domingo, agosto 02, 2009

Combate à mosca do Mediterrâneo

Já nos referimos à mosca-do-Mediterrâneo ou mosca-da-fruta aqui. Hoje, publicamos fotos referentes à colocação das armadilhas no espaço envolvente do Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. pelos Prof David Horta Lopes da Universidade dos Açores , Eng. Reinaldo Pimentel, Dr. Lúcia Ventura e a Dr. Maria Helena Aguiar pertencentes ao Centro de Biotecnologia dos Açores, mais precisamente à Secção de Protecção de Plantas do Departamento de Ciências Agrárias.
Colaboraram, também, na montagem de campo que decorreu naquela semana a Eng. Nicola Macedo do Centro de Biotecnologia dos Açores, o Eng. Jorge Azevedo, a Eng. Conceição Filipe, o Eng. António Domingues da Fruter-coop e a Eng. Cristina Lima da Syngenta que se deslocou propositadamente às ilhas Terceira e São Miguel para a montagem.
Após os trabalhos no território “Da Resistência” o Prof. David Horta Lopes, o Eng. Reinaldo Pimentel, a Dr. Lúcia Ventura e a Dr. Maria Helena Aguiar, foram atraídos pelo “Donatário”.
(In Bagos D'Uva)

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sábado, agosto 01, 2009

ENSAIO DE COMBATE À MOSCA-DO-MEDITERRÂNEO, COM ARMADILHAS , NOS BISCOITOS

“Iniciou-se a montagem, no dia 21 de Julho até dia 24,de um ensaio, com a duração de 3 anos, que envolve a colocação de 936 armadilhas na zona de produção frutícola e vinícola dos Biscoitos, Ilha Terceira, em cerca de 40 hectares. Este ensaio desenvolve-se, em paralelo também na ilha de S. Miguel onde foram instalados também cerca de 40 hectares na zona da Ribeira Grande maioritariamente em parcelas com produção de citrinos.Neste ensaio são utilizadas as denominadas armadilhas de esterilização “Adress” da Sygenta e será avaliada a sua eficácia quer através da colocação de armadilhas de monitorização em zonas tratadas e não tratadas e pela amostragem e análise de frutos. É um ensaio que resulta de um protocolo entre a Syngenta e a Direcção Regional de Desenvolvimento Agrário (DRDA) que apoia financeiramente o projecto e tem como parceiros o Centro de Biotecnologia dos Açores/Universidade dos Açores e a FRUTER.
Este ensaio tem como objectivo a redução das populações da mosca-do-Mediterrâneo (normalmente conhecida como mosca-da-fruta) nas zonas de produção frutícola e vinícola dos Biscoitos. As armadilhas foram colocadas numa faixa desta freguesia desde os 310 metros de altitude até praticamente à beira-mar.
A armadilha “Adress” possui várias formas de atracção. Primeiro, a sua cor que é amarela. Depois, porque no interior do “chapéu” é colocado um cilindro central com quatro atractivos específicos da mosca-do-Mediterrâneo e por último na sua base é enroscado um prato que possui um gel alimentar com 3% de um insecticida o lufenurão. Este isco tem uma duração que abrange toda a campanha, o que também é uma das suas grandes vantagens porque a armadilha é colocada 45 a 60 dias antes do amadurecimento dos frutos e fica na planta até ao ano seguinte, não necessitando de renovações, quer de isco quer de atractivos.Os efeitos na praga são uma redução das suas populações e dos estragos que esta causa por acção das suas larvas que se desenvolvem no interior dos frutos, por alimentação dos adultos no gel impregnado com insecticida da armadilha, por inviabilidade dos seus ovos após a ingestão do gel alimentar pelas fêmeas.”

(In Bagos D'Uva)

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domingo, abril 05, 2009

“FOLHAS DIVULGATIVAS” RESULTA DO PROJECTO INTERFRUTA

“Folhas Divulgativas” é o terceiro livro que resulta da investigação dos projectos Interfruta. A obra foi apresentada, no campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores. O livro aborda os diversos problemas fitossanitários que afectam e limitam a produção de fruteiras como bananeiras, pessegueiros, macieiras e laranjeiras, assim como a oliveira, a vinha e a produção de próteas. As conclusões apresentadas tiveram por base um trabalho de investigação das cultivações de 24 produtores, acompanhados quinzenalmente. De acordo com Horta Lopes, coordenador do projecto, as pragas que atacam os produtos estudados são apresentados com o nome comum, em português, castelhano e inglês, assim como fases do ciclo de vida, meses do ano em que a perigosidade é mais importante, zonas da ilha com maior incidência e meios de protecção biológicos, culturais e biotécnicos, para além dos químicos. O livro apresenta ainda fotografias ilustrativas. Características que contribuem para uma maior facilidade de identificação pelos produtores. O coordenador destacou que o trabalho realizado “excedeu as expectativas” do grupo. Para Joaquim Pires, Director Regional do Desenvolvimento Agrário, presente no lançamento, a obra é “a imagem do que o agricultor precisa, para ter mais resultados”. “Estes trabalhos devem continuar a assentar numa base pragmática de chegar ao agricultor”, defendeu. Já o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, apelou à aposta na investigação. “É preciso que no futuro publicações como esta sejam um meio de projecção da Universidade dos Açores”, frisou. O Interfruta é um projecto de cooperação inter-regional entre Açores, Madeira e Canárias. Participaram na elaboração do livro cerca de 30 investigadores dos parceiros das ilhas da Macronésia. Para além dos colaboradores da Universidade dos Açores, da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira, participaram ainda investigadores da Universidade de La Laguna (Canárias); Universidade, Secretaria Regional do Ambiente e Direcção Regional da Agricultura da Madeira; Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; Instituto Nacional de Recursos Biológicos; Instituto Superior de Agronomia e Imperial College of London. A Universidade dos Açores tem já agendados mais dois projectos do género.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

