sexta-feira, setembro 11, 2009

TÉRMITAS E GRIPE

Francisco Maduro-Dias

Comparar a questão das térmitas com a da gripe A e o vírus H1N1, nos Açores, poderá parecer uma brincadeira de maus gosto, mas gostaria de o fazer aqui para marcar a diferença de comportamentos, sobretudo públicos, perante duas ameaças, ambas relativamente desconhecidas.Quanto à gripe houve alarme público – porventura excessivo – logo seguido de declarações e atitudes públicas.Ou bem, ou mal, ou mais ou menos – temos tido de tudo, desde um laboratório a funcionar quase desde início até instalações ad hoc, metidas quase à força em compartimentos surpresa – o certo é que a inquietação das pessoas foi correspondida com a actividade pública. Talvez porque vinha soprada do exterior, houve que “mostrar serviço” e ainda bem que assim está a ser. No que diz respeito às térmitas tem acontecido exactamente o contrário, só agora dando alguns sinais de mudança.As casas foram, entretanto, sendo atacadas e as pessoas alarmadas; Assiste-se, ainda hoje, a um transporte de madeira infestada sem condições; Deixa-se que “o mercado”, na sua pior expressão, ou seja “quem puder que se salve” se instale quanto a este assunto;
Anota-se o evoluir da situação e o alastrar pelas ilhas;
Cria-se uma legislação de aparente apoio mas quase inexequível na prática efectiva e pouco eficiente.
De facto as iniciativas foram escassas e só agora começam a estruturar-se mas, sobretudo, quase toda a actuação, até agora, tem sido orientada por um comportamento estranho: É como se as pessoas se devessem sentir culpadas dessas bichinhas malditas existirem por aqui.
Ora, do mesmo modo que ninguém terá culpa do vírus da gripe existir e querer tratar da sua vida em cada ano, por isso muda de ADN, também não haverá culpados especiais por as térmitas existirem e, mesmo, por terem chegado cá. Aliás, como escrevi há uns meses largos: Com tantas espécies e subespécies, por esse mundo fora, só é de espantar como é que só agora é que elas arribaram a estas ilhas. A culpa começa, isso sim, no momento em que, sabendo-se o que já se sabia sobre elas, quando foram detectadas, se deixou correr o assunto como se tem deixado.É aqui que surpreende a diferença de modos de actuação.
Se bem que num caso estejam em jogo vidas humanas e noutro bens materiais, é inaceitável que se continue a actuar, quanto à gripe, assumindo a responsabilidade pública clara, dando orientações e organizando a resposta e noutro se continue, quase a reboque dos afectados e da comunidade académica, a promover estudos e modestos apoios.
O impacto social, comunitário e cultural é enorme em ambas as situações. Há que percebê-lo e alterar modos de actuação.

(in DI Revista)

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terça-feira, setembro 01, 2009

