segunda-feira, junho 22, 2009

Força Aérea não deu autorização para obras

O Comando da Zona Aérea dos Açores afirmou, ontem ao DI não ter dado autorização para a intervenção no pólo da Terra Chã, da Universidade dos Açores, do qual é proprietário, no âmbito das obras de requalificação do largo desta freguesia.Interrogados por DI sobre as obras em causa, o Comandante do Comando da Zona Aérea dos Açores, Rui Mora de Oliveira responde que “não foi dada pela Força Aérea qualquer autorização para a efectivação das obras citadas”.A propósito das medidas a tomar em relação à omissão, o comandante avança que “ao assunto foi dado o tratamento adequado através dos canais competentes”.
Reações

O presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã, Armando Braga, refere ter sido contactado pela Força Aérea, no sentido de “dar a conhecer a troca de correspondência entre a junta e a universidade, dos pedidos e das respostas, bem como o respectivo projecto”.Considerando a falta de comunicação ao proprietário do espaço, DI contactou o Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, questionando o mesmo sobre esta situação. Alfredo Borba remeteu a resposta ao Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, que foi o responsável pelo parecer positivo às obras.Por motivo de ausência do arquipélago e por estar incontactável, não foi possível ouvir o Reitor da Universidade dos Açores, a respeito de ter dado um aval positivo ao início das obras, mesmo depois do departamento de Ciências Agrárias ter-se manifestado contra e sem ter contactado o proprietário do terreno.No que diz respeito ao abate das árvores, DI contactou o secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, que esclareceu que não foi emitido nenhum parecer pela secretaria, pelo facto de “este não ser necessário”, considerando dois factos, “não ser uma espécie de árvore protegida e não ser uma zona protegida”.

(in Diário Insular)

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sábado, junho 20, 2009

Corte de árvores gera confusão

O corte das árvores, na entrada do pólo de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, no âmbito das obras de requalificação do largo, está a gerar polémica e a dividir opiniões. Este projecto, na sua origem, incluia uma intervenção na entrada do pólo que, de acordo com o Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, “foi submetida a um parecer, por parte do reitor da instituição, Avelino Meneses, que por sua vez pediu um parecer às unidades orgânicas envolvidas”. Alfredo Borba avança que “o departamento de Ciências Agrárias manifestou-se contra, sendo que o departamento de Ciências da Educação não se opôs”, posto isto, “foi emitido um parecer positivo” para a obra em causa.“Na minha opinão pessoal, não sou a favor do corte das árvores e penso que deveria ter sido feita a nova entrada antes do começo das obras”, afirma o pró-reitor, referindo-se ao aspecto funcional do “campus”.DI falou com alguns alunos que manifestaram desagrado com o corte das árvores com 60 anos, sendo que uma aluna, Soraia Mendes, realçou o facto de serem árvores que “levam muito tempo a crescer”.A propósito, o professor João Batista, do departamento de Ciências Agrárias, considera que “as árvores, mais do que um interesse ornamental, têm um interesse histórico”, e pelas quais diz ter “uma grande estima”. Continua, referindo que o ideal seria que “as árvores tivessem sido integradas no contexto das obras”.Contactado por DI, o presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã, Armando Braga, explica que “o corte das árvores era inevitável para a execução das obras” e que o mesmo “estava previsto no projecto”, que considera ser “de extrema importância para a freguesia”.A par da questão das árvores levanta-se, ao mesmo tempo, outra questão, que diz respeito ao facto de o terreno pertencer à Força Aérea Portuguesa, que segundo o que DI apurou não foi informada sobre as obras. “Temos autorização do reitor, não entrámos no terreno sem mais nem menos”, sublinha Armando Braga, que se diz, ao mesmo tempo, “disponível para entrar em diálogo com a Força Aérea”, se necessário. DI contactou a Força Aérea Portuguesa e teve conhecimento que será emitido um parecer, durante o dia de hoje, a respeito das obras na entrada do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

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segunda-feira, março 23, 2009

