domingo, agosto 02, 2009

Combate à mosca do Mediterrâneo

Já nos referimos à mosca-do-Mediterrâneo ou mosca-da-fruta aqui. Hoje, publicamos fotos referentes à colocação das armadilhas no espaço envolvente do Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. pelos Prof David Horta Lopes da Universidade dos Açores , Eng. Reinaldo Pimentel, Dr. Lúcia Ventura e a Dr. Maria Helena Aguiar pertencentes ao Centro de Biotecnologia dos Açores, mais precisamente à Secção de Protecção de Plantas do Departamento de Ciências Agrárias.
Colaboraram, também, na montagem de campo que decorreu naquela semana a Eng. Nicola Macedo do Centro de Biotecnologia dos Açores, o Eng. Jorge Azevedo, a Eng. Conceição Filipe, o Eng. António Domingues da Fruter-coop e a Eng. Cristina Lima da Syngenta que se deslocou propositadamente às ilhas Terceira e São Miguel para a montagem.
Após os trabalhos no território “Da Resistência” o Prof. David Horta Lopes, o Eng. Reinaldo Pimentel, a Dr. Lúcia Ventura e a Dr. Maria Helena Aguiar, foram atraídos pelo “Donatário”.
(In Bagos D'Uva)

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sábado, agosto 01, 2009

ENSAIO DE COMBATE À MOSCA-DO-MEDITERRÂNEO, COM ARMADILHAS , NOS BISCOITOS

“Iniciou-se a montagem, no dia 21 de Julho até dia 24,de um ensaio, com a duração de 3 anos, que envolve a colocação de 936 armadilhas na zona de produção frutícola e vinícola dos Biscoitos, Ilha Terceira, em cerca de 40 hectares. Este ensaio desenvolve-se, em paralelo também na ilha de S. Miguel onde foram instalados também cerca de 40 hectares na zona da Ribeira Grande maioritariamente em parcelas com produção de citrinos.Neste ensaio são utilizadas as denominadas armadilhas de esterilização “Adress” da Sygenta e será avaliada a sua eficácia quer através da colocação de armadilhas de monitorização em zonas tratadas e não tratadas e pela amostragem e análise de frutos. É um ensaio que resulta de um protocolo entre a Syngenta e a Direcção Regional de Desenvolvimento Agrário (DRDA) que apoia financeiramente o projecto e tem como parceiros o Centro de Biotecnologia dos Açores/Universidade dos Açores e a FRUTER.
Este ensaio tem como objectivo a redução das populações da mosca-do-Mediterrâneo (normalmente conhecida como mosca-da-fruta) nas zonas de produção frutícola e vinícola dos Biscoitos. As armadilhas foram colocadas numa faixa desta freguesia desde os 310 metros de altitude até praticamente à beira-mar.
A armadilha “Adress” possui várias formas de atracção. Primeiro, a sua cor que é amarela. Depois, porque no interior do “chapéu” é colocado um cilindro central com quatro atractivos específicos da mosca-do-Mediterrâneo e por último na sua base é enroscado um prato que possui um gel alimentar com 3% de um insecticida o lufenurão. Este isco tem uma duração que abrange toda a campanha, o que também é uma das suas grandes vantagens porque a armadilha é colocada 45 a 60 dias antes do amadurecimento dos frutos e fica na planta até ao ano seguinte, não necessitando de renovações, quer de isco quer de atractivos.Os efeitos na praga são uma redução das suas populações e dos estragos que esta causa por acção das suas larvas que se desenvolvem no interior dos frutos, por alimentação dos adultos no gel impregnado com insecticida da armadilha, por inviabilidade dos seus ovos após a ingestão do gel alimentar pelas fêmeas.”

