quinta-feira, janeiro 22, 2009

33º Aniversário da Universidade dos Açores (In Video Açores VIP)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

PRECONIZA MIGUEL GOMES "Empreendorismo desenvolvido entre os estudantes de enfermagem"

Sónia Bettencourt - sonia@auniao.com

A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (ESEnfAH – UAc), completou 32 anos de existência (10 de Janeiro), assinalados no passado fim-de-semana, em simultâneo com as III Jornadas da Associação de estudantes dessa Escola.
O nosso jornal conversou com o presidente do conselho directivo da ESEnfAH – UAc, Miguel Gomes, que falou dos cursos, dos modelos de estudo, do sucesso académico e profissional, e das ambições de um estabelecimento de ensino superior que conta, actualmente, com 400 alunos, 26 docentes, e duas tunas: TAESEAH e Neptuna. A União (a U)– O “Empreendorismo na Enfermagem” foi o tema do programa das comemorações do 32º aniversário da ESEnfAH - UAc. No seu entender, os nossos profissionais de saúde, sobretudo os mais jovens, terão “espírito de iniciativa” para colocar esse conceito em prática?
Miguel Gomes (MG) – A pertinência da escolha da temática do Empreendedorismo é de elogiar, uma vez que é uma temática emergente que necessita de ser conhecida e desenvolvida nomeadamente entre os estudantes de enfermagem. Tivemos oportunidade de ouvir conferências de especialistas e docentes dessa área, e constatámos que os portugueses são muitas vezes acomodados às práticas existentes e temem o risco de novas actividades de novos desafios.
Mais do que espírito de iniciativa para promover actividades empreendedoras, julgo que os novos profissionais possuem uma capacidade de reflexão sobre a realidade que os levará a tentar inovar como estratégia de empregabilidade e também de satisfação das necessidades dos novos públicos alvo dos cuidados de enfermagem.
a U – Considera, então, o empreendorismo uma das “alternativas” mais eficazes para a garantia de trabalho, tendo em conta que os recém-licenciados não encontram facilmente lugar nas unidades de saúde públicas?
MG – Certamente os jovens têm de ter a consciência que já não é possível fazer um licenciatura ou outros cursos de 2º e 3º ciclo e procurar emprego junto de casa uma vez que os quadros das instituições de saúde da região estão quase preenchidos por profissionais muito jovens, o que levará ainda muito tempo para a sua renovação. Temos incentivado os estudantes a participarem em programas de mobilidade para o continente e estrangeiro de forma a tomarem contacto com outras realidades e onde as iniciativas empreendedoras são resultados evidentes porque satisfazem as necessidades das populações e porque criam emprego, riqueza e melhores cuidados em rede.
a U - Para onde se dirigem, actualmente, a maior parte dos jovens enfermeiros açorianos quando não encontram emprego na Região?
MG – As escolas possuem um contingente de 50% de vagas de estudantes que vêm do continente e da Madeira. A grande maioria desses regressa à origem, outros optam por ficar nas ilhas. Nos últimos anos alguns dos nossos jovens enfermeiros têm recebido proposta de emprego bastante aliciantes na Espanha, nas Canárias, temos um caso na Irlanda, alguns em Inglaterra.
a U - A ESEnfAH – UAc tem, neste momento, 400 alunos. Este número é superior aos valores registados nos últimos três anos?
MG – Desde 2000 que o número de estudantes da Escola e a tipologia de estudantes modificou-se. Por um lado houve a necessidade de aumentar o número de vagas de ingresso para a licenciatura, depois regressaram à escola todos os enfermeiros bacharéis para completarem um ano de estudos e ficarem com a sua licenciatura em enfermagem. No último ano foram todos os fisioterapeutas da região e ainda este ano virão todos os profissionais (em seis grupos distintos) que possuem o bacharelato adquirido em Escolas de Tecnologias da Saúde e neste ano de transição para o modelo de Bolonha vão adquirir o grau de licenciado. Este é o último grupo de profissionais que acede a este modelo de formação apoiado num protocolo com a Secretaria Regional da Saúde e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Lisboa.
a União - A taxa de sucesso é significativa? No contexto nacional, que atribuições se pode dar a esta Escola que acabou de completar 32 anos de existência?
MG – O modelo de formação em enfermagem baseia-se num modelo de formação tutorial onde docente, estudante e tutor (enfermeiro da prática profissional) possuem uma relação pedagógica próxima e muito aberta. Efectivamente o sucesso escolar é elevado. Temos o prazer de receber os jovens enfermeiros que regressam à ilha Terceira e que nos visitam e referem sentirem-se bem preparados para trabalhar em outras instituições do país ou estrangeiro; o retorno da informação dos empregadores é oficioso, mas garantem-nos que o nosso produto é de qualidade, com uma forte formação relacional e uma capacidade de reflexão sobre as práticas e adaptação a novas situações.
Para além da formação científica existe uma forte relação de amizade entre os estudantes e aqueles com quem se relacionaram com maior intensidade. E isso é demonstrado pelas amizades que mantemos com os jovens enfermeiros que num momento são formandos e depois de um período de integração profissional são colegas tutores na formação de novos enfermeiros.
Um recente estudo de investigação demonstrou que é na dimensão relacional que os estudantes de enfermagem desta escola adquirem mais competências.
a U - Que cursos e especialidades estão disponíveis nesta instituição de ensino superior, e que instrumentos de trabalho os alunos têm ao seu alcance?
MG – Este ano lectivo a escola possui em exercício o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciatura em enfermagem; o Curso de Pós-graduação em Gestão de Unidades de saúde; e o curso de mediação familiar e mediação de conflitos. No decorrer do 2º semestre estão disponíveis 6 cursos das áreas das tecnologias da saúde para os profissionais que vão adquirir o grau de licenciados na sua área científica de exercício profissional e os cursos livres de Inglês, Alemão e Espanhol. Aguardamos que o Ministério faça o registo do Mestrado em Gerontologia Social, grau associado com mais quatro universidades portuguesas e espanholas e o Curso de Preparatórios de Fisioterapia.
