sexta-feira, julho 10, 2009

Câmara de Angra vai construir lagoa

A Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo aprovou, segunda-feira à noite, na freguesia dos Altares, uma proposta do executivo camarário para a construção de uma lagoa de retenção de água destinada ao consumo doméstico. O projecto da obra será adjudicado em breve e terá em conta a construção de um reservatório de água com capacidade para 200 mil metros cúbicos. A empreitada deverá ser concretizada no próximo ano com apoio do Governo Regional que vai celebrar um contrato ARAAL para esse efeito com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. A lagoa a construir perto da Furna da Água, no Cabrito, terá capacidade para armazenar um volume de água equivalente ao consumo doméstico do concelho de Angra do Heroísmo durante 15 dias. Por outro lado, a Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo aprovou, por unanimidade, uma proposta para a criação de uma lista de árvores que devem ser classificadas pela sua importância ambiental ou cultural. A proposta foi inicialmente apresentada pelo representante do CDS/PP, Professor Félix Rodrigues, mas a versão aprovada resultou de uma iniciativa conjunta de todos partidos representados na Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo. Félix Rodrigues disse ontem ao DI que a proposta tem como objectivo proteger as árvores com interesse como os dragoeiros e as araucárias de serem abatidas de forma indiscriminada. Segundo referiu, compete ao executivo municipal criar uma lista das árvores existentes no concelho que devem ser protegidas pela sua importância para a comunidade. “Existem exemplares de árvores centenárias e outras de grande interesse que neste momento não estão livres de serem abatidas como já aconteceu recentemente”, adiantou. Por seu turno, Eduardo Dias, docente da Universidade dos Açores, considera que “para além de ser importante definir quais as árvores a abater é necessário evitar que sejam plantadas espécies exóticas que estão proibidas por lei e que são uma ameaça para as espécies endémicas que existem na ilha”.
MÉRITO CULTURAL
Durante a sessão de segunda-feira da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo foi aprovada uma proposta para a atribuição da Medalha de Mérito Cultural a José Ribeiro Pinto (presidente da Associação AngraJazz e realizador do programa da RDP “Os Sabores do Jazz”) e Mérito Municipal, a Marcelo Bettencourt, engenheiro civil que esteve ligado ao departamento do Governo Regional que teve a seu cargo a reconstrução de Angra do Heroísmo após o sismo de 1980.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

terça-feira, julho 07, 2009

Placa de homenagem na Terra Chã foi danificada por acidente

Junta de Freguesia da Terra Chã rejeita a acusação de ter promovido a destruição intencional da placa de homenagem aos militares mortos no Ultramar, que estava instalada no largo da Igreja, no âmbito das obras de requalificação do local.
Em comunicado enviado ao DI, a entidade revela que a placa foi quebrada acidentalmente, estando desde o início prevista a sua preservação e colocação noutro espaço do largo.
“Foi esta Junta de Freguesia que no ano de 2004, em parceria com o Núcleo Regional de Angra do Heroísmo da Liga dos Combatentes e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, mandou erigir no local público mais central da freguesia – Largo da Igreja – um monumento de homenagem aos militares da Terra Chã que morreram em combate no Ultramar. Como é possível alguém acreditar que a Junta de Freguesia iria mandar destruir um monumento de homenagem em que tanto se empenhou para erigir?”, alega o presidente da Junta de Freguesia, no ofício que endereçou ao DI para contestar as afirmações do chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.
Na sexta-feira passada, à margem da comemoração dos 69 anos da BA4, o general Luís Araújo criticou veementemente a destruição da placa e afirmou ir apurar responsabilidades, além de recuperar a placa e instalá-la noutro local.
“Não temos quaisquer dúvidas que o mais alto responsável da Força Aérea baseou-se em informações que alguém, que ainda desconhecemos, lhe fez chegar com intenção de difamar a nossa autarquia e denegrir uma obra importante para a freguesia, cuja execução é da nossa responsabilidade”, defende-se a Junta de Freguesia.
“Desde logo a Junta mandou acautelar no projecto de execução e no procedimento do concurso da empreitada a manutenção dos dois monumentos ali existentes – cruzeiro e placa de homenagem – embora ambos a deslocar para outro espaço, de modo a permitir a ampliação do largo. Lamentavelmente, no decurso da obra ocorreu um acidente que provocou a quebra do monumento de homenagem. O empreiteiro assumiu desde logo a responsabilidade pela sua integral reposição, sem encargos para a Junta de Freguesia, que, de imediato, forneceu os elementos necessários à reconstrução”, afirma a entidade, em comunicado.
A Junta de Freguesia da Terra Chã diz ainda que, no âmbito desta empreitada, só “não foi possível evitar o abate de dois plátanos” e das árvores que estavam no largo, “na sua quase totalidade já doentes”, e que, no mesmo local, serão plantadas novas árvores. E justifica a empreitada com a necessidade de “dignificar o centro da freguesia”.

(in Diário Insular)

Etiquetas: ,

domingo, julho 05, 2009

Abate de árvores na Terra-Chã - Posição da Força Aérea Portuguesa

sexta-feira, junho 19, 2009

Alunos e docentes do pólo universitário da Terra Chã estão descontentes com o corte de árvores centenárias

A iniciativa partiu da Junta de Freguesia da Terra Chã e deixou alunos e professores descontentes pela alegada falta de consideração pelo meio ambiente.
Na manhã de ontem, alunos e professores do Campus da Terra Chã, presenciaram um cenário que os deixou descontentes. Algumas àrvores centenárias à entrada do recinto foram derrubadas por causa das obras de melhoramento do largo principal da freguesia.Em causa estão preocupações ambientais por parte dos alunos, uma vez que a atitude é considerada pela população universitária uma falta de preocupação e desrespeito pela biodiversidade. Uma das espécies derrubadas foi o feto arbóreo, típico de zonas tropicais, e que leva muitos anos a atingir o tamanho do exemplar em questão.Os terrenos onde está a Universidade dos Açores - e onde se encontravam as espécies abatidas - pertencem à Força Aérea, que também se mostra descontente por não ter sido informada das obras de ampliação do largo.

Etiquetas: , , , , ,