quarta-feira, março 18, 2009

TERRA CHÃ,O PRIMEIRO HOSPITAL DA FORÇA AÉREA PORTUGUESA

Recuando no tempo, cerca de 40 anos, o acrual Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores Terra Chã foi um Hospital Militar.

(in Especialistas da Base Aérea 12)

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domingo, março 30, 2008

Investigação em Ciências da Vida

O Governo dos Açores está a comparticipar, em cerca de 150 mil euros, três projectos de investigação científica na área das Ciências da Vida.
Financiados através da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, os referidos projectos estão a ser desenvolvidos em diferentes Unidades de Investigação da Universidade dos Açores sobre temáticas de interesse para a Região.Um destes projectos, denominado "Sistemática, Genética Populacional e Propagação de Plantas Vasculares Prioritárias, Endémicas dos Açores", da responsabilidade do investigador Luís Silva, do Centro de Conservação e Protecção do Ambiente da Universidade dos Açores (CCPA-UAç), pretende contribuir para o estudo e a conservação de plantas endémicas do arquipélagos, consideradas prioritárias. A utilização de marcadores moleculares para clarificar a sua posição taxonómica e para esclarecer as relações entre as populações das várias ilhas, e a definição de protocolos para a sua propagação, de modo a preservar o seu património genético, são alguns dos meios empregues.Outro projecto parte da iniciativa da investigadora Maria Luísa Oliveira, do Centro de Investigação de Recursos Naturais (CIRN), e prevê o controlo biológico e a avaliação da dispersão do escaravelho japonês na ilha de São Miguel. Os principais objectivos desta pesquisa passam pela selecção de bactérias e nemátodes, disponíveis comercialmente ou recolhidos em solos açorianos, tendo em conta a sua capacidade para parasitar e matar as larvas do escaravelho japonês no solo. A investigação prevê também a aplicação dos agentes de controlo biológico seleccionados e o seguimento do seu estabelecimento em condições de campo, bem como a avaliação da actividade dos agentes entomopatogénicos no controlo do escaravelho japonês e a avaliação da sua distribuição geográfica actual e potencial em São Miguel. Finalmente, a investigadora Rosalina Gabriel, do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), está a levar a cabo o projecto "Identificação de populações geneticamente distintas de espécies de artrópodes endémicas dos Açores para a conservação da biodiversidade no arquipélago", cujos objectivos visam proporcionar informação útil para a conservação de espécies endémicas das ilhas e um melhor conhecimento dos processos responsáveis pela sua diversificação. O estudo pretende, adicionalmente, delinear medidas para evitar extinções futuras de populações isoladas de espécies endémicas cuja dispersão se resuma a uma determinada ilha.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Briófitos dos Açores

Rosalina Gabriel começou a estudar aquilo que vulgarmente designamos de musgos – os briófitos, que incluem os musgos, as hepáticas e as antocerotas – em 1990. Sentada no seu pequeno gabinete, forrado de livros e imagens da natureza, do Departamento de Ciências
Agrárias da Universidade dos Açores, a investigadora fala com paixão de um mundo ainda bastante desconhecido para a maioria dos açorianos.