Os estudantes estão sujeitos a um novo paradigma de formação denominado Processo de Bolonha onde existem várias modificações em relação ao modelo anterior, embora no ensino superior politécnico sejam menos evidentes. Como recursos possuem em primeiro lugar o seu próprio modelo de estudo, os docentes, o grupo de estudantes, o centro de documentação bem equipado com as bases de dados adequadas, todos os cursos estão implementados sobre a plataforma de e-learning Moodle.
Uma das maiores qualidades da especificidade da formação em enfermagem encontra-se na componente de ensino clínico que corresponde no mínimo a 50% da carga lectiva, o que permite ao estudante uma aquisição de competências gradual e consciente com o perfil de enfermeiro proposto pela Ordem dos Enfermeiros.
a U - Falou em outras ocasiões da ESEnfAH - UAc transitar para Escola Superior de Saúde. Essa vontade é muito antiga, no entanto espera, sem dúvida, que o desejo se concretize?
MG – O projecto de evolução para Escola Superior de Saúde possui alguns anos e alicerça-se na necessidade de um diversificação da oferta formativa na área da saúde. Novos clientes dos serviços de saúde estão a emergir, os padrões de saúde doença estão a modificar-se e torna-se necessária uma antecipação das instituições formadoras para que não existam lacunas nos cuidados de saúde prestados ou amadorismo nas práticas profissionais.
Não queremos repetir os modelos de formação de 1º ciclo que abundam pelo país a partir do ano 2000, mas sim criar possibilidades de formação pós-graduada e de 2º ciclo de modo a especializar os profissionais já existentes e a criar maior conhecimento uma vez que se deve basear essa formação em estratégias de investigação e de conhecimento das realidades específicas para a partir da evidências modificar os cuidados de saúde prestados.
a U - Que benefícios traria para os Açores enquanto região insular?
MG – Primeiro aumentava a oferta formativa, logo poderia captar novos públicos, mesmo vindo do continente.
Trazia mais conhecimento, melhorava as qualificações profissionais e promovia o trabalho em rede com outras instituições formativas e de saúde o que só beneficia as instituições insulares.
Em termos pragmáticos e institucionais traria mais estudantes à Universidade e à Escola, o que por si só é um indicador de avaliação e financiamento por parte da tutela.
a U - Entretanto, os órgãos internos da Universidade dos Açores serão todos reestruturados em breve. Como responsável desta Escola, que vantagens vai trazer o novo modelo de gestão e organização?
MG - A elaboração dos novos estatutos da Universidade foi um momento de reflexão interna bastante importante. Como é normal não se conseguiu alcançar todas as potencialidades que a nova legislação permitia. Contudo acredito que é uma oportunidade para reestruturar uma Universidade onde todos têm um papel participativo em que são chamados a desenvolver eticamente. Novos elementos irão desempenhar novos cargos de gestão administrativa científica e pedagógica, pelo que por si só corresponde a novas iniciativas, novos projectos e possivelmente a um novo paradigma. Esta Universidade possui um sistema binário de ensino superior, é insular, tripolar em estrutura de campus universitário que pela sua implementação em diferentes ilhas constituem pólos de desenvolvimento económico e social, além do científico e cultural que constituem a sua missão.
a U - Depois de “a casa arrumada” o desafio será as novas instalações? É urgente a mudança da Escola para a Universidade dos Açores, no Pico da Urze?
MG – Em saúde existem dois conceitos muito semelhantes: o emergente e o urgente. O emergente é imediato e o urgente é crucial que seja prestada assistência mas não se corre perigo de vida nas 24 horas seguintes. Utilizando essa metáfora considera-se que para a quantidade de estudantes que já possuímos, para os projectos apresentados e devido ao estado degradado de alguns espaços, torna-se urgente a construção de um edifício no Campus do Pico da Urze. Já existe uma proposta entregue há dois anos que tem sido alvo de atenção de arquitectos e engenheiros e em breve será apresentado à tutela. Faz parte do plano de campus universitário em Angra do Heroísmo a construção de um edifício, e com o evoluir rápido da construção dos dois edifícios que correspondem aos serviços de acção Social e o edifício interdepartamental estou confiante que brevemente se iniciará o edifício em falta.
a U - Até ao final deste ano todos os agrupamentos de Centros de Saúde terão no mínimo uma equipa de apoio domiciliário, no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, segundo anunciou há dias a ministra da Saúde. O que pensa desta medida do Governo?
MG – É uma medida sensata e necessária, que deverá ser implementada também na região, uma vez que como já referi novos clientes e novos padrões de saúde doença vão emergindo e é junto das suas áreas de residência junto dos seus espaços socioculturais de origem que os utentes devem ter acesso à satisfação das suas necessidades de saúde. Já se iniciam experiências deste âmbito com grande satisfação para profissionais e utentes e seus familiares melhorando a qualidade de vida e a satisfação dos clientes dos serviços de saúde.
a U - Que outros modelos ou outras estratégias poderiam ser postas em prática para auxiliar os mais vulneráveis da sociedade, nomeadamente os idosos?
MG – Julgo que possuímos já inúmeras iniciativas junto das populações que devem ser analisadas e melhoradas. Os centros de dias são uma realidade de grande importância para a promoção de um envelhecimento activo.
a U - Como enfermeiro como é lidar com a vida e com a morte em simultâneo?
MG – O enfermeiro é o profissional de saúde que vive 24 horas em presença junto do indivíduo família e comunidade. O ciclo de vida é belo, recheado de singularidade e cada pessoa é única, por isso é sempre um desafio para o enfermeiro o encontro com o outro uma vez que o outro por si só tem uma história de vida única e irrepetível. Tanto nascer como crescer e desenvolver-se e por fim morrer são etapas do ciclo de vida que podem e devem ser vividas em plenitude com uma consciência da realidade e da unicidade da pessoa. Os enfermeiros possuem formação adequada e o dever deontológico e ético de se prepararem para satisfazer as necessidades de saúde e doença da pessoa em cada etapa, inseridos numa equipa interdisciplinar.

