sexta-feira, maio 01, 2009

O Limoeiro

DIOGO RICOU é o responsável técnico da empresa Monteiro & Ricou, lda. Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores. Desde sempre que esteve ligado a esta área. É formador nas áreas da jardinagem, nomeadamente planeamento de jardins e dá aulas ao curso CEF jardinagem no ensino público. A monteiro & Ricou presta serviços de consultadoria, gestão de obras, construção de jardins, implantação e projecto de sistemas de rega, instalação de jardins verticais, agricultura, paisagismo. http://www.monteiroricou.blogspot.com/

O limoeiro (Citrus x limon L.) é uma árvore de folha persistente que é originária da Asia. Desde há séculos que é cultivada e utilizada, principalmente para aproveitamento dos seus frutos e nomeadamente pelas maravilhosas propriedades do sumo que os seus frutos possuem. No entanto, também a casca e as próprias folhas são muito utilizadas na preparação de bebidas e tisanas. É dos frutos com maior quantidade de vitamina C (açido ascorbico), mas possui também vitamina A, B1, B2 e B3, é rico em ferro, magnésio, fósforo e potássio. Tem também uma rica concentração de açido citrico que lhe dá o seu gosto extremamente forte. O pH chega a estar compreendido entre 2 e 3.
As utilizações a que este fruto se presta são inúmeras, desde receitas de culinária, a bolos, sumos, refrigerantes, sorvetes, medicamentos, produtos de limpeza, perfumaria e cosmética entre outros. O interesse comercial surgiu mais intensamente quando se descobriu que o limão continha grandes quantidades de Vitamina C e se conservava durante muito tempo, tendo então sido utilizado pela marinha de diversos países no combate ao escorbuto, durante as longas viagens.
Os limoeiros são árvores relativamente pequenas, o que os torna particularmente apetecíveis em jardins de pequena dimensão. Aliás, até há bem pouco tempo, em quase todos os jardins existia um limoeiro, sinal de bom agoiro. Posso dizer-vos que aqui há uns anos atrás (talvez 2), fui solicitado para fazer um pequeno jardim, apenas com uma zona de relva e uma árvore (Limoeiro), quando perguntei o porquê, o cliente respondeu: “porque em casa dos meus pais sempre existiu um limoeiro e quero que essa tradição se mantenha”. Se formos visitar jardins mais antigos encontramos quase sempre um exemplar, mais ou menos cuidado, de limoeiro. É portanto uma árvore importante e emblemática no jardim português (mediterrâneo).
Em relação aos cuidados a ter, o limoeiro não é muito exigente. Deve deixar-se crescer livremente sem grandes podas, eventualmente fazendo algumas correcções em ramos que estejam cruzados, doentes e/ou debilitados, de resto é deixar que ele cresça e se desenvolva.
No entanto o limoeiro cria nas pessoas atitudes diferentes e caricatas que se prendem com a sua produção. O que acontece e é muito comum, é as pessoas ligarem a perguntar: “O limoeiro do meu vizinho está cheio de limões e o meu nem um único tem, será que ele nunca virá a dar fruto, não é melhor cortar este e colocar outro?”
Mesmo em árvores com a mesma idade é comum isso acontecer e claro que as pessoas perguntam mas porquê, porquê a mim…..
Na realidade quando compramos um limoeiro, ele até poderá vir já com alguns limões e no entanto quando o plantamos em nossa casa ele deixa de dar limões.
Causas: é simples, quando plantamos um limoeiro, existe um periodo de adaptação ao novo solo, é necessário que ele enraíze bem para começar a crescer. Uma vez que o terreno de onde proveio o limoeiro é diferente do novo local, o tempo desta nova adaptação depende muito de caso para caso e pode levar um ano ou mais. De qualquer maneira o limoeiro após este periodo de adaptação pode ser teimoso e continuar a não dar frutos, é perfeitamente normal, não desespere. O limoeiro pode ser mesmo bem teimoso. A solução ou truque é fácil. Quando temos alguém teimoso, o que fazemos:
- Ou deixamos andar
- Ou debatemo-nos com ele
Se optar pela primeira solução o seu limoeiro não virá a dar limões nos tempos mais próximos. Se por outro lado decidir enfrenta-lo então eis o que tem a fazer:
Coloque qualquer tipo de peso sobre as suas costas (ramos), pode utilizar pedras, tijolos, ou qualquer outra coisa que o obrigue a vergar. Poderá pendurar nos seus ramos pedras para que fiquem dobrados, mas sem partir. Poderá também dar-lhe uma “coça”, “tareia” recorrendo a um pau ou uma corda (chicote). Procedimento: Pegue no pau e começe a bater no seu limoeiro mas apenas no tronco principal, ele vai ficar com algumas feridas, eventualmente vai até chorar, mas não se preocupe pois no final da tareia ele vai perceber que você é mais teimoso do que ele e passado algum tempo ele irá começar a frutificar.
Atenção deve-se bater e ferir ligeiramente sem nunca chegar ao ponto de o partir, aí sim teríamos de o substituir.
Explicação: O facto prende-se com a circulação das seivas, que são a maneira de a planta se alimentar. Ao darmos uma tareia no tronco vamos provocar um stress na planta e vamos provocar e activar uma maior e mais rápida circulação das seivas, tanto bruta (ascendente), como elaborada (descendente). Isso vai fazer com que a árvore “pense” que pode estar em risco e então, automaticamente entre na fase de produção para garantir a eventual propagação da sua existência criando descendentes (sementes).
Espero ter contribuido para o esclarecimento de algumas dúvidas que por vezes surgem, nos nossos leitores.
Nota: Alguns factos poderão estar ligeiramente fantasiados.
Imagem: Jean-Pol Grandmont
(In Portal do Jardim.com)

