segunda-feira, setembro 21, 2009

Novo método para combater as térmitas

Dentro de um ano, deverá começar a ser utilizado nos Açores um novo método de combate às térmitas.
O Governo dos Açores está a analisar os resultados dos testes efectuados por uma equipa de investigadores austríacos e americanos.O novo método tem a vantagem de ser altamente eficaz e de não ser tóxico.Reportagem vídeo:Marta Silva, Telejornal.

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sábado, julho 25, 2009

Monitorizar térmitas em Angra

sexta-feira, julho 24, 2009

Especialistas vão apresentar novas técnicas de combate às térmitas que estão a dar cabo das casas açorianas

Na Terceira, na próxima semana, novas técnicas de combate às térmitas vão estar em debate numa reunião em que estarão presentes vários especialistas internacionais.
O evento vais servir também para que os investigadores apresentem em Angra do Heroísmo, as novas técnicas de combate à praga, revelou o investigador Paulo Borges, da Universidade dos Açores, que revela ainda que este é uma assunto que tem ainda muito para ser estudado.
Paulo Borges é um dos especialistas que se tem dedicado ao estudo das térmitas, uma praga que tem vindo a aumentar no arquipélago, tendo sido ouvido esta semana pela Comissão Política do Parlamento açoriano, tendo dito que a situação é grave, sublinhando que sem estudos científicos, todas as acções representarão dinheiro mal gasto, sendo necessário que o combate a estes insectos surja de uma acção conjunta do Governo, autarquias, proprietários e investigadores.
Já este ano o especialista em insectos admitiu que “a infestação de térmitas estava sem controlo nas quatro ilhas afectadas, admitindo a possibilidade de S. Jorge já estar a ser atingido pela praga.
Paulo Borges é também autor do livro “Térmitas dos Açores - Contributo para a sua Gestão” no qual preconiza que para combater o problema é necessário implementar um plano de “ataque às térmitas adultas nos meses de Maio, Junho e Julho, com o uso de armadilhas”. Para que isso seja funcional, admite “o recurso a jovens em férias de Verão, a que se dará formação adequada, para andarem junto da população a ensinar a montar as armadilhas” para “controlar a população de adultos e evitar o seu alastramento a outras habitações”, mas até hoje essa é apenas uma possibilidade em cima da mesa.
Refira-se que as térmitas, na Região, são responsáveis por graves danos em edifícios habitacionais e patrimoniais, originado inclusive situações de colapso nas estruturas de madeiras afectadas.
Em 2002, foram detectadas colónias de térmitas na zona histórica de Angra do Heroísmo, classificada como Património Mundial, e, mais tarde, nas cidades de Ponta Delgada, Horta e Vila do Porto.
Dada a gravidade da situação, o Governo Regional dos Açores decretou os termos de regime específico para apoios financeiros nas modalidades de comparticipação a fundo perdido ou financiamento com juros bonificados a atribuir às populações (Decreto Legislativo Regional nº 5/2008/A).
Nos Açores estão inventariadas três tipos de térmitas, as que atacam a madeira seca, as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea, de origem europeia. No arquipélago, a totalidade das habitações afectadas encontra-se na zona urbana, já que nas freguesias rurais mais húmidas não foi localizada qualquer espécie de térmitas, pelo facto de as madeiras possuírem diversos fungos e serem bastante húmidas.
Estes dados constam de um estudo feito recentemente pela Universidade dos Açores Intitulado “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores”, e comparticipado financeiramente pelo Governo Regional. O estudo recomenda a aplicação de Xylophene SOR40 nas madeiras com a finalidade de as proteger contra a praga. O estudo elaborado pela Universidade dos Açores, liderado pelo investigador Paulo Borges, apresenta soluções, técnicas de tratamento e medidas de prevenção no combate às térmitas.
No que concerne ao tratamento e de acordo com o estudo da universidade açoriana, o Xylophene SOR40 e o “Wocasene” como sendo os produtos ideais para o combate às térmitas. O Xylophene SOR40 é um insecticida e fungicida para ser usado em madeiras, quer exteriores quer interiores. É um produto destinado ao tratamento preventivo e curativo da madeira de construção e imobiliário. Este produto da Dyrup tem uma acção infalível contra térmitas e insectos xilófagos, adianta o estudo da Universidade dos Açores.
Nas zonas urbanas, as térmitas encontram melhores condições climatéricas para o seu desenvolvimento, nomeadamente madeiras mais secas. Os casos mais graves são os de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, mas estão já a surgir problemas também na ilha de Santa Maria.

(In Diário dos Açores)

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segunda-feira, julho 13, 2009

