segunda-feira, junho 29, 2009

O ABATE das árvores

João Guilherme Ferreira Batista -Agrónomo Professor da Universidade dos Açores – DCA Terra Chã
Nos tempos que correm, propícios a promessas e obras de circunstância, as árvores serão talvez, entre os seres vivos, dos que mais sofrem, tanto mais que não se manifestam, nem podem votar, ou quiçá, desiludidas, votem em branco. Vem esta crónica a propósito do abate inusitado de árvores situadas em espaços públicos, que se tem vindo a verificar em Angra do Heroísmo, ao longo dos últimos tempos. Dentro do reino vegetal, as árvores constituem seres evoluídos, complexos, que funcionam de um modo fascinante para quem se dedica ao seu estudo e que, apesar dos avanços mais recentes em ciência, muito ainda está por descobrir. Para a Humanidade, sobretudo desde que se constituiu em sociedades, as árvores foram desde sempre objectos de culto, motivo de admiração, prazer e fonte de rendimento, talvez mesmo prestígio para as quem as possuía e delas cuidava. Actualmente até parece existir um certo tipo de atavismo relativamente às árvores, talvez pelo facto de em tempos idos, terem servido para “pendurar” os desviados da sociedade. Presentemente são os desvios da sociedade, que “penduram” as árvores. As árvores instaladas em espaços urbanos constituem um património e não apenas um ornamento de ocasião, como uma qualquer peça de vestuário, que se usa e deita fora. São um repositório de histórias, momentos especiais da vida, pessoais ou colectivos, que também contribuem para fortalecer a identidade das urbes. A sua escolha e implantação, deverá ser criteriosa. Sempre o foi, talvez mais no passado do que no presente. Existem várias causas naturais, que justificam o abate de árvores. Sismos, ciclones, derrocadas, incêndios, doenças, entre outras causas, obrigam a inevitáveis substituições. Cortar por circunstâncias de ocasião, é simplesmente inaceitável, tanto mais que existem actualmente, modernos e eficientes meios para as podar, tratar e até mesmo transplantar exemplares de grande porte. A sustentabilidade ambiental, de que actualmente tanto se fala, também passa pela manutenção de árvores, espaços verdes, os “pulmões” das cidades. Também aqui o abate de uma árvore está a contribuir para piorar a nossa qualidade de vida, a do ar que respiramos. Finalmente, se existem obras tão essenciais, que tenham que ser implantadas em locais onde existam árvores, por vezes centenárias, porque razão não se tenta integrá-las no projecto arquitectónico?

(in Diário Insular)

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sábado, junho 20, 2009

Corte de árvores gera confusão

O corte das árvores, na entrada do pólo de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, no âmbito das obras de requalificação do largo, está a gerar polémica e a dividir opiniões. Este projecto, na sua origem, incluia uma intervenção na entrada do pólo que, de acordo com o Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, “foi submetida a um parecer, por parte do reitor da instituição, Avelino Meneses, que por sua vez pediu um parecer às unidades orgânicas envolvidas”. Alfredo Borba avança que “o departamento de Ciências Agrárias manifestou-se contra, sendo que o departamento de Ciências da Educação não se opôs”, posto isto, “foi emitido um parecer positivo” para a obra em causa.“Na minha opinão pessoal, não sou a favor do corte das árvores e penso que deveria ter sido feita a nova entrada antes do começo das obras”, afirma o pró-reitor, referindo-se ao aspecto funcional do “campus”.DI falou com alguns alunos que manifestaram desagrado com o corte das árvores com 60 anos, sendo que uma aluna, Soraia Mendes, realçou o facto de serem árvores que “levam muito tempo a crescer”.A propósito, o professor João Batista, do departamento de Ciências Agrárias, considera que “as árvores, mais do que um interesse ornamental, têm um interesse histórico”, e pelas quais diz ter “uma grande estima”. Continua, referindo que o ideal seria que “as árvores tivessem sido integradas no contexto das obras”.Contactado por DI, o presidente da Junta de Freguesia da Terra Chã, Armando Braga, explica que “o corte das árvores era inevitável para a execução das obras” e que o mesmo “estava previsto no projecto”, que considera ser “de extrema importância para a freguesia”.A par da questão das árvores levanta-se, ao mesmo tempo, outra questão, que diz respeito ao facto de o terreno pertencer à Força Aérea Portuguesa, que segundo o que DI apurou não foi informada sobre as obras. “Temos autorização do reitor, não entrámos no terreno sem mais nem menos”, sublinha Armando Braga, que se diz, ao mesmo tempo, “disponível para entrar em diálogo com a Força Aérea”, se necessário. DI contactou a Força Aérea Portuguesa e teve conhecimento que será emitido um parecer, durante o dia de hoje, a respeito das obras na entrada do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, junho 19, 2009

