sábado, novembro 28, 2009

Térmitas alastram de forma inexorável


Esta é uma das conclusões dos cientistas da Universidade dos Açores, num estudo apresentado ontem, em Angra do Heroísmo.
A praga das térmitas continua a "alastrar de forma inexorável", na cidade de Angra do Heroísmo. A conclusão provém de um relatório de cientistas da Universidade dos Açores e foi ontem apresentado em na maior cidade da ilha Terceira, após o fim de um período de monitorização.Segundo se pode ler no documento, "os resultados mostram que, cinco anos depois sobre a primeira monitorização, a praga continua a alastrar, pelo que se aconselha uma campanha de sensibilização junto da população, para minimizar o problema da dispersão".O relatório, elaborado por uma equipa de investigadores do Grupo de Biodiversidade do Departamento de Ciências Agrárias, liderado por Paulo Borges, adianta que “foram colocadas cerca de três mil armadilhas nas ruas e habitações, em 11 artérias do perímetro urbano de Angra do Heroísmo”. Nestas armadilhas, foram capturadas “71.342 térmitas, das quais 7.363 na via pública e 63.979 no interior das habitações, o que leva a concluir, por estimativa, que terá sido evitada a criação de 35.671 novas colónias", referem os investigadores.Segundo adiantam os cientistas, "é no centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo que se localiza o maior nível de infestação".Paulo Borges admitiu que "a erradicação é praticamente impossível", mas frisou que "a redução das colónias ao nível do que acontece com o caruncho é possível".O investigador rejeita o método da fumigação, considerando ser "uma acção que pode pôr em risco a saúde dos moradores das habitações contíguas onde é aplicada". Como alternativa, defende que deve ser usada "alta tecnologia de temperatura", uma técnica desenvolvido por austríacos e norte-americanos. Este sistema consiste em lançar ar quente com humidade a uma temperatura de 50 graus, o que mata as térmitas incrustadas nas madeiras. A técnica será ensaiada num edifício público da cidade adiantou ontem Paulo Borges, que referiu que o Governo Regional “já está a par desta técnica", que pode ser "desenvolvida no terreno por empresas regionais, que queiram investir 150 a 200 mil euros na aquisição da tecnologia".Para além da Terceira, também as ilhas de Santa Maria, S. Miguel e Faial estão afectadas pela praga que ao alimentar-se de madeiras, corrói completamente as estruturas das habitações.Em resposta, a autarca de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, já garantiu que “será efectuada uma sensibilização porta a porta (para controlo da praga) e serão fornecidas, gratuitamente, armadilhas de monitorização", naquela cidade.
(in JornalDiario)

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quinta-feira, novembro 19, 2009

SUSPEITAS CONFIRMADAS Térmita da Praia é de origem americana

Está confirmado que as térmitas descobertas no Bairro de Santa Rita, Praia da Vitória, pela equipa de controlo e monitorização das térmitas do Grupo Biodiversidade dos Açores (CITA-A) são da espécie Reticulitermes flavipes, uma térmita subterrânea com grande implementação na costa leste dos Estados Unidos e, até agora, desconhecida nos Açores.
A equipa liderada pelo professor Paulo Borges vê assim confirmadas as suas suspeitas inicias em relação à espécie encontrada em duas habitações daquele bairro.


No relatório inicial enviado à Câmara da Praia da Vitória a CITA-A recomendou a realização de um estudo de pormenor no Bairro e a rápida queima de todas as madeiras encontradas no exterior das habitações de forma a perceber a extensão da epidemia e controlar a sua expansão e potenciais danos.
O estudo de pormenor consistiria na colocação no solo de armadilhas em PVC num raio de 10, 50 e 100 metros dos focos já identificados sendo posteriormente monitorizadas mensalmente pela equipa da Universidade dos Açores.
A Câmara Municipal da Praia, segundo o vereador Paulo Messias, está a aguardar que a CITA-A envie a proposta e plano de custos deste estudo, tendo, a solicitação da equipa de controlo e monitorização, feito chegar junto do Comando Aéreo da Base das Lajes um pedido para a instalação de armadilhas dentro do perímetro militar fruto da sua proximidade das casas onde as térmitas subterrâneas foram encontradas.
Quanto às madeiras, a edilidade praiense espera em breve realizar uma queimada em grande escala de todas as madeiras abandonadas, tendo já encetado contactos junto dos moradores. Paulo Messias afirma que a marcação de uma data para esse efeito depende da disponibilidade dos mesmos e das condições climatéricas que nos últimos dias não tem sido propícias devido ao forte vento, factor que potencia a propagação da térmita.

Relatório de Angra completo

A equipa liderada pelo professor Paulo Borges já entregou junto da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo o relatório sobre a monitorização das térmitas no centro histórico da cidade, trabalho levado a cabo entre Julho e Outubro deste ano.
Cabe agora ao município angrense tornar publicas as conclusões dos especialistas da CITA-A, que irão permitir saber os locais mais afectados pela epidemia e perceber a sua evolução em relação ao anterior estudo, datado de 2004.
Este projecto consistiu na instalação de 110 armadilhas em 11 ruas e habitações particulares do centro histórico de Angra do Heroísmo.

(in A União)

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segunda-feira, novembro 09, 2009

"Nova descoberta"

Carla Bretão


Quando ouvimos falar de uma nova descoberta, ficamos, inevitavelmente, curiosos e logo surgem muitas perguntas: o quê?, onde?, quando? e para quê?... Não sendo certo que as descobertas tragam sempre benefícios, a expectativa primeira é essa mesma, ou seja, a esperança que de algo de bom se trate.
Quer dizer, hoje talvez assim não seja, com tanta desgraça que nos entra pela casa dentro, através do televisor, é bem provável que essa expectativa já esteja invertida por mais optimistas que queiramos ser.
Na última semana deu-se uma nova descoberta na Ilha Terceira. Melhor dizendo, confirmou-se uma dúvida que os investigadores, da Universidade dos Açores (UAç), levantaram há cerca de três anos atrás. Foi descoberta a existência da térmita subterrânea na Ilha Terceira.
Nada que os investigadores já não suspeitassem, embora ainda não tivessem conseguido confirmar a sua presença. Até agora a existência desta Térmita apenas tinha sido comprovada na Ilha do Faial. Para quem tem acompanhado este assunto e leu o livro intitulado “Térmitas dos Açores”, pode constatar que a certa altura é referido que ”Uma infestação por Reticulitermes – térmita subterrânea - foi referida pela Base Americana das Lajes há cerca de 20 anos” e, por este facto, os investigadores levantavam a hipótese de esta ainda por lá existir.
Dúvida confirmada. E agora? A par de mais um “passo” na investigação, torna-se pertinente perguntar onde estão todos os outros “passos” que já deveriam ter sido dados pelas entidades públicas?
Não sei… Talvez esperem nos “passos perdidos” das prioridades do Governo Regional. Ainda não se percebeu a gravidade da situação! Mais tarde ou mais cedo algo terá de ser feito e penso que os americanos devem ser chamados a ajudar, não digo na resolução do problema, pois sabemos que teremos de viver com estas “amigas”, mas no trabalho que pode ser feito para o seu controlo.
Este devia ser um assunto da próxima agenda da Comissão Bilateral, mesmo porque há vinte anos já lidaram com este problema e, provavelmente, terão sido os causadores da sua introdução na ilha.
Toda a ajuda é pouca nesta situação e penso ser indiscutível que verbas precisam-se para a investigação e formação de técnicos por essas ilhas fora.
A actuação falha, muito por orgulho de quem não quer admitir que é urgente a determinação de um organismo coordenador de todo este processo, que consiga estabelecer uma rede comunicacional rápida entre o Governo Regional, as autarquias, a Investigação e, sobretudo, os privados, que andam literalmente às “aranhas” com tudo isto!!!

