angra

Texto integral da intervenção do secretário Regional da Saúde, Miguel Correia, na cerimónia de abertura, hoje em Angra, dos cursos de licenciatura da Escola de Suprior de Enfermagem de Angra Angra do Heroísmo:
“Os cursos que hoje se iniciam decorrem, antes de mais, da vontade, aqui bem manifesta, dos alunos e também de um acordo de cooperação assinado entre a então Secretaria Regional da Saúde, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e a Universidade dos Açores.
É, portanto, redundante sublinhar a importância da sua realização. O protocolo é já a afirmação desse interesse.

E a presença do secretário da Saúde nesta sessão é a reafirmação do empenho do Governo dos Açores em prosseguir e alargar o âmbito formativo de todos os profissionais.
Poderá dizer-se que em particular na área da Saúde, já que é um sector que tem registado avanços significativos no campo científico e tecnológico.
Tais avanços têm uma influência directa no sucesso da prevenção e do combate às doenças e têm também uma influência directa na prestação do Vosso trabalho, daí que a actualização permanente do conhecimento seja para todos os alunos deste curso uma ambição mais do que legítima.
Para além de ganharem mais competências, que a nível pessoal resultarão necessariamente na Vossa valorização, também reunirão um conjunto de novos saberes, que aplicados à Vossa vida profissional, terão o efeito de melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e assim potenciar o bem-estar de todos os Açorianos.
Quero por isso desejar-vos um bom trabalho, neste caso, um bom regresso ao ambiente académico.
Hoje é apenas mais uma etapa. Arranca aqui o 2º ciclo de sete cursos, num total de cerca de 80 alunos inscritos.É um orgulho para o Serviço Regional de Saúde ver os seus profissionais tão envolvidos no 2º ciclo de licenciaturas bietápicas, em tecnologias da saúde.
É por certo um orgulho também para a Universidade dos Açores ver a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo com dinamismo, a tomar a dianteira nesta iniciativa.
O protagonismo que a Escola de Enfermagem aqui revela não passará ao lado dos Açorianos e contribuirá sem dúvida para que todos os profissionais do Serviço Regional de Saúde a reconheçam como academia de referência.
A formação na área da saúde é de resto uma preocupação do Governo Regional que reservou na proposta de plano 2009 a quantia de 1,15 milhões de euros para este fim.
Esta acção permitirá apoiar o conjunto dos bolseiros da Região, assim como a comparticipar financeiramente diversas iniciativas de formação com interesse para o Serviço Regional de Saúde, como é o caso deste 2º ciclo de licenciaturas bietápicas.
O investimento na livre formação dos profissionais de saúde é uma realidade no nosso território, apesar de disperso, e consubstancia-se também na equiparação a bolseiros aos profissionais pelas diversas entidades que compõem o Serviço Regional de Saúde.
Só em 2007 e 2008 foram atribuídas cerca de 30 bolsas, representando um investimento na ordem dos 450 mil euros.
Outra preocupação que hoje se coloca ao Serviço Regional de Saúde, e da qual gostaria de vos falar, tem a ver com a ética e com a humanização dos Serviços.
Todos nós sabemos construir uma casa, enquanto espaço espiritual. É importante que transportemos esse espaço para as urgências, para os internamentos, para os balcões de atendimento aos cidadãos.
A Ética é essencial para que a garantia e respeito pelos direitos fundamentais do cidadão, seja ele profissional ou utente do Serviço Regional de Saúde, se efectivem quando se prestam e quando se recebem cuidados de saúde.
A Humanização é basilar para que profissionais e utentes do Serviço Regional de Saúde sintam como seus os nossos hospitais e centros de saúde, e possam assim, quer uns quer outros, obter ganhos de motivação e bem-estar, essenciais ao sucesso da saúde perante a doença.
Numa altura em que crescem as exigências neste campo gostaria que este ponto viesse a ser reforçado na formação dos profissionais de saúde.
Desafio pois os que pretenderem enveredar por trabalhos de investigação, que se debrucem sobre esta área. Será certamente uma mais valia no conhecimento e consequentemente no desempenho do serviço Regional de Saúde moderno e actual que se pretende nos Açores.
A todos vós, Professores e Alunos, Bom Trabalho!”.
(In GACS)

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segunda-feira, abril 21, 2008

Viticultura açoriana

No último dia do I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, 5ª Sessão – Viticultura – Tendo como moderador o Professor Doutor Jorge Pinheiro (CITAA -Universidade dos Açores), o Engenheiro Agrónomo Miguel Amorim, da Direcção Regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura, abordou vários aspectos relacionados com a vitivinicultura açoriana e os novos desafios da nova proposta da OCM (Organização Comum do Mercado).
Segundo Miguel Amorim “na Região Autónoma dos Açores, apenas em 6 das 9 ilhas se cultiva vinha. De entre estas, só 4 apresentam maior expressão: São Miguel, Terceira, Graciosa e Pico.
A qualidade e o prestígio dos vinhos dos Açores são conhecidos de longa data, facto que levou a que fossem reconhecidas três Indicações de Proveniência Regulamentada:
- "Biscoitos" (ilha Terceira)"Graciosa" - "Pico"
Reconhecida a tipicidade própria para a produção de vinhos de qualidade, associada a uma evolução tecnológica verificada nos últimos anos, foi estabelecida recentemente a designação “Vinho Regional” seguida da Indicação Geográfica Açores para os vinhos de mesa tinto e branco, produzidos em todo o Arquipélago.
As vinhas tradicionais são conduzidas junto ao solo, sem nenhuma armação, dentro de "currais" constituídos por muros de pedra solta, onde as cepas ficam protegidas do vento.
Quanto aos novos desafios que se colocam à vitivinicultura regional com a proximidade da aprovação do novo Regulamento da Organização Comum do Mercado vitivinícola, foi assumido pela Região Autónoma dos Açores a defesa de algumas medidas que protegessem a nossa cultura, as nossas tradições, as nossas castas, as nossas dificuldades em termos de relevo e condução da cultura”.
O encerramento dos trabalhos do Congresso teve a intervenção do Prof. Doutor António Mexia (ISA/UTL).
Da parte da tarde rumou-se aos Biscoitos, onde se visitaram várias vinhas e pomares daquela freguesia terceirense. Foi visitada, entre outras, a vinha e a Adega do novo produtor/engarrafador (independente) Manuel Rufino Silva Simas.
Numa outra pausa entraram na Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L., onde tiveram a oportunidade de provar o vinho daquela Associação de produtores da ilha Terceira.
(In Bagos D'Uva)

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