Chegou o “momento decisivo” no combate às térmitas

Existem técnicas de combate às térmitas que custam de 1500 a 2000 euros e tudo aponta para que possam ser aplicadas nos Açores. O controle total da praga levaria perto de 20 anos, mas Paulo Borges acredita que chegou o “momento decisivo” em que Governo e autarquia vão agir.
Estiveram na ilha Terceira, num workshop sobre combate às térmitas usando a técnica da temperatura, Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria) e Michael Linford (empresa Therma Pure, EUA - Califórnia). Qual foi o objectivo da presença destes dois entendidos na ilha?
Chegaram na quarta-feira e ao longo de dois dias estiveram com os nossos técnicos e alunos a visitar várias casas e vários edifícios públicos para tentarem compreender a estrutura das casas nos Açores e verificarem se as técnicas de combate às térmitas que usam se podem aplicar aqui ou não. À partida parece que não haverá dificuldades nessa aplicação. Agora tudo passa por ultrapassar várias fases mais complicadas. O Governo pode decidir fazer um teste científico, controlado, com o apoio da Universidade, no sentido de testar as duas técnicas (ou uma delas, será sempre decisão do Governo), para ver qual é a melhor e se mata de facto as térmitas. Passa-se depois para uma segunda fase em que se tem de verificar quais são as empresas nos Açores que querem comprar o franchising da tecnologia. Comprar implica as empresas daqui irem aprender ou eles virem ensinar. No caso dos Estados Unidos dizem que vem cá uma semana ou duas dar formação. Este senhor é licenciador, já não gere empresas, apenas ensina. O da Áustria é mais complicado porque este não dá a sua tecnologia de mão beijada. Quererá manter uma ligação e um controle de qualidade a essa empresa. Isso porque diz que o nome da sua tecnologia tem já uma grande reputação e há uma qualidade que não se pode perder. Aí o processo pode sair mais caro.
Há alguns anos fizeram-se experiências com a técnica de fumigação. O que correu mal?
Na Europa não é permitido utilizar-se os produtos que são usados na fumigação. Por isso estamos a avançar para as técnicas de temperatura, que têm a vantagem de não haverem químicos envolvidos. É só aquecer as casas a 70 ou 80 graus. Basicamente são utilizadas turbinas que injectam ar quente nas habitações. A técnica da Áustria é mais complexa, porque associa água, para que seja lançado ar quente húmido. As pinturas não caem. Por exemplo em museus tipos de madeiras muito sensíveis ficam protegidas, porque é sempre mantido um nível de humidade aceitável, para a madeira não estalar. A técnica austríaca vai ser sempre muito mais cara, mas também é se calhar a única técnica que é possível aplicar em igrejas, em palácios ou em edifícios mais requintados. A técnica americana é mais para sótãos, telhados, estruturas em habitações normais. Sai mais barato. Pelo que nos dizem uma casa normal, um sótão, um telhado custará, pelo trabalho de um dia inteiro, cerca de oito horas, perto de 1500, 2000 euros, o que é aceitável. Existem estas técnicas já testadas e sem entraves no espaço europeu.
O que falta agora para que o problema das térmitas seja finalmente atacado?
O que falta é haver investimento ou do Governo ou dos privados, para aprenderem determinada técnica e instar-se essa oferta no mercado regional. Penso que só agora o Governo está mais sensível a este problema. Finalmente percebeu que é preciso fazer qualquer coisa. Isso pode estar relacionado com a pressão que se fez sentir, principalmente, de Ponta Delgada, onde há um problema gravíssimo, o que pode ter desbloqueado a questão. Começa tudo a mexer um bocado, porque o problema existe.
Nota essa abertura…
Sim. Nesta nova legislatura o professor Álamo Meneses, secretário regional do Ambiente, está a dinamizar a questão.
Foi ele que pagou a vinda destes dois especialistas…
Não sei já quem financiará a experimentação. Mas qual é o grau de esperança de que o combate às térmitas, de forma estruturada, finalmente avance?
Da forma como as coisas estão já não há volta atrás. Já houve avanços quer da secretaria do Ambiente como da Habitação e, agora, da Câmara de Angra (com colocação de armadilhas na cidade). Agora tem-se mesmo de andar para a frente. Se se vai fazer tudo o que preconizei, que são seis aspectos diferentes… Neste momento só se está a fazê-lo em dois, que são as novas técnicas e ataque in loco aos adultos, que a Câmara de Angra está a fazer.
Quais são os outros quatro aspectos?
É preciso ver o que se passa nos Açores realmente, mais informação ao público em geral, formação de empresas e empresários e novas legislações para melhor fiscalização dos produtos que entram e saem. Legislação mais rigorosa para os edifícios que se vendem… Acredito que será a parte mais difícil. A questão da venda de edifícios é complicada...Se as pessoas estiverem bem informadas, não será um problema tão grande, Agora, quando se vende um imóvel faz-se uma escritura que devia ser acompanhada por um certificado em como este está isento de térmitas.
Mesmo assim, já afirmou à RDP/Açores, que mesmo com um plano estruturado, o problema das térmitas demoraria 20 anos a resolver.
Sim, os dois especialistas em questão dizem que para chegar a uma situação em que a maior parte dos edifícios não tenha térmitas ou tenha poucas, à dimensão de Angra ou Ponta Delgada, demoraria sensivelmente esse tempo. Se uma empresa fizesse aqui uma casa por dia, seriam 20 dias úteis, 20 casas por mês. Num ano são 200 casas. Se pensarmos que existem umas duas mil, são 10 anos. Em Ponta Delgada a situação é muito má. Seriam em média 20 anos…
O que pode acontecer nos Açores enquanto não se avança com técnicas de erradicação desta praga?
O que acontece é que as pessoas têm prejuízos. E não são apenas cidadãos individuais. Há prédios do Governo que vão ser alvo de intervenções que podem atingir os 500 mil euros. Já estamos a falar de dinheiros públicos. Agora, é claro que todo este processo de que estivemos a falar não acontece da noite para o dia. A infra-estrutura toda para ser montada levará alguns anos. É preciso vontade governamental e privada para que vá em frente.
Pode ser algo que dinamize a economia local?
De certa forma sim, sobretudo se não existir apenas uma empresa. São alguns postos de trabalho, que depois geram outros, noutras áreas adjacentes, como o tratamento de madeiras. Além disso, de 10 em 10 anos é preciso voltar a fazer a intervenção, por isso é uma área onde existirá sempre procura.
Que visão têm estes dois especialistas da situação que se verifica nos Açores?
Consideram a situação grave, não só para o património construído, mas também para as pessoas. A vantagem aqui para os americanos é que eles dizem que a maior parte dos muros são de pedra, reduz-se mais à parte de cima, o que até desce o preço. Por eles começavam já, sem teste nenhum. O Governo pode optar por isso. Será menos trabalho para mim… Porque de facto, o que acontece é que a Universidade dos Açores é mal compreendida. Muitas pessoas dizem que estamos nós aqui e não se vê nada… É muito mentira porque se estamos nesta fase é porque a Universidade dos Açores tem trabalhado muito. O nosso papel é mostrar aquilo que precisa de ser feito. E nós temos feito isso. Temos um livro publicado, sete ou oito relatórios, um portal na Internet. Os fundos foram para esses projectos, que estão aí. Não sei o que podemos fazer mais. Agora é preciso fazer. E finalmente vejo que a Câmara de Angra e o Governo estão a agir. Mas tem sido difícil…
É possível que existam ilhas e zonas afectadas por esta praga de que não temos conhecimento?
Claro. O meu aluno Orlando Guerreiro apresentou ontem um estudo, tendo em conta a potencial distribuição futura. Seria interessante irmos a essas áreas e verificarmos se não são detectadas já algumas concentrações de térmitas. Podia controlar-se logo o problema.
Armadilhas apanham térmitas em Angra
Está em vias de ser assinado um protocolo entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para a colocação de armadilhas para térmitas em dez ruas da cidade. De acordo com o especialista em térmitas e professor da Universidade dos Açores, Paulo Borges, embora não tenha ainda sido assinado o protocolo já está a ser preparada a colocação, que deve acontecer em meados deste mês.“São 10 ruas diferentes de Angra, as armadilhas ficarão suspensas nas lâmpadas de iluminação. Em cada rua serão visitadas dez casas e colocada, se possível, se as pessoas acederem, uma armadilha dentro de cada casa, vistoriando a situação, em termos de madeiras, se têm térmitas… Assim teremos uma ideia da evolução da situação face ao que existia em 2004”. As armadilhas serão colocadas no centro da cidade, “até São Pedro e São Bento”, explica.
(In Diário Insular)