Como o Mundo se está a preparar para a gripe A

Como está a o mundo a preparar-se para o pico da gripe A H1N1, conhecida como gripe suína? Com a abertura das escolas e as estimativas de que os casos da doença se intensifiquem nos meses de Inverno, as entidades responsáveis, um pouco por todo o globo, questionam-se sobre qual a melhor decisão: Fechar os estabelecimentos de ensino ou mantê-los abertos.De acordo com a revista norte-americana “Time”, mais de dois biliões de pessoas podem apanhar este tipo de gripe e milhares de escolas correm o risco de ser encerradas. A eficácia das campanhas de vacinação também é uma incógnita. Segundo a reportagem, os especialistas da área da Saúde classificam as crianças e jovens em idade escolar como “super disseminadores” de vírus. Espalham mais vírus quando estão doentes, não praticam muito bons hábitos de higiene (como lavar as mãos regularmente) e estão em contacto próximo com pais e colegas.Uma equipa de investigadores do Imperial Collegue, em Londres, escreveu já na revista médica britânica “Lancet Infeccious Diseases” que encerrar as escolas cedo e de forma prolongada aliviaria os hospitais, baixando o número de casos na altura mais complicada da pandemia. Citavam um estudo publicado em França que indicava que mais de 18 por cento da população ficaria doente, com gripe sazonal, se as escolas nunca fechassem no período de Verão.Mas estes investigadores também viram com clareza o reverso da medalha. Se as escolas fecharem, grande parte da população, e também os profissionais de Saúde, terão de tirar férias para ficar com os filhos. Perto de um terço dos profissionais de saúde no mundo desenvolvido têm filhos de que têm de cuidar. Se as escolas fecharem, são também os comprometidos serviços de saúde. Uma vez mais, no pico da pandemia.Pelos Açores, a secretaria regional da Saúde já avançou que o encerramento de escolas só deverá ser feito em última instância, optando-se por controlar a doença por fases. Isto é, por exemplo, se for identificado um caso, começasse por enviar o aluno para casa, depois pode-se optar por fazê-lo com a turma, equipa desportiva em que este participe ou outros grupos com que tenha tido maior contacto. No entanto, existem vários especialistas que duvidam da eficácia de medidas como esta. “Não têm qualquer tipo de eficácia, na minha opinião”, afirma Lo Wing-lok, especialista em doenças infecciosas, de Hong Kong, Japão. “Focando-nos nestes pequenos casos não conseguimos impacto real no controlo da gripe”.
O dilema das vacinasOutro problema prende-se com as vacinas. A fórmula desenvolvida será produzida por empresas privadas, que a vão vender aos governos dos vários países. Estas empresas têm capacidade para produzir, actualmente, 900 milhões de vacinas, num mundo com 6.8 biliões de habitantes.Neste cenário, os países com maior poder económico conseguirão grande parte das vacinas, apesar de algumas companhias já terem garantido doar vários milhões de vacinas à Organização Mundial de Saúde. Se os países mais pobres terão de ser “inteligentes” na gestão das vacinas, imunizando em primeiro lugar os profissionais de saúde, os países ricos não estão livres de preocupações. A vacina, quando estiver disponível, pode não chegar a tempo de evitar um grande número de casos.Se estiver disponível em meados de Outubro, e tendo em conta que são precisas duas doses, administradas com um intervalo de um mês para obter imunidade total, a vacina pode só surtir efeito em Dezembro. Alguns especialistas são claros: Já será tarde para evitar o contágio.
Modelo matemático a que DI teve acesso demonstra que população tem de tomar medidas
Taxa de infecção do H1N1 nos Açoresestá nos 0,4 por mil, o dobro da nacional
A taxa de infecção do vírus H1N1, que provoca a gripe A, no arquipélago é já de 0,4 por cada mil habitantes. Continua a ser o dobro da nacional, que se situa nos 0,23. Este número demonstra o que um estudo matemático de previsão de evolução do vírus, a que DI teve acesso também indica: O potencial de infecção, devido aos Açores serem um local reduzido e fechado, tem tendência a ser superior na Região do que a nível nacional.De acordo com o especialista que devolveu este modelo matemático, os números nos Açores têm alguma relatividade, mas esta funciona nos dois sentidos. “Uma pessoa infectada no Corvo equivale a uma percentagem brutal. Há essa relatividade. Mas é preciso ver que, se uma pessoa apanhar gripe A no Corvo, toda a população dessa ilha corre um risco acrescido de ser contaminada. O potencial infeccioso é mais elevado”, explica.Este modelo matemático indica igualmente que a tendência, a médio, longo prazo, é de que o número de casos nos Açores continue a subir, tendência agravada com o início do ano lectivo, pelo que não será de esperar uma estagnação de casos.O modelo matemático em questão começou a ser elaborado a um de Agosto e tem, como foi demonstrado a DI, previsto com exactidão o número de casos de surgem nos Açores. Embora não avance números para o futuro, o especialista em questão frisa que a rapidez com que o vírus se irá espalhar no arquipélago depende muito das medidas que foram tomadas. É de frisar que a gripe A não apresenta, para a maioria das pessoas, um perigo maior que a gripe sazonal (a mais comum). Entre as medidas que podem ser tomadas pelo cidadão comum estão, para além das de prevenção, como lavar as mãos com regularidade e usar lenços de papel quando tossir ou espirrar, saber, também, o que fazer se apanhar a doença.Se suspeitar que tem a doença deve ficar em casa. Para os pais, se os filhos demonstrarem alguns sintomas devem ser mantidos em casa. Caso os sintomas se agravem deve ser contactada a Linha Saúde Açores, com o número 808 24 60 24.Existem grupos com risco acrescido caso contraiam a doença, como as grávidas, os diabéticos, pessoas com doenças pulmonares ou cardiovasculares. Pessoas com o sistema imunológico debilitado, por exemplo, por doenças crónicas, também devem ter cuidados redobrados.É recomendado evitar contacto com outras pessoas e tomar medicamentos febre, bem como muitos líquidos. Entretanto, foram confirmados 17 novos casos de gripe A, nos Açores, desde quinta-feira.
(in Diário Insular)