Etiquetas: , ,

domingo, abril 12, 2009

Amêndoa - A Justa Homenagem


Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores
Estamos na época pascal, e porque este blog pretende ir muito para além da horticultura, é da mais elementar justiça falar da planta que nós dá um dos frutos mais consumidos nesta altura. A Amêndoa e a amendoeira, a amendoeira e a amêndoa, tanto faz a ordem, porque falar de uma é realçar a outra e vice versa.Oriunda da Ásia Central, chega à Europa através da bacia mediterrânica, através dos Fenícios. Fonte: A Amendoeira (António Monteiro, Vitor Cordeiro, José Laranjo)
Em portugal encontra-se no Alto Douro, Nordeste Transmontano (Terra Quente) e Algarve e faz parte de um cartaz turístico na altura da floração.
CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
Família : RosaceaeGénero: Prunus L.Espécie: P. dulcis (Miller) D.A. Webb
Há no entanto alguma discrepância entre a classificação botânica e alguns autores referem-se à amendoeira como Amygdalus communis L. (Vasconcelos, 1984).
A este género pertencem 77 espécies de entre as quais se encontram a cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro entre outras, pelo que a amendoeira, tal como as restantes do mesmo género é incluida na subfamilia das prunóideas, isto é, todas aquelas que sendo da mesma familia produzem um fruto com caroço!
RAIZ
Sistema radicular profundo, podendo atingir os 4 m de profundidade se bem que cerca de 80% do seu raizame se encontre a uma profundidade até 1 metro. Na horizontal poderá atingir os 12 metros.É um sistema radicular poderoso o que lhe permite asseguar os mínimos indispensáveis ao seu desenvolvimento (água e nutrientes) daí se poder perceber a sua boa adaptabilidade a solos pobres e mal estruturados.
CAULE
É o suporte dos ramos principais (pernadas) nos quais se inserem as ramificações secundárias (frutíferas). É uma planta que tem uma altura média de 4 a 6 m podendo em alguns casos chegar aos 10-12 metros.O porte da planta depende muito das variedades, das técnicas culturais, do solo e do clima, pelo que de uma região para outra, e até mesmo dentro da mesma região, é possivel encontrar plantas com diferentes volumetrias.
FLOR
As flores surgem nos lançamentos de Maio (ramalhetes de maio), nos ramos mistos ou em ramos curtos. O número de flores é variável e só apenas 40 a 45% são polinizadas e destas apenas 25 a 35% dão fruto.

imagem web - flor

Fonte: A Amendoeira (António Monteiro, Vitor Cordeiro, José Laranjo)

As flores são completas, isto é, apresentam órgãos masculinos (entre 20 a 40 estames) e femininos (1 ovário).O pedúnculo é curto e apresenta a forma característica das rosáceas (5 sépalas e 5 pétalas), branco-rosadas o que lhe confere as tonalidades que tanto deslumbram os nossos olhos aquando da floração.
FRUTO
O Fruto é uma drupa (amêndoa) de forma ovóife-oblonga, constituído por exocarpo (camada externa), mesocarpo e endocarpo (casca ou caroço) o qual encerra o miolo ou grão.