Também na Terra Chã

Victor Barata, refere que a Terra-Chã, actualmente Departamento de Ciências Agrárias foi um Hospital de muitos doentes, alguns veraneantes e outros parecidos com uns e disfarçados de outros como foi o seu caso. "Após a comissão na Guiné já com cinco anos e meio de serviço, fui enviado par a BA4 por engano, no dia em que embarquei em Lisboa saiu em Ordem de Serviço a minha colocação em Monte Real. Acabei por lá estar três meses, onde além dos bailes dos Vermelhos, Finalistas e Sextas-feiras no clube de Sargentos Americanos, BX, Bolling e outros bons sítios. Entretanto Israel entra em guerra isto em Outubro de 1973 a guerra “YOM KIPPUR” ,lá vêm os Américas ajudar à festa, não sei se não teria sido até hoje a maior ponte aérea, naquela placa da BA4 eram vários Boing 707 de reabastecimento em voo, C130 pareciam formigas, C5 Galáx alguns carregados com tanques de artilharia, Phantam (será que é assim que se escreve) então esses eram aos magotes. Quando o avião da TAP vinha dos Estados Unidos tinha que se arranjar um lugarzinho para estacionar pois aquela placa era um mar de aviões. Estão a imaginar o que era a saída e chegada de toda aquela bicharada, um barulho infernal noite e dia e o cheiro a gases de combustível queimado, pois bem sendo assim eu tinha um pequeno problema de ouvidos e um gânglio sebáceo num pulso e pedi para ser tratado, fui enviado para a Terra Chã.
O médico de otorrino tinha o consultório em Angra do Heroísmo então lá apanhava a “URBIANA” (que me perdoem os terceirences) e por lá andava o dia todo.Quando chegou a hora da consulta para ser operado ao gânglio o ditoso Dr. Garrett disse que o bloco estava em obras e que eu podia esperar, assim fiz.Consta na minha Caderneta Militar 32 dias de Hospital, poupei os meus ouvidos de tal barulho e os pulmões de gases pouco saudáveis. Recordo que nesse tempo só havia um Dakota, um DC6 que fazia as viagens para o “Contenente” e talvez um Nordatlas já não tenho a certeza, que fazia ali um homem dos F86 e Fiats? Regressei então a Monte Real onde viria a ser operado por um médico aprendiz de feiticeiro que se não fosse socorrido por terceiros teria ficado sem a mão.Um abraço a toda a Linha da Frente e aos que por desconhecimento estão na retaguarda. Cristiano Simões1ª/ 68 MMA Fiats ".

(in Especialistas da Base Aérea 12)

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quarta-feira, março 18, 2009

TERRA CHÃ,O PRIMEIRO HOSPITAL DA FORÇA AÉREA PORTUGUESA

Recuando no tempo, cerca de 40 anos, o acrual Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores Terra Chã foi um Hospital Militar.

(in Especialistas da Base Aérea 12)

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terça-feira, junho 24, 2008

56º Aniversário da Força Aérea Portuguesa

A Academia da Força Aérea, realizou no âmbito da Comemorações do 56º Aniversário da Força Aérea, um ciclo de conferências subordinado ao tema "Ensino Superior, Investigação e Apoio à Comunidade".
Estas conferências realizaram-se na Universidade dos Açores, nomeadamente nos Pólos de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta, nos dias 19, 20 e 21 deste mês de Junho. O objectivo deste ciclo de conferências foi divulgar o ensino superior ministrado na Academia da Força Aérea e as actividades de Investigação e Desenvolvimento, como complemento a esse mesmo ensino como algumas das missões realizadas pela Força Aérea no âmbito do interesse público, como exemplo, a vigilância Marítima, Finalização e Controlo das Actividades Ilícitas, Controlo do Tráfego Marítimo, Fiscalização da Poluição e Busca e Salvamento.

Fizeram parte desta Delegação o Major General Piloto Aviador José Serôdio Fernandes; Coronel Engenheiro Electrotécnico Manuel Cortez; Coronel Engenheiro Electrotécnico Tomaz Campos; Tenente Coronel Engenheiro Electrotécnico José Morgado e o Major Piloto Aviador Jorge Moura.