(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, outubro 29, 2008

Surto de moscas não se deve à Universidade

O Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores rejeita qualquer responsabilidade pelo surto de moscas que tem afectado a população da Terceira. De acordo com o coordenador do projecto Interfruta II, David Horta Lopes, “este ano não foi feita qualquer libertação de moscas da fruta esterilizadas”, no âmbito daquele projecto. Além disso, - adianta David Horta Lopes, num esclarecimento enviado a DI -, “quer a aparência, quer a dimensão da mosca da fruta é diferente da mosca doméstica”. “A mosca da fruta é mais pequena e tem uma cor acastanhada com lista, enquanto a doméstica é maior e tem uma cor inteiramente preta”, explica. Segundo o docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a praga de moscas domésticas que se verifica na Terceira deve-se, “principalmente, aos factores climatéricos que nos vêm afectando, nomeadamente calor, humidade elevada e falta de chuva”. “Estes factores têm proporcionado uma multiplicação desmedida e uma enorme abundância da mosca doméstica”, acrescenta. No esclarecimento a propósito do surto de moscas na Terceira, David Horta Lopes indica ainda que o Departamento de Ciências Agrárias “está disponível para qualquer informação adicional que seja necessária” sobre esta matéria.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, março 21, 2008

A mosca da fruta

A Ceratitis capitata, mais conhecida por mosca do mediterrâneo (http://profitomac.interfruta.net/ver.php?id=34&member) ou mosca da fruta, é um organismo muito dinâmico possuindo um grande poder de adaptação.
De acordo com Bodenheimer (1951) e Orlando (1980), o adulto desta espécie é muito polífago podendo infestar entre 250 a 400 hospedeiros. Visto que esta espécie possui um vasta gama de hospedeiros, potenciais de infestação, constituiu uma séria ameaça como praga mundial de frutos frescos (Rossler, 1988).
Tendo em conta a sua relevância como praga, no âmbito dos estudos que foram desenvolvidos pelo Projecto INTERFRUTA e INTERFRUTA II (Projecto de Promoção da Fruticultura – Açores, Madeira e Canárias), o estudo sobre os adultos de C. capitata, foi dividido em duas partes, sendo ambas realizadas simultaneamente. Uma parte correspondeu à dispersão de C. capitata e outra parte foi relativa à sua incidência na infestação de frutos numa perspectiva de avaliação de prejuízos.
Segundo o Engenheiro Reinaldo Pimentel, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, "a avaliação dos prejuízos envolve a recolha de um determinado número de frutos, que em condições óptimas de laboratório, caso a fruta esteja de facto infestada, irá permitir a emergência de adultos desta praga. De acordo com o número de adultos emergentes e o peso da fruta recolhida é possível determinar o grau de infestação desta praga numa determinada cultura".
Consultar "A Fruticultura na Macaronésia – O contributo do Projecto Interfruta para o seu desenvolvimento”, cujos editores são D. Lopes A. Pereira, A. Mexia, J. Mumford e R. Cabrera. (livro publicado em 2005 pelo projecto INTERFRUTA) e página online http://www.interfruta.net/.
(In Bagos D'Uva)

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domingo, outubro 28, 2007

Moscas lançadas não empurram outras

Após o surto de moscas que se verifica, actualmente, na ilha Terceira, ter sido notícia na comunicação social da ilha, o responsável pelo projecto Interfruta - no âmbito do qual foram lançadas perto de 150 mil moscas em pomares dos Biscoitos e num bananal junto ao jardim público de Angra do Heroísmo - rejeitou a hipótese da largada de moscas da fruta ter “empurrado” as moscas domésticas das árvores de fruto até às casas. “É algo que não se encontra, de forma alguma, relacionado.

Mosca da Fruta (Ceratitis capitata)


Quando se começa a verificar o elevado número de moscas, já quase todas as que tinham sido largadas tinham sido capturadas por armadilhas colocadas no local há muito tempo. Além disso, já terminara o seu tempo de vida útil”, esclarece David Horta Lopes, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, acrescentando que “ se isso fosse verdade, teria de existir um surto forte nos Biscoitos, uma das áreas onde foram largadas muitas moscas. Isso não se verifica”.