NOS AÇORES -Descobertas 82 novas variedades de macieira

Investigadores do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores (CBUA) descobriram 82 novas variedades regionais de macieiras nos Açores, que vão ser apresentadas pela primeira vez na próxima semana em Angra do Heroísmo.
A informação foi avançada ontem à Agência Lusa por David Horta Lopes, investigador do CBUA do Departamento da Ciências Agrárias que disse “ter sido realizada uma caracterização morfológica da árvore e do fruto”.
Pela primeira vez, “é apresentado o grau de ploidia (número de cromossomas) das variedade e uma tabela com o perfil alélico (genoma da planta) resultante da sua caracterização molecular”.
David Horta Lopes realça a importância desta descoberta por “permitir passar a contar com um bom repositório de variedade da macieira”.
A segunda parte do trabalho será “o estudo agronómico das variedades” para determinar “se serão boas ou não para produção de frutos e consumo público”, explicou o investigador.
“Algumas daquelas variedades poderão vir a ser utilizadas como porta-enxertos” enquanto outras “poderão ou não manifestar um maior grau de resistências a diversos problemas fitossanitários”, acrescentou.
Segundo David Horta Lopes os estudos poderão também permitir determinar se estas novas variedades possuem características adequadas para aplicação em desenvolvimento agrário ou mesmo na área da saúde.
Os trabalhos inseridos no projecto Germobanco III, foram desenvolvidos ao longo de cinco anos por equipas da Universidade dos Açores, dos serviços de Desenvolvimento Agrário de diversas ilhas e da cooperativa de hortofrutifloricultores FRUTER.
O projecto Germobanco, que foi apoiado, até ao momento, com 3,5 milhões de euros pelo programa Europeu Interreg III B pelas Associações Agrícolas e envolve a participação das universidades arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Já foram investigadas dezenas de variedades de milho, feijão, cebola, favas, macieiras, castanheiros, batata-doce e inhames.
O objectivo final do projecto é a constituição de um banco de variedades tradicionais dos três arquipélagos da Macaronésia.
(In A União)

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sábado, dezembro 13, 2008

Fungos por si só não podem exterminar o escaravelho japonês

Horta Lopes, Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores
O fungo “metarhizium anisopliae” que vai ser utilizado para tentar exterminar o escaravelho japonês nos Açores é novo ou é já conhecido?

Trata-se de um fungo que na década de oitenta foi testado em laboratório e no campo pelo Departamento de Biologia da Universidade dos Açores e que alcançava bons resultados no laboratório, mas no campo não se conseguia instalar a infecção e transmiti-la às gerações futuras, tendo para isso tido sido feitos testes sobre larvas e testada a sua dispersão pelos adultos, como maneira de tentar instalar essa infecção e assim podê-la passar às gerações futuras desta praga. Não conheço esta estirpe que está a ser produzida e a ser testada e aplicada na ilha de S. Miguel, pelo que não posso afirmar se é eficaz ou não no combate a esta praga. Estou certo de que foram realizados testes de avaliação da sua eficácia, quer em laboratório quer no campo, antes de iniciar a sua aplicação, que só surge pelo facto de provavelmente ter a sua aplicação provocado uma elevada percentagem de mortalidade sobre o escaravelho japonês.
E pode levar mesmo à extinção do escaravelho?

Por si só, atendendo às populações presentes nas diferentes ilhas, e em particular em S. Miguel, acho que não. A solução passa pela aplicação de medidas integradas envolvendo a aplicação de químicos selectivos (tipo reguladores de crescimento de insectos-RCI), armadilhas com feromonas sexuais e também estes meios de luta biológica ou microbiológica como a aplicação deste fungo.

Que efeitos secundários danosos para o ecossistema podem resultar da aplicação do fungo supostamente “terminator”?

Nenhuns, a não ser que se verifique alguma interactividade com a fauna do solo para além do escaravelho.

A distribuição do escaravelho japonês já atinge várias ilhas. Se a extinção não for possível, alguma zona dos Açores pode escapar à praga?

Em princípio isso será difícil, uma vez que existem transportes inter-ilhas de avião e de barco de mercadorias e de passageiros e a regulamentação actual não é suficiente para prevenir a possibilidade de passar de umas ilhas às outras. Vejam-se os exemplos de S. Miguel, Faial, Pico e Flores.

Já há certezas sobre a proveniência e as portas de entrada dos escaravelhos japoneses existentes nos Açores?

A entrada no Arquipélago deu-se pela ilha Terceira, através de voos de escala americanos na Base das Lajes, e o seu aparecimento já nas ilhas de S. Miguel, Faial Pico e Flores, foi por disseminação inicial a partir da ilha Terceira, para o Faial provavelmente por mercadorias levadas para aquela ilha de barco. A certeza se se trata de indivíduos de uma mesma população comum poderá ser determinada através de estudos genéticos a partir de amostras das populações existentes nas diferentes ilhas até agora invadidas por esta praga do escaravelho japonês.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, outubro 29, 2008

Surto de moscas não se deve à Universidade

O Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores rejeita qualquer responsabilidade pelo surto de moscas que tem afectado a população da Terceira. De acordo com o coordenador do projecto Interfruta II, David Horta Lopes, “este ano não foi feita qualquer libertação de moscas da fruta esterilizadas”, no âmbito daquele projecto. Além disso, - adianta David Horta Lopes, num esclarecimento enviado a DI -, “quer a aparência, quer a dimensão da mosca da fruta é diferente da mosca doméstica”. “A mosca da fruta é mais pequena e tem uma cor acastanhada com lista, enquanto a doméstica é maior e tem uma cor inteiramente preta”, explica. Segundo o docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a praga de moscas domésticas que se verifica na Terceira deve-se, “principalmente, aos factores climatéricos que nos vêm afectando, nomeadamente calor, humidade elevada e falta de chuva”. “Estes factores têm proporcionado uma multiplicação desmedida e uma enorme abundância da mosca doméstica”, acrescenta. No esclarecimento a propósito do surto de moscas na Terceira, David Horta Lopes indica ainda que o Departamento de Ciências Agrárias “está disponível para qualquer informação adicional que seja necessária” sobre esta matéria.