imagem web - fruto (exocarpo)


imagem web - fruto (endocarpo)

É de facto o fruto que nos interessa nesta cultura e existem várias utilidades para as diferentes partes do mesmo.O mesocarpo era muito utilizado como alimento para os animais (ovinos) por ser muito rico em hidratos de carbono e fibra.A casca (endocarpo) é hoje em dia muito utilizada como subproduto e as suas características muito apreciadas como bombustível devido à sua grande capacidade energética, onde encontra uma forte utilização no aquecimento doméstico. Tem também outras utilidades menos intensas como por exemplo em aglomerados e para obtenção de carvão activado que depois é utilizado para tratamento de águas residuais. A semente é utilizada na obtenção de óleo, na colinária e para consumo. A sua forma é muito importante e é ela que em parte determina a sua utilizaçãp final, pelo menos no que concerne ao consumo humano, pois as achatadas são cobertas com açúcar e as esféricas com chocolate.
ESTADOS FENOLÓGICOS


VARIEDADES
Variedades de zona fria (floração tardia): Antoñeta, Ayles, Ferralise, Ferrastar, Ferragnès, Francoli, Glorieta, Guara, Lauranne, Mandaline, Marta, Masbovera, etc.
Variedades de Zonas intermédias (Florações médias) : Bonita, Casanova, Desmaio, Ferraduel, Garrigues, Marcona, Parada, rumbeta, etc.Variedades de zonas quentes - inclui todas as variedades e também as precoces, tais como: Boas Casta, Gama, José Dias, Marcelina Grada, mourisca, Pegarinhos, Romeira, Verdeal, etc.
TÉCNICAS CULTURAIS
Existem muitas variedades e cada uma delas terá um tratamento próprio mas, como orientação poderemos referir as seguites generalidades.
Desidade de plantação - 333 plantas/ha - regadio238 plantas/ha - sequeiro
Plantação - Enxertos prontos ou porta enxertos.
Podas - esta operação determina e condiciona o futuro do pomar, pelo que ou é bem executada desde inicio ou se poderá comprometer de futuro tanto produções como intervenções culturais.Poda de formação - 3/4 primeiros anos;Poda de Frutificação - anos seguintes;Poda de reestruturação - em fase de envelhecimento.
Rega Tem grande resistência à seca, em que a perda de folhagem durante a fase de crescimento é um mecanismo adoptado pela árvore para se adaptar a situações de seca extrema, claro que com baixas produções.Em regadio responde favoravelmente e os rendimentos são elevados quer em número de frutos quer em peso dos frutos.
Fertilização

Fonte: LQARS

Depende muito da fertilidade do solo o que só se consegue avaliar mediante recolha de terra para análise.
FITOSSANIDADE
Os problemas fitossanitários mais frequentes são:
Cancro da amendoeira (Fusicoccum amygdali) - ataca ramos e troco e apresenta-se como uma necrose acastanhada oval.Meios de luta cultural, como sejam eliminar lenhas de poda e elimanar partes infectadas. A luta química limita-se a aplicações de cobre no período invernal.
Crivado (Coryneum beijerinckii ou Stigmina carpophila) - ataca folhas e frutos e os sintomas são pequenas machas arroxeadas que encortiçam (fruto). As folhas acabam por perfurar e cair.Luta química - substâncias activas homologadas para o efeito.
Cancro Bacteriano (Pseudomonas syringae) - ataca ramos e tronco.luta química limita-se a aplicações de cobre no período outono/inverno.
ACIDENTES FISIOLÓGICOS
As geadas são as que mais afligem os produtores de amêndoa que, em determinados anos, podem causar prejuízos de 60 a 90%.
PRODUÇÃO


CURIOSIDADES
A amêndoa é referencaida no Génesis (cap.III, versículo II) como sendo um objecto oferecido por Jacob ao perfeito do Egipto, dois mil anos antes de Cristo.
COMPOSIÇÃO MÉDIA (Verdeal)
Água - 6,6%
Gordura - 49%
Proteínas - 31,2%
Açúcares totais - 6%
Cinzas - 3,9%
Valor energético - 584,4 kcal
Cálcio - 330 mg/100g
Fósforo - 572 mg/100g
Potássio - 880 mg/100g.

