sábado, agosto 08, 2009

Lei da caça submarina

O biólogo e investigador da Universidade dos Açores, João Pedro Barreiros, desafiou ontem o subsecretário regional das Pescas, Marcelo Pamplona, para um debate público sobre a lei da caça submarina, que praticantes da modalidade no arquipélago defendem dever ser alterada.João Pedro Barreiros sustentou que o subsecretário regional anda “mal informado e aconselhado” sobre a matéria, reforçando que só um debate poderá esclarecer a opinião pública.“O sr. subsecretário demonstra que está mal informado, citando pareceres do DOP e esquecendo que sou investigador do DOP e falando sobre o mero, quando sou a pessoa que estuda o mero”, adiantou, em declarações à RDP/Açores.Recorde-se que o subsecretário regional das Pescas afirmou, a DI, que “não há razões objectivas” para que se permita a caça de meros nos Açores. “O facto de termos meros na Região deve-se à proibição da sua caça”, disse.“Corremos o risco de acabar com o cartaz turístico da nossa Região”, alertou ainda o governante.
Nova lei
Conforme DI noticiou no início desta semana, os praticantes de caça submarina querem uma nova lei da actividade nos Açores. João Pedro Barreiros, professor da Universidade dos Açores e adepto da modalidade criticou a lei existente. Na opinião do investigador, a actual lei seguiu em frente sem qualquer base científica. “Em vez de partir de fundamentação científica parte de uma ideia discriminatória da pesca submarina”, lançou. João Pedro Barreiros garantiu ainda ter entregue ao Governo Regional em 2005 e 2007 documentação com justificações para a elaboração de um Decreto Legislativo Regional sobre caça submarina.Uma das principais regras contestadas por João Pedro Barreiros é a proibição da caça de meros. “Não há qualquer justificação científica para a proibição de caça da espécie”, assegurou.

(in Diário Insular)

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terça-feira, julho 14, 2009

A HISTÓRIA ABSURDA DA PROIBIÇÃO DE UM TORNEIO DE CAÇA SUBMARINA

João Pedro Barreiros

No último dia das Sanjoaninas 2009 deveria ter acontecido um torneio de caça submarina . Não foi o mau tempo que o impediu, não foi pois nem a chuva, nem a forte ondulação, nem as águas-vivas e nem mesmo as abundantes caravelas-portuguesas. Foi um conjunto de senhores de fato e gravata que, mais uma vez e agindo do alto do seu prepotente poder discriminatório, preconceituoso e mal-informado – quiçá ignorante, agindo de má-fé e/ou incompetente – resolveu proibir (ou não autorizar) a realização desse mesmo torneio.
Vamos aos factos:

1. No passado dia 16 de Maio, integrado no Festival Náutico comemorativo do Dia da Marinha, realizou-se, na zona balnear das 5 Ribeiras, um torneio de caça submarina, em duplas, devidamente autorizado pela Subsecretaria Regional das Pescas;

2. Nesse mesmo torneio o regulamento autorizava cada dupla a capturar um máximo de 10 exemplares de cada espécie válida;

3. Participaram 6 duplas que capturaram 35 peixes para um peso total de 52,760 kg, o que perfaz uma média de 4,396 kg/pessoa ou 2,916 peixes/pessoa;

4. Passando estes dados para um dos índices mais utilizados na Biologia Pesqueira – Capturas por Unidade de Esforço ou CPUE – obtemos os seguintes valores de 0,122 kg/pessoa/hora ou 0,081 peixes/pessoa/hora;

5. A Comissão de Desporto das Sanjoaninas 2009 solicitou, à mesma Subsecretaria, autorização para a realização de um torneio no passado dia 28 de Junho a ter lugar igualmente na zona balnear das 5 Ribeiras. No regulamento proposto limitavam-se as capturas a 20 exemplares por dupla, ou seja, cumprindo as limitações em vigor para a pesca lúdica na modalidade. Note-se que esta proposta foi feita para fomentar o esforço da selectividade deste desporto até porque, a pesca desportiva, permite um maior número de exemplares capturados. O próprio regulamento ainda aumentava mais o grau de dificuldade do torneio ao limitar a 5 o número de exemplares de cada espécie;

6. Esse pedido foi indeferido através de um ofício que foi lido e/ou mostrado a alguns caçadores submarinos nos quais me incluo, mas não entregue em cópia por, e passo a citar, se temerem “consequências menos agradáveis”;

7. Contactei, por telefone e por correio electrónico, o Director do Gabinete de Formação e Certificação da Subsecretaria supramencionada uma vez que era a pessoa que havia assinado o referido ofício. Tentei explicar o absurdo da não autorização, tentei contactar o próprio Subsecretário e enviei mensagens por e-mail ao referido Director que ficaram sem resposta. Numa dessas mensagens pedi que me fosse enviado o dito ofício em que, segundo consta, estava escrito que “a pesca submarina é demasiado predatória e extractiva” ;