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sábado, agosto 15, 2009

Cuidados paliativos em destaque nos Açores

O Centro de Estudos de Bioética irá realizar um encontro, que se realizará em Outubro, nas cidades de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo.
O pólo dos Açores do Centro de Estudos de Bioética (CEB) irá organizar um encontro dedicado ao tema "Exigências Éticas no âmbito dos Cuidados Paliativos", em Outubro. Assim, no próximo dia nove de Outubro, a acção decorrerá em Angra do Heroísmo, no Centro cultural e de congressos daquela cidade, sendo a vez de Ponta Delgada acolher o evento, no dia seguinte, no anfiteatro C da Universidade dos Açores. Em destaque estarão temas como as exigências éticas a quem presta serviços de cuidado médico, mas também temas mais sensíveis, como a eutanásia ou as propedêuticas de luto. O programa prevê sessões plenárias contemplando diferentes perspectivas de análise dos cuidados paliativos, durante a manhã, sendo que à tarde oferecerá diferentes workshops temáticos. As inscrições já se encontram abertas, quer para investigadores que queiram submeter um poster com o resumo de trabalhos seus, quer para os participantes que queiram assistir às palestras. Os autores deverão submeter os seus trabalhos à comissão científica até 15 de Setembro.Para mais informações, consulte o link.

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terça-feira, junho 02, 2009

Conferência sobre Sindrome de Asperger

Decorreu sábado, dia 30 de Maio, pelas 17.00h, no Auditório da Universidade em Amgra do Heroísmo, no Pico da Urze, a conferência “Síndrome de Asperger”. Com organização do Rotary Clube de Angra do Heroísmo, esta conferência contou com a presença do Dr. Nuno Lobo Antunes. De acordo com a fonte de pesquisa, a chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger (código CIE-9-MC: 299.8), é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA continua incerta, estando actualmente em discussão a sua manutenção ou retirada do "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders". A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, "Prémio Nobel" da Economia de 2002). No entanto, no Reino Unido estima-se que apenas 12% terá emprego a tempo inteiro.O termo "síndrome de Asperger" foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger, como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista Bobby Fischer, além de autores de diversas obras literárias, como no caso de Mark Haddon.