(in A União)

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quarta-feira, novembro 04, 2009

Térmita subterrânea identificada na Praia da Vitória


Foi confirmada a existência de uma espécie de térmita subterrânea no concelho da Praia da Vitória, em Santa Rita. A informação foi avançada a DI pelo especialista em térmitas e professor da Universidade dos Açores (UA), Paulo Borges, que adianta ainda que existem fortes indícios de que se trata da espécie Reticulitermes, que pode ter “um significativo impacto económico negativo”.De acordo com o coordenador do portal “SOS Térmitas”, a espécie foi identificada no dia 21 de Outubro, numa visita à zona de Santa Rita no antigo Bairro Americano. Esta visita foi realizada pela equipa de controlo e monitorização das Térmitas no arquipélago do Grupo Biodiversidade, a pedido de um proprietário.“Durante esta visita foi detectada a presença de uma espécie de térmita subterrânea em duas habitações. Vários exemplares da espécie foram recolhidos para registo e identificação, tendo sido várias imagens enviadas a especialistas nacionais (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e estrangeiros (Dr. Timothy Myles e Dr. Scheffrahn) para identificação da espécie”, adianta Paulo Borges.Além da presença em duas moradias, o relatório do grupo da Biodiversidade indica que “foram encontradas colónias com vários indivíduos no quintal das mesmas casas em zonas de depósitos de madeiras”.A espécie Reticulitermes será a mesma recentemente identificada na ilha do Faial (Reticulitermes grassei). As térmitas subterrâneas diferem “das outras de madeira húmida e de madeira seca, pelo facto que estas constroem os seus ninhos no solo e são muito dependentes de solos húmidos”, explica.“Esta é uma espécie invasora e o seu potencial de destruição será tanto menor quanto mais breve for a reacção das autoridades face ao problema”, alerta já o relatório.
MedidasO documento da equipa da UA recomenda medidas “urgentes” para combater esta nova praga. Entre elas está a realização de um estudo pormenorizado para determinar a área afectada pela espécie. Segundo o relatório, “este estudo implicaria a utilização de armadilhas simples, colocadas no solo, distribuídas de uma forma circular em torno do foco detectado”.“Depois de delimitada a área de infestação devem ser aplicadas diferentes estratégias de combate de forma integrada. Uma componente chave deste processo implica a utilização de controle de colónias usando iscos e o método Trap-Treat-Release”, especifica ainda o grupo de especialistas.Outra medida simples, mas urgente é a “remoção das madeiras deixadas no exterior das casas que são basicamente alimento para as térmitas e que consequentemente são uma ajuda para a sua proliferação. Este serviço deverá ser realizado pelas entidades competentes, como a Câmara Municipal da Praia da Vitória e Serviços de Ambiente da Ilha Terceira em parceria com os moradores afectados”, prossegue o relatório. “As madeiras recolhidas deverão ser queimadas, uma vez que a sua colocação em aterro será uma forma de as ajudar na proliferação e não as eliminará”, conclui.A equipa composta por Paulo Borges e os bolseiros Orlando Guerreiro e Annabella Borges recorda que nos Estados Unidos as térmitas subterrâneas são responsáveis por 80 por cento dos 2,2 milhões de dólares gastos todos os anos para o controle da praga. “Por se alimentarem de celulose de madeira a sua presença em estruturas humanas é possível e quando acontece passa despercebida por longos períodos de tempo”, conclui o relatório da equipa da UA.

(in Diário Insular)

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segunda-feira, setembro 21, 2009

Novo método para combater as térmitas

Dentro de um ano, deverá começar a ser utilizado nos Açores um novo método de combate às térmitas.
O Governo dos Açores está a analisar os resultados dos testes efectuados por uma equipa de investigadores austríacos e americanos.O novo método tem a vantagem de ser altamente eficaz e de não ser tóxico.Reportagem vídeo:Marta Silva, Telejornal.

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sexta-feira, setembro 11, 2009

TÉRMITAS E GRIPE

Francisco Maduro-Dias

Comparar a questão das térmitas com a da gripe A e o vírus H1N1, nos Açores, poderá parecer uma brincadeira de maus gosto, mas gostaria de o fazer aqui para marcar a diferença de comportamentos, sobretudo públicos, perante duas ameaças, ambas relativamente desconhecidas.Quanto à gripe houve alarme público – porventura excessivo – logo seguido de declarações e atitudes públicas.Ou bem, ou mal, ou mais ou menos – temos tido de tudo, desde um laboratório a funcionar quase desde início até instalações ad hoc, metidas quase à força em compartimentos surpresa – o certo é que a inquietação das pessoas foi correspondida com a actividade pública. Talvez porque vinha soprada do exterior, houve que “mostrar serviço” e ainda bem que assim está a ser. No que diz respeito às térmitas tem acontecido exactamente o contrário, só agora dando alguns sinais de mudança.As casas foram, entretanto, sendo atacadas e as pessoas alarmadas; Assiste-se, ainda hoje, a um transporte de madeira infestada sem condições; Deixa-se que “o mercado”, na sua pior expressão, ou seja “quem puder que se salve” se instale quanto a este assunto;
Anota-se o evoluir da situação e o alastrar pelas ilhas;
Cria-se uma legislação de aparente apoio mas quase inexequível na prática efectiva e pouco eficiente.
De facto as iniciativas foram escassas e só agora começam a estruturar-se mas, sobretudo, quase toda a actuação, até agora, tem sido orientada por um comportamento estranho: É como se as pessoas se devessem sentir culpadas dessas bichinhas malditas existirem por aqui.
Ora, do mesmo modo que ninguém terá culpa do vírus da gripe existir e querer tratar da sua vida em cada ano, por isso muda de ADN, também não haverá culpados especiais por as térmitas existirem e, mesmo, por terem chegado cá. Aliás, como escrevi há uns meses largos: Com tantas espécies e subespécies, por esse mundo fora, só é de espantar como é que só agora é que elas arribaram a estas ilhas. A culpa começa, isso sim, no momento em que, sabendo-se o que já se sabia sobre elas, quando foram detectadas, se deixou correr o assunto como se tem deixado.É aqui que surpreende a diferença de modos de actuação.
Se bem que num caso estejam em jogo vidas humanas e noutro bens materiais, é inaceitável que se continue a actuar, quanto à gripe, assumindo a responsabilidade pública clara, dando orientações e organizando a resposta e noutro se continue, quase a reboque dos afectados e da comunidade académica, a promover estudos e modestos apoios.
O impacto social, comunitário e cultural é enorme em ambas as situações. Há que percebê-lo e alterar modos de actuação.