“Na altura, comecei a interessar-me pelas florestas naturais dos Açores que são sítios muito interessantes e importantes por muitas razões”, diz, para início de conversa. “As florestas naturais dos Açores têm um regime de precipitação que se assemelha ao das florestas tropicais, mas as temperaturas não são tão elevadas, o que as torna florestas temperadas, onde há uma grande abundância de briófitos”. Ao todo são mais de 400 espécies nos Açores na sua maioria musgos – 282 na Região, contra 1292 na Europa e 12 mil em todo o mundo. Seguem-se as hepáticas folhosas – 151 nos Açores, 453 no continente europeu e oito mil à escala planetária – e as antocerotas – cinco na Região, oito na Europa e 200 em todo o mundo. Segundo Rosalina Gabriel, os musgos servem para muito mais do que apenas para o presépio de Natal. “Os briófitos desempenham funções tão importantes como a retenção de água e nutrientes, a intersecção de nevoeiros, interacção com outros organismos, formação de solo e minimização da erosão”. Outro dos mitos associados aos musgos é o de que são todos iguais. Mas como se distinguem afinal os musgos das hepáticas e das antocerotas? “Os musgos quando olhados de cima parecem o raio de uma roda de bicicleta, enquanto as hepáticas têm um eixo a partir da qual são simétricas e as antocerotas são cápsulas de crescimento indeterminado e assemelham-se a vagens de feijão verde”, explica a investigadora. Uma ideia errónea igualmente enraizada é a de que os musgos são parasitas das plantas ou a de que a sua presença numa árvore indica que ela não está bem de saúde. “Os musgos fazem parte do reino vegetal”, sublinha Rosalina Gabriel, referindo que “libertam oxigénio e consomem dióxido de carbono tal como as plantas grandes”. Os musgos são também um “indicador de bom ar”. “A sua presença nas árvores não faz mal, ao contrário do que muita gente pensa, mas é sim um indício de que não há poluição atmosférica naquele local”, adianta a investigadora, salientando que “a sua presença abundante nos não só nas florestas, como nos telhados e nos pátios, é, por conseguinte, um bom sinal”.
Outro mito sobre os musgos é o de que quando estão castanhos é porque estão mortos. Tal como as sementes, os musgos conseguem suspender a vida. “Os musgos têm uma relação muito importante com a água, de que necessitam para a sua sobrevivência”, explica Rosalina Gabriel. “No entanto, se não há humidade, deixam de crescer mas não morrem”, continua, destacando que “conseguem ficar mais de 50 anos secos e depois retomar a actividade metabólica”, “uma característica notável, que pode ser útil, por exemplo, em viagens espaciais”, realça, com orgulho, enquanto nos mostra uma apresentação em power­point sobre a biodiversidade e o valor patrimonial dos musgos dos Açores.


A investigadora refuta também a tese segundo a qual os musgos são perigosos porque fazem escorregar. “As pessoas gostam de os ver no interior das cavida­des vulcânicas, mas depois dizem que fazem escorre­gar se estiver húmido”.
No entender de Rosalina Gabriel, “os musgos têm tão mau nome porque muitas vezes são confundidos com as algas, que têm paredes mais gelatinosas”. Apesar de não terem vantagens económicas imedia­tas e dos golfistas não gostarem de os ver nos seus “greens”, a presença de musgos em pastagens ou ou­tros terrenos não significa que estes tenham imper­meabilizado ou que precisem de ser cavados. Outra ideia errada é a de que o gado não come musgos, acrescenta.

Lista vermelha

Ninguém estuda musgos é outro dos mitos. Nos Aço­res são, aliás, muitos os investigadores que se dedi­cam a esta área, designadamente Eva Sousa, Sandra Câmara, Nídia Homem, Cecília Sérgio, René Schuma­cker, Erik Sjögren, Jan-Peter Frahm, Berta Martins, Kjell Flatberg, Elisabete Maciel e Jeffrey W. Bates, para além de Rosalina Gabriel. Para além disso, Nídia homem e Rosalina Gabriel pre­param-se para lançar, no início de Fevereiro, o livro “Briófitos Raros dos Açores”. A obra pretende divulgar
as 60 espécies existentes nos Açores que se encontram na lista vermelha da Europa, ou seja, que estão classificadas como raras ou vulneráveis. O Grupo da Biodiversidade dos Açores do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), instalado no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores terá também, até Março, disponível na Internet um site onde será possível pesquisar a distribuição por freguesia de todas as espécies vegetais e animais terrestres das nove ilhas dos Açores. “O objectivo é fomentar o gosto pelo que as pessoas têm na sua freguesia e ajudar a ligar as pessoas ao local”, destaca Rosalina Gabriel. “Esta iniciativa visa também perceber padrões e motivarmo-nos a melhorar os nossos dados, que são baseados em toda a bibliografia disponível sobre espécies do arquipélago” . Entre mãos, o Grupo da Biodiversidade dos Açores tem também, actualmente, o projecto Top 100 das 100 espécies mais fáceis de gerir da Macaronésia. “Trata-se de um Livro Verde das espécies que pragmaticamente conseguimos proteger, porque com um mínimo de custos podemos fazer qualquer coisa por inúmeras espécies, enquanto se realizam estudos sobre as outras”, sustenta a investigadora. “Claro que é importante proteger o Priôlo, por exemplo, mas se nos preocuparmos apenas com esta ave podemos perder outras 40 espécies”, alerta, sublinhando que o intuito da iniciativa é “tentar não deixar essas outras espécies que são mais fáceis de proteger para trás”. Um outro projecto relacionado com os musgos que está a ser desenvolvido pela equipa de Rosalina Gabriel visa avaliar a quantidade de materiais pesados nas turfeiras do interior da ilha Terceira. “Os musgos são muito resistentes a várias coisas, como a herbivoria, porque poucos animais os comem, mas são muito sensíveis à poluição aquática e atmosférica”, refere, adiantando que “como não têm raízes dependem das correntes aéreas e acabam por acumular alguma quantidade de metais”. Até agora, os dados analisados não são reveladores de uma grande concentração de metais no interior da ilha, mas o grupo pretende estender o estudo à zona litoral da ilha, onde a situação poderá ser diferente. Rosalina Gabriel destaca ainda a publicação recente, pela Secretaria Regional do Ambiente, de blocos de notas com briófitos, que considera “importante para divulgar estas espécies junto das pessoas”.