8. Foi dito, e de novo passo a citar, aos responsáveis pelo desporto das Sanjoaninas 2009, que “não valia a pena insistir no pedido de autorização”;

9. Para esse mesmo dia 28 de Junho foi autorizado um torneio de pesca de corrico e outro de pesca de fundo – “jigging” neste caso concreto;

10. Assim sendo, e sendo eu o delegado da Associação Portuguesa de Pesca Submarina e Apneia nos Açores, juntamente com um grupo de caçadores submarinos, decidimos organizar não um torneio mas sim um encontro de caça submarina precisamente no mesmo local onde o torneio deveria ter tido lugar e onde, como acima se refere, se realizou o do Dia da Marinha – a zona balnear das 5 Ribeiras;

11. Deste modo, às 10h do passado dia 4 de Julho concentrámos 12 caçadores submarinos no local e, às 11h, entrámos na água, munidos das nossas licenças, para caçar um máximo de 10 peixes por pessoa – como permite a Legislação em vigor – num prazo máximo de 2h;

12. No final, estes 12 caçadores capturaram 32 peixes de valor desportivo, como se pode ver na foto, distribuídos pelas seguintes espécies: 1 abrótea, 3 sargos, 17 vejas, 3 garoupas, 6 bodeões-vermelhos e 2 bicudas;

13. Fazendo as contas, este nosso acto predatório tão temido pela tutela resultou na escandalosa quantidade de 0,11 peixes/pessoa/hora! Como não se tratava de uma competição não pesámos os peixes, ninguém ganhou troféus, não houve prémios mas passámos umas horas de são convívio demonstrando o quão ridícula foi a atitude das entidades responsáveis ao não autorizarem o torneio.
Repare o leitor que o que acabou de ler é um veemente protesto público causado por um preconceito inaceitável em relação à forma de pesca mais ecológica e selectiva que conheço. Uma forma de capturar peixes extremamente exigente, condicionada pelo estado do mar como nenhuma outra, que não deixa resíduos e que, na grande maioria dos casos, não captura peixes abaixo do tamanho de 1ª maturação.Está mais que na hora de se acabar com esta atitude descabida, sem qualquer fundamento científico e inaceitavelmente discriminatória. Nem sequer a tutela faz a mínima ideia do impacto da caça submarina nos Açores, não tem números que lhe permitam fundamentar limitações e produz legislação baseada em tudo menos no que deveria – bom-senso, inteligência e conhecimento.Afinal, acabámos por caçar no local previsto, dentro do regulamento que havia sido proposto mas sem competir. Houve, porém, algo de “criminoso” que fizemos, uma vez que se trata de uma tradição dos torneios de caça submarina – todo o peixe capturado foi oferecido à Cáritas da Terceira, representada no local pela sua Directora Engenheira Anabela Borba, que se encarregou da respectiva distribuição a Instituições de Solidariedade Social.
P.S.: No dia do nosso encontro de caçadores submarinos dei, juntamente com um jovem companheiro de caça submarina, e como porta-vozes do grupo que participou no encontro, uma entrevista à RTP-Açores que não foi transmitida. Na manhã do dia 7 do corrente dei outra entrevista à RTP-Açores, desta feita no programa “Bom Dia Açores” que foi relegada para a 3ª parte do referido programa ficando pois indisponível no respectivo site e não tendo sido repetida na transmissão do mesmo programa na tarde do mesmo dia. Obviamente que a caça submarina é o menor dos problemas que temos. No entanto, confesso que achei estranha esta mesma situação pois senti que estava a incomodar…

(in Diário Insular)

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sexta-feira, julho 10, 2009

Câmara de Angra vai construir lagoa

A Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo aprovou, segunda-feira à noite, na freguesia dos Altares, uma proposta do executivo camarário para a construção de uma lagoa de retenção de água destinada ao consumo doméstico. O projecto da obra será adjudicado em breve e terá em conta a construção de um reservatório de água com capacidade para 200 mil metros cúbicos. A empreitada deverá ser concretizada no próximo ano com apoio do Governo Regional que vai celebrar um contrato ARAAL para esse efeito com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. A lagoa a construir perto da Furna da Água, no Cabrito, terá capacidade para armazenar um volume de água equivalente ao consumo doméstico do concelho de Angra do Heroísmo durante 15 dias. Por outro lado, a Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo aprovou, por unanimidade, uma proposta para a criação de uma lista de árvores que devem ser classificadas pela sua importância ambiental ou cultural. A proposta foi inicialmente apresentada pelo representante do CDS/PP, Professor Félix Rodrigues, mas a versão aprovada resultou de uma iniciativa conjunta de todos partidos representados na Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo. Félix Rodrigues disse ontem ao DI que a proposta tem como objectivo proteger as árvores com interesse como os dragoeiros e as araucárias de serem abatidas de forma indiscriminada. Segundo referiu, compete ao executivo municipal criar uma lista das árvores existentes no concelho que devem ser protegidas pela sua importância para a comunidade. “Existem exemplares de árvores centenárias e outras de grande interesse que neste momento não estão livres de serem abatidas como já aconteceu recentemente”, adiantou. Por seu turno, Eduardo Dias, docente da Universidade dos Açores, considera que “para além de ser importante definir quais as árvores a abater é necessário evitar que sejam plantadas espécies exóticas que estão proibidas por lei e que são uma ameaça para as espécies endémicas que existem na ilha”.
MÉRITO CULTURAL
Durante a sessão de segunda-feira da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo foi aprovada uma proposta para a atribuição da Medalha de Mérito Cultural a José Ribeiro Pinto (presidente da Associação AngraJazz e realizador do programa da RDP “Os Sabores do Jazz”) e Mérito Municipal, a Marcelo Bettencourt, engenheiro civil que esteve ligado ao departamento do Governo Regional que teve a seu cargo a reconstrução de Angra do Heroísmo após o sismo de 1980.