(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, maio 14, 2008

Posição da Força Aérea Portuguesa

O Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu hoje, num esclarecimento, que “existem identificados na Base Aérea das Lajes (Ilha Terceira) solos contaminados com hidrocarbonetos mas superficialmente e pouco preocupantes”.
De acordo com o esclarecimento da FAP “seria de esperar de uma infra-estrutura com estas características nalguns locais muito específicos, onde estiveram ou estão instalados tanques de combustível ou linhas de abastecimento que existam solos contaminados com hidrocarbonetos”. Porém, “há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos”, acrescenta o esclarecimento. A nota da FAP enviada à Agência Lusa surge na sequência de notícias públicas que apontam para a existência de solos e aquíferos, de abastecimento público de água no concelho da Praia da Vitória (ilha Terceira), contaminados com hidrocarbonetos e metais pesados. Os responsáveis da autarquia, o governo regional e a consulesa norte-americana nos Açores negaram qualquer contaminação das águas de consumo público baseados nas análises que a autarquia realiza regularmente. A Força Aérea Portuguesa assegura que “tem procedido como medida cautelar, ao acompanhamento dos estudos e realizado a supervisão de desmantelamento de tanques e linhas de combustível que já não estão em uso”. Salientam, no documento, que desde 2005 “têm sido instalados furos de monitorização em locais estratégicos, abatidos depósitos e removido combustível do interior das tubagens, nomeadamente 14 mil galões (52.990 litros) no ano passado”. A Força Aérea garante que são efectuadas monitorizações por amostragens e que está a ser projectado um edifício, no interior da Base das Lajes, destinado ao tratamento de solos que deverá começar a funcionar no próximo ano. Estão também previstos “estudos adicionais, por empresas independentes que vão avaliar o risco dos solos e aquíferos para aquilatar da necessidade da sua real remediação”. Porém, adiantam, “até ao momento as redes da água do interior da Base das Lajes oriunda de furos hertezianos (americanos) e de nascente (portugueses) tem-se demonstrado, sempre, em análises regulares, próprias para consumo”. Quanto às águas subterrâneas do aquífero basal adiantam que “as análises e os estudos demonstram que não existe, até à presente data; qualquer evidência ou prova factual que suporte a ideia de contaminação”. “O estudo hidrológico realizado em 11 de Fevereiro mostra que o sentido de escoamento do aquífero basal das zonas supostamente contaminadas, se dirige para Nordeste, na direcção exactamente oposta dos furos de captação de água localizados no concelho da Praia da Vitória”. Esta problemática levou a que o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, com o apoio financeiro do governo regional, anunciasse que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) “vai efectuar um estudo hidro-geológico nas zonas suspeitas de contaminação com hidrocarbonetos e metais pesados”. O executivo regional, segundo Roberto Monteiro, disponibilizou ao município através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, os meios financeiros necessários “para a elaboração do estudo” que visa “clarificar a situação”. “As análises que a câmara faz, tal como todas as câmaras do país, não indicam qualquer contaminação da água para consumo pelas populações”, sublinhou o autarca. Roberto Monteiro sustenta ser “fundamental avaliar se há ou não contaminação, o grau de risco e quais os processos para a sua correcção”. “Após o estudo, sejam quais forem as conclusões, as partes serão responsabilizadas e usaremos todos os meios ao nosso alcance, e até às últimas consequências, para que tal seja feito”, garantiu o autarca. Roberto Monteiro admite que no concelho “sempre houve reticências sobre eventuais poluições com a montagem e desactivação de tanques de combustíveis”. “É por isso que o que vai ser feito agora já há muito que deveria ter sido realizado”, acrescentou. O presidente do município praiense disse ainda que “mesmo que a contaminação venha a revelar-se apenas ao nível superficial dos solos a questão põe-se na alimentação humana uma vez que os animais de leite e carne são alimentados, sobretudo, de erva das pastagens”. “Todavia vamos evitar especulações e aguardar as conclusões do estudo para então apurarmos responsabilidades e encontrar soluções para o problema”, finalizou.
Lusa/AO

(In Açoriano Oriental)

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segunda-feira, maio 12, 2008

Força Aérea refere existir poluição nas Lajes

A Força Aérea Portuguesa admitiu, em comunicado, a existência de solos contaminados com hidrocarbonetos no interior da Base das Lajes.
Um comunicado emitido pelas relações públicas da Força Aérea considera o problema pouco preocupante. A Força Aérea diz que o assunto está a ser resolvido e nega que haja a intenção de manter secretos os relatórios relativos à poluição nas Lajes. Uma investigação da Antena 1 Açores concluiu que derrames em condutas abandonadas pelos americanos conduziram à poluição de solos e aquíferos nos arredores da Base das Lajes.

(In RDP-Açores)

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