O Grupo da Biodiversidade dos Açores foi igualmente distinguido recentemente com um dos prémios BES-Biodiversidade, pelo seu estudo dos processos envolvidos na extinção potencial de insectos, aranhas e musgos nas florestas nativas da Região. Intitulado “ Predicting extinctions on oceanic islands: The Azorean paradigm”, o trabalho proposto por Paulo Borges, docente do Departamento de Ciências Agrárias da universidade açoriana, mereceu uma Menção Honrosa, ex-aequo com outros dois projectos, num total de quatro premiados de entre os 34 projectos concorrentes ao nível do país. A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar na sede do BES, em Lisboa, com a presença de Ricardo Salgado, presidente do banco, Francisco Nunes Correia, Ministro do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Lígia Amâncio, vice-presidente da FCT, Teresa Andresen, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, e João Meneses, presidente do ICN. A distinção veio, assim, valorizar o importante trabalho na área da biodiversidade que a equipa liderada por Paulo Borges tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos 10 anos. “Desde 1998, temos vindo a editar uma série de publicações científicas sobre a biodiversidade açoriana e a emitir pareceres para o Governo Regional sobre as zonas do arquipélago que necessitam de ser protegidas, contribuindo, assim, para a já anunciada criação de vários parques naturais”, referiu Paulo Borges, em declarações ao DI. Para o investigador, este prémio é o “reconhecimento de toda a informação científica produzida pelo grupo e publicada em revistas internacionais e da sua aplicação prática na conservação da natureza nos Açores, através da ajuda à tomada de decisão pelo Governo Regional”. “É um prémio que muito honra não só a Universidade dos Açores como todos aqueles que trabalham na área da biodiversidade e que connosco têm colaborado”, afirmou. A distinção irá permitir ainda a publicação de um livro sobre a biodiversidade dos artrópodes baseado em fotos de grande qualidade. O projecto conta com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente.
(In DI-Revista)

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quinta-feira, janeiro 03, 2008