Dr. Nuno Lobo Antunes

Nasceu em Lisboa a 10 de Maio 1954. Em 1977, licenciou-se em Medicina, pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Foi Assistente Hospitalar de Pediatria e Coordenador da Unidade de Neuropediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Foi Membro da Comissão de Neurologia do “Children Oncology Group”. Foi consultor de Neurologia Pediátrica para o Departamento de Neurologia e Pediatria do Memorial Hospital for Cancer and Allied Diseases e para o Presbyterian Hospital em Nova Iorque.Foi ainda Professor Auxiliar de Neurologia e Pediatria na Cornell University Joan & Sanford I. Weill Medical College. É actualmente Director Médico e Coordenador das áreas de Neurodesenvolvimento e Neurologia do CADIn, Consultor de Neuropediatria do Serviço de Pediatria Hospital Fernando da Fonseca e Consultor de Neurologia Pediátrica do IPO, em Lisboa. Membro da American Academy of Neurology, da Child Neurology Society, da Children Cancer Group Tri-State Pediatric Neurology Society, da Society for Neurooncology, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, da Sociedade Portuguesa de Neurologia e da Academia Ibero-Americana de Neurologia Pediátrica.

(In Pedro Alves- Azores Digital)

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sexta-feira, abril 10, 2009

Terceira terá parque tecnológico ainda nesta legislatura

O Parque Tecnológico da Terceira e o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores, que serão instalados no Pico da Urze, reunirão tecnologia de ponta no campo científico.
O Parque Tecnológico da Terceira vai estar concluído no decorrer desta legislatura. A garantia foi dada pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, numa visita aos centros de investigação da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo.J osé Contente adiantou que ambas as valências estão já em fase de definição do projecto, considerando que a ciência e tecnologias de ponta constituem num dos pilares do desenvolvimento da Região. O governante reuniu-se com os responsáveis do Centro de Biotecnologia, Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Centro de Climatologia e Meteorologia da Universidade dos Açores, num encontro destinado a inteirar-se dos vários projectos de investigação aí desenvolvidos que classificou de “fundamentais para o desenvolvimento e projecção dos Açores”.

O projecto do Parque Tecnológico da ilha Terceira vai albergar todos estes centros de investigação científica de modo funcionar como um “cluster científico e tecnológico”, referiu, indicando que estas unidades vão dispor de um espaço adequado, devidamente equipado e com todas as condições para que as investigações tenham resultados positivos e promovam o desenvolvimento e o crescimento dos Açores, com respostas e soluções específicas para os problemas da Região, sem prejuízo para o carácter universal da investigação científica. O Parque Tecnológico da Terceira será construído no Pico da Urze, um dos locais mais viáveis para o projecto, adiantou José Contente, indicando que aí vão ser instalados os vários centros de investigação da Universidade dos Açores, juntamente com o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA). O secretário regional sublinhou que para a investigação em áreas emergentes, como a biotecnologia e a saúde, são precisos equipamentos sofisticados e instalações adequadas, acrescentando que, entre os objectivos do o IBBA, figuram o exercício e a promoção de pesquisas científica e tecnológica com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento económico da Região, potenciando as políticas regionais, incluindo a dinamização do sector privado empresarial e a prestação de serviços públicos.
Mais-valias para as empresas
Apenas a título de exemplo, o investigador Artur Machado enumera alguns resultados dos últimos anos de investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores, que poderiam ser transferidos para as empresas: “diagnose molecular e/ou imunológica de algumas doenças virais em vegetais; diagnose molecular de algumas patologias do foro genético, quer em humanos quer em animais; propagação in vitro de plantas com interesse agronómico, tais como ananás, banana, batata-doce, ornamentais, fruteiras e espécies endémicas (com interesse florestal e em risco de extinção); genotipagem para os principais genes envolvidos, quer na quantidade quer na qualidade do leite; (ferramenta fundamental para o melhoramento do nosso gado leiteiro, mas enquanto a definição de melhoramento genético nos Açores for a importação de sémen, esta tecnologia não tem interesse); genotipagem dos principais genes envolvidos na pelagem de equinos; técnicas de reprodução assistida em equinos, congelamento de sémen, inseminação artificial; rastreio através de ADN em produtos animais e vegetais com denominação de origem protegida; identificação e diagnóstico de diferentes estirpes de diferentes microrganismos, não só como contaminantes, mas também envolvidos na cadeia de produção de diferentes produtos.Neste ultimo ano iniciamos o estudo de genes nas principais espécies florestais responsáveis por proteínas causadoras de alergias com o objectivo final de se produzir uma vacina”.Esta infra-estrutura, que se pretende centrar em torno das áreas cientificas da biotecnologia e da biomedicina, beneficiará de uma parceira entre o Governo dos Açores, a Universidade dos Açores e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, integrando algumas valências técnicas e científicas do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), e do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular (SEEBMO), entre outros.
(In TIBÉRIO CABRAL tiberio.cabral@sapo.pt - Expresso das Nove)