(In Horticularidades)

Etiquetas: , ,

quinta-feira, abril 02, 2009

Lançamento do livro “Folhas Divulgativas”

O livro “Folhas Divulgativas”, uma publicação elaborada no âmbito dos trabalhos de investigação dos projectos Interfruta e Interfruta II, é lançado hoje, quinta-feira, pelas 16H30, no Auditório do Complexo Pedagógico do Pico da Urze, com a presença do Representante da República para os Açores.
No livro, ao longo de cerca de 180 páginas, são abordados os problemas fitossanitários que afectam e limitam a produção de fruteiras, como as bananeiras, pessegueiros, macieiras, laranjeiras, a oliveira e a vinha, bem como a produção das próteas. Com fotos da sintomatologia destes problemas, de modo a facilitar o seu reconhecimento, o livro indica os meios de protecção que podem ser utilizados no seu combate.
A elaboração da publicação envolveu uma equipa de cerca de 30 investigadores dos Açores, Madeira e Canárias. Na Região, o trabalho foi realizado com a participação de técnicos da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira e pela equipa de investigadores do Centro de Biotecnologia dos Açores, coordenadora do projecto Interfruta.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

terça-feira, março 17, 2009

Árvores de Fruto: Saboreie o seu Jardim!

DIOGO RICOU é o responsável técnico da empresa Monteiro & Ricou, lda. Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade dos Açores. Desde sempre que esteve ligado a esta área. É formador nas áreas da jardinagem, nomeadamente planeamento de jardins e dá aulas ao curso CEF jardinagem no ensino público. A monteiro & Ricou presta serviços de consultadoria, gestão de obras, construção de jardins, implantação e projecto de sistemas de rega, instalação de jardins verticais, agricultura, paisagismo. http://www.monteiroricou.blogspot.com/

Todas as árvores são importantes, mas as que produzem frutos, além de terem todas as vantagens das primeiras tem uma mais valia muito interessante: o fruto.
Se agora se fala muito e está na moda, fundir o jardim com a horta, então porque não complementarmos a produção de legumes com a produção de frutos.
E se o conceito parece simples a realidade ainda mais o é.
Na escolha das espécies em vez de selecionarmos um liquidambar porque não uma cerejeira ou ameixieira.
Comparação: são caducas, as folhas variam do verde claro na Primavera ao amarelo escuro no Outono. Ok ao nível das folhas não há comparação possível, o liquidambar passa de amarelo para um vermelho espectacular, mas a cerejeira fica também com um amarelo muito bonito que contrasta bastante com o tronco que é meio avermelhado. Em relação à flor não há nada que se compare à floração da cerejeira, ainda para mais, atrai um sem número de espécies animais: abelhas, borboletas, aves, etc. e no final ainda recebemos uma bela recompensa: as cerejas. Se pensarmos bem, e pusermos ambas na balança eu diria que a cerejeira no final acaba por ter um peso maior. Poder-se-á dizer que a manutenção das árvores de fruto requer mais mão de obra que as árvores ornamentais. De facto por ser necessário fazer todos os anos a poda, e alguns eventuais tratamentos estas requerem uma maior manutenção, mas se compararmos as necessidades destas com as necessidades que iremos ter ao nível da mão de obra para a realização de uma horta poderemos confirmar que não irá ser pelo trabalho que não avançaremos com essa decisão.
Poderemos ainda idealizar uma outra opção - a conjugação de árvores ornamentais com fruteiras. É tudo uma questão de espaço.
Até os famosos jardins japoneses incluíam quase sempre espécies ornamentais: o Acer, por exemplo, e árvores de fruto como as cerejeiras, principalmente para darem cor ao jardim numa determinada altura do ano, nomeadamente na Primavera. Também nós poderemos recorrer a esta conjugação para termos um jardim com mais cor durante mais tempo.