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terça-feira, julho 07, 2009

Placa de homenagem na Terra Chã foi danificada por acidente

Junta de Freguesia da Terra Chã rejeita a acusação de ter promovido a destruição intencional da placa de homenagem aos militares mortos no Ultramar, que estava instalada no largo da Igreja, no âmbito das obras de requalificação do local.
Em comunicado enviado ao DI, a entidade revela que a placa foi quebrada acidentalmente, estando desde o início prevista a sua preservação e colocação noutro espaço do largo.
“Foi esta Junta de Freguesia que no ano de 2004, em parceria com o Núcleo Regional de Angra do Heroísmo da Liga dos Combatentes e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, mandou erigir no local público mais central da freguesia – Largo da Igreja – um monumento de homenagem aos militares da Terra Chã que morreram em combate no Ultramar. Como é possível alguém acreditar que a Junta de Freguesia iria mandar destruir um monumento de homenagem em que tanto se empenhou para erigir?”, alega o presidente da Junta de Freguesia, no ofício que endereçou ao DI para contestar as afirmações do chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.
Na sexta-feira passada, à margem da comemoração dos 69 anos da BA4, o general Luís Araújo criticou veementemente a destruição da placa e afirmou ir apurar responsabilidades, além de recuperar a placa e instalá-la noutro local.
“Não temos quaisquer dúvidas que o mais alto responsável da Força Aérea baseou-se em informações que alguém, que ainda desconhecemos, lhe fez chegar com intenção de difamar a nossa autarquia e denegrir uma obra importante para a freguesia, cuja execução é da nossa responsabilidade”, defende-se a Junta de Freguesia.
“Desde logo a Junta mandou acautelar no projecto de execução e no procedimento do concurso da empreitada a manutenção dos dois monumentos ali existentes – cruzeiro e placa de homenagem – embora ambos a deslocar para outro espaço, de modo a permitir a ampliação do largo. Lamentavelmente, no decurso da obra ocorreu um acidente que provocou a quebra do monumento de homenagem. O empreiteiro assumiu desde logo a responsabilidade pela sua integral reposição, sem encargos para a Junta de Freguesia, que, de imediato, forneceu os elementos necessários à reconstrução”, afirma a entidade, em comunicado.
A Junta de Freguesia da Terra Chã diz ainda que, no âmbito desta empreitada, só “não foi possível evitar o abate de dois plátanos” e das árvores que estavam no largo, “na sua quase totalidade já doentes”, e que, no mesmo local, serão plantadas novas árvores. E justifica a empreitada com a necessidade de “dignificar o centro da freguesia”.