(in DI Revista)

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sábado, setembro 05, 2009

Térmitas podem já estar também no Pico e Graciosa

O que significa para a luta contra as térmitas o aparecimento da espécie em S. Jorge? É um fracasso?
O aparecimento da térmita de madeira seca (Cryptotermes brevis) em São Jorge é perfeitamente natural, tal como o foi o aparecimento desta espécie recentemente em Lisboa. O transporte de mobílias e madeiras entre países e no caso concreto, entre as ilhas tem como consequência a dispersão das térmitas. Não se pode falar em fracasso, porque a chegada das térmitas a São Jorge terá ocorrido há mais de 10-15 anos altura em que estas não tinham ainda sido detectadas nos Açores pelos cientistas.
A carga de térmitas eventualmente existente em S. Jorge permitirá pensar, ainda, na erradicação ou a situação é irreversível a partir do momento em que as térmitas são detectadas?
Esta é uma possibilidade interessante que terá de ser avaliada com estudos de campo durante os próximos meses. Estes estudos vão ser possíveis devido ao provável financiamento de um projecto para estudo e monitorização da térmita de madeira seca (Cryptotermes brevis) nas nove ilhas dos Açores. Assim, pensamos que durante o próximo ano o financiamento da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia à Universidade dos Açores irá permitir a determinação da possibilidade de erradicação desta térmita em São Jorge. Considero, no entanto, esta possibilidade de erradicação como remota!
Cinco ilhas já têm térmitas. A expansão às nove ilhas será inevitável ou haverá alguma estratégia que possa constituir uma espécie de tampão á expansão da espécie?
A melhor pergunta será: “A expansão às nove ilhas terá já ocorrido?”. Não sabemos. Como disse acima, só o estudo das nove ilhas poderá responder a esta questão. Na minha opinião existem elevadas probabilidades de que a térmita de madeira seca (Cryptotermes brevis) já esteja estabelecida nas ilhas do Pico e Graciosa.
A erradicação da praga, na globalidade da regional, ainda é possível ou não vale a pena pensar nisso?
Impossível! E segundo os especialistas que nos têm visitado, serão necessários pelo menos 20 anos de trabalho coordenado entre Governo, Empresas, Universidade e os proprietários das habitações para que se possa atingir uma situação satisfatória!

(in Diário Insular)

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quinta-feira, setembro 03, 2009

São Jorge é quinta ilha afectada por térmitas

Está confirmada a presença de térmitas em São Jorge. É agora a quinta ilha afectada pela praga, que se junta, assim, à Terceira, São Miguel, Faial e Santa Maria. De acordo com o especialista em térmitas da Universidade dos Açores, Paulo Borges, trata-se da térmita de madeira seca Cryptotermes brevis, a espécie que tem provocado mais danos no arquipélago. A Cryptotermes brevis afecta várias habitações da Calheta. A espécie foi identificada durante uma visita de vistoria realizada pela especialista em Entomologia Urbana, Teresa Ferreira, a S. Jorge, Pico e Faial.Segundo o portal “SOS TÉRMITAS”, que cita Teresa Ferreira, o foco da praga nesta vila encontra-se ainda num nível de propagação inicial, sendo que apenas algumas casas na zona central da vila se encontram atingidas. Já Paulo Borges considera que o facto da presença de térmitas ter sido identificada com uma vistoria curta e não intensiva pode indicar que a praga já está “bem instalada”.Apesar de a praga não estar espalhada por toda a localidade, afecta algumas habitações há cerca de 15 a 20 anos, acredita ainda Teresa Ferreira. Tal como Paulo Borges, Teresa Ferreira defende agora a realização de mais estudos e vistorias completas à ilha, para obtenção do cenário real do problema.Teresa Ferreira realizou esta visita às ilhas do triângulo no âmbito do seu trabalho de mestrado, na área do estudo genético da praga.A presença de térmitas em São Jorge já tinha sido referida, há vários anos, por uma empresa de restauro de mobiliário e antiguidades. Agora está confirmada.
Açores estudados
Entretanto, o especialista em térmitas Paulo Borges já adiantou a DI que foi submetido a aprovação pelo Governo Regional um projecto que propõe uma vistoria geral às nove ilhas dos Açores, de modo a avaliar a dimensão total da praga no arquipélago.“Se for financiado, o projecto arranca em Novembro”, adianta Paulo Borges, para quem a necessidade de avançar com o estudo ganha agora ainda mais uma justificação.O especialista recomenda à população da Calheta que se informe sobre a praga, nomeadamente através do portal “http://sostermitas.angra.uac.pt”. Deve existir extrema cautela na movimentação e transporte de madeiras entre habitações, localidades, bem como para outras ilhas.
Relatório vai identificar zonas mais problemáticas da cidade
Angra com mapa da praga concluído em Outubro
Deve estar concluído, em Outubro, um relatório que traça o mapa da presença de térmitas na cidade de Angra do Heroísmo. De acordo com o especialista na praga, Paulo Borges, da Universidade dos Açores, o relatório vai ser entregue à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e ao Governo Regional. Paulo Borges explica que o protocolo estabelecido com o município angrense, que permitiu a colocação de armadilhas em dez ruas da cidade, lançou assim a possibilidade de identificar quais as zonas em que a praga está mais presente.“Até agora tivemos bastante sucesso e apanhámos muitas térmitas, até na zona do Corpo Santo, onde se pensava que não existissem muitas. Isto permitiu-nos perceber que as térmitas existem por toda a cidade e saber a situação real, para que as entidades responsáveis possam tomar medidas”, explica, a DI.“Para além de serem colocadas armadilhas na rua foram-no também no interior de várias habitações, o que permite ter uma noção, ainda, do que se passa nas casas”, conclui. Paulo Borges adianta também que já foi entregue o relatório das empresas que estiveram, em Julho, na Terceira, a Thermo Lignum, da Áustria, e a Therma Pure, dos Estados Unidos, que apresentam “soluções interessantes” para a erradicação da praga no arquipélago. Ambas as empresas usam o método de combate pela temperatura“Há abertura do Governo Regional para a realização de testes e para a formação de empresas açorianas nesta área. É um tempo de viragem”, acredita Paulo Borges.

(in Diário Insular)

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segunda-feira, agosto 03, 2009

É preciso criar legislação para madeira infestada com térmitas

FÉLIX RODRIGUES, professor universitário e político


Denunciou na passada terça-feira um caso de abandono de madeira contaminada com térmitas num terreno na zona fronteiriça entre São Mateus e Terra Chã. Como é que encara o facto da Secretaria Regional do Ambiente e da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo terem resolvido o problema num espaço de 24 horas?