Faleceu o Professor Apolinário José da Cruz Vaz Portugal

Informa-se a Comunidade Académica do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores que esta manhã, 2 de Janeiro, faleceu em Santarém o Professor Doutor Apolinário José da Cruz Vaz Portugal, grande amigo desta Universidade e um dos impulsionadores do Departamento de Ciências Agrárias. O Pró-Reitor do Campus de Angra do Heroísmo, Professor Alfredo Borba, em nome da Universidade dos Açores e do Departamento de Ciências Agrárias endereçou à família enlutada os sentidos pêsames.
O Professor Apolinário Vaz Portugal, foi ministro da Agricultura nos III e IV Governos Constitucionais (1978 e 1979), investigador, ex-director da Estação Zootécnica Nacional e da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, morreu no dia 2 de Janeiro de 2008, vítima de doença prolongada.
Com 77 anos, Apolinário Vaz Portugal foi, segundo o actual director da Estação Zootécnica Nacional (EZN), Ramalho Ribeiro, uma personalidade «muito marcante na vida portuguesa».
«Criou uma escola, dando uma perspectiva científica à produção animal e trazendo para Portugal e para a agro-pecuária portuguesa uma visão de estudo e aprofundamento do conhecimento científico», em áreas como a nutrição, a genética, o melhoramento animal, disse Ramalho Ribeiro à agência Lusa.
Ramalho Ribeiro realçou ainda a grande preocupação de Vaz Portugal em formar discípulos, incentivando-os a deslocar-se ao estrangeiro para uma formação mais especializada, «sendo hoje referência em universidades e institutos de todo o país».
Por outro lado, Vaz Portugal criou na EZN «um centro de investigação de referência em produção animal», tendo sido «motor de mudança e inovação», sendo uma «referência em termos internacionais, reconhecido pelos seus pares na maior parte dos fóruns», frisou ainda.
Nascido na Murtosa, distrito de Aveiro, em Novembro de 1930, Vaz Portugal licenciou-se em Medicina Veterinária em 1955, estudos que complementou em França (Sorbonne e École des Hautes Etudes) e na Escócia (Aberdeen), fazendo o doutoramento em Ciências Veterinárias em 1967.
Iniciou nesse ano a carreira como investigador, assumindo a chefia do Departamento de Nutrição e Alimentação Animal da EZN, tendo leccionado (1972) na Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, da qual se tornou director em 1974, eleito em Reunião Geral de Alunos.
Nesse mesmo ano assumiu funções de director da EZN, tendo sido ainda sub-director Geral do Instituto Nacional de Investigação Agrária (1976).
Em 1978 foi nomeado secretário de Estado do Fomento Agrário (II Governo Constitucional), ocupando a pasta de ministro da Agricultura nos dois Governos seguintes (1978 e 1979).
Foi presidente do Conselho Nacional do Plano (1984), tendo ainda assumido a presidência da Assembleia Municipal da sua terra natal em dois mandatos (em 1986 e 2001).
Do seu currículo destacam-se ainda diversas condecorações, prémios e distinções, tanto no estrangeiro como em Portugal, onde foi agraciado com a Grã Cruz do Mérito Agrícola (1992) e Grã Cruz da Ordem do Mérito (2007).
O corpo está em câmara ardente na Igreja da Azoia de Baixo, Santarém, realizando-se uma missa às 19:00, e o funeral realiza-se quinta-feira às 12:00 para o cemitério da Murtosa, distrito de Aveiro.
(In Lusa)

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Golfe na ilha de Santa Maria

Nick Faldo, um dos melhores golfistas da Europa, assina o projecto do campo de golfe de Santa Maria - Açores, apresentado nessa ilha, numa cerimónia presidida por Duarte Ponte, Secretário Regional da Economia e antigo Director do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e onde marcaram presença a presidente da Ilhas de Valor, S.A., entidade promotora do empreendimento, Guy Hockler, arquitecto principal do gabinete de arquitectura inglês responsável pelo projecto, e Gomes de Menezes, projectista das infraestruturas de apoio. “Os campos de golfe valem pela assinatura de quem os projecta”, lembrou Duarte Ponte, e, por essa razão, concebido por “uma das mais prestigiadas equipas projectistas do mundo”, o campo de golfe de Santa Maria será “um campo de golfe de classe mundial”, sublinhou o responsável. Ontem, na sala de conferências do Hotel Santa Maria, foi assinado o contrato para a elaboração do projecto do campo de golfe, no valor de 1.195 milhões de euros, mais IVA, com um prazo de execução de noventa dias. Implantado na zona do Tremoçal, terá 18 buracos, um country club e um aldeamento turístico, cuja localização ainda não é definitiva.Na ocasião, Duarte Ponte afirmou que “o contrato que vamos assinar é um motivo de orgulho para as Ilhas de Valor, e é sem dúvida importante para a qualificação do turismo dos Açores”. O projecto permitirá criar riqueza, postos de trabalho e, desse modo, ajudar a fixar população, acrescentou ainda. Nos próximos três meses, a equipa projectista irá trabalhar no projecto de execução a partir do estudo prévio já concluído. E só então se saberá ao certo quais as parcelas que o Governo Regional terá de adquirir. Segundo o secretário regional da Economia, já foram feitos contactos prévios com os proprietários dos terrenos situados na zona escolhida, mas as negociações só poderão ser iniciadas quando for conhecido com rigor os limites do campo de golfe. É por essa razão que também não se sabe ao certo quanto irá custar a construção do empreendimento. Duarte Ponte adiantou apenas que se espera vir a custar mais de doze milhões de euros. Depois da aquisição das propriedades, será então lançado o concurso de empreitada, mas o secretário regional da Economia não quis arriscar uma data para o início da execução do projecto. Quanto à exploração do empreendimento, quando concluído, o responsável revelou, no entanto, que “é provável que a Ilhas de Valor S.A. tenha de assegurar a sua exploração no início, mas a ideia é encontrar privados que queiram investir connosco. Podemos ficar com 49,5 por cento e entregar o restante a privados ou podemos ficar como sendo os donos do terreno e ceder a sua gestão”. “Não queremos explorar campos de golfe, não queremos explorar hotéis. Tudo faremos para entregar a privados a gestão e a posse do campo de golfe”, garantiu. Em Santa Maria, há quem esteja preocupado com o abastecimento de água ao campo de golfe, dadas as dificuldades de abastecimento à população. Duarte Ponte assegurou, na ocasião, que “fica a nosso cargo encontrar a água, com certeza por um novo furo”, adiantando que essa situação foi prevista, tendo sido feitos um estudo hidrológico, pelo Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, e um estudo ao solo, pelo Departamento de Ciências Agrárias.
(In Açoriano Oriental)