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domingo, julho 12, 2009

Térmitas nos Açores: 20 anos para as banir

20 anos - é este o prazo que a Região Autónoma dos Açores pode levar para ver-se livre das térmitas - afirma Paulo Borges, da Academia açoriana.
Paulo Borges, que é anfitrião de uma visita à ilha Terceira de dois especialistas no combate a essa praga, é da opinião que só é possível acabar com as térmitas em 20 anos, se houver uma estratégia concertada de combate.
A equipa da Universidade dos Açores que tem liderado a pesquisa e o combate às térmitas no arquipélago, afirma que a praga assume proporções preocupantes, mas reconhece que falta efectuar um estudo de risco, que permita saber qual a real dimensão da sua presença nas ilhas.
Para já, Paulo Borges, da Univerdidade dos Açores, com base nos dados até agora conhecidos, é da opinião de que a erradicação das térmitas exige um ataque concertado, que pode durar duas décadas.
Ontem e hoje, o investigador tem estado no terreno a acompanhar dois especialistas no combate às térmitas, um norte-americano e outro austríaco.
Ambos, apresentam hoje à noite, na cidade de Angra do Heroísmo, formas de retirar as térmitas de uma casa: são tecnologias inovadoras que, na proposta americana recorrem ao calor e, na proposta austríaca, conjuga o calor com a água.
Paulo Borges diz que é importante os açorianos conhecerem várias formas de combate às térmitas, sobretudo, técnicas inovadoras, como as que hoje vão ser apresentadas, no pólo do Pico da Urze, onde também será dado a conhecer um estudo sobre a possível emigração das térmitas entre as ilhas.
O investigador açoriano é da opinião de que há ainda muito para ser feito, mas que as entidades governamentais têm vindo a dar sinais de querer debelar o problema.
Dentro de dias, a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo protocolam a instalação de armadilhas nas ruas da cidade, com o objectivo de capturar térmitas com asas, que, nesta altura do ano, começam a voar, de casa em casa.

(In Faial Online)

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quinta-feira, julho 02, 2009

COM NOVAS TÉCNICAS Workshop em Angra sobre combate às térmitas

Dois especialistas em práticas de combate às térmitas – Bernhard Schachenhofer (Áustria) e Michael Linford (Estados Unidos da América) – vão deslocar-se à ilha Terceira no âmbito do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura” que terá lugar no campus universitário do Pico da Urze, a 3 de Julho.
Esta iniciativa, organizada pelo Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA- A Universidade dos Açores), pretende contribuir para a solução da praga no arquipélago.
O programa do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura” prevê a apresentação de três comunicações científicas. Bernhard Schachenhofer e Michael Linford, dois especialistas na matéria vindos da Áustria e Estados Unidos da América, irão apresentar, em inglês, respectivamente, a técnica “Warmair” que utiliza equipamento portátil de aquecimento a gás e controlo da humidade do ar para matar insectos em madeiras e a técnica “ThermalPureHeat” que utiliza ar seco aquecido para criar um ambiente que é letal para as térmitas. Estes serão precedidos por Orlando Guerreiro que irá apresentar uma previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos, resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza orientada pelos docentes Miguel Ferreira e Paulo Borges.
“São duas empresas que utilizam ambas uma técnica inovadora, ecológica, com base na temperatura para combater as térmitas, mas de diferente maneira”, revela o responsável pelo Grupo da Biodiversidade dos Açores (GBA), da Universidade dos Açores, entidade organizadora, ao referir que a iniciativa surge no seguimento dos projectos para estudo das térmitas nos Açores realizados em 2006. “Uma das estratégias que ficaram estabelecidas seria ampliar as tecnologias que estavam a testar na altura, e, assim, poder testar nos Açores as alternativas ao que conhecemos e ao que está a ser utilizado actualmente no arquipélago”.
Para verificar a viabilidade da aplicação daquelas tecnologias no tipo de edifícios dos Açores, os dois especialistas vão visitar diversas habitações de Angra do Heroísmo na companhia de técnicos da Universidade dos Açores. “No workshop [os especialistas] vão explicar as suas tecnologias e eventualmente sugerir as adaptações que serão necessárias fazer para aplicar essa mesma tecnologia na nossa região”, adianta Paulo Borges.
Este evento, que conta com o apoio financeiro do Governo Regional através da Direcção Regional do Ambiente, é dirigido sobretudo a especialistas, empresas de construção civil, estando também aberto à participação da população em geral.
Protocolo em preparação
Na sessão de abertura do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura”, com início previsto para as 20h00, será anunciado um protocolo em preparação com o Município de Angra do Heroísmo, em conjunto com a apresentação das estratégias da Universidade dos Açores para combate às térmitas no arquipélago.
Paulo Borges considera, por isso, que “começa a haver uma maior dinâmica sobre o problema”. “A ideia é colocar armadilhas para combate aos adultos de térmitas durante a época de Verão na cidade”, adianta o docente.
Sobre o actual estado de desenvolvimento da praga, afirma, verifica-se um crescimento contínuo. “Este trabalho vai permitir uma moderação a longo prazo para podermos controlar não só a praga mas toda a situação”. Sem este conhecimento base, conclui o responsável pelo GBA, dificilmente a Universidade poderá informar devidamente o Governo e o Governo poderá ter politicas eficazes no combate das várias espécies.
As ilhas dos Açores mais afectadas pela praga – térmita de madeira seca, térmita de madeira viva e térmita subterrânea – são São Miguel, Terceira, Faial e Santa Maria. No caso concreto da ilha Terceira, para além da cidade de Angra do Heroísmo, o problema manifesta-se por último nas freguesias de Porto Judeu, São Bartolomeu e Biscoitos.
(In Sónia Bettencourt em A União)

