quarta-feira, junho 18, 2008

72º Aniversário da Casa do Povo do Porto Judeu

Decorreu no passado Sábado, na Casa do Povo do Porto Judeu, a segunda Casa do Povo mais antiga dos Açores, a comemoração do seu septuagésimo segundo aniversário, organizado pela Direcção da Casa do Povo dessa freguesia. Nessa cerimónia estiveram presentes o Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Dr. Domingos Cunha, em representação de Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, a Directora Regional da Solidariedade e Segurança Social, Drª. Paula Costa, a Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Drª. Andreia Cardoso, o Presidente da Casa do Povo do Porto Judeu, João Tavares, o Presidente da Assembleia de Freguesia, José Borges Martins, Membros da Junta de Freguesia, o Reverendo Pároco do Porto Judeu, José Alberto Lourenço e o Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, orador convidado pela Direcção da Casa do Povo. O Presidente da Casa do Povo, apresentou as principais actividades desenvolvidas pela instituição na Freguesia, no ano transacto, com referência às novas valências dessa instituição, ao trabalho de âmbito social e cultural desenvolvido na freguesia e aos apoios recebidos das entidades governamentais para a prossecução desses objectivos.
A recém empossada Presidenta da Câmara de Angra do Heroísmo, antiga Directora Regional da Solidariedade e Segurança Social, elogiou o dinamismo da Direcção da Casa do Povo, congratulando-se pelo bom uso das verbas que lhe foram cedidas e disponibilizando-se, na qualidade de Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, para apoiar as iniciativas da Direcção dentro das possibilidades da autarquia.
O Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Dr. Domingos Cunha, também elogiou as actividades levadas a cabo pela actual Direcção e frisou a importância da instituição no apoio aos idosos. O secretário regional reafirmou o apoio do Governo a este tipo de espaços e lembrou que existem protocolos para o funcionamento destas instituições em toda a Região.
De seguida, o Professor Félix Rodrigues, da Universidade dos Açores, proferiu uma palestra intitulada “O mar é o nosso carcereiro” centrada na temática das Alterações Climáticas Globais. O carcereiro é o agente que mantêm os presos encarcerados, tal como o mar nos mantêm nas ilhas. Por vezes é compreensivo, outras porém, castigador.
Referiu que num cenário de subida do nível médio das águas do mar, resultante do aquecimento global, é totalmente irresponsável construir-se na orla costeira do Porto Judeu. O cidadão não deve cingir-se exclusivamente às decisões políticas, porque mesmo que essas existam e não sejam cumpridas, ainda não há forma de legislar o bom senso que deve reinar na cabeça de cada um. O respeito pelo ambiente é também o respeito para com os outros, mas acima de tudo, uma acção regida pela sensatez.
No final das intervenções assistiu-se a um momento musical de grande qualidade com a actuação de Grinoalda Ávila, Andreia Machado e Antero Ávila.
As comemorações encerraram com um beberete aberto a toda a comunidade.

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terça-feira, junho 17, 2008

Intervenção do Secretário dos Assuntos Sociais no aniversário da Casa do Povo do Porto Judeu

Texto integral da intervenção do secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, nas celebrações, sábado à noite, do 72º aniversário da Casa do Povo do Porto Judeu, ilha Terceira:


