quinta-feira, abril 02, 2009

Lançamento do livro “Folhas Divulgativas”

O livro “Folhas Divulgativas”, uma publicação elaborada no âmbito dos trabalhos de investigação dos projectos Interfruta e Interfruta II, é lançado hoje, quinta-feira, pelas 16H30, no Auditório do Complexo Pedagógico do Pico da Urze, com a presença do Representante da República para os Açores.
No livro, ao longo de cerca de 180 páginas, são abordados os problemas fitossanitários que afectam e limitam a produção de fruteiras, como as bananeiras, pessegueiros, macieiras, laranjeiras, a oliveira e a vinha, bem como a produção das próteas. Com fotos da sintomatologia destes problemas, de modo a facilitar o seu reconhecimento, o livro indica os meios de protecção que podem ser utilizados no seu combate.
A elaboração da publicação envolveu uma equipa de cerca de 30 investigadores dos Açores, Madeira e Canárias. Na Região, o trabalho foi realizado com a participação de técnicos da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira e pela equipa de investigadores do Centro de Biotecnologia dos Açores, coordenadora do projecto Interfruta.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

NOS AÇORES -Descobertas 82 novas variedades de macieira

Investigadores do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores (CBUA) descobriram 82 novas variedades regionais de macieiras nos Açores, que vão ser apresentadas pela primeira vez na próxima semana em Angra do Heroísmo.
A informação foi avançada ontem à Agência Lusa por David Horta Lopes, investigador do CBUA do Departamento da Ciências Agrárias que disse “ter sido realizada uma caracterização morfológica da árvore e do fruto”.
Pela primeira vez, “é apresentado o grau de ploidia (número de cromossomas) das variedade e uma tabela com o perfil alélico (genoma da planta) resultante da sua caracterização molecular”.
David Horta Lopes realça a importância desta descoberta por “permitir passar a contar com um bom repositório de variedade da macieira”.
A segunda parte do trabalho será “o estudo agronómico das variedades” para determinar “se serão boas ou não para produção de frutos e consumo público”, explicou o investigador.
“Algumas daquelas variedades poderão vir a ser utilizadas como porta-enxertos” enquanto outras “poderão ou não manifestar um maior grau de resistências a diversos problemas fitossanitários”, acrescentou.
Segundo David Horta Lopes os estudos poderão também permitir determinar se estas novas variedades possuem características adequadas para aplicação em desenvolvimento agrário ou mesmo na área da saúde.
Os trabalhos inseridos no projecto Germobanco III, foram desenvolvidos ao longo de cinco anos por equipas da Universidade dos Açores, dos serviços de Desenvolvimento Agrário de diversas ilhas e da cooperativa de hortofrutifloricultores FRUTER.
O projecto Germobanco, que foi apoiado, até ao momento, com 3,5 milhões de euros pelo programa Europeu Interreg III B pelas Associações Agrícolas e envolve a participação das universidades arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Já foram investigadas dezenas de variedades de milho, feijão, cebola, favas, macieiras, castanheiros, batata-doce e inhames.
O objectivo final do projecto é a constituição de um banco de variedades tradicionais dos três arquipélagos da Macaronésia.
(In A União)

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Fruter

A Universidade dos Açores e a Associação de Produtores de Frutas, Produtos Hortícolas e Florícolas da ilha Terceira, a Fruter, assinaram um protocolo de cooperação, tendo como objectivo a criação de condições para a cooperação científica, técnica e de extensão rural.“Este protocolo significa uma junção de esforços, a universidade a nível científico e a Fruter a nível técnico”, afirma o presidente da Fruter, Sieuve Menezes.

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segunda-feira, dezembro 17, 2007

Produção de frutos fora de tempo na ilha Terceira

Estão a nascer goiabas e araçás nos pomares da Terceira. É a segunda vez que as árvores produzem frutos este ano.

Algumas espécies de árvores de frutos estão a produzir duas vezes por ano. Um pouco por toda a ilha há árvores com goiabas e araçás quando esse tipo de frutos surge apenas até ao final do Verão. Existem, também, figueiras que estão a florescer quando tal apenas deveria acontecer na próxima Primavera. Em muitos casos é a segunda vez que as árvores produzem frutos este ano, situação que é pouco normal, tal como acontece com outro tipo de florestação, como é o caso da Cryptomeria japonica que também está a produzir novamente pólen. Ainda não existe uma explicação com fundamentação científica para o fenómeno, mas tudo indica que se trata de uma consequência das alterações climáticas.

De acordo com o investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues, as altas temperaturas que se verificam nesta época do ano podem ser a causa do fenómeno. “Estamos em Dezembro e as temperaturas do ar chegam a atingir cerca de 20 graus, situação que não é normal”, refere.

Félix Rodrigues considera que, em alguns casos, as árvores que estão agora a produzir pela segunda vez podem não resistir a esse esforço excessivo por falta de energia. No entanto, reconhece, este é um fenómeno recente e que sem estudos científicos “não será fácil saber o que vai acontecer a essas árvores”. As alterações climáticas estão também a ter consequências nos ciclos de produção da vinha dos Açores, o que tem levado os produtores a efectuar a vindimas antecipadamente. O presidente da Fruter, Fernando Sieuve Meneses, assegura que a irregularidade de produção de fruta acontece noutras épocas do ano, especialmente com os citrinos.

(In Diário Insular)

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