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WORKHOP – COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A TÉCNICA DA TEMPERATURA

WORKHOP – COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A
TÉCNICA DA TEMPERATURA

Dia 3 de Julho – Sexta-feira (20h00) – Campus Universitário do Pico da Urze
Programa

20.00 – Sessão de Abertura – Paulo A. V. Borges (Univ. dos Açores)
20.10 – Previsão sobre a expansão da térmita de madeira seca nas várias ilhas dos Açores. Orlando Guerreiro (Aluno de Mestrado de Gestão e Conservação da Natureza).
20h30 – Ecological Insect Pest Eradication in individual rooms using air and water at high temperatures (Warmair technique). Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria)
21h00 – The ThermaPureHeat® process using dry heat to kill termites and other urban pests. Michael Linford (empresa Therma Pure, USA - California)
21h30 – Debate

Organização: CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores - Universidade dos Açores)

Financiamento: Direcção Regional do Ambiente dos Açores (Governo Regional dos Açores)

RESUMO

O Workshop “COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A TÉCNICA DA TEMPERATURA”, numa organização do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A, Universidade dos Açores) e financiamento da Direcção Regional do Ambiente dos Açores pretende apresentar técnicas inovadoras para combate às térmitas em edifícios. Com esta iniciativa vem-se abrir uma nova porta para a solução deste grave problema no arquipélago.
Paulo Borges da Universidade dos Açores irá abrir a sessão apresentando as estratégias da Univ. dos Açores para o combate ás térmitas nos Açores e explicando os objectivos desta iniciativa que junta os esforços da Univ. dos Açores e do Governo Regional dos Açores. Será também anunciado um Protocolo que está a ser preparado com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para combate aos adultos de térmitas durante o Verão na cidade de Angra do Heroísmo.
Serão apresentadas três comunicações cientificas. A primeira da autoria de Orlando Guerreiro irá apresentar uma previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos. Trata-se do resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza orientada pelos Profs. Miguel Ferreira e Paulo Borges.
De seguida teremos duas apresentações em inglês por especialistas de uma empresa da Áustria (Thermo Lignum, http://www.thermolignum.com/Pest_Eradication.html) e de uma empresa da Califórnia (Therma Pure, http://www.thermapure.com/termites.php).
Estes dois especialistas vão estar dois dias a visitar vários edifícios de Angra do Heroísmo na companhia de técnicos da Universidade dos Açores para assim verificarem das condições para aplicar as tecnologias do calor para combate às térmitas nos Açores.
Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria) irá explicar a técnica WARMAIR que utiliza equipamento portátil de aquecimento a gás e controlo da humidade do ar para matar insectos em madeiras.
Michael Linford (empresa Therma Pure, USA - California) irá apresentar a técnica ThermaPureHeat® que utiliza ar seco aquecido para criar um ambiente que é letal para as térmitas.
Após as apresentações seguir-se-á um debate com o público presente.

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segunda-feira, abril 20, 2009

Joaninhas

Um dos animais de que mais gosto, a joaninha...simpático devorador de afídeos que sugam a seiva às roseiras e árvores de fruto. Na Ilha Terceira (Angra do Heroísmo, Cidade Património mundial) no polo da Universidade dos Açores "cultivam-se" joaninhas para o combate biológico aos afídeos.

(In 1000 imagens)

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Paulo Borges reafirma aposta no plano regional

Paulo Borges não compreende os motivos que levam o Secretário Regional do Ambiente a recusar um plano de combate às térmitas nos Açores.
Paulo Borges continua a defender a necessidade de se criar um plano de combate às térmitas a nível regional. O especialista em insectos da Universidade dos Açores discorda da opinião do Secretário Regional do Ambiente e do Mar. “É uma opinião que ele tem há muitos anos, infelizmente acho que a história vai demonstrar quem é que tem razão”, adianta. Paulo Borges diz não perceber o porquê da recusa do Governo Regional em preparar um plano de combate às térmitas, uma vez que já o fez em relação a outras pragas como o escaravelho japonês ou as plantas invasoras. Na opinião do investigador, a infestação de térmitas desenvolve-se a “uma escala temporal de tal modo lenta, que os governos têm tendência a não se preocupar”. No entanto, para Paulo Borges sem um plano estruturado a infestação vai-se prolongar. “Vão aparecer cada vez mais pessoas com o problema. Se as térmitas hoje afectam 20% das casas, daqui a 10 anos vão afectar 40%”, lamenta. De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, a presença de térmitas só é visível ao fim de quatro anos, no entanto isso não significa que o problema esteja controlado. “Elas existem e vão continuar a existir e quanto mais tarde se agir, pior vai ser”, destaca. Paulo Borges realça que a falta de acções por parte do governo vai ser prejudicial para a sociedade. “As térmitas não deixam de comer só porque os políticos acham que não é preciso um plano”, enfatiza. “Provavelmente o professor Álamo não está preocupado, porque não estará no governo daqui a uns anos”, acrescenta. À falta de uma resolução do problema por parte do Governo, Paulo Borges anuncia que a situação está agora nas mãos da sociedade. No entanto, o investigador alerta a população para certas barreiras que terão de ultrapassar. “No portal das térmitas (http://www.sostermitas.angra.uac.pt/) vamos ter um roteiro de como é que as pessoas devem agir passo a passo, mas as pessoas vão querer resolver certas coisas e não vai haver uma estrutura montada e organizada para lhes resolver os problemas”, denuncia. Paulo Borges propõe que se adopte um plano de combate à praga semelhante ao que foi criado no caso dos resíduos. A solução no caso das térmitas, segundo o investigador, passa pela criação de um cargo, atribuído a uma pessoa formada na problemática, que se dedicasse a este assunto e que estabelecesse documentos de informação às pessoas.
(In Diário Insular)