(In Diário Insular)

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domingo, outubro 26, 2008

Temos que aprender a viver com o bichado da castanha

Até que ponto é que a praga do bichado da castanha pode ser erradicada ou será que temos que viver com ela? Nesta última hipótese, a praga pode ser contida em níveis mínimos ou tende a explodir?
Erradicar uma praga depois de esta se instalar é difícil mas não impossível. No entanto, normalmente depois de se instalar decorrem cinco anos até que os seus níveis populacionais se tornem visíveis ao produtor. Por isso, acho que estamos a aprender a viver com ela, tanto mais que de ano para ano, na dependência das condições climatéricas do ano, se notam diferenças na sua abundância e nos prejuízos que o bichado-da-castanha causa nos frutos. Veja-se o exemplo de 2006 em que os prejuízos foram baixos e no ano seguinte (2007) o grande aumento a que se assistiu como registo de níveis de infestação, que em situações pontuais, atingiram os 70%. Em relação à contenção da praga em níveis mínimos isso depende em muito, como disse atrás, das condições climatéricas de cada ano e da actuação dos produtores, principalmente na recolha e destruição dos frutos “bichados” desde o início da sua queda no terreno até ao fim da colheita para que assim se possa interromper o ciclo de vida desta praga não permitindo a introdução da sua lagarta no terreno onde vai formar um casulo e de onde no ano seguinte, no Verão, sairão os adultos da geração seguinte. A utilização de armadilhas com feromona sexual que captura os adultos aliada a recolha dos frutos das parcelas será a estratégia mais adequada para tentar diminuir as populações desta praga para níveis mínimos. Nesse sentido este ano pelo Centro de Biotecnologia dos Açores em colaboração como SDAT, foram testados dois tipos diferentes de armadilhas e cinco feromonas sexuais de diferente proveniência de modo a encontrar as mais eficazes na captura do maior número de adultos do bichado-da-castanha.
A ilha Terceira já encontrou os castanheiros ideais ou continuamos à procura da árvore que melhor de adapta à nossa realidade?
Isso será uma pergunta a fazer aos meus colegas da produção, mas acho que a castanha Viana é a mais adaptada às nossas condições e a mais apetecida pelos consumidores, pelo que acho que está encontrada a castanha ideal.
Parece-lhe que a produção de castanhas tem potencial para se transformar num negócio a sério na Terceira?
Acho que sim, a nível de Portugal Continental e na Europa existem negócios de grande rentabilidade nesta área, quer com os frutos sem serem transformados quer nos sucedâneos da castanha. Acho que já é um negócio sério e se for mais potenciado poderá fazer com que se diminuam as quantidades de castanha que anualmente, pelo S. Martinho, são importadas para a ilha Terceira e Açores em geral. Tanto mais que é uma cultura que não tem nem requer muito maneio por parte do produtor.
Comparadas com a concorrência, que lugar atribui às nossas castanhas?
De uma maneira geral têm bom calibre e bom aspecto, o que assegura, se não estiverem bichadas, a sua rápida venda no mercado. Penso que toda a produção é rapidamente escoada no mercado. A festa da castanha, que anualmente se realiza, ainda potencia mais a importância desta cultura e a zona onde ela é produzida servindo de motor de motivação para que apareçam mais e novos produtores que ao mesmo tempo também contribuem com a recuperação de antigas quintas ou seja para a valorização e preservação do nosso património cultural e agrícola.

(In Diário Insular)

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sábado, outubro 25, 2008

Bichado da Castanha prejudica produção

Os produtores de castanha da Terra Chã tem-se deparado nos últimos anos com a praga do bichado da castanha que tem infestado os pomares da freguesia, prejudicando a qualidade da produção e o seu escoamento no mercado.
Os Serviços de Desenvolvimento Agrário e o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores tem colaborado com os produtores de castanha para estudar o fenómeno e tentar encontrar uma solução, sendo uma das soluções encontradas a colocação de armadilhas criadas pelos produtores.
“O Professor David Horta Lopes e a sua equipa da Universidade dos Açores tem trabalhado junto dos produtores para a colocação destas armadilhas, mas ainda não temos dados que permitam analisar essa acção”, refere Armando Braga, adiantando que pelas poucas castanhas já recolhidas este ano “podemos ver que o bichado continua nos nossos pomares”.
No entanto, o líder da Junta da Terra Chã recorda que “a nossa produção de castanhas já viveu outras crises no passado e foram ultrapassadas e com esta vai acontecer o mesmo”, lamentando apenas que esta praga “está a frustrar lutado pela preservação dos nossos castanheiros e pela qualidade da nossa castanha viana”.
(In A União)

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sexta-feira, outubro 24, 2008

Produção de Castanha este ano está ao nível de 2007

Numa altura em que o combate à praga do bichado é a prioridade nas quintas da Terra Chã, a produção de castanha este ano na ilha Terceira não deverá ir além da de 2007.“As perspectivas são semelhantes ao que aconteceu em 2007, ou seja, 2008 não deverá ser ano de grande abundância”, adiantou ao DI o presidente da Junta de Freguesia local, Armando Braga.“A produção dos castanheiros é quase idêntica à do ano anterior, embora haja quintas com mais e outras com menos”, acrescentou.Quanto à praga do bichado, Armando Braga sublinha que “ainda é cedo” para uma análise, uma vez que “as castanhas ainda não estão a cair”.“Alguns produtores dizem que as primeiras castanhas não têm trazido bichado, mas isso sente-se mais a meio da produção”, explica. Segundo o autarca, a praga do bichado da castanha é um fenómeno que atinge as quintas da Terra Chã há seis anos, tendo atingido em 2007 um nível “alarmante e desanimador”.“Tenho esperança de que vamos atravessar este ciclo, embora reconhecendo que é um combate muito difícil e que talvez só possa ser ganho com tratamento químico”, afirma. A direcção regional do Desenvolvimento Agrário e o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores têm desenvolvido, em conjunto com os produtores, um programa de combate ao bichado da castanha, no âmbito do projecto Interfruta II. De acordo com David Horta Lopes, da Universidade dos Açores, estão a ser monitorizados, através da colocação de armadilhas, 10 pomares da Terra Chã e dois dos Biscoitos. Quanto aos resultados, em 2005, verificou-se uma densidade muito elevada do bichado, seguindo-se um decréscimo em 2006, e novamente uma infestação muito elevada, que atingiu quase 70 por cento da produção, em 2007, referiu. A avaliação dos prejuízos deste ano só deverá ser conhecida dentro de duas semanas, acrescentou. Segundo David Horta Lopes, os factores climatéricos e o interesse dos produtores na intervenção são os principais factores que contribuem ou não para o desenvolvimento da praga. A Junta de Freguesia da Terra Chã comemora, no próximo dia 31, os 18 anos da Festa da Castanha. O evento terá lugar no Largo da Igreja, a partir das 21h00, com o tradicional convívio onde será servida a castanha viana e animação musical pelas tunas Sons do Mar e Tusa e pelo grupo Belaurora, da ilha de São Miguel.