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quarta-feira, novembro 21, 2007

Ciências Marinhas nos Açores 2005-2007 (Posters)

O Observatório do Mar dos Açores organizou uma sessão de posters intitulada Ciências Marinhas Açores 2005-2007, na Fábrica da Baleia, no Porto Pim, Horta Faial.
Essa sessão resulta da cooperação entre a OMA (Observatório do Mar dos Açores), o Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, Departamento de Oceanografia e Pescas-IMAR da Universidade dos Açores e do Departamento de Ciências Agrárias, também da Universidade dos Açores.
Deste modo, foram convidados todos os investigadores que tenham publicado resultados em Ciências Marinhas nos Açores, sob o formato poster, entre 2005 e 2007, ou tenham posters originais a participar.
A primeira mostra desta Sessão decorre na sede do OMA, a Fábrica da Baleia de Porto Pim , Horta Faial. Seguirá para o hall do Complexo Científico da Universidade dos Açores em Ponta Delgada, São Miguel, onde estará exposta antes de seguir para o Pico da Urze, na ilha Terceira, Departamento de Ciências Agrárias.
A primeira mostra desta Sessão iniciou-se no dia 16 de Novembro na sede do OMA, Horta Faial. no Dia Nacional do Mar.

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domingo, novembro 18, 2007

Semana da Ciência e Tecnologia 2007 no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

