Indignação pelo abate de árvores!
Sílvia Quadros -Engenheira do Ambiente e Assistente da Universidade dos Açores
Na noite do passado dia 16 de Junho foram cortadas as árvores do Largo da Igreja, na freguesia da Terra Chã, bem como dois plátanos pertencentes à alameda do Campus de Angra – Terra Chã, da Universidade dos Açores! Como munícipe, residente na freguesia da Terra Chã e docente no Campus de Angra, venho aqui manifestar o meu protesto por esta acção da Junta de Freguesia da Terra Chã, integrada no projecto de requalificação do Largo da Igreja. Não sou contra a requalificação deste largo, embora considere outras acções na freguesia de Terra Chã mais urgentes, como por exemplo a beneficiação do sistema de abastecimento de água, a inventariação de cães perigosos, a recolha de lixo disperso e a melhoria da mobilidade pedestre na freguesia.
Apesar de atribuir maior importância às acções referidas, considero válidas as razões apresentadas para a beneficiação do Largo da Igreja: melhoria da segurança rodoviária e criação de uma entrada pedonal nas instalações da universidade. O que contesto é o facto de não terem sido preservados e integrados no actual projecto os elementos com valor paisagístico e de sombreamento ali existentes, como eram as árvores do Largo da Igreja e dois plátanos pertencentes à alameda do Campus de Angra – Terra Chã, da Universidade dos Açores. Porque razão estes elementos não foram integrados no projecto de requalificação do Largo da Igreja? Não conhecerão os senhores Presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã e a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo outras obras de requalificação em que se preservam as árvores já existentes? Devemos persistir na mentalidade retrógrada de inundar de betão os espaços públicos, ou devemos ser um pouco mais criativos e respeitosos pelos elementos naturais e integrá-los nas novas estruturas? Poderão argumentar que as árvores que existiam no Largo da Igreja, apesar do seu porte, do enquadramento da paisagem, do sombreamento que proporcionavam e do valor emocional que representavam para os funcionários e docentes deste campus, não eram espécies com valor reconhecido. Se esse for o argumento, então que nos garantam o plantio de espécies endémicas ou naturais no espaço ocupado pelas árvores abatidas! Outro aspecto que merece ser realçado no actual projecto é a diminuição das áreas de infiltração que conduz a situações indesejáveis (aumento do escoamento superficial de água pluvial na via pública e à diminuição da infiltração de água). Embora estejam em causa áreas pequenas, um projecto da Câmara Municipal, entidade que gere os sistemas públicos de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais, deveria ser exemplar na preservação e aumento das áreas de infiltração. Sugiro, portanto, que em próximas intervenções em espaços públicos, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e Juntas de Freguesia, considerem os elementos naturais e que tentem conciliar a sua preservação com o “desenvolvimento” que preconizam para o município.
Apesar de atribuir maior importância às acções referidas, considero válidas as razões apresentadas para a beneficiação do Largo da Igreja: melhoria da segurança rodoviária e criação de uma entrada pedonal nas instalações da universidade. O que contesto é o facto de não terem sido preservados e integrados no actual projecto os elementos com valor paisagístico e de sombreamento ali existentes, como eram as árvores do Largo da Igreja e dois plátanos pertencentes à alameda do Campus de Angra – Terra Chã, da Universidade dos Açores. Porque razão estes elementos não foram integrados no projecto de requalificação do Largo da Igreja? Não conhecerão os senhores Presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã e a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo outras obras de requalificação em que se preservam as árvores já existentes? Devemos persistir na mentalidade retrógrada de inundar de betão os espaços públicos, ou devemos ser um pouco mais criativos e respeitosos pelos elementos naturais e integrá-los nas novas estruturas? Poderão argumentar que as árvores que existiam no Largo da Igreja, apesar do seu porte, do enquadramento da paisagem, do sombreamento que proporcionavam e do valor emocional que representavam para os funcionários e docentes deste campus, não eram espécies com valor reconhecido. Se esse for o argumento, então que nos garantam o plantio de espécies endémicas ou naturais no espaço ocupado pelas árvores abatidas! Outro aspecto que merece ser realçado no actual projecto é a diminuição das áreas de infiltração que conduz a situações indesejáveis (aumento do escoamento superficial de água pluvial na via pública e à diminuição da infiltração de água). Embora estejam em causa áreas pequenas, um projecto da Câmara Municipal, entidade que gere os sistemas públicos de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais, deveria ser exemplar na preservação e aumento das áreas de infiltração. Sugiro, portanto, que em próximas intervenções em espaços públicos, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e Juntas de Freguesia, considerem os elementos naturais e que tentem conciliar a sua preservação com o “desenvolvimento” que preconizam para o município.(in Diário Insular)
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