“A constituição das primeiras Casas do Povo em Portugal insere-se num período de incentivo por parte do Estado ao “corporativismo”, como doutrina política e como concepção de sociedade.
Pela Constituição Política de 1933 o Estado incumbe-se de coordenar, impulsionar e dirigir todas as actividades sociais, defendendo a saúde pública, assegurando a despesa da família, a protecção à maternidade, a educação e o progresso económico.
Neste período, nos Açores foram constituídas 14 Casas do Povo.
Na ilha Terceira, a Casa do Povo do Porto Judeu foi a primeira a ser constituída comemorando, hoje, o seu 72º aniversário.
Com a aplicação da Lei nº 2115, de 18 de Junho de 1961, surge uma tentativa de reforma e de reorganização da previdência em Portugal, e um grande incentivo à criação de outras Casas do Povo.
Na sequência da Autonomia Política e Administrativa dos Açores, processa-se uma reestruturação e organização dos serviços, adaptando-os à realidade local. Neste período, a Região passou a contar com 89 Casas do Povo, cobrindo quase todas as comunidades rurais. Actualmente existem 110.
A evolução de conceitos e de políticas levaram a que as Casas do Povo fossem perdendo a sua função no campo da previdência e assistência, tornando-se autênticos centros comunitários, promovendo diversas acções de animação sócio-cultural, com vista à promoção da comunidade em que se inserem e à sua dinamização de forma abrangente.
Com esta nova visão das Casas do Povo em que o objectivo determinante é o bem-estar e a melhoria das condições de vida dos cidadãos e famílias, através da criação de respostas sociais destinadas e adaptadas às necessidades da sua comunidade, as Casas do Povo assumem um papel determinante para a comunidade abrangida e para o desenvolvimento local, criando medidas de integração e combate à exclusão social.
Quero salientar o interesse e a dedicação das Direcções das Casas de Povo, nomeadamente, a Direcção da Casa do Povo do Porto Judeu, que de uma forma voluntária e empenhada mantém a dinâmica da Casa do Povo, a prática de actividades sócio-culturais, a frequência e utilização dos seus equipamentos e instalações e a inovação na sua actuação e continuidade.
No Região temos um total de 113 equipamentos afectos às Casas do Povo, com capacidade para 4.790 utentes, sendo os equipamentos, maioritariamente, ATL’s e centros de convívio.
A Casa do Povo do Porto Judeu conta com oito equipamentos sociais: um jardim de infância; uma creche; um serviço de apoio ao domicílio; dois centros de convívio; dois centros de atendimento e acompanhento social (um deles integra o projecto – Rede de Amas) e um ATL, com capacidade global para 356 utentes.
Em 2007, o Governo dos Açores, através de acordos de cooperação e funcionamento com esta Casa do Povo despendeu 362. 443 euros e com as restantes Casas do Povo 2. 123 89 euros.
Demonstramos, inequivocamente, o apoio às instituições que têm e gerem equipamentos nas diversas áreas sociais, porque o Governo Regional conhece a realidade, trabalha com todas e para todos, e emprega uma política social de modernidade, daí os êxitos alcançados com as políticas sociais implementadas nos últimos 10 anos.
O plano de intervenção do Governo dos Açores, nas áreas sociais, assenta em medidas de articulação e integração que visam contribuir para o desenvolvimento social, para a gestão e melhoria da qualidade ambiental, e o bem-estar das pessoas.
Exemplo disso é o tema abordado pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues, ilustre investigador da Universidade dos Açores, que cumprimento e saúdo.
Será sempre de enaltecer o trabalho das Casas do Povo enquanto extensões de vários serviços da segurança social e da saúde junto das comunidades de abrangência, tendo como objectivo principal o exercício do bem comum.
Quero salientar que as Casas do Povo representam um local de trabalho e de serviços em diversos níveis de intervenção, essencialmente nas camadas mais jovens e dos idosos.
Será de continuar a aposta no trabalho realizado até então bem como desafiar estas Instituições para a inovação, pretendendo-se maior coesão na intervenção e criação de estratégias efectivas que promovam a mudança social.
Termino, dando os parabéns à Direcção da Casa do Povo e a todos os seus associados, a todos os técnicos que trabalham na mesma, bem como os que indirectamente contribuem para todo o trabalho realizado, sem esquecer todos quantos aqui presentes ou já falecidos que consolidaram este projecto de âmbito social, cultural e comunitário, que enriquece esta Freguesia e as suas gentes.
(In Diário Digital)

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quinta-feira, junho 12, 2008

Palestra no Porto Judeu

O Porto Judeu esta semana está em festa por duas razões.: a primeira prende-se com as celebrações do 72º aniversàrio da Casa do Povo, cujas festividades iniciaram-se no passado domingo com uma missa por alma dos sócios falecidos da instituição á qual se juntou uma actividade do colégio e jardim de infância bem como do ATL. Transformaram-se os finalistas daqueles dois espaços em , quase, senhores doutores em ponto pequeno, com uma queima das fitas.
Foi de facto uma celebração deveras encantadora a antecipar um pouco o que poderá a vir a ser o futuro destas crianças. Será que vão ser todos doutores? Ou será que esta foi a única queima de fitas da sua vida?
O que é certo é que as educadoras souberam levar ao pormenor o acontecimento ao ponto de muita gente se emocionar.
Durante esta semana vàrias são as iniciativas a levar a cabo nas diversas valências da instituição de modo a que se registe com dignidade este aniversário. No Sábado haverá uma sessão solene com a presença de diversas autoridades, e em que usará da palavra o doutor Felix Rodrigues da Universidade dos Açores que nos falará sobre problemas ambientais, havendo de seguida um momento musical encerrando-se as celebrações com um beberete.
Também esta semana a junta de freguesia leva a cabo a celebração do dia da freguesia que terá lugar no próximo domingo com diversas actividades desportivas, uma vacada na praça de touros, inauguração de miradouros e uma sessão solene na Sociedade de Santo António.
Uma semana que se prevê animada e que todos devemos dar o nosso contributo comparecendo.

(In Ideias e Ideais)

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