(In Diário Insular)

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terça-feira, outubro 21, 2008

BOAS CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS - Colheita das azeitonas superior ao ano passado

A mosca-da-azeitona, a lagarta, o caruncho, o musgo, o líquen, as térmitas e o cancro da oliveira são algumas das pragas que atacaram os frutos na zona do Porto Martins na ilha Terceira.
Porém, as condições climatéricas verificadas este ano favoreceram o desenvolvimento das oliveiras, aumentando a produção para 40 por cento em comparação com 2007.
À semelhança dos últimos seis anos, a colheita das azeitonas, no Porto Martins, começou na primeira semana de Setembro, um mês mais cedo do que o habitual, consequência das condições climatéricas que provocaram um avanço no desenvolvimento dos diferentes estados fenológicos da cultura da oliveira. As condições climatéricas contribuíram ainda para o aumento da produção deste ano.

Por outro lado, segundo Francisco Branco, a mosca-da-azeitona mostrou-se uma das pragas mais preocupantes para a sua produção. “Este ano perdemos um pouco por causa da mosca-da-azeitona. Além disso, outras pragas manifestaram-se como o caruncho, a lagarta, as térmitas e o cancro da oliveira”, revela ao nosso jornal. E continua: “A minha colheita foi feita até finais de Setembro, o que não acontecia antigamente, era muito mais tarde, em Outubro”.
Em números, o produtor do Porto Martins, no ramo desde a década de 80, revela que a quantidade de azeitonas sofreu uma diminuição na ordem dos 10 por cento, embora este ano tenha havido um acréscimo de 40 por cento na produção comparando ao ano anterior. Um número que no seu entender poderia ter sido muito superior. “Infelizmente é necessário a utilização dos pesticidas, caso contrário seria difícil colher azeitonas em bom estado. Precisávamos de um químico que afastasse a mosca em definitivo”, sugere.
Na área de cultivo de Francisco Branco, chamada “O Mato do Ti’ Manuel Branco”, existem três variedades de oliveiras, a cobrançosa, a cordovil e, atingindo a maioria, a galega, que originam a azeitona preta, escoada na ilha Terceira. A sua quinta, localizada na freguesia do Porto Martins, recebe com frequência a visita de alunos das escolas básicas para conhecer e aprender o cultivo, a história e a produção das azeitonas. Práticas desenvolvidas entre as crianças que o olivicultor considera determinantes para dar continuidade à tradição.
“As escrituras desta propriedade remontam a 1932 e 1934, pois era dividida em duas. Herdei esta actividade do meu pai e espero que os meus filhos e netos prossigam com o trabalho até agora desenvolvido”, confessa.
Recuando no tempo, desde 1985 que não se verifica uma grande produção de azeitonas idêntica às que haviam na década de 50, considerado o período áureo no Porto Martins. Mas mais antigas revelam-se algumas árvores, que segundo Francisco Branco se situam entre os 150 e 170 anos de idade.
O cultivo da oliveira, introduzida nos Açores pelos primeiros povoadores, requer trabalho e dedicação, durante todo o ano, que para este olivicultor significam “vida” e “amor”.
Actualmente existem cerca de 35 olivicultores no Porto Martins com produções para venda e auto-consumo.
Novas pragas
Contactado pelo nosso jornal, David Horta Lopes, do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores revela que para além destas pragas existe o algodão-da-oliveira, uma outra nova que apareceu este ano. “Trata-se de uma psila que é muito abundante no Continente mas que apenas foi identificada no Porto Martins este ano, em Junho, afectando a mancha de oliveiras que ali existe”.
A origem da mosca-da-oliveira e o seu aparecimento anual, por vezes com níveis populacionais elevados, segundo o professor da Universidade -Centro de Biotecnologia dos Açores, surge como consequência dos frutos infestados que caem no solo.
“Este ano, em Setembro, foram capturados perto dos 2000 adultos em apenas seis parcelas que estamos a monitorizar. Estas populações provem do facto de parte dos frutos caírem para o solo infestados com larvas desta mosca no seu interior, e servirem de material para assegurar da existência e viabilidade de populações futuras desta praga”, sustenta.
No Continente os maiores problemas da oliveira são causados pela praga da “traça-da-oliveira” e a “gafa”, esta última uma doença que não existe nos Açores.
Este ano as condições climatéricas foram “óptimas” para o desenvolvimento da oliveira, razão pela qual a produção tenha aumentado e para que se registe um adiantamento nas colheitas da azeitona. “Isso leva a um avanço no desenvolvimento dos diferentes estados fenológicos da cultura, diferentes fases desde o aparecimento de novas folhas e gomos florais até à floração e formação do fruto”, explica David Horta Lopes, acrescentando que “Já em 2003, como o nosso clima tem um Inverno ameno e a temperatura é mais ou menos constante ao longo do ano, se registava um adiantamento de cerca de um mês em relação à colheita no continente”.
Estudos da UA
Segundo David Horta Lopes, a Universidade dos Açores (UA) realizou, em 2003, um trabalho de estágio em oliveiras “pioneiro na identificação e monitorização dos problemas fitossanitários que afectam a produção da mancha olivícola do Porto Martins”. Esse trabalho, retomado em 2008, em colaboração com os Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira (SDAT), consiste no “acompanhamento de seis parcelas seleccionadas dentro de toda a mancha, a diferentes cotas altimétricas, onde foram observados e monitorizados a traça, mosca, algodão, tripes e cochonilhas, quinzenalmente, através da colocação de armadilhas com atractivo alimentar e feromona sexual”, especifica o professor.
Na monitorização da mosca foram inclusive realizados testes de diferentes tipos de armadilha e atractivos alimentares, sendo que foram também avaliados os prejuízos causados pela mosca através da recolha de frutos no início e maior altura da colheita. Dados que, de acordo com David Horta Lopes, permitiram já determinar a curva de voo da mosca para este ano e definir o mês de Setembro como a altura de registo do maior pico populacional da mosca. “Pretendemos com este estudo ajudar o olivicultor do Porto Martins na definição da oportunidade de tratamento desta praga e mostrar-lhe que existem outros meios de protecção capazes de lhe dar essa informação e limitar esta praga para além dos químicos numa perspectiva de trabalho que se denomina de protecção integrada”, conclui.