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segunda-feira, abril 06, 2009

Seminário sobre Plano de Continência para a Pandemia da Gripe

A Direcção Regional da Saúde (DRS) promove hoje, em Ponta Delgada, um seminário sobre a “Operacionalização do Plano de Continência dos Açores para a Pandemia da Gripe – Sector da Saúde Humana”. No encontro, vai ser apresentado o trabalho desenvolvido entre Julho de 2007 e Setembro de 2008 pela Direcção Regional de Saúde acerca das orientações estratégicas e específicas necessárias à intervenção do Serviço Regional da Saúde num cenário de pandemia da gripe. O documento constitui, também, uma oportunidade para preparar a Região Autónoma dos Açores contra outras doenças emergentes ou com tendência epidémica. Depois da sessão de abertura, em que intervém o secretário regional da Saúde, o director-geral da Saúde faz uma apresentação sobre o “Plano de Contingência Nacional” e a sua contextualização mundial.
A cargo da directora Regional da Saúde está uma intervenção sobre o “Plano de Contingência para os Açores”, nomeadamente sobre a sua elaboração e operacionalização. Uma vez que se trata de um plano transversal a vários os sectores, durante o seminário, serão ainda apresentadas comunicações sobre o “Transporte Terrestre de uma Vítima em Contexto de uma Pandemia”, pelo inspector regional do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores e acerca da “Importância dos trabalhos desenvolvidos na actividade veterinária como contributo essencial para a Saúde Pública”, em intervenções a cargo dos directores regionais de Desenvolvimento Agrário e do Director de Serviço de Veterinária, respectivamente. A directora do departamento de Saúde Pública da Região Norte falará sobre “Globalização, Mobilidade e Saúde Pública”. O Seminário decorre a partir das 9:30 horas, na Sala de Eventos do “São Miguel Park Hotel”, destinando-se aos conselhos de administração dos hospitais EPE, centros de saúde e unidades de saúde de ilha, responsáveis pelo Serviço Regional de Protecção Civil das câmaras dos Açores, autoridades de Saúde, dirigentes de portos, aeroportos e empresas de transportes terrestres da Região. Foram também convidados representantes de ordens profissionais, da Universidade dos Açores, das escolas superiores de enfermagem, Escola das Novas Tecnologias, Serviços Veterinários e da Direcção Regional da Educação e Formação.

(In Contratempo.com)

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Directora da Saúde valoriza contributo da Escola Superior de Enfermagem de Angra

A directora regional da Saúde expressou o reconhecimento da Região pelo trabalho desenvolvido pela Escola Superior de Enfermagem de Angra “enquanto pólo de conhecimento e de cooperação, não só no campo do ensino como também no domínio da investigação”.
Falando, sábado, na sessão comemorativa do 32º aniversário deste estabelecimento de ensino, Sofia Duarte sublinhou, de igual modo, a importância dos protocolos de cooperação que têm sido implementados entre o Governo Regional e a Universidade dos Açores e que têm contribuído “para um Serviço Regional de Saúde mais presente, mais eficaz e mais próximo do cidadão”.
Na mesma ocasião encerraram as III Jornadas das Associações de Estudantes que abordaram o tema "Empreendedorismo em Enfermagem”.