Espécies com floração abundante:
macieira de jardim (para mim, uma das mais bonitas)
cerejeira
ameixieira
pereira
damasqueiro
pessegueiro

Outras espécies com interesse:
citrinos
diospireiro
marmeleiro
nespereira

Frutos secos:
nogueira
castanheiro
aveleira

Outros frutos:
maracujá
kiwi

Também os chamados frutos vermelhos poderão ser uma opção, pelo menos dão bastante vida ao jardim. E que bom chegarmos ao fim de um dia de trabalho e irmos colher os nossos próprios frutos e ou alimentos. Ou levantarmo-nos pela manhã e colhermos umas laranjas para fazer um belo sumo natural. Estão fresquinhos, são naturais e aliviam qualquer stress.

(In Portal do Jardim)

Etiquetas: , , , ,

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

NOS AÇORES -Descobertas 82 novas variedades de macieira

Investigadores do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores (CBUA) descobriram 82 novas variedades regionais de macieiras nos Açores, que vão ser apresentadas pela primeira vez na próxima semana em Angra do Heroísmo.
A informação foi avançada ontem à Agência Lusa por David Horta Lopes, investigador do CBUA do Departamento da Ciências Agrárias que disse “ter sido realizada uma caracterização morfológica da árvore e do fruto”.
Pela primeira vez, “é apresentado o grau de ploidia (número de cromossomas) das variedade e uma tabela com o perfil alélico (genoma da planta) resultante da sua caracterização molecular”.
David Horta Lopes realça a importância desta descoberta por “permitir passar a contar com um bom repositório de variedade da macieira”.
A segunda parte do trabalho será “o estudo agronómico das variedades” para determinar “se serão boas ou não para produção de frutos e consumo público”, explicou o investigador.
“Algumas daquelas variedades poderão vir a ser utilizadas como porta-enxertos” enquanto outras “poderão ou não manifestar um maior grau de resistências a diversos problemas fitossanitários”, acrescentou.
Segundo David Horta Lopes os estudos poderão também permitir determinar se estas novas variedades possuem características adequadas para aplicação em desenvolvimento agrário ou mesmo na área da saúde.
Os trabalhos inseridos no projecto Germobanco III, foram desenvolvidos ao longo de cinco anos por equipas da Universidade dos Açores, dos serviços de Desenvolvimento Agrário de diversas ilhas e da cooperativa de hortofrutifloricultores FRUTER.
O projecto Germobanco, que foi apoiado, até ao momento, com 3,5 milhões de euros pelo programa Europeu Interreg III B pelas Associações Agrícolas e envolve a participação das universidades arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Já foram investigadas dezenas de variedades de milho, feijão, cebola, favas, macieiras, castanheiros, batata-doce e inhames.
O objectivo final do projecto é a constituição de um banco de variedades tradicionais dos três arquipélagos da Macaronésia.
(In A União)

Etiquetas: , , , , , , ,

terça-feira, janeiro 20, 2009

Protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Fruter

A Universidade dos Açores e a Associação de Produtores de Frutas, Produtos Hortícolas e Florícolas da ilha Terceira, a Fruter, assinaram um protocolo de cooperação, tendo como objectivo a criação de condições para a cooperação científica, técnica e de extensão rural.“Este protocolo significa uma junção de esforços, a universidade a nível científico e a Fruter a nível técnico”, afirma o presidente da Fruter, Sieuve Menezes.

Etiquetas: , , , ,

segunda-feira, abril 21, 2008

Viticultura açoriana

No último dia do I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, 5ª Sessão – Viticultura – Tendo como moderador o Professor Doutor Jorge Pinheiro (CITAA -Universidade dos Açores), o Engenheiro Agrónomo Miguel Amorim, da Direcção Regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura, abordou vários aspectos relacionados com a vitivinicultura açoriana e os novos desafios da nova proposta da OCM (Organização Comum do Mercado).
Segundo Miguel Amorim “na Região Autónoma dos Açores, apenas em 6 das 9 ilhas se cultiva vinha. De entre estas, só 4 apresentam maior expressão: São Miguel, Terceira, Graciosa e Pico.
A qualidade e o prestígio dos vinhos dos Açores são conhecidos de longa data, facto que levou a que fossem reconhecidas três Indicações de Proveniência Regulamentada:
- "Biscoitos" (ilha Terceira)"Graciosa" - "Pico"
Reconhecida a tipicidade própria para a produção de vinhos de qualidade, associada a uma evolução tecnológica verificada nos últimos anos, foi estabelecida recentemente a designação “Vinho Regional” seguida da Indicação Geográfica Açores para os vinhos de mesa tinto e branco, produzidos em todo o Arquipélago.
As vinhas tradicionais são conduzidas junto ao solo, sem nenhuma armação, dentro de "currais" constituídos por muros de pedra solta, onde as cepas ficam protegidas do vento.
Quanto aos novos desafios que se colocam à vitivinicultura regional com a proximidade da aprovação do novo Regulamento da Organização Comum do Mercado vitivinícola, foi assumido pela Região Autónoma dos Açores a defesa de algumas medidas que protegessem a nossa cultura, as nossas tradições, as nossas castas, as nossas dificuldades em termos de relevo e condução da cultura”.
O encerramento dos trabalhos do Congresso teve a intervenção do Prof. Doutor António Mexia (ISA/UTL).
Da parte da tarde rumou-se aos Biscoitos, onde se visitaram várias vinhas e pomares daquela freguesia terceirense. Foi visitada, entre outras, a vinha e a Adega do novo produtor/engarrafador (independente) Manuel Rufino Silva Simas.
Numa outra pausa entraram na Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L., onde tiveram a oportunidade de provar o vinho daquela Associação de produtores da ilha Terceira.
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