Alunos e docentes do pólo universitário da Terra Chã estão descontentes com o corte de árvores centenárias

A iniciativa partiu da Junta de Freguesia da Terra Chã e deixou alunos e professores descontentes pela alegada falta de consideração pelo meio ambiente.
Na manhã de ontem, alunos e professores do Campus da Terra Chã, presenciaram um cenário que os deixou descontentes. Algumas àrvores centenárias à entrada do recinto foram derrubadas por causa das obras de melhoramento do largo principal da freguesia.Em causa estão preocupações ambientais por parte dos alunos, uma vez que a atitude é considerada pela população universitária uma falta de preocupação e desrespeito pela biodiversidade. Uma das espécies derrubadas foi o feto arbóreo, típico de zonas tropicais, e que leva muitos anos a atingir o tamanho do exemplar em questão.Os terrenos onde está a Universidade dos Açores - e onde se encontravam as espécies abatidas - pertencem à Força Aérea, que também se mostra descontente por não ter sido informada das obras de ampliação do largo.

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sábado, maio 30, 2009

CURSO DE VERÃO da Universidade dos Açores (Campus de Angra do Heroísmo) Julho/2009

Dia 27, das 10-12 h
Biodiversidade Animal, pelo Prof. Doutor Paulo Borges.
14-16 h Caracterização da agro-pecuária Açoriana, pelo Prof. Doutor Alfredo Borba.

Dia 28, das 10-12 h
O clima e a agricultura, pelo Prof. Doutor Eduardo Brito de Azevedo.
14-16 h A história da cloneta, pelo Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva.

Dia 29 das 10-12 h
A agro-pecuária na economia Açoriana, pela Prof.ª Doutora Emiliana Silva.
14-16 h Agricultura biológica, pelo Prof. Doutor João Batista.

Dia 30, das 10-12 h
Os produtos tradicionais Açorianos, pela Profª. Doutora Maria da Graça Silveira.
14-16 h Bioversidade Vegetal nos Açores pela Prof.ª Rosalina Gabriel.

Dia 31, das 10-12h
A vida nas profundezas da Terceira, pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues.
14-16h Hidrogeologia dos Açores, pelo Prof. Doutor Cota Rodrigues.

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sexta-feira, abril 24, 2009

3º Workshop sobre o tema “Turismo e Sustentabilidade” - Programa

Promotor: Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR)
Local: Universidade dos Açores – Campus de Ponta Delgada
Data do Evento: Dias 26 e 27 de Abril de 2009
Programa: Dia 26 de Abril

09.00 – 20.00 - Excursão de Estudo: Coordenação: Helena Pina Calado Acompanhamento da Visita: Prof. Doutor Paulo Borges

10.00 – 10.45 - Apresentação Picos de Aventura

11.00 – 12.15 - Visita ao Antillia Apartamento

12.30 - Partida para as Furnas

13.30 - Chegada às Furnas

13.30 – 15.00 - Pausa para Almoço

15.00 – 15.45 - Visita ao SPA Hotel

16.00 – 17.00 - Visita ao Furnas Lake Resort 17.30 - Partida para Ponta Delgada
Dia 27 de Abril

CAFÉ 08.00 – 09.00- Recepção e Inscrições

09.00 – 09.30- Sessão de Abertura Secretário Regional da Economia - Dr. Vasco Cordeiro * 09.30 – 10.30- Sessão Plenária: Coordenação: José Cabral Vieira Peter Nijkamp (Free University of Amsterdam) José Cabral Vieira (Universidade dos Açores) Francisco Fernandes Tavares (Presidente da Ass. Nac. dos Munícipios de Cabo Verde)

10.30 – 11.00- Debate:

11.00 – 11.20- Pausa:

11.20 – 13.00 - 1ª Sessão de Comunicações Livres Preside - Ana Moniz Sessão Paralela 1 A - Análise Custo Benefício de Destinos Turísticos Joanna Piwowarczyk, Jan Weslawski - Sandy beaches in Sopot – need for the sustainable development and public awareness António Almeida - Segmentação de mercados: lições da história do turismo na Madeira Rogério P. Silva, Tiele S. Carrasco - Valor económico do património histórico da cidade do Rio Grande – RS – Brasil Vasco Silva, Pedro Ferreira, Tomaz Dentinho - Input Output Tables for the Management of Water Resources in Islands. The case of Terceira-Azores Ana Moniz, Manuela M. Hill, João Silva - Measuring the quality of the tourism experience: the case of study of the Azores Mafalda Rangel, Tomaz P. Dentinho, Gonçalo Araújo, Joana Lopes, Jorge Gonçalves, Karin Erzini - Análise custo viagem de roteiros subaquáticos (de apneia) na Praia da Marinha (Algarve) Preside - Tomaz Dentinho Sessão 1 B- Estudos de Caso I José M. Segura, José N. Espigares, Pedro G. Flor, Irene M. Fernandez - Turismo sostenible de Ceuta Luís Ferreira - Sustentabilidade e planeamento em turismo: casos de estudo Andrew A. Cordeiro - Sistema de gestão integrado – um caminho para a sustentabilidade hoteleira: Case Study Antillia Hotel Apartamento João Martins - Espaço Alqueva na rota do turismo sustentável Diana Vieira - Avaliação Socio-Cultural do canal Pico-Faial: a importância da biodiversidade marinha para o turismo sustentável João G. Batista, Edite R. Batista, Luísa M. Calado, Tomaz P. Dentinho - Turismo rural associado à produção biológica como alternativa económica para o pequeno agricultor. Caso dos Açores 13.00 - 14.20 - Pausa para Almoço 14.20 - 16.00 - 2ª Sessão de Comunicações Livres Preside - João Porteiro Sessão Paralela 2 A - Estratégias de Desenvolvimento Turístico Sustentável Carla Melo - Processos de planeamento e de monitorização estratégica: potenciais contributos para a sustentabilidade do turismo – a visão da Quaternaire Portugal Tomas Gonzalez, Serafin Corral, Jesus Hernandez - Changing tourism strategies: challenges for a new era. The case of Adeje Rogério P. Silva, Tiele S. Carrasco - Valor económico do património histórico da cidade do Rio Grande – RS – Brasil Ana Moniz, Manuela M. Hill, João Silva - Measuring the quality of the tourism experience: the case of study of the Azores Mafalda Rangel, Tomaz P. Dentinho, Gonçalo Araújo, Joana Lopes, Jorge Gonçalves, Karin Erzini - Análise custo viagem de roteiros subaquáticos (de apneia) na Praia da Marinha (Algarve)
Preside - Francisco Silva Sessão 2 B- Estudos de Caso II Preservation of cultural heritage and revitalizing a mining town in Mexico. The case of Cerro de San Pedro Josè G. Vargas-Hernàndez Vera Barros - Turismo sustentável: uma aplicação ao caso Madeirense Bárbara Cristina Pinto - O enquadramento da conservação dos valores naturais com uma gestão agro-florestal e turística sustentada, com o objectivo comum da conservação da biodiversidade em territórios da Rede Natura 2000 Luís M. Figueira - A gestão turística da interpretação do património numa perspectiva de turismo e sustentabilidade Rogério P. Silva, Tiele S. Carrasco - O turismo no balneário Cassino – Rio Grande – RS: Infra-estrutura, grau de satisfação e expectativas Francisco S. Silva, Maria do Céu Almeida - Sustentabilidade do turismo na natureza nos Açores – o caso de estudo do Canyoning 16.00 - 16.20 - Pausa 16.20 - 18.00 - 3ª Sessão de Comunicações Livres Preside - Carlos Santos Sessão Paralela 3 A - Turismo, Saúde e Ambiente Ana P. Figueira, Victor Figueira - A importância do planeamento do turismo no desenvolvimento sustentável das cidades de pequena e média dimensão Rose E. Queiroz, José Guerreiro, Maria A. Ventura - Valorização ambiental dos SICs dos Açores para a prática de Turismo da Natureza Pedro G. Flor, José L. N. Espigares, José A. M. Segura - Geografía mundial del turismo y enfermedades infecciosas transmitidas por le agua José L. N. Espigares, José A. M. Segura, Pedro G. Flor, Elisa H. Torres - Water policy and tourism in Spain: a regional analysis José B. Royuela, Malcolm Eames - Flores, foresight and sustainable economic development
Preside - Ana Moniz Sessão 3 B- Estudos de Caso III Veska Noncheva, Armando Mendes, Emiliana Silva - Sustainable tourism and agriculture multifunctionality Paulo Carvalho - Turismo, património e sustentabilidade em ambientes de montanha Maria Luísa Rodrigues, Elisabete Freire - Geoturismo e desenvolvimento sustentável Natália de Abreu, Victor H. Forjaz, Francisco C. Rodrigues - Geoturismo: um contributo para o desenvolvimento sustentável André R. Medeiros, Maria A. Ventura, Pedro Freire, Rui Ámen, Sérgio P. Ávila - Proposta de um novo trilho pedestre para a ilha de Santa Maria Flávio Nunes, Sandra Lima e Sofia Carvalho - Turismo de voluntariado: uma prática em ascensão e um factor de desenvolvimento comunitário 18.00 – 19.00- Mesa Redonda sob o tema:"Turismo Sustentável na Ilha de São Miguel" Preside: Prof.ª Dotoura Helena Pina Calado 19.00 - Cocktail
Calendarização 15 de Fevereiro de 2009

– Envio de Resumos28 de Fevereiro de 2009

– Confirmação da Aceitação de Resumos

31 de Março de 2009 – Recepção final das Comunicações

26 de Abril de 2009 – Excursão Técnica

27 de Abril de 2009 – Workshop “Turismo e Sustentabilidade”
InscriçõesPara efectuar a sua inscrição deverá enviar um e-mail para adelaidecosta@uac.pt, indicando no assunto “Turismo e Sustentabilidade - Inscrição” e no corpo da mensagem, o nome, instituição, profissão, número de contribuinte, morada pessoal e telemóvel. Deverá ainda mencionar os dados para emissão do recibo da inscrição: nome, instituição, morada e número de contribuinte. ● Estudantes: 10 € ● Normal: 50 € ● Visita de Estudo: 50 €.
ObservaçõesOs resumos devem ser remetidos a Adelaide Costa (adelaidecosta@uac.pt), indicando no assunto “Turismo e Sustentabilidade – Resumo”, de preferência em documento Word, com a indicação dos autores e respectivos contactos de e-mail. Os resumos devem ser remetidos com conhecimentos aos co-autores.
Mais Informações:Adelaide da Conceição Feliciano Costa Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias Associação Portuguesa para o Desenvolvimento RegionalT elefone: 963979747 E-mail: adelaidecosta@uac.pt Webmail UAC: http://angra.uac.pt/ggncn Webmail APDR: http://www.apdr.pt/evento_3/
(In Governo dos Açores)

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quinta-feira, agosto 14, 2008

Agricultura açoriana pode vir a apostar em compostos orgânicos

Um estudo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, realizado pelo Professor João Batista e a Investigadora Edite Batista revela que a produtividade pode aumentar 30 por cento com a futura utilização de compostos orgânicos.
Os compostos orgânicos, são, em boa verdade, estrume. A utilização desses compostos pode significar ganhos de 30 por cento para a Agricultura açoriana, segundo revela um estudo efectuado por investigadores da Universidade dos Açores.Os compostos orgânicos podem, de futuro, substituir mesmo os adubos químicos que estão cada vez mais caros, e a ideia é bem aceite pela Lavoura, segundo afirmou à RDP / Açores o Presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira. Para Paulo Ferreira trata-se de um projecto com pernas para andar e, atentendo que os adubos químicos estão cada vez mais caros, a alternativa é considerada bem vinda e a Lavoura está sensível a uma solução destas, mas é necessário que sejam dados mais passos nesse sentido.

(In Armando Mendes / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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terça-feira, junho 24, 2008

Indicadores de sustentabilidade em agricultura

No próximo dia 25 de Junho realizar-se-á no auditório das instalações do Pico da Urze, um workshop acerca do tema "Indicadores de sustentabilidade em agricultura". A acção enquadra-se num projecto conjunto das universidades dos Açores, Tuscia e Florença (Itália) e Wageningen (Holanda), financiado pelo governo italiano. Durante o período da manhã, discutir-se-á a eficiência da utilização directa ou indirecta de combustíveis fósseis na produção de leite, comparando os resultados obtidos na ilha Terceira, com os da região italiana de Tuscia. Resultados adicionais de uma equipa de investigadores das universidades de Florença e Wageningen serão também apresentados. Durante o período da tarde discutir-se-ão outros aspectos ligados à sustentabilidade do sector, recorrendo ao conhecimento acumulado por professores e investigadores do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

Programa

Dia 25 de JunhoManhã

9:30 – Sessão de abertura do workshop. Discurso de boas vindas do Magnífico Reitor da Universidade dos Açores.

10:00 – Introdução ao workshop – Prof. João Guilherme Batista (UA).

10:10 – Descrição do projecto e metodologia de estudo – Prof. Fábio Caporali (UT).

10:30 – Estrutura e maneio das explorações leiteiras estudadas nos casos da região de Tuscia, Viterbo (Itália) e da ilha Terceira (Açores) – Prof. Enio Campiglia (UT), Prof. João Guilherme Batista (UA).

11:00 – Intervalo para café.

11:15 – Resultados do estudo em termos energéticos e económicos, ao nível das explorações estudadas em Itália e nos Açores – Dr. Roberto Mancinelli (UT), Eng. Edite Batista (UA).

11:30 – Comparação entre os sistemas de produção italiano e açoriano, em termos energéticos e económicos – Dr. Vincenzo Di Felice (UT), Prof. João Guilherme Batista (UA).

12:00 – Conclusões – Prof. Fábio Caporali (UT), Prof. João Guilherme Batista (UA).

Tarde

14:30 – 14:40 - “Contribution to the evaluation of milk production sustainability at the Azores” – Prof. José Estevam Silveira Matos (UA).

14:40 – 14:50 - “Environment and Animal Production: the efficiency in converting nitrogen from the pasture to nitrogen in the diet” – Prof. Alfredo Silveira Borba (UA).

15:00 – 15:10 - “ Influence of diet on conjugated linoleic acid (CLA), omega-3 and other fatty acids in milk fat from dairy cows” – Prof. Oldemiro Aguiar Rego (UA).

15:10 – 15:20 - “Efficiency and sustainability on the use of grass by grazing dairy cows in Azores” – Prof. Luís Souto (UA).

15:20 – 15:30 - "Towards a more sustainable animal production in Azores" – Eng. Anabela Gomes (UA).

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domingo, maio 04, 2008

A questão da sustentabilidade

A propósito da crónica que o Sr. Dr. Francisco Maduro-Dias escreveu para a edição do DI do passado domingo, 27 de Abril, intitulada “Agri-Cultura”, em que de modo particularmente feliz, retrata a insustentabilidade da sociedade em que vivemos, gostaria de contribuir com algumas considerações para um tema tão actual, importante para o futuro imediato da Região e do País. A incerteza acerca das reservas petrolíferas e a questão da qualidade e disponibilidade em água potável, constituem duas das questões que mais preocupam a sociedade moderna e que se reflectem na actual crise energética e alimentar. Contudo, um dos aspectos mais esquecidos, mas que durante as últimas semanas tem tido algum realce na imprensa, é o que se relaciona com a sobrecarga que a mesma sociedade tem vindo a exercer sobre os solos. À medida que a população mundial aumenta e que as necessidades de uma classe média emergente vão exercendo pressão sobre as disponibilidades alimentares, os governos em todo o mundo têm vindo a favorecer as culturas energéticas, destinadas à produção dos chamados biocombustíveis. Para responder à necessidade de aumento de produção a partir de áreas limitadas de terra arável, cientistas e agricultores desde há muito que centram a sua atenção no melhoramento de plantas, na biotecnologia e na criação de novos fertilizantes e pesticidas. Contudo, a grande questão que se mantém, é de deixarmos de depender de um determinado número de recursos, estratégia parcialmente responsável pela situação em que vivemos, para passarmos a outras dependências, de consequências futuras ainda desconhecidas.Se o petróleo, a água e o ar, constituem recursos frágeis, a qualidade do solo ainda o poderá ser mais, acrescendo o facto de também ser limitado. Um maneio correcto, ou mesmo a melhoria, serão vitais para equacionar qualquer situação que permita suportar a vida dos 9 biliões de habitantes, que as Nações Unidas estimam povoar o planeta em meados deste século. Embora os especialistas em ciência do solo já tenham desenvolvido técnicas capazes de manter e aumentar temporariamente a fertilidade dos solos, a questão centra-se no modo de manter a sua qualidade ao longo do tempo. A recente investigação acerca da fantástica fertilidade de um misterioso solo da Amazónia, a “terra preta”, leva-nos a reconsiderar o valor da matéria orgânica dos solos, o húmus, sinónimo de riqueza. Até muito recentemente, a filosofia vigente era a de que”se os seus solos se estão a degradar, improdutivos portanto, adicione-lhes algum adubo, ou mobilize-os mais uma vez, e então conseguirá obter níveis de produção idênticos aos anteriores”. Face à incapacidade prática de manter este padrão de maneio, tem vindo a surgir um interesse crescente em conciliar sistemas que possam aumentar a fertilidade dos solos. Os resíduos orgânicos de natureza animal ou vegetal, produzidos em massa pela mesma sociedade que tem vindo a utilizar o solo, de modo, por vezes, indiscriminado, apesar da sua simplicidade, quando misturados, dão origem a um sistema complexo, cuja fertilidade depende da interacção de uma miríade de propriedades físicas, biológicas e químicas. Até mesmo a investigação actualmente mais avançada, não consegue produzir fórmulas capazes de sintetizar quantidades de composto suficientes para utilização à escala global.Mas o problema persiste. De acordo com o Professor Rattan Lal, da Universidade americana de Ohio, por volta de 2050, à escala global, todas as necessidades em alimentos para pessoas e animais, fibra e combustíveis, terão que ser satisfeitas a partir de um valor médio inferior a 500 m2 de solo, por habitante. Como uma parte significativa dos solos disponíveis já se encontra degradada ou sobrecarregada, a solução terá que passar pela sua melhoria. Não pretendo divagar sobre a ciência do solo, na qual não sou especialista, mas o facto é que a sua formação é muito lenta e que os actuais sistemas de exploração agrícola fazem com que as perdas de solo sejam 10 a 20 vezes superiores à capacidade natural de regeneração. Em regiões como os Açores, em que o solo é naturalmente escasso pela sua natureza insular, ao que acresce uma utilização nem sempre a mais racional, a situação presente e futura, é naturalmente preocupante. O conhecimento da terra, a que se refere o Dr. Maduro-Dias na sua crónica, é cada vez mais importante em termos de sustentabilidade futura. As perspectivas futuras só podem ser analisadas através de uma quantificação correcta do presente, trabalho que, na maioria das situações, se encontra por realizar. Manter a qualidade do solo, é manter a viabilidade de uma sociedade, ou como o Dr. Maduro-Dias refere, “A vida, a nossa vida, depende disso!”.


Professor João Batista (Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores)


(In Diário Insular)

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terça-feira, abril 08, 2008

Lançamento do Livro Compostagem - Utilização de Compostos em Horticultura

A Universidade dos Açores procedeu ao lançamento do livro Compostagem - Utilização de Compostos em Horticultura, da autoria do do Prof. Doutor João Ferreira Batista e da Engª. Edite Romana Bessa Batista, docentes desta academia.

A reciclagem de resíduos orgânicos através da compostagem, garantindo a sua reinserção nos grandes ciclos ecológicos, vitais para o planeta, constitui, conjuntamente com outras biotecnologias ambientais, a chave para o sucesso da transformação. A utilização de compostos é importante e indispensável no contexto de uma agricultura moderna e sustentável. Na verdade, uma das realidades das sociedades modernas, é que os ciclos nutritivos estão interrompidos, devido à negligência que se verifica no domínio da recuperação de resíduos orgânicos. Foi nesta perspectiva que os autores resolveram produzir um trabalho que reflectisse o estado do conhecimento na produção de compostos em geral e em particular para utilização em horticultura, incorporando também a sua própria experiência, que julgam poder contribuir para melhorar o conhecimento dos leitores, quer eles sejam técnicos, estudantes ou simples curiosos atraídos pelo saber.

A cerimónia de lançamento do livro realizou-se no dia 4 de Abril de 2008, pelas 17h00, no Anfiteatro do Complexo Pedagógico do Campus de Angra do Heroísmo, ao Pico da Urze. A obra foi apresentada pelo Prof. Doutor José Estevam de Matos.

(In Universia)

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terça-feira, março 25, 2008

Vacas "Low Tech"

DEFENDEM JOSÉ MATOS, DA UNIVERSIDADE DOS AÇORES, E ANTÓNIO VENTURA, ANTIGO PRESIDENTE DA AAIT: Lavoura deve regressar ao gado alimentado a erva.
Escalada no preço das rações preocupa produtores de leite açorianos. Os investigadores põem em causa as vacas de elevado rendimento e sugerem o regresso a animais alimentados apenas com erva.

As vacas de alto rendimento (melhoradas geneticamente para produções maiores de leite) estão a revelar-se um quebra-cabeças para os produtores açorianos, confirmou DI. O aumento do preço das rações – das quais depende a produtividade destes animais – fez reduzir os lucros das explorações agrícolas. E, sendo certa a tendência de crescimento do custo dos concentrados, o futuro não é risonho. “Os lavradores estão numa encruzilhada: apostaram no melhoramento genético para conseguirem produções em quantidade e, agora, perante o preço das rações, vêem-se em apuros para conseguir manter esses animais. E não podem reduzir os concentrados porque essas vacas precisam deles para produzir e viver”, explica António Ventura, antigo presidente da Associação Agrícola da Terceira. “Vai ser necessário voltar-se às vacas de produções inferiores, na casa dos 20 litros ao dia, que se alimentam de erva e silagem. Este tipo de animais garante, contudo, um leite de melhor qualidade”, sugere José Matos, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, em declarações ao DI. “Em meu entender, só há duas soluções: aqueles que apostaram muito no melhoramento genético e que se encontram num patamar que impossibilita o retrocesso, devem procurar alternativas que lhes garantam a matéria-prima para os concentrados, nomeadamente o milho; as explorações onde seja possível a reconversão para um efectivo de rendimento médio, na casa dos 20 litros diários por animal, devem enveredar por aí, apostando na erva, na silagem e na selecção genética destes animais”, sublinha António Ventura.“Os produtores que possuam terras a baixa altitude podem, com o devido acompanhamento, apostar na produção de milhos, que podem usar para silagens de elevada qualidade, capazes de servir como suplemento para a alimentação dos seus animais. Esses poderão manter a alta rentabilidade dos seus animais”, alega José Matos.
MÁQUINAS DE LEITE
Nos últimos 40 anos, a palavra de ordem no sector agrícola insular foi “produzir muito”. As políticas governamentais e comunitárias encaminhavam nessa direcção, incentivando o produtor a melhorar o seu efectivo bovino para a excelência na produção em quantidade.“Apostou-se na raça Holstein-frísia. Estes animais tornaram-se verdadeiras máquinas de produzir leite”, refere António Ventura.“Estes animais exigem um complemento de nutrientes, assegurado pelos concentrados, as rações. Uma vaca que produz 30 litros de leite por dia necessita de, pelo menos, dez quilos de concentrados por dia”, explica o antigo presidente da AAIT e actual deputado na Assembleia Legislativa, integrado na bancada do PSD/Açores. Em 2007, o preço dos concentrados subiu 45 por cento. O mercado mundial está a ser influenciado pela enorme procura dos cereais, muito por culpa da crise energética derivada da escalada do preço do petróleo (que está acima dos 100 dólares), que fez voltar as atenções para o bio-combustível. Nesta equação, o preço do milho tem vindo a subir consideravelmente, já que o produto é importante para a produção de etanol, uma alternativa à gasolina.Prevê-se que a utilização de etanol triplique até 2012 nos EUA. Muitos agricultores optaram por se concentrar na produção de milho, desviando-se da produção de trigo e soja, e contribuindo para a enorme subida dos preços destes cereais. Na Europa, os Governos pretendem que os biocombustíveis representem 10 por cento dos combustíveis utilizados em transportes, até 2020. Em termos globais, para serem atingidos os objectivos de aumento de produção de biocombustíveis até 2015, os terrenos adicionais necessários para a produção de cereais seriam de 80 milhões de hectares, uma área superior a França, Portugal e Suíça juntos.
PRODUZIR MILHO
Esta conjuntura afectou o preço das rações, recaindo sobre os produtores açorianos, na sua maioria sem grande capacidade financeira para enfrentar as flutuações do mercado.“Com o valor a tender para a equivalência com o preço que o produtor recebe por cada litro de leite produzido, é óbvio que as explorações que possuem estes animais enfrentam um problema muito complicado. A erva e a silagem de boa qualidade – que temos capacidade para produzir - afiguram-se como as melhores alternativas para a resolução deste problema. Essa, a meu ver, é a melhor opção para a Lavoura açoriana”, refere José Matos.“Além disso, a produção de leite com base na erva e em silagens de qualidade permite leite de melhor qualidade, com mais proteínas, caseína e gorduras, elementos que contribuem para uma melhor classificação do leite no arquipélago”, sublinha o professor da Universidade dos Açores."Os Açores têm óptimas condições para que a alimentação das vacas tenha como base, a erva", refere João Batista, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, citado pelo Diário dos Açores, em Janeiro deste ano.“Outra das alternativas é conseguirmos, no arquipélago, produzir milho em grão, que nos permita diminuir a dependência do exterior. Já existem experiências em curso cá [a experiência afecta 700 alqueires de campo agrícola]. Se forem aproveitadas para esse fim as terras que deixaram de ser usadas para produção de leite por via dos resgates leiteiros, poderemos ter aí uma forma de contribuir para o abaixamento do preço dos concentrados”, refere António Ventura.

(In Diário Insular)

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sábado, março 22, 2008

I CONGRESSO REGIONAL NO ÂMBITO DO PROJECTO INTERFRUTA II

Apresentar os resultados do projecto Interfruta II e debater os principais problemas e desafios que se colocam às culturas da fruta e da vinha são os objectivos do “I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura”, que tem lugar de 17 a 19 de Abril, na Terceira. O congresso divide-se pelo auditório do pólo universitário de Angra do Heroísmo no Pico da Urze, nos primeiros dois dias, seguindo-se uma manhã no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. De acordo com o responsável pelo projecto Interfruta II e professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, David Horta Lopes, o evento conta já com 46 inscrições, prevendo-se que estas aumentem significativamente até à data de realização. “Sabemos já, pelo número de inscrições que recebemos, que vamos ter uma forte presença de produtores. É isso que se pretende, que este seja um fórum de debate entre técnicos do Serviço Regional do Desenvolvimento Agrário, da Fruter, académicos e os próprios agricultores”, adiantou, ontem, na apresentação pública do congresso.Ao longo dos três dias de debate vão ser tratados temas como “Produção, Fenologia e Fertilização de Fruteiras”, “Biotecnologia e Apoios à Fruticultura”, “Protecção das Fruteiras”, “Biodiversidade de Protecção das Culturas” e “Viticultura”.Participam desde professores da Universidade dos Açores como João Baptista, Horta Lopes e Artur Machado até especialistas convidados como Rui Pereira, responsável pelo grupo de trabalho da Agência Internacional da Energia Atómica na da utilização de moscas esterilizadas no combate à praga da mosca da fruta.

DESMOTIVAÇÃO
Segundo David Horta Lopes, os principais problemas fitossanitários com que se debate o sector da fruticultura são a praga do bichado e a mosca da fruta.No entanto, o presidente da Fruter, também presente na sessão de apresentação do “I Congresso Regional de Fruticultura e Viticultura”, fala de desmotivação no sector.“Essa é uma situação que se agrava na fruticultura. Tem a ver com o facto de os rendimentos serem sazonais. O agricultor só vê dinheiro uma vez por ano. Por essa razão, aconselhamos sempre os produtores a dedicarem-se a várias culturas”.Porém, a “sazonalidade” dos rendimentos continua a afastar agricultores do sector. “Regista-se um decréscimo de pessoas a dedicarem-se a este sector da agricultura. Produzem banana, porque é algo que dá rendimentos ao longo de todo o ano” reforça Sieuve de Menezes.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, janeiro 28, 2008

O Problema das rações em excesso

O investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, João Batista, entende que a utilização de rações deve ser mais moderada e utilizar-se outros factores naturais, designadamente, a erva. "Os Açores têm óptimas condições para que a alimentação das vacas tenha como base, a erva", refere. A utilização de energia fóssil no sistema de produção de leite nos Açores foi objecto de um estudo científico, elaborado por João Batista e pela investigadora Edite Batista, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Segundo João Batista, professor de "Sistemas de Agricultura" no Departamento de Ciências Agrárias, o estudo agora apresentado, consistiu em descrever a eficiência de utilização de energia fóssil num conjunto de 10 explorações localizadas na ilha Terceira, num período de 5 anos (1998-2002), em termos de rácio entre o total de energia fóssil que entra na exploração de modo directo ou indirecto e a energia contida no leite produzido. Em termos de conclusões, os resultados apontam para um valor de 3 para 1, isto é, por cada três unidades de energia fornecidas ao sistema é produzida uma. João Batista, em declarações ao Diário dos Açores, explica que embora em termos económicos os resultados tenham sido favoráveis para as explorações analisadas, verifica-se uma utilização "desmesurada" de alguns factores de produção, nomeadamente o de rações (64,5 % da energia entrada no sistema). O investigador entende que o actual sistema está demasiado "dependente de factores externos, cuja produção está directa ou indirectamente associada à utilização de produtos petrolíferos, o que, face ao aumento crescente do seu custo, conduz à necessidade de repensar o sistema, tornando-o mais eficiente e aproveitando ao máximo o potencial natural das ilhas, nomeadamente os solos e o clima". As explorações que foram analisadas, quando comparadas com outros sistemas de produção internacional, assumem um "carácter muito intensivo e demasiado dependente da energia fóssil". A energia fóssil é consumida de forma indirecta nas explorações agrícolas, designadamente, no fabrico das rações, adubos e pesticidas, em que esta energia está incorporada em cerca de 70%. "Porque para se produzir milho é necessário energia fóssil e as rações são feitas à base de milho. Então as rações acabam por ser um factor limitativo na produção de leite", ressalva. Para João Batista, o problema não reside na utilização de rações nas explorações, mas sim com a forma como está a ser utilizada. "A utilização de rações deve ser mais moderada e utilizar-se outros factores naturais, designadamente a erva, acrescentando que "os Açores têm óptimas condições para que a alimentação das vacas tenha como base a erva". Em termos de eficiência de utilização de energia, João Batista conclui que esta utilização excessiva "não é eficiente, porque pode deixar de o ser, bastando que o petróleo suba muito, como se tem verificado actualmente ou que o preço do milho para a produção de bio- combustíveis suba muito e aí as rações vão tornar-se mais caras e colocar em causa a eficiência deste sistema", concluindo que preço do leite será afectado pela negativa. De acordo com João Batista, esta linha de investigação do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores está associada a um projecto comum às universidades de Tuscia (Itália) e Wageningen (Holanda), realizando-se em Angra, no próximo dia 25 de Junho, um workshop, onde se discutirá a sustentabilidade energética da produção de leite em diferentes regiões dos três países, procurando simultaneamente alargar a análise da sustentabilidade a outros indicadores, como sejam os económicos, os técnicos e os ambientais (nutrição animal, maneio, solos, fertilizantes, entomofauna do solo, qualidade das águas, etc).

(In Diário dos Açores).

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