sábado, agosto 29, 2009

The taxonomic status and the geographical relationships of the Macaronesian endemic moss Fissidens luisieri based on DNA sequence data

Olaf Werner a, Jairo Patiño b, Juana MarÍa González–Mancebo b, Rosalina Maria de Almeida Gabriel c, and Rosa MarÍa Ros d
a- Departamento de Biología Vegetal, Facultad de Biología, Universidad de Murcia, Campus de Espinardo, 30100 Murcia, Spain
b-Departamento de Biología Vegetal (Botánica), Universidad de La Laguna, C/ Astrofísico Francisco Sánchez s/n, 38071 La Laguna, Tenerife, Islas Canarias, Spain
c-Departamento de Ciências Agrarias, CITAA, Universidade dos Açores, P-9702 Angra do Heroísmo Codex, Açores, Portugal
d-Departamento de Biología Vegetal, Facultad de Biología, Universidad de Murcia, Campus de Espinardo, 30100 Murcia, Spain .


The taxonomic identity and the geographical relationships of the Macaronesian endemic moss Fissidens luisieri have been studied using the chloroplast trnGUCC intron, the spacer between trnM and trnV, together with the trnV intron and ITS1 and ITS2 sequences. A comparison of F. luisieri with the most closely related species, F. serrulatus, from the same geographical areas reveals that the distribution pattern of F. serrulatus and F. luisieri, rather than their morphological differences, explains the observed differences. Therefore, we conclude that both names correspond to the same species. One of the primers for the chloroplast trnGUCC intron and both primers for the trnM–trnV region were designed for this study; they can all be widely used within bryophytes because they provide similar degrees of variability as other regions of the chloroplast genome such as the atpB–rbcL intergenic spacer.

(in The Bryologist)

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, outubro 10, 2008

Atlas do ovócitos e musgos raros dos Açores

“Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino”, da autoria de Joaquim Moreira da Silva, e “Briófitos Raros dos Açores”, de Nídia Homem e Rosalina Gabriel, são os títulos de duas obras apresentadas segunda-feira, no âmbito das comemorações do Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Falando na ocasião, o pró-reitor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, considerou que “estes dois livros, embora provenientes de duas áreas diferentes do saber, têm o facto comum de serem livros didácticos, que pretendem divulgar a sua informação de uma forma acessível a um grande público, nomeadamente ao público em idade escolar dos diferentes graus de ensino”.Segundo Alfredo Borba, que apresentou a obra, o “Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino” aborda “aspectos da morfologia do sistema reprodutor feminino, da endocrinologia da reprodução em bovinos e das técnicas de reprodução assistida, tornando acessíveis muitos destes conceitos.

Numa linguagem simples, sem, no entanto, perder o seu carácter científico, recorrendo a muitas fotografias e desenhos, descrevendo e ilustrando uma das fases da vida, que embora aparentemente simples, por ser a inicial, é extremamente complexa”. Joaquim Moreira da Silva é licenciado em Engenharia Zootécnica pela Universidade dos Açores, onde tem desenvolvido a sua carreira académica.Realizou o estágio de licenciatura e a investigação para as provas de APCC em França, no domínio da Reprodução Animal. Como assistente da Universidade dos Açores realizou a investigação para o seu doutoramento na Universidade de Gent, Bélgica, na Faculdade de Medicina Veterinária.De regresso aos Açores, procurou desenvolver a área da Reprodução Animal na academia açoriana, criando uma equipa de investigação que está integrada no CITA-A.Coordena ainda o mestrado em Produção Animal da Universidade dos Açores, actualmente designado de mestrado em Engenharia Zootécnica.
Musgos dos Açores
Por seu lado, Paulo Borges, coordenador do Grupo da Biodiversidade dos Açores, a quem coube a apresentação da obra “Briófitos Raros dos Açores”, considerou que “este livro vai ser uma referência histórica para a comunidade científica que tem mostrado um interesse crescente pelo estudo dos briófitos raros dos Açores, a julgar pelo número de colaborações recentes com especialistas interessados e expedições briológicte às ilhas, mas irá também contribuir para uma ilustração deste importante grupo de plantas para alunos de diversos níveis escolares”. Nídia Homem é licenciada em Biologia/Geologia (ensino de) pela Universidade dos Açores. Realizou o estágio prático na secção de Biologia Marinha da Universidade dos Açores, tendo como tema os peixes da zona litoral dos Açores. É professora do 4.º grupo (Ciências/Matemática) e tem estado envolvida em vários projectos coordenados por Rosalina Gabriel. Rosalina Gabriel é licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências de Lisboa e doutorada pela Universidade de Londres (Imperial College) em Ecologia de Briófitos. É docente da Universidade dos Açores e tem desenvolvido toda a sua carreira em investigação no estudo da biodiversidade, ecofisiologia e conservação dos musgos e hepáticas dos Açores.Criou, em colaboração com vários colegas, o mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores. Tem coordenado vários projectos de investigação e participou na concepção de três projectos financiados pela Fundação da Ciência e Tecnologia.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , ,