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sábado, fevereiro 07, 2009

Infestação de térmitas sem controlo nos Açores

TÉRMITAS. Infestação já foi detectada em São Miguel, Santa Maria, Terceira e Faial.
Paulo Borges, especialista em insectos do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, alerta para a necessidade de um plano regional de combate à infestação de térmitas. A infestação de térmitas nos Açores “está neste momento sem qualquer tipo de controlo”. As declarações são de Paulo Borges, especialista em insectos da Universidade dos Açores. Segundo o investigador falta uma estratégia organizada de combate à praga. Na opinião de Paulo Borges as medidas tomadas até à data não foram suficientes para eliminar o problema. O investigador referia-se ao trabalho efectuado pelas empresas de “pest control” e ao apoio disponibilizado pelo Governo Regional a pessoas com maiores infestações.“Penso que seria necessário um plano integrado a nível regional, com uma estratégia mais ordenada para, pelo menos, diminuir a infestação de térmitas”, defende. Sem a adopção de um plano deste género, o investigador estima que no próximo verão se registe novamente um aumento do número de térmitas no arquipélago. Liderado por Paulo Borges, o projecto “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” testou os vários insecticidas de combate às térmitas e concluiu que os mais eficazes à venda em Portugal são o Wocasene e o Xylophene. Ainda assim, o investigador avisa que nenhum é totalmente eficaz e que este tipo de produto deve ser aplicado por profissionais.Ainda seguindo as conclusões do estudo que deu origem ao livro “Térmitas dos Açores” – Contributo para a sua Gestão”, Paulo Borges alerta para a necessidade de testar a tecnologia de ponta, citando o exemplo da fumigação. Segundo o investigador, o Governo Regional cedeu o financiamento para colocar esta técnica em prática, no entanto a legislação europeia não permite que ela seja aplicada nos Açores, uma vez que exige uma distância de 10 metros entre as habitações. Paulo Borges acrescenta ainda que o processo de alteração da legislação é um processo complexo, que não tem evoluído. O investigador alerta ainda para a falta de oferta nos Açores de serviços para móveis destinados ao grande público, como por exemplo, as câmaras de fumigações. Uma lacuna que na opinião de Paulo Borges deveria ser resolvida com a intervenção do Governo Regional ou das Câmaras Municipais. De acordo com o investigador é preciso promover a colocação de armadilhas de luz no verão, uma medida que se estima eliminar 25% dos efectivos populacionais existentes. Dentro de duas semanas deverá entrar em funcionamento o site http://www.sos.termitas.angra.uac.pt/, que terá informação sobre o tema, organizado para o grande público.
(In Diário Insular)

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Só se a casa cair

O reputado professor e investigador do Departamento de Universidade dos Açores, Paulo Borges, especialista em insectos e que mais se tem dedicado à questão das térmitas nos Açores, em particular em Angra do Heroísmo, acaba de denunciar que, volvidos anos sobre a detecção da praga, consequente estudo, e anúncio de intenções por parte das autoridades municipais e governo, continuamos sem plano integrado de combate à praga. No entender daquele investigador, as medidas até agora implementadas são pontuais e insuficientes para controlar o problema. Tudo leva a crer que ainda não levámos suficientemente a sério a praga e isto porque como as estruturas em madeira são minadas de dentro para fora, mantendo durante todo o processo, um aspecto exterior praticamente inalterado, continuamos a assobiar para o lado como se nada se passasse. A conclusão que se tira é que, se calhar, estamos à espera que alguma casa se desmorone e magoe alguém, para depois irmos, todos, a correr, lamentar primeiro e a tomar as decisões depois. Que foi feito do trabalho realizado, há anos, quando se detectaram os primeiros casos sérios da praga? Fizeram-se palestras com cientistas internacionais e cá de casa, municípios e Governo mandaram fazer estudos e foi produzida legislação quanto a apoio, alguma da qual produziu polémica, como é normal nestas circunstâncias. Mas, a partir daí, e paulatinamente, o assunto foi morrendo. Vem agora, quem percebe profundamente da matéria e esteve nele envolvido desde o início, dizer que, afinal, não há plano integrado nenhum, a nível regional, com uma estratégia ordenada para, pelo menos, diminuir a infestação. Não nos espantam estas notícias. Enquanto a casa não nos cair em cima não somos capazes de dar um passo, ou forçar outros a dá-lo. Sem um plano, nada feito, dado que qualquer intervenção isolada não resulta.

Câmara de Angra ameaça térmitas com comissão

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo está a criar uma comissão, para trabalhar o problema da infestação das térmitas na cidade. A informação foi dada pela vereadora da autarquia, Sofia Couto, que acrescenta que o processo, neste momento, está ainda em desenvolvimento. A infestação de térmitas foi detectada pela primeira vez nos Açores, em 2002, na cidade património mundial, aparecendo mais tarde nas ilhas de São Miguel, Santa Maria e Faial. O problema desenvolveu uma dimensão de tal ordem, que em 2005 o Governo Regional dos Açores criou um apoio financeiro, em regime excepcional, para os proprietários mais afectados. O Diário Insular noticiou que até à data ainda não existe um plano de combate às térmitas. Uma medida defendida por Paulo Borges, especialista em insectos da Universidade dos Açores, que considera o apoio financeira insuficiente no combate à praga. O líder do projecto “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores”, financiado pelo Governo Regional, defende ainda a intervenção do executivo na alteração da legislação, de forma a permitir a fumigação no arquipélago, assim como a intervenção do governo ou das autarquias na oferta de serviços para móveis, destinados ao grande público. O Diário Insular contactou a Direcção Regional da Habitação, que remeteu o caso para a Secretaria do Ambiente e do Mar. No entanto, não foi possível obter uma reacção do secretário regional, uma vez que Álamo Meneses esteve em reuniões até ao fecho da edição.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Praga de térmitas nos Açores