Não é fácil resolver os problemas burocráticos, institucionais e legais, relacionados com queima de resíduos em menos de 24 horas, pois é necessário ter um conjunto de pareceres e autorizações que envolvem o Governo, os Bombeiros, e as Autarquias. O Prof. Álamo de Meneses, a Drª. Sofia Couto e o Dr. Francisco Medeiros, da Secretaria Regional do Ambiente, Câmara Municipal de Angra e Inspecção Regional do Ambiente, respectivamente, foram muito eficazes na acção e rapidez de resolução que este problema exigia. Pautamos por fazer uma oposição construtiva, criticando quando é necessário e elogiando quando é bom e correcto o desempenho dos governantes. É este o caso.

Este caso não é, no entanto, um caso isolado. Tem conhecimento de situações semelhantes na ilha?

Há muitos outros casos de abandono de resíduos que conheço nas nossas ilhas, todavia, não sei se há madeiras infestadas com térmitas entre eles. Até mesmo no caso da Terra Chã, e no mesmo sítio de onde foram retirados os que se denunciou, continuam a existir mais dois depósitos que não foram retirados, constituídos por restos de telhas, blocos e tabiques. A acção rápida que foi realizada, não erradicou completamente o foco, apenas diminui o grau de risco de infestação. Aqui a pressa foi inimiga da perfeição.

O que é que deve ser feito para evitar este tipo de situações no futuro?

Há que alterar a legislação de modo a classificar este resíduo como especial, descrevendo o seu processo de gestão, que passa obviamente pela fase de retirada da madeira contaminada das habitações, pelos procedimentos de transporte do resíduo e sua eliminação final. Há também que atender ao princípio da precaução, incentivando-se, em casos de dúvida de infestação por térmitas de algumas madeiras, que tenham um destino semelhante aos dos resíduos infestados.

Neste momento, considera que estão a ser tomadas as medidas necessárias para combater a praga?

Já começaram a ser tomadas medidas, mas faltam muitas outras: boas campanhas de divulgação do problema, participação cívica, estratégias conjugadas entre autarquias, governo e população afectada, de modo a que a desinfestação de uma casa, no meio de duas outras infestadas, não seja uma solução singular de apenas 10 a 12 anos para essa mesma habitação. É a acção conjugada entre as populações e as instâncias governamentais que permitirá erradicar a praga.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, julho 30, 2009

Depósito de inertes é foco de infestação em Angra

Félix Rodrigues, denunciou a existência ilegal de depósitos de inertes numa futura zona urbanizável e nas imediações das cerca de meio milhar de moradias do Bairro Social da Terra-Chã, em Angra do Heroísmo, sendo que uma grande parte destes inertes são madeiras provenientes de obras de construção civil que estão infestadas de térmitas.
Na zona da futura urbanização de Entre os Muros, a cerca de 200 metros do Bairro Social da Terra-Chã, Félix Rodrigues apontou baterias para a falta de fiscalização das entidades competentes (Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e Direcção Regional do Ambiente) e à falta de civismo de quem colocou no local, ladeado por matas e casas, produtos infestados pela praga.
O principal problema é o facto de não existir na legislação em vigor qualquer tipo de indicação sobre os locais onde as pessoas podem depositar este tipo de inertes infestados por térmitas.
“As pessoas não estão devidamente informadas com o que podem e têm que fazer com estes resíduos, mas, por outro lado, também ninguém consegue dizer o que se deve fazer efectivamente com este tipo de resíduos, porque não existe na legislação a sua classificação nem há referência ao local onde podem ser depositados”, denunciou.
“O que é que se faz nestas ilhas as estes resíduos?
Não existem depósitos legais para eles. O tratamento final a dar-lhes deveria ser a queima, mas queimá-los onde?
Nada disto está clarificado na lei”, acrescentou.
Félix Rodrigues afirmou ser “uma pouca-vergonha” e “uma falta de cidadania atroz” a existência de depósitos ilegais de inertes, mais a mais, contaminados com térmitas, e considerou que tal situação levanta a “pertinência de alterarmos a legislação que temos no que se refer às térmitas”. Isto porque, prosseguiu, “os resíduos aqui estão são inertes, mas as madeiras infestadas por térmitas e caruncho deverão ter um estatuto especial.”
“Estas madeiras são produtos contaminados biologicamente que constituem novos focos de infestação quer das habitações, quer das matas que se encontram nas redondezas”, disse.
Ora, segundo explicou “o caruncho (que também se encontra nestas madeiras) aproveita muito bem a madeira húmida, ou seja, vai instalar-se nas árvores das matas”.
Por outro lado, frisou, “a deposição destes materiais com térmitas constitui um foco de infestação das habitações que aqui estão perto e desta zona que é para uma futura urbanização” o que faz com que “estejamos a colocar em perigo as futuras habitações que aqui hão-de ser construídas”.
(in Diário dos Açores)

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segunda-feira, julho 27, 2009

Projecto de monitorização financiado pela edilidade angrense

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo vai financiar com 15 mil euros um projecto de monitorização da praga de térmitas da madeira seca que está assolar a zona histórica da cidade.A iniciativa que se desenrola até ao final do Verão, envolve uma equipa da Universidade dos Açores com um supervisor científico, uma aluna de doutoramento e dois técnicos de campo que vão usar duas centenas de armadilhas colocadas em dez artérias e habitações da cidade. Andreia Cardoso, presidente da autarquia angrense, sublinhou que “o projecto assenta em três prioridades: programa agressivo de controlo, monitorização a partir de 2009 como ano zero e sensibilização da população para medidas de controlo e combate”.Por outro lado, salientou a importância da cooperação entre a autarquia e a Universidade dos Açores que vai coordenar e monitorizar o projecto. Paulo Borges, professor e investigador da Universidade dos Açores, que tem apresentado diversos planos para controlo e combate a esta praga disse que “é preciso conhecer a situação cinco anos depois da primeira avaliação feita em 2004”. Por isso, acrescentou, “a monitorização é fundamental para se ter uma ideia da sua densidade e encontrar os melhores métodos para controlo e combate”.Um dos projectos, a implementar “visa conhecer a situação das térmitas em todas as ilhas” e outro “sobre como lidar com os resíduos das térmitas” e são apoiados, respectivamente pela direcção regional da Ciência e Tecnologia e secretaria regional do Ambiente. Segundo o investigador da Universidade dos Açores vão adoptadas em breve novas técnicas de combate às térmitas que resultam do trabalho realizado por uma empresa americana e outra austríaca.Referiu que no caso da empresa norte-americana existe disponibilidade para a cedência dos direitos comerciais da nova técnica a empresas açorianas interessadas enquanto que os austríacos preferem testar no terreno as técnicas de combate às térmitas que estão a desenvolver.De acordo com Paulo Borges estão, até ao momento, inventariados três tipos de térmitas: as que atacam a madeira seca (uma espécie com origem nas Índias Ocidentais), as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea (de origem europeia).