sábado, outubro 04, 2008

Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Convite
O Reitor da Universidade dos Açores convida o público em geral para a cerimónia comemorativa do Dia do Campus de Angra do Heroísmo, no dia 06 de Outubro, pelas 17h30, no Auditório do Complexo Pedagógico, sito à Rua Capitão João d’Ávila (Pico da Urze).
Do programa comemorativo destaca-se o lançamento dos livros “Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino” e “Briófitos Raros dos Açores”, da autoria do Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva e da Mestre Nidia Homem e Prof. Doutora Rosalina Gabriel, respectivamente.
(In Gabinete do Reitor)

Etiquetas: , , , , , , , ,

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Briófitos dos Açores

Rosalina Gabriel começou a estudar aquilo que vulgarmente designamos de musgos – os briófitos, que incluem os musgos, as hepáticas e as antocerotas – em 1990. Sentada no seu pequeno gabinete, forrado de livros e imagens da natureza, do Departamento de Ciências
Agrárias da Universidade dos Açores, a investigadora fala com paixão de um mundo ainda bastante desconhecido para a maioria dos açorianos.


“Na altura, comecei a interessar-me pelas florestas naturais dos Açores que são sítios muito interessantes e importantes por muitas razões”, diz, para início de conversa. “As florestas naturais dos Açores têm um regime de precipitação que se assemelha ao das florestas tropicais, mas as temperaturas não são tão elevadas, o que as torna florestas temperadas, onde há uma grande abundância de briófitos”. Ao todo são mais de 400 espécies nos Açores na sua maioria musgos – 282 na Região, contra 1292 na Europa e 12 mil em todo o mundo. Seguem-se as hepáticas folhosas – 151 nos Açores, 453 no continente europeu e oito mil à escala planetária – e as antocerotas – cinco na Região, oito na Europa e 200 em todo o mundo. Segundo Rosalina Gabriel, os musgos servem para muito mais do que apenas para o presépio de Natal. “Os briófitos desempenham funções tão importantes como a retenção de água e nutrientes, a intersecção de nevoeiros, interacção com outros organismos, formação de solo e minimização da erosão”. Outro dos mitos associados aos musgos é o de que são todos iguais. Mas como se distinguem afinal os musgos das hepáticas e das antocerotas? “Os musgos quando olhados de cima parecem o raio de uma roda de bicicleta, enquanto as hepáticas têm um eixo a partir da qual são simétricas e as antocerotas são cápsulas de crescimento indeterminado e assemelham-se a vagens de feijão verde”, explica a investigadora. Uma ideia errónea igualmente enraizada é a de que os musgos são parasitas das plantas ou a de que a sua presença numa árvore indica que ela não está bem de saúde. “Os musgos fazem parte do reino vegetal”, sublinha Rosalina Gabriel, referindo que “libertam oxigénio e consomem dióxido de carbono tal como as plantas grandes”. Os musgos são também um “indicador de bom ar”. “A sua presença nas árvores não faz mal, ao contrário do que muita gente pensa, mas é sim um indício de que não há poluição atmosférica naquele local”, adianta a investigadora, salientando que “a sua presença abundante nos não só nas florestas, como nos telhados e nos pátios, é, por conseguinte, um bom sinal”.
Outro mito sobre os musgos é o de que quando estão castanhos é porque estão mortos. Tal como as sementes, os musgos conseguem suspender a vida. “Os musgos têm uma relação muito importante com a água, de que necessitam para a sua sobrevivência”, explica Rosalina Gabriel. “No entanto, se não há humidade, deixam de crescer mas não morrem”, continua, destacando que “conseguem ficar mais de 50 anos secos e depois retomar a actividade metabólica”, “uma característica notável, que pode ser útil, por exemplo, em viagens espaciais”, realça, com orgulho, enquanto nos mostra uma apresentação em power­point sobre a biodiversidade e o valor patrimonial dos musgos dos Açores.


A investigadora refuta também a tese segundo a qual os musgos são perigosos porque fazem escorregar. “As pessoas gostam de os ver no interior das cavida­des vulcânicas, mas depois dizem que fazem escorre­gar se estiver húmido”.
No entender de Rosalina Gabriel, “os musgos têm tão mau nome porque muitas vezes são confundidos com as algas, que têm paredes mais gelatinosas”. Apesar de não terem vantagens económicas imedia­tas e dos golfistas não gostarem de os ver nos seus “greens”, a presença de musgos em pastagens ou ou­tros terrenos não significa que estes tenham imper­meabilizado ou que precisem de ser cavados. Outra ideia errada é a de que o gado não come musgos, acrescenta.