(In Sónia Bettencourt - A União)

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domingo, março 23, 2008

DE 17 A 19 ABRIL - Especialistas em fruticultura reunidos na Terceira

Realiza-se nos dias 17, 18 e 19 de Abril o Primeiro Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, promovido pela Universidade dos Açores, no âmbito do projecto Interfruta II. Trata-se de um encontro que visa apresentar e debater os problemas fitossanitários, sobretudo os que se relacionam com a mosca, e abordar o estado das culturas da macieira, castanheiro, vinha e bananeiras. “Esperamos que haja uma forte participação dos produtores neste encontro e que seja um fórum de debate entre os técnicos”, adianta David Horta Lopes, responsável pela iniciativa.Assim, durante três dias estarão reunidos especialistas a nível nacional, incluindo a participação do arquipélago da Madeira, e internacional, em diferentes áreas de investigação em fruticultura e viticultura. “A nossa ideia é mostrar o contributo da Universidade, neste caso particular, para o conhecimento e a abordagem multidisciplinar aos diversos problemas”, afirma.Ao todo estão previstas cinco sessões, denominadas aos temas “Produção, Fenologia e Fertilização de Fruteiras”; “Biotecnologia e Apoios à Fruticultura”; “Protecção das Fruteiras”; “Biodiversidade e Protecção de Culturas” e “Viticultura”, sendo que as quatro primeiras decorrem no auditório da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, no Pico da Urze, e a última realiza-se no auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. No programa do Primeiro Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura, estão previstas ainda uma visita aos pomares e vinhas da zona dos Biscoitos e uma prova de vinhos na nova Adega Cooperativa daquela freguesia. O encontro conta já com 46 inscritos e terá o apoio das Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, Junta de Freguesia da Terra-Chã e Adega Cooperativa dos Biscoitos. Motivar produtores. Por outro lado, o presidente da Fruter manifestou a preocupação em motivar os produtores para outras produções para além da horticultura, que compreende um ciclo mais curto, e da produção da banana, rentável durante todo o ano. “Devido ao rendimento sazonal há menos gente disponível para outras áreas de produção”, afirma Sieuve de Meneses. O presidente da Fruter defende que “só quando essas produções são interessantes e apresentam rendimentos aceitáveis é que as pessoas aderem com mais facilidade”. Dadas estas circunstâncias, o empresário aconselha a “diversidade de produção” como forma de colmatar o rendimento sazonal que a fruticultura provoca no agricultor.

(In A União)

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sábado, março 22, 2008

I CONGRESSO REGIONAL NO ÂMBITO DO PROJECTO INTERFRUTA II

Apresentar os resultados do projecto Interfruta II e debater os principais problemas e desafios que se colocam às culturas da fruta e da vinha são os objectivos do “I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura”, que tem lugar de 17 a 19 de Abril, na Terceira. O congresso divide-se pelo auditório do pólo universitário de Angra do Heroísmo no Pico da Urze, nos primeiros dois dias, seguindo-se uma manhã no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. De acordo com o responsável pelo projecto Interfruta II e professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, David Horta Lopes, o evento conta já com 46 inscrições, prevendo-se que estas aumentem significativamente até à data de realização. “Sabemos já, pelo número de inscrições que recebemos, que vamos ter uma forte presença de produtores. É isso que se pretende, que este seja um fórum de debate entre técnicos do Serviço Regional do Desenvolvimento Agrário, da Fruter, académicos e os próprios agricultores”, adiantou, ontem, na apresentação pública do congresso.Ao longo dos três dias de debate vão ser tratados temas como “Produção, Fenologia e Fertilização de Fruteiras”, “Biotecnologia e Apoios à Fruticultura”, “Protecção das Fruteiras”, “Biodiversidade de Protecção das Culturas” e “Viticultura”.Participam desde professores da Universidade dos Açores como João Baptista, Horta Lopes e Artur Machado até especialistas convidados como Rui Pereira, responsável pelo grupo de trabalho da Agência Internacional da Energia Atómica na da utilização de moscas esterilizadas no combate à praga da mosca da fruta.

DESMOTIVAÇÃO
Segundo David Horta Lopes, os principais problemas fitossanitários com que se debate o sector da fruticultura são a praga do bichado e a mosca da fruta.No entanto, o presidente da Fruter, também presente na sessão de apresentação do “I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura”, fala de desmotivação no sector.“Essa é uma situação que se agrava na fruticultura. Tem a ver com o facto de os rendimentos serem sazonais. O agricultor só vê dinheiro uma vez por ano. Por essa razão, aconselhamos sempre os produtores a dedicarem-se a várias culturas”.Porém, a “sazonalidade” dos rendimentos continua a afastar agricultores do sector. “Regista-se um decréscimo de pessoas a dedicarem-se a este sector da agricultura. Produzem banana, porque é algo que dá rendimentos ao longo de todo o ano” reforça Sieuve de Menezes.
(In Diário Insular)