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domingo, julho 05, 2009

Abate de árvores na Terra-Chã - Posição da Força Aérea Portuguesa

segunda-feira, junho 29, 2009

O ABATE das árvores

João Guilherme Ferreira Batista -Agrónomo Professor da Universidade dos Açores – DCA Terra Chã
Nos tempos que correm, propícios a promessas e obras de circunstância, as árvores serão talvez, entre os seres vivos, dos que mais sofrem, tanto mais que não se manifestam, nem podem votar, ou quiçá, desiludidas, votem em branco. Vem esta crónica a propósito do abate inusitado de árvores situadas em espaços públicos, que se tem vindo a verificar em Angra do Heroísmo, ao longo dos últimos tempos. Dentro do reino vegetal, as árvores constituem seres evoluídos, complexos, que funcionam de um modo fascinante para quem se dedica ao seu estudo e que, apesar dos avanços mais recentes em ciência, muito ainda está por descobrir. Para a Humanidade, sobretudo desde que se constituiu em sociedades, as árvores foram desde sempre objectos de culto, motivo de admiração, prazer e fonte de rendimento, talvez mesmo prestígio para as quem as possuía e delas cuidava. Actualmente até parece existir um certo tipo de atavismo relativamente às árvores, talvez pelo facto de em tempos idos, terem servido para “pendurar” os desviados da sociedade. Presentemente são os desvios da sociedade, que “penduram” as árvores. As árvores instaladas em espaços urbanos constituem um património e não apenas um ornamento de ocasião, como uma qualquer peça de vestuário, que se usa e deita fora. São um repositório de histórias, momentos especiais da vida, pessoais ou colectivos, que também contribuem para fortalecer a identidade das urbes. A sua escolha e implantação, deverá ser criteriosa. Sempre o foi, talvez mais no passado do que no presente. Existem várias causas naturais, que justificam o abate de árvores. Sismos, ciclones, derrocadas, incêndios, doenças, entre outras causas, obrigam a inevitáveis substituições. Cortar por circunstâncias de ocasião, é simplesmente inaceitável, tanto mais que existem actualmente, modernos e eficientes meios para as podar, tratar e até mesmo transplantar exemplares de grande porte. A sustentabilidade ambiental, de que actualmente tanto se fala, também passa pela manutenção de árvores, espaços verdes, os “pulmões” das cidades. Também aqui o abate de uma árvore está a contribuir para piorar a nossa qualidade de vida, a do ar que respiramos. Finalmente, se existem obras tão essenciais, que tenham que ser implantadas em locais onde existam árvores, por vezes centenárias, porque razão não se tenta integrá-las no projecto arquitectónico?

(in Diário Insular)

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quinta-feira, junho 25, 2009

Indignação pelo abate de árvores!

Sílvia Quadros -Engenheira do Ambiente e Assistente da Universidade dos Açores

Na noite do passado dia 16 de Junho foram cortadas as árvores do Largo da Igreja, na freguesia da Terra Chã, bem como dois plátanos pertencentes à alameda do Campus de Angra – Terra Chã, da Universidade dos Açores! Como munícipe, residente na freguesia da Terra Chã e docente no Campus de Angra, venho aqui manifestar o meu protesto por esta acção da Junta de Freguesia da Terra Chã, integrada no projecto de requalificação do Largo da Igreja. Não sou contra a requalificação deste largo, embora considere outras acções na freguesia de Terra Chã mais urgentes, como por exemplo a beneficiação do sistema de abastecimento de água, a inventariação de cães perigosos, a recolha de lixo disperso e a melhoria da mobilidade pedestre na freguesia. Apesar de atribuir maior importância às acções referidas, considero válidas as razões apresentadas para a beneficiação do Largo da Igreja: melhoria da segurança rodoviária e criação de uma entrada pedonal nas instalações da universidade. O que contesto é o facto de não terem sido preservados e integrados no actual projecto os elementos com valor paisagístico e de sombreamento ali existentes, como eram as árvores do Largo da Igreja e dois plátanos pertencentes à alameda do Campus de Angra – Terra Chã, da Universidade dos Açores. Porque razão estes elementos não foram integrados no projecto de requalificação do Largo da Igreja? Não conhecerão os senhores Presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã e a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo outras obras de requalificação em que se preservam as árvores já existentes? Devemos persistir na mentalidade retrógrada de inundar de betão os espaços públicos, ou devemos ser um pouco mais criativos e respeitosos pelos elementos naturais e integrá-los nas novas estruturas? Poderão argumentar que as árvores que existiam no Largo da Igreja, apesar do seu porte, do enquadramento da paisagem, do sombreamento que proporcionavam e do valor emocional que representavam para os funcionários e docentes deste campus, não eram espécies com valor reconhecido. Se esse for o argumento, então que nos garantam o plantio de espécies endémicas ou naturais no espaço ocupado pelas árvores abatidas! Outro aspecto que merece ser realçado no actual projecto é a diminuição das áreas de infiltração que conduz a situações indesejáveis (aumento do escoamento superficial de água pluvial na via pública e à diminuição da infiltração de água). Embora estejam em causa áreas pequenas, um projecto da Câmara Municipal, entidade que gere os sistemas públicos de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais, deveria ser exemplar na preservação e aumento das áreas de infiltração. Sugiro, portanto, que em próximas intervenções em espaços públicos, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e Juntas de Freguesia, considerem os elementos naturais e que tentem conciliar a sua preservação com o “desenvolvimento” que preconizam para o município.
(in Diário Insular)

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segunda-feira, junho 22, 2009

Força Aérea não deu autorização para obras

O Comando da Zona Aérea dos Açores afirmou, ontem ao DI não ter dado autorização para a intervenção no pólo da Terra Chã, da Universidade dos Açores, do qual é proprietário, no âmbito das obras de requalificação do largo desta freguesia.Interrogados por DI sobre as obras em causa, o Comandante do Comando da Zona Aérea dos Açores, Rui Mora de Oliveira responde que “não foi dada pela Força Aérea qualquer autorização para a efectivação das obras citadas”.A propósito das medidas a tomar em relação à omissão, o comandante avança que “ao assunto foi dado o tratamento adequado através dos canais competentes”.
Reações

O presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã, Armando Braga, refere ter sido contactado pela Força Aérea, no sentido de “dar a conhecer a troca de correspondência entre a junta e a universidade, dos pedidos e das respostas, bem como o respectivo projecto”.Considerando a falta de comunicação ao proprietário do espaço, DI contactou o Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, questionando o mesmo sobre esta situação. Alfredo Borba remeteu a resposta ao Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, que foi o responsável pelo parecer positivo às obras.Por motivo de ausência do arquipélago e por estar incontactável, não foi possível ouvir o Reitor da Universidade dos Açores, a respeito de ter dado um aval positivo ao início das obras, mesmo depois do departamento de Ciências Agrárias ter-se manifestado contra e sem ter contactado o proprietário do terreno.No que diz respeito ao abate das árvores, DI contactou o secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, que esclareceu que não foi emitido nenhum parecer pela secretaria, pelo facto de “este não ser necessário”, considerando dois factos, “não ser uma espécie de árvore protegida e não ser uma zona protegida”.

(in Diário Insular)

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sábado, junho 20, 2009

Corte de árvores gera confusão

O corte das árvores, na entrada do pólo de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, no âmbito das obras de requalificação do largo, está a gerar polémica e a dividir opiniões. Este projecto, na sua origem, incluia uma intervenção na entrada do pólo que, de acordo com o Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, “foi submetida a um parecer, por parte do reitor da instituição, Avelino Meneses, que por sua vez pediu um parecer às unidades orgânicas envolvidas”. Alfredo Borba avança que “o departamento de Ciências Agrárias manifestou-se contra, sendo que o departamento de Ciências da Educação não se opôs”, posto isto, “foi emitido um parecer positivo” para a obra em causa.“Na minha opinão pessoal, não sou a favor do corte das árvores e penso que deveria ter sido feita a nova entrada antes do começo das obras”, afirma o pró-reitor, referindo-se ao aspecto funcional do “campus”.DI falou com alguns alunos que manifestaram desagrado com o corte das árvores com 60 anos, sendo que uma aluna, Soraia Mendes, realçou o facto de serem árvores que “levam muito tempo a crescer”.A propósito, o professor João Batista, do departamento de Ciências Agrárias, considera que “as árvores, mais do que um interesse ornamental, têm um interesse histórico”, e pelas quais diz ter “uma grande estima”. Continua, referindo que o ideal seria que “as árvores tivessem sido integradas no contexto das obras”.Contactado por DI, o presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã, Armando Braga, explica que “o corte das árvores era inevitável para a execução das obras” e que o mesmo “estava previsto no projecto”, que considera ser “de extrema importância para a freguesia”.A par da questão das árvores levanta-se, ao mesmo tempo, outra questão, que diz respeito ao facto de o terreno pertencer à Força Aérea Portuguesa, que segundo o que DI apurou não foi informada sobre as obras. “Temos autorização do reitor, não entrámos no terreno sem mais nem menos”, sublinha Armando Braga, que se diz, ao mesmo tempo, “disponível para entrar em diálogo com a Força Aérea”, se necessário. DI contactou a Força Aérea Portuguesa e teve conhecimento que será emitido um parecer, durante o dia de hoje, a respeito das obras na entrada do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, junho 19, 2009

Alunos e docentes do pólo universitário da Terra Chã estão descontentes com o corte de árvores centenárias

A iniciativa partiu da Junta de Freguesia da Terra Chã e deixou alunos e professores descontentes pela alegada falta de consideração pelo meio ambiente.
Na manhã de ontem, alunos e professores do Campus da Terra Chã, presenciaram um cenário que os deixou descontentes. Algumas àrvores centenárias à entrada do recinto foram derrubadas por causa das obras de melhoramento do largo principal da freguesia.Em causa estão preocupações ambientais por parte dos alunos, uma vez que a atitude é considerada pela população universitária uma falta de preocupação e desrespeito pela biodiversidade. Uma das espécies derrubadas foi o feto arbóreo, típico de zonas tropicais, e que leva muitos anos a atingir o tamanho do exemplar em questão.Os terrenos onde está a Universidade dos Açores - e onde se encontravam as espécies abatidas - pertencem à Força Aérea, que também se mostra descontente por não ter sido informada das obras de ampliação do largo.