(In Diário Insular)

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domingo, julho 26, 2009

ATRAVÉS DE ARMADILHAS Universidade monitoriza térmitas em Angra

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo irá financiar um projecto de monitorização da praga das térmitas a cargo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (UAç) em conjunto com a Fundação Gaspar Frutuoso, que estará no terreno até ao fim do Verão.
Orçado em 15 mil euros, este projecto visa a instalação de 110 armadilhas de cola em 11 ruas seleccionadas do centro histórico de Angra, e no mesmo número em habitações particulares, de forma a que a equipa de especialistas da UAç, formada por um supervisor científico, uma aluna de doutoramento e dois técnicos de campo, possa criar um mapa actualizado do estado da praga e, ao mesmo tempo, sensibilizar a população sobre o problema.
Paulo Borges, professor e investigador da UAç, responsável científico do projecto, referiu na sua apresentação que as armadilhas são instaladas em postes de iluminação pública e em casas, sendo substituídas ao fim de 15 dias para auferir a quantidade de térmitas capturadas. O especialista admitiu que esta “não sendo a solução total para o problema” vai permitir conhecer a situação cinco anos depois da primeira avaliação feita em 2004, que indica que 50% dos edifícios do centro de Angra do Heroísmo estão infectados com térmitas e metade destes já apresentam valores elevados de infestação.
Andreia Cardoso, presidente da Câmara, destacou na sua intervenção a importância desta iniciativa pelo facto de permitir criar “ condições e meios para um combate mais efectivo às térmitas”, classificando 2009 como “ano zero da monitorização”. A autarca lembrou que a CMAH “tem dado o seu aval aos casos em que somo solicitados pela população”, considerando, no entanto, que esta abordagem se revela insuficiente para fazer face ao problema das térmitas da madeira seca.

Aferir a praga nos Açores

Paulo Borges referiu ainda que a UAç tem em mãos dois projectos de combate às térmitas solicitados pelo Governo Regional.
Um deles, a pedido da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, visa realizar um levantamento da situação das térmitas nas nove ilhas dos Açores, de maneira a que as autoridades tenham uma visão geral do problema em todo o arquipélago, trabalho que deverá arrancar em Novembro, adiantou o professor universitário.
De acordo com Paulo Borges estão, até ao momento, inventariados três tipos de térmitas: as que atacam a madeira seca (uma espécie com origem nas Índias Ocidentais), as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea (de origem europeia).
Outro projecto prende-se com a implementação da Região da técnica da temperatura, método utilizado para a exterminação das térmitas em larga escala.
Segundo Paulo Borges, a Secretaria Regional do Ambiente requisitou a duas empresas internacionais relatórios sobre a viabilidade da utilização desta técnica nos Açores, sendo que o processo está neste momento parado, dependendo da chegada desses documentos.

(in A União)

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sábado, julho 25, 2009

Monitorizar térmitas em Angra

sexta-feira, julho 24, 2009

Especialistas vão apresentar novas técnicas de combate às térmitas que estão a dar cabo das casas açorianas

Na Terceira, na próxima semana, novas técnicas de combate às térmitas vão estar em debate numa reunião em que estarão presentes vários especialistas internacionais.
O evento vais servir também para que os investigadores apresentem em Angra do Heroísmo, as novas técnicas de combate à praga, revelou o investigador Paulo Borges, da Universidade dos Açores, que revela ainda que este é uma assunto que tem ainda muito para ser estudado.
Paulo Borges é um dos especialistas que se tem dedicado ao estudo das térmitas, uma praga que tem vindo a aumentar no arquipélago, tendo sido ouvido esta semana pela Comissão Política do Parlamento açoriano, tendo dito que a situação é grave, sublinhando que sem estudos científicos, todas as acções representarão dinheiro mal gasto, sendo necessário que o combate a estes insectos surja de uma acção conjunta do Governo, autarquias, proprietários e investigadores.
Já este ano o especialista em insectos admitiu que “a infestação de térmitas estava sem controlo nas quatro ilhas afectadas, admitindo a possibilidade de S. Jorge já estar a ser atingido pela praga.
Paulo Borges é também autor do livro “Térmitas dos Açores - Contributo para a sua Gestão” no qual preconiza que para combater o problema é necessário implementar um plano de “ataque às térmitas adultas nos meses de Maio, Junho e Julho, com o uso de armadilhas”. Para que isso seja funcional, admite “o recurso a jovens em férias de Verão, a que se dará formação adequada, para andarem junto da população a ensinar a montar as armadilhas” para “controlar a população de adultos e evitar o seu alastramento a outras habitações”, mas até hoje essa é apenas uma possibilidade em cima da mesa.
Refira-se que as térmitas, na Região, são responsáveis por graves danos em edifícios habitacionais e patrimoniais, originado inclusive situações de colapso nas estruturas de madeiras afectadas.
Em 2002, foram detectadas colónias de térmitas na zona histórica de Angra do Heroísmo, classificada como Património Mundial, e, mais tarde, nas cidades de Ponta Delgada, Horta e Vila do Porto.
Dada a gravidade da situação, o Governo Regional dos Açores decretou os termos de regime específico para apoios financeiros nas modalidades de comparticipação a fundo perdido ou financiamento com juros bonificados a atribuir às populações (Decreto Legislativo Regional nº 5/2008/A).
Nos Açores estão inventariadas três tipos de térmitas, as que atacam a madeira seca, as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea, de origem europeia. No arquipélago, a totalidade das habitações afectadas encontra-se na zona urbana, já que nas freguesias rurais mais húmidas não foi localizada qualquer espécie de térmitas, pelo facto de as madeiras possuírem diversos fungos e serem bastante húmidas.
Estes dados constam de um estudo feito recentemente pela Universidade dos Açores Intitulado “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores”, e comparticipado financeiramente pelo Governo Regional. O estudo recomenda a aplicação de Xylophene SOR40 nas madeiras com a finalidade de as proteger contra a praga. O estudo elaborado pela Universidade dos Açores, liderado pelo investigador Paulo Borges, apresenta soluções, técnicas de tratamento e medidas de prevenção no combate às térmitas.
No que concerne ao tratamento e de acordo com o estudo da universidade açoriana, o Xylophene SOR40 e o “Wocasene” como sendo os produtos ideais para o combate às térmitas. O Xylophene SOR40 é um insecticida e fungicida para ser usado em madeiras, quer exteriores quer interiores. É um produto destinado ao tratamento preventivo e curativo da madeira de construção e imobiliário. Este produto da Dyrup tem uma acção infalível contra térmitas e insectos xilófagos, adianta o estudo da Universidade dos Açores.
Nas zonas urbanas, as térmitas encontram melhores condições climatéricas para o seu desenvolvimento, nomeadamente madeiras mais secas. Os casos mais graves são os de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, mas estão já a surgir problemas também na ilha de Santa Maria.