(In GaCS/AP/RC)

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Universidade com pós-graduação em gestão das unidades de saúde

Uma Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde será ministrada pela Escola Superior de Enfermagem de Angra, no próximo ano lectivo.
Melhorar a prestação de cuidados de saúde e permitir a maximização dos recursos do Serviço Regional de Saúde (SRS). É este o principal objectivo de um curso de Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde, destinado a profissionais que exerçam ou venham a exercer funções de gestão em unidades de saúde ou instituições sociais, que será ministrado pela Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, de Outubro de 2008 a Julho de 2009. A iniciativa resulta de um protocolo assinado ontem entre a Universidade dos Açores (UA) e a secretaria regional dos Assuntos Sociais, que prevê uma comparticipação do executivo açoriano no valor de 42 mil euros, destinado ao pagamento das propinas dos alunos do SRS, às despesas de deslocação dos formadores e às actividades lectivas e de publicitação do curso.Falando na ocasião, o reitor da UA, Avelino Meneses, considerou que a Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde “contribuirá para o aumento da qualificação académica e para o aperfeiçoamento dos profissionais do SRS”.Segundo Avelino Meneses, “o bem-estar dos indivíduos é uma prioridade, sendo que, para tanto, urge uma administração racional dos bens e equipamentos colectivos”, nomeadamente uma “gestão equilibrada dos recursos da área da saúde”.Neste contexto, o reitor da UA acredita que esta formação trará “benefícios evidentes”, adiantando ainda que, para o futuro, está prevista a realização de outras acções do género.Para Avelino Meneses, esta é também a “prova de que a UA e o Governo Regional têm funções bem diferentes, mas responsabilidades mútuas”.Por seu turno, o secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, sublinhou que “esta formação constitui, sem dúvida, uma mais-valia para a maximização de recursos e eficácia na prestação dos cuidados de saúde”.Domingos Cunha salientou, por outro lado, o conteúdo programático desta pós-graduação, “com recurso a novas estratégias de formação”, adiantando que o curso poderá mesmo “vir a ser acreditado para o 2.º ciclo – mestrado, segundo o processo de Bolonha, o que espelha a sua vital importância a nível científico e social”.Referiu ainda que “a assinatura deste protocolo é mais um ponto que congrega a Universidade e o Governo dos Açores como parceiros e como entidades pró-activas no desenvolvimento do ensino e da ciência”.


(In Diário Insular)

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domingo, julho 06, 2008

Pós-graduação em Controlo de Infecção e Saúde

A elevada prevalência de infecções no contexto actual dos cuidados de saúde e o seu impacto na qualidade de vida dos indivíduos, tornam este tema uma questão relevante em saúde pública, cuja gestão e tratamento se revestem de elevada complexidade onde a necessidade da intervenção em equipa multidisciplinar se alia à necessidade da realização de investigação e de melhorar as práticas para as adequar ao conhecimento existente.
As doenças infecciosas estão dispersas mundialmente e são a maior causa da morbilidade infantil contribuindo decisivamente para a mortalidade. A maior mobilidade das populações permite uma maior dispersão de vectores e veículos de transmissão de doenças infecciosas de forma significativa. Também a elevada taxa de mutações, quer entre bactérias quer entre vírus contribuiu para um aumento na variedade de doenças infecciosas que atingem diferentes populações.


A melhoria dos cuidados de saúde promoveu o acesso de um maior número de indivíduos às unidades hospitalares o que propicia o contacto entre os profissionais de saúde e os diferentes utentes com um grande número de hospedeiros infectados. Isto justifica o aumento das infecções nosocomiais, que tanto preocupa as entidades internacionais de saúde, existindo actualmente guidelines para o procedimento em contexto hospitalar com vista à diminuição destas infecções adquiridas nas instituições de saúde.
Por outro lado, o aumento das resistências aos antibióticos dificulta o controlo das infecções bacterianas, as mais frequentes, evidenciando mais uma vez a importância da prevenção quando
se pretende controlar a disseminação de infecções.