O Xylophene SOR40, produzido e distribuído pela Tintas Dyrup, S.A. Portugal, foi um dos produtos recomendados pelo estudo da Universidade do Açores, co-financiado pelo Governo Regional, que aponta soluções para combater a praga de térmitas que nos últimos anos tem atormentado as populações do arquipélago açoriano. O mais recente estudo da Universidade dos Açores sobre esta temática intitula-se “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” e recomenda a aplicação de Xylophene SOR40 nas madeiras com o objectivo de as proteger contra esta praga. O Xylophene SOR40 é um produto homologado pelo LNEC e está reconhecido como sendo eficaz no combate às térmitas, uma praga que tem provocado grave danos em edifícios habitacionais e património construído, originando mesmo situações de colapso total nas estruturas de madeira afectadas.Combate à praga das térmitas conta com financiamento regional Para ajudar os açorianos no combate à infestação por térmitas o Governo Regional do Açores decretou já os termos do regime específico para apoios financeiros, nas modalidades de comparticipação a fundo perdido ou financiamento com juros bonificados a atribuir às populações (Decreto Legislativo Regional nº 5/2008/A). O Governo Regional comparticipa também financeiramente as investigações que permitam minorar e controlar a praga de térmitas, como foi o caso do projecto “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” da Universidade dos Açores, que recomenda a utilização do produto Xylophene SOR40, da Tintas Dyrup.
Xylophene SOR40
Categorizado como insecticida e fungicida para madeiras em interior e exterior, o Xylophene SOR40 é um produto destinado ao tratamento preventivo e curativo da madeira de construção e imobiliário. Este produto da Dyrup tem uma actuação infalível contra térmitas e insectos xilófagos. Quanto às suas propriedades, o Xylophene SOR40 não altera a cor ou o aspecto natural da madeira, sendo inteiramente compatível com outros produtos sintéticos de impregnação e acabamento de madeiras (velaturas, vernizes, esmaltes, entre outros).A aplicação do Xylophene SOR40 pode ser feita através de trincha ou pincel sem diluição, ou ainda via injector que garante uma melhor actuação, directamente na zona infectada.
(In Azores Digital)

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sábado, dezembro 13, 2008

Fungos por si só não podem exterminar o escaravelho japonês

Horta Lopes, Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores
O fungo “metarhizium anisopliae” que vai ser utilizado para tentar exterminar o escaravelho japonês nos Açores é novo ou é já conhecido?

Trata-se de um fungo que na década de oitenta foi testado em laboratório e no campo pelo Departamento de Biologia da Universidade dos Açores e que alcançava bons resultados no laboratório, mas no campo não se conseguia instalar a infecção e transmiti-la às gerações futuras, tendo para isso tido sido feitos testes sobre larvas e testada a sua dispersão pelos adultos, como maneira de tentar instalar essa infecção e assim podê-la passar às gerações futuras desta praga. Não conheço esta estirpe que está a ser produzida e a ser testada e aplicada na ilha de S. Miguel, pelo que não posso afirmar se é eficaz ou não no combate a esta praga. Estou certo de que foram realizados testes de avaliação da sua eficácia, quer em laboratório quer no campo, antes de iniciar a sua aplicação, que só surge pelo facto de provavelmente ter a sua aplicação provocado uma elevada percentagem de mortalidade sobre o escaravelho japonês.
E pode levar mesmo à extinção do escaravelho?

Por si só, atendendo às populações presentes nas diferentes ilhas, e em particular em S. Miguel, acho que não. A solução passa pela aplicação de medidas integradas envolvendo a aplicação de químicos selectivos (tipo reguladores de crescimento de insectos-RCI), armadilhas com feromonas sexuais e também estes meios de luta biológica ou microbiológica como a aplicação deste fungo.

Que efeitos secundários danosos para o ecossistema podem resultar da aplicação do fungo supostamente “terminator”?

Nenhuns, a não ser que se verifique alguma interactividade com a fauna do solo para além do escaravelho.

A distribuição do escaravelho japonês já atinge várias ilhas. Se a extinção não for possível, alguma zona dos Açores pode escapar à praga?

Em princípio isso será difícil, uma vez que existem transportes inter-ilhas de avião e de barco de mercadorias e de passageiros e a regulamentação actual não é suficiente para prevenir a possibilidade de passar de umas ilhas às outras. Vejam-se os exemplos de S. Miguel, Faial, Pico e Flores.

Já há certezas sobre a proveniência e as portas de entrada dos escaravelhos japoneses existentes nos Açores?

A entrada no Arquipélago deu-se pela ilha Terceira, através de voos de escala americanos na Base das Lajes, e o seu aparecimento já nas ilhas de S. Miguel, Faial Pico e Flores, foi por disseminação inicial a partir da ilha Terceira, para o Faial provavelmente por mercadorias levadas para aquela ilha de barco. A certeza se se trata de indivíduos de uma mesma população comum poderá ser determinada através de estudos genéticos a partir de amostras das populações existentes nas diferentes ilhas até agora invadidas por esta praga do escaravelho japonês.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, maio 28, 2008

Combate às térmitas sem plano conjunto

Falta um plano conjunto para combater o problema das térmitas. O alerta foi dado por Paulo Borges, especialista em insectos, da Universidade dos Açores. O Governo regional devia assumir o comando do processo e desenvolver estratégias para resolver a epidemia, ou esta que é uma autêntica ameaça, que ataca as principais cidades da região e até mesmo algumas localidades. Paulo Borges acrescenta que a falta de uma estratégia única, leva a que, cada pessoa, tente resolver o problema à sua maneira, o que pode ter consequências graves, num futuro próximo. O investigador chamou à atenção da substituição da madeira por metal, sem os necessários e suficientes testes científicos, sendo urgente medir o risco dessa alternativa. O especialista afirma ainda que as térmitas não comem metal, mas a substituição pode ser grave, em caso de sismos, por exemplo, concluiu Paulo Borges.