domingo, abril 20, 2008

Qualidade das macieiras Açorianas

Uma cultura amiga do ambiente, com recurso a poucos pesticidas, distingue os pomares de macieira açorianos dos do continente e de outras partes do mundo. Quem o diz é Rui Sousa, do Instituto Nacional de Recursos Biológicos.

Em declarações aos jornalistas, à margem do I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, o investigador sublinhou que, “apesar dos custos de produção serem mais elevados nos Açores, a qualidade do fruto também é outra, uma vez que amadurece na árvore, ao contrário do que acontece nos pomares do continente”. Rui Sousa, que apresentou um “Contributo para a melhoria da produtividade dos pomares de macieira dos Açores”, considerou que “melhorando as técnicas culturais e com um maior acompanhamento, consegue-se nos Açores as mesmas produções de que no continente”.O investigador defendeu ainda que os produtores açorianos devem “apostar em três ou quatro variedades de maçãs bem adaptadas cá, assim como em algumas variedade regionais que foram abandonadas e que têm interesse de produção”.Segundo disse, a Região conta actualmente com “mais macieiras, pomares mais jovens, árvores mais bem formadas e novos sistemas de produção, assim como com um maior número de produtores”.A Terceira produz cerca de 60 a 70 toneladas de maçã por ano, sendo 60 a 70 da variedade reineta.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

sábado, abril 12, 2008

Congresso de Fruticultura e Viticultura e Congresso de Zootecnia

Cerca de 80 produtores, técnicos e investigadores dos Açores, Madeira, continente português e estrangeiro participam, de 17 a 19 de Abril, no I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, que terá lugar no pólo do Pico da Urze da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo.

Organizado no âmbito do projecto Interfruta II, que termina no próximo mês de Junho, o evento visa fazer o balanço e debater a continuidade do projecto financiado pelo programa de iniciativa comunitária Interreg III B. Produção, fenologia e fertilização de fruteiras, biotecnologia e fruticultura, protecção das fruteiras, biodiversidade e protecção das culturas e viticultura serão os temas em debate. Durante o congresso, será também apresentada a publicação “Problemas fitossanitários e fauna auxiliar dos citrinos”, elaborado no âmbito dos trabalhos do projecto Interfruta II. Serão ainda entregues cartas de agradecimento aos produtores participantes no projecto, que nesta segunda edição estudou as culturas da maçã, da banana, da uva e da castanha.Entretanto, decorre de 16 a 19 de Abril, na ilha de São Miguel, o VII Congresso de Zootecnia, organizado pela Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica. Em cima da mesa estarão, entre outras, questões relacionadas com nutrição e alimentação, produções alternativas, reprodução animal, ruminantes, tecnologia alimentar e genética e melhoramento animal.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