A sustentabilidade regida pelo Sol e pelo Gelo

Em 2007, comemora-se, tanto o Ano Heliofísico Internacional como o Ano Polar Internacional. Integradas nessas comemorações e fazendo parte da Semana da Ciência Tecnologia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, levada a cabo entre 19 e 25 de Novembro de 2007, realizar-se-ão palestras sobre as temáticas da sustentabilidade sócio - económica e ambiental. Nas palestras proferidas pelos docentes do Departamento de Ciências Agrárias e Docentes da Delegação do Departamento de Ciências da Educação em Angra do Heroísmo, nessa semana da Ciência e Tecnologia, tentar-se-á apresentar perspectivas transdisciplinares, tanto dos fenómenos como das problemáticas, dada a formação multidisciplinar do seu corpo docente: desde a astrofísica à agricultura ecológica, passando pela engenharia do ambiente, gestão e conservação da natureza, educação ambiental, veterinária, tecnologia alimentar e economia, entre outras.
Todas as actividades e palestras serão abertas ao público, todavia, algumas delas, necessitam de inscrição para se proceder à marcação do dia e da hora em que ocorrerão, uma vez que interessam a grupos profissionais específicos ou com interesses concretos.
O programa é o seguinte:
19 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
15:00H- Recepção aos alunos do 9º Ano de Escolaridade da Escola Básica e Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, a cargo do Director do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Professor Alfredo Borba.
15:10H- “Impactos científicos e sócio económicos do trabalho de Gerhard Ertl, Prémio Nobel da Química de 2007”. Apresentação a cargo da Professora Doutora Maria Adelaide Lobo.
15:25H- “Impactos científicos e sócio económicos dos trabalhos de Albert Fert e Peter Grünberg, Prémio Nobel da Física de 2007”. Apresentação a cargo do Professor Doutor Félix Rodrigues.
15:45H- Divisão dos alunos por grupos de interesse e esclarecimentos nas áreas da Biotecnologia, Tecnologia Agro-alimentar, Engenharia do Ambiente, Gestão e Conservação da Natureza, Farmácia, Veterinária, Enfermagem, Ciências da Nutrição, Ciências Agrárias e Guias da Natureza.
Neste mesmo dia e dependendo do número de inscrições (mínimo 5) são propostas as seguintes palestras:
“Globalização, desenvolvimento e sustentabilidade. O casoda globalização do mercado do leite e o desenvolvimento sustentável dosAçores", pelo Prof. Tomaz Dentinho (em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H) .
“AZONET - AZores Observation NETwork. Porquê apostar num supersite em Portugal?" pelo Prof. Paulo Fialho (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H) .
20 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
“A importância do curriculum oculto na educação para a sustentabilidade”. Palestra proferida pelo Prof. Francisco Sousa e a Mestre Ana Isabel Godinho: (Em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H) .
“Desenvolvimento Pessoal e a Cidadania Activa.” Pela Mestre Josélia Fonseca: (Em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H) .
"Perspectivas de investigação-intervenção em educação ambiental: experiências na Ilha Terceira".Pelos Profs. Pedro Gonzalez e Félix Rodrigues (Em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H) .
21 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
“Sustentabilidade da produção de queijo nos Açores - que desafios tecnológicos e científicos?" pelo Prof. José Estevam de Matos (A conferência só se realizará neste dia, se houver mais do que cinco inscrições e a ocorrer será às 17:00H ).
“Ensino e aprendizagem no futuro: o desafio da complexidade, da incerteza e da sustentabilidade”. Pelo Prof. João Batista (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H) .
“Água potável e sustentabilidade”. Pela Profª Maria Adelaide Lobo (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H .
22 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
14:00H- Recepção aos alunos do 9º Ano de Escolaridade da Escola Básica e Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, a cargo do Director do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Professor Alfredo Borba.
14:10H- Ano Heliofísico Internacional. O Sol, Beleza e Mistério. Apresentação a cargo do Prof. Miguel Ferreira.
14:25H- Impactos científicos e sócio económicos dos trabalhos de Albert Fert e Peter Grünberg, Prémio Nobel da Física de 2007. Apresentação a cargo do Prof. Félix Rodrigues.
14:45H- Divisão dos alunos por grupos de interesse e esclarecimentos nas áreas da Biotecnologia, Tecnologia Agro-alimentar, Engenharia do Ambiente, Gestão e Conservação da Natureza, Farmácia, Veterinária, Enfermagem, Ciências da Nutrição, Ciências Agrárias e Guias da Natureza.
“Alterações climáticas Globais-Impactos sócio-económicos e ambientais”. Pelo Prof. Félix Rodrigues: (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H).
23, 24 e 25 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
(As conferências que se seguem realizar-se-ão em qualquer um destes dias, se houver mais do que cinco inscrições e ocorrerá, em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H de cada dia).
Prof. Paulo Borges “Biologia Insular e Extinção”.
Profª Maria Manuela Juliano: “Ano Polar Internacional - O Degelo das calotes Polares e sua influência nas correntes marinhas do Atlântico Norte”.
Prof. Alfredo Borba: "Plantas do passado com potencialidades no futuro da alimentação animal.”
Prof. Mário Alves: "Energias alternativas nos Açores"
Profª. Emiliana Silva: "Valores ambientais dos agricultores açorianos"
Prof. Jorge Pinheiro: “"Produção agrícola e eutrofização"
Prof. João Pedro Barreiros: “Vulnerabilidade dos ecossistemas marinhos açorianos”
Prof. João Barcelos: “Resíduos na era da Globalização. Harmonização de Atitudes e Comportamentos”
Prof. Francisco Cota Rodrigues: "Intrusão salina e alterações climáticas globais"
Prof. João Madruga: "Vulnerabilidade dos solos açorianos"
Prof. Luís Souto: "Perdas de calor no organismo animal"
Prof. Fernando Pires: "Produção animal sustentável nos Açores"
Profª. Célia Silva: Impactos científicos e sócio-económicos dos trabalhos de Mario R. Capecchi, Sir Martin J. Evans e Oliver Smithies, Prémio Nobel da Medicina de 2007.
Profª Regina Oberschelp de Meneses: Impacto cultural e social do trabalho de Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura de 2007.
Prof. Eduardo Brito de Azevedo: Impactos científicos e sócio-económicos dos trabalhos do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) e Albert Arnold (Al) Gore Jr., Prémio Nobel da Paz de 2007.
Prof. Tomaz Dentinho: Impactos científicos e sócio-económicos dos trabalhos de Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson, Prémio Nobel da Economia de 2007.
A inscrição nas conferências mencionadas poderá ser feita, com a antecedência mínima de um 24 horas, por email: felix@notes.angra.uac.pt ou pelo telefone 351295402200 entre as 10:00 e as 17:00H.

(In Diário Insular)

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