quarta-feira, outubro 29, 2008

Surto de moscas não se deve à Universidade

O Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores rejeita qualquer responsabilidade pelo surto de moscas que tem afectado a população da Terceira. De acordo com o coordenador do projecto Interfruta II, David Horta Lopes, “este ano não foi feita qualquer libertação de moscas da fruta esterilizadas”, no âmbito daquele projecto. Além disso, - adianta David Horta Lopes, num esclarecimento enviado a DI -, “quer a aparência, quer a dimensão da mosca da fruta é diferente da mosca doméstica”. “A mosca da fruta é mais pequena e tem uma cor acastanhada com lista, enquanto a doméstica é maior e tem uma cor inteiramente preta”, explica. Segundo o docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a praga de moscas domésticas que se verifica na Terceira deve-se, “principalmente, aos factores climatéricos que nos vêm afectando, nomeadamente calor, humidade elevada e falta de chuva”. “Estes factores têm proporcionado uma multiplicação desmedida e uma enorme abundância da mosca doméstica”, acrescenta. No esclarecimento a propósito do surto de moscas na Terceira, David Horta Lopes indica ainda que o Departamento de Ciências Agrárias “está disponível para qualquer informação adicional que seja necessária” sobre esta matéria.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

domingo, outubro 28, 2007

Moscas lançadas não empurram outras

Após o surto de moscas que se verifica, actualmente, na ilha Terceira, ter sido notícia na comunicação social da ilha, o responsável pelo projecto Interfruta - no âmbito do qual foram lançadas perto de 150 mil moscas em pomares dos Biscoitos e num bananal junto ao jardim público de Angra do Heroísmo - rejeitou a hipótese da largada de moscas da fruta ter “empurrado” as moscas domésticas das árvores de fruto até às casas. “É algo que não se encontra, de forma alguma, relacionado.

Mosca da Fruta (Ceratitis capitata)


Quando se começa a verificar o elevado número de moscas, já quase todas as que tinham sido largadas tinham sido capturadas por armadilhas colocadas no local há muito tempo. Além disso, já terminara o seu tempo de vida útil”, esclarece David Horta Lopes, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, acrescentando que “ se isso fosse verdade, teria de existir um surto forte nos Biscoitos, uma das áreas onde foram largadas muitas moscas. Isso não se verifica”.


Mosca doméstica

“ As moscas da fruta em causa não se reproduzem e a maior parte foi capturada. O surto de moscas domésticas surgiu bastante depois. Se as duas coisas estivessem relacionadas, o surto teria de se ter registado alguns dias após a largada, o que não aconteceu”, reitera.


(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, outubro 26, 2007

Moscas no Outono Terceirense

A praga de moscas que se regista actualmente na ilha Terceira não tem qualquer relação com as moscas da fruta lançadas, no início de Setembro, pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, nos Biscoitos e em Angra do Heroísmo, garante o estabelecimento de ensino. Num comunicado enviado ontem às redacções, o pólo de Angra do Heroísmo da universidade açoriana assegura que “não é responsável pelo sucedido, uma vez que nos trabalhos executados, no âmbito do projecto Interfruta II, sobre a dispersão de moscas da fruta, usou-se uma espécie que em muito difere da vulgarmente conhecida como mosca doméstica”, que se encontrará, essa sim, em grande número por toda a ilha. David Horta Lopes, responsável pelo projecto Interfruta, explicou que “a mosca da fruta é muito mais pequena e tem uma coloração diferente, de tonalidade acastanhada e asas listradas, enquanto a mosca doméstica é maior, negra e sem manchas nas asas”. Horta Lopes sublinha também que as moscas da fruta lançadas pela Universidade dos Açores no início do mês de Setembro, nos dias 4 e 5, tinham uma esperança máxima de vida de 21 dias e foram previamente esterilizadas, sendo, portanto, “impossível a sua reprodução”. Acrescenta igualmente que as cerca de 150 mil moscas foram libertadas num bananal junto ao jardim público de Angra e de pomares de macieiras nos Biscoitos, tendo sido “quase todas capturadas, até uma semana depois, através de armadilhas distribuídas para o efeito num perímetro de 200 metros”. Lembra ainda que o Departamento de Ciências Agrárias lançou, no mês de Julho de 2006, moscas da fruta nos Biscoitos, “sem que se tivesse seguido qualquer praga de moscas na ilha”. O responsável adianta, por outro lado, que “o surto a que temos vindo a assistir nos últimos tempos teve início após o final do referido estudo, devendo-se essencialmente a factores climáticos”. “A ausência de chuva e as temperaturas amenas que se têm registado neste Outono propiciam uma multiplicação desmedida da mosca doméstica”, refere, destacando ainda que “a actual infestação não é um fenómeno isolado nos sítios onde foram largadas as moscas da fruta, mas verifica-se por toda a ilha”.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,