Mosca doméstica

“ As moscas da fruta em causa não se reproduzem e a maior parte foi capturada. O surto de moscas domésticas surgiu bastante depois. Se as duas coisas estivessem relacionadas, o surto teria de se ter registado alguns dias após a largada, o que não aconteceu”, reitera.


(In Diário Insular)

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sexta-feira, outubro 26, 2007

Moscas no Outono Terceirense

A praga de moscas que se regista actualmente na ilha Terceira não tem qualquer relação com as moscas da fruta lançadas, no início de Setembro, pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, nos Biscoitos e em Angra do Heroísmo, garante o estabelecimento de ensino. Num comunicado enviado ontem às redacções, o pólo de Angra do Heroísmo da universidade açoriana assegura que “não é responsável pelo sucedido, uma vez que nos trabalhos executados, no âmbito do projecto Interfruta II, sobre a dispersão de moscas da fruta, usou-se uma espécie que em muito difere da vulgarmente conhecida como mosca doméstica”, que se encontrará, essa sim, em grande número por toda a ilha. David Horta Lopes, responsável pelo projecto Interfruta, explicou que “a mosca da fruta é muito mais pequena e tem uma coloração diferente, de tonalidade acastanhada e asas listradas, enquanto a mosca doméstica é maior, negra e sem manchas nas asas”. Horta Lopes sublinha também que as moscas da fruta lançadas pela Universidade dos Açores no início do mês de Setembro, nos dias 4 e 5, tinham uma esperança máxima de vida de 21 dias e foram previamente esterilizadas, sendo, portanto, “impossível a sua reprodução”. Acrescenta igualmente que as cerca de 150 mil moscas foram libertadas num bananal junto ao jardim público de Angra e de pomares de macieiras nos Biscoitos, tendo sido “quase todas capturadas, até uma semana depois, através de armadilhas distribuídas para o efeito num perímetro de 200 metros”. Lembra ainda que o Departamento de Ciências Agrárias lançou, no mês de Julho de 2006, moscas da fruta nos Biscoitos, “sem que se tivesse seguido qualquer praga de moscas na ilha”. O responsável adianta, por outro lado, que “o surto a que temos vindo a assistir nos últimos tempos teve início após o final do referido estudo, devendo-se essencialmente a factores climáticos”. “A ausência de chuva e as temperaturas amenas que se têm registado neste Outono propiciam uma multiplicação desmedida da mosca doméstica”, refere, destacando ainda que “a actual infestação não é um fenómeno isolado nos sítios onde foram largadas as moscas da fruta, mas verifica-se por toda a ilha”.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Uma possível biofábrica nos Açores para combate pela técnica de machos estéreis

Construir uma biofábrica nos Açores não seria económicamente viável. A opinião é do professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, David Horta Lopes, após o também professor do mesmo departamento, Félix Rodrigues, ter avançado que a Região "passou ao lado" da oportunidade de ter uma biofábrica na década de noventa.
Recorde-se que as declarações de Félix Rodrigues surgiram depois de ter sido noticiado que fora feito um teste de dispersão, nos Biscoitos, com moscas criadas na biofábrica madeirense, no âmbito do programa INTERFRUTA, coordenado por Horta Lopes.