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domingo, maio 10, 2009

A sorte de varas

Tomaz Dentinho
O debate sobre a reintrodução da sorte de varas nos Açores tem ocupado uma boa parte das notícias e comentários na comunicação social dos Açores e do Continente. Uns são a favor e outros contra e quase todos apresentam razões respeitáveis que merecem leitura e ponderação por parte de quem decide. O espanto é que, salvo raras excepções, os deputados não manifestam a sua opinião na comunicação social preferindo fazê-lo para Assembleias de Apoiantes; e é assim nunca o saberemos o que votam e porque o fazem. Mais grave é que, para ultrapassar este secretismo medroso, os líderes partidários deram a liberdade de voto invocando eventuais razões de consciência. Como se todas as razões não fossem de consciência e como se pudesse haver algum fundamento racional de uma decisão pública de um representante que não devesse ser clarificada aos representados. E é assim que registamos um conjunto de gente boa que apresenta as suas razões a favor e contra a sorte de varas, e um conjunto de representantes que por medo de explicitarem votos ou por preguiça de buscarem razões que os fundamentem, se limitam a dizer aqui o que escondem ali ou, quem sabe, a dizerem uma coisa aqui e outra acolá, conforme o ouvinte.
A reintrodução da sorte de varas nos Açores tem efeitos privados, que interferem apenas com os que oferecem e procuram o espectáculo, e tem porventura efeitos públicos pois caso contrário não havia grande necessidade de intervenção e debate público.Os que são a favor argumentam que as varas são o primeiro instrumento da lide de gado bravo no campo, não só para a sua selecção mas também para o seu maneio; referem que a transposição dessa lide para os espectáculos de Praça é consistente com todas as outras formas de arte que tentam sublimar aquilo que é a vida quotidiana dos povos; continuam justificando que a sorte de varas melhora a qualidade artística do toureio apeado; e terminam dizendo que a tauromaquia tem um papel fundamental na educação das pessoas não só porque as interliga com o campo mas também porque lhes estimula virtudes de coragem, amizade e frontalidade.É natural que quem não tenha ligação à lide de gado bravo no campo veja as corridas de touros como um espectáculo bárbaro semelhante ao de um circo. Pode também acontecer que certos idealismos possam querer sonhar e querer impor um mundo onde a ligação com o campo e com o meio ambiente é feito de forma asséptica ficando todos os processos de vida e de morte abstraídos num qualquer modelo científico. Não é também improvável que alguns espectadores disfuncionais prefiram ver mais o sofrimento do animal do que entenderem a vida do touro. É finalmente possível existir um ou outro estrangeirado que em vez de perceber a diversidade e riqueza das tauromaquias opte por uma visão redutora da relação do homem com o campo, advogando a superioridade do toureio apeado.Seja como for julgo que, embora não seja possível perceber e respeitar a tauromaquia sem entender a relação do homem com o campo, não creio que seja aceitável que quem não percebe e respeite essa actividade possa negar aos outros aquela ligação nas suas diversidades de espectáculo. Em suma, mesmo os que estão contra devem ponderar se têm o direito de negar aos outros uma actividade que não percebem e, porventura, não respeitam.
(in A União)

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quarta-feira, abril 29, 2009

A evolução da escrita

Foi proferida, no passado dia 24 de Abril pelas 21 horas, na Casa do Povo de São Sebastião, pelo Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, uma palestra intitulada “A evolução da escrita”. Essa palestra foi integrada na I feira do Livro de São Sebastião que decorreu na Casa do Povo da vila, entre os dias 23 e 26 do corrente mês, com o título “O Livro Mágico”. O programa dessa feira foi extenso tendo sido realizados saraus literários, com o intuito de evidenciar a importância do livro como um dos principais veículos de comunicação.
Referindo-se á evolução dos símbolos utilizados na escrita, Félix Rodrigues afirmou que provavelmente, a escrita ideográfica evoluiu a partir de formas de escrita pictográfica, uma vez que consiste em representar, através de signos pictóricos, não só objectos e ideias, mas também, sons com que os objectos ou ideias são referidos num dado idioma.
Ao esquecer a função da escrita, como um processo que envolve a troca de informações e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim, podemos incorrer em interpretações incorrectas ou aleatórias do significado ou utilidade dos símbolos na escrita.
Afirmou ainda que o trabalho recentemente tornado público que defende que a Terceira pode ter sido a ilha do “Ovo Cósmico”, a terra natal dos primeiros faraós, se baseia numa constatação da forma dos símbolos e não na transmissão de uma mensagem, por isso é frágil e sem suporte científico. Formas naturais, com semelhança a algumas representações humanas podem ser encontradas em toda a parte. Para confirmar que é possível construir uma teoria pouco consistente em torno de formas naturais ou aleatórias, bastaria recorrer ao Google Earth e encontrar figuras semelhantes às que de seguida se apresentam, observadas na ilha Graciosa.

Figura de babuíno

No antigo Egipto, o babuíno estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das actividades intelectuais.