(In A União)

Etiquetas: , , , , , ,

terça-feira, janeiro 20, 2009

Curso de fisioterapia em Angra do Heroísmo

A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo pode vir a ter, a partir do próximo ano lectivo, o curso de preparatórios de Fisioterapia, anunciou, ontem, o presidente do conselho directivo Luís Miguel Gomes. De acordo com o responsável, que falava na cerimónia comemorativa do 32º aniversário da Escola de Enfermagem de Angra, a proposta já foi remetida ao Ministério do Ensino Superior, sendo que, em caso de resposta positiva, o curso será disponibilizada já ano lectivo de 2009/2010. Este curso de preparatórios seria colocado no terreno em articulação com a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal. Paralelamente à comemoração do32º aniversário, a escola de enfermagem acolhe as III Jornadas da Associação de Estudantes, intituladas “Empreendedorismo em Enfermagem”, que decorrem até hoje. Também presente na cerimónia esteve o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Menezes, que salientou o facto de, este ano, se realizarem eleições para todos os órgãos de gestão da academia. Avelino Menezes quer ver a universidade absorver não só membros do corpo académico, mas também exteriores. “A escolha não se deve reger, como aconteceu no passado, por estratégias e preferências pessoais. Devem ser pessoas de valor reconhecido”, disse.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , ,

Directora da Saúde valoriza contributo da Escola Superior de Enfermagem de Angra

A directora regional da Saúde expressou o reconhecimento da Região pelo trabalho desenvolvido pela Escola Superior de Enfermagem de Angra “enquanto pólo de conhecimento e de cooperação, não só no campo do ensino como também no domínio da investigação”.
Falando, sábado, na sessão comemorativa do 32º aniversário deste estabelecimento de ensino, Sofia Duarte sublinhou, de igual modo, a importância dos protocolos de cooperação que têm sido implementados entre o Governo Regional e a Universidade dos Açores e que têm contribuído “para um Serviço Regional de Saúde mais presente, mais eficaz e mais próximo do cidadão”.
Na mesma ocasião encerraram as III Jornadas das Associações de Estudantes que abordaram o tema "Empreendedorismo em Enfermagem”.

(In GaCS/AP/RC)