Armando Mendes/ Carlos Tavares

(In RDP-Açores)

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sexta-feira, outubro 26, 2007

Moscas no Outono Terceirense

A praga de moscas que se regista actualmente na ilha Terceira não tem qualquer relação com as moscas da fruta lançadas, no início de Setembro, pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, nos Biscoitos e em Angra do Heroísmo, garante o estabelecimento de ensino. Num comunicado enviado ontem às redacções, o pólo de Angra do Heroísmo da universidade açoriana assegura que “não é responsável pelo sucedido, uma vez que nos trabalhos executados, no âmbito do projecto Interfruta II, sobre a dispersão de moscas da fruta, usou-se uma espécie que em muito difere da vulgarmente conhecida como mosca doméstica”, que se encontrará, essa sim, em grande número por toda a ilha. David Horta Lopes, responsável pelo projecto Interfruta, explicou que “a mosca da fruta é muito mais pequena e tem uma coloração diferente, de tonalidade acastanhada e asas listradas, enquanto a mosca doméstica é maior, negra e sem manchas nas asas”. Horta Lopes sublinha também que as moscas da fruta lançadas pela Universidade dos Açores no início do mês de Setembro, nos dias 4 e 5, tinham uma esperança máxima de vida de 21 dias e foram previamente esterilizadas, sendo, portanto, “impossível a sua reprodução”. Acrescenta igualmente que as cerca de 150 mil moscas foram libertadas num bananal junto ao jardim público de Angra e de pomares de macieiras nos Biscoitos, tendo sido “quase todas capturadas, até uma semana depois, através de armadilhas distribuídas para o efeito num perímetro de 200 metros”. Lembra ainda que o Departamento de Ciências Agrárias lançou, no mês de Julho de 2006, moscas da fruta nos Biscoitos, “sem que se tivesse seguido qualquer praga de moscas na ilha”. O responsável adianta, por outro lado, que “o surto a que temos vindo a assistir nos últimos tempos teve início após o final do referido estudo, devendo-se essencialmente a factores climáticos”. “A ausência de chuva e as temperaturas amenas que se têm registado neste Outono propiciam uma multiplicação desmedida da mosca doméstica”, refere, destacando ainda que “a actual infestação não é um fenómeno isolado nos sítios onde foram largadas as moscas da fruta, mas verifica-se por toda a ilha”.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, outubro 18, 2007

Térmitas nos Açores

Ainda “existe muito por fazer” no combate à praga das térmitas que tem-se manifestado através de prejuízos em habitações nas ilhas.
Este é um dos principais alertas lançados no “Térmitas dos Açores”, o livro dos investigadores Paulo Borges, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e Timothy Myles da Universidade de Toronto-Canadá, que é lançado no próximo dia 20 de Outubro de 2007.
O livro é lançado no próximo sábado, no anfiteatro do Complexo Pedagógico do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, pelas 21H00, mas o jornal “a União” antecipa o conteúdo da mais recente publicação sobre a praga que tem causados prejuízos vários em habitações nos Açores.

“Térmitas dos Açores” é o nome do livro, fruto da investigação em parceria e do conhecimento dos docentes universitários Paulo Borges, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e de Timothy Myles do Centre for Urban and Community Studies da Universidade de Toronto, no Canadá. Lançado pela “Principia”, a publicação conta com o apoio da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia e da Universidade dos Açores – CITA-A, Departamento de Ciências Agrárias. Entre as principais conclusões resultantes de um workshop denominando “Medidas para Gestão e Combate das Térmitas nos Açores”, está a necessidade de mais acção. “Há, de facto, muito por fazer”, apontam os autores.


Legalizar a fumigação
A lista é extensa, aponta a obra. Além da avaliação e caracterização do problema em pormenor “de forma a propor estratégias de controlo a curto, médio e longo prazo” em todas as ilhas, referem, é preciso “avaliar a eficácia das técnicas de TEMPERATURA no extermínio das térmitas, bem como da FUMIGAÇÃO com tendas, dado que a eficácia desta última se depara actualmente com muitos obstáculos logísticos e legais que impedem a sua implementação, ao passo que a primeira parece assegurar muito menores impactos ambientais”. Isto porque, no que toca ao combate, a medida internacionalmente considerada mais eficaz é a fumigação. “No entanto, as regras actualmente em vigor na União Europeia tornam praticamente inviável a sua aplicação nos Açores, dado que o intervalo de segurança estabelecido entre habitações é de 10 m. A grande proximidade entre edifícios nos centros das cidades açorianas inviabiliza a sua aplicação por agora”. Em colaboração com investigadores americanos, a Universidade dos Açores, informa que se encontra “presentemente a testar a viabilidade da alteração do perímetro de segurança de 10 m ou a eventual utilização de uma outra técnica de extermínio por TEMPERATURA”. “Há que investir em pré-testes e legislação adequada”, concluem.
Apoios insuficientes
Segundo os autores, após a análise da legislação específica criada pelo Governo Regional dos Açores, para apoiar a substituição de estruturas e acabamentos em madeira nas habitações das famílias mais carenciadas, o programa aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 20/2005/A, de 22 de Julho, que ainda não foi avaliado, não é totalmente satisfatório. “Teme-se que, a manter-se o seu actual formato, este programa dificilmente dê resposta às necessidades concretas da maioria dos agregados familiares afectados”. “Mobilizar informação acerca do modo como os sistemas habitacional, patrimonial e económico podem estar susceptíveis ao risco de infestação” e “facultar informação acerca de estratégias de controlo da propagação da praga a outras ilhas, para que a população compreenda a vulnerabilidade dos sistemas ao risco da praga, e adopte medidas de prevenção” são outras das recomendações deixadas pela obra. Estabelecer parcerias entre investigadores e instâncias políticas, dar formação às empresas que manuseiam madeiras, criar áreas específicas nos aterros o depósito e a eliminação das madeiras infestadas são exemplos de acções que necessitam de ser implementadas.
LNEC e UA na Horta
Além das térmitas de madeira seca, as térmitas subterrâneas são igualmente fonte de preocupação e de tratamento na obra a ser publicamente lançada no próprio sábado. “Felizmente existe tecnologia em Portugal para lidar com esta térmita e esperamos que em breve ela possa estar disponível para aplicação na cidade da Horta”. Em colaboração com o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), a Universidade dos Açores, aponta, “está em vias de desenvolver um projecto para controlar e tentar erradicar esta praga na cidade da Horta. Nesta situação, o insecticida mais adequado é o TERMIDOR, que deverá ser injectado no solo”. Ao longo de 128 páginas, o “Térmitas dos Açores” constitui “uma contribuição para o conhecimento da biologia da espécie de térmita de madeira seca Cyptotermes brevis, pretendendo, ainda, disponibilizar vários tipos de informação científica aplicada, úteis para o público em geral, as empresas e os decisores políticos”.
“Estamos cientes de que nos encontramos num estádio inicial de um processo, faltando criar muitos mecanismos para o desenvolvimento de uma relação equilibrada entre os quatro principais actores: pessoas afectadas, empresas, entidades oficiais e investigadores”, finalizam.