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sexta-feira, março 21, 2008

A mosca da fruta

A Ceratitis capitata, mais conhecida por mosca do mediterrâneo (http://profitomac.interfruta.net/ver.php?id=34&member) ou mosca da fruta, é um organismo muito dinâmico possuindo um grande poder de adaptação.
De acordo com Bodenheimer (1951) e Orlando (1980), o adulto desta espécie é muito polífago podendo infestar entre 250 a 400 hospedeiros. Visto que esta espécie possui um vasta gama de hospedeiros, potenciais de infestação, constituiu uma séria ameaça como praga mundial de frutos frescos (Rossler, 1988).
Tendo em conta a sua relevância como praga, no âmbito dos estudos que foram desenvolvidos pelo Projecto INTERFRUTA e INTERFRUTA II (Projecto de Promoção da Fruticultura – Açores, Madeira e Canárias), o estudo sobre os adultos de C. capitata, foi dividido em duas partes, sendo ambas realizadas simultaneamente. Uma parte correspondeu à dispersão de C. capitata e outra parte foi relativa à sua incidência na infestação de frutos numa perspectiva de avaliação de prejuízos.
Segundo o Engenheiro Reinaldo Pimentel, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, "a avaliação dos prejuízos envolve a recolha de um determinado número de frutos, que em condições óptimas de laboratório, caso a fruta esteja de facto infestada, irá permitir a emergência de adultos desta praga. De acordo com o número de adultos emergentes e o peso da fruta recolhida é possível determinar o grau de infestação desta praga numa determinada cultura".
Consultar "A Fruticultura na Macaronésia – O contributo do Projecto Interfruta para o seu desenvolvimento”, cujos editores são D. Lopes A. Pereira, A. Mexia, J. Mumford e R. Cabrera. (livro publicado em 2005 pelo projecto INTERFRUTA) e página online http://www.interfruta.net/.
(In Bagos D'Uva)

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sábado, março 15, 2008

Espécies devem ser registadas

As espécies vegetais do arquipélago existentes no Germobanco devem ser registadas. A ideia é defendida pelo professor da Universidade dos Açores, David Horta Lopes, que sustenta que “se deve tentar o registo destas espécies, até para que outros não o tentem mais tarde”.

O professor da Universidade dos Açores falava após a inauguração, ontem, de uma câmara frigorífica destinada à preservação de espécies de maior dimensão, como o inhame ou a batata-doce, que vem reforçar a capacidade do Germobanco.A opinião é reforçada pelo director do Centro de Biotecnologia dos Açores, Artur Machado. “Temos um enorme manancial a aproveitar, que é um sub-produto do projecto Germobanco. Contamos, por exemplo, com noventa espécies de macieira, que é preciso registar. Numa era de globalização, estas espécies são de grande valor, mesmo do ponto de vista económico. A maior parte da fruta que se consome nos Açores é importada, o que acarreta grandes custos, nomeadamente com a subida do preço dos combustíveis. Podemos apostar nestas espécies para abastecer o nosso mercado ou mesmo utilizá-las como moeda de troca por outras”, adiantou.Na inauguração da nova câmara frigorífica para conservação de espécies vegetais de maior dimensão, o presidente da Fruter, Sieuve de Menezes afirmou que o projecto Germobanco serviu para unir Madeira, Açores e Canárias. “Foi um projecto a nível da Macaronésia, que eu costumava dizer que era a Mac. Hoje quase podemos dizer que temos a República da Mac”, disse.Especialistas dos Açores, Madeira e Canárias estão reunidos, até ao final da tarde de hoje, no workshop “Preservação e valorização de recursos fitogenéticos nas ilhas da Macaronésia”.Recorde-se o projecto Germobanco conta já com mais de 700 entradas na Região, no que diz respeito à recolha de material biológico de espécies vegetais tradicionais.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, março 14, 2008

Germobanco pode ser alargado a outras ilhas

“Este é um projecto muito importante em termos científicos, como repositório genético. É uma espécie de Arca de Noé das espécies da Região. Por isso, continuaremos a apoiá-lo, quer através do programa transnacional, que está muito limitado financeiramente, como através dos apoios que a própria Região tem para o desenvolvimento científico e tecnológico”. A declaração é do secretário regional adjunto do vice-presidente do Governo Regional, Carlos Corvelo, que adianta ainda a vontade de alargar o Germobanco a outras ilhas do arquipélago.“Queremos alargar este projecto a outras entidades, mas não só. Também deve englobar outras ilhas dos Açores, que têm espécies diferentes para recolher, estudar e preservar”, afirma. O secretário regional falava na inauguração, ontem, de uma câmara frigorífica para preservação de espécies vegetais de maior dimensão. Existiam já outras quatro câmaras frigoríficas, utilizadas especialmente para a conservação de sementes. Carlos Corvelo aproveitou a ocasião para salientar a parceria “exemplar” entre as universidades, os poderes públicos e as associações de produtores, quer no Germobanco como no Interfruta.Recorde-se que o Germobanco é financiado pelo programa comunitário a INTERREG III B e tem como objectivo preservar algumas das culturas das regiões da Macaronésia que dispõem de características genéticas próprias. Foi criado um banco de germoplasma de espécies vegetais agrícolas dos Açores, Madeira e Canárias.A Associação de Produtores de Frutos, de Produtos Hortícola e Florícolas da Ilha Terceira (FRUTER) tem como associados neste projecto a Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário, a Universidade dos Açores, bem como os parceiros da Madeira e Canárias.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, março 13, 2008

Governo congratula-se com o Germobanco III da Macaronésia

O secretário regional adjunto do vice-presidente congratulou-se, hoje, com a evolução do projecto Germobanco III das regiões da Macaronésia, criado no âmbito da iniciativa comunitária INTERREG III B, sob liderança da Associação de Produtores de Frutos, de Produtos Hortícola e Florícolas da Ilha Terceira (FRUTER).
Carlos Corvelo falava na inauguração de uma câmara frigorífica para preservação de espécies vegetais de maior dimensão, que vem juntar-se a outras quatro já existentes, especialmente conservando sementes.A FRUTER tem como associados neste projecto que preserva variedades de espécies regionais antigas como milho, maçã, batata-doce, inhame, castanha, a Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário e a Universidade dos Açores, além de parceiros na Madeira e nas Canárias.Carlos Corvelo apontou “esta Arca de Noé” como um dos muitos bons exemplos de cooperação entre as regiões atlânticas que o INTERREG tornou possível e garantiu que, apesar das limitações financeiras, a Região vai continuar a bater-se na Comunidade, “para que se reforce este espaço Açores-Madeira-Canárias, no âmbito da cooperação transnacional”.O Executivo regional vai garantir, também, a continuidade do projecto com verbas próprias, nomeadamente no âmbito dos apoios ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia.O secretário regional considerou, ainda, que foram também exemplares as relações entre as universidades, os poderes públicos e as associações de produtores, “tanto no Germobanco como no Interfruta”, outra iniciativa que envolveu os três arquipélagos atlânticos.