Figura de rato

O rato-de-faraó ou mangusto (Herpestes ichneumon) é um roedor originário da Europa, Ásia e África, muito estimado pelos antigos egípcios por ser considerado um grande devorador de ovos de crocodilos. Destes factos, associados aleatoriamente, não resulta prova de ligação dos Açores à civilização egípcia. Ora, se os símbolos gigantes encontrados na Terceira dão origem ao “Ovo Cósmico”, a Graciosa também terá que se considerada como fazendo parte desse tal ovo.
Para Félix Rodrigues, a escrita é muito mais do que uma junção de símbolos, integra também a língua, o pensamento e a cultura de um escritor ou de um povo. Deu como exemplo Camões e os Lusíadas, de como a escrita de Camões evoluiu, desde que escrevera:

En una selva al dispuntar del dia
Estaba Endimion triste y lloroso,
Vuelto al rayo del sol, que presuroso
Por la falda de un monte descendia.

Até à grande epopeia portuguesa:

Olha por outras partes a pintura
Que as Estrelas fulgentes vão fazendo:
Olha a Carreta, atenta a Cinosura,
Andrómeda e seu pai, e o Drago horrendo;
Vê de Cassiopeia a fermosura
E do Orionte o gesto turbulento;
Olha o Cisne morrendo que suspira,
A Lebre e os Cães, a Nau e a doce Lira.

Nessa estrofe dos Lusíadas, Camões resume o conhecimento medieval dos céus, tanto do hemisfério celestial norte como do hemisfério celestial sul.
Terminou referindo que se extrairmos o dom de uma palavra, vemos mais do que som, tanto como ideia ou o equivalente a raça:
Dos que a evocam,
Dos que a pronunciam,
Como uma explosão de genes, marcados por sílabas, em vez de aminoácidos.