(In Diário dos Açores)

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segunda-feira, julho 13, 2009

Chegou o “momento decisivo” no combate às térmitas

Existem técnicas de combate às térmitas que custam de 1500 a 2000 euros e tudo aponta para que possam ser aplicadas nos Açores. O controle total da praga levaria perto de 20 anos, mas Paulo Borges acredita que chegou o “momento decisivo” em que Governo e autarquia vão agir.
Estiveram na ilha Terceira, num workshop sobre combate às térmitas usando a técnica da temperatura, Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria) e Michael Linford (empresa Therma Pure, EUA - Califórnia). Qual foi o objectivo da presença destes dois entendidos na ilha?
Chegaram na quarta-feira e ao longo de dois dias estiveram com os nossos técnicos e alunos a visitar várias casas e vários edifícios públicos para tentarem compreender a estrutura das casas nos Açores e verificarem se as técnicas de combate às térmitas que usam se podem aplicar aqui ou não. À partida parece que não haverá dificuldades nessa aplicação. Agora tudo passa por ultrapassar várias fases mais complicadas. O Governo pode decidir fazer um teste científico, controlado, com o apoio da Universidade, no sentido de testar as duas técnicas (ou uma delas, será sempre decisão do Governo), para ver qual é a melhor e se mata de facto as térmitas. Passa-se depois para uma segunda fase em que se tem de verificar quais são as empresas nos Açores que querem comprar o franchising da tecnologia. Comprar implica as empresas daqui irem aprender ou eles virem ensinar. No caso dos Estados Unidos dizem que vem cá uma semana ou duas dar formação. Este senhor é licenciador, já não gere empresas, apenas ensina. O da Áustria é mais complicado porque este não dá a sua tecnologia de mão beijada. Quererá manter uma ligação e um controle de qualidade a essa empresa. Isso porque diz que o nome da sua tecnologia tem já uma grande reputação e há uma qualidade que não se pode perder. Aí o processo pode sair mais caro.
Há alguns anos fizeram-se experiências com a técnica de fumigação. O que correu mal?
Na Europa não é permitido utilizar-se os produtos que são usados na fumigação. Por isso estamos a avançar para as técnicas de temperatura, que têm a vantagem de não haverem químicos envolvidos. É só aquecer as casas a 70 ou 80 graus. Basicamente são utilizadas turbinas que injectam ar quente nas habitações. A técnica da Áustria é mais complexa, porque associa água, para que seja lançado ar quente húmido. As pinturas não caem. Por exemplo em museus tipos de madeiras muito sensíveis ficam protegidas, porque é sempre mantido um nível de humidade aceitável, para a madeira não estalar. A técnica austríaca vai ser sempre muito mais cara, mas também é se calhar a única técnica que é possível aplicar em igrejas, em palácios ou em edifícios mais requintados. A técnica americana é mais para sótãos, telhados, estruturas em habitações normais. Sai mais barato. Pelo que nos dizem uma casa normal, um sótão, um telhado custará, pelo trabalho de um dia inteiro, cerca de oito horas, perto de 1500, 2000 euros, o que é aceitável. Existem estas técnicas já testadas e sem entraves no espaço europeu.
O que falta agora para que o problema das térmitas seja finalmente atacado?
O que falta é haver investimento ou do Governo ou dos privados, para aprenderem determinada técnica e instar-se essa oferta no mercado regional. Penso que só agora o Governo está mais sensível a este problema. Finalmente percebeu que é preciso fazer qualquer coisa. Isso pode estar relacionado com a pressão que se fez sentir, principalmente, de Ponta Delgada, onde há um problema gravíssimo, o que pode ter desbloqueado a questão. Começa tudo a mexer um bocado, porque o problema existe.
Nota essa abertura…
Sim. Nesta nova legislatura o professor Álamo Meneses, secretário regional do Ambiente, está a dinamizar a questão.
Foi ele que pagou a vinda destes dois especialistas…
Não sei já quem financiará a experimentação. Mas qual é o grau de esperança de que o combate às térmitas, de forma estruturada, finalmente avance?
Da forma como as coisas estão já não há volta atrás. Já houve avanços quer da secretaria do Ambiente como da Habitação e, agora, da Câmara de Angra (com colocação de armadilhas na cidade). Agora tem-se mesmo de andar para a frente. Se se vai fazer tudo o que preconizei, que são seis aspectos diferentes… Neste momento só se está a fazê-lo em dois, que são as novas técnicas e ataque in loco aos adultos, que a Câmara de Angra está a fazer.
Quais são os outros quatro aspectos?
É preciso ver o que se passa nos Açores realmente, mais informação ao público em geral, formação de empresas e empresários e novas legislações para melhor fiscalização dos produtos que entram e saem. Legislação mais rigorosa para os edifícios que se vendem… Acredito que será a parte mais difícil. A questão da venda de edifícios é complicada...Se as pessoas estiverem bem informadas, não será um problema tão grande, Agora, quando se vende um imóvel faz-se uma escritura que devia ser acompanhada por um certificado em como este está isento de térmitas.
Mesmo assim, já afirmou à RDP/Açores, que mesmo com um plano estruturado, o problema das térmitas demoraria 20 anos a resolver.
Sim, os dois especialistas em questão dizem que para chegar a uma situação em que a maior parte dos edifícios não tenha térmitas ou tenha poucas, à dimensão de Angra ou Ponta Delgada, demoraria sensivelmente esse tempo. Se uma empresa fizesse aqui uma casa por dia, seriam 20 dias úteis, 20 casas por mês. Num ano são 200 casas. Se pensarmos que existem umas duas mil, são 10 anos. Em Ponta Delgada a situação é muito má. Seriam em média 20 anos…
O que pode acontecer nos Açores enquanto não se avança com técnicas de erradicação desta praga?
O que acontece é que as pessoas têm prejuízos. E não são apenas cidadãos individuais. Há prédios do Governo que vão ser alvo de intervenções que podem atingir os 500 mil euros. Já estamos a falar de dinheiros públicos. Agora, é claro que todo este processo de que estivemos a falar não acontece da noite para o dia. A infra-estrutura toda para ser montada levará alguns anos. É preciso vontade governamental e privada para que vá em frente.
Pode ser algo que dinamize a economia local?
De certa forma sim, sobretudo se não existir apenas uma empresa. São alguns postos de trabalho, que depois geram outros, noutras áreas adjacentes, como o tratamento de madeiras. Além disso, de 10 em 10 anos é preciso voltar a fazer a intervenção, por isso é uma área onde existirá sempre procura.
Que visão têm estes dois especialistas da situação que se verifica nos Açores?
Consideram a situação grave, não só para o património construído, mas também para as pessoas. A vantagem aqui para os americanos é que eles dizem que a maior parte dos muros são de pedra, reduz-se mais à parte de cima, o que até desce o preço. Por eles começavam já, sem teste nenhum. O Governo pode optar por isso. Será menos trabalho para mim… Porque de facto, o que acontece é que a Universidade dos Açores é mal compreendida. Muitas pessoas dizem que estamos nós aqui e não se vê nada… É muito mentira porque se estamos nesta fase é porque a Universidade dos Açores tem trabalhado muito. O nosso papel é mostrar aquilo que precisa de ser feito. E nós temos feito isso. Temos um livro publicado, sete ou oito relatórios, um portal na Internet. Os fundos foram para esses projectos, que estão aí. Não sei o que podemos fazer mais. Agora é preciso fazer. E finalmente vejo que a Câmara de Angra e o Governo estão a agir. Mas tem sido difícil…
É possível que existam ilhas e zonas afectadas por esta praga de que não temos conhecimento?
Claro. O meu aluno Orlando Guerreiro apresentou ontem um estudo, tendo em conta a potencial distribuição futura. Seria interessante irmos a essas áreas e verificarmos se não são detectadas já algumas concentrações de térmitas. Podia controlar-se logo o problema.
Armadilhas apanham térmitas em Angra
Está em vias de ser assinado um protocolo entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para a colocação de armadilhas para térmitas em dez ruas da cidade. De acordo com o especialista em térmitas e professor da Universidade dos Açores, Paulo Borges, embora não tenha ainda sido assinado o protocolo já está a ser preparada a colocação, que deve acontecer em meados deste mês.“São 10 ruas diferentes de Angra, as armadilhas ficarão suspensas nas lâmpadas de iluminação. Em cada rua serão visitadas dez casas e colocada, se possível, se as pessoas acederem, uma armadilha dentro de cada casa, vistoriando a situação, em termos de madeiras, se têm térmitas… Assim teremos uma ideia da evolução da situação face ao que existia em 2004”. As armadilhas serão colocadas no centro da cidade, “até São Pedro e São Bento”, explica.
(In Diário Insular)