Lista vermelha

Ninguém estuda musgos é outro dos mitos. Nos Aço­res são, aliás, muitos os investigadores que se dedi­cam a esta área, designadamente Eva Sousa, Sandra Câmara, Nídia Homem, Cecília Sérgio, René Schuma­cker, Erik Sjögren, Jan-Peter Frahm, Berta Martins, Kjell Flatberg, Elisabete Maciel e Jeffrey W. Bates, para além de Rosalina Gabriel. Para além disso, Nídia homem e Rosalina Gabriel pre­param-se para lançar, no início de Fevereiro, o livro “Briófitos Raros dos Açores”. A obra pretende divulgar
as 60 espécies existentes nos Açores que se encontram na lista vermelha da Europa, ou seja, que estão classificadas como raras ou vulneráveis. O Grupo da Biodiversidade dos Açores do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), instalado no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores terá também, até Março, disponível na Internet um site onde será possível pesquisar a distribuição por freguesia de todas as espécies vegetais e animais terrestres das nove ilhas dos Açores. “O objectivo é fomentar o gosto pelo que as pessoas têm na sua freguesia e ajudar a ligar as pessoas ao local”, destaca Rosalina Gabriel. “Esta iniciativa visa também perceber padrões e motivarmo-nos a melhorar os nossos dados, que são baseados em toda a bibliografia disponível sobre espécies do arquipélago” . Entre mãos, o Grupo da Biodiversidade dos Açores tem também, actualmente, o projecto Top 100 das 100 espécies mais fáceis de gerir da Macaronésia. “Trata-se de um Livro Verde das espécies que pragmaticamente conseguimos proteger, porque com um mínimo de custos podemos fazer qualquer coisa por inúmeras espécies, enquanto se realizam estudos sobre as outras”, sustenta a investigadora. “Claro que é importante proteger o Priôlo, por exemplo, mas se nos preocuparmos apenas com esta ave podemos perder outras 40 espécies”, alerta, sublinhando que o intuito da iniciativa é “tentar não deixar essas outras espécies que são mais fáceis de proteger para trás”. Um outro projecto relacionado com os musgos que está a ser desenvolvido pela equipa de Rosalina Gabriel visa avaliar a quantidade de materiais pesados nas turfeiras do interior da ilha Terceira. “Os musgos são muito resistentes a várias coisas, como a herbivoria, porque poucos animais os comem, mas são muito sensíveis à poluição aquática e atmosférica”, refere, adiantando que “como não têm raízes dependem das correntes aéreas e acabam por acumular alguma quantidade de metais”. Até agora, os dados analisados não são reveladores de uma grande concentração de metais no interior da ilha, mas o grupo pretende estender o estudo à zona litoral da ilha, onde a situação poderá ser diferente. Rosalina Gabriel destaca ainda a publicação recente, pela Secretaria Regional do Ambiente, de blocos de notas com briófitos, que considera “importante para divulgar estas espécies junto das pessoas”.


O Grupo da Biodiversidade dos Açores foi igualmente distinguido recentemente com um dos prémios BES-Biodiversidade, pelo seu estudo dos processos envolvidos na extinção potencial de insectos, aranhas e musgos nas florestas nativas da Região. Intitulado “ Predicting extinctions on oceanic islands: The Azorean paradigm”, o trabalho proposto por Paulo Borges, docente do Departamento de Ciências Agrárias da universidade açoriana, mereceu uma Menção Honrosa, ex-aequo com outros dois projectos, num total de quatro premiados de entre os 34 projectos concorrentes ao nível do país. A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar na sede do BES, em Lisboa, com a presença de Ricardo Salgado, presidente do banco, Francisco Nunes Correia, Ministro do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Lígia Amâncio, vice-presidente da FCT, Teresa Andresen, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, e João Meneses, presidente do ICN. A distinção veio, assim, valorizar o importante trabalho na área da biodiversidade que a equipa liderada por Paulo Borges tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos 10 anos. “Desde 1998, temos vindo a editar uma série de publicações científicas sobre a biodiversidade açoriana e a emitir pareceres para o Governo Regional sobre as zonas do arquipélago que necessitam de ser protegidas, contribuindo, assim, para a já anunciada criação de vários parques naturais”, referiu Paulo Borges, em declarações ao DI. Para o investigador, este prémio é o “reconhecimento de toda a informação científica produzida pelo grupo e publicada em revistas internacionais e da sua aplicação prática na conservação da natureza nos Açores, através da ajuda à tomada de decisão pelo Governo Regional”. “É um prémio que muito honra não só a Universidade dos Açores como todos aqueles que trabalham na área da biodiversidade e que connosco têm colaborado”, afirmou. A distinção irá permitir ainda a publicação de um livro sobre a biodiversidade dos artrópodes baseado em fotos de grande qualidade. O projecto conta com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente.
(In DI-Revista)

Etiquetas: , , , , ,