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terça-feira, abril 21, 2009

Recados com Amor

Meus queridos! As águas andam revoltas e não dão sossego ao governo do meu rico Presidente César sobre o intrincado processo dos barcos da AtlanticoLine. Mas tão revoltas estão as águas que ameaçam transformar-se em tempestade nacional, com o “Anticiclone” já a pregar das suas……, mesmo ainda só em casco e o governo do camarada Sócrates a mandar fazer um inquérito sobre a nega dada ao Atlântida... A minha prima da Rua do Poço, que de barcos só sabe e recorda com saudade os de pesca que paravam no ancoradouro da Calheta, quando ouviu a notícia de que o Anticiclone para ter estabilidade precisava crescer dos 60 para os 70 metros, quer agora saber, como é que com o casco já feito, segundo dizem os estaleiros, se vai cumprir o que o Instituto Marítimo quer que é aumentar o tamanho do barco. Também não se percebe o que é que querem autarcas e partidos do Continente quando condenam o Governo do meu querido presidente César por ter recusado o lento Atlântida. Então, para salvar os estaleiros, querem amarrar os Açores a um barco que anda a passo de caracol e que teve de ser adaptado para se aguentar nas ondas? Mas já agora eu sempre gostava de conhecer quem foram os olheiros do governo , mandados por Carlos César para acompanhamento do projecto do Atlântida feito na Rússia, e depois quem acompanhou a sua execução nos Estaleiros de Viana… para que eu nunca recomende semelhante gente.. a qualquer amiga minha… Se fosse noutros tempos já havia inquéritos e mais inquéritos para avaliar a capacidade técnica dos intervenientes… Agora vivemos no mundo do amiguismo e onde tudo é consentido e perdoado… Ricos! O meu querido presidente César, na inauguração de uma estrada em São Carlos na Terceira, disse alto e bom som que vai continuar a apostar no investimento público para garantir emprego na Região, o que até acho muito bem. Mas, com aquele jeito de deputado da Oposição que nunca chegou a perder, atirou-se aos jornalistas que falam como “Velhos do Restelo”…Estou mesmo a ver que o meu querido César preferia que todos os jornalistas falassem da “Barbie” cor-de-rosa. Era muito mais simpático, e não interessa nada que haja quem passe fome, quem procura tudo quanto é sítio para pagar o que deve e ter umas migalhas para comer e que tem as empresas e o coração sempre nas mãos com falta de clientes e de pagamentos. Se isto é ser “velho do Restelo”, que se transforme Sant’Ana em Santa Isabel que transformou o pão em rosas. Para quem sofre, para o pessoal da primeira capital da ilha que viu as casas a explodir e ainda não tem solução, e para muito mais…que venham muitos “Velhos do Restelo”… Meus queridos! Quero mandar daqui um ternurento beijinho a todos quantos fazem parte e colaboram na paróquia dos Milagres dos Arrifes que esta semana completou 50 anos de existência, graças ao sempre saudoso padre Manuel Falcão que veio de São Sebastião da Terceira e conseguiu fazer com que aquele lugar se tornasse naquilo que é hoje. Disse-me a minha prima Maria, da Piedade, que o que mais gostou, nos discursos da hora da “janta” foi do meu querido Secretário Contente quando disse, entusiasmado que, “no reino de César”, nunca iam faltar apoios à Igreja. Ali…diante do Bispo e tudo…A minha prima rematou logo: o “reino de Deus agradece”… Mas que mistura, laica, republicana e socialista…. Ricos! Se há algum partido que tem lutado contra a fuga aos impostos, o PCP é um deles e honra lhe seja feita. Só não percebo é por que motivo, na sede deste mesmo Partido em Lisboa, haja um espaço de vender “souvenirs” – e que, para além de não ter multibanco, o que não é obrigatório, também não passa facturas, o que é obrigatório. A minha prima Jardelina foi lá comprar um CD infantil e acabou por trazer apenas o talão de caixa e fazer o pagamento em notas…Sempre é mais seguro e de efeito imediato. E dizem que estão com o povo… Meus queridos! A Rua dos Mercadores está tão riquinha que até está a gerar uma grande discussão sobre se ali hão-de passar, ou não, popós todos os dias. Como em tudo, as opiniões dividem-se e eu que passo ali muitas vezes, com o meu velho “boguinhas” também me acho com direito de pôr uma colherada. Por mim, aquela rua deve continuar com trânsito com velocidade limitada a 30 quilómetros e estacionamento proibido, a não ser para cargas e descargas, em horas a determinar. Coloquem lá uma das máquinas que fotografam os popós a partir de certa velocidade, e vão ver se resulta ou não… Meus queridos! O que se passa neste País e nesta Região é de bradar aos céus. A crise de autoridade atingiu níveis nunca dantes sonhados. E o pior é quando o exemplo vem “de cima”. O que se passou com o desrespeito para com a lei vigente, num recinto público, com a presença de representantes eleitos do povo, com transmissão televisiva, comentários dos próprios promotores da prática, no mínimo ilegal, do “evento” não lembra ao diabo. Já todos os meus queridos leitores descobriram que falo, indignada, da tourada picada que se verificou na praça de toiros de Angra. Mas onde está o Ministério Público? Ninguém vai ser chamado à Justiça? Faz-se tudo o que se quer e ninguém é responsabilizado? Como é possível estarem deputados (segundo afirmou uma associação de defesa dos animais) a presenciar tal prática? Lembram-se da grande bronca que deu a presença do então secretário regional Adolfo Lima num tentadero particular em que tal prática teve lugar? Agora a Justiça nada tem a dizer? A Justiça é mesmo cega? E já agora: a tourada picada contribui para o desenvolvimento dos Açores e a felicidade do seu povo? Já que estou com a mão na massa, gostaria de saber se, como diz a tal associação, a Universidade dos Açores teve alguma coisinha a ver com a promoção do evento ou se, como é prática normal, as instalações foram pura e simplesmente alugadas pelo preço corrente no mercado…. É que se a Universidade foi promotora é uma acção escandalosa e reprovável… Ricos! A minha insubstituível prima Laurentina, que me encheu os ouvidos danada com os arranjos na Rua do Laureano, está agora radiante. A Presidente do Municipio foi em pessoa falar com os moradores daquela populosa rua, acompanhada dos seus engenheiros da Câmara, e do empreiteiro . Com toda a gente no local, logo ali foi encontrada uma solução equilibrada, para gáudio de todos os interessados, numa prática de presidência dialogante que ficou bem a quem a promoveu… . A minha prima Laurentina teceu loas também à empresa que está a fazer a obra de saneamento básico, sem esquecer os trabalhadores, que combinam a delicadeza com o bem fazer. José Contente não pára em galho verde…Anda de um lado para o outro e não perde tudo o que é “evento”. Desta feita, na inauguração de uma cervejaria nas Portas do Mar marcou presença, supõe-se que oficial. Se os menos entendidos nestas coisas da política esperavam ter a companhia do secretário da Economia, enganaram-se. Esteve lá o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos! E a televisão não se fez rogada: deu-lhe espaço e visibilidade suficiente… Este frenesim aparecimental (usando terminologia de tipo governamental) parece trazer água no bico… Que se cuidem os outros pretendentes!!! Ricos! As eleições na Câmara do Comércio estão para dar e durar. Tem havido de tudo um pouco e só espero que as fracturas que vão ficando não sejam piores do que aquilo que se imagina. Há “bocas” de mal-estar entre apoiantes das duas listas e fala-se até de pressões que aqui nem vou dizer ... Para quem diz que estas eleições não eram políticas…vou ali e já venho, mas sei que a procissão está no adro… Se eu tivesse encabeçado uma lista para aquela Associação e o resultado tivesse sido aquele a que se assiste, com suspeições e ameaças, juro que não tomaria posse do lugar. Queria novas eleições para que tudo fosse cristalino como a água. O veneno que está no ar pode matar a Instituição…..



(In Correio dos Açores)


Nota- A Universidade não organizou esse debate, apenas decorreu nas suas instalações, mas se o tivesse feito, é de debates que ela vive. Não é crime discutir a existência ou não de touradas, num debate que se quer plural.

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