Segundo David Horta Lopes, os insectos utilizados no teste foram adquiridos gratuitamente, tendo sido apenas paga a deslocação de um técnico até à Terceira.
Recorde-se que o INTERFRUTA tem um orçamento global de 513 237,94 euros.
Além disso, adianta Horta Lopes, mesmo que as moscas tivessem sido pagas, o valor não ultrapassaria os 20 euros. "Tratando-se de 50 mil moscas, estamos a falar de um preço muito baixo. Por isso considero que uma biofábrica na Região não seria rentável. Construir as instalações e, depois, encontrar o mercado para mantê-la e o pessoal qualificado que seria necessário, não seria provável", sustenta.
"Provavelmente, chegar-se-ia à conclusão que esse projecto não faz sentido nos Açores. Já aquando da construção da biofábrica da Madeira existiram sérias dúvidas sobre a viabilidade do projecto. Pode, isso sim, ser estabelecido um protocolo com vista a que a Região possa continuar a ter acesso a esses insectos", reforça.
Entretanto, Félix Rodrigues já adiantou que a alegada não viabilidade económica de uma biofábrica desta natureza no arquipélago esteve, de facto, na base do projecto ter sido chumbado em 1992. Ainda assim, o professor volta a sublinhar que o argumento não é sólido, porque se é rentavel na Madeira também o seria aqui.".
"É preciso ver o espaço de tempo que se dá a um projecto para que ele prove ser viável. Se o prazo é de cinco anos, é demasiado curto, mas se for de vinte, o cenário já seria bem diferente".
Horta Lopes contesta ainda o facto de, como adiantado por Félix Rodrigues, a técnica de esterilização de insectos ser "especialmente eficaz" com espécies monogâmicas. "Pode-se fazê-lo com poligâmicas, apenas é necessário aumentar o número de insectos largados", afirma.

(In Diário Insular)

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domingo, setembro 09, 2007

Combate à Ceratitis capitata (mosca da fruta) pela técnica do macho estéril

Esta é a terceira vez que os especialistas da Universidade dos Açores (UA), acompanhados por representantes da Biofábrica da Madeira (programa Madeira-Med), executam esse trabalho na ilha Terceira.
O professor David João Horta Lopes, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, referiu que este projecto foi prorrogado e vai estender-se até Junho de 2008, o que permitiu a realização do teste de dispersão, já que experiências anteriores haviam resultado na junção das moscas esterilizadas com as selvagens e com resultados muito positivos.
O que se pretende, para já, afirma Horta Lopes, “não é combater a praga de moscas, para já, mas sim testar como forma de combater a praga, através do estudo do comportamento de dispersão, após a largada das moscas esterilizadas”.

Disse ainda que, no ano passado, os resultados das experiências “não foram muito conclusivos” na zona dos Biscoitos.
Este ano a decisão foi a de efectuar um teste de dispersão nos Biscoitos, e outro em zona urbana, que decorre hoje quase no centro da cidade de Angra do Heroísmo, numa área onde se desenvolvem bananeiras, acima do Jardim Duque da Terceira.
Ainda de acordo com Horta Lopes, o facto de os resultados, no ano passado, não terem sido conclusivos deveu-se ao facto de as moscas utilizadas não estarem em muito boas condições, porque são produzidas na Madeira. “As moscas quando eclodiram não tiveram o comportamento que se esperava e desejava”, disse.
Por outro lado, adianta que, no ano passado, a meteorologia também não ajudou, pelo que as moscas se concentraram, não tendo havido praticamente a desejada dispersão, pelo que não se movimentaram no interior do pomar como seria necessário.
Este ano, o teste teve como novidade o tratamento nas zonas urbanas, porque nessas zonas qualquer pessoa tem o seu pomar no quintal e são atacados pela mosca da fruta e, por isso, a ideia de efectuar o teste em zona urbana visa não apenas as zonas de produção, mas também em áreas de habitação, como os quintais, com a finalidade de se tentar abolir os pesticidas.
Horta Lopes disse ainda que o teste efectuado no ano passado na zona das Bicas de Cabo verde, na periferia da cidade de Angra do Heroísmo, obteve resultados excelentes, permitindo aos cientistas concluírem que “há uma tendência de procura de refúgio das moscas, após a libertação, tendo percorrido o pomar, pelo que o teste “funcionou belissimamente bem”.
No que se refere às experiências realizadas em laboratório, neste caso, em jaulas no campo, a fim de tentar verificar a percentagem de acasalamentos entre os machos esterilizados e as fêmeas selvagens, os resultados foram muito positivos, permitindo concluir que as moscas esterilizadas produzidas na Madeira funcionam nas condições meteorológicas dos Açores.
Nos próximos dias serão conhecidos os resultados deste trabalho.

(In Diário Insular)

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