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domingo, julho 12, 2009

Térmitas nos Açores: 20 anos para as banir

20 anos - é este o prazo que a Região Autónoma dos Açores pode levar para ver-se livre das térmitas - afirma Paulo Borges, da Academia açoriana.
Paulo Borges, que é anfitrião de uma visita à ilha Terceira de dois especialistas no combate a essa praga, é da opinião que só é possível acabar com as térmitas em 20 anos, se houver uma estratégia concertada de combate.
A equipa da Universidade dos Açores que tem liderado a pesquisa e o combate às térmitas no arquipélago, afirma que a praga assume proporções preocupantes, mas reconhece que falta efectuar um estudo de risco, que permita saber qual a real dimensão da sua presença nas ilhas.
Para já, Paulo Borges, da Univerdidade dos Açores, com base nos dados até agora conhecidos, é da opinião de que a erradicação das térmitas exige um ataque concertado, que pode durar duas décadas.
Ontem e hoje, o investigador tem estado no terreno a acompanhar dois especialistas no combate às térmitas, um norte-americano e outro austríaco.
Ambos, apresentam hoje à noite, na cidade de Angra do Heroísmo, formas de retirar as térmitas de uma casa: são tecnologias inovadoras que, na proposta americana recorrem ao calor e, na proposta austríaca, conjuga o calor com a água.
Paulo Borges diz que é importante os açorianos conhecerem várias formas de combate às térmitas, sobretudo, técnicas inovadoras, como as que hoje vão ser apresentadas, no pólo do Pico da Urze, onde também será dado a conhecer um estudo sobre a possível emigração das térmitas entre as ilhas.
O investigador açoriano é da opinião de que há ainda muito para ser feito, mas que as entidades governamentais têm vindo a dar sinais de querer debelar o problema.
Dentro de dias, a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo protocolam a instalação de armadilhas nas ruas da cidade, com o objectivo de capturar térmitas com asas, que, nesta altura do ano, começam a voar, de casa em casa.

(In Faial Online)

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quinta-feira, julho 09, 2009

Entrevista com Paulo Borges sobre combate às térmitas

Sinopse:


- Imagens Energia Eólica e energia Geotérmica

- Convidado: Paulo Messias (Câmara Municipal Praia da Vitória) sobre 1ª Feira de Energias Renováveis na Praia da Vitória, que irá decorrer de 3 a 5 de Julho.

- Imagens Piscina Municipal de São Roque em Ponta Delgada

- Imagens Praia Formoso em Santa Maria

- Convidado: José Carlos Frias (Livraria Solmar) com algumas sugestões de leitura

- Trailer do filme "Public Enemies"

- Convidado: Carlos Miranda (Comentador de Cinema)

- Imagens térmitas

- Convidado: Paulo Borges (Universidade dos Açores) sobre o "Workshop - Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura”, que se realizará a 3 de Julho no campus universitário do Pico da Urze

- Portal SOS Térmitas (sostermitas.angra.uac.pt)

- Videoclip Luís Alberto Bettencourt "Fotografia Digital"

- Convidado: Luís Alberto Bettencourt (Músico) sobre concerto que se realizará no próximo sábado, dia 4 de Julho

- Convidado: José Xavier (Grupo de Cantares Ilha Azul) sobre XII Encontro de Música Tradicional do Faial

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PROTOCOLO ENTRE UA E AUTARQUIA ANGRENSE -Iniciados trabalhos no combate às térmitas

A equipa da Universidade dos Açores (UA), constituída por Orlando Guerreiro, Maria Teresa Ferreira e Anna Bella Borges, já iniciou os trabalhos de campo de combate às térmitas no centro da cidade de Angra do Heroísmo, ao abrigo do protocolo entre o município angrense e aquela instituição de ensino superior.

Denominado a “Monitorização e Controlo da praga de térmitas Cryptotermes-brevis”, o protocolo, que está a decorrer num edifício em estado avançado de infestação, gentilmente cedido pelo proprietário, tem a duração prevista de três meses – Julho a Outubro de 2009 – pretende fazer comparação com o levantamento realizado em 2004.
“Além do dado comparativo vamos tentar impedir o desenvolvimento da praga”, revela Orlando Guerreiro, ao nosso jornal, sublinhando que a metodologia difere da utilizada há cinco anos, tendo em conta que o trabalho anteriormente realizado não incluiu as armadilhas.
Na prática, segundo a equipa, o trabalho consiste em colocar, entre outras estratégias uma dezena de armadilhas – um género de papel adesivo largo, em rolo, próprio para apanhar insectos – nas luzes do exterior, em 10 moradias localizadas entre as freguesias de São Bento e São Pedro. “Algumas armadilhas serão também colocadas no interior das casas”, acrescenta Orlando Guerreiro, da UA. “Estamos a tapar as janelas para impedir a entrada de luz do exterior. Queremos perceber o comprimento de onda que atrai as térmitas”, explica, sobre os trabalhos elaborados no primeiro dia, os quais “estão a correr muito bem”.
Neste sentido, esclarece, as estratégias utilizadas “não vão acabar com o problema mas sim contribuir para a sua gestão”. Orlando Guerreiro defende, por isso, “atitude pró-activa” por parte da população em geral. “Se não combatermos as térmitas nas nossas próprias casas estamos não só a prejudicar a nossa habitação como a do vizinho”.
Sobre o resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza – a previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos –, orientada por Miguel Ferreira e Paulo Borges, professores da UA, Orlando Guerreiro manifesta-se satisfeito.
“Na primeira parte do trabalho fiz um estudo para perceber a dispersão no tempo e no espaço, sendo que as armadilhas foram colocadas fora das zonas infestadas de Angra para saber a que distância uma colónia situada numa determinada casa poderá infestar a outra”, pormenoriza.
Em relação à segunda parte, resume o especialista, o estudo poderá ser usado como mapa de risco cujos lugares apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento das térmitas. “São sítios no arquipélago dos Açores onde pode ocorrer a praga. Não por dispersão natural mas por transporte de peças de madeira de um local para o outro, por exemplo”, conclui.
A tese de Orlando Guerreiro foi apresentada no âmbito do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura”, realizado no passado dia 3 de Julho, no campus universitário do Pico da Urze, numa organização do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA- A Universidade dos Açores).
(in A União)