Etiquetas: , , , , , ,

domingo, janeiro 11, 2009

Comemorações do Aniversário da Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores (UAç) esteve no dia 9 de Janeiro de portas abertas para todos os que se quisessem associar às comemorações do seu 33º aniversário, que começaram a meio da tarde, no anfiteatro C do campus de Ponta Delgada, com uma sessão solene presidida pelo reitor Avelino de Meneses, e onde foi lida uma oração de sapiência. O tema foi “Estudos Literários: sinais de um tempo” e esteve a cargo da professora Rosa Maria Baptista Goulart, docente do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas. Pelas 21 horas foi a vez da Aula Magna receber o espectáculo comemorativo de aniversário, que contou com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o coro Vozes ao Entardecer e com as tunas académicas. E por ser dia de aniversário a reflexão sobre o futuro da instituição impõe-se. Os indicadores, assume o reitor da UAç, são mais animadores do que nunca, não fosse este o ano em que academia contabiliza o maior número de sempre de estudantes inscritos. Mas há mais razões para o optimismo.“A qualificação dos quadros- da UAç ultrapassa já a média do conjunto das universidades públicas portuguesas. Temos 172 doutores, o que significa que 86% do corpo docente ultrapassou já o patamar essencial do doutoramento”, aponta Avelino Meneses, referindo que se tratam de “instrumentos que são entendidos como garante da continuação da qualificação das nossas gentes”. E, apesar de perspectivar um futuro risonho para a UAç, o reitor não deixa de manifestar alguma apreensão quanto ao verdadeiro calcanhar de Aquiles: o seu financiamento. Não obstante o esforço levado a cabo nos últimos anos- e com relativo êxito - no sentido de acrescer receitas e de diminuir despesas, ainda permanecem alguns aspectos que, segundo Avelino Meneses, poderiam ser alterados, e que teriam um sério impacto no equilíbrio das contas da instituição.“No caso do financiamento para investimento, o problema está praticamente solucionado, por via do apoio que o Governo dos Açores tem conferido ao programa de construção de infra-estruturas da UAç, mais concretamente a construção dos novos pólos na Terceira e no Faial”, assegura. “O problema está mesmo é na vertente do financiamento para funcionamento, e aí os nossos constrangimentos derivam essencialmente de políticas da República que não atribui às instituições de ensino superior na sua generalidade, os meios compatíveis com o serviço público que estas prestam efectivamente”, esclarece o responsável pela academia insular. E é por essa razão que Avelino Meneses reclama o fim de um financiamento “a conta-gotas”, procedimento que, nos últimos anos, mais não tem feito do que impedir a planificação a médio-prazo.“O ideal seria que o financiamento passasse a ser, no mínimo, anual. E, a par do financiamento obtido por fórmula, naturalmente uniforme entre as diferentes instituições, era bom que houvesse também a possibilidade de um financiamento contratualizado, porque assim poderia corresponder melhor às especificidades de cada instituição, e assim reduzir as assimetrias entre instituições de ensino superior de todo o país”. Sem reservas, o reitor diz mesmo que não tem sido feita justiça com a UAç. “O Governo da República teima em financiar em Portugal o ensino superior em patamares inferiores àqueles que ocorrem na generalidade dos nossos parceiros da UE, quando deveria ser precisamente o contrário, para que pudéssemos diminuir o atraso que mantemos com a Europa mais evoluída”. Aliás, no entender do antigo reitor, Vasco Garcia, não se poderá dissociar a UAç do desenvolvimento sustentável e harmónico das ilhas.“Sem a UAç, as nossas ilhas não seriam, de modo algum, aquilo que são hoje. Basta ver em todos os sectores da nossa Região autónoma as pessoas que saíram desta instituição, e que contribuem actualmente para o desenvolvimento económico, social e cultural do arquipélago”.Vasco Garcia considera ainda que “está na altura de ressuscitar alguns grandes projectos, como é a valorização da nossa acção em termos de valor económico da ecologia e do ambiente, ou estudos para fornecer às instituições do Estado instrumentos para que o nosso desenvolvimento seja cada vez melhor”.Também chamado a pronunciar-se sobre a data e sobre a “casa” que dirigiu ao longo de mais de uma década, Machado Pires não deixa de fazer votos para que a Universidade dos Açores continue a ser devidamente apoiada, tendo-se sempre em conta a importância da mesma no contexto regional mas também nacional e internacional.“Faço votos para que a UAç não seja apenas encarada como um instrumento de formação de quadros, mas sim um espaço de excelência para a reflexão nos vários domínios do saber e para a produção de ciência qualificada. Não nos podemos esquecer que, para além disso ser muito importante para a nossa identidade e desenvolvimento, é também o melhor cartão de visita num contexto internacional”.

(In Luísa Couto / Olímpia Granada - Açoriano Oriental)

Etiquetas: , , , , , ,

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Universidade dos Açores comemora hoje 33 Anos

As dificuldades são muitas e a Universidade não escapa à crise nacional do sector, com Avelino Meneses a tecer duras críticas à política do Governo da República para o ensino superior.De acordo com o reitor, “as dificuldades da Universidade dos Açores cingem-se exclusivamente à parte financeira, embora não se estendam a toda a parte financeira”.Avelino Meneses faz questão de salientar que vai frisar este aspecto no discurso que hoje vai fazer na cerimónia que decorre às 15,30 horas em Ponta Delgada, que a parte financeira tem de dividir-se em dois sectores que são o financiamento de investimento e o financiamento do funcionamento. Para o investimento, a situação está ultrapassada, sobretudo porque o Governo dos Açores assumiu responsabilidades da República e está a financiar o programa de infra-estruturas que passa pela construção dos novos pólos de Angra e da Horta.Para Avelino Meneses, o problema reside no financiamento do funcionamento que deriva de uma política da República que afecta a totalidade das instituições de ensino superior e particularmente a Universidade dos Açores. Trata-se – diz Avelino Meneses – de uma política que não faculta às instituições os meios compatíveis com o desempenho do serviço público que prestam.Estas críticas surgem num momento em que a instituição dispõe de 3.900 estudantes matriculados, o maior número de sempre destes 33 anos e história e, por outro lado, em matéria de qualificação do corpo docente, há nesta altura 172 doutores na vertente universitária o que significa que mais de 86% dos docentes universitários já atingiram o patamar do doutoramento.“Poderá a sociedade açoriana ficar segura de que a Universidade vai contribuir cada vez mais para a qualificação de quadros e para o avanço do conhecimento”, assegura o reitor.

(In Rádio Atlântida)

Etiquetas: , , ,

terça-feira, janeiro 06, 2009

33º Aniversário da Universidade dos Açores

No próximo dia 9 de Janeiro de 2009 a Universidade dos Açores comemora o seu 33º aniversário.
Este ano o dia da Universidade vai ser celebrado na cidade de Ponta Delgada, com uma Sessão Solene marcada para as 15h30, no Anfiteatro C do Campus Universitário daquela cidade.

A Sessão Solene vai ser presidida pelo Magnífico Reitor, Prof. Doutor Avelino de Meneses. A Oração de Sapiência, sobre o tema Estudos Literários: sinais de um tempo, estará a cargo da Profª. Doutora Rosa Maria Baptista Goulart, docente do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas. Às 21h00 terá lugar, na Aula Magna, um Espectáculo Comemorativo, que contará com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o Coro "Vozes ao Entardecer" e com as Tunas Académicas.