(In Açores.Net)

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segunda-feira, março 10, 2008

Certificação do Germobanco

A Fruter Açores (Associação de Produtores de Frutos, de Produtos Hortícola e Florícolas da Ilha Terceira) recebeu os certificados das Normas ISSO 9001 de gestão e qualidade e das normas ISSO 14001 de gestão ambiental, referentes ao projecto GERMOBANCO III, que inclui o Banco do Centro de Biotecnologia dos Açores, uma parceria entre esta cooperativa e o Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores.
Este é o segundo ano consecutivo que a Fruter e a Universidade dos Açores recebem estas certificações europeias, e o terceiro ano seguido do projecto Germobanco III.
Este projecto é uma parceria entre organismos agrícolas e universidades da Macaronésia e visa proteger a diversidade biológica e genética da agricultura tradicional destas ilhas.
Na apresentação dos certificados, Fernando Menezes, presidente da Fruter, afirmou que estes são “um motivo de orgulho para a cooperativa e para a Universidade dos Açores”. No entanto, não deixou de questionar a viabilidade futura do projecto pois o programa de apoios INTERREG vai baixar a dotação financeira atribuída aos Açores e à Madeira (5 milhões para cada região) enquanto as Canárias vão receber 40 milhões.
Por isso, o líder da Fruter sente-se “pouco apoiado”, entendendo que outros programas europeus como o ProRural deveriam “contemplar uma verba para a preservação de espécies vegetais, tal como já fazem para a genética e os animais”
José Luís Amaral, director regional do Comércio, Industria e Energia, referiu, por sua vez, o bom exemplo que este projecto representa para a região, realçando que os certificados são atribuídos “por auditores externos que verificam todo o trabalho e se este está conforme as normas internacionais e, para nós, isso é um motivo de orgulho”.
O governante elogiou também a postura da Fruter por ter feito um trabalho “ que teve uma estratégia e que aposta na continuidade, com a certificação da sua organização. O trabalho que está por detrás destes certificados é muito e tem que ser valorizado. Queremos que este caso de sucesso se multiplique nos Açores”.
Na conferência de imprensa, a Universidade dos Açores esteve representada por David Horta Lopes. Este docente realçou o trabalho do Centro de Biotecnologia, que foi o responsável pela constituição do banco de germoplasma e pela introdução in vitro de algumas das variedades agrícolas da região (castanheiro, inhame, batata doce, macieira) e a sua caracterização molecular.
No entender deste académico, este projecto deve ser para continuar no futuro e encarado como prioritário, pois “não sabemos o que o futuro nos reserva. Na Europa foi criado um Bando de Sementes e os Açores também deveriam preservar as suas espécies agrícolas”.
Sandro Paim, presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), destacou o facto deste projecto ser fruto de uma parceria entre empresas e investigação. Este responsável reforçou a ideia que é fundamental para a competitividade e organização das empresas uma cada vez maior ligação com o mundo universitário.

Governo aposta
na qualificação


José Luís Amaral, durante a sua intervenção, relatou uma conversa com um representante da Associação Portuguesa de Certificação (APCER), que lhe comunicou que o que está a ser feito nos Açores nesta matéria é completamente inovador.
Para fomentar ainda mais essa política, o Governo Regional aprovou o ano passado um Decreto-lei que visa apoiar em 40% (50% nas “ilhas da coesão”) a implementação de sistemas de gestão pela qualidade, que hoje não são obrigatórios, mas que considera “fundamentais para podermos sobreviver no mercado global”.
Esta ideia foi partilhada por Sandro Paim, que mencionou o necessidade do Governo Regional apoiar cada vez mais este tipo de projectos que fomentem a aposta na investigação por parte do mundo empresarial.
Renato Gonçalves´
(In A União)

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domingo, março 09, 2008

Germobanco recebe certificação de qualidade

Os produtos agrícolas que resultam do projecto de investigação científica GERMOBANCO III foram certificados pela sua qualidade e por cumprirem as normais ambientais.

A cerimónia de entrega dos certificados decorreu ontem nas instalações da Fruter, em Angra do Heroísmo. Para além do reconhecimento da qualidade em que são conservadas as sementes de maçãs, castanhas, batata-doce, inhames e feijão, o instituto alemão DNV certificou também as condições de investigação do Centro de Biotecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Financiado pelo programa de iniciativa comunitária INTERREG III B - Açores, Madeira e Canárias, o projecto GERMOPBANCO tem como objectivo preservar algumas das culturas das regiões da macaronésia que dispõem de características genéticas próprias.Tendo em vista esse objectivo, foi constituído um banco de germoplasma de espécies vegetais agrícolas dos Açores, Madeira e Canárias.O projecto GERMOBANCO conta já com mais de 700 entradas nos Açores, no que diz respeito à recolha de material biológico de espécies vegetais tradicionais dos Açores. Entre as espécies mais representadas no banco de germoplasma estão várias sementes de milho.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, março 06, 2008

I Congresso Regional Interfruta II - FRUTICULTURA E VITICULTURA

Irá realizar-se na Universidade dos Açores - Pico da Urze - Ilha Terceira- de 17 a 19 de Abril de 2008 o I Congresso Regional - Interfruta- Fruticultura e Viticultura.