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quinta-feira, julho 02, 2009

COM NOVAS TÉCNICAS Workshop em Angra sobre combate às térmitas

Dois especialistas em práticas de combate às térmitas – Bernhard Schachenhofer (Áustria) e Michael Linford (Estados Unidos da América) – vão deslocar-se à ilha Terceira no âmbito do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura” que terá lugar no campus universitário do Pico da Urze, a 3 de Julho.
Esta iniciativa, organizada pelo Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA- A Universidade dos Açores), pretende contribuir para a solução da praga no arquipélago.
O programa do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura” prevê a apresentação de três comunicações científicas. Bernhard Schachenhofer e Michael Linford, dois especialistas na matéria vindos da Áustria e Estados Unidos da América, irão apresentar, em inglês, respectivamente, a técnica “Warmair” que utiliza equipamento portátil de aquecimento a gás e controlo da humidade do ar para matar insectos em madeiras e a técnica “ThermalPureHeat” que utiliza ar seco aquecido para criar um ambiente que é letal para as térmitas. Estes serão precedidos por Orlando Guerreiro que irá apresentar uma previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos, resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza orientada pelos docentes Miguel Ferreira e Paulo Borges.
“São duas empresas que utilizam ambas uma técnica inovadora, ecológica, com base na temperatura para combater as térmitas, mas de diferente maneira”, revela o responsável pelo Grupo da Biodiversidade dos Açores (GBA), da Universidade dos Açores, entidade organizadora, ao referir que a iniciativa surge no seguimento dos projectos para estudo das térmitas nos Açores realizados em 2006. “Uma das estratégias que ficaram estabelecidas seria ampliar as tecnologias que estavam a testar na altura, e, assim, poder testar nos Açores as alternativas ao que conhecemos e ao que está a ser utilizado actualmente no arquipélago”.
Para verificar a viabilidade da aplicação daquelas tecnologias no tipo de edifícios dos Açores, os dois especialistas vão visitar diversas habitações de Angra do Heroísmo na companhia de técnicos da Universidade dos Açores. “No workshop [os especialistas] vão explicar as suas tecnologias e eventualmente sugerir as adaptações que serão necessárias fazer para aplicar essa mesma tecnologia na nossa região”, adianta Paulo Borges.
Este evento, que conta com o apoio financeiro do Governo Regional através da Direcção Regional do Ambiente, é dirigido sobretudo a especialistas, empresas de construção civil, estando também aberto à participação da população em geral.
Protocolo em preparação
Na sessão de abertura do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura”, com início previsto para as 20h00, será anunciado um protocolo em preparação com o Município de Angra do Heroísmo, em conjunto com a apresentação das estratégias da Universidade dos Açores para combate às térmitas no arquipélago.
Paulo Borges considera, por isso, que “começa a haver uma maior dinâmica sobre o problema”. “A ideia é colocar armadilhas para combate aos adultos de térmitas durante a época de Verão na cidade”, adianta o docente.
Sobre o actual estado de desenvolvimento da praga, afirma, verifica-se um crescimento contínuo. “Este trabalho vai permitir uma moderação a longo prazo para podermos controlar não só a praga mas toda a situação”. Sem este conhecimento base, conclui o responsável pelo GBA, dificilmente a Universidade poderá informar devidamente o Governo e o Governo poderá ter politicas eficazes no combate das várias espécies.
As ilhas dos Açores mais afectadas pela praga – térmita de madeira seca, térmita de madeira viva e térmita subterrânea – são São Miguel, Terceira, Faial e Santa Maria. No caso concreto da ilha Terceira, para além da cidade de Angra do Heroísmo, o problema manifesta-se por último nas freguesias de Porto Judeu, São Bartolomeu e Biscoitos.
(In Sónia Bettencourt em A União)

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WORKHOP – COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A TÉCNICA DA TEMPERATURA

WORKHOP – COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A
TÉCNICA DA TEMPERATURA

Dia 3 de Julho – Sexta-feira (20h00) – Campus Universitário do Pico da Urze
Programa

20.00 – Sessão de Abertura – Paulo A. V. Borges (Univ. dos Açores)
20.10 – Previsão sobre a expansão da térmita de madeira seca nas várias ilhas dos Açores. Orlando Guerreiro (Aluno de Mestrado de Gestão e Conservação da Natureza).
20h30 – Ecological Insect Pest Eradication in individual rooms using air and water at high temperatures (Warmair technique). Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria)
21h00 – The ThermaPureHeat® process using dry heat to kill termites and other urban pests. Michael Linford (empresa Therma Pure, USA - California)
21h30 – Debate

Organização: CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores - Universidade dos Açores)

Financiamento: Direcção Regional do Ambiente dos Açores (Governo Regional dos Açores)

RESUMO

O Workshop “COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A TÉCNICA DA TEMPERATURA”, numa organização do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A, Universidade dos Açores) e financiamento da Direcção Regional do Ambiente dos Açores pretende apresentar técnicas inovadoras para combate às térmitas em edifícios. Com esta iniciativa vem-se abrir uma nova porta para a solução deste grave problema no arquipélago.
Paulo Borges da Universidade dos Açores irá abrir a sessão apresentando as estratégias da Univ. dos Açores para o combate ás térmitas nos Açores e explicando os objectivos desta iniciativa que junta os esforços da Univ. dos Açores e do Governo Regional dos Açores. Será também anunciado um Protocolo que está a ser preparado com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para combate aos adultos de térmitas durante o Verão na cidade de Angra do Heroísmo.
Serão apresentadas três comunicações cientificas. A primeira da autoria de Orlando Guerreiro irá apresentar uma previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos. Trata-se do resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza orientada pelos Profs. Miguel Ferreira e Paulo Borges.
De seguida teremos duas apresentações em inglês por especialistas de uma empresa da Áustria (Thermo Lignum, http://www.thermolignum.com/Pest_Eradication.html) e de uma empresa da Califórnia (Therma Pure, http://www.thermapure.com/termites.php).
Estes dois especialistas vão estar dois dias a visitar vários edifícios de Angra do Heroísmo na companhia de técnicos da Universidade dos Açores para assim verificarem das condições para aplicar as tecnologias do calor para combate às térmitas nos Açores.
Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria) irá explicar a técnica WARMAIR que utiliza equipamento portátil de aquecimento a gás e controlo da humidade do ar para matar insectos em madeiras.
Michael Linford (empresa Therma Pure, USA - California) irá apresentar a técnica ThermaPureHeat® que utiliza ar seco aquecido para criar um ambiente que é letal para as térmitas.
Após as apresentações seguir-se-á um debate com o público presente.

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