(in Universia.pt)

Etiquetas: , ,

sábado, dezembro 27, 2008

33º Aniversário da Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores comemora o seu 33º aniversário, no próximo dia 09 de Janeiro. Este dia vai ser celebrado, em Ponta Delgada, com uma sessão solene, pelas 15h30, no anfiteatro C, presidida pelo reitor Avelino Meneses. A Oração de Sapiência está a cargo da professora Rosa Maria Baptista Goulart, sobre o tema “Estudos Literários: sinais de um tempo”. Pelas 21h00, na aula magna, terá lugar um espectáculo comemorativo, que conta com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o coro “Vozes ao Entardecer” e das tunas académicas.Os eventos estão abertos a todos os interessados.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

sábado, outubro 04, 2008

Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Convite
O Reitor da Universidade dos Açores convida o público em geral para a cerimónia comemorativa do Dia do Campus de Angra do Heroísmo, no dia 06 de Outubro, pelas 17h30, no Auditório do Complexo Pedagógico, sito à Rua Capitão João d’Ávila (Pico da Urze).
Do programa comemorativo destaca-se o lançamento dos livros “Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino” e “Briófitos Raros dos Açores”, da autoria do Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva e da Mestre Nidia Homem e Prof. Doutora Rosalina Gabriel, respectivamente.
(In Gabinete do Reitor)

Etiquetas: , , , , , , , ,

terça-feira, junho 24, 2008

56º Aniversário da Força Aérea Portuguesa

A Academia da Força Aérea, realizou no âmbito da Comemorações do 56º Aniversário da Força Aérea, um ciclo de conferências subordinado ao tema "Ensino Superior, Investigação e Apoio à Comunidade".
Estas conferências realizaram-se na Universidade dos Açores, nomeadamente nos Pólos de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta, nos dias 19, 20 e 21 deste mês de Junho. O objectivo deste ciclo de conferências foi divulgar o ensino superior ministrado na Academia da Força Aérea e as actividades de Investigação e Desenvolvimento, como complemento a esse mesmo ensino como algumas das missões realizadas pela Força Aérea no âmbito do interesse público, como exemplo, a vigilância Marítima, Finalização e Controlo das Actividades Ilícitas, Controlo do Tráfego Marítimo, Fiscalização da Poluição e Busca e Salvamento.

Fizeram parte desta Delegação o Major General Piloto Aviador José Serôdio Fernandes; Coronel Engenheiro Electrotécnico Manuel Cortez; Coronel Engenheiro Electrotécnico Tomaz Campos; Tenente Coronel Engenheiro Electrotécnico José Morgado e o Major Piloto Aviador Jorge Moura.

(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , ,

terça-feira, junho 17, 2008

Intervenção do Secretário dos Assuntos Sociais no aniversário da Casa do Povo do Porto Judeu

Texto integral da intervenção do secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, nas celebrações, sábado à noite, do 72º aniversário da Casa do Povo do Porto Judeu, ilha Terceira:


“A constituição das primeiras Casas do Povo em Portugal insere-se num período de incentivo por parte do Estado ao “corporativismo”, como doutrina política e como concepção de sociedade.
Pela Constituição Política de 1933 o Estado incumbe-se de coordenar, impulsionar e dirigir todas as actividades sociais, defendendo a saúde pública, assegurando a despesa da família, a protecção à maternidade, a educação e o progresso económico.
Neste período, nos Açores foram constituídas 14 Casas do Povo.
Na ilha Terceira, a Casa do Povo do Porto Judeu foi a primeira a ser constituída comemorando, hoje, o seu 72º aniversário.
Com a aplicação da Lei nº 2115, de 18 de Junho de 1961, surge uma tentativa de reforma e de reorganização da previdência em Portugal, e um grande incentivo à criação de outras Casas do Povo.
Na sequência da Autonomia Política e Administrativa dos Açores, processa-se uma reestruturação e organização dos serviços, adaptando-os à realidade local. Neste período, a Região passou a contar com 89 Casas do Povo, cobrindo quase todas as comunidades rurais. Actualmente existem 110.
A evolução de conceitos e de políticas levaram a que as Casas do Povo fossem perdendo a sua função no campo da previdência e assistência, tornando-se autênticos centros comunitários, promovendo diversas acções de animação sócio-cultural, com vista à promoção da comunidade em que se inserem e à sua dinamização de forma abrangente.
Com esta nova visão das Casas do Povo em que o objectivo determinante é o bem-estar e a melhoria das condições de vida dos cidadãos e famílias, através da criação de respostas sociais destinadas e adaptadas às necessidades da sua comunidade, as Casas do Povo assumem um papel determinante para a comunidade abrangida e para o desenvolvimento local, criando medidas de integração e combate à exclusão social.
Quero salientar o interesse e a dedicação das Direcções das Casas de Povo, nomeadamente, a Direcção da Casa do Povo do Porto Judeu, que de uma forma voluntária e empenhada mantém a dinâmica da Casa do Povo, a prática de actividades sócio-culturais, a frequência e utilização dos seus equipamentos e instalações e a inovação na sua actuação e continuidade.
No Região temos um total de 113 equipamentos afectos às Casas do Povo, com capacidade para 4.790 utentes, sendo os equipamentos, maioritariamente, ATL’s e centros de convívio.
A Casa do Povo do Porto Judeu conta com oito equipamentos sociais: um jardim de infância; uma creche; um serviço de apoio ao domicílio; dois centros de convívio; dois centros de atendimento e acompanhento social (um deles integra o projecto – Rede de Amas) e um ATL, com capacidade global para 356 utentes.
Em 2007, o Governo dos Açores, através de acordos de cooperação e funcionamento com esta Casa do Povo despendeu 362. 443 euros e com as restantes Casas do Povo 2. 123 89 euros.
Demonstramos, inequivocamente, o apoio às instituições que têm e gerem equipamentos nas diversas áreas sociais, porque o Governo Regional conhece a realidade, trabalha com todas e para todos, e emprega uma política social de modernidade, daí os êxitos alcançados com as políticas sociais implementadas nos últimos 10 anos.
O plano de intervenção do Governo dos Açores, nas áreas sociais, assenta em medidas de articulação e integração que visam contribuir para o desenvolvimento social, para a gestão e melhoria da qualidade ambiental, e o bem-estar das pessoas.
Exemplo disso é o tema abordado pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues, ilustre investigador da Universidade dos Açores, que cumprimento e saúdo.
Será sempre de enaltecer o trabalho das Casas do Povo enquanto extensões de vários serviços da segurança social e da saúde junto das comunidades de abrangência, tendo como objectivo principal o exercício do bem comum.
Quero salientar que as Casas do Povo representam um local de trabalho e de serviços em diversos níveis de intervenção, essencialmente nas camadas mais jovens e dos idosos.
Será de continuar a aposta no trabalho realizado até então bem como desafiar estas Instituições para a inovação, pretendendo-se maior coesão na intervenção e criação de estratégias efectivas que promovam a mudança social.
Termino, dando os parabéns à Direcção da Casa do Povo e a todos os seus associados, a todos os técnicos que trabalham na mesma, bem como os que indirectamente contribuem para todo o trabalho realizado, sem esquecer todos quantos aqui presentes ou já falecidos que consolidaram este projecto de âmbito social, cultural e comunitário, que enriquece esta Freguesia e as suas gentes.
(In Diário Digital)