domingo, março 23, 2008

DE 17 A 19 ABRIL - Especialistas em fruticultura reunidos na Terceira

Realiza-se nos dias 17, 18 e 19 de Abril o Primeiro Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, promovido pela Universidade dos Açores, no âmbito do projecto Interfruta II. Trata-se de um encontro que visa apresentar e debater os problemas fitossanitários, sobretudo os que se relacionam com a mosca, e abordar o estado das culturas da macieira, castanheiro, vinha e bananeiras. “Esperamos que haja uma forte participação dos produtores neste encontro e que seja um fórum de debate entre os técnicos”, adianta David Horta Lopes, responsável pela iniciativa.Assim, durante três dias estarão reunidos especialistas a nível nacional, incluindo a participação do arquipélago da Madeira, e internacional, em diferentes áreas de investigação em fruticultura e viticultura. “A nossa ideia é mostrar o contributo da Universidade, neste caso particular, para o conhecimento e a abordagem multidisciplinar aos diversos problemas”, afirma.Ao todo estão previstas cinco sessões, denominadas aos temas “Produção, Fenologia e Fertilização de Fruteiras”; “Biotecnologia e Apoios à Fruticultura”; “Protecção das Fruteiras”; “Biodiversidade e Protecção de Culturas” e “Viticultura”, sendo que as quatro primeiras decorrem no auditório da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, no Pico da Urze, e a última realiza-se no auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. No programa do Primeiro Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, estão previstas ainda uma visita aos pomares e vinhas da zona dos Biscoitos e uma prova de vinhos na nova Adega Cooperativa daquela freguesia. O encontro conta já com 46 inscritos e terá o apoio das Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, Junta de Freguesia da Terra-Chã e Adega Cooperativa dos Biscoitos. Motivar produtores. Por outro lado, o presidente da Fruter manifestou a preocupação em motivar os produtores para outras produções para além da horticultura, que compreende um ciclo mais curto, e da produção da banana, rentável durante todo o ano. “Devido ao rendimento sazonal há menos gente disponível para outras áreas de produção”, afirma Sieuve de Meneses. O presidente da Fruter defende que “só quando essas produções são interessantes e apresentam rendimentos aceitáveis é que as pessoas aderem com mais facilidade”. Dadas estas circunstâncias, o empresário aconselha a “diversidade de produção” como forma de colmatar o rendimento sazonal que a fruticultura provoca no agricultor.

(In A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, março 22, 2008

I CONGRESSO REGIONAL NO ÂMBITO DO PROJECTO INTERFRUTA II

Apresentar os resultados do projecto Interfruta II e debater os principais problemas e desafios que se colocam às culturas da fruta e da vinha são os objectivos do “I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura”, que tem lugar de 17 a 19 de Abril, na Terceira. O congresso divide-se pelo auditório do pólo universitário de Angra do Heroísmo no Pico da Urze, nos primeiros dois dias, seguindo-se uma manhã no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. De acordo com o responsável pelo projecto Interfruta II e professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, David Horta Lopes, o evento conta já com 46 inscrições, prevendo-se que estas aumentem significativamente até à data de realização. “Sabemos já, pelo número de inscrições que recebemos, que vamos ter uma forte presença de produtores. É isso que se pretende, que este seja um fórum de debate entre técnicos do Serviço Regional do Desenvolvimento Agrário, da Fruter, académicos e os próprios agricultores”, adiantou, ontem, na apresentação pública do congresso.Ao longo dos três dias de debate vão ser tratados temas como “Produção, Fenologia e Fertilização de Fruteiras”, “Biotecnologia e Apoios à Fruticultura”, “Protecção das Fruteiras”, “Biodiversidade de Protecção das Culturas” e “Viticultura”.Participam desde professores da Universidade dos Açores como João Baptista, Horta Lopes e Artur Machado até especialistas convidados como Rui Pereira, responsável pelo grupo de trabalho da Agência Internacional da Energia Atómica na da utilização de moscas esterilizadas no combate à praga da mosca da fruta.

DESMOTIVAÇÃO
Segundo David Horta Lopes, os principais problemas fitossanitários com que se debate o sector da fruticultura são a praga do bichado e a mosca da fruta.No entanto, o presidente da Fruter, também presente na sessão de apresentação do “I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura”, fala de desmotivação no sector.“Essa é uma situação que se agrava na fruticultura. Tem a ver com o facto de os rendimentos serem sazonais. O agricultor só vê dinheiro uma vez por ano. Por essa razão, aconselhamos sempre os produtores a dedicarem-se a várias culturas”.Porém, a “sazonalidade” dos rendimentos continua a afastar agricultores do sector. “Regista-se um decréscimo de pessoas a dedicarem-se a este sector da agricultura. Produzem banana, porque é algo que dá rendimentos ao longo de todo o ano” reforça Sieuve de Menezes.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,