O projecto INTERFRUTA II é um projecto de cooperação inter-regional entre três regiões insulares (Açores, Madeira e Canárias), destinado a contribuir para a promoção de fruticultura e viticultura nas três regiões parceiras, particularmente nas culturas do castanheiro e da vinha, procurando uma melhoria dos conhecimentos sobre estas culturas, aplicando técnicas que contribuam decisivamente para a sua melhoria e que elevem o rendimento extraído delas, procurando soluções para os principais problemas e melhorando significativamente quer a formação quer a difusão das informações da investigação e dos técnicos para o produtor. Com esta parceria entre as três regiões pretende-se potenciar todos os conhecimentos e metodologias de investigação utilizadas em cada uma das três regiões através da sua aplicabilidade prática em cada das três ilhas onde de desenvolverá o projecto (Madeira, Tenerife e Açores) com a implementação de campos de demonstração junto dos produtores.
Para potenciar ainda mais esta cooperação inter-regional pretende-se com toda a investigação que se propõe desenvolver, e com a recolha de toda a informação e dados já obtidos em outros projectos, construir uma base de dados fitossanitários de diagnóstico da Macaronésia, como ferramenta essencial para técnicos e produtores na identificação de todos os problemas que afectem estas culturas. Prevê-se ainda a realização de jornadas temáticas para a abordagem de cada uma das culturas para técnicos e produtores aproximando e divulgando os resultados de todo o trabalho de investigação junto de quem a utiliza no campo.

Assim, o Congresso referido irá decorrer no novo Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores-Departamento de Ciências Agrárias localizado no Pico da Urze.
As inscrições já se encontram abertas quer para assitir, quer para participar activamente no evento. As inscrições são gratuitas. Para participar activamente no Congresso poderá inscrever-se para apresentar no máximo uma comunicação oral e/ou no máximo dois posters. As normas para apresentação de resumos estão disponiveis na ficha de inscrição.
Faça download da ficha de inscrição e realize a inscrição remetendo-a para o seguinte endereço electrónico: dlopes@uac.pt com o seguinte texto no campo Assunto: Congresso Interfruta.
NOTA: É importante inserir o referido texto no campo Assunto da mensagem, pois caso contrário a mensagem poderá ser eliminada à entrada pelos filtros de segurança.

Até 31 de Janeiro de 2008 - Data limite de envio de inscrições para apresentação de posters e/ou de artigos para comunicação oral.
Até 2 de Fevereiro 2008 - 2ª Circular com o programa definitivo
Até 17 de Fevereiro 2008 - envio de Resumos.
Até 17 de Março 2008 - Envio dos artigos completos
Até 12 de Abril de 2008 - Data limite de inscrição para assistir ao Congresso para ter direito a uma capa com material de apoio e a um livro das actas do Congresso.
17 de Abril 2008 - Sessão de Abertura, Fenologia, Produção e Fertilização.
18 de Abril 2008 - Problemas Fitossanitários das culturas.
19 de Abril 2008 - Outros temas relacionados com a Fruticultura e Viticultura. Visita a pomares no período da tarde.Local: Universidade dos Açores, Pico da Urze

(In Site Interfruta)

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segunda-feira, outubro 29, 2007

Bichado da castanha

A visão desencantada dos produtores de castanha da ilha Terceira, Açores, é transmitida pelo presidente da junta de Freguesia da Terra-Chã, Armando Braga, que considera que, face às queixas e opiniões que tem recebido, “tudo aponta para que, este ano, o problema do bichado da castanha seja ainda maior”. “Ainda acreditamos no resultado dos trabalhos efectuados e no que estes podem trazer de boa nova. Até agora, não tem sido muito…
Os especialistas estão a estudar, a ver as causas e o desenvolvimento... Gostávamos de ver conclusões práticas, mas reconhecemos que isso será muito difícil”, adianta Armando Braga, para quem os castanheiros da freguesia e a castanha Viana constituem um património que “vale a pena preservar”. Também o responsável pelo projecto Interfruta, David Horta Lopes, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, embora ressalve que ainda não está concluído o processo para determinar o volume da infestação nas oito parcelas monitorizadas este ano, admite que a dimensão da praga do bichado da castanha possa ser “bastante maior” em relação ao ano passado. “Em causa estão as condições climatéricas, a pouca chuva e o muito calor”, adianta. Estão a ser recolhidas, durante esta semana, cerca de 10 mil castanhas que serão posteriormente analisadas. Os dados sobre a real propagação da praga do bichado devem ser conhecidos até meados da próxima semana.

(In Diário Insular)



A 31 DE OUTUBRO
A 17.ª edição da Festa da Castanha decorre a 31 de Outubro, na freguesia da Terra Chã.
Trata-se de um evento cultural, já tradicional, que serve para promover a castanha Viana como fruto típico da Terra Chã.
Para além deste objectivo, pretendemos também apelar aos nossos produtores para que continuem a preservar o valioso património natural que são os castanheiros centenários e os espaços onde vivem e resistem as famosas quintas da Terra Chã.
De acordo com a Junta de Freguesia na Terra Chã, “sabemos que a nova praga do bichado da castanha faz questão de se alojar nos nossos pomares e que de ano para ano tem vindo a desenvolver-se e a aumentar
“Tememos que tal situação venha a desalentar o esforço que os nossos produtores têm vindo a suportar para manter as suas quintas e a nossa preciosa castanha” – adianta a nota.
“Ainda confiamos no trabalho que está a ser desenvolvido pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário e pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com vista a estudar e a conseguir soluções que venham atenuar os problemas que atingem presentemente a famosa castanha Viana da Terra Chã” – sublinha.
A Festa da Castanha serve ainda para incentivar a revitalização das quintas em espaços de animação turística, de lazer e de mobilidade. São exemplos a recente inauguração do Campo de Férias da Junta de Freguesia, localizado na sua quinta da Fonte Faneca e a Quinta do Galo que realiza com regularidade iniciativas que promovem a freguesia da Terra Chã.
A Festa da Castanha é também um momento cultural e de convívio entre estudantes da Universidade, moradores da freguesia e visitantes provenientes da cidade de Angra do Heroísmo e de outras localidades da ilha.
Neste ano, a Festa da Castanha decorrerá como é já tradição, no largo da Igreja, pelas 20h30 com muita animação e música popular onde serão servidas castanhas, sardinhas e vinho de cheiro.
Integrado na festa realizar-se-á, no dia 9 de Novembro, no Campo de Férias da Fonte Faneca, pelas 20h00, uma sessão de esclarecimento sobre os estudos técnicos desenvolvidos para o combate ao bichado da castanha, seguido do tradicional convívio com os produtores e colaboradores da Festa da Castanha.

(In A União)

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