(In Ordem dos Enfermeiros)

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terça-feira, dezembro 04, 2007

Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde

O Gabinete de gestão e Conservação da Natureza, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores prepara um livro sobre a produção de avestruzes em Portugal.
A Agência Nacional do Ambiente, atribuíu am mesmo Gabinete o projecto de Análise Custo Benefício do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde. Trata-se de um trabalho a desenvolver pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, pelo Serviço de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo, por um investigador da Universidade de Bangor e por um especialista em inquéritos em Santarém.


O Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS) visa controlar os riscos ambientais para a saúde.
O Plano preconiza 33 Acções Programáticas em Domínios Prioritários de intervenção - água, ar, solo e sedimentos, químicos, alimentos, ruído, espaços construídos, radiações, e fenómenos meteorológicos extremos, alterações climáticas e deterioração da camada de ozono.

(In a União)

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terça-feira, novembro 13, 2007

Uma Escola Superior de Saúde captaria mais alunos para a UA

Diário Insular (DI)-Que condições é preciso reunir para que a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo faça a transição para Escola Superior de Saúde?
Miguel Gomes(MG)-O desejo de evolução da ESEnfAH-da Universidade dos Açores para Escola Superior de Saúde possui mais de uma década e tem vindo a evoluir ou regredir segundo as contingências políticas, os projectos de desenvolvimento e a sua exequibilidade assim como a evolução da rede de estabelecimentos e oferta do Ensino Superior em Portugal. Uma das questões políticas mais prementes que se esperava ver resolvida era a atenuação do sistema binário Universitário/Politécnico, que a legislação actual infelizmente acentua. Como já foi publicamente divulgado, a cópia dos modelos de Escolas Superiores de Saúde que proliferam pelo continente é uma Escola votada ao insucesso (pela oferta de cursos e a relação procura/empregabilidade). A lei 62/2007 do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior coloca um desafio à própria Escola e Universidade na reorganização das suas unidades orgânicas e na gestão adequada de sinergias entre diferentes áreas científicas para uma oferta diversificada de qualidade científica e pedagógica, com empregabilidade no tecido empresarial e do estado a nível regional e nacional, inseridos numa Europa de Bolonha.
DI-O novo cenário que se está a desenhar pela Assembleia Estatutária da Universidade dos Açores pela aplicação da Lei do RJIES, promoverá as condições necessárias para a transição, nomeadamente em novas ofertas formativas transdisciplinares na Academia com ligações protocoladas com outras instituições de Ensino.Em que consistiria essa escola superior de saúde?MG-Seria uma Escola com a oferta formativa que o Campus de Angra do Heroísmo já dispõe e certamente novas ofertas curriculares que surgirão da análise das capacidades e competências das futuras estruturas e unidades orgânicas da Universidade.
DI-Quais seriam as vantagens da ESEnfAH passar a Escola Superior de Saúde?
MG-A principal vantagem seria rentabilizar os recursos científicos e pedagógicos existentes, as infraestruturas que irão ser construídas, e a oferta formativa que satisfaça a procura de profissionais de saúde nas actuais áreas de formação e na diversificação da oferta de novos cursos de 1º e 2º Ciclo no paradigma de Bolonha, pós-graduações e cursos de pequena duração. Promoverá certamente uma maior captação de estudantes do 1º, 2º e 3º Ciclo de formação e uma dinamização da formação da área da Saúde no Campus de Angra do Heroísmo. O Secretário Regional dos Assuntos Sociais já avançou que apoiaria essa transição. É com enorme satisfação que verificamos que existe por parte do Governo Regional uma abertura para apoiar essa transição. Será potencializada a reflexão que neste momento se processa na Universidade dos Açores face à aplicação da Lei do RJIES e será apresentada à comunidade Académica que depois de analisar a proposta e a verter em Estatutos terá um período definido pela lei para a sua implementação, ou seja dentro de sensivelmente dois anos, contudo a última palavra será sempre do Governo Central, nomeadamente, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
(In Diário Insular)

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