(In A União)

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sexta-feira, setembro 07, 2007

Combate químico ao escaravelho japonês será pontual

David Horta Lopes, Professor do Departamento de Ciências Agrárias afirma que o combate químico ao escaravelho japonês, nos Açores, será pontual.
Diário Insular (DI)- Está em curso uma nova bordagem ao escaravelho japonês, que passa pela conjugação da luta biológica e química. Já se sabe que os químicos a utilizar levantam algumas dúvidas de segurança. Qual a sua opinião sobre o modelo?

David Horta Lopes (HL)- O modelo que passa pela aplicação de pesticidas é essencial para tentar erradicar focos de insfestação detectados. A combinação com meios de luta biológica é desejável, mas os seus resultados são mais a médio e longo prazo. As dúvidas de segurança não as percebo, porque não se trata de uma aplicação generalizada, mas sim muito pontual e localizada, quer no espaço quer no tempo. E os produtos a utilizar são, na minha opinião, os mais adequados face à disponibilidade deste tipo de produtos no mercado comercial. Para mais, qualquer aplicação destas, no caso do escaravelho japonês, teve de passar a apreciação e autorização de organismos a nível nacional com essa competência e que são rigorosos nessas autorizações de utilização.

DI- Nos anos oitenta e noventa foram utilizados no combate ao escaravelho japonês produtos conhecidos como potenciadores de cancro e com meia vida longa no ambiente. Que consequências dessa acção podem suportar a actual e próximas gerações?

HL- Penso que se refere ao carbaril. Foram analisados os resíduos dos seus metabolitos na água dos bebedouros, água de consumo, erva, leite e fígado dos animais em pastoreio em zonas onde se realizaram as campanhas de pulverização aérea e nada foi, tanto quanto eu tenho conhecimento, detectado a níveis que possam indiciar esse perigo.

DI- Como foi possível deixar o escaravelho expandir-se tanto, quando no momento da detecção o núcleo existente, na ilha Terceira, estava bem delemitado?

HL- É uma questão que terá que colocar aos responsáveis pela política agrícola e fitossanitária da região. A Universidade dos Açores deu o seu contributo para um melhor conhecimento desta praga, cumprindo assim o seu papel. Contribuiu com os seus estudos para cessar as pulverizações aéreas, face à sua pouca eficácia, por exemplo. De certeza que não foi por falta de medidas apontadas pelos diversos investigadores da UA para contrariar essa expansão.....

DI- Como aconteceu a introdução do escaravelho japonês nos Açores?

HL- Pensa-se que através de voos comerciais de mercadorias vindas da América, tendo surgido os primeiros adultos em 1970, no entanto devem ter sido acidentalmente introduzidos pelo menos 5 anos antes, que é o tempo necessário para constituírem populações detectáveis por qualquer observador atento.

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quinta-feira, agosto 30, 2007

Controlo do Escaravelho japonês

A rede de vigilância para o controlo e combate ao escaravelho japonês foi alargada a todo o arquipélago. De acordo com o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (Gacs), o Governo tomou esta decisão para evitar a sua disseminação. Recorde-se que a presença deste insecto foi detectada na década de 70, do século passado, na ilha Terceira-Açores e onde deu origem a uma praga. De referir que este insecto ataca produções hortoflorícolas e, além da Terceira, a sua presença já foi detectada nas ilhas do Faial, São Miguel e Pico.
O professor David Horta Lopes do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, os Professores Mumford e Leach do Centre for Environmental Technology do Imperial College of Science, Technology and Medicine Silwood Park, do Reino Unido e o Professor Mexia do Departamento de Protecção de Plantas e Fitosociologia do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, após terem analisado, durante nove anos (1990 a 1998) as populações larvares e adultas do escaravelho japonês em oito zonas da Ilha Terceira, identificaram flutuações e zonas de multiplicação deste insecto associadas a um padrão de disseminação.
Com base na análise destes dados de campo e dos dados climáticos, em especial da direcção predominante do vento, da temperatura e sobretudo da precipitação, foram identificadas zonas de disseminação primárias e secundárias dentro da área ocupada pela P. japonica na Ilha Terceira.
Da aplicação do modelo "Japanese Beetle Rule Model" foi possível não só identificar o padrão de disseminação de umas zonas para as outras, mas também prever, na Primavera, antes da presença dos adultos desta praga, o seu nível populacional de modo a ser possível racionalizar as formas empregues no seu combate.

Neste momento encontra-se em curso uma acção de colocação de armadilhas nos navios que fazem as ligações entre ilhas para evitar a propagação do escaravelho japonês pelas restantes ilhas do arquipélago. No combate às populações de escaravelhos detectadas, o Governo Regional informa que vai apostar em soluções de luta biológica e química, apertando, nomeadamente, a malha da colocação de armadilhas e reforçando os meios técnicos e humanos afectos à actividade. De acordo com os regimes semanais dos serviços regionais de Agricultura, a presença e distribuição da praga desta espécie que é apelidada como invasora, variam tanto em função de factores meteorológicos como ao longo dos anos. Tal variação afecta não só os indivíduos adultos como, também, interfere nas densidades larvares.


Na nota informativa emitida pelo Governo, explica-se que as consequências da praga em termos de exportação dos mais variados produtos hortoflorícolas açorianos. Acentua-se que a actividade exportadora está condicionada a inspecção sanitária e à emissão de certificados legais.


(Adaptado do Açoriano Oriental)

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