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, junho 12, 2008

Palestra no Porto Judeu

O Porto Judeu esta semana está em festa por duas razões.: a primeira prende-se com as celebrações do 72º aniversàrio da Casa do Povo, cujas festividades iniciaram-se no passado domingo com uma missa por alma dos sócios falecidos da instituição á qual se juntou uma actividade do colégio e jardim de infância bem como do ATL. Transformaram-se os finalistas daqueles dois espaços em , quase, senhores doutores em ponto pequeno, com uma queima das fitas.
Foi de facto uma celebração deveras encantadora a antecipar um pouco o que poderá a vir a ser o futuro destas crianças. Será que vão ser todos doutores? Ou será que esta foi a única queima de fitas da sua vida?
O que é certo é que as educadoras souberam levar ao pormenor o acontecimento ao ponto de muita gente se emocionar.
Durante esta semana vàrias são as iniciativas a levar a cabo nas diversas valências da instituição de modo a que se registe com dignidade este aniversário. No Sábado haverá uma sessão solene com a presença de diversas autoridades, e em que usará da palavra o doutor Felix Rodrigues da Universidade dos Açores que nos falará sobre problemas ambientais, havendo de seguida um momento musical encerrando-se as celebrações com um beberete.
Também esta semana a junta de freguesia leva a cabo a celebração do dia da freguesia que terá lugar no próximo domingo com diversas actividades desportivas, uma vacada na praça de touros, inauguração de miradouros e uma sessão solene na Sociedade de Santo António.
Uma semana que se prevê animada e que todos devemos dar o nosso contributo comparecendo.

(In Ideias e Ideais)

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

400 anos do nascimento do Padre António Vieira

sábado, fevereiro 02, 2008

CLIMAAT já tem barco

segunda-feira, janeiro 21, 2008

A universidade dos Açores e o Reitor

A Universidade dos Açores (U.A.) comemorou no passado dia 9 do corrente mês, no Departamento de Ciências Agrárias, o seu 32º aniversário, com uma sessão solene que foi presidida pelo Magnífico Reitor, Professor Doutor Avelino Meneses, que teve lugar no complexo pedagógico, primeira estrutura construída do novo Campus da Ilha Terceira, no Pico da Urze. Correspondendo à gentileza da Universidade, que desde que exerci as funções de Secretário Regional da Educação e Cultura convida-me para muitos dos seus eventos públicos, estive presente na cerimónia, que só pelo brilhante discurso do Reitor já me senti gratificado pelo convite, para além da interessantíssima oração de sapiência, proferida pelo Professor Doutor Jorge Pinheiro, intitulada “O solo, suporte de vida”e do peculiar momento de canto, com a especial voz da cantora lírica Cristina Meireles, acompanhada ao piano pelo pianista Gustav Van Manen, não faltando ainda a presença musical das Tunas e da centenária Filarmónica da Serreta.É indiscutível que a U.A. tem tido um papel fundamental nos passos de desenvolvimento que a Região percorreu ao longo destes 32 anos de autonomia democrática, sendo ela própria um fruto precioso da democracia e da autonomia, não sendo possível dissociar a sua existência do projecto autonómico e vice-versa, pelo que a U.A. foi, é e será sempre um pilar essencial desta nossa Região arquipelágica, atlântica e europeia e do sempre renovado e desejado percurso de progresso económico, social, cultural e educacional.Volvidos 32 anos da sua existência é justo que se refira que se sente a sua presença na sociedade civil, nas empresas, na administração pública, nos sectores económicos, sociais e nos serviços, onde muitos são os quadros médios e superiores que neles trabalham, que se formaram e especializaram na U.A.Todo este sucinto preâmbulo vem a propósito do competente e pertinente discurso do Reitor, o mais novo Reitor da U.A., eleito para um 2ºmandato, um jovem Doutor e Professor Catedrático, nosso conterrâneo, que fez toda a sua brilhante carreira académica na U.A., defensor e potenciador duma Universidade tripolar e grande impulsionador dos Pólos Universitários de Angra do Heroísmo e da Horta, contextos que lhe dão um poder e uma autoridade institucional e moral para, com toda a seriedade, verdade e conhecimento, reivindicar do Governo da República o justo financiamento público para a Universidade, tendo em conta as nossas especificidades, que influenciam os seus projectos, a sua acção, o seu funcionamento. São conhecidos os especiais dotes de oratória do Professor Doutor Avelino Meneses, não só no estatuto de historiador e de professor, mas também como comunicador em qualquer outra circunstância, mas não há dúvida de que, mesmo falando com toda a propriedade e eloquência, quando se fala com razão e por grandes causas, as palavras assumem outro peso, outro alcance, outra dimensão. Na sua intervenção apresentou uma definição clara de objectivos para a Universidade, a consciência dos desafios que actualmente enfrenta e enfrentará como jovem e periférica instituição universitária que é, a manutenção de um estatuto jurídico e instrumental públicos e não fundacional, sem escamotear a possibilidade de todas as parcerias de interesse bilateral com a sociedade civil, com as empresas, com as autarquias e outros centros de poder, o aprofundamento estrutural e funcional da tripolaridade, a potenciação dos diferentes campos da investigação científica, tão peculiares alguns, no âmbito da vulcanologia, da geofísica, da oceanografia e do ambiente marinho, do solo e da agropecuária, das energias alternativas e renováveis (como o aproveitamento do hidrogénio), etc.A questão essencial do financiamento das despesas de funcionamento da U.A., que não estão asseguradas na sua totalidade pelo Governo da República, gerando um problema agravado ano após ano, exige essencialmente uma resolução política.Não podem ser igualáveis os parâmetros de financiamento público das universidades, pois estão inseridas em contextos económicos, sociológicos, territoriais e outros, bem diferentes. Umas são multicentenárias, outras têm a existência de poucas décadas, umas estão integradas em grandes cidades mais desenvolvidas, outras estão sedeadas em pequenas cidades do interior menos evoluído e a realidade da nossa Universidade é muito peculiar, pois para além de ser pequena e muito jovem, como já referimos, está condicionada pela insularidade, a perificidade e a tripolaridade, com as consequências de uma maior dificuldade em captar alunos, com maiores encargos no seu funcionamento e, naturalmente, exigindo um maior esforço financeiro público.Pensemos só nos transportes. Quanto não paga mais a U.A. nas deslocações de professores e funcionários que necessitam de viajar de avião, relativamente a outras que não têm essa dependência tão acentuada? Quanto não se paga mais nos Açores na aquisição de bens e equipamentos, pois tudo o que se adquire vem do exterior, acrescendo ainda o incontornável custo dos transportes marítimos e aéreos, com tarifas elevadíssimas e sempre a aumentarem, o que representa um gasto muito superior comparativamente às universidades no Continente. Importa que os Órgãos de Governo da Região e as forças partidárias, com o envolvimento de todos os Deputados Açorianos no Parlamento Nacional, articulando com a posição da Universidade e do seu Reitor, sem fazerem deste problema uma bandeira eleitoral em ano de eleições regionais, concebam uma estratégia política e institucional que vá de encontro ao interesse legítimo da nossa Academia e ao dos Açores, ora criando legislação regional que atribua o financiamento complementar necessário, ora propondo legislação nacional que aplique uma majoração específica, ora integrando este financiamento na Lei das Finanças Regionais, ora ainda retomando a tutela financeira da Região, situação que me parece dever ser a última das hipóteses a considerar, no entanto, talvez seja o mais provável, pois a larga maioria dos políticos e burocratas continentais não percebem ou não querem perceber o que representa, a todos os níveis, “viver” nas ilhas. Com toda a transparência, o Reitor disse-nos que do orçamento da U.A. para funcionamento, uma verba de 17,7 milhões de euros destina-se a assegurar os encargos com docentes, investigadores e funcionalismo geral, que aumentou as receitas próprias para 4,9 milhões de euros, que está a conter ao máximo as despesas de aquisição de bens e de serviços e que para atingir aquela dotação precisa de um reforço de 4,4 milhões de euros.Não é pensável que não haja disponibilidade financeira estatal para tal, basta apenas vontade política.Com assinalável atraso de vários anos, e “tirado a ferros”, vai sendo construído o novo Campus Universitário da Ilha Terceira, agora com a construção do edifício destinado à acção social, em breve com o lançamento da estrutura interdepartamental e no futuro, que se espera não ser muito longo, as outras obras necessárias surgirão, ficando este Reitor ligado, na prática, ao exigido salto qualitativo na estrutura física tripolar da U.A. O mesmo se passa com o Campus Universitário da Horta, tão carecido que está de novas e adequadas estruturas, e bem o merece dado a seu valioso contributo na investigação oceanográfica.Espero, pois, melhores dias e um futuro mais risonho para a nossa Universidade.

(Bento Barcelos in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , ,

terça-feira, janeiro 15, 2008

Aniversário da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

O presidente do conselho directivo da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, Luís Miguel Gomes, disse ontem, em Angra do Heroísmo, que a instituição pretende aumentar e diversificar a oferta formativa tendo por base critérios de qualidade e excelência. Falando na sessão comemorativa do 31º aniversário da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, Luís Gomes referiu que estão em curso negociações com entidades congéneres do continente para abertura de novos cursos. Segundo referiu, a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo dispõe de “um corpo docente melhor qualificado” com a realização de cursos de mestrado e de doutoramento e está concluído o processo de adaptação curricular conforme determina o Tratado de Bolonha. Luís Gomes adiantou que, apesar da melhoria da qualificação dos docentes e na diversificação das áreas formativas, são necessárias melhores condições de trabalho e mais três docentes para que a escola possa melhorar o seu desempenho. Por outro lado, reconheceu que a mudança de estatuto para Escola Superior de Saúde “tem vindo a evoluir ou regredir segundo as contingências políticas”. Tendo em conta essa realidade, Luís Gomes defende a Universidade dos Açores deve alargar a sua oferta formativa nas áreas relacionadas com a saúde, podendo tirar partido dos recursos da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo para concretizar esse objectivo. Outro aspecto destacado pelo director da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo foi a realização de acções de formação destinadas a jovens enfermeiros em diversas ilhas, continente e Norte da Europa.

O director do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, realçou o facto de a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo ficar integrada no futuro nas instalações do Pico da Urze. Alfredo Borba elogiou a forma com decorreu a integração daquele estabelecimento de ensino na Universidade dos Açores e a qualidade de ensino que, segundo disse, “é constituída por propostas formativas que muito nos honram”. O programa das comemorações do 31º aniversário da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo contou ainda com duas conferências de Jesuína Varela e Maria Saldanha.


(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

domingo, janeiro 13, 2008

Um Alerta sobre o Regime Jurídico das Universidades Portuguesas

O reitor da Universidade dos Açores (UAç), Avelino Meneses, alertou 4ª feira que o novo regime jurídico das instituições de Ensino Superior "permite a sua fragmentação e vai contra a tendência europeia e a vontade das universidades".
"A conversão de uns em fundações de excelência deixa para a maioria dos estabelecimentos e escolas o papel de liceus superiores vocacionados para a melhoria das estatísticas e dos índices educacionais de Portugal na União Europeia", afirmou. Segundo Avelino Meneses, que falava na sessão solene do 32/o aniversário da UAç, "se comparadas as vantagens e desvantagens do novo regime jurídico, persiste a dúvida sobre a natureza do saldo", desejando-se que "num futuro breve reverta em balanço positivo".
Este modelo "é de importação nitidamente anglo-saxónica e não se coaduna com o sentido da nossa história, o estado da nossa economia, a composição da nossa sociedade, o carácter da nossa cultura e o desenvolvimento das nossas instituições", salientou o reitor.
Para Avelino Meneses, a democracia e autonomia, que nas últimas décadas se "converteram em pilares essenciais da gestão universitária, saem inequivocamente diminuídas".
"Houve inusitada precipitação que caracterizou o processo de discussão e aprovação do diploma e que poderá vir igualmente a caracterizar a execução da lei sob a obrigatoriedade da conclusão de um complexo processo de revisão estatutária em apenas oito meses", especificou.
Relativamente à Universidade dos Açores, garantiu que há princípios de que não abdica no modelo de governo da instituição, caso da tripolaridade dos actuais pólos, distribuídos pelas ilhas de São Miguel, Terceira e Horta.
"O carácter da geografia e o sentido da história são a definição deste modelo e a multipolaridade é obrigatória e justa”, disse Avelino Meneses, para quem a presença da academia em várias ilhas garante a “harmonia do desenvolvimento regional" dos Açores.
A universidade açoriana, acrescentou, vai continuar como entidade pública sujeita a tutela governamental.
"A dimensão, carácter e cultura institucional da UAç aconselham a permanência da instituição como pessoa colectiva de direito público integrada na administração autónoma do Estado", disse.
Para Avelino Meneses, "esta é a modalidade que melhor garante a responsabilidade estatal e a transição mais pacífica do pessoal, bem como a modalidade mais compatível com a introdução de flexibilidade de gestão".
(In Diário dos Açores)

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Universidade dos Açores comemora o seu aniversário em Angra do Heroísmo

A Universidade os Açores (UA) comemora o seu 32º aniversário, hoje, 9 de Janeiro, em Angra do Heroísmo. As comemorações integram uma sessão solene, pelas 17H30, no anfiteatro do complexo pedagógico do novo campus universitário de Angra, presidida pelo reitor, Avelino Meneses. A oração de sapiência, subordinada ao tema “O Solo, Suporte da Vida”, está a cargo de Jorge Alberto Ferraz Pinheiro, docente do Departamento de Ciências Agrárias. Segue-se a actuação de tunas universitárias, da cantora lírica Cristina Meireles, acompanhada ao piano pelo Gustav Van Manen, e da Filarmónica de Nossa Senhora dos Milagres, da Serreta, estando ainda previsto um pico de honra. Ainda no âmbito das comemorações do 32º aniversário da UA, decorreu no dia 08, a partir das 10H30, no complexo pedagógico do novo campus universitário, uma reunião do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. No mesmo local, pelas 15H00 do dia 09, tem lugar o baptismo da embarcação de